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MAIS DE 300 ANIMAIS ESTÃO EM AMEAÇA DE EXTINÇÃO NA BAHIA

Onça pintada está na lista de animais ameaçados de extinção 
Divulgação/Centro de Instrução de Guerra na Selva

16/08/2017 

Sayonara Moreno – Correspondente da Agência Brasil

Mais de 300 animais estão em níveis diferentes de ameaça de extinção no estado da Bahia. A Secretaria Estadual do Meio Ambiente (SEMA) publicou no Diário Oficial do Estado de hoje (16) portaria que cita uma lista de 331 espécies de anfíbios, aves, mamíferos, répteis, invertebrados continentais, peixes, invertebrados marinhos e espécies ameaçadas de  "interesse social".

Ao todo, foram avaliadas 2.607 espécies de fauna consideradas raras, endêmicas ou sob ameaça de extinção no território baiano. No entanto, os 331 animais entraram na lista, que tem variações de níveis de ameaça. São 140 espécies, que se enquadram no nível "vulnerável"; 131, no nível "perigo"; 54, no "criticamente em perigo", e cinco, em "regionalmente extintas".

Todas as espécies que constam nos níveis de ameaça passam a ter proteção integral dos órgãos de defesa do meio ambiente. A captura, transporte, armazenamento, guarda, manejo, beneficiamento e comercialização desses animais fica proibida. Entre os animais protegidos, estão espécies como Onça-pintada, Ararinha-azul, Gavião-real, Papagaio-de-peito-roxo, Águia-cinzenta, Tartaruga-de-pente, Tartaruga-verde, Aranha Caranguejeira, Cobra-coral, Cobra-verde, Pica-pau-amarelo, Estrela-do-mar, Cação, Cavalo-marinho, Piaba, Peixe-serra, Atum-azul, o Bugio-marrom.

Na categoria das espécies ameaçadas de "interesse social", foram incluídos os animais alvos de uso sustentável por comunidades tradicionais, ou para subsistência. Assim, pode ser permitida a exploração, desde que regulamentada e autorizada pelo Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Inema), a partir de critérios específicos. Entre as espécies de "interesse social" ameaçadas estão abelhas sem ferrão (Uruçu, Mandaçaia e Jandaíra), Caranguejo-Uça, uaiamun, Pitu, Aratu, peixe Bagre, Badejo-Amarelo, Mero, Tubarão Martelo, entre outros.

Planos de Ação

Segundo a secretaria, a publicação da lista dos animais em extinção coloca o estado como o sétimo do país com a iniciativa. A Lista Vermelha, como chamada pelo órgão, é considerada importante, porque incentiva o início “de ações e políticas que possam reverter o quadro de ameaça a essas espécies”.

Conforme previsto em lei estadual, a lista deve ser periodicamente revisada e atualizada. O próximo passo é a conclusão dos Planos de Ação das espécies ameaçadas e a listagem da flora ameaçada, que está em fase de desenvolvimento e, segundo a SEMA, será publicada “em breve”.

O levantamento das espécies em extinção foi um trabalho conjunto que envolveu, principalmente, a SEMA, o Instituto Dríades de Pesquisa e Conservação da Biodiversidade, universidades federais e estaduais, na Bahia e o Inema, totalizando 115 especialistas de 40 instituições.

Propostas do Brasil para aumentar proteção a espécies de tubarão, raia e jacarandá são aprovadas em conferência internacional

Crédito: Divulgação/IBAMA

31/10/2016

O Ibama participou da delegação que representou o Brasil na 17ª Conferência das Partes da Cites (Convenção Internacional sobre Comércio de Espécies Ameaçadas de Fauna e Flora), realizada de 24 de setembro a 5 de outubro em Joanesburgo, na África do Sul, que resultou na aprovação de propostas que favorecem a proteção ao tubarão-do-lombo-preto, ao tubarão-raposa, às raias do gênero Mobula e ao Jacarandá (gênero Dalbergia). Essas espécies passaram a integrar o Anexo II da convenção, que lista animais e plantas cujas licenças para importação e exportação estão sujeitas a um controle maior. A delegação brasileira também obteve aprovação de propostas para aumentar a efetividade da proteção a espécies ameaçadas presentes no anexo I da convenção, que proíbe a exploração na natureza de fauna e flora para comércio internacional.

Cerca de 3.500 participantes de 152 países debateram 62 propostas de emendas aos apêndices da CITES e mais de 90 documentos de trabalho. A conferência, que teve a participação do presidente sul-africano, Jacob Zuma, foi a maior realizada desde a entrada em vigor da convenção, em 1975.

A delegação brasileira foi composta por representantes do Ibama e dos ministérios das Relações Exteriores e do Meio Ambiente. No Instituto, a Diretoria de Uso Sustentável da Biodiversidade e Florestas é o ponto focal das atividades relacionadas à convenção e alguns de seus servidores são autoridades nacionais da Cites, com poder para emitir ou negar autorizações de exportação.

A participação nos debates e a articulação de consensos com outros países foram fundamentais para a aprovação das propostas apresentadas pelo Brasil, que ao final do evento foi eleito representante da América do Sul pelos próximos seis anos no Comitê Permanente da Convenção.

Fonte: Ibama


Mais de 250 pessoas participam do Seminário de Áreas Protegidas

Evento integra Semana da Primavera
Foto: Divulgação/PMPA

22/09/2015 

Mais de 250 pessoas participaram da abertura do 3º Seminário de Áreas Protegidas: Conservação, Biodiversidade e Proteção Jurídica na manhã desta terça-feira, 22. A atividade, que integra a 25ª Semana da Primavera, organizada pela Secretaria Municipal do Meio Ambiente (Smam), ocorreu no Auditório Mondercil Paulo de Moraes do Ministério Público do Rio Grande do Sul (av. Aureliano de Figueiredo Pinto, 80, 3º andar). 

O evento apresenta aspectos inerentes à conservação dos ecossistemas, à biodiversidade e à gestão e proteção jurídica para cumprir com os propósitos do plano de manejo da unidade de conservação.  
 Estavam presentes na abertura o promotor de Justiça, Eduardo Viegas, representando o procurador geral de Justiça Marcelo Dorneles; o ex-secretário estadual de Meio Ambiente, José Alberto Wenzel; o ex-presidente da Agapan, Alfredo Ferreira; e o ex-diretor  do Jardim Botânico, Ivo Krauspenhar. 

O secretário da Smam, Mauro Moura, destacou a importância do seminário ao citar que a população pensa em meio ambiente muito mais em dias chuvosos como o de hoje. “Com as ruas alagadas, pensamos no porquê de se preservar áreas verdes protegidas. Esse é um dever do poder público, sem dúvida, mas a sociedade tem que estar comprometida com a manutenção destas áreas”.

A primeira palestra da manhã foi proferida pela bióloga Patrícia Witt, gestora da Reserva Biológica do Lami José Lutzenberger, e organizadora do seminário. Patrícia  abordou “A importância das Unidades de Conservação da Natureza para a Conservação in situ da Biodiversidade”, apresentando importantes dados a respeito das áreas protegidas. “Hoje, no mundo, existem 114 mil áreas protegidas, num total de dois bilhões de hectares. Esses dados são de um levantamento de 2007, do World Database on Protected Areas, por isso, provavelmente, já tenhamos um número ainda maior”.

O seminário será realizado também durante toda  tarde, com término  previsto para as 18h. Após as palestras, está programado o lançamento do livro “Dividir para quê? Biomas do Brasil”, de Nurit Bensusan, e a entrega dos certificados. O seminário tem o apoio do Ministério Público do Estado do Rio Grande do Sul, Secretaria Estadual do Meio Ambiente, Universidade de Brasília e Instituto de Direito por um Planeta Verde.

A programação inclui as seguintes palestras:

-“A gestão da Informação em Unidades de Conservação – A experiência do SIG
Aílton Giovani – Geógrafo – Mandião do Departamento de Biodiversidade da Sema/RS

- “Unidades de Conservação e Planejamento Urbano:
É possível a compatibilização?”
Vanesca Buzelato Prestes – Procuradora do Município de Porto Alegre
Vice presidente da Região Sul do Instituto o Direito por um Planeta Verde

- “A atuação do município na defesa dos espaços ambientalmente protegidos”
Alexandre Burmann – Advogado - Supervisor da Supervisão do Meio Ambiente da Smam (Sumam)

- “Importância das Áreas Protegidas para a comunidade de insetos polinizadores”
Andreas Kohler – Biólogo – Coordenador do Curso de Biologia da Unisc

- “Novo Marco legal de acesso ao patrimônio genético e aos conhecimentos tradicionais: Uma oportunidade para as áreas protegidas ou não?”. 
Nurit Bensusan – Bióloga – Professora da Universidade de Brasília

- “Gestão da Fauna Silvestre no Rio Grande do Sul”
João Carlos Dotto – Biólogo – Coordenador do Setor de Fauna do Departamento de Biodiversidade da Sema/RS

Texto de: Aline Czarnobay
Edição de: Gilmar Martins

Fonte: SMAM















Fotos: Carlos Nascimento/Natureza e Paz
Tel: (51) 9160.2231


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