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COP30 marca virada histórica ao colocar os oceanos no centro da agenda climática

© Shutterstock / Tatiana Popova / WWF-Sweden

11/11/2025

Lançado nesta segunda-feira, “Pacote Azul” marca um avanço na integração entre oceano, clima e biodiversidade

Por WWF-Brasil

O Pacote Azul (Plan to Accelerate Ocean-based Climate Solutions: A Blue Package), uma das principais entregas da agenda de ação da COP30, representa um avanço inédito com a integração do oceano de forma estrutural à agenda climática. A iniciativa reúne ações voltadas à conservação marinha, à transição energética, ao uso sustentável dos recursos oceânicos e à ampliação de mecanismos de financiamento capazes de escalar soluções baseadas no oceano, como a restauração de manguezais e a proteção de recifes de corais. O pacote faz parte de uma estrutura coordenada pela Presidência da COP30, pelo governo brasileiro e pelos High Level Climate Champions, que conecta atores não governamentais para acelerar a implementação dessas soluções, no âmbito do Eixo 2, Objetivo 7 da nova Agenda de Ação Climática Global, voltado a florestas, oceanos e biodiversidade.

Os oceanos cobrem mais de 70% da superfície do planeta e exercem papel essencial no equilíbrio climático global. São eles e seus ecossistemas que absorvem cerca de um quarto das emissões de CO₂ e mais de 90% do calor adicional retido na atmosfera pela ação humana, funcionando como um verdadeiro regulador do clima. Os ecossistemas costeiros e marinhos são fundamentais para adaptação climática, sustentando economias, provendo segurança alimentar e proteção costeira contra eventos climáticos extremos. Ainda assim, historicamente, o oceano foi tratado de forma marginal nas negociações climáticas internacionais, um paradoxo diante de sua importância para conter o aquecimento global e sustentar a vida no planeta.

Desde a criação do Ocean and Climate Change Dialogue, a integração entre as agendas de clima e oceano tem avançado. O Relatório Especial sobre o Oceano e a Criosfera do IPCC (2019) trouxe evidências científicas contundentes sobre o impacto da mudança climática nos mares, e a COP26 consolidou o oceano como componente essencial das estratégias de adaptação e mitigação. O Balanço Global, lançado em 2023, reconhece a importância da conservação e restauração do oceano e seus ecossistemas para adaptação e mitigação também foi reconhecida. Mesmo assim, o nexo oceano-clima segue sub-representado no espaço formal de negociação. Nesse contexto, a decisão da Presidência brasileira de incluir os oceanos entre as prioridades da COP30 e a forte presença dessa agenda durante a Cúpula dos Líderes representa um marco histórico e um passo necessário para corrigir esse descompasso.

Em paralelo, o Desafio das NDCs Azuis (Blue NDC Challenge), lançado por Brasil e França em junho deste ano, mobiliza os países a incluir o oceano em suas Contribuições Nacionalmente Determinadas (NDCs), reconhecendo seu potencial de contribuir para mitigação e adaptação às mudanças climáticas. A sinergia entre o Desafio das NDCs Azuis e o Pacote Azul cria, pela primeira vez, uma estrutura de coordenação entre os governos e atores não estatais voltada especificamente às soluções climáticas baseadas no oceano, abrindo caminho para a construção de mecanismos de financiamento semelhantes aos existentes para florestas tropicais.

“O Brasil tem desempenhado um papel de liderança fundamental na elevação da agenda de oceano e clima nas negociações internacionais da UNFCCC. Liderança que se iniciou no G20, se consolidou com a co-facilitação no Diálogo sobre Mudanças Climáticas e Oceano (Ocean Climate Change Dialogue) e se fortalece na COP30, com o objetivo de criar estruturas robustas para soluções climáticas baseadas no oceano de forma participativa e com apoio da sociedade civil organizada”, destaca Marina Corrêa, analista de conservação do WWF-Brasil.

Para Marina, o conjunto de iniciativas lideradas pelo Brasil simboliza um novo momento de ambição e coordenação global. “A história das COPs revela uma evolução clara: de quando o oceano era apenas uma nota de rodapé, aos diálogos formais da COP27 e aos pavilhões temáticos das COP28 e COP29, até esta COP30 — quando o mar finalmente infiltrou à cúpula dos líderes. A presidência brasileira, com apoio de outros países, deixou evidente que a Natureza é parte essencial da agenda climática, evidenciando que ela também é oceano. Agora, o desafio ao longo da COP30 será transformar essa ambição e reconhecimento em caminhos para ação: avançar na implementação de soluções baseadas no oceano e financiamento que lhes dê escala e impacto, e aumentar a presença do tema no espaço de negociação.”

Embora os oceanos não constituam um tema formal de negociação dentro da UNFCCC, as decisões tomadas no âmbito da Convenção moldam diretamente políticas e instrumentos como as NDCs, os Planos Nacionais de Adaptação e os mecanismos de financiamento climático. Por isso, é essencial que o oceano esteja no centro das decisões sobre mitigação, adaptação e transição justa. O sucesso do Pacote Azul dependerá da criação de instrumentos concretos de governança e financiamento que priorizem a conservação da natureza e reconheçam as comunidades tradicionais e pesqueiras como protagonistas da gestão dos recursos oceânicos e soluções climáticas.

Além dos oceanos, a COP30 inova também ao destacar a importância das florestas - responsáveis por capturar cerca de 30% dos gases de efeito estufa - no debate climático. Juntos, oceanos e florestas ajudam a conferência de Belém a entregar um robusto Pacote Natureza que permita equacionar a dupla crise de clima e biodiversidade que ameaça o século 21. Somente assim será possível garantir que o oceano continue a cumprir seu papel vital, sustentar a vida na Terra, proteger as comunidades e ajudar a conter a crise climática. 

Sobre o WWF-Brasil

O WWF-Brasil é uma ONG brasileira que há 28 anos atua coletivamente com parceiros da sociedade civil, academia, governos e empresas em todo país para combater a degradação socioambiental e defender a vida das pessoas e da natureza. Estamos conectados numa rede interdependente que busca soluções urgentes para a emergência climática.

Fonte: WWF-Brasil

ÁRVORES NATIVAS DA MATA ATLÂNTICA


05/11/2022

Conheça a lista de espécies de árvores nativas da Mata Atlântica, considerado o segundo maior bioma depois do Bioma Amazônico

Considerada a segunda maior floresta do Brasil em tamanho, as árvores da Mata Atlântica ficam atrás apenas da Mata Amazônica.

É um bioma que foi extremamente devastado desde a colonização, restando apenas uma parte de mata nativa que está presente de forma espalhada na maioria dos estados brasileiros, sendo eles: Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Goiás, Mato Grosso do Sul, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Espírito Santo, Bahia, Alagoas, Sergipe, Paraíba, Pernambuco, Rio Grande do Norte, Ceará e Piauí.

O bioma das árvores da Mata Atlântica que antes chegava a ocupar cerca de 13% até 15% do território nacional, abrangia uma área de 1.315.460 km² de extensão, hoje ocupa apenas 12,5, e é classificada como uma vegetação em extinção.

Isso ocorreu devido às atividades agrícolas e agropecuárias e pela exploração industrial realizadas pelos homens ao longo dos anos, o que resultou no crescimento da área urbana, destruindo parte deste bioma.

Clima e vegetação

Por se tratar de um bioma que está localizado em várias partes do Brasil, as árvores da Mata Atlântica possuem vários tipos de clima, predominando o tropical úmido. Sendo composta também em partes, pelo clima subtropical úmido e o semiárido. De modo geral, este bioma caracteriza-se por possuir altas temperaturas durante o ano todo e elevados níveis de umidade. 

A vegetação das árvores da Mata Atlântica está relacionada com a diversidade climática de cada região, que são influenciadas por fatores como teor de oxigênio, iluminação, umidade e ainda temperatura.

Essa vegetação se caracteriza por espécies de árvores mais altas, com suas copas mais próximas umas das outras, formando um dossel que controla a quantidade de luz que irá atingir as árvores e as vegetações mais baixas. São comuns arbustos de pequeno porte, além de ervas e gramíneas, musgos e brotos, e também trepadeiras que se desenvolvem nos troncos das árvores. 

Sendo um bioma que recebe pouca luz, os solos da Mata Atlântica conseguem se manter úmidos por muito tempo, porém são, em sua maioria, pobres. Isto porque possuem altos níveis de acidez, pouco oxigênio e pouca profundidade, caracterizando solos de baixa fertilidade.

Porém, para as árvores da Mata Atlântica, existe decomposição das folhas das árvores mais altas, que geram grande acúmulo de matéria orgânica nos solos, abastecendo com nutrientes para as plantas e animais que necessitam da decomposição para sobreviver.


Conheça a principal lista de espécies características da Mata Atlântica:

Açoita Cavalo Miúdo (Luehea divaricata)
Araça Amarelo (Psidium cattleianum)
Babosa Branca (Cordia superba)
Café de Bugre (Cordia ecalyculata)
Canafistula (Peltophorum dubium)
Canela Amarela (Ocotea velutina)
Canela Guaica (Ocotea puberula)
Capixingui (Croton floribundus)
Carne de Vaca (Cletlra scabra)
Carobão (Jacaranda micrantha)
Casca D’Anta (Rauvolfia sellowii)
Castanha do Maranhão (Bombacopsis glabra)
Cedro Rosa (Cedrela fissilis)
Cereja do Mato (Eugenia involucrata)
Chuva de Ouro (Lophantera lactescens)
Embira de Sapo (Lonchocarpus cultratus)
Fedegoso (Senna pendula)
Fruta da Condessa (Rollinia mucosa)
Goiaba (Psidium guajava)
Grumixama (Eugenia brasiliens)
Guaçatunga (Casearia sylvestris)
Guajuvira (Cordia americana)
Guaramirim (Plinia rivularis)
Guarita (Astronium graveolens)
Ingá de Metro (Inga edulis)
Ingá Feijão (Inga marginata)
Jaboticaba sabará (Plinia trunciflora)
Jerivá (Syagrus romanzoffiana)
Juquiri (Mimosa regnellii)
Laranja de Macaco (Posoqueira latifolia)
Mamica de Porca (Zanthoxylum rhoifolium)
Maricá (Mimosa bimucronata)
Monjoleiro (Senegalia polyphylla)
Morototo (Schefflera morototoni)
Palmito Jussara (Euterpe edulis)
Pata de Vaca (Bauhinia forficata)
Pau Brasil Ornamental (Caesalpinia echinata)
Pau Cigarra (Senna multijuga)
Pau d’alho (Gallesia integrifolia)
Pau Ferro (Caesalpinia ferrea)
Pau Jacaré (Piptadenia gonoacantha)
Pessegueiro Bravo (Prunus sellowii)
Saboeiro (Sapindus saponaria)
Saguaragi (Colubrina glandulosa)
Tamanqueiro (Aegiphila sellowina)
Tucaneiro (Citharexylum myrianthum)
Urucum (Bixa orellana)


ECONOMIA E CONSERVAÇÃO NA AMAZÔNIA

Amazônia: equilíbrio climático - Gilberto Soares/MMA

01/11/2017

ESPECIAL// Ações de fiscalização e desenvolvimento na região serão apresentadas pelo Brasil na Conferência do Clima, em novembro.

LUCAS TOLENTINO

Mais de 4 milhões de km² de Floresta Amazônica contribuem para o equilíbrio do sistema climático global. A área supera em mais de 10 vezes o tamanho de um país como a Alemanha e, pela sua importância, será tema central da atuação brasileira na Conferência do Clima, a COP 23, que começa na próxima segunda-feira (06/11) na cidade alemã de Bonn. A última matéria da série sobre a o Brasil na COP 23 aborda o potencial da floresta e as ações do governo federal para a conservação do bioma.

A queda no desmatamento resulta das medidas voltadas para a Amazônia. A redução foi de 16% entre agosto de 2016 e julho de 2017, em relação ao período imediatamente anterior. Esse é o intervalo de tempo usado para a medição do corte raso no bioma. “Conseguimos reverter a curva de desmatamento em decorrência da recomposição do orçamento dos órgãos de fiscalização”, analisa o ministro do Meio Ambiente, Sarney Filho.

Medidas capazes de impulsionar o desenvolvimento sustentável na região estão, agora, entre as prioridades do ministério. “O ideal é valorizar o bem ambiental de forma que a floresta em pé tenha maior valor do que a floresta derrubada”, afirma o ministro. Nesse sentido, Sarney Filho explicou que o país enfatizará, em Bonn, a necessidade de avanços nos mecanismos de pagamentos por serviços ambientais.

Em ambiente doméstico, o incentivo a uma economia florestal é um dos focos do Plano de Ação para Prevenção e Controle do Desmatamento na Amazônia Legal, o PPCDAm. Iniciada em 2016, a quarta fase do plano traz um eixo destinado a criar instrumentos normativos e econômicos para o setor produtivo sustentável. As linhas de ação incluem a ampliação de acesso ao crédito para as atividades de manejo florestal e a elaboração de acordos setoriais para combater o desmatamento.

ESPAÇO BRASIL

As políticas de conservação da Amazônia e dos demais biomas brasileiros integram a pauta de debates do Espaço Brasil na COP 23, uma área que será montada pelo governo federal na Conferência. O local abrigará extensa programação de discussões ao longo das duas semanas de realização da COP 23. O objetivo é envolver setor público, iniciativa privada, sociedade civil e academia nas diversas nos temas ligados à agenda climática.

A integração permitirá que o país cumpra sua meta no contexto do Acordo de Paris. Em relação ao papel da Amazônia nesse processo, o diretