Mostrando postagens com marcador Reciclagem. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Reciclagem. Mostrar todas as postagens

TEMPO DE DECOMPOSIÇÃO DO LIXO NA NATUREZA



Aço: mais de 100 anos
Alumínio: 200 a 500 anos
Casca de fruta: 3 meses
Cerâmica: indeterminado
Chiclete: 5 anos
Copo de plástico: 200 a 400 anos
Corda: 3 a 5 meses.
Corda de nylon: 30 anos
Couro: 30 anos
Embalagem Longa Vida: até 100 anos (alumínio)
Esponja: indeterminado
Filtro de cigarro: 10 a 20 anos
Fralda descartável: 600 anos
Garrafa PET: indefinido
Isopor: indeterminado
Jornal: 2 a 6 semanas
Lata de alumínio: 100 a 500 anos
Louça: indeterminado
Luva de borracha: indeterminado
Madeira pintada: 13 anos
Metais (componentes de equipamentos): cerca de 450 anos
Nylon: 30 a 40 anos
Palito de fósforo: 6 meses
Pano de algodão: 6 meses a 1 ano
Papelão: 6 meses a 1 ano
Papel plastificado: de 1 a 5 anos
Papel: 2 a 4 semanas
Pilha/bateria: 100 a 500 anos
Plásticos (embalagens, equipamentos): até 450 anos
Pneu: indeterminado
Saco e sacola plástica: mais de 100 anos
Tampa de garrafa: 100 a 500 anos
Tecido: 100 a 400 anos
Vidro: indeterminado

COP30 - Pacto Global da ONU - Rede Brasil lança guia empresarial durante evento

11/11/2025

By Rita Moraes  

O Pacto Global da ONU - Rede Brasil lançou hoje, na Green Zone da COP30, em Belém, o Guia Empresarial de Combate ao Lixo no Mar, desenvolvido pelo programa Blue Keepers, além do protótipo Moeda Circular, do projeto ReInova. As iniciativas integram a Plataforma de Ação pela Água, Oceano e Resíduos e reforçam que enfrentar a mudança do clima exige colaboração entre empresas, governos e sociedade civil. Para a Rede Brasileira do Pacto Global, agir pelo clima significa agir por nós mesmos, colocando as pessoas no centro das decisões e das transformações necessárias.

As iniciativas demonstram que a prevenção do descarte inadequado de resíduos e o avanço da economia circular são viáveis e já estão em andamento por meio de novos modelos de atuação e conexões entre empresas e territórios.

“O primeiro side event do Pacto Global da ONU Rede Brasil na COP30 foi um sucesso, com Sanda Ojiambo destacando a atuação corporativa em água e resíduos. Ana Fontes detalhou as entregas da plataforma, e empresas compartilharam o impacto de suas ações. O evento ressaltou o compromisso com a implementação, alinhado à COP30. Foi um dia para apresentar resultados, inspirar e renovar parcerias para um futuro sustentável”, disse Gabriela Otero, gerente de Água, Oceano e Resíduos do Pacto Global da ONU – Rede Brasil.

Durante os painéis, representantes do setor privado compartilharam resultados de projetos já em desenvolvimento. Katielle Haffner, diretora de Sustentabilidade da Coca-Cola, destacou a inauguração de uma das maiores fábricas de reciclagem da região Norte, em Ananindeua, e o trabalho direto com catadores. Para ela, a economia circular só funciona quando valoriza as pessoas e o território. Os projetos apresentados mostram que enfrentar a mudança do clima depende de decisões estratégicas, inovação e transformação social.

Ao promover debates e apresentar iniciativas durante a COP30, o Pacto Global da ONU- Rede Brasil reforça o papel do setor privado na agenda climática. A presença em Belém fortalece parcerias, amplia a troca de conhecimento e acelera a implementação de soluções sustentáveis. O movimento já está em curso: empresas conectadas geram impacto real.

Sobre o Pacto Global da ONU

Como uma iniciativa especial do Secretário-Geral da ONU, o Pacto Global das Nações Unidas é uma convocação para que as empresas de todo o mundo alinhem suas operações e estratégias a dez princípios universais nas áreas de direitos humanos, trabalho, meio ambiente e anticorrupção. Lançado em 2000, o Pacto Global orienta e apoia a comunidade empresarial global no avanço das metas e valores da ONU por meio de práticas corporativas responsáveis. Tem mais de 20 mil participantes distribuídos em 65 redes que cobrem 85 países, sendo a maior iniciativa de sustentabilidade corporativa do mundo. Há ainda 5 Hubs em diferentes regiões do mundo e mais 9 gerentes regionais responsáveis pelo processo de implementação em mais 16 países. Para mais informações, siga @globalcompact nas mídias sociais e visite nosso website em www.unglobalcompact.org

O Pacto Global da ONU - Rede Brasil foi criado em 2003 e, hoje, é a segunda maior rede local do mundo, com mais de 2.000 mil participantes. Os mais de 60 projetos conduzidos no país abrangem, principalmente, os temas: Água, Oceano, Resíduos, Agricultura, Florestas, Clima, Direitos Humanos e Trabalho, Anticorrupção, Engajamento e Comunicação. Para mais informações, siga @pactoglobalonubr nas mídias sociais e visite nosso website em www.pactoglobal.org.br

Fonte: ConexãoIn

MEIO AMBIENTE APROVA POLÍTICA DE INCENTIVO À RECICLAGEM



20/07/2018

A Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável aprovou projeto que cria a política de incentivo às atividades voltadas à reciclagem (PL 7535/17). O projeto, do deputado Carlos Gomes (PRB-RS), se baseia em três eixos: incentivos a projetos de reciclagem, a criação de um fundo para apoio e a emissão de títulos que financiem projetos de reciclagem.

O relator no colegiado, deputado Daniel Coelho (PPS-PE), apresentou parecer favorável ao texto, com três emendas. No projeto original, é proposto o Fundo de Apoio para Ações Voltadas à Reciclagem (Favorecicle) para captar e destinar recursos a projetos de reciclagem. Na alteração proposta pelo relator, ele define o Favorecicle como sendo de natureza contábil, para assegurar e destinar recursos exclusivamente a projetos de reciclagem e reuso de resíduos sólidos.

