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VALOR MEDICINAL DA MAÇÃ


09/06/2022

Controla a glicemia e favorece a respiração

Antes de praticar exercícios, é ideal consumir alimentos com baixo ou moderado índice glicêmico, como a maçã. Esse indicador mostra com qual velocidade um alimento aumenta a glicose no sangue. A maçã mantém a glicemia controlada por um período maior, o que faz com que você se sinta saciado por muito mais tempo. Além disso, possui antioxidantes que melhoram a capacidade respiratória e protegem os pulmões.

Fonte: PLOS One (Public Library of Science)

Ideal para manter uma dieta saudável

Além de não conter sódio ou gorduras, cada maçã tem entre 50 e 80 calorias. Além disso, a casca é rica em pectina, uma fibra que se transforma em um gel quando chega ao estômago e envolve parte da gordura ingerida, fazendo com que ela seja eliminada sem ser absorvida pelo organismo.

Fonte: PubMed (US National Library of Medicine)

Hidrata e repõe as energias

Quando o assunto é hidratação, a maçã é imbatível (80% de sua composição é água)! Além de saborosa, a maçã brasileira age como um isotônico e energético natural. É rica em açúcares naturais, fornecendo uma dose extra de energia para aprimorar o seu treino e dar o gás que falta para suas atividades diárias.

Fonte: Revista Veja (02/06/2004)

Rica em vitaminas

Uma única maçã fornece 14% da quantidade diária recomendada de vitamina C. Esta delícia é, também, rica em fibras, vitaminas B, E e flavonoides – substâncias com qualidades anti-inflamatórias, hormonais, anti-hemorrágicas e antialérgicas.

Fonte: PubMed (US National Library of Medicine) Food and Nutrition Research

Rica em fibras solúveis

A maçã é rica em fibras solúveis e tem função antioxidante. Sabe o que isso quer dizer?  Que além de regular o funcionamento do intestino, consumir maçãs regularmente ajuda ainda a combater os radicais livres, o que favorece a saúde da pele, retarda o envelhecimento e previne doenças. Para os bebês, é uma das frutas preferidas pelos pediatras na introdução de dieta sólida.

Fonte: PubMed (US National Library of Medicine)

Reduz os níveis de colesterol e previne a diabetes

A casca da maçã é riquíssima em pectina, um tipo de fibra solúvel que diminui a absorção do colesterol pelo organismo e ajuda no controle da glicemia. É também uma aliada na prevenção da obesidade e pode reduzir a incidência de câncer, doenças cardiovasculares e respiratórias.

Fonte: Journal of Horticultural Science and Biotechnology

Auxilia na saúde bucal

Consumir maçã brasileira e mantém até 80% dos germes causadores da cárie bem longe da sua boca. Insira a fruta em sua dieta e proteja a superfície de seus dentes e gengivas.

Fonte: BEHLAU, M. PONTES, P. Higiene Vocal: cuidando da voz. 3ª ed. Rio de Janeiro: Revinter, 2001.

Auxilia no controle da obesidade

Além de não conter sódio ou gorduras, cada maçã tem entre 50 e 80 calorias. Sua casca é riquíssima em pectina, um tipo de fibra solúvel que diminui a absorção do colesterol pelo organismo e ajuda no controle da glicemia. Por essa razão, a fruta é uma aliada na queima de calorias e reduz o risco de desenvolvimento de obesidade, segundo estudo da Universidade de Iowa, nos EUA.

Fonte: PLOS One (Public Library of Science)

Qualidade de vida

Substâncias presentes na maçã – flavonoides e a quercetina – previnem a formação de radicais livres e, com isso, favorecem maior qualidade de vida. Além disso, estudos feitos na Europa, que acompanharam mais de 10 mil pessoas durante 28 anos, verificaram que indivíduos com hábito de consumir maçãs tiveram menor incidência de câncer, doenças cardiovasculares e respiratórias, como asma.

Fonte: PubMed (US National Library of Medicine)

Auxilia na prevenção de doenças crônicas

Segundo estudo publicado no British Medical Journal (BMJ), o consumo de maçãs é uma boa estratégia para prevenir infarto do miocárdio e acidente vascular cerebral (AVC). Graças à presença de vitaminas do Complexo B, vitamina C e de ácido fosfórico, a fruta auxilia na proteção de todo o sistema nervoso e, por isso, pode ajudar a prevenir o desenvolvimento de doenças neurodegenerativas como Alzheimer e Parkinson.

Fonte: British Medical Journal (BMJ)

BENEFÍCIOS DA MAÇÃ

(Foto: Aires Mariga / Epagri)
31/05/2022

Saiba quais são os benefícios da maçã para o seu dia a dia e descubra uma maneira surpreendente de comê-la!

A maçã tem sido um sinônimo de saúde por um bom tempo. Pouco calórica e repleta de nutrientes e vitaminas essenciais (como a vitamina C), sobretudo na casca, é uma das frutas mais comuns em dietas. Mas existem muitas outras curiosidades e benefícios da maçã que não são tão conhecidos assim. Confira!

Benefícios da maçã para a saúde

Contém alto teor de fibras

A maçã é rica em fibras solúveis. Essas fibras têm mostrado potencial para reduzir problemas intestinais, incluindo prisão de ventre, hemorroidas e, possivelmente, alguns tipos de câncer.

Ideal para quem tem diabetes

Por conter frutose, a maça ajuda a controlar níveis de insulina, já que libera açúcar lentamente na corrente sanguínea, o que é excelente para quem tem diabetes. Além disso, a pectina da maçã ajuda a reduzir os níveis de colesterol ruim, ao diminuir a secreção de insulina.

Auxilia na perda de peso

Rica em fibras e água, as maçãs são ótimas para quem quer perder peso. Em um estudo, as pessoas que comeram fatias de maçã antes de uma refeição se sentiram mais satisfeitas do que aquelas que consumiram compota de maçã, suco de maçã ou nenhum produto de maçã.

No mesmo estudo, aqueles que começaram sua refeição com fatias de maçã também comeram em média 200 calorias a menos do que aqueles que não o fizeram.

Em outro estudo, que acompanhou 50 mulheres com sobrepeso, as participantes que comeram maçãs perderam em média 1 quilo em 10 dias e consumiram menos calorias do que aquelas que comeram biscoitos de aveia com teor calórico e de fibras semelhante.

