Mostrando postagens com marcador Natureza. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Natureza. Mostrar todas as postagens

A oportunidade da COP30: Investir na natureza para um futuro resiliente.

Rios da floresta amazônica
© Agência Pará

18/11/2025

Manuel Pulgar-Vidal, Líder Global de Clima e Energia do WWF  
Vanessa Morales,  Especialista Sênior do WWF, Nexo Clima-Natureza 

No início da  segunda semana da  COP30 em Belém , Brasil,  fica claro que  a crise climática não é mais uma ameaça distante;  é  uma realidade diária para milhões de pessoas. O furacão Melissa, uma tempestade recente de categoria 5 que devastou o Caribe, é apenas um lembrete contundente de que a adaptação aos impactos cada vez mais severos das mudanças climáticas não pode mais ser deixada de lado. Por muito tempo, as negociações globais ficaram presas em um falso debate: devemos nos concentrar em reduzir as emissões ou investir em resiliência? Esse pensamento binário tem impedido o progresso, como se a construção de defesas contra tempestades, secas e a elevação do nível do mar devesse ocorrer às custas do investimento em energias renováveis ​​e descarbonização. 

Mas a ciência é clara: mesmo os esforços de mitigação mais ambiciosos  não  eliminarão a necessidade de adaptação. Os gases de efeito estufa produzidos pelo homem, que já  poluem a atmosfera, significam  que  os  riscos climáticos  se intensificarão. Os impactos resultantes são sentidos com mais intensidade pelas comunidades pobres e marginalizadas, bem como pelos ecossistemas vulneráveis. Reduções rápidas,  profundas e sustentadas nas  emissões  são essenciais para um futuro habitável,  e  a adaptação é fundamental para proteger vidas e bens  —  casas, infraestrutura e meios de subsistência — agora mesmo.      

As soluções baseadas na natureza ( SbN ) oferecem uma maneira poderosa de abordar tanto a adaptação quanto a mitigação. Os manguezais, por exemplo, podem reduzir as ondas de tempestade em até 71%, as florestas tropicais nubladas geram chuva e protegem a água potável, e os parques urbanos podem refrescar as cidades em até  10 °C em dias  de  calor intenso. Essas defesas naturais são comprovadas, econômicas e oferecem uma série de benefícios adicionais  – desde o sequestro de carbono até o habitat da vida selvagem e o lazer.  

No entanto, a adaptação ,  especialmente as soluções baseadas na natureza ,  continua  lamentavelmente subfinanciada. De acordo com o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA ) , apenas 28% do financiamento público para o clima é destinado à adaptação, e uma mera fração desse valor apoia a biodiversidade e a proteção dos ecossistemas. Para atender às necessidades básicas de adaptação, o investimento global precisa aumentar doze vezes, sendo que o NbS (Nuclear, Biodiversidade e Sustentabilidade) requer o triplo do financiamento atual até 2030. O valor dos serviços ecossistêmicos da natureza é estimado entre US$ 125 e 140 trilhões anualmente, superando em muito os custos do investimento e oferecendo um retorno de dez vezes cada dólar gasto. Para os países de baixa renda, os riscos são ainda maiores: a perda desses serviços pode significar uma queda de 10% no PIB.    

Então, por que essa lacuna persistente? Diálogos recentes liderados pelo WWF e pelo Centro Mundial de Monitoramento da Conservação  do Programa  das Nações Unidas para o Meio Ambiente mostram  que o financiamento insuficiente e a capacidade limitada de mensurar o desempenho da natureza são os principais obstáculos. Como disse um especialista do governo, “precisamos capacitar os financiadores”. 

A COP30 representa uma oportunidade crucial. Quase metade  dos países já apresenta Planos Nacionais de Adaptação com necessidades claras e acionáveis,  incluindo abordagens baseadas na natureza. Com  um acordo  praticamente fechado  sobre como monitorar o progresso na adaptação, é  hora de todas as nações, especialmente as mais ricas, intensificarem seus esforços. Investir em florestas, zonas úmidas e litorais não se  trata  apenas  de resiliência climática; trata-  se  de apoiar economias e comunidades em harmonia com a natureza.    

A mensagem é clara: adaptação e mitigação devem andar de mãos dadas, e a natureza merece ser financiada como a atração principal que realmente é. 

Fonte: WWF Brasil

TEMPO DE DECOMPOSIÇÃO DO LIXO NA NATUREZA



Aço: mais de 100 anos
Alumínio: 200 a 500 anos
Casca de fruta: 3 meses
Cerâmica: indeterminado
Chiclete: 5 anos
Copo de plástico: 200 a 400 anos
Corda: 3 a 5 meses.
Corda de nylon: 30 anos
Couro: 30 anos
Embalagem Longa Vida: até 100 anos (alumínio)
Esponja: indeterminado
Filtro de cigarro: 10 a 20 anos
Fralda descartável: 600 anos
Garrafa PET: indefinido
Isopor: indeterminado
Jornal: 2 a 6 semanas
Lata de alumínio: 100 a 500 anos
Louça: indeterminado
Luva de borracha: indeterminado
Madeira pintada: 13 anos
Metais (componentes de equipamentos): cerca de 450 anos
Nylon: 30 a 40 anos
Palito de fósforo: 6 meses
Pano de algodão: 6 meses a 1 ano
Papelão: 6 meses a 1 ano
Papel plastificado: de 1 a 5 anos
Papel: 2 a 4 semanas
Pilha/bateria: 100 a 500 anos
Plásticos (embalagens, equipamentos): até 450 anos
Pneu: indeterminado
Saco e sacola plástica: mais de 100 anos
Tampa de garrafa: 100 a 500 anos
Tecido: 100 a 400 anos
Vidro: indeterminado

JADE AZUL (Strongylondon macrobothrys)


1
1/04/2024 

É uma exótica trepadeira excelente para cobrir estruturas fortes como pérgolas e caramanchões, pelo seu crescimento vigoroso e à natureza das flores belíssimas que se destacam como pendentes. Fornece sombra agradável durante o ano todo.