Daniel Coelho também prevê que os recursos do Favorecicle serão oriundos de doações, de renúncia fiscal, de convênios e de rendimentos das aplicações de fundo de investimento específico. No texto original, o fundo é composto apenas de recursos do Tesouro Nacional e de doações.

Diretrizes

Uma terceira emenda proposta por Coelho amplia a competência da Comissão Nacional de Incentivo à Reciclagem para que o colegiado também estabeleça diretrizes das políticas de incentivo à reciclagem.

O texto proposto também aumenta número de órgãos constituintes da comissão e prevê a participação do Ministério das Cidades, do Poder Legislativo e de representantes da academia. No projeto original a comissão deve acompanhar e avaliar os incentivos dados. E também prevê a participação dos ministérios do Meio Ambiente; do Trabalho e Emprego; da Indústria e Comércio; da Fazenda; e dois representantes do empresariado brasileiro; e dois representantes da sociedade civil.

Daniel Coelho explica que a reciclagem de resíduos sólidos constitui atividade ainda incipiente em nosso país, apesar do quantitativo cada vez maior de resíduos gerados pela atual sociedade de consumo.

“A pequena expressão da indústria da reciclagem reflete-se na inexistência de economia de escala, o que provoca elevação de custos e dificulta o crescimento do setor, num ciclo vicioso que é preciso interromper. Ora, é justamente para esse tipo de intervenção que se recomenda a atuação do Estado, em seu papel de indutor do desenvolvimento e incentivador de atividades econômicas de relevante interesse econômico e socioambiental”, explica o parlamentar.

Tramitação

O projeto, que tramita conclusivamente, ainda será analisado pelas comissões de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

ÍNTEGRA DA PROPOSTA:

Reportagem – Luiz Gustavo Xavier
Edição – Wilson Silveira


THE COCA-COLA COMPANY ANUNCIA NOVO PLANO GLOBAL PARA AJUDAR A CRIAR UM MUNDO SEM RESÍDUOS

(Crédito:  The Coca-Cola Company)

17/02/2018

A empresa vai aplicar sua força global de marketing para ajudar a educar o público sobre o que, como e onde reciclar

A The Coca-Cola Company anunciou que está remodelando completamente sua abordagem sobre embalagem, com um objetivo global de ajudar a coletar e reciclar o equivalente a 100% de suas embalagens até 2030.


Esse objetivo é o ponto central da nova visão da companhia sobre um Mundo Sem Resíduos. O Sistema Coca-Cola pretende direcionar um investimento de longo prazo, que inclui um trabalho em curso para tornar as embalagens 100% recicláveis. Isso começa com a compreensão de que os recipientes de comida e bebida são parte importante da vida moderna das pessoas, mas que há muito mais a ser feito para reduzir os resíduos de embalagem em escala global.

“O mundo tem um problema de embalagem — e, como todas as empresas, nós temos a responsabilidade de ajudar a resolver isso”, disse James Quincey, presidente e CEO da The Coca-Cola Company. “Por meio da nossa visão sobre um Mundo Sem Resíduos, estamos investindo no nosso planeta e na nossa embalagem para ajudar a deixar esse problema no passado”.

A companhia e seus parceiros engarrafadores estão buscando diversos objetivos centrais:

Investimento no planeta: até 2030, a cada garrafa ou lata que o Sistema Coca-Cola vender, em escala global, nós pretendemos ajudar a resgatar uma de volta, para que tenha mais de uma vida. A companhia está investindo orçamento e técnicas de marketing para atingir 100% de coleta, ajudando as pessoas a entenderem o que, como e onde reciclar. Vamos apoiar a coleta de embalagens em todos os setores da indústria, incluindo garrafas e latas de outras companhias. O Sistema Coca-Cola vai trabalhar com comunidades locais, parceiros da indústria, clientes e consumidores, para ajudar a enfrentar desafios como embalagens descartadas de forma inadequada e lixo marinho.

Investimento em embalagem: para alcançar o objetivo da coleta, a The Coca-Cola Company está trabalhando continuamente para tornar todas as suas embalagens 100% recicláveis globalmente. A companhia está criando garrafas melhores, seja com mais conteúdo reciclável, desenvolvendo resinas à base de plantas, seja reduzindo a quantidade de plástico em cada recipiente. Até 2030, o Sistema Coca-Cola pretende ainda fazer garrafas com 50% do conteúdo reciclável, em média. A intenção é definir um novo padrão global para embalagem de bebidas. Atualmente, a maioria das embalagens da companhia é reciclável.

Mundo Sem Resíduos é o próximo passo dos esforços já em curso da companhia, dando continuidade à bem-sucedida meta de retornar para o meio ambiente em torno de 100% da água usada nas bebidas. A companhia atingiu e excedeu sua meta de neutralidade em água em 2015, cinco anos à frente do esperado. Essas medidas são parte da ampla estratégia da companhia de crescer com consciência, tornando-se uma companhia de bebidas completa que avança na direção certa.

“Garrafas e latas não podem fazer mal ao nosso planeta, e um mundo sem lixo é possível”, disse Quincey. “Empresas como a nossa devem ser líderes. Consumidores em toda parte do mundo se preocupam com o nosso planeta, e eles querem e esperam que as empresas tomem atitudes. É exatamente isso que vamos fazer, e convidamos outros a se juntarem a nós nessa jornada”.

A The Coca-Cola Company vai trabalhar para alcançar essas metas com a ajuda de diversos parceiros globais: Ellen MacArthur Foundation, com a iniciativa New Plastics Economy, The Ocean Conservancy/Trash Free Seas Alliance e World Wildlife Fund (The Cascading Materials Vision and Bioplastic Feedstock Alliance). A Coca-Cola vai realizar, ainda, ações com novos parceiros em níveis regionais e locais, e planeja trabalhar com clientes-chaves para motivar consumidores a reciclar mais embalagens.