Os pesquisadores acham que as maçãs saciam mais porque têm menos densidade energética, mas ainda fornecem fibras e volume. Além disso, alguns compostos naturais da fruta podem promover a perda de peso.

Faz bem para o coração

As maçãs têm sido associadas a um risco menor de doenças cardíacas. Uma razão para isso pode ser sua grande quantidade de fibras, que ajudam a reduzir os níveis de colesterol no sangue.

Elas também contêm polifenóis, que têm efeitos antioxidantes – que neutralizam a ação de radicais livres e reduzem o estresse oxidativo. Muitos deles estão concentrados na casca. Um desses polifenóis é a epicatequina flavonóide, que pode baixar a pressão arterial.

Prevenção do câncer

Os antioxidantes presentes nas maçãs também podem ajudar na prevenção do câncer. Além disso, estudos confirmam que essas frutas ajudam na prevenção da morte pela doença. Contudo, novas pesquisas devem ser feitas para confirmar esses efeitos.

Pode ter efeitos prebióticos

As maçãs contêm pectina, um tipo de fibra que atua como um prebiótico. Isso significa que ela alimenta as bactérias boas que habitam o intestino. O intestino é conhecido pela ciência como o “segundo cérebro” do corpo humano, porque está envolvido em praticamente todas as funções do organismo. Ter uma microbiota intestinal saudável, com bactérias benéficas presentes, pode prevenir até problemas de saúde mental, como depressão.

Impulsiona a função cerebral

Um estudo realizado por pesquisadores da Universidade de Queensland e do Centro Alemão de Doenças Neurodegenerativas descobriu que as altas concentrações de fitonutrientes presentes na maçã podem ajudar a impulsionar a função cerebral (aprendizagem e memória), estimulando a neurogênese e o sistema nervoso.

E o vinagre de maçã?

O vinagre de maçã possui benefícios que vão muito além da cozinha. Além de ser utilizado para temperar a salada, ele pode aliviar os sintomas do refluxo gástrico, refrescar o hálito, reduzir a dor de garganta, embelezar os cabelos e muitos outros benefícios. Ainda é uma excelente opção para quem quer praticar o consumo consciente e substituir os produtos industrializados, porque pode ser feito em casa! 

Fonte: eCycle

LANÇADA PRIMEIRA CULTIVAR DE ARROZ VERMELHO DESENVOLVIDA NO BRASIL

Foto: Eugenia Ribeiro

02/12/2018

A Embrapa acaba de disponibilizar ao mercado a cultivar de arroz vermelho BRS 901, a primeira obtida a partir de cruzamento artificial no País. A nova variedade é indicada para cultivo nos estados do Piauí, Ceará, Rio Grande do Norte e Paraíba. Trata-se de uma opção para atender a nichos de mercado, podendo compor pratos típicos da Região Nordeste e receitas da alta gastronomia.

A produção de arroz vermelho no Brasil concentra-se nos estados da Paraíba, maior produtor, e Rio Grande do Norte, mas ele é encontrado como cultura de subsistência no Ceará, Pernambuco, Minas Gerais e Espírito Santo, onde ainda é cultivado utilizando-se técnicas tradicionais. A produção desse arroz no País, em anos de safras normais (sem escassez de chuvas), é de cerca de dez mil toneladas, um terço do que era produzido há 50 anos. O arroz vermelho tem também despertado o interesse de produtores do Sul e Sudeste, que utilizam alto padrão tecnológico em suas lavouras, e também de uma parcela de consumidores dos centros urbanos que buscam novas opções gastronômicas. 

Para ler a matéria na íntegra, acesse aqui.  

PESQUISADOR DA EMBRAPA APRESENTA EXPERIÊNCIAS BRASILEIRAS DE BIOENERGIA EM EVENTO INTERNACIONAL



22/11/2018

As experiências brasileiras no setor de bioenergia serão apresentadas, hoje, na "Semana de Agricultura e Alimentação: os desafios futuros para América Latina e Caribe", que acontece até sexta-feira (23/11), em Buenos Aires/Argentina.

A palestra, ministrada pelo Chefe de Transferência de Tecnologia da Embrapa Agroenergia, Alexandre Alonso, está inserida na programação do painel "Cultivos energéticos".

Alonso ressalta que o evento é um grande fórum regional para troca de experiências, diálogo, aprendizagem e construção de acordos entre os diversos atores, para avançar em direção dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável no mundo rural e setor Agroalimentar. 

Além disso, é uma oportunidade de encontro para os atores da cadeia de valor bioenergética nacional e internacional possam trocar conhecimento e compartilhar experiências, um espaço de reflexão e discussão sobre o rol da bioenergia.

Estão presentes profissionais do setor público e privado, produtores, empresários, profissionais, acadêmicos e pesquisadores de âmbito nacional e internacional que irão expor diversas temáticas relacionadas à produção, comércio, tecnologia e investigação em matéria bioenergética. 

O evento é uma realização da Secretaria de Alimentos e Bioeconomia e Secretaria de Governo de Agroindústria da Argentina. Saiba mais sobre a programa da Semana no link http://www.fao.org/americas/eventos/ver/es/c/1146950/

A IMPORTÂNCIA DA AGRICULTURA FAMILIAR PARA O DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL



20/07/2018

“Necessitamos de sistemas alimentares sustentáveis que ofereçam alimentos acessíveis, saudáveis e nutritivos e preservem os recursos naturais e a biodiversidade”

A 12ª Conferência da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa é uma excelente oportunidade para os países lusófonos reafirmarem seu comprometimento com a implementação da Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável e a consecução dos 17 Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS).

Os ODS são interligados entre si. Não será possível, por exemplo, erradicar a fome no mundo (ODS 2) sem que ao mesmo tempo os países eliminem a pobreza extrema (ODS 1) e promovam medidas de adaptação à mudança do clima (ODS 13). É necessário, portanto, a adoção de um “approach” interconectado em busca do desenvolvimento sustentável.

Os setores agrícolas (colheitas, pesca, silvicultura e pecuária) têm papel fundamental a esse respeito. É através da agricultura que o homem e a natureza se conectam. Ademais, grande parte das mais de 800 milhões de pessoas que sofrem de fome no mundo vivem no meio rural e dependem dos setores agrícolas para obter seus meios de vida. Eles são pequenos produtores, pastores, pescadores, aquicultores e silvicultores que se agrupam no que é conhecido como agricultura familiar.

