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ÁRVORES NATIVAS DA MATA ATLÂNTICA


05/11/2022

Conheça a lista de espécies de árvores nativas da Mata Atlântica, considerado o segundo maior bioma depois do Bioma Amazônico

Considerada a segunda maior floresta do Brasil em tamanho, as árvores da Mata Atlântica ficam atrás apenas da Mata Amazônica.

É um bioma que foi extremamente devastado desde a colonização, restando apenas uma parte de mata nativa que está presente de forma espalhada na maioria dos estados brasileiros, sendo eles: Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Goiás, Mato Grosso do Sul, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Espírito Santo, Bahia, Alagoas, Sergipe, Paraíba, Pernambuco, Rio Grande do Norte, Ceará e Piauí.

O bioma das árvores da Mata Atlântica que antes chegava a ocupar cerca de 13% até 15% do território nacional, abrangia uma área de 1.315.460 km² de extensão, hoje ocupa apenas 12,5, e é classificada como uma vegetação em extinção.

Isso ocorreu devido às atividades agrícolas e agropecuárias e pela exploração industrial realizadas pelos homens ao longo dos anos, o que resultou no crescimento da área urbana, destruindo parte deste bioma.

Clima e vegetação

Por se tratar de um bioma que está localizado em várias partes do Brasil, as árvores da Mata Atlântica possuem vários tipos de clima, predominando o tropical úmido. Sendo composta também em partes, pelo clima subtropical úmido e o semiárido. De modo geral, este bioma caracteriza-se por possuir altas temperaturas durante o ano todo e elevados níveis de umidade. 

A vegetação das árvores da Mata Atlântica está relacionada com a diversidade climática de cada região, que são influenciadas por fatores como teor de oxigênio, iluminação, umidade e ainda temperatura.

Essa vegetação se caracteriza por espécies de árvores mais altas, com suas copas mais próximas umas das outras, formando um dossel que controla a quantidade de luz que irá atingir as árvores e as vegetações mais baixas. São comuns arbustos de pequeno porte, além de ervas e gramíneas, musgos e brotos, e também trepadeiras que se desenvolvem nos troncos das árvores. 

Sendo um bioma que recebe pouca luz, os solos da Mata Atlântica conseguem se manter úmidos por muito tempo, porém são, em sua maioria, pobres. Isto porque possuem altos níveis de acidez, pouco oxigênio e pouca profundidade, caracterizando solos de baixa fertilidade.

Porém, para as árvores da Mata Atlântica, existe decomposição das folhas das árvores mais altas, que geram grande acúmulo de matéria orgânica nos solos, abastecendo com nutrientes para as plantas e animais que necessitam da decomposição para sobreviver.


Conheça a principal lista de espécies características da Mata Atlântica:

Açoita Cavalo Miúdo (Luehea divaricata)
Araça Amarelo (Psidium cattleianum)
Babosa Branca (Cordia superba)
Café de Bugre (Cordia ecalyculata)
Canafistula (Peltophorum dubium)
Canela Amarela (Ocotea velutina)
Canela Guaica (Ocotea puberula)
Capixingui (Croton floribundus)
Carne de Vaca (Cletlra scabra)
Carobão (Jacaranda micrantha)
Casca D’Anta (Rauvolfia sellowii)
Castanha do Maranhão (Bombacopsis glabra)
Cedro Rosa (Cedrela fissilis)
Cereja do Mato (Eugenia involucrata)
Chuva de Ouro (Lophantera lactescens)
Embira de Sapo (Lonchocarpus cultratus)
Fedegoso (Senna pendula)
Fruta da Condessa (Rollinia mucosa)
Goiaba (Psidium guajava)
Grumixama (Eugenia brasiliens)
Guaçatunga (Casearia sylvestris)
Guajuvira (Cordia americana)
Guaramirim (Plinia rivularis)
Guarita (Astronium graveolens)
Ingá de Metro (Inga edulis)
Ingá Feijão (Inga marginata)
Jaboticaba sabará (Plinia trunciflora)
Jerivá (Syagrus romanzoffiana)
Juquiri (Mimosa regnellii)
Laranja de Macaco (Posoqueira latifolia)
Mamica de Porca (Zanthoxylum rhoifolium)
Maricá (Mimosa bimucronata)
Monjoleiro (Senegalia polyphylla)
Morototo (Schefflera morototoni)
Palmito Jussara (Euterpe edulis)
Pata de Vaca (Bauhinia forficata)
Pau Brasil Ornamental (Caesalpinia echinata)
Pau Cigarra (Senna multijuga)
Pau d’alho (Gallesia integrifolia)
Pau Ferro (Caesalpinia ferrea)
Pau Jacaré (Piptadenia gonoacantha)
Pessegueiro Bravo (Prunus sellowii)
Saboeiro (Sapindus saponaria)
Saguaragi (Colubrina glandulosa)
Tamanqueiro (Aegiphila sellowina)
Tucaneiro (Citharexylum myrianthum)
Urucum (Bixa orellana)


BRASIL PARTICIPA DE REUNIÕES PARA PROTEÇÃO DA ANTÁRTICA; NOVA ESTAÇÃO DE PESQUISA FICA PRONTA EM 2019

Pesquisadores da UnB embarcam rumo à à ilha Deception, na Antártica, 

em janeiro de 2018 (Foto: Marcelo Jatobá/UnB)

15/05/2018

Na Argentina, país vai apresentar retorno sobre controle de dejetos. Base de pesquisa brasileira na região funciona em módulos emergenciais desde que incêndio atingiu estação em 2012.

Até sexta-feira (18), o Brasil estará em Buenos Aires (Argentina) para apresentar um retorno sobre as ações feitas na Antártica para demais signatários do Protocolo de Madrid, tratado vigente desde 1998 com ações de proteção e pesquisa na região.