Nome popular: Jade Azul

Nome científico: Strongylondon macrobothrys

Família: Fabaceae

Origem: Ásia, Filipinas

Ciclo de vida: Perene

Folha: Possui folhas abundantes trifoliadas, com folíolos elípticos, alongados e verdes.

Crescimento da planta: Planta de crescimento rápido, pode chegar a 12 metros de altura.

Frutos: não da frutos

Quando da flores: Sua floração ocorre na primavera e no verão

Flores: Floração com a formação de longas inflorescências axilares. Suas flores apresentam o formato de garras (unhas) invertidas, com um brilho perolado espetacular e único, além de uma coloração entre o verde e o azul.

Como adubar essa planta: ➜ Preparar o substrato para cultivo com uma mistura de húmus de minhoca, composto orgânico e areia, e partes iguais, acrescentando 100 gramas de farinha de ossos. Colocar essa mistura no fundo da cova. ➜ Para manutenção adubar anualmente com esterco de gado bem curtido e farinha de osso ou adubo químico NPK 4-14-8.

Como regar essa planta: irrigação em intervalos regulares.

Vai em qual clima: Equatorial, Oceânico, Subtropical, Tropical

Nativa de qual clima: quente e úmido

Aceita poda? - As podas podem ser realizadas para contenção do crescimento e renovação da folhagem.

Vai na sombra? - Meia Sombra, Sol Pleno

Altura das mudas: até 40 cm

Atrai pássaros? - atrai beija-flores

Atrai borboletas? - atrai borboletas

Fonte: Sítio da Mata



CONHEÇENDO AS ÁRVORES: MACIEIRA

09/06/2022

Estamos iniciando uma série de artigos sobre as árvores frutíferas que contribuem para nossa saúde e também importantes para o meio ambiente.

Vamos começar com a Árvore Macieira

A macieira nos proporciona deliciosos frutos que são as maçãs. Elas adoram temperaturas mais amenas e por isso desenvolveram-se tão bem no Sul do Brasil.

É uma árvore de médio porte, muito bonita e além de tudo para proteger suas espécies e proliferar a espécie, gera a fruta, a maçã, que tem sabor adocicado e é uma das frutas mais consumidas no nosso país.

Além dos inúmeros benefícios, a maçã ainda pode ser usada na composição de diversas receitas, como vitaminas, doces, bolos e tortas.

Neste artigo vamos mostrar tudo sobre a árvore macieiras, suas características, e a função de cada parte dela, desde a raiz, o caule, a folha, enfim, toda a morfologia dessa árvore frutífera.

Árvores Frutíferas

Elas são cultivadas pelo ser humano desde os primórdios da agricultura, pois elas disponibilizam alimento, e deliciosos frutos, não apenas a macieira, mas muitas outras árvores.

O fruto vem com a função de proteger a semente, e geralmente é composto por uma polpa, uma baga;.esta que pode ser consumida.

Existem milhares de árvores frutíferas espalhadas pelo mundo, cada uma com sua especificidade e característica.

Elas se adaptam aos diferentes lugares, pois cada uma é propícia para uma região; alguns gostam de regiões mais tropicais, como é o caso da goiaba, da jabuticaba, acerola, do abacate, da banana, da amora, entre muitas outras, que desenvolveram-se tão bem em território brasileiro. Mas também existem as que preferem regiões com clima temperado e temperatura amena, como é o caso da ameixa, do damasco, da framboesa e claro, da maçã.

E cada uma se adaptou e foi cultivado nas diferentes regiões do país. Mas algo que elas possuem em comum é a grande quantidade de vitaminas e minerais presentes em sua composição, nos proporcionado muitos benefícios. Algo também que podemos citar que ela possuem em comum, por exemplo, é a morfologia.

A morfologia de uma planta diz respeito às diferentes partes que compõem-a. Ou seja, toda árvore frutífera, mas também diversas outras são compostas por raízes, caule, folhas, flores e frutos. Exemplificaremos para você saber qual a função de cada parte da planta.

Árvore Macieira: Características, Raiz, Caule, Folha e Morfologia

A macieira é uma angiosperma, considerada também uma dicotiledônea, ou seja, plantas com flor, e que a semente (ou embrião) possui um ou mais cotilédones.  .

Elas não atingem grandes alturas, isso depende do espaço que ela tem para crescer. Se estiver em um terreno com vasto espaço, ela é capaz de crescer e se desenvolver até os 10 a 15 metros de altura. A floração acontece principalmente nos meses de abril e maio.

Elas são cultivadas em países com temperaturas amenas, como é o caso do Canadá, Estados Unidos, Portugal, no Sul do Brasil, Argentina entre muitos outros.

A macieira é de origem asiática e do Cazaquistão; ela foi amplamente disseminada pelo Oeste da China, pela rota da seda e através do Mar Negro. Estima-se que ela seja cultivada pelos seres humanos a pelos menos 3 séculos a.C.

Dessa maneira ela espalhou-se por toda a Europa e conquistou o paladar de muitas pessoas; posteriormente foi introduzida em território americano, tanto América do Norte quanto América do Sul, onde teve ótima adaptabilidade nas regiões mais frias do continente e até hoje é cultivada em larga escala, para o comércio, consumo da população e exportação.

No Brasil, mais precisamente, ela chegou no ano de 1929, com o incentivo fiscal proporcionado pelo governo para as primeiras plantações de macieiras no sul do país.

É conhecida cientificamente como Malus Domestica, mas popularmente recebeu o nome macieira, devido aos deliciosos frutos que são as maçãs. Claro existe uma vasta variedade de maçãs e de espécies.

Como por exemplo: a maçã gala, a maçã fuji, a argentina e ainda existe a saborosa maçã verde; elas são capazes de proporcionar muitos benefícios ao nosso corpo, mas vamos falar agora da morfologia delas, das diferentes partes que compõem a árvore.

Raiz 


Suas raízes são denominadas de pivotantes, ou seja, existe uma raiz principal que se penetra até as camadas mais profundas do subsolo. Ela também estabiliza a árvore no solo, tornando-a forte, desenvolvida e fixa na terra.

Ela possui tamanho superior às outras e desta maneira, é capaz de absorver e transferir para a planta uma enorme quantidade de minerais, água e minerais oriundos do solo.

Caule

O caule tem a função de transportar o que é absorvido pelas raízes, ou seja, conduzir; no caso da macieira, ela possui um caule liso e amarronzado.

Folhas


As folhas da macieira são reticuladas, ou seja, suas nervuras são ramificadas e formam uma “rede”, um conjunto que dá um aspecto visual interessante e chama a atenção de quem avista pela primeira vez.

Elas também possuem alguns pelos, nas folhas e nas sépalas, para proteger do frio e para um melhor desenvolvimento da planta.

Vamos falar agora do principal desta árvore, o seu fruto, a maçã. Uma saborosa fruta, adocicada, que conquistou o paladar de todos que a experimentam ,tornando-a uma das frutas mais populares do mundo inteiro.

Maçã: Uma Fruta Essencial



A maçã é uma fruta essencial em qualquer mesa do mundo. Ela possui uma vasta variedade espécies e incríveis benefícios para nossa saúde.

Os frutos são avermelhados, uns com tom mais escuro, outros com tom mais claro e são considerados de porte médio, com apenas alguns centímetros.

O principal consumo da maçã é in natura, mas ela também é muito utilizada para fazer sucos, compotas, vinagre. bebidas alcoólicas, além de deliciosas tortas e bolos.

Como a fruta possui um tempo de vida curto após a colheita, ela é destinada principalmente para a indústria, onde é feito o suco de maçã.

Não é a toa que ela bastante consumida no mundo inteiro, ela possui excelentes benefícios, e alguns são eles:

Desintoxicação do organismo

Diminuir o risco de diabetes

Deixar os dentes mais brancos

Ossos mais saudáveis, devido a presença de cálcio

Muitos outros benefícios vitais para saúde

Consuma frutas, elas são essenciais para a nossa saúde, para o nosso organismo e para o bem estar.


O CORONAVÍRUS VEIO DA NATUREZA – E NÃO DE UM LABORATÓRIO

(Andriy Onufriyenko/Getty Images)

24/03/2020

Os boatos de que o vírus foi manipulado pela China não passam de uma mentira. E a ciência prova.

Por Carolina Fioratti

Nos últimos dias, teorias da conspiração sobre a Covid-19 circularam na internet. Elas defendem que o vírus SARS-CoV-2 havia sido criado em laboratório pelos chineses. Mas uma pesquisa publicada na Nature Medicine desmente essa ideia, e mostra que o vírus, na verdade, é produto de evolução natural. 

Assim que a doença começou a se propagar em Wuhan, na China, os cientistas do país sequenciaram o genoma do vírus e tornaram os dados públicos. Então, uma equipe de pesquisadores utilizou as informações para explorar as origens e evolução do SARS-CoV-2.

O vírus, como você deve ter visto em diversas imagens, é uma bolinha cheia de espinhos. Assim:

 (Image: CDC/Alissa Eckert, MS; Dan Higgins, MAMS/Reprodução)

Esse revestimento exterior caracteriza um modelo chamado proteína spike (em português, “espinhos”), que servem para agarrar e se penetrar nas paredes celulares humanas e animais. Os cientistas perceberam que o vírus evoluiu para atingir, principalmente, uma proteína chamada ACE2, que está presente em alguns tecidos corporais, como nariz e boca. 

Segundo os cientistas, foi a sua forma eficaz de nos infectar que fez com que eles concluírem que o vírus é, sim, resultado de seleção natural.

Caso ele tivesse sido projetado em laboratório, seus criadores teriam utilizado como base o genoma de um vírus patogênico conhecido. Mas o genoma encontrado é bem diferente dos de outros coronavírus – como os causadores de SARS e MERS – e, ao mesmo tempo, semelhante a alguns vírus encontrados em morcegos e pangolins.

Na visão dos cientistas, há dois cenários possíveis. No primeiro, o vírus passou por seleção natural dentro de um hospedeiro animal e, depois, chegou aos seres humanos – já com sua capacidade infecciosa.

Essa história seria plausível, considerando que foi dessa forma que os surtos de SARS e MERS aconteceram no passado. No caso, o morcego teria sido o hospedeiro definitivo, passando para outro animal, que seria o hospedeiro intermediário, e esse teria transmitido aos humanos, provavelmente através da ingestão de sua carne.

Em um segundo cenário, o vírus também passou do animal para o humano, mas só se tornou patogênico no corpo do homem. Sua capacidade de transmissão de humanos para humanos pode ter se desenvolvido pouco antes do início da epidemia, ainda no corpo dos primeiros infectados.

Ainda não se sabe qual das duas hipóteses é a correta. A primeira é mais prejudicial, pois caso o vírus tenha essa capacidade de evoluir ainda nos animais, as chances de ocorrerem outros surtos similares no futuro são maiores. 

A China está trabalhando na proibição do comércio de animais silvestres. Esse seria um primeiro passo para evitar o surgimento de novas doenças no futuro. Além disso, os chineses se mostraram eficazes no controle da doença, apresentando grande recuperação. Até essa terça-feira (24), havia mais de 350 mil infectados ao redor do globo.


NO DIA MUNDIAL DO MEIO AMBIENTE IMPORTÂNCIA DE CUIDAR DA NATUREZA



07/06/2018

A sobrevivência humana depende de muitos fatores, entre eles, os recursos naturais.

A sobrevivência humana depende de muitos fatores, entre eles, os recursos naturais. Infelizmente, cada vez mais acompanhamos notícias que revelam justamente o esgotamento daquilo que o meio ambiente nos proporciona. Nesse contexto, o Dia Mundial do Meio Ambiente, instituído pela Organização das Nações Unidas (ONU) no dia 05 de junho, é uma boa oportunidade para discutir o tema e conscientizar a população, principalmente as crianças, sobre a necessidade de preservação da natureza e das reservas naturais. Para aproximar o tema dos pequenos e conscientizá-los, a Editora Moderna selecionou títulos de seu catálogo para crianças a partir dos 07 anos como dica de leitura para a ocasião.

A nova edição de Guerra no Rio, de Ganymédes José discute um penoso tema ao meio ambiente: o descarte irregular de rejeitos em cursos de água. Com borbulhantes ilustrações inéditas de Rogério Coelho, o título chega à sua terceira edição e conta como os habitantes de um rio se uniram contra o despejo de resíduos de uma fábrica de celulose que estava poluindo as águas de várias cidades.

O que aconteceria se um dia a Terra se cansasse de ser tão maltratada e decidisse ir embora para algum lugar melhor? Esse é o ponto de partida do livro Antes que a terra fuja, de Julieta de Godoy Ladeira. Por meio dessa fantasiosa situação, a autora vai a fundo em informações sobre o meio em que vivemos, o ar que respiramos, entre outros assuntos, para que o leitor compreenda que a Terra é a nossa grande casa e que é preciso cuidar dela para vivermos em um mundo cada vez melhor.

Um dos assuntos mais falados na questão da preservação ambiental, o fenômeno do aquecimento global ganha novos contornos nas mãos de César Obeid no título Aquecimento Global não dá rima com legal, que foi totalmente reformulado e é escrito em estrofes da literatura de cordel e também em prosa. O autor discorre sobre causas, consequências e soluções para esse problema e traz temas ambientais contemporâneos, como bioconstrução e agricultura orgânica.

Fonte: NewsRondonia


ERUPÇÃO DE VULCÃO KILAUEA CRIA UMA NOVA E PERIGOSA AMEAÇA NO HAVAÍ

Lava do vulcão Kilauea, no Havaí, chega ao oceano Pacífico (Terray Sylvester/Reuters)

23/05/2018

Os fluxos de lava do vulcão Kilauea podem produzir nuvens de gases ácidos, vapor e partículas semelhantes ao vidro ao chegarem ao oceano Pacífico

Pahoa, Havaí – O Havaí passou a lidar com um novo perigo em consequência da erupção do vulcão Kilauea, uma vez que os fluxos de lava podem produzir nuvens de gases ácidos, vapor e partículas semelhantes ao vidro ao chegarem ao oceano Pacífico, alertaram autoridades.

A defesa civil alertou motoristas, barqueiros e banhistas a tomarem cuidado com as colunas cáusticas de lava formadas por duas correntes que avançam para o mar desde que atravessarem a rodovia 137 no litoral sul da maior ilha do Havaí, na noite de sábado e na manhã de domingo.

O “laze” – termo que combina as palavras inglesas para lava e névoa – é uma mistura de gases de ácido clorídrico, vapor e partículas vulcânicas minúsculas criadas pela erupção de lava que pode chegar a 1.093 graus Celsius e reage com a água do mar, disse a Defesa Civil do Condado do Havaí em um comunicado.

Os boletins também avisaram que os relatos de gás tóxico derivado do dióxido de enxofre irrompendo de vários pontos ao redor do vulcão triplicaram, exortando os moradores a “adotarem as ações necessárias para limitar uma exposição maior”.

“Fiquem atentos ao perigo do ‘laze’ e mantenham distância de qualquer coluna de fumaça do oceano”, recomendou a agência, alertando que os riscos em potencial incluem danos pulmonares e irritação dos olhos e da pele.

Com as condições climáticas do domingo, que teve ventos fortes e uma grande quantidade de lava se derramando no oceano, as colunas de laze podem se estender por até 24 quilômetros, sobretudo ao longo da costa e em alto mar, mas o perigo diminui quanto mais elas se dissipam mar adentro, segundo Janet Babb, geóloga do Centro Geológico dos Estados Unidos (USGS).

Fonte: EXAME


OPINIÃO: PROTEGER AS ABELHAS É DAR ESPAÇO À NATUREZA

Substâncias neonicotinoides usadas em herbicidas são apontadas como responsáveis por 
declínio da população de abelhas - Foto: DW / Deutsche Welle

01/05/2018

Proibição de neonicotinoides é boa notícia tanto para insetos polinizadores como para pragas da agricultura. Solução exige esforços de pesquisadores, indústria e agricultura, opina o jornalista Fabian Schmidt.O fato de a Comissão Europeia ter banido três inseticidas da classe dos neonicotinoides, provavelmente nocivos a abelhas, é à primeira vista uma boa notícia para o meio ambiente. Abelhas e muitos outros insetos - úteis e prejudiciais aos seres humanos - ficam mais bem protegidos.

Mas o fato de que os inseticidas não poderão ser mais usados não significa necessariamente que as abelhas realmente passarão a ter uma vida melhor. É forte a suspeita de que os agricultores vão passar a recorrer a outros pesticidas, que provavelmente vão usá-los em concentrações mais altas. E é questionável que essas substâncias sejam realmente mais seguras e melhores para os insetos do que as agora proibidas.

Uma coisa é clara: a agricultura moderna não se sustenta sem herbicidas. As pragas se adaptam muito rapidamente e podem matar colheitas enormes em tempo recorde. E há mais uma verdade incômoda - sobretudo para muitos amigos da agricultura orgânica. Apenas a agricultura industrial pode sustentar a crescente população mundial. Sem uma produção eficiente de alimentos, haverá crises de fome.

Existem soluções para este dilema, mas elas exigem maiores esforços conjuntos de pesquisadores, indústria e agricultura: pesticidas bem seletivos, apenas para pragas muito específicas. O melhor seriam aqueles agentes que já atuam no estágio larval e, assim, evitam que as pragas possam se desenvolver. Ao mesmo tempo, as substâncias não devem atuar sobre organismos benéficos.

Isso é muito mais complicado do que um inseticida de amplo espectro, com o qual é possível se proteger de muitas pragas ao mesmo tempo. Porque cada praga tem de ser reconhecida individualmente, com uma estratégia de combate. Isso requer um alto nível de conhecimento técnico entre os agricultores. Isso custa tempo, dinheiro e, no final, sempre haverá, apesar disso, prejuízos nas colheitas.

Muito mais importante para a preservação da biodiversidade seria algo bem diferente: temos que dar mais espaço à natureza, sobretudo nas áreas onde podemos investir sem arriscar grandes perdas.

Os legisladores devem delimitar faixas verdes ao longo de estradas e caminhos nos campos que não podem ser desmatados. Assim, arbustos, árvores e flores silvestres podem se expandir novamente. Em volume, isso não mudaria muito em relação ao rendimento de um campo industrialmente cultivado, mas seria um grande ganho para a natureza.

E também nas cidades e nos vilarejos de interior podemos fazer muito mais não só pelos insetos, mas também pelos pássaros: por que não damos mais chances ao prado com flores, onde agora existe um gramado bem cortado? Por que cada dente-de-leão precisa ser arrancado? Por que paisagistas criam enormes superfícies mortas de cascalho, nas quais cada suposta erva daninha é imediatamente arrancada ou queimada com o lança-chamas? Por que tudo é tão pavimentado e sem plantas?

Um pouco mais de "desordem" na nossa paisagem não faria mal. E então, abelhas, moscas polinizadoras, borboletas e companhia também teriam novamente boas oportunidades de desenvolvimento - assim como muitos outros bichos.

A Deutsche Welle é a emissora internacional da Alemanha e produz jornalismo independente em 30 idiomas. 


BRUNA LOMBARDI E SUA LUTA EM DEFESA DO MEIO AMBIENTE

(Foto: Arquivo pessoal)

12/11/2017

Afastada da TV há algum tempo, ela tem se dedicado à produção cinematográfica, colaborando no roteiro de longas como “O Signo da Cidade” e “Onde está a Felicidade”, ao lado de seu marido, o também ator Carlos Alberto Ricceli.

Mas sua atuação não para por aí. Preocupada com a preservação dos recursos naturais, há cerca de um ano ela publicou um vídeo em sua página do Facebook alertando sobre a importância da economia de água e mostrando como é possível tomar um banho em poucos minutos.

Ela conta de onde vem esta relação tão forte com a natureza e como tem lutado para despertar a preocupação com a preservação dos recursos naturais.

Disney Babble – Qual sua relação com a natureza?
Bruna Lombardi – Eu não vivo sem! Sou urbana, da cidade, mas adoro o mato. Minha casa aqui em São Paulo é cheia de  árvores e plantas. Tenho muitas frutas e passarinhos e uma pequena horta de orgânicos no quintal. Sempre que eu posso eu estou perto da natureza. Sempre que posso também vou para Trancoso, na Bahia, que ainda mantém a natureza selvagem e intacta. Adoro praia, mar, areia, em qualquer estação, e ficar olhando o espetáculo do céu com todas as suas variações.

Disney Babble – De que forma você vem atuando em prol da preservação do meio ambiente?
Bruna Lombardi – Há muitos anos sou uma ativista em tudo o que acredito e trabalho constantemente para defender e transformar a maneira de lidarmos com a natureza e seus recursos. Eu tenho uma atividade intensa na minha página no Facebook, onde divulgo iniciativas de ONGs. Ainda participo de campanhas, faço parcerias com organizações, além de pensar no assunto cotidianamente. Meu próximo filme, "Amor em Sampa", que será lançado no segundo semestre, é uma comédia romântica musical e fala que as cidades podem ser melhores se a mudança começa em cada um de nós. Acredito que podemos mudar as nossas atitudes para vivermos num mundo melhor.

Disney Babble – Por que você sentiu a necessidade de atuar neste sentido, abraçar esta causa?
Bruna Lombardi – Há muitos anos eu já me preocupo com esse tema, mas agora é urgente. Todos sabemos do estado emergencial do nosso planeta, das mudanças climáticas, da busca de novas soluções ambientais. Precisamos repensar ações e atitudes. É preciso uma mudança de estilo de vida que venha a despoluir o nosso ar, desenvolver o uso da energia limpa, fazer uso sustentável das florestas, plantar árvores, proteger os animais, ter alimentos livres de agrotóxicos e muitas outras questões. Educação ambiental tem que estar presente nas escolas no ensino fundamental. Fico feliz em poder contribuir e fazer minha parte.

Disney Babble – Você acredita que, sendo uma celebridade, pode ser exemplo para os demais cidadãos?
Bruna Lombardi – Eu acredito que posso usar o que sou e tenho, meu nome e meu trabalho, para continuar envolvida em ações sustentáveis e campanhas em que acredito. Acho que cada um de nós, famoso ou não, pode fazer o mesmo. Todos queremos um mundo melhor e, muitas vezes, não sabemos nem por onde começar ou achamos que essa mudança está fora do nosso alcance, do nosso poder. E não é verdade; não está. Cada um pode fazer sua parte, mesmo pequena, já faz uma diferença. 

Disney Babble – O que lhe causa mais preocupação neste momento?
Bruna Lombardi – Temos que pensar em várias coisas, porque tudo está conectado. Mas a água é básica. Estamos tratando recursos naturais finitos como se fossem infinitos. Estamos destruindo florestas, dizimando fauna, flora e acabando com os rios. Essa responsabilidade com o planeta é de todos. Ainda há tempo de reverter essa situação, mudando tanto o comportamento individual como a vontade política. Como todas as riquezas, existe água e existe abundância e não escassez. O problema é sempre a má distribuição, a enorme desigualdade, tudo o que gera um mundo em conflito permanente em lugar da paz. 

Disney Babble – Quais seus projetos para o futuro, em relação à preservação da natureza?
Bruna Lombardi – Estamos fazendo um grande trabalho nas redes sociais: "A Rede Felicidade", que vamos lançar em breve, com uma enorme interatividade com milhões de pessoas. Mesmo antes do lançamento, recebo e leio mais de 100 mil comentários por semana, de um público fidelizado, que faz parte da nossa comunidade. A definição que vem deles é que somos um portal da paz, um lugar que agrega, encoraja, empodera e faz bem para as pessoas. Um ambiente que tem a energia do bem. Juntos, vamos abraçar o que a gente acredita que pode ajudar a fazer desse mundo um lugar cada vez melhor.

RESERVA NO AMAZONAS ZERA DESMATAMENTO E É CONSIDERADA MODELO NO PAÍS E NO MUNDO


05/09/2017 

Por Bianca Paiva - Agência Brasil

A Reserva de Desenvolvimento Sustentável (RDS) do Juma, localizada às margens da BR-319, no Amazonas, é considerada modelo no país e no mundo. Além de zerar o desmatamento, o projeto desenvolvido na área tem promovido a geração de renda e a defesa da floresta pela comunidade local.

Na contramão do crescimento do desmatamento, a reserva vem registrando nos últimos anos redução das taxas de devastação. Os dados mais atualizados do governo federal são de 2015 e mostram que não foi registrado nenhum novo desmatamento. A redução é atribuída à implantação na área, em 2008, do primeiro projeto brasileiro de Redd, que significa Redução de Emissão de Gases de Efeito Estufa provenientes do Desmatamento. No mesmo ano, a iniciativa, idealizadas pela organização não governamental (ONG) Fundação Amazonas Sustentável (FAS), foi a primeira do país e do Continente Americano a receber um certificado internacional por desmatamento evitado.

No Dia da Amazônia, comemorado hoje (5), o coordenador do programa Soluções Inovadoras da FAS, Victor Salviati, fala sobre a reserva. “A gente desenvolveu vários estudos. A gente viu que se nada fosse feito, de 2008 a 2050, que é o nosso cenário, seriam desmatados quase 66% da área e seria emitido algo em torno de 189 milhões de toneladas de carbono. Esse desenho foi feito com três eixos para tratar os vetores do desmatamento: primeiro um investimento estruturante em geração de renda, programas comunitários e geração de emprego, o segundo, investimento em capacitação e educação formal e o terceiro, desenvolvimento científico e monitoramento”, explica.

Por meio do Redd, empresas nacionais e internacionais apoiam atividades de redução de desmatamento e de emissões na Reserva do Juma, que é um mecanismo financeiro para geração de créditos de carbono. Atualmente, o projeto beneficia 476 famílias, cerca de 2 mil pessoas, divididas em 38 comunidades em áreas remotas. De acordo com Victor Salviati, elas recebem apoio para produção, principalmente, de farinha, açaí, castanha e pesca artesanal e ainda um pagamento pelos serviços ambientais, por meio do Programa Bolsa Floresta.

“Além dos investimentos estruturantes, há os investimentos nas pessoas. A fundação acredita muito que a conservação da floresta está ligada às pessoas, são os guardiões da floresta. A gente dando oportunidade a essas pessoas de sonhar, dando educação de qualidade, infraestrutura produtiva, capacitação, comunicação e transporte, elas conseguem viver melhor. E quem vive melhor faz a melhor gestão desses recursos naturais”, afirma Salviati.

A Reserva do Juma foi criada em 2006 pelo governo do Amazonas e é gerenciada pela Secretaria Estadual de Meio Ambiente. Ela está situada em uma área de alto risco de desmatamento, no município de Novo Aripuanã, a 227 quilômetros de Manaus.

“Há um empoderamento dos benefícios da biodiversidade da unidade de conservação, tanto que eles estão sempre vigilantes. Sempre que há uma ameaça à integridade daquilo de que tanto zelam, eles acionam o órgão ambiental para fazer a fiscalização. Isso nos deixa muito satisfeitos com os resultados até aqui alcançados”, ressalta o secretário de Meio Ambiente, Antônio Stroski.

Rosângela dos Santos Ribeiro é moradora e representante da comunidade São Félix. Ela tem 47 anos, é casada, tem oito filhos e trabalha na cadeia produtiva da farinha. Dona Rosa, como é conhecida, tem muito orgulho de viver na reserva e de contribuir com a preservação da floresta.

“Aqui na nossa reserva (esse projeto) é muito importante, muito mesmo porque ajudou muitas pessoas financeiramente a cuidar de onde mora. Vieram muitos projetos para os jovens também. Isso daqui é nosso. A gente tem que cuidar. Eu me sinto bem morando na minha comunidade”, destacou a moradora.

A expectativa do projeto de Redd na Reserva do Juma é conter, até 2050, a emissão de aproximadamente 190 milhões de toneladas de gás carbônico e evitar o desmatamento de 366 mil hectares de floresta. Até 2015, cerca de 6 milhões de toneladas de gases de efeito estufa deixaram de ser emitidas na atmosfera por meio da iniciativa.

ANÁLISE GENÉTICA REVELA SEGREDOS DA CRIATURA MAIS RESISTENTE DO MUNDO

Para pesquisadores, tardígrados estão mais próximos das minhocas do que dos insetos 
(Foto: Kazuharu Arakawa and Hiroki Higashiyama)
01/08/2017

Por G1 Natureza

Conhecidos como ursos d'água, os tardígrados são capazes de sobreviver à radiação, ao congelamento, à desidratação extrema e até mesmo ao vácuo do espaço

Uma análise genética dos tardígrados revelou alguns segredos sobre suas notáveis habilidades de sobrevivência.

As criaturas microscópicas - também conhecidas como ursos d'água - são capazes de sobreviver à radiação, ao congelamento, à desidratação extrema e até mesmo ao vácuo do espaço.

Em estudo publicado na revista científica PLOS Biology, pesquisadores decodificaram o DNA de duas espécies de tardígrados e descobriram os genes que permitem a esses seres se regenerarem após a dessecação.

Com apenas um milímetro ou menos de tamanho, os tardígrados são considerados as criaturas mais resistentes na Terra. Uma pesquisa recente descobriu que eles sobreviveriam a quase todos os desastres cósmicos que poderiam atingir o planeta.

Esses animais são encontrados geralmente em locais que secam, como pântanos e lagos. Ao longo do tempo, eles adquiriram a habilidade de sobreviver à desidratação extrema e voltar à vida anos mais tarde, ao ter contato com a água.

Nesse novo estudo, cientistas descobriram que a chave para a sobrevivência dessas criaturas está na genética.

Em condições de seca, alguns genes dos tardígrados são acionados para produzir proteínas que substituem a falta de água nas células. Uma vez que a água está disponível novamente, as células são recarregadas, dissolvendo as proteínas.

De acordo com os pesquisadores, entender essa capacidade inata de sobrevivência dos tardígrados pode trazer benefícios para os seres humanos, como permitir que vacinas vivas sejam distribuídas em todo o mundo e armazenadas sem refrigeração.

"Os tardígrados, com suas habilidades incríveis, podem nos oferecer novas maneiras de lidar com problemas do mundo real, como o transporte de vacinas", afirma Mark Blaxter, coautor do estudo e professor da Universidade de Edimburgo, na Escócia.

Mais próximo de quem?

Decifrar o modelo de DNA dessas criaturas resistentes também permitiu que a equipe avançasse em uma antiga polêmica. Os tardígrados são mais próximos dos insetos, das aranhas e seus parentes ou das minhocas?

Sua aparência curiosa, com oito pernas e garras, indica uma semelhança maior com os insetos do que com as minhocas, mas a análise genética diz o contrário.

Os genes HOX controlam o desenvolvimento da cabeça e da cauda, além do posicionamento dos membros.

A maioria dos animais tem dez desses genes, mas os tardígrados apresentam apenas cinco, assim como a maioria das minhocas.

É improvável que isso seja uma coincidência - o que sugere que eles têm mais afinidade com as minhocas.

"Foi uma surpresa que não esperávamos", disse Blaxter.

"Sou fascinado por esses animais minúsculos e encantadores há duas décadas. É maravilhoso finalmente ter seus verdadeiros genomas e começar a compreendê-los", acrescenta.

Os cientistas também descobriram um conjunto diferente de proteínas que podem proteger o DNA dos tardígrados, o que talvez explique como essas criaturas podem sobreviver à radiação.

ÁGUA QUE ORQUÍDEA NÃO BEBE



21/04/2017

Famosas por suas flores diferentonas, essas plantas são exigentes e não devem ser regadas com água encanada

Por Marina Gabai

Se você não bebe qualquer água para matar a sede, por que suas orquídeas deveriam? Delicadas e exigentes, elas podem ter a saúde afetada pelo simples fato de serem regadas com água inadequada. Daí a importância de dar uma atenção especial a esse quesito na hora de cuidar dessas plantas.

A água encanada, que normalmente é usada para a irrigação do jardim como um todo, tem uma quantidade muito grande de sais minerais, que interferem no desenvolvimento das orquídeas: eles prejudicam a absorção dos nutrientes da adubação e, consequentemente, afetam o crescimento e o florescimento da planta. Como se não bastasse, o cloro aplicado no tratamento da água faz mal para as raízes das orquídeas.

Segundo o orquidófilo Erwin Bohnke, a melhor água para molhar essas plantas é a da chuva. ” Ela não contém grandes quantidades de sais minerais e ainda é uma opção sustentável. Basta coletá-la em um tonel ou balde, armazená-la em um recipiente fechado e usar quando necessário”, explica ele.
Na falta da água da chuva, a sugestão é usar água mineral. Ela tem sais minerais, mas em menor quantidade que a água da torneira.

Quem não puder usar a água da chuva ou mineral em todas as regas, deve tentar fazer isso pelo menos na hora de dissolver o adubo. Assim, a absorção dos nutrientes não é prejudicada. Nas demais irrigações, recorra à água encanada, e tome o cuidado de replantar a orquídea anualmente.

Assim, o substrato, que retém boa parte dos compostos que fazem mal à planta, será renovado antes de se esgotar.

CÂMERA GRUDADA NO DORSO REVELA OLHAR DE 'BALEIA CINEGRAFISTA' NA ANTÁRTIDA

Câmeras presas às baleias registraram imagens de seu cotidiano (Foto: BBC)

21/04/2017

Pesquisa ajudará a reunir dados sobre animais e seu habitat e contribuirá para esforços de preservação.

Você provavelmente nunca viu a Antártida desta forma: pelos olhos de uma baleia.

Câmeras foram presas ao dorso de animais das espécies minke e jubarte como parte de um novo estudo da ONG World Wildlife Fund (WWF) em parceria com a Universidade Estadual do Oregon, nos Estados Unidos.

Por meio de ventosas, os equipamentos ficaram grudados de 24 a 48 horas e registraram como elas se alimentam, socializam e se comportam em meio às mudanças climáticas. VEJA O VÍDEO.

Equipamento ficou em animal por até 48 horas (Foto: BBC)

Segundo o Centro Nacional de Dados de Gelo e Neve, instituto de pesquisa ligado à Universidade do Colorado, em março deste ano, foi registrada a menor extensão de área congelada da Antártida ao longo dos 38 anos em que esses dados são coletados.

A pesquisa com as baleias ajudará a reunir dados sobre os animais e seu habitat e contribuirá para esforços de preservação, em meio aos impactos dessas alterações ambientais.

Imagens serão usadas em pesquisas para entender como mudanças climáticas 
afetam vida das baleias (Foto: BBC)

Fonte: G1 Natureza

Neste Natal, adote uma árvore. Conheça o projeto Dá Pé

Iniciativa do programa 'Um pé de quê?' tem apoio da Coca-Cola Brasil
(Crédito:  Reprodução)

06/12/2016

O que você pode comprar com R$ 20 para dar um presente inesquecível neste Natal? Que tal uma árvore que vai proteger um curso d’água e limpar o ar que você respira? E nem será necessário cuidar dela, porque o valor inclui cinco anos de acompanhamento. Achou bacana? Então você tem até o próximo dia 22 para acessar o site do projeto Dá Pé e garantir a sua mudinha. Se quiser, ainda pode participar do plantio: no dia 11 de dezembro, às margens do Rio Una, em Taubaté, interior de São Paulo, e no dia 18, na Floresta da Tijuca, Rio de Janeiro – área historicamente conhecida como sucesso de reflorestamento.

Essas ações fazem parte de uma iniciativa do programa “Um pé de quê?” em parceria com a SOS Mata Atlântica e apoio da Coca-Cola Brasil. Vinte mil árvores e um ano depois da primeira ação, realizada em Taubaté em 2015, o diretor Estevão Ciavatta e a atriz Regina Casé retomam a campanha. O objetivo agora é plantar três mil mudas em uma área de 1,5 hectare danificada por um incêndio, na Floresta da Tijuca, e assegurar mais 17 mil mudas às margens do Rio Una e em áreas próximas, nas quais há nascentes e olhos d’água que formam esse rio.

Ciavatta e Regina começaram essa história há 16 anos, quando lançaram o programa de televisão “Um pé de quê?”. Na época, algumas pessoas chegaram a dizer que seria legal eles fazerem uns três episódios, porque depois disso não teriam mais assunto, sabe como é, falar de árvore... Um engano do tamanho de um jequitibá-rosa adulto! “Um pé de quê?” virou livro, enciclopédia visual e um dos maiores acervos de imagens sobre árvores de que se tem notícia.

O diretor Estevão Ciavatta retoma a campanha ao lado de Regina Casé
Reprodução

“No ano passado, quando o programa de TV completava 15 anos, veio uma vontade de fazer uma ação concreta de reflorestamento e plantio em áreas degradadas. O Dá Pé vem de um desejo e da meta do ‘Um pé de quê?’ de aproximar as pessoas das árvores.  Nossa ideia é fazer florestas eternas”, explica o diretor.

Isso quer dizer o seguinte: os R$ 20 ou mais que forem doados durante a campanha contemplam as mudas e o plantio, a plataforma para o financiamento coletivo, os valores relacionados à comunicação e a parte jurídica de todas as terras – com esse dinheiro serão pagas todas as taxas exigidas pelo Cadastro Ambiental Rural e pelo Código Florestal. E tem cinco anos de manutenção garantidos pelo SOS Mata Atlântica. “É uma estrutura bem completa. Nós queremos florestas eternas, então constituímos áreas de reserva, de proteção permanente, tudo certo do ponto de vista legal”, destaca Ciavatta.

A Coca-Cola Brasil apoiou a campanha do ano passado e, agora, participa com um diferencial: a cada árvore que você plantar com a sua doação, a empresa planta outra, até chegar a cinco mil árvores. “O projeto Da Pé está alinhado com nosso compromisso de devolver às comunidades e à natureza toda a água usada em nosso processo de fabricação. Essa iniciativa se soma aos mais de 103 mil hectares onde já implementamos programas socioambientais de geração e retenção de água em bacias hidrográficas por meio de reflorestamento e conservação, em parcerias com outras organizações. Graças a esses programas e ao esforço contínuo por mais eficiência nas fábricas que hoje conseguimos devolver à natureza o dobro de água que utilizamos”, diz Pedro Massa, diretor de Valor Compartilhado da Coca-Cola Brasil.

Ciavatta conta que o projeto mudou sua vida e que, hoje, anda pela cidade reconhecendo árvores. Mas o objetivo da iniciativa vai muito além do plantio. “É um projeto de comunicação. No ano passado, alcançamos 3,8 milhões de pessoas pelas redes sociais. Queremos discutir, trazer as pessoas, porque sem árvores não teremos água, não teremos nosso planeta em condições de nos dar vida”, ele reforça.

Gostou da dica? Então vá lá no site para saber direitinho como participar. Se, além de contribuir com a campanha, você quiser ir pessoalmente plantar as mudas, mande um e-mail para dape@umpedeque.com.br. Para doar no exterior, basta acessar o site em inglês.



Artigo: O "tempo" da primavera



22/09/2016

Por Dijanira Silva* 
Artigo de responsabilidade do autor     

Quem já plantou uma semente e esperou os dias passarem para vê-la germinar, nascer e desabrochar, sabe dar mais valor a um campo florido! Provavelmente também aprendeu a respeitar o processo que a vida exige para ser plena. A natureza sabe que cada coisa acontece no seu devido tempo e entre dias e noites, contempla silenciosa a transformação em seu seio, sem jamais ter pressa para colher os frutos. É por isso que as flores da primavera são também sinais de etapas superadas, ciclos que se completam e, ao mesmo tempo, começam no eterno movimento que é a vida.

Dijanira Silva
Divulgação/Canção Nova
Acredito que contemplar a primavera é uma oportunidade para nos revermos e fazermos as pazes com o processos que naturalmente passamos antes de florescer. Em Eclesiastes 3, lê-se: “Há um tempo para cada coisa debaixo do céu... Tempo para plantar e tempo para colher o que se plantou”. O problema é que temos tido muita pressa para colher, dedicado pouco tempo para plantar e menos ainda para cultivar o que um dia plantamos. Isso em todos os sentidos, mas, principalmente, quando o assunto é relacionamento. 

Sofremos as consequências do individualismo, onde a solidão lidera como uma das maiores chagas da humanidade. Já se perguntou por quê? Falta afeto, respeito, companhia, dedicação... Ou seja, falta amor! E onde falta amor, tudo perde o sentido. Só que o amor é exigente e é por isso que poucos estão dispostos a amar pra valer. Você está disposto? A exemplo de um jardim, o amor também carece de dedicação e cultivo constante para desabrochar em plenitude. 

Temos andado com pressa para fazer mais, ganhar mais e mandar mais e, sem perceber, estamos vivendo menos. Amar é viver! Todo mundo sabe que jardim sem cultivo não oferece flores. Relacionamentos superficiais também não preenchem o coração. Por tudo isso, tenho pensado em viver a primavera de um jeito diferente este ano. Quer um conselho? Faça o mesmo!

Dedique-se mais ao cultivo das “flores” que um dia você recebeu. Os amigos, a família, os colegas e todas as pessoas que povoam sua vida, são seu maior tesouro, são elas que lhe fazem ser quem realmente você é.

Coragem! Deixe-se embalar pela beleza da primavera e abra-se ao amor. Sua vida é única e preciosa demais para passar despercebida por este mundo. Aproveite todas as ocasiões, para realizar ações ordinárias de modo extraordinário. 

Partilhe seu melhor sorriso, suas palavras, seu abraço e, principalmente, seu coração, sem perder um segundo sequer. Desta forma, cada gesto seu, por mais simples que seja, será carregado de sentido e cada instante, seja ele alegre ou não, será o momento mais importante, porque a vida acontece aqui e agora. Não tenha tanta pressa para colher o amor, pois o cultivo esconde uma grande satisfação... Semeie, cultive e espere, em breve seu jardim irá florir!

Feliz primavera!

*Dijanira Silva
Missionária da Comunidade Canção Nova, apresenta o programa “De mãos unidas” pela TV Canção Nova, locutora da Rádio América 1410 AM e autora do livro “Por onde andam seus sonhos?”



Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...