Paradoxalmente, apesar de os agricultores familiares serem um dos grupos sociais mais vulneráveis à fome, à pobreza e aos impactos da mudança do clima, a agricultura familiar produz a maior parte dos alimentos consumidos no mundo. E mais importante: alimentos saudáveis, seguros e nutritivos, os quais são fundamentais no combate aos níveis de obesidade e malnutrição crescentes em todos os países do mundo em razão, sobretudo, do alto consumo de alimentos processados ricos em sal, açúcar e gorduras.

Hoje em dia, o mundo ainda produz a maior parte dos alimentos com base nos princípios da Revolução Verde das décadas de 60 e 70 do século passado, a partir do uso intensivo de químicos e recursos naturais, o que gera alto custo para o meio ambiente.

A Revolução Verde foi muito importante em seu tempo para aumentar de forma rápida e significativa a produção de alimentos. A falta de alimentos era o problema da época. Não é mais. Hoje o mundo já produz mais do que o suficiente para alimentar a todos (o problema agora é o acesso aos alimentos). Chegamos, portanto, a um ponto de inflexão. Necessitamos de sistemas alimentares sustentáveis que ofereçam alimentos acessíveis, saudáveis e nutritivos e que preservem os recursos naturais e a biodiversidade.

A agricultura familiar tem papel fundamental nesse sentido. Desde 2012, na Cimeira de Maputo, que a CPLP possui uma Estratégia de Segurança Alimentar e Nutricional cujo um dos eixos principais é o apoio à agricultura familiar. Na ocasião, a FAO foi escolhida para assistir aos países da CPLP na implementação dessa estratégia. A visão da FAO é que os países lusófonos não podem perder de vista este compromisso em apoiar os mais vulneráveis por meio de políticas específicas de proteção social e de adaptação às mudanças do clima.

Felizmente, temos presenciado importantes avanços nesse sentido. Portugal, por exemplo, adotou no mês passado o Estatuto da Pequena Agricultura Familiar, que deverá beneficiar 100 mil pessoas (40% dos agricultores portugueses). Já o Governo de São Tomé e Príncipe, ao lado de parceiros importantes da sociedade civil, emprega esforços para o estabelecimento de um centro de agricultura sustentável.

Cabo Verde, por sua vez, aprovou nas últimas semanas a Lei do Direito à Alimentação Adequada, que reconhece o direito humano à alimentação adequada para todos os cidadãos, com enfoque na produção local de alimentos saudáveis e nutrientes. Tal esforço conta com o apoio da FAO com vista a diminuir a dependência do país de recursos e alimentos importados. Nesse sentido, a FAO financiou no último biénio 35 projetos com vista a tornar os sistemas alimentares mais produtivos e menos vulneráveis aos impactos da mudança do clima.

Investir na agricultura familiar, portanto, é investir num futuro sustentável, sem que ninguém fique para trás. 


ADES AVANÇA NO UNIVERSO DE BEBIDAS VEGETAIS

Novos produtos da marca AdeS chegam ao mercado (Crédito:  Divulgação)

20/07/2018

Um ano depois de assumir a operação de AdeS, a Coca-Cola Brasil está ampliando o portfólio de bebidas vegetais da marca. Chegam ao mercado este mês os novos produtos AdeS amêndoas, AdeS amêndoas com baunilha e AdeS coco. O tradicional AdeS soja Original também tem novidade: mais 23% de extrato de soja, passando a ser fonte de proteínas.


“AdeS já é uma marca conhecida e amada pelos brasileiros. Com a aquisição pela Coca-Cola Brasil, temos a ambição de democratizar o acesso às bebidas vegetais no país”, explica Pedro Massa, diretor de Novos Negócios da Coca-Cola Brasil. “Com a distribuição do Sistema Coca-Cola, já dobramos disponibilidade de AdeS em alguns canais de distribuição”, completa.

Com a ampliação da linha, AdeS traz a força das bebidas vegetais  para o portfólio da Coca-Cola Brasil. Esse mercado cresceu rapidamente em outros países e vem ganhando espaço no Brasil. “Nossas pesquisas mostram que existe um crescimento cada vez maior na demanda por alimentos mais equilibrados sob o ponto de vista nutricional. O consumo de bebidas vegetais está no centro dessa mudança”, diz Pedro.

‘AdeS já é uma marca conhecida e amada pelos brasileiros. Com a aquisição pela Coca-Cola Brasil, temos a ambição de democratizar o acesso às bebidas vegetais no país’ — Pedro Massa, diretor de Novos Negócios 

Criadas para atender as pessoas que buscam uma vida mais equilibrada ou que desejam uma fonte de cálcio alternativa ao leite animal, as bebidas de amêndoas e coco são de origem 100% vegetal e naturalmente sem lactose, além de serem ricas em cálcio e vitaminas.

A nova receita de AdeS Original utiliza apenas grãos não transgênicos e traz um produto mais balanceado e nutritivo. Com 6,4g de proteína por 200ml, um copo da bebida de soja tem a mesma quantidade de proteínas de um copo de leite de vaca ou de um ovo. Ao substituir a vitamina D3 pela D2, de origem vegetal, o produto passa a ser apto ao consumo vegano por não ter nenhum ingrediente animal.

Nova marca — Criada pela agência Geometry Global, o novo visual de AdeS mantém alguns códigos, como a cor verde. A principal mudança do rótulo foi dar mais destaque aos ingredientes, para que as pessoas tenham mais clareza sobre o produto. “A ideia era modernizar o visual, sair de uma visão apenas de soja para uma marca com múltiplos ingredientes. AdeS, que sempre significou Alimento de Soja, agora passa a ser Alimento de Semente, e vamos oferecer cada vez mais opções nesse caminho,” ressalta Pedro. 

Os novos produtos serão vendidos em embalagens de um litro. O preço sugerido de AdeS amêndoas e amêndoas com baunilha é R$ 12,90. AdeS Coco é R$ 9,90. AdeS Original R$5,50.