O Ministério do Meio Ambiente informa que o país deve apresentar resultados sobre o manejo ambiental da Estação Antártica Comandante Ferraz, que está em reconstrução desde incêndio em 2012 e deve ficar pronta em 2019 (veja abaixo).

Funcionando em módulos de emergência, a estação realiza tratamentos de dejetos de todo o lixo produzido.

Ainda, em conjunto com a Polônia, o Brasil apresentará proposta que considera a Baía de Almirantado, onde está localizada a estação brasileira, a primeira Área Antártica Especialmente Gerenciada (AAEG). Lá, também está localizada a estação Henryk Arctowski, de controle da Polônia.

De acordo com a pasta, o propósito da AAEG é assegurar o planejamento e coordenação das atividades em uma área especifica, tendo autonomia para redução do impacto ambiental.

O país é signatário do Protocolo de Madrid, vigente desde 1998, que estabelece ações de proteção na região que é a maior reguladora térmica do planeta e a maior em extensão em áreas silvestres.

Explicação da Marinha sobre a reconstrução da estação

Incêndio e nova estação

Em fevereiro de 2012, um incêndio afetou 70% das instalações da Estação Antártica Comandante Ferraz, base da pesquisa brasileira na Antártica, deixando dois mortos: os tenentes Carlos Alberto Vieira Figueiredo e Roberto Lopes dos Santos.

Segundo o Ministério do Meio Ambiente, a nova estação de pesquisa brasileira deve ficar pronta em 2019.

A empresa chinesa Ceiec é a responsável pelas obras, que tem um custo de US$ 99,6 milhões. Pelas condições climáticas, o projeto foi montado na China e transportado por navio até a Antártica (veja vídeo acima)

Instalada em 1984, a estação faz parte do Programa Antártico Brasileiro (Proantar), criado em 1982 para desenvolver pesquisas em áreas como oceanografia, biologia, glaciologia e meteorologia.

Os pesquisadores brasileiros são levados à Antártica durante o verão da região (outubro a março) por meio de navios da Marinha e de aviões da Força Aérea Brasileira (FAB).

Pesquisadores enviados à base na Antártica

Marinha espera concluir reconstrução da estação em março de 2019

Fonte: Marinha

Na Antártica, o Brasil investiga reflexos das alterações ambientais globais percebidas na região, com estudos integrados da atmosfera, do gelo, do solo e do oceano e investigações sobre a variabilidade climática no passado.

O país ainda monitora parâmetros físicos, químicos e biológicos que caracterizam o ambiente atual, possibilitando a compreensão e o detalhamento do papel da região como controladora das condições ambientais no Hemisfério Sul.

Fonte: G1 Natureza


APÓS SAÍDA DO HAITI, BRASIL PODE ATUAR EM MISSÃO NA ÁFRICA

O ministro da Defesa, Raul Jungmann, participa da solenidade que marcou o fim das 
operações do Brasil na  Minustah  (Vladimir  Platonow/Agência  Brasil

28/10/2017

Após 13 anos no Haiti, o destino da próxima missão de paz das Forças Armadas Brasileiras pode ser a República Centro Africana. A possibilidade do Brasil integrar a Missão Multi-dimensional Integrada das Nações Unidas para a Estabilização na República Centro-Africana (Minusca) foi levantada neste sábado (21) pelo ministro da Defesa, Raul Jungmann.

O ministro participou, no Rio, de evento comemorativo pelo final dos trabalhos dos militares brasileiros na Missão das Nações Unidas para a Estabilização do Haiti (Minustah), após 13 anos de atuação de 37,5 mil homens e mulheres brasileiros. 

"A República Centro Africana parece como aquele mais provável destino de missão de paz do país. Porém, a decisão final compete ao presidente da República e ao Congresso Nacional. Nós temos o desejo de levar paz, estabilidade e levar os nossos valores", disse Jungmann aos jornalistas, após o evento.

Com 5,2 milhões de habitantes, a República Centro Africana fica no centro do continente e faz fronteira com Chade, Sudão, Congo e Camarões. O país, considerado um dos mais pobres do mundo, enfrenta combates entres grupos guerrilheiros cristãos e o governo muçulmano. 

Ao contrário do Haiti, onde a logística brasileira chegava de navio, o transporte de material para o país africano terá de ser feito via aérea, o que complica a operação e aumenta os custos.

Porém, a participação do Brasil em missões de paz oferece vantagens, como a inserção do país no cenário global das Nações Unidas e o adestramento permanente das tropas brasileiras, conforme comentou o general Ajax Porto Pinheiro, que foi o último comandante da Minustah e atuou como coordenador dos esforços de resgate e reconstrução do país, após o terremoto de 2010.

“O melhor campo de treino para as Forças Armadas é a missão de paz. Ela é o meio termo entre o treinamento no país e uma guerra. Nós aprendemos muito. Os nossos tenentes hoje têm muito mais desenvoltura, sabem conviver nesse ambiente internacional, muito mais que os da minha geração. Outro grande aprendizado é que, em uma missão de paz, a língua não é a nossa. Ou nós aprendemos a nos comunicar em uma outra língua e a conviver com um ambiente que não é o nosso, ou nós não sobrevivemos. Isto os nossos militares hoje sabem fazer, principalmente os mais jovens, que vão continuar no Exército”, disse o general Ajax.

APÓS MAIS DE 13 ANOS, MISSÃO DA ONU DESPEDE-SE DO HAITI

Foto: ONU/Marco Dormino

14/10/2017

Minustah será substituída por operação menor que se concentrará no apoio à justiça; Brasil deteve comando das forças de paz desde 2014; ONU News conversou com chefe da Minustah, Sandra Honoré, e com o comandante das forças, Ajax Porto Pinheiro.