Sobre a The Coca-Cola Company

A The Coca-Cola Company (NYSE: KO) é a maior empresa de bebidas do mundo, oferecendo mais de 500 marcas de bebidas em mais de 200 países. Das nossas marcas de US$ 21 bilhões, US$ 19 bilhões estão disponíveis em versões com pouco ou nenhum açúcar, para ajudar as pessoas a controlarem mais facilmente o consumo de açúcar adicionado. Além da marca Coca-Cola, alguns de nossos produtos ao redor do mundo são: bebidas à base de soja AdeS, chá verde Ayataka, águas Dasani, sucos e néctares Del Valle, Fanta, café Georgia, chás e cafés Gold Peak, Honest Tea, sucos Minute Maid, bebidas esportivas Powerade, sucos Simply, smartwater, Sprite, vitaminwater e água de coco Zico. Na Coca-Cola, levamos a sério as contribuições positivas para o mundo. Isso começa com a redução de açúcar em nossas bebidas e com trazer novas e diferentes opções para pessoas de todos os lugares. Também significa trabalhar continuamente para reduzir o impacto ambiental, criar carreiras gratificantes para nossos associados, e trazer oportunidades econômicas em todos os lugares onde operamos. Com nossos parceiros engarrafadores, empregamos mais de 700 mil pessoas em todo o mundo. Para mais informações, visite nossa revista digital Coca-Cola Journey e siga The Coca-Cola Company no Twitter, no Instagram, no Facebook e no LinkedIn.

Fonte: Coca-Cola Brasil


VETO À IMPORTAÇÃO DE LIXO NA CHINA AFETA INDÚSTRIA DE RECICLAGEM GLOBAL

A Europa e a América do Norte exportam milhões de toneladas de lixo reciclável 
para a China a cada ano - AFP/Arquivos

23/01/2018

Durante anos, a China foi o principal destino do mundo para o lixo reciclável, mas a proibição recente de certas importações deixou os países em busca de novos aterros para pilhas de lixo crescentes.

A decisão foi anunciada em julho e entrou em vigor em 1º de janeiro, dando às empresas da Europa aos Estados Unidos apenas seis meses para procurar outras opções e levando algumas a armazenar lixo em estacionamentos.

Na China, algumas empresas de reciclagem tiveram que demitir funcionários ou fechar devido à perda de negócios.

A proibição impede as importações de 24 categorias de resíduos sólidos, incluindo certos tipos de plásticos, papel e têxteis.

“Grandes quantidades de resíduos sujos ou mesmo perigosos são misturados nos resíduos sólidos que podem ser usados ​​como matérias-primas. Isso poluiu o ambiente da China seriamente”, explicou o Ministério do Meio Ambiente em um aviso à Organização Mundial do Comércio.

Somente em 2015, o gigante asiático comprou 49,6 milhões de toneladas de lixo, de acordo com dados do governo.

A União Europeia exporta metade dos seus plásticos coletados e separados, 85% deles para a China. A Irlanda sozinha exportou 95% de seus resíduos plásticos para a China em 2016.

Nesse mesmo ano, os EUA enviaram mais de 16 milhões de toneladas de commodities de sucata para a China no valor de mais de US$ 5,2 bilhões.

– Problema ambiental “catastrófico” –

A proibição tem sido como um “terremoto” para países dependentes da China, disse Arnaud Brunet, chefe do Escritório Internacional de Reciclagem.

“Isso colocou a nossa indústria sob estresse, uma vez que a China é simplesmente o maior mercado do mundo” para materiais reciclados, disse à AFP.

As exportações mundiais de plástico para a China podem cair de 7,4 milhões de toneladas em 2016 para 1,5 milhão de toneladas em 2018, enquanto as exportações de papel podem despencar em quase um quarto, de acordo com a estimativa de Brunet.

A diminuição será em parte devido a uma queda no limite de impurezas que a China está disposta a aceitar por tonelada de resíduos – padrões mais elevados que a maioria dos países atualmente não pode atender.

Alguns agora estão olhando para mercados emergentes em outros lugares, como a Índia, o Paquistão ou o sudeste da Ásia, mas isso pode ser mais caro do que mandar lixo para a China.

O envio de materiais recicláveis ​​para a China é mais barato porque eles são colocados em navios que “de outra forma estariam vazios” ao retornar ao país asiático depois de entregar bens de consumo na Europa, disse Simon Ellin, diretor executivo da Associação de Reciclagem britânica.

Brunet também advertiu que muitos países alternativos ainda não têm a capacidade de ocupar o lugar da China, uma vez que “a capacidade de processamento não se desenvolve da noite para o dia”.

Há o risco de que a proibição cause um problema ambiental “catastrófico”, já que os acúmulos de resíduos recicláveis ​​são incinerados ou despejados em aterros com outros resíduos.

Nos Estados Unidos, coletores de materiais recicláveis ​​já estão reportando “estoques significativos”, disse Adina Renee Adler, diretora sênior de relações internacionais no Instituto de Indústrias de Reciclagem de Sucata (ISRI).

“Alguns municípios anunciaram que não aceitarão certos materiais ou os direcionarão para aterros”, disse.

Brandon Wright, porta-voz da Associação Nacional de Resíduos e Reciclagem dos EUA, disse à AFP que algumas instalações estavam armazenando estoques do lado de fora ou em estacionamentos.

– “Difícil fazer negócios” –

A proibição também criou desafios para empresas chinesas dependentes de resíduos estrangeiros.

“Será muito difícil fazer negócios”, disse Zhang Jinglian, dono da empresa de reciclagem de plástico Huizhou Qinchun, na província de Guangdong.

Mais de metade dos seus plásticos eram importados, e à medida que os preços de tais matérias-primas subirem, a produção será reduzida em pelo menos um terço, disse. Ele já havia despedido uma dúzia de funcionários.

Outros, como a Nantong Heju Plastic Recycling, na província costeira de Jiangsu, “deixarão de fazer negócios”, disse um representante.

Mas, ao mesmo tempo, a proibição poderia levar a China a melhorar seus próprios sistemas de reciclagem, permitindo reutilizar mais materiais locais, disse o especialista em plásticos da Greenpeace Liu Hua.

“Atualmente não existe um sistema de reciclagem completo, legal e regulamentado”, na China, onde até mesmo grandes cidades como Pequim dependem de catadores ilegais, afirmou.