Sobre a Coca-Cola Brasil

O Sistema Coca-Cola Brasil é o maior produtor de bebidas não alcoólicas do país e atua em nove segmentos — água, café, chás, refrigerantes, néctares, sucos, lácteos, bebidas esportivas e bebidas vegetais — com uma linha de mais de 152 produtos, entre sabores regulares e versões zero ou de baixa caloria. Composto por nove grupos de fabricantes franqueados, mais a parceria com Leão Alimentos e Bebidas, o Sistema emprega diretamente 62,6 mil funcionários, gerando cerca de 600 mil empregos indiretos. Em 2018, o Sistema Coca-Cola Brasil mantém o nível de investimentos do ano passado, de aproximadamente R$ 3 bilhões, e continua apostando em inovar para ampliar seu portfólio, oferecer cada vez mais opções com menos açúcar adicionado e em incentivar iniciativas que melhorem o desenvolvimento econômico e social das comunidades onde atua. A empresa trabalha para gerar impacto social e ambiental positivos. Em 2017, passou a contribuir com o acesso à água potável em comunidades rurais e de baixa renda, por meio da aliança Água+ Acesso. Em reciclagem, a empresa tem o objetivo de ajudar a coletar e reciclar o equivalente a 100% de suas embalagens até 2030.


PRODUZIR TRIGO NO BRASIL, MAIS QUE UMA OPÇÃO, UMA NECESSIDADE




09/06/2018

A população brasileira se aproxima dos 220 milhões de pessoas. A produção de grãos deste ano, segundo estimativa da Companhia Nacional de Alimentos - CONAB, será de 232,6 milhões de toneladas, o que significa mais de uma tonelada per capita.

Quando se analisa o cenário global, estamos bem, embora ainda tenhamos potencial para crescimento, especialmente em produtividade. No entanto, em alguns produtos básicos para alimentação da população temos problemas, como é o caso do trigo. 

O Brasil consome anualmente algo em torno de 10 milhões de toneladas de trigo. Nas duas últimas safras foram produzidas menos de 5 milhões de toneladas. Somos um grande importador de trigo. Esta grande dependência da produção de outros países, especialmente do Mercosul, em tempos de economia globalizada deixa o Brasil numa situação de grande vulnerabilidade. 

Neste momento, a cotação do trigo está em alta, já ultrapassa a barreira dos U$ 200.00 por tonelada. Por estarmos passando por um momento de elevação do valor do dólar frente ao real, o impacto é imediato sobre o preço do “pãozinho francês”, alimento básico do brasileiro.

Estima-se que no Brasil, na safra 2017/2018 serão cultivados 1,9 milhões de hectares com trigo. Em Mato Grosso do Sul, onde já foram cultivados mais de 400 mil hectares, deverão ser cultivados ao redor de 20 mil hectares.

Após a colheita da soja, a maior área é ocupada com milho, ou seja, predomina a sucessão soja-milho. Do ponto de vista agronômico, o cultivo do trigo seria uma excelente opção para rotação de culturas. Essa prática, agrícola quando adequadamente planejada auxilia no controle de pragas, de doenças, de nematoides e de plantas daninhas, reduzindo os custos de produção.

O modelo de agricultura atualmente predominante, soja-milho e em algumas regiões do Brasil soja-algodão, devido a sua baixa diversidade é um modelo muito vulnerável, colocando em risco anos e anos de trabalho.

Em tempos de economia globalizada, precisamos ficar muito atentos não só com o que está ocorrendo com nossos “vizinhos de cerca” mas, principalmente, com o que está acontecendo nos países produtores. A forte seca ocorrida na Argentina impactou muito os preços do milho e da soja. A alta do preço do barril de petróleo está contribuindo para a elevação dos preços do algodão no mercado internacional, o que está proporcionando ao produtor brasileiro uma melhor remuneração na venda de seu produto.

Não precisamos pensar em produzir trigo para atender a 100% da nossa demanda, mas é necessário reduzir a dependência externa e de certa forma nos proteger das oscilações que ocorrem ao redor do mundo, especialmente dos preços, que estão muito ligados à questão da oferta e demanda, além de problemas internos nos países produtores. A Argentina produz anualmente cerca de 18 milhões de toneladas e consome 5 milhões de toneladas de trigo. Somos um grande comprador de trigo da Argentina.

Inserir o trigo no sistema de produção constitui um grande desafio, para isto, devemos fazer esforços continuando a geração de conhecimentos e a transferência destes para que o produtor brasileiro tenha à sua disposição tecnologias que minimizem os riscos e lhe assegurem uma remuneração adequada. Também, é preciso uma política de médio e longo prazos visando a produção sustentável de trigo.
Em síntese, diante desse cenário, o grande avanço é proporcionar segurança ao produtor por meio de ofertas de tecnologias e de políticas públicas para que ele possa cultivar o trigo de forma competitiva. Se aumentarmos a nossa produção de trigo, ganha o produtor, o consumidor, e o país economiza divisa e melhora sua balança comercial.

Fernando Mendes Lamas
Pesquisador da Embrapa Agropecuária Oeste
Fernando.lamas@embrapa.br


ABELHAS DEVEM SER PROTEGIDAS PARA GARANTIR O FUTURO DOS ALIMENTOS

No Sudão do Sul, a produção de mel pode ser importante para a economia. Unmiss/Eric Kanalstein

20/05/2018

Este domingo, marca-se o primeiro Dia Mundial da Abelha; mais de 75% das culturas alimentares mundiais dependem, em certa medida, da polinização.

No primeiro Dia Mundial da Abelha, marcado este domingo, a Organização das Nações Unidas para Agricultura Alimentação, FAO, avisa que pessoas e governos devem fazer mais para proteger estes insetos ou arriscam uma queda acentuada na diversidade de alimentos.

Segunda a agência da ONU, as abelhas estão sob grande ameaça devido aos efeitos combinados da mudança climática, agricultura intensiva, pesticidas, perda de biodiversidade e poluição.

Ação

O diretor-geral da FAO, José Graziano da Silva, está na Eslovênia, para a cerimônia oficial. O responsável disse que os países precisam fazer a mudança para políticas e sistemas alimentares menos poluidores e mais sustentáveis.

Segundo ele, "não se pode continuar a concentrar no aumento da produção com base no uso generalizado de pesticidas e produtos químicos que ameaçam culturas e polinizadores.”