Laura Gelbert Delgado, da ONU News em Nova Iorque.

Após 13 anos, a Missão da ONU de Estabilização no Haiti, Minustah, encerra suas operações neste domingo.

A Minustah foi criada em 1º de junho de 2004 pela resolução 1542 do Conselho de Segurança.

Democracia

Nesta quinta-feira, o Conselho realizou seu último debate sobre a Minustah. O encontro contou com a participação da representante especial do secretário-geral no Haiti, Sandra Honoré.

Ela declarou que considera positivas as relações entre a ONU e o povo haitiano e afirmou que a organização continuará apoiando a democracia no país caribenho.

Contribuições

Em entrevista à ONU News, Sandra Honoré contou o que espera para o futuro do Haiti após a Minustah.

"A minha mensagem seria uma mensagem de que o Haiti está definitivamente virando a página agora e precisa de todo o apoio dos parceiros da comunidade internacional para continuar sobre o caminho do desenvolvimento sustentável".

Brasil

O Brasil comandou o componente militar da Minustah desde o início da missão em 2004. Foi também o país que mais enviou tropas. Mais de 37,5 mil brasileiros participaram das operações em contingentes que se renovavam a cada semestre.

No total, mais de 96 mil boinas azuis integraram a Missão que teve a contribuição de 20 países.

O último comandante brasileiro no Haiti, o general Ajax Porto Pinheiro conversou com exclusividade com a ONU News antes de participar de uma sessão no Conselho de Segurança, na quinta-feira.

O general disse que a Minustah deixará um legado no país de uma missão que não foi apenas de estabilização, mas que desenvolveu-se também no aspecto humanitário. Ajax Porto Pinheiro contou uma curiosidade sobre a língua portuguesa que resultou do contato dos soldados com crianças haitianas.

"O soldado brasileiro, nos momentos em que ele não está sob tensão, ele está rindo, naturalmente ele é assim. Isso criou uma ligação com as crianças (…), com a população como um todo, mas principalmente com as crianças. E aí eles foram aprendendo, as palavras portuguesas, depois ligaram e começam a falar. O haitiano é o povo que eu conheci que tem mais facilidade de aprender uma língua diferente".

Terremoto

Entre outras ações, a Minustah atuou em atividades de recuperação, reconstrução e estabilização após o arrasador terremoto de 12 de janeiro de 2010, que matou mais de 200 mil pessoas no Haiti, incluindo 102 funcionários das Nações Unidas.

A partir de terça-feira começam as atividades da Missão da ONU para o Apoio à Justiça no Haiti, Minujusth.

Em julho, o subsecretário-geral da ONU para Operações de Paz, Jean Pierre Lacroix, falou à ONU News, em português, sobre o fim da Minustah e a transição para a nova Missão.

Fonte: Rádio ONU

BRICS REALIZA TERCEIRA REUNIÃO DE MINISTROS DO MEIO AMBIENTE NA CHINA



26/06/2017

Tianjin, (Xinhua) -- Os ministros do Meio Ambiente e altos funcionários dos países BRICS (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul) se reuniram em Tianjin, no norte da China. Eles prometeram fazer esforços para promover o desenvolvimento sustentável e a prevenção da poluição.

Altos funcionários do meio ambiente do Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul discutiram importantes desafios e oportunidades existentes para alcançar o desenvolvimento sustentável em três dimensões: econômica, social e ambiental a nível nacional, regional e mundial, assinala um comunicado publicado na sexta-feira.

"Enfatizamos a necessidade de meios para cumprir o Acordo de Paris, incluindo a transferência de tecnologia de países desenvolvidos aos países em desenvolvimento", de acordo com o documento.

"Apreciamos que a conservação e o uso sustentável da abundante biodiversidade de países do BRICS sejam de significado especial para o ambiente global e para obter objetivos e metas concordados internacionalmente", acrescentou.

Também reiteraram sua intenção de promover a cooperação dentro do BRICS na área de prevenção da poluição.

Fonte: Portuguese.people

Brasil e ONU desenvolverão centro de capacitação profissional no Haiti

Parceria entre PNUD, organizações brasileiras e governo haitiano vai capacitar 
mão de obra do país caribenho. Foto: Banco Mundial / Romel Simon

30/12/2016

Para reduzir o déficit de mão de obra qualificada no Haiti e gerar empregos, o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), a Agência Brasileira de Cooperação (ABC), o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI) e instituições haitianas vão construir um centro de formação profissional no país.

Licitação para escolher construtoras e fornecedoras de equipamentos começará em 2017. Previsão é de que cursos de capacitação comecem em 2018.

O Haiti é um dos países mais pobres do mundo e apresenta um índice de desenvolvimento humano (IDH) baixíssimo — 0,483. O Produto Interno Bruto (PIB) da nação caribenha é estimado em cerca de 9 bilhões de dólares, valor que é aproximadamente 250 vezes menor que o PIB brasileiro e 1,8 mil vezes menor que o norte-americano.

Um déficit de mão de obra qualificada provoca desemprego generalizado, deixando em risco a população haitiana de 10,4 milhões de habitantes.

Para reverter esse cenário e ajudar o país a crescer, o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), a Agência Brasileira de Cooperação (ABC), o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI) e instituições haitianas deram início à concepção de um centro de formação profissional. O local receberá um investimento total de 17 milhões de dólares.

O objetivo da iniciativa é formar jovens profissionais nas áreas estratégicas para o desenvolvimento econômico do Haiti. “Vamos identificar quais setores da economia haitiana necessitam de profissionais qualificados e capacitar esses profissionais por meio do Centro de Formação Profissional. A ideia é que ele já saia do Centro de Formação e vá direto para o mercado de trabalho”, explica o analista de programa PNUD, Joaquim Fernandes.

A proposta do SENAI é que os cursos de capacitação englobem as áreas de engenharia civil, costura, eletricidade predial, carpintaria, operação turística e mecânica de automóveis e motocicletas. Entretanto, os organizadores do projeto ainda se reunirão com o governo haitiano para definir quais serão as formações mais interessantes para o país de acordo com a realidade local.

O programa tem previsão de três anos e meio de duração, ao longo dos quais os haitianos deverão assumir gradualmente a gestão do centro. A expectativa é de que o projeto beneficie cerca de 3 mil estudantes com idade entre 16 e 25 anos.

“Esse modelo brasileiro é inovador. Não se trata somente de formação profissional, mas também de inserção profissional, em uma parceria forte com o setor privado. Aspiramos que esse centro de formação possa gerar oportunidades de acesso ao mercado de trabalho para milhares de haitianos, contribuindo, assim, para a geração de renda e a dinamização da economia do Haiti”, afirmou o representante do PNUD e também coordenador-residente das Nações Unidas no Brasil, Niky Fabiancic.

No Haiti, os organismos responsáveis pela cooperação são o Ministério de Educação e Formação Profissional e o Instituto Nacional de Formação Profissional (INFP). O acordo que oficializou a parceria foi assinado em novembro, em Brasília. Para dar início ao projeto, uma comitiva do país caribenho esteve no Rio Grande do Sul para conhecer a estrutura e as metodologias de ensino utilizadas pelo SENAI.

“O que mais me chamou a atenção no Rio Grande do Sul foi a parceria entre o SENAI e o setor produtivo, que promove uma complementariedade entre a educação na escola, o setor produtivo e a sociedade civil”, destacou o secretário de Estado para a Formação Profissional do Haiti, Jean David Geneste.

No fim de janeiro, o Brasil pretende realizar uma missão ao Haiti, para avaliar um terreno em Les Cays, no sul, e verificar a viabilidade de construção do centro no local. “2017 será o ano de licitação da construção e dos equipamentos do Centro de Formação e, em 2018, a obra deverá estar concluída com equipamentos instalados e devemos colocar os cursos em funcionamento com apoio do SENAI, INFP e ABC”, explica Fernandes.

O governo brasileiro, com apoio do SENAI, já apoiou a implantação de oito centros de formação profissional no exterior — em Angola, Cabo Verde, Guatemala, Guiné-Bissau, Jamaica, Paraguai, São Tomé e Príncipe, Timor Leste. O Brasil também ajudou o Peru na criação de um centro de tecnologia ambiental.

“É um trabalho que tem dado grandes frutos. Em diversos países em que o SENAI vem atuando, as informações que recebemos apontam que os resultados têm sido positivos. Ficamos honrados com o reconhecimento das Nações Unidas de que o SENAI é um dos principais atores da cooperação Sul-Sul”, diz o presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Robson Braga de Andrade.

Fonte: Nações Unidas no Brasil

Brasil e Portugal assinam memorando sobre cooperação na Antártida

© Sputnik/ V. Chistyakov

06/11/2016

Os governos do Brasil e de Portugal assinaram na terça (01/11), por ocasião da XII Cimeira Brasil-Portugal, um Memorando de Entendimento sobre cooperação antártica.

O documento comprova a vontade de ambos os países em fortalecer seus laços de amizade e sua cooperação bilateral, dando ênfase a "assuntos relativos à cooperação científica internacional, à observação científica e à investigação de processos de importância global e regional ao sul do Círculo Polar Antártico". 

O Memorando destaca a "crescente importância da Antártida para a investigação científica, particularmente no âmbito do meio ambiente global, bem como da necessidade de reduzir ao mínimo os impactos das atividades científicas e humanas no meio ambiente antártico e nos ecossistemas dependentes e associados". 

De acordo com a nota de imprensa divulgada pelo governo brasileiro, as clausulas do acordo preveem o aproveitamento das oportunidades de cooperação previstas nos acordos que compõem o Sistema do Tratado da Antártida. 

Entre os objetivos previstos pelo Memorando, constam a preparação, o fomento e a elaboração de editais conjuntos para o desenvolvimento de atividades e projetos científicos e tecnológicos, o intercâmbio de informação em campos de interesse comum, a promoção da educação e da formação profissional de recursos humanos, facilitação do transporte, do alojamento e de expedições na região, entre outros. 

A execução do Memorando será revisada por ambos os países uma vez por ano, no que diz respeito aos seus benefícios e possibilidades de aperfeiçoamento.

Propostas do Brasil para aumentar proteção a espécies de tubarão, raia e jacarandá são aprovadas em conferência internacional

Crédito: Divulgação/IBAMA

31/10/2016

O Ibama participou da delegação que representou o Brasil na 17ª Conferência das Partes da Cites (Convenção Internacional sobre Comércio de Espécies Ameaçadas de Fauna e Flora), realizada de 24 de setembro a 5 de outubro em Joanesburgo, na África do Sul, que resultou na aprovação de propostas que favorecem a proteção ao tubarão-do-lombo-preto, ao tubarão-raposa, às raias do gênero Mobula e ao Jacarandá (gênero Dalbergia). Essas espécies passaram a integrar o Anexo II da convenção, que lista animais e plantas cujas licenças para importação e exportação estão sujeitas a um controle maior. A delegação brasileira também obteve aprovação de propostas para aumentar a efetividade da proteção a espécies ameaçadas presentes no anexo I da convenção, que proíbe a exploração na natureza de fauna e flora para comércio internacional.

Cerca de 3.500 participantes de 152 países debateram 62 propostas de emendas aos apêndices da CITES e mais de 90 documentos de trabalho. A conferência, que teve a participação do presidente sul-africano, Jacob Zuma, foi a maior realizada desde a entrada em vigor da convenção, em 1975.

A delegação brasileira foi composta por representantes do Ibama e dos ministérios das Relações Exteriores e do Meio Ambiente. No Instituto, a Diretoria de Uso Sustentável da Biodiversidade e Florestas é o ponto focal das atividades relacionadas à convenção e alguns de seus servidores são autoridades nacionais da Cites, com poder para emitir ou negar autorizações de exportação.

A participação nos debates e a articulação de consensos com outros países foram fundamentais para a aprovação das propostas apresentadas pelo Brasil, que ao final do evento foi eleito representante da América do Sul pelos próximos seis anos no Comitê Permanente da Convenção.

Fonte: Ibama


Brasil é eleito para integrar o Conselho de Direitos Humanos

Saguão do Conselho de Direitos Humanos da ONU. Foto: ONU/Jean-Marc Ferré.

31/10/2016

Mandato de três anos começa em 1º de janeiro de 2017; foram 14 países escolhidos pela Assembleia Geral da ONU, incluindo Arábia Saudita, China, Cuba, Estados Unidos e Iraque.

Leda Letra, da Rádio ONU em Nova York. 

Os países-membros da ONU decidiram nesta sexta-feira os novos integrantes do Conselho de Direitos Humanos, órgão que tem sede em Genebra. A votação aconteceu em Nova York, no saguão da Assembleia Geral.

Foram 18 países candidatos para 14 vagas, representando várias regiões do mundo. Eram duas cadeiras para candidatos da América Latina e do Caribe e os escolhidos foram Brasil e Cuba, país que conseguiu ser reeleito. Guatemala era o terceiro concorrente.

Escolhidos

O mandato começa no dia 1º de janeiro de 2017 e segue por três anos. Para o bloco da África, foram escolhidos Egito, Ruanda, África do Sul e Tunísia. Representando a Europa do Leste, Croácia e Hungria.

Já Reino Unido e Estados Unidos ficaram com as duas vagas para Europa Ocidental e Outros Países. Para Ásia-Pacífico, os novos membros do Conselho serão China, Iraque, Japão e Arábia Saudita.

Mandato

O Conselho de Direitos Humanos é formado por 47 países-membros, eleitos de forma individual e secreta pela Assembleia Geral. Fica com a vaga quem tem a maioria dos votos.

Neste ano, o Conselho de Direitos Humanos comemora uma década desde que foi criado, com o objetivo de reforçar a promoção e a proteção dos direitos humanos pelo mundo, debater violações e fazer recomendações aos países.

Fonte: Rádio ONU


Suíça lidera Índice Global de Inovação; Brasil é o 69º da lista da Ompi

Capa do relatório da Ompi. Imagem: Reprodução


15/08/2016

Ranking da Organização Mundial de Propriedade Intelectual, Ompi, conta com 128 países; pela primeira vez, uma nação de renda média, China, fica entre os Top 25.

Edgard Júnior, da Rádio ONU em Nova York.

O Índice Global de Inovação 2016, lançado esta segunda-feira pela Organização Mundial de Propriedade Intelectual, Ompi, mostrou que a Suíça lidera o ranking das economias mais inovadoras do mundo.

Logo depois aparecem Suécia, Reino Unido, Estados Unidos, Finlândia e Cingapura. Pela primeira vez, um país de renda média, a China, ficou entre os Top 25 da lista.

Brasil

O Brasil ficou em 69º entre os 128 países pesquisados pelo índice da Ompi. Essas economias representam 92,8% da população mundial e 97,9% do Produto Interno Bruto, o PIB global.

De Genebra, o economista sênior da agência da ONU, Júlio Raffo, falou à Rádio ONU sobre o desempenho do Brasil.

"O Brasil se saiu muito bem quanto à escala de mercado. É o número sete do mundo nesse ranking. Em porcentagem de transferência tecnológica, está em oitavo. Está relativamente bem, em 17º lugar, nos gastos de pesquisa e desenvolvimento das grandes empresas. O Brasil tem sido mais constante em relação aos insumos, tudo que é esforço para manter a inovação tem se mantido. O Brasil não perdeu posições nisso, o que não consegue ter é uma transformação disso em resultados."

Dos 100 pontos possíveis, o Brasil obteve 33,2. Os quatro primeiros colocados tiveram entre 61 e 66 pontos. O país ficou bem colocado entre as nações de média renda na questão de qualidade de inovação.

A edição deste ano do índice explora o impacto das políticas inovadoras sobre o crescimento econômico e o desenvolvimento.

Portugal e Moçambique

Julio Raffo falou ainda sobre os dois outros países lusófonos do ranking: Portugal e Moçambique.

"Portugal, desses três países certamente é o melhor sucedido. Portugal é o número 30 da lista e tem melhorado a eficiência. Moçambique, como boa parte da África, não aparece tão alto no ranking, sendo que Moçambique ficou em segundo lugar (no desempenho) entre os países de renda baixa. Ele não ficou tão mal assim, em termos absolutos. Ele está na posição 84."

O índice é a principal referência em termos de inovação e uma ferramenta valiosa para as autoridades. O relatório fornece o ranking anual das capacidades inovadoras e de desempenho dos países.

Segundo a Ompi, a inovação desempenha um papel chave para o crescimento e para a prosperidade econômica. O índice busca melhorar a forma como a inovação é medida e compreendida.

Fonte: Rádio ONU


Diversidade brasileira é divulgada durante os Jogos Rio 2016


03/08/2016

Dados estatísticos, população, indicadores e meio ambiente são algumas informações contidas no material de divulgação

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) preparou um conjunto de produtos para apresentar o País a mais de 200 delegações, que vão competir nos Jogos Rio 2016, bem como para a mídia internacional, atletas e o público em geral.

A lista conta com o site "Países Olímpicos"; o folder "Um passaporte para conhecer o Brasil – embarque nas informações do IBGE", que possuem versões inglês e português; e novidades nas redes sociais e no portal do IBGE.

A versão digital do infográfico pode ser acessada na internet ou a partir de um QR Code (código de barras bidimensional que pode ser lido por telefones celulares equipados com câmera) impresso na contracapa do folder.

Material de divulgação

O site países olímpicos traz um link específico para informações sobre a participação dos países nas Olimpíadas, como o número de medalhas e as modalidades em que se destacaram ao longo da história dos Jogos. O espaço, também, apresenta os principais dados estatísticos sobre a economia, população, indicadores sociais, meio ambiente e redes (tecnologia).

O folder "Um passaporte para conhecer o Brasil – embarque nas informações do IBGE" será distribuído em locais estratégicos da cidade. Esse material  mostra ao público as principais informações geográficas e estatísticas sobre o País, tais como extensão territorial (8.515.767,049 km2), população (206,1 milhões de habitantes), esperança de vida ao nascer (75,7 anos) e PIB per capita (US$ 11.387).

Além disso, o folder apresenta um infográfico com ilustrações explicativas sobre um tema na forma de mapa do Brasil, onde são representados seis biomas (Amazônia, Mata Atlântica, Caatinga, Pampa, Cerrado, Pantanal); a produção agropecuária (soja, milho, café, cana-de-açúcar, frutas no Vale do São Francisco, pecuária bovina) e dos recursos minerais (cobre, ferro, nióbio, ouro, petróleo/gás natural, pedras preciosas e semipreciosas); povos indígenas e imigrantes; além da localização dos aquíferos, polos de tecnologia e conhecimento, destinos turísticos mais visitados e pontos extremos do País

Essa versão também será exibida em totens na Casa Brasil, um espaço de divulgação da cultura brasileira, de 4 de agosto a 18 de setembro, no Armazém 2 do Porto do Rio de Janeiro.

Fonte: Portal Brasil, com informações do IBGE


Chefe do Ifad inicia visita oficial ao Brasil destacando agricultura familiar

Kanayo Nwanze. Foto: Ifad

19/07/2016

Ações apoiadas pelo Fundo Internacional de Desenvolvimento Agrícola estão beneficiando diretamente mais de 250 mil famílias na região semiárida do Nordeste brasileiro.

Laura Gelbert, da Rádio ONU em Nova York.

O Brasil tem muito a ensinar ao mundo sobre a importância dos agricultores familiares, segundo o chefe do Fundo Internacional de Desenvolvimento Agrícola, Ifad. Kanayo Nwanze começa nesta terça-feira uma visita oficial ao país.

Segundo Nwanze, "o papel dos agricultores familiares na alimentação do mundo é inegável", destacando que, no Brasil, eles são responsáveis por até 70% da produção.

Brasil

Para o chefe do Ifad, "o mundo tem muito a aprender sobre a forma como o Brasil apoia os agricultores familiares, fornecendo-lhes as ferramentas de que precisam para serem bem-sucedidos".
No país, ele visitará duas cooperativas financiadas na Bahia e se reunirá com o governador do estado, Rui Costa.

Nwanze destacou que “há mais de 30 anos, o Ifad colabora com o Brasil para reduzir a pobreza, transformar as áreas rurais e aumentar sustentavelmente a produtividade dos pequenos agricultores, sempre protegendo o meio ambiente".

Chamando a parceria de "exemplar", ele ressaltou ainda o trabalho conjunto para "assegurar que as inovações tecnológicas desenvolvidas no país sejam compartilhadas por todo o continente e outras regiões".

Investimento

Com uma carteira de investimento total de mais de US$ 450 milhões, as operações apoiadas pelo Ifad no Brasil são as maiores da agência na América Latina e Caribe. Aproximadamente US$ 300 milhões são contribuições das autoridades brasileiras e beneficiários.

Seis projetos com financiamento da agência da ONU atualmente implementados no Brasil estão beneficiando diretamente mais de 250 mil famílias na região semiárida do Nordeste.

Inovação

Segundo o Ifad, uma das principais características dos projetos apoiados no Brasil é a busca por inovações técnicas e práticas agrícolas que permitam aos agricultores familiares enfrentar os desafios apresentados pelo ambiente do semiárido do Nordeste.

Os exemplos incluem métodos de produção orgânica, coleta de água e tecnologias de conservação e metodologias de planejamento participativo para aproveitar as inovações e o conhecimento tradicional.

Sertão

Dois novos projetos em preparação vão expandir as operações financiadas pelo Ifad do sertão semiárido, onde atuou nos últimos 35 anos, à área de transição Amazônica no Maranhão e à mata atlântica e ao agreste de Pernambuco.

Com os dois projetos que devem entrar em operação até o fim de 2018, eleva-se acima de US$ 550 milhões o total de investimentos apoiados pelo Ifad no país, beneficiando mais de 300 mil famílias ou cerca de 1 milhão de pessoas.

Fonte: Rádio ONU

Tecnologia australiana de despoluição de águas pode ser aplicada no Brasil

Em meio a críticas sobre a qualidade da água, Baía de Guanabara sediará o 
primeiro evento-teste para as Olimpíadas de 2016(Arquivo Agência Brasil)

29/06/2016

Alana Gandra - Repórter da Agência Brasil

Testes feitos em parceria com pesquisadores da Universidade Santa Úrsula, do Rio de Janeiro, com o apoio da Universidade Curtin, da Austrália, mostraram que a tecnologia australiana The Water Cleanser pode despoluir águas de rios, lagoas, bacias e até da Baía de Guanabara. A tecnologia está aprovada em 15 países, tem 11 anos de mercado e patente mundial há cinco anos. Ela começou a ser aplicada em fazendas de ostras na Austrália, que são muito sensíveis à poluição, e demonstrou ser eficaz tanto no tratamento de água doce quanto de salgada.

O representante da tecnologia no Brasil, Joel de Oliveira, disse que os testes iniciais na Universidade Santa Úrsula conseguiram eliminar 75% das bactérias de tanques que reproduziam ambientes similares aos de rios e lagoas poluídas. Nessa pesquisa, foram usadas amostras de água da Lagoa Rodrigo de Freitas, onde vão ocorrer provas de remo durante os Jogos Olímpicos Rio 2016.

Nos tanques, os níveis de coliformes foram reduzidos próximo de zero. “Os resultados têm sido 100% positivos e nos provam que podemos deixar lagoas, rios e baías limpas em um curto espaço de tempo”, afirmou o coordenador do projeto na Universidade Santa Úrsula, Bruno Meurer.

A tecnologia australiana para despoluição de águas está sendo lançada no país pela empresa Greenpolis, criada por três empreendedores brasileiros com o objetivo de desenvolver soluções para a prevenção e recuperação de danos ao meio ambiente.

Joel de Oliveira informou que o mesmo experimento será feito com amostras da Lagoa da Conceição, em Florianópolis (SC), em conjunto com uma universidade da região. Estão em curso também negociações com outras universidades do país, com o mesmo objetivo de comprovar cientificamente a tecnologia australiana, que já resolveu problemas de águas poluídas nos Estados Unidos, no México, na Nova Zelândia, em Myanmar e na Tailândia, além da própria Austrália, onde a lei ambiental é bem rígida.

Oliveira disse que a tecnologia elimina qualquer possibilidade de surgimento de organismo estranho ao ecossistema daquele ambiente. “Em quatro semanas, já estava limpa a água nos tanques, na [Universidade] Santa Úrsula”, acrescentou.

A tecnologia usa oligoelementos, ou microminerais essenciais para os seres vivos, que facilitam para que as bactérias boas que já estejam no meio ambiente se reproduzam de maneira exponencialmente maior e mais rápido, limpando a água poluída. “Se tem uma lagoa, por exemplo, que está poluída, e se você parar de jogar esgoto ou qualquer outro tipo de poluição nela, ela vai ficar limpa, porque a natureza já tem as bactérias que vão comer hidrocarbonetos, gorduras, o esgoto propriamente dito. Só que isso pode demorar muito tempo”, comentou Oliveira.

A patente australiana agiliza o processo porque usa oligoelementos, como zinco e cobre, que ajudam as bactérias boas a se reproduzir e diluir mais rapidamente o dejeto nas águas. “Você não coloca bactérias na água, mas utiliza as bactérias que já estão ali. Você não traz nada criado em laboratório. Utiliza a natureza para limpar a natureza”. Joel de Oliveira confirmou que a tecnologia pode ser utilizada, inclusive, para a despoluição da Baía de Guanabara. Observou, entretanto, que “não adianta a gente tratar e a água continuar sendo poluída. A gente consegue mostrar para a população que a água vai ser tratada, mas é preciso que haja um projeto que estanque a entrada de esgoto na água”.

A intenção dos empreendedores brasileiros é oferecer a tecnologia a governos estaduais e a indústrias que usam muita água, como a cervejeira e a de papel. “A gente pode tratar a água antes e depois, de uma maneira natural, rápida e com melhor custo/benefício que existe”. Oliveira disse que empresas de saneamento básico, como a Sabesp, em São Paulo, a Pró-Lagos e a Companhia Estadual de Águas e Esgotos (Cedae), no Rio de Janeiro, que fazem tratamento de esgotos, podem reduzir acima de 30% seu custo operacional com a adoção da tecnologia australiana.

Edição: Graça Adjuto


Brasil e Alemanha assinam acordos de € 15 mi para o clima

Ações do Projeto Terramar serão executadas na Costa dos Corais, em Pernambuco 
e Alagoas, e no Banco de Abrolhos, na Bahia e no Espírito Santo
Divulgação/MMA

29/06/2016

Investimentos serão destinados ao projeto TerraMar e ao Programa Planos Setoriais, ambos do ministério do Meio Ambiente
  
Brasil e Alemanha assinaram, nesta terça-feira (28), dois acordos na área de meio ambiente, que garantirão 15 milhões de euros (R$ 55 milhões) para medidas voltadas à mudança do clima e a gestão da zona costeira do Brasil.

Os recursos serão doados pelo governo alemão e financiarão o projeto de Proteção e Gestão Integrada da Biodiversidade Marinha e Costeira (TerraMar) e o Programa Planos Setoriais. A Alemanha é parceira histórica do Brasil há mais de 45 anos.

Ambos os projetos durarão cinco anos e incentivarão o desenvolvimento ambiental, econômico e social do País. Em relação à mudança do clima, o Programa Planos Setoriais destinará 9 milhões de euros para gestão do conhecimento e para ações de redução de emissões de gases de efeito estufa em setores como energia e combate ao desmatamento na Amazônia.

O programa também permitirá a elaboração de um registro nacional de emissões e sumidouros de carbono, além de apoiar a execução do Plano Nacional de Adaptação à Mudança do Clima. A intenção é ajudar o Brasil no cumprimento da meta de redução de emissões assumida no contexto do Acordo de Paris, firmado no fim de 2015 entre mais de 190 países. “Internamente, vamos tentar encurtar os prazos e ampliar as metas”, afirmou o ministro do Meio Ambiente, Sarney Filho. 

Gestão integrada

O Projeto TerraMar garantirá 6 milhões de euros para o planejamento ambiental e territorial e para a gestão integrada da zona marinha e costeira. As ações serão executadas na Área de Preservação Ambiental (APA) Costa dos Corais, em Pernambuco e Alagoas, e no Banco de Abrolhos, na Bahia e no Espírito Santo. “O projeto completará nosso trabalho voltado para a biodiversidade”, analisou o embaixador da Alemanha no Brasil, Dirk Brengelmann. 

Ações de capacitação, desenvolvimento de metodologias e ferramentas para a gestão costeira também fazem parte do Projeto TerraMar. O objetivo é realizar o planejamento ambiental territorial e fomentar e medidas de proteção e uso sustentável da biodiversidade.

“Os projetos consolidarão a cooperação entre o Brasil e a Alemanha e para promover o objetivo comum de estabelecer o desenvolvimento sustentável”, afirmou o diretor da Agência Brasileira de Cooperação (ABC), embaixador João Almino.  

Fonte:  Portal Brasil, com informações do Ministério do Meio Ambiente

Refugiados que vivem no Brasil competirão nas Olimpíadas do Rio

Atletas da Equipe Olímpica de Atletas Refugiados dos Jogos do Rio 2016. Imagem: Acnur

04/06/2016

Os dois  judocas da República Democrática do Congo, Yolande Mabika e Popole Misenga, falaram à Rádio ONU que estão "muito felizes"; porta-voz do Acnur no Brasil afirmou que iniciativa inédita mostra "força e perseverança dos refugiados"; anúncio coincide com lançamento da campanha #WithRefugees.

Laura Gelbert, da Rádio ONU em Nova York.

O Comitê Olímpico Internacional, COI, anunciou nesta sexta-feira os nomes dos 10 integrantes* da inédita Equipe Olímpica de Atletas Refugiados que disputará os Jogos do Rio 2016.

Dois nadadores da Síria, dois judocas da República Democrática do Congo, cinco corredores do Sudão do Sul e um da Etiópia integram a equipe.

Brasil

Yolande Mabika e Popole Misenga vivem no Brasil e, do Rio de Janeiro falaram com a Rádio ONU.
"Estou me sentindo muito bem, muito feliz. Não tava esperando, saiu a notícia de que vou participar, tô muito feliz."

"Eu tô muito feliz, muito, muito. Tô aqui muito emocionada e feliz."

Evento Global

A Rádio ONU também conversou com o porta-voz do Alto Comissariado da ONU para Refugiados, Acnur, no Brasil. De Brasília, Luiz Fernando Godinho falou sobre a importância da iniciativa inédita.
"Exatamente demonstrar para todo mundo, por meio de um evento global como são os Jogos Olímpicos do Rio a força e a perseverança dos refugiados, dos milhões de refugiados que se encontram hoje no mundo. Por meio desta equipe olímpica de atletas refugiados podermos mandar uma mensagem de que os refugiados são pessoas capazes de alcançarem feitos extraordinários por meio, antes de tudo, da perserverença e determinação que eles têm de enfrentar as adversidades pelas quais eles passam."

Campanha

O anúncio da equipe de refugiados coincide com o lançamento da campanha mundial do Acnur #WithRefugees ou Com Refugidos, parte da parceria da agência da ONU com o COI para os Jogos Rio 2016.

"É uma campanha que traz uma série de histórias individuais de refugiados ao redor do mundo e que mostra que os refugiados são pessoas como eu, como você, como os ouvintes da Rádio ONU. Pessoas que tiveram que passar por situações extremas, que vivem momentos difíceis, mas que estão exatamente com seus sonhos, seus objetivos."

O porta-voz explicou que dentro da campanha haverá uma petição online que o Acnur está promovendo em todo o mundo.

"Para coletar assinaturas de pessoas que apoiam a causa de refugiados pedindo que as autoridades governamentais que cada criança refugiada tenha acesso à educação, que todas as famílias refugiadas tenham a possibilidade de viver em um lugar seguro e que todos os refugiados possam trabalham e aprender novos conhecimentos para contribuir positivamente com suas comunidades que os acolheram."

A petição será entregue às autoridades governamentais antes da reunião de alto nível sobre refugiados e migrantes marcada para o dia 19 de setembro na sede da ONU em Nova York.

Ramis Anis, da Síria (Natação, 100 metros borboleta – masculino); vive na Bélgica;
Yiech Pur Biel, do Sudão do Sul (Atletismo, 800 metros – masculino); vive no Quênia;
James Nyang Chiengjiek, do Sudão do Sul (Atletismo, 400 metros – masculino); vive no Quênia;
Yonas Kinde, da Etiópica (Atletismo, maratona – masculino); vive em Luxemburgo;
Anjelina Nada Lohalith, do Sudão do Sul (Atletismo, 1.500 metros – feminino); vive no Quênia;
Rose Nathike Lokonyen, do Sudão do Sul (Atletismo, 800 metros – feminino); vive no Quênia;
Paulo Amotun Lokoro, do Sudão do Sul (Atletismo, 1.500 metros – masculino); vive no Quênia;
Yolande Bukasa Mabika, da República Democrática do Congo (Judô, peso médio – feminino); vive no Brasil;
Yusra Mardini, da Síria (Natação, 200 metros livres – feminino); vive na Alemanha;
Popole Misenga, da República Democrática do Congo (Judô, peso médio – masculino); vive no Brasil.

Fonte: Rádio ONU

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