“Quando não há recursos provenientes do exterior, há uma maior probabilidade de melhorarmos nossa própria reciclagem interna”.

Na Europa, a proibição também poderia ter o efeito positivo de estimular os países a se concentrarem no desenvolvimento de indústrias domésticas de reciclagem, afirmou Jean-Marc Boursier, presidente da Federação Europeia de Gerenciamento de Resíduos e Serviços Ambientais.

“A decisão chinesa nos obriga a nos perguntar se não estaríamos interessados ​​em criar fábricas de processamento na Europa para exportar produtos em vez de resíduos”, afirmou.

Na terça-feira, a UE revelou planos de eliminar os plásticos descartáveis, como copos de café, e tornar recicláveis ​​todas as embalagens de plástico até 2030.

Fonte: ISTOÉ


MNCR CONSOLIDA TROCA DE EXPERIÊNCIAS COM A FRANÇA



05/01/2018

O Movimento Nacional dos Catadores de Materiais Recicláveis (MNCR) iniciou sua interação com a França, em 2006, a partir da parceria com a France Libertés - Fondation Danielle Mitterrand que atua na defesa dos direitos humanos em vários países. A partir desse primeiro contato, foram realizadas diversas visitas mútuas para o intercâmbio de experiências entre organizações dos dois países que, apesar de apresentarem realidades bem diferentes, têm em comum a necessidade de buscar soluções para a situação das pessoas que vivem, na informalidade, da coleta e venda de materiais recicláveis ou reutilizáveis (os chamados biffins, em francês).

Segundo Samuel Le Coeur, fundador da Amelior (sigla de Associação dos Mercados Econômicos Locais Individuais e Organizados da Reciclagem), o trabalho dos biffins é, ao mesmo tempo, a materialização de uma situação de crise e a resposta a um padrão de consumo insustentável. “A organização desses trabalhadores é essencial para que eles possam ter seus direitos reconhecidos e acesso à proteção social. Isso também é positivo para a economia, pois promove a formalização dessa atividade.”

Le Coeur esteve na Expocatadores 2016, realizada em Belo Horizonte. Na ocasião, ele destacou a importância da união dos movimentos. “A organização dos catadores no Brasil em torno das cooperativas é um exemplo para outros países. Esse intercâmbio de experiências nos ajuda a aprimorar nossas próprias práticas, pois estamos todos em um só mundo, lutando contra a pobreza e a exclusão.”

Gilberto Warley Chagas, do MNCR, tem acompanhado de perto essas parcerias e falou sobre o tema ao Cempre Informa Mais. Acompanhe:

Quando teve início o intercâmbio com a França?

Tudo começou em 2006 com a France Libertés - Fondation Danielle Mitterrand que havia conhecido a luta e o trabalho dos catadores em outros países. A Fundação soube de nossas atividades através da Asmare (Associação dos Catadores de Papel, Papelão e Material Reaproveitável), de Belo Horizonte. Aí direcionou seu olhar para os catadores no Brasil, acompanhando a realidade nos lixões e depois a atuação das cooperativas e associações e, finalmente, o Movimento Nacional. Eles chegaram a ajudar na construção de uma creche para as mães da Asmare.

Em 2009, foi a primeira vez que o Movimento esteve na França, para o Festival Lixo e Cidadania que acontecia em algumas cidades em torno de Paris, em espaços para reutilização de roupas, móveis e objetos de descarte, com a realização de oficinas de arte com lixo.

Com quem são essas parcerias?

Os contatos são com diversos setores e organizações tanto aqui no Brasil como na França. Lá, temos relacionamento com ONGs que trabalham com a questão do reaproveitamento de recicláveis e a inclusão dos biffins que são trabalhadores que vivem da coleta e venda de materiais e objetos descartados. Eles estão organizados em torno da associação Amelior e muitas outras. Estão envolvidos também o Instituto Nenuca de Desenvolvimento Sustentável (Insea), a Associação Nacional dos Catadores e Catadoras de Materiais Recicláveis (Ancat), a Embaixada da França no Brasil, a Création Développement Eco-Entreprises/CD2E e várias prefeituras e Ressourceries (conjunto de associações para reutilização de materiais e objetos) francesas. É uma rede bem ampla de trocas, apesar de vivermos realidades específicas.

Como foram feitos os contatos?

Têm sido promovidas visitas de organizações francesas ao Brasil e idas de alguns de nós à França para conhecer projetos, práticas, dificuldades, conquistas... Ou seja, o que podemos ensinar e aprender uns com os outros.

Representantes do Movimento, do Insea e da Ancat estiveram em várias ocasiões em Ressourceries, prefeituras, empresas de reciclagem e espaços de trabalho dos biffins, acompanhando a realidade local. Fiz parte dos grupos que foram à França em 2009, 2011, 2013, 2016 e, neste ano, passamos 21 dias, entre setembro e outubro, em Paris, Lille e no norte do país, vendo de perto experiências ligadas à coleta, gerenciamento, reutilização, lixo zero e parcerias com o poder público e empresas privadas. 

Todos os parceiros também vieram ao Brasil em diferentes datas e cidades, em espaços de debates, workshops e seminários, participando inclusive da Expocatadores em São Paulo e Belo Horizonte.

Que características da organização dos catadores no Brasil chamam a atenção na França?

Acredito que chama a atenção a mobilização do Movimento junto aos catadores de recicláveis em todo o país. Também se comenta bastante a eficiência do trabalho desses profissionais mesmo sem muita estrutura, conseguindo um resultado bom em relação à quantidade e à qualidade do material coletado e triado, a inclusão dos catadores em associações e cooperativas e a formação de redes de comercialização. Isso sem falar na nossa organização política, na forma como dialogamos com o poder público, o setor privado e o apoio dado por instituições como o Cempre, por exemplo. 

Como o Movimento de tornou tão conhecido?

Acho que o Movimento ganhou visibilidade internacional por algumas questões. Em 2006, fizemos a marcha em Brasília, quando fomos notícia por termos, pela primeira vez, negociado parcerias com o governo federal, sendo recebidos e ouvidos pelo presidente da República, e isso atraiu a atenção fora do Brasil. Temos participado de decisões importantes em relação às políticas de destinação dos resíduos sólidos em nosso país. Além disso, fazemos parte da Rede Latino Americana de Catadores, Recicladores e Cartoneros, o que aumenta o alcance de nossas atividades.