O ministro da Agricultura, Florestas e Alimentos da Eslovênia, Dejan Židan, disse que este é o momento de "transformar palavras em ações e realizar atividades específicas para conservar as abelhas e outros polinizadores, cuidando assim de sua sobrevivência e, consequentemente, da nossa própria sobrevivência."


A importância das abelhas vai muito além da produção de mel. Unmiss/Eric Kanalstein

Comida

Mais de 75% das culturas alimentares mundiais dependem, em certa medida, da polinização para rendimento e qualidade. A ausência de abelhas e outros polinizadores acabaria, por exemplo, com as culturas de café, maçãs, amêndoas, tomates e cacau.  

Graziano da Silva disse que "cada um de nós tem uma responsabilidade individual em proteger as abelhas e que "até mesmo o cultivo de flores em casa para alimentar abelhas contribui para esse esforço."

O número e a diversidade de polinizadores diminuíram nas últimas décadas. Segundo a FAO, existem provas de que o declínio é, sobretudo, consequência das atividades humanas, incluindo mudanças climáticas.

A agência da ONU diz que práticas agrícolas sustentáveis, e em particular a agroecologia, podem ajudar a proteger as abelhas reduzindo a exposição a pesticidas e ajudando a diversificar a paisagem agrícola.

A cerimônia oficial para o primeiro Dia Mundial da Abelha acontece este domingo na cidade eslovena de Breznica

Fonte: ONU News


ASPECTO NUTRICIONAL DOS ALIMENTOS



24/04/2018

O que se deve saber sobre os alimentos*

*Sidinéa Cordeiro de Freitas, pesquisadora da Embrapa Agroindústria de Alimentos, responsável pelo Laboratório de Análises Físico-Química de Alimentos

Alimentar vem do verbo latino alere, que significa crescer. Tanto para crescer, como para viver, ou até mesmo sobreviver, um indivíduo precisa se alimentar, isto é, ingerir alimentos. Mas isto não basta. É preciso que o alimento ingerido seja metabolizado pelo organismo, ou seja, transformado naquilo que o organismo realmente necessita. Sendo assim, o alimento ingerido deve ser nutritivo e seguro.

O alimento possui a finalidade de fornecer ao corpo humano a energia e os nutrientes necessários à formação e manutenção do corpo, tais como: carboidratos, proteínas, gorduras, sais minerais, vitaminas e água.

Os carboidratos, as proteínas e as gorduras são os nutrientes que fornecem energia ao corpo. Os carboidratos ditos disponíveis, ou metabolizáveis, constituem os açúcares simples que são: glicose e a frutose presentes em frutas e vegetais; a lactose, presente em derivados de leite, e a sacarose, presente em frutas e legumes e amido, presente em sementes, raízes e tubérculos.

Os carboidratos não metabolizáveis compreendem as fibras, presentes nas células de frutas, tubérculos, folhas, cereais etc., e que são benéficos para o funcionamento intestinal.

As gorduras, ou lipídios, constituem um grande número de compostos e são os maiores componentes do tecido adiposo constituindo, junto com as proteínas e carboidratos, a principal estrutura das células vivas. Além disso, são utilizados como reserva de energia do corpo humano e dos vegetais, como por exemplo, nas sementes oleaginosas (ex.: castanha do Brasil) e no corpo dos animais. As gorduras desempenham um papel importante na nutrição. Elas não só fornecem energia (calorias), como também, ácidos graxos essenciais, que agem no transporte das vitaminas lipossolúveis e tornam os alimentos mais saborosos.

As proteínas são moléculas de grande tamanho, que podem constituir 50%, ou mais, do peso seco das células vivas, e exercem funções fundamentais como catalisadores biológicos (enzimas) e componentes estruturais da célula. Algumas delas, além de carbono, hidrogênio, oxigênio, nitrogênio e enxofre, podem apresentar também: ferro, cobre, fósforo ou zinco. A maioria das proteínas é formada por unidades de 20 aminoácidos, entre os quais a histidina, lisina, metionina e triptofano. O ser humano necessita de aminoácidos essenciais, e essa necessidade varia de acordo com as condições fisiológicas do indivíduo como gravidez, fase de crescimento etc. Segundo a FAO (Órgão das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação), a proteína considerada completa é a do ovo, que contém oito aminoácidos essenciais, sendo facilmente digerível.

As vitaminas são substâncias não energéticas, que estão presentes em diferentes alimentos, mas em pequenas quantidades. Algumas vitaminas atuam como apoio de certas reações enzimáticas e outras exercem funções fisiológicas específicas, controlando simultaneamente os processos de digestão, orientação e utilização dos nutrientes, como também atuam nos mecanismos de funcionamento do organismo. Daí a importância de se ingerir alimentos contendo vitaminas. Cada uma delas (A, D, E, K, B1, B2, B3, B5, B9, B12 e C) desempenha um papel essencial e específico no metabolismo. São divididas em hidrossolúveis (B1, B2, pró-vitamina B3, B5, B6, B8, B9, B12, C) e lipossolúveis (A, A2, Provitamina A, D2, Provitamina D2, D3, Provitamina D3, E, K).
  
Tabela 1: Quantidade de vitaminas encontradas em alguns alimentos (em mg/100g).


ER – equivalente de retinol (soma das vitaminas provenientes do retinol pré-formado e dos carotenóides).

A tabela 2 abaixo exemplifica o valor da recomendação diária aceitável de algumas vitaminas.

Tabela 2: Recomendação diária de vitaminas (RDA).



Os minerais são necessários ao processo vital, devendo estar presentes em quantidades e proporções adequadas. Alguns participam da formação do esqueleto (Ca, P, Fe, Mg etc.) outros são necessários para manter o equilíbrio osmótico das células (Na, K, P etc.) e outros para o transporte de substâncias através das células. Pode-se descrever a importância deles, descrevendo-se o percentual de sua presença no organismo, como por exemplo, o cálcio, que participa de 1 a 2%. Já o magnésio é o principal elemento intracelular com papel importante nas atividades físicas, sendo sua deficiência responsável por doenças cardíacas, hipertensão, asma e diabetes. A deficiência em ferro causa anemia que, por sua vez, afeta o desenvolvimento mental, a capacidade de concentração e o aprendizado e causa apatia ou irritabilidade. O cobre é um dos constituintes de enzimas responsáveis por atividades de oxirredução, importante no tratamento de anemia por deficiência de ferro. O zinco, o segundo elemento mais abundante no corpo humano, é responsável pela atividade de mais de 300 enzimas, participa da síntese e degradação de carboidratos, lipídios, proteínas e ácidos nucleicos. O selênio é importante na redução de radicais livres, tem ação anticancerígena, diminui o risco de doenças cardíacas etc. O iodo foi o elemento responsável pelo controle da doença denominada “bócio”, hoje IDD (desordem associada à deficiência de iodo). O manganês faz parte de enzimas que reagem com o ferro. A deficiência em cromo prejudica a utilização da glicose no organismo. O molibdênio faz parte da enzima xantina oxidase, porém não há ainda sinais de sua deficiência em seres humanos.

A água é o componente em maior concentração na maioria dos alimentos. É um nutriente absolutamente essencial à vida funcionando como estabilizador da temperatura corporal dos seres humanos e da maioria dos animais, pois é o solvente universal, indispensável aos processos metabólicos, a pressão osmótica, participando também em reações metabólicas. Além disso proporciona, na maioria dos alimentos, a sua peculiar estrutura, aparência e gosto. A importância de se beber água está ligada, pois, ao favorecimento dos processos metabólicos.

É fundamental reiterar que a segurança é o principal requisito para a ingestão de qualquer alimento. Portanto, o mais importante será a ingestão de um alimento livre de quaisquer contaminações, embora em muitos casos essas contaminações não sejam visíveis. No caso de qualquer efeito adverso provocado pelo consumo de alimentos, sobretudo diarreia e vômitos, sempre será aconselhável recorrer a um médico.


MINISTÉRIO DA DEFESA É PREMIADO POR DESEMPENHO NO PROGRAMA AGRICULTURA FAMILIAR



27/03/2018

O Ministério da Defesa (MD) foi homenageado na tarde da quinta-feira (22), pelo Ministério de Desenvolvimento Social (MDS), por seu desempenho na promoção e execução da modalidade “Compra Institucional” do Programa de Aquisição de Alimentos (PAA). A premiação aconteceu após avaliação de uma comissão técnica do MDS.

A entrega dos prêmios foi feita pelo ministro do Desenvolvimento Social, Osmar Terra, durante o Simpósio Nacional de Compras de Alimentos da Agricultura Familiar. De acordo com o ministro Terra, as homenagens promovidas pelo MDS são um reconhecimento do empenho de quem apoia os pequenos produtores e promove uma alimentação saudável. “A integração com as Forças Armadas por meio do Ministério da Defesa, proporciona sustentabilidade ao agricultor familiar e tem um impacto enorme. Cooperativas que eram pequenas e pouco estruturadas agora estão grandes e bem estruturadas, produzindo uma transformação no Brasil inteiro, pois as Forças Armadas estão em todo o País. O Ministério da Defesa está de parabéns”, acrescentou o ministro.

Representando o Secretário de Organização Institucional do Ministério da Defesa, o diretor do Departamento de Administração Interna (DEADI), Adriano Portella de Amorim, recebeu o prêmio em nome do Ministério: “A premiação é o resultado de um esforço coletivo e institucional com as Forças”. Segundo ele, com o amadurecimento e a ampliação que podem ser alcançados com a capilaridade das Forças, as iniciativas tendem a crescer e favorecer também a comunidade da agricultura familiar.

Adriano Portella representou o Ministério da Defesa

Premiação e reconhecimento

Além da Administração Central do Ministério da Defesa, foram premiados o Centro de Obtenção da Marinha no Rio de Janeiro (RJ); o 3º Batalhão de Suprimento do Exército (RS); e o Grupamento de Apoio da Aeronáutica (GO).

Na categoria “Inovação” foram destacadas personalidades que se destacaram pelo empenho pessoal e pela a contribuição para implementação das compras institucionais. Foi reconhecido, na oportunidade, o almirante Paulo Martino Zuccaro pela articulação entre o Programa Segundo Tempo – Forças no Esporte (PROFESP) e o Programa de Aquisição de Alimento da Agricultura Familiar (PAA). 

PROFESP e PAA: "parceria que veio para ficar"

O almirante afirmou que é uma parceria que deu certo e veio para ficar: “são dois Programas de forte caráter social. Diferentes entre si, mas que possuem uma imensa sinergia". Ele disse estar gratificado por ter participado da articulação da parceria. “Fica bastante claro que essa combinação de esforços tem um o efeito social multiplicado a partir do momento em que a gente atende a dezenas de milhares de crianças e também a milhares de agricultores que passam a ter clientes assíduos, bons pagadores e dispostos a aumentar ainda mais o seu consumo”, destacou.

Também foram homenageados o comandante Rui Alencar de Andrade, pela condução do projeto piloto de implementação da modalidade junto ao Ministério da Defesa; o brigadeiro Jair Gomes da Costa Santos, da Força Aérea Brasileira; e o general Antônio Manoel de Barros, do Exército Brasileiro.



Além destes, foi dado um destaque especial pela articulação junto às organizações militares participantes do Programa Forças no Esporte, ao comandante José Ferreira de Barros que lembrou a importância do reconhecimento e da ação do Governo Federal para reduzir a desigualdade. “Minha homenagem é um reconhecimento de uma instituição pública pelo trabalho que a gente tem, de alma, para combater a desigualdade do nosso país. Então, vejo este prêmio como um reconhecimento de alguém que trabalha em prol disso e do homem no campo”, disse.

Comandante Barros foi destaque na premiação

O Simpósio

O Simpósio Nacional de Compras de Alimentos da Agricultura Familiar é uma ação promovida pelo Ministério de Desenvolvimento Social, Casa Civil da Presidência da República e Ministério do Planejamento, Desenvolvimento e Gestão. O objetivo foi fortalecer as aquisições de alimentos da agricultura familiar por parte dos órgãos da União, além de apresentar o balanço 2017 e a agenda de 2018 para os gestores públicos de órgãos do Governo Federal, técnicos das áreas de compras e técnicos e representantes de empreendimentos dos agricultores familiares.

Durante o evento, foram realizadas apresentações por militares das Forças. Representando o Ministério da Defesa, Maria Zenádia Rodrigues Brito França, coordenadora de licitação, fez um balanço dos resultados obtido durante o período de 2014 a 2017, que contabilizou 359 itens adquiridos e 35 Cooperativas beneficiadas, alcançando de um recurso aportado no valor de mais de 24 milhões.

Coordenadora de licitação mostrou a evolução na aquisição de itens da Agricultura Familiar

Maria Zenádia citou o empreendedor Steve Jobs para ressaltar o trabalho de todos: “coisas incríveis no mundo dos negócios nunca são feitas por uma única pessoa, e sim por uma equipe.”

Por comandante Cleber Ribeiro

Fotos: S1 Cobalchini/MD



PMA PARTICIPA DE COOPERAÇÃO ENTRE BRASIL E ANGOLA SOBRE MERENDA ESCOLAR

A merenda escolar é uma das ações do PMA na África Austral. (PMA/Simon Pierre Diouf)

27/03/2018

Diretora regional da agência da ONU falou sobre a parceria durante entrevista à ONU News; para Lola Castro, experiência brasileira do Fome Zero e agricultura familiar inspira a resultados no contexto africano.

O Programa Mundial de Alimentação, PMA, anunciou que está empenhado na colaboração dos países de língua portuguesa Angola e Brasil para promover segurança alimentar.

A informação foi dada à ONU News, em Nova Iorque, pela diretora do PMA para África Austral e Oceano Índico, Lola Castro, que anunciou uma viagem ao Brasil, onde deve discutir a iniciativa que envolve agricultura familiar.

Alimentação diversificada

 “Angola também quer trabalhar na merenda escolar. Estamos a trabalhar para ir ao Brasil para ver aquele projeto da Fome Zero e também na merenda escolar brasileira. Esta merenda escolar brasileira está ligada aos pequenos camponeses eles produzem em vendem aos camponeses e aí nas escolas as crianças vão ter uma alimentação diversificada. A ação também apoia ao camponês a aumentar a renda e a conseguir segurança alimentar ma família.”

Segundo o Ministério da Educação de Angola, o país aprovou a iniciativa para promover programas da alimentação nas escolas em 2013. Os programas são ligados à produção local para garantir uma educação de qualidade e aprendizagem.

Metas

Com o projeto pretende-se também combater a taxa de reprovação nas escolas, aumentar a retenção e ajudar as crianças em idade escolar a cumprir as metas com melhor nutrição.

Lola Castro disse que a experiência entre o PMA envolvendo o Brasil também deu resultados  na região africana.

Doadores

“Estamos a falar de Angola, mas vou falar também de uma boa experiência em Moçambique. Temos estado a trabalhar com o governo moçambicano, outros e doadores para verdadeiramente aumentarmos a merenda escolar.”

De acordo com o PMA, um estudo de sustentabilidade da alimentação escolar na União Africana contou com o apoio do Brasil. Em todo o continente, pelo menos 40 países implementam a iniciativa.

Mais de 26 milhões de crianças africanas beneficiam de merenda escolar, e destes 10 milhões recebem alimentos por dia.

Apresentação: Eleutério Guevane.

Fonte: ONU News


MOVIMENTO COLETIVO LANÇA EDITAL DE R$ 1,5 MILHÃO PARA PROJETOS DE ALIMENTAÇÃO E NUTRIÇÃO



13/11/2017

O Movimento Coletivo, plataforma de impacto social privado criada pela Coca-Cola Brasil, está lançando edital de Alimentação e Nutrição no valor total de R$ 1,5 milhão, a serem destinados a projetos de educação e conscientização nutricional, acesso à informação e acesso a alimentos saudáveis. O programa busca soluções transformadoras colaborativas para melhorar a nutrição dos brasileiros. As inscrições estão abertas até 17 de novembro no site.


“A Coca-Cola Brasil possui iniciativas em diversas áreas com impacto social. O Movimento Coletivo nasceu do diálogo com representantes de diversos setores da sociedade, que nos ajudaram a perceber uma oportunidade de direcionar nossos investimentos de uma forma diferente e mais transparente, mais focada em ações relacionadas à educação nutricional em colaboração com empreendedores que já atuam na área”, conta Andrea Mota, diretora de Categorias da Coca-Cola Brasil.

O edital de Alimentação e Nutrição tem o objetivo de impulsionar iniciativas que fortaleçam ações educativas e de ampliar o acesso a informações nutricionais e à alimentação saudável. Podem se inscrever universidades, empresas, ONGs, empreendedores, startups e desenvolvedores de soluções.

Raul Régis/Maker Brands

O Movimento Coletivo é uma plataforma de investimento em ações de impacto social nos temas que são prioridades tanto para a empresa como para o país. Lançado este ano, o programa já escolheu seis projetos, por meio do edital de Acesso à Água, com o objetivo de viabilizar soluções inovadoras para o acesso e tratamento de água para consumo.

Formado por profissionais renomados de diversos setores, o programa conta com um conselho independente externo, com caráter deliberativo, que vai estar envolvido em todas as etapas do processo de seleção. Saiba quem são os conselheiros do Movimento Coletivo.

Sobre Coca-Cola Brasil

O Sistema Coca-Cola Brasil é o maior produtor de bebidas não alcoólicas do país e atua em nove segmentos — água, café, chás, refrigerantes, néctares, sucos, lácteos, bebidas esportivas e à base de proteína vegetal — com uma linha de mais de 152 produtos, entre sabores regulares e versões zero ou de baixa caloria. Composto por nove grupos parceiros de fabricantes, o Sistema emprega diretamente 62,6 mil funcionários, gerando cerca de 600 mil empregos indiretos. Em 2017, serão investidos R$ 3,2 bilhões, 10% acima da média dos últimos cinco anos. O Sistema Coca-Cola Brasil está empenhado em incentivar iniciativas que melhorem o desenvolvimento econômico e social das comunidades em que opera. Para isso, conta com uma plataforma de valor compartilhado, o Coletivo Coca-Cola, que já impactou a vida de mais de 175 mil pessoas por meio de toda a cadeia de valor da empresa.

Assessoria de Comunicação da Coca-Cola Brasil

ASPECTO NUTRICIONAL DOS ALIMENTOS: O QUE SE DEVE SABER SOBRE OS ALIMENTOS



07/11/2017

Por Sidinéa Cordeiro de Freitas*

Alimentar vem do verbo latino alere, que significa crescer. Tanto para crescer, como para viver, ou até mesmo sobreviver, um indivíduo precisa se alimentar, isto é, ingerir alimentos. Mas isto não basta. É preciso que o alimento ingerido seja metabolizado pelo organismo, ou seja, transformado naquilo que o organismo realmente necessita. Sendo assim, o alimento ingerido deve ser nutritivo e seguro.

O alimento possui a finalidade de fornecer ao corpo humano a energia e os nutrientes necessários à formação e manutenção do corpo, tais como: carboidratos, proteínas, gorduras, sais minerais, vitaminas e água.

Os carboidratos, as proteínas e as gorduras são os nutrientes que fornecem energia ao corpo. Os carboidratos ditos disponíveis, ou metabolizáveis, constituem os açúcares simples que são: glicose e a frutose presentes em frutas e vegetais; a lactose, presente em derivados de leite, e a sacarose, presente em frutas e legumes e amido, presente em sementes, raízes e tubérculos.

Os carboidratos não metabolizáveis compreendem as fibras, presentes nas células de frutas, tubérculos, folhas, cereais etc., e que são benéficos para o funcionamento intestinal.

As gorduras, ou lipídios, constituem um grande número de compostos e são os maiores componentes do tecido adiposo constituindo, junto com as proteínas e carboidratos, a principal estrutura das células vivas. Além disso, são utilizados como reserva de energia do corpo humano e dos vegetais, como por exemplo, nas sementes oleaginosas (ex.: castanha do Brasil) e no corpo dos animais. As gorduras desempenham um papel importante na nutrição. Elas não só fornecem energia (calorias), como também, ácidos graxos essenciais, que agem no transporte das vitaminas lipossolúveis e tornam os alimentos mais saborosos.

As proteínas são moléculas de grande tamanho, que podem constituir 50%, ou mais, do peso seco das células vivas, e exercem funções fundamentais como catalisadores biológicos (enzimas) e componentes estruturais da célula. Algumas delas, além de carbono, hidrogênio, oxigênio, nitrogênio e enxofre, podem apresentar também: ferro, cobre, fósforo ou zinco. A maioria das proteínas é formada por unidades de 20 aminoácidos, entre os quais a histidina, lisina, metionina e triptofano. O ser humano necessita de aminoácidos essenciais, e essa necessidade varia de acordo com as condições fisiológicas do indivíduo como gravidez, fase de crescimento etc. Segundo a FAO (Órgão das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação), a proteína considerada completa é a do ovo, que contém oito aminoácidos essenciais, sendo facilmente digerível.

As vitaminas são substâncias não energéticas, que estão presentes em diferentes alimentos, mas em pequenas quantidades. Algumas vitaminas atuam como apoio de certas reações enzimáticas e outras exercem funções fisiológicas específicas, controlando simultaneamente os processos de digestão, orientação e utilização dos nutrientes, como também atuam nos mecanismos de funcionamento do organismo. Daí a importância de se ingerir alimentos contendo vitaminas. Cada uma delas (A, D, E, K, B1, B2, B3, B5, B9, B12 e C) desempenha um papel essencial e específico no metabolismo. São divididas em hidrossolúveis (B1, B2, pró-vitamina B3, B5, B6, B8, B9, B12, C) e lipossolúveis (A, A2, Provitamina A, D2, Provitamina D2, D3, Provitamina D3, E, K).

 Tabela 1: Quantidade de vitaminas encontradas em alguns alimentos (em mg/100g).

ER – equivalente de retinol (soma das vitaminas provenientes do retinol pré-formado e dos carotenóides).

A tabela 2 abaixo exemplifica o valor da recomendação diária aceitável de algumas vitaminas.

Tabela 2: Recomendação diária de vitaminas (RDA).
 


Os minerais são necessários ao processo vital, devendo estar presentes em quantidades e proporções adequadas. Alguns participam da formação do esqueleto (Ca, P, Fe, Mg etc.) outros são necessários para manter o equilíbrio osmótico das células (Na, K, P etc.) e outros para o transporte de substâncias através das células. Pode-se descrever a importância deles, descrevendo-se o percentual de sua presença no organismo, como por exemplo, o cálcio, que participa de 1 a 2%. Já o magnésio é o principal elemento intracelular com papel importante nas atividades físicas, sendo sua deficiência responsável por doenças cardíacas, hipertensão, asma e diabetes. A deficiência em ferro causa anemia que, por sua vez, afeta o desenvolvimento mental, a capacidade de concentração e o aprendizado e causa apatia ou irritabilidade. O cobre é um dos constituintes de enzimas responsáveis por atividades de oxirredução, importante no tratamento de anemia por deficiência de ferro. O zinco, o segundo elemento mais abundante no corpo humano, é responsável pela atividade de mais de 300 enzimas, participa da síntese e degradação de carboidratos, lipídios, proteínas e ácidos nucleicos. O selênio é importante na redução de radicais livres, tem ação anticancerígena, diminui o risco de doenças cardíacas etc. O iodo foi o elemento responsável pelo controle da doença denominada “bócio”, hoje IDD (desordem associada à deficiência de iodo). O manganês faz parte de enzimas que reagem com o ferro. A deficiência em cromo prejudica a utilização da glicose no organismo. O molibdênio faz parte da enzima xantina oxidase, porém não há ainda sinais de sua deficiência em seres humanos.

A água é o componente em maior concentração na maioria dos alimentos. É um nutriente absolutamente essencial à vida funcionando como estabilizador da temperatura corporal dos seres humanos e da maioria dos animais, pois é o solvente universal, indispensável aos processos metabólicos, a pressão osmótica, participando também em reações metabólicas. Além disso proporciona, na maioria dos alimentos, a sua peculiar estrutura, aparência e gosto. A importância de se beber água está ligada, pois, ao favorecimento dos processos metabólicos.

É fundamental reiterar que a segurança é o principal requisito para a ingestão de qualquer alimento. Portanto, o mais importante será a ingestão de um alimento livre de quaisquer contaminações, embora em muitos casos essas contaminações não sejam visíveis. No caso de qualquer efeito adverso provocado pelo consumo de alimentos, sobretudo diarreia e vômitos, sempre será aconselhável recorrer a um médico.

*Pesquisadora da Embrapa Agroindústria de Alimentos, responsável pelo Laboratório de Análises Físico-Química de Alimentos.

Embrapa
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