Qual é a situação dos catadores na França?

Na França, não existe coleta com catadores nos moldes brasileiros. A retirada dos recicláveis está nas mãos de grandes empresas. O que as pessoas - os biffins - coletam é o descarte de roupas, móveis, eletroeletrônicos e eletrodomésticos, entre outros, para recuperação e venda nos mercados de ruas e nas chamadas “feiras de pulgas”. Muitas organizações com as quais temos contato gostariam de levar para a França o conceito de inclusão com geração de trabalho e renda através da organização dos biffins em associações e cooperativas. 

Na foto (da esquerda para a direita), representante da Ressourcerie recebe Luciano Marcos e Lívia Andrade, do Insea, Gilberto Chagas, do MNCR, e Francisco Lima, da Universidade Federal de Minas Gerais.

Para saber mais:

http://amelior.canalblog.com/
http://www.ressourcerie.fr/

Fonte: CEMPRE


MARCA DE ROUPAS CRIA ESTRATÉGIA PARA AJUDAR A RECICLAR O LIXO JOGADO NO MAR

A estilista espanhola Sybilla colaborou com a Ecoalf criando uma coleção de 
roupas feitas com material reciclável, como este casaco | Foto: Ecoalf/Sybilla

30/11/2017

Ao mesmo tempo em que cerca de 8 milhões de toneladas de plástico são despejadas no mar todos os anos, jogamos fora 11 bilhões de quilos de roupas anualmente.

O lixo altera a composição química do nosso mundo marinho, afetando todos os ecossistemas na água. Ao mesmo tempo, encher aterros de lixo, incluindo roupas, faz com que poluentes químicos contaminem solo e ar, com um impacto negativo sobre o planeta e, consequentemente, sobre a nossa saúde.

É óbvio que algo precisa ser feito. E nesse sentido, um conceito criado pela marca espanhola de roupas Ecoalf poderia ajudar.

O criador da Ecoalf, Javier Goyeneche, quer aumentar a consciência sobre o uso 
irresponsável de recursos naturais e o slogan da campanha é "Porque não há um 
planeta B" | Foto: Ecoalf

O complexo e revolucionário projeto de sustentabilidade da empresa busca transformar os restos plásticos encontrados nas profundezas do Mar Mediterrâneo em barbante para costurar tecidos e fazer roupas.

A iniciativa, chamada Upcycling the Oceans, foi indicada para o prêmio Beazley Designs, que celebra anualmente iniciativas de design que levem a mudanças no mundo onde vivemos.

O slogan da Ecoalf é "Porque não há um planeta B", e seu objetivo é "criar a primeira geração de produtos reciclados com a mesma qualidade, design e propriedades técnicas que os melhores produtos não reciclados".

Até agora, parece que eles estão no caminho certo.

O projeto da Ecoalf, chamado Upcycling the Oceans, foi indicado para o prêmio 
Beazley Designs deste ano | Foto: Ecoalf

O projeto Upcycling the Oceans foi lançado originalmente em 2015 no país de origem da Ecoalf, a Espanha, com base em um modelo de economia circular que revoluciona o processo de criar roupas.

Há três passos principais: primeiro, pescadores locais coletam o plástico do solo do Mar Mediterrâneo, que é então purificado através da polimerização (que gera pellets, um produto granulado) e vira um filamento contínuo por meio da extrusão e transformação dos pellets em fios usados para costurar as roupas.

O projeto da Ecoalf revoluciona a produção de roupas: o lixo do oceano é purificado 
e transformado em pellets que viram fios para a costura de roupas | Foto: Ecoalf

"(O projeto) vai expandir o conhecimento das pessoas sobre o que está acontecendo no planeta e sobre como estamos trabalhando para alcançar um objetivo muito definido: parar de usar recursos naturais de uma maneira irresponsável e deixar um futuro melhor para as próximas gerações", disse à BBC Javier Goyeneche, criador e presidente da Ecoalf.

A empresa já trabalhou com as marcas Swatch, Apple e Goop, além de uma parceria com a estilista espanhola Sybilla para criar uma coleção de dez peças como casacos coloridos reversíveis e jaquetas de nylon criadas a partir de redes de pescadores jogadas fora.

A Ecoalf expandiu sua operação para a Tailândia em setembro deste ano. O projeto é apoiado pelo Ministério do Turismo do país e pela empresa química PTT Global Chemical Public, e tem uma duração prevista de três anos.

A estilista espanhola Sybilla colaborou com a Ecoalf criando uma coleção de roupas 
coloridas feitas com tecido reciclado de redes de pesca | Foto: Ecoalf/Sybilla

Cada item é 100% reciclável. Esse método pode ajudar a reduzir a enorme quantidade de roupas desperdiçadas que estamos criando, além de criar recursos sustentáveis para criar roupas de alta qualidade no futuro.

Não é só uma questão de criar roupas, porém. Cerca de 60% das 8 milhões de toneladas de plástico vêm de países asiáticos, segundo a Ecoalf.

O projeto na Tailândia inicialmente está focando na educação de locais a respeito de um estilo de vida sustentável e responsável, em uma tentativa de reduzir esse número com a coleta e os processos de reciclagem, chegando até a transformação do material bruto em roupas.

Goyeneche tem grandes esperanças em sua missão ecológica: "É uma enorme oportunidade, e desenvolvemos esse projeto de forma que ele possa ser replicado no mundo todo".

Leia a versão original desta reportagem (em inglês) no site da BBC Culture

Fonte: BBC Brasil

GRUPO DA UFRPE COLETA ÓLEO DE COZINHA PARA AJUDAR PESQUISAS E COOPERATIVAS DE CATADORES



12/11/2017

Você já sabe que os vários tipos de óleo de cozinha utilizados para frituras não devem ser descartados na pia, não é? Além de entupir a encanação por causa da aderência, polui lençóis freáticos e até mata animais quando chega aos rios e oceanos.  A fim de contribuir com o meio ambiente e, ao mesmo tempo, com pesquisas sobre biodiesel, você pode armazenar o óleo em garrafa PET e doar para o Laboratório de Óleo e Biodiesel (LOB) da UFRPE, localizado no Departamento de Química, no Prédio Central do Campus Dois Irmãos.

Com parte desse material, estudantes de graduação e pós-graduação, sob coordenação da professora Cláudia Cardoso, desenvolvem pesquisas para utilização do óleo de fritura na composição do biodiesel, em parceira com a Usina Experimental de Biodiesel vinculado ao CETENE, em projeto financiado pela FACEPE. Esforços estão sendo feito para firmar uma nova parceria com a ONG Cáritas NE II, a quem caberá a coleta seletiva e processamento desse óleo de fritura, a fim de transformá-lo em biodiesel. A parceria junto a essa ONG, além de apoiar as cooperativas de catadores, visa capacitar alunos da UFRPE na produção desse biocombustível nas Mini-Usinas instaladas pela Caritas nessas cooperativas, no Estado de Pernambuco.

A equipe LOB e o meio ambiente agradece toda e qualquer ajuda nesse sentido.

Fonte: UFRPE

DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO ATUA NA PROTEÇÃO DOS DIREITOS DOS CATADORES



01/11/2017

Instituída pela Lei 12.305/2010, a Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS) valorizou o papel dos catadores na estruturação e movimentação da cadeia de reciclagem no país, destacando a necessidade de sua inclusão socioeconômica. A atividade profissional dos catadores, reconhecida pelo Ministério do Trabalho e Emprego desde 2002, prolonga a vida útil dos aterros sanitários e reduz a demanda por recursos naturais, uma vez que, ao promover o reaproveitamento dos materiais, diminui a utilização de matérias-primas virgens. 

A PNRS também incentiva a constituição de cooperativas e outras formas de associação de catadores de materiais reutilizáveis e recicláveis e define como prioritária sua participação nos sistemas de coleta seletiva e logística reversa. A distância entre os avanços previstos pela lei e a realidade desses trabalhadores em todo o país levou à formação do Grupo de Trabalho (GT) Nacional Catadores e Catadoras da Defensoria Pública da União (DPU).

No início de abril, por exemplo, o GT realizou uma diligência em seis pontos da cadeia de tratamento de lixo do Distrito Federal e se reuniu com a presidente do Serviço de Limpeza Urbana (SLU) para discutir a precariedade das condições encontradas e defender maior acesso à contratação de cooperativas para a coleta seletiva e triagem dos recicláveis. “Ainda existe uma grande resistência por parte do poder público em reconhecer e cumprir a obrigação legal de inclusão social e econômica dos catadores. Falo em poder público porque estados, Distrito Federal e União são solidariamente responsáveis na obrigação de inclusão social e produtiva dos catadores. Essa inclusão social não se resume à contratação para a prestação de serviços de coleta seletiva (obrigação exclusiva do município), ela é mais do que isso, inclusive, envolvendo indenização conforme o caso”, explica o defensor público Cláudio Luiz dos Santos, coordenador nacional do GT que falou ao “Cempre Informa Mais” sobre as iniciativas promovidas pelo Grupo. Confira:

Quando foi criado esse Grupo de Trabalho?

Iniciamos nossa atuação institucional em 2013, no Lixão do Aurá, em Belém do Pará, então o segundo maior do país (menor apenas do que o Lixão da Estrutural, em Brasília). O fechamento de um lixão gera ações importantes relativas à inclusão dos catadores, além de eventuais demandas paralelas, como a questão previdenciária e a regularização fundiária, caso do Aurá, que foi aparentemente desativado, mas a realidade dos catadores ali permanece bastante complicada. Na ocasião, inclusive ingressamos com uma ação judicial, tendo em conta a postura intransigente do poder público, com encaminhamento negativo para os catadores da região metropolitana de Belém. 

A partir dessa experiência no Pará, foi formado o GT nacional?

Exatamente. Isso ocorreu em 2014, pois percebemos que o que vimos ali se desdobrava em todo o país. Temos hoje cinco defensores, cada um responsável por uma região, com uma coordenação nacional exercida atualmente por mim. Como estamos falando de Defensoria, infelizmente, temos muitas limitações estruturais e orçamentárias, até porque nossa autonomia financeira é bastante recente. Além disso, enfrentamos a atual crise política, institucional e econômica que dificulta ainda mais a nossa estruturação. Buscamos, então, conciliar as atividades do GT com nossas atribuições ordinárias. 

Como é a atuação prática de vocês? 

Toda vez que lidamos com grupos sociais vulneráveis, precisamos trabalhar com o que chamamos de busca ativa. Como procuramos nos aproximar dos catadores desde 2013, conhecemos diversos parceiros de luta e temos vários caminhos de acesso às suas demandas, uma vez que participamos de encontros nacionais e das discussões levantadas pelo Movimento Nacional dos Catadores de Materiais Recicláveis, por exemplo. Nosso foco inicial e central é a defesa dos interesses dos catadores com ênfase em sua inclusão socioprodutiva, atuando prioritariamente no sentido de resolução administrativa, mas, em alguns casos, a saída acaba sendo a judicialização da questão, quando trabalhamos em parceria com os respectivos órgãos de execução, na medida do possível. 

Como foi essa recente diligência no Distrito Federal, por exemplo?

Sabemos que a solução que a capital federal emprestar a essa questão, de certa forma, servirá de parâmetro para os demais estados e municípios. Assim sendo, a importância do tratamento dado à desativação do Lixão da Estrutural para o nosso trabalho sempre foi natural. Com a divulgação do início do funcionamento do aterro sanitário de Samambaia, houve muita preocupação por parte dos catadores porque, ao passo que existe um cronograma muito claro para o encerramento das atividades do lixão, não é nada claro o aspecto relacionado ao eventual processo de inclusão dos catadores. Infelizmente, a impressão que nos foi passada é de que inexiste a efetiva intenção de incluir os catadores nesse novo cenário da economia do lixo no Distrito Federal. A partir daí, a pedido do defensor regional dos Direitos Humanos no Distrito Federal, fizemos uma parceria para acompanhar esse encaminhamento mais de perto, mas não está havendo evolução no diálogo e provavelmente teremos que expedir uma recomendação formal a partir de nossas observações.

As visitas ocorrem em outras localidades também?

Sempre que podemos, realizamos visitas a lixões, pois é nesses locais que encontramos as condições mais precárias. Na região Sul Fluminense, onde tenho hoje minhas atribuições ordinárias, procuro fazer acompanhamentos constantes. Há por aqui os ditos “aterros controlados” que, na verdade, são lixões a céu aberto, inclusive com a presença de catadores.  Há também diversos casos de cooperativas que fazem a coleta seletiva em municípios sem que haja sua contratação por parte dos municípios. Ou seja, quando a coleta é feita por uma sociedade empresária, ela envolve contrato, pagamento, direitos e deveres, mas quando é realizada por uma cooperativa ou associação de catadores, a prestação de serviço se transforma em benesse, sem a imperiosa, justa e necessária contrapartida.

Há, entretanto, exemplo de diálogo positivo. É o que estamos estabelecendo com o município de Volta Redonda. A nova gestão está empenhada em resolver uma pendência do governo anterior, acatando nossa (DPU e DPE-RJ) recomendação para que a norma seja cumprida, com a contratação do serviço de coleta seletiva que será prestado pelas cooperativas locais, o que está muito próximo de se formalizar.

Por que esse compromisso é tão difícil?

Encontramos, em geral, uma grande resistência do poder público em interpretar corretamente a legislação, formalizando a relação com as cooperativas e associações. O que leva a esse problema de interpretação da lei é basicamente a ausência de vontade política. Isso precisa mudar e é nesse sentido que atua o nosso Grupo de Trabalho: os catadores têm uma expertise inquestionável em relação à coleta seletiva que deve ser corretamente reconhecida, utilizada e remunerada. Temos (Estado Brasileiro e sociedade) uma dívida histórica com esses trabalhadores e é nosso dever resolver essa pendência.

Fonte: CEMPRE

ENEM RETA FINAL: PROFESSOR DE BIOLOGIA EXPLICA A RELAÇÃO ENTRE O LIXO E O MEIO AMBIENTE


01/11/2017

A redação do Enem será aplicada no dia 5 de novembro, na primeira fase do exame. O lixo é um dos assuntos que pode ser tema da redação este ano.

Por G1 Petrolina*

Na reta final para o Enem, o G1 Petrolina e Região, com o auxílio do professor Diego Alcântara, selecionou cinco possíveis temas para a redação deste ano. A seleção foi feita com base em uma lista divulgada no G1, com 14 apostas de professores para a redação 2017. Entre os assuntos, está a relação entre o lixo e o meio ambiente. Qual é a melhor maneira de descartar esse material? O que fazer com o lixo eletroeletrônico? É sobre isso que vamos falar agora.

Professor de biologia na região de Petrolina, no Sertão de Pernambuco, e de patologia na Universidade de Pernambuco (UPE), Adauto Almeida Neto nos ajuda a entender um pouco mais sobre o tema. No vídeo acima, o professor Diego Alcântara mostra como você pode trabalhar esse assunto em sua redação.

“O lixo termina sendo uma grande problemática social da modernidade. Primeiro porque você tem um aumento demasiado da população do mundo e, com o aumento da população, termina aumentando aquilo que a gente consome, aquilo que a gente descarta e isso gera o lixo. O grande problema do lixo é, justamente, o lixo orgânico, porque esse, muitas vezes, não há a necessidade de reutilizá-lo ou de reciclá-lo, o que seria o ideal em relação ao despejo do lixo”, explica o professor.

De acordo com o professor Adauto, as cidades não estão, muita vezes, preparadas para essa demanda. Assim, o lixo termina sendo lançado em ambientes naturais, gerando uma série de problemas relacionados à própria degradação do ambiente, causando alguns impactos.

Descarte irregular de lixo prejudica o meio ambiente (Foto: Reprodução/EPTV)

“Esse impacto pode ser observado em várias áreas de ecossistemas terrestres e aquáticos. Impacto no rio, com o assoreamento; nos lençóis freáticos, com a absorção do chorume; impacto com a própria destruição do ambiente, a mudança das cadeias alimentares”.

O professor afirma que o uso sustentável do lixo é um desafio. “Hoje está se pensando em como se usar esse lixo de uma forma sustentável. E o que é a sustentabilidade? A sustentabilidade é você tentar utilizar os recursos da natureza, utilizar daquilo que nós consumimos e descartamos em benefício mútuo. Tentar reutilizar de uma forma sustentável, economicamente rentável e que não seja degradado o ambiente. Isso é a sustentabilidade. Usar o recurso sem degradar".

"Existem os problemas relacionados à produção excessiva de material não-biodegradável. O saco plástico precisa ser reduzido. A garrafa pet precisa ser produzida, mas com uma reutilização.”

Professor Adauto Almeida Neto nos ajuda a entender um pouco mais 
sobre o lixo (Foto: Emerson Rocha)

Outro desafio em relação ao lixo está relacionado aos produtos eletroeletrônicos. Como cuidar desse material? “Esse é um lixo que, infelizmente, as cidades ainda não sabem o que fazer com todo esse descarte de equipamentos como pilha, radiotransmissor, equipamentos que envolvem circuitos. Vem se tornando um grande problema porque não se sabe o que fazer com esses materiais. Esse material tem que ser descartado em um determinado setor, que, muitas vezes, não existe na cidade, para que aquele lixo eletroeletrônico seja, de alguma forma, reciclado”.

Qual seria o papel do cidadão no tratamento do lixo?

“Primeiro, o ideal é que as pessoas tenham no seu consumo caseiro uma divisão para tentar separar os materiais. Aquele lixo orgânico é colocado em um recipiente, o lixo sintético, o plástico por exemplo, ele vai para outro recipiente, o lixo eletrônico em outro. Fazendo essa separação e direcionando esse lixo para um determinado tipo de órgão, você vai organizando esse material e impactando menos o ambiente”.

Entre as soluções para minimizar os efeitos do lixo no ambiente, de acordo com o professor Adauto, está a educação ambiental. “A educação ambiental é necessária. E o que acontece? A educação acadêmica, básica, infelizmente ela é uma problemática social. As pessoas, principalmente, que não têm acesso e não sabem o que é educação ambiental, elas são os principais veículos dessa contaminação do ambiente”.

“Em termo de boa utilização do lixo, a grande vitrine mundial são os países que apresentam uma educação ambiental fortalecida. Países europeus. A gente tem a Inglaterra, que é um país superlimpo que tem um trato com o lixo muito eficiente, principalmente, por causa da educação ambiental. As pessoas não abrem a janela para jogar um copo plástico na rua. No Brasil a gente tem uma problemática grande porque a população é muito grande, temos o problema social e econômico muito forte que termina criando essa barreira e o lixo vai se acumulando”.

Descarte e tratamento do lixo

"Em relação ao lixo existem alguns princípios básicos que a gente precisa entender sobre o descarte . Existem algumas formas de tratar esses resíduos", diz o professor, listando as cinco maneiras.

1 – O lixo pode ser incinerado. A incineração é um recurso que termina favorecendo a destruição do lixo, no entanto, existem alguns efeitos colaterais em relação a esse sistema. Por exemplo, a poluição. Queimando, você emite monóxido e dióxido de carbono, que são gases tóxicos. Isso causa um efeito ambiental destrutivo, por exemplo em relação ao efeito estufa. A incineração necessitaria de um ambiente específico, de um tratamento desses gases poluentes, por tanto se tornaria mais caro.

2 – O aterro: o aterro sanitário é uma prática que muitas cidades terminam desenvolvendo em função de que, tendo uma área a ermo dentro da natureza, dentro do próprio espaço da cidade se constrói um aterro para se depositar todo o lixo produzido na cidade. Existem efeitos colaterais. Precisa ter um local absurdamente isolado. Não pode ter relação com outros seres daquele meio, inclusive os seres humanos, já que alguns vivem do lixo. O aterro tem que ser bastante isolado. E, ao mesmo tempo, o grande problema do aterro é a infiltração de todo chorume, que é aquele produto orgânico liberado depois do processo de fermentação bacteriana do próprio lixo. O chorume se infiltra e os lençóis freáticos terminam se contaminando.

Aterro sanitário é uma prática comum nas cidades (Foto: PMM/Divulgação)

3 – Lixão: os lixões, que são aqueles acúmulos em determinados locais, eles são preservados para que depois, parte desse lixo, seja separado para se fazer, por exemplo, uma reciclagem, o que seria ideal.

4 – Reciclagem: você separando bem o lixo, ele vai ser reutilizado e você volta para a questão da sustentabilidade.

Separação de resíduos permite a coleta seletiva de lixo e reciclagem 
(Foto: Leandro Tapajós/G1 AM)

5 – Compostagem: você vai reunir o material orgânico em um determinado local específico, já previamente dividido em comportas ou espaços específicos onde aquele lixo será deposito. A comunidade bacteriana, os microrganismos que utilizam aquela matéria orgânica vão atuar naquele lixo e dessa biodigestão, todo o resíduo orgânico, vai sendo separado, onde fertilizantes, adubos podem ser produzidos e gases que são liberados na fermentação, um deles é o metano, que pode ser usado, por exemplo, para a obtenção de energia elétrica. Você pode acender uma lâmpada utilizado o gás que é produzido através da biodigestão.

* Colaboração: Amanda Franco, Amanda Lima, Beatriz Braga e Emerson Rocha

Fonte: G1 Petrolina e Região

LOGÍSTICA REVERSA CONTRIBUI PARA DIMINUIÇÃO DE LIXO

Lixo reciclável: lavar ou não? Como separar o lixo? - greenMe.com.br - com.br

26/06/2017

Os fabricantes agora são responsáveis por reciclar pelo menos 17% de seus resíduos.

Pensar que o planeta em que vivemos está ficando coberto de lixo é algo assustador. Por isso, foi criado o método da logística reversa, para tentar reduzir o teor de resíduos que tornam-se lixo.

Nem tudo que é jogado na lixeira é lixo, isso porque existe uma enorme diferença entre lixo e resíduo. Lixo é tudo aquilo que não pode ser reaproveitado, ou seja, deve ser descartado. Já os resíduos podem ser recuperados, reciclados e reutilizados.

A lei número 12.305 e seu regulamento, decreto número 7.404, disserta sobre a responsabilidade perante os resíduos sólidos, essa lei define que os fabricantes possuem a responsabilidade de reciclar pelo menos 17% de tudo que produzem.

Dessa forma, a logística reversa atua como cooperadora do meio ambiente.

O conceito de logística compreende toda a sequência de ações que garantem que o produto chegue até o consumidor final, sendo assim, a logística reversa nada mais é do que o processo inverso, ou seja, o produto voltará do consumidor para o fabricante.

A Apple, a Philips e a HP criaram métodos para facilitar a prática da logística reversa.

A Apple certifica que seus clientes que levarem os aparelhos antigos às suas lojas para serem avaliados por profissionais, receberão o valor do aparelho, que poderá ser utilizado para a compra de um aparelho novo. o aparelho antigo será, então, encaminhado para a reciclagem. Atualmente, esse método só é válido nos Estados Unidos, mas será expandido em breve.

A Philips equipou quase 100 assistências técnicas com urnas próprias para coletar baterias e pilhas.

A HP criou um e-mail para atender os clientes que desejam ter seus produtos e suprimentos de impressão da marca reciclados. O e-mail é o reciclagem@hp.com.

Uma outra medida para auxiliar na redução do lixo é a coalizão embalagens, esse acordo, assinado em 2015, tem como meta a redução de 22% das embalagens destinadas aos aterros até o final de 2017, utilizando o conceito de logística reversa.

No dia 1° de fevereiro deste ano, foi apresentado pela coalizão embalagens, um relatório com os resultados prévios. Nele consta que 51,2% da população brasileira está engajada na missão. No qual 422 municípios de 25 estados brasileiros participam.

Toda a população é convidada a contribuir, para isso, a Tetra Pak, uma empresa que fabrica embalagens, criou um site, www.rotadareciclagem.com.br, que ajuda a localizar os pontos que atuam como compradores de recicláveis. #planeta #Terra #geografia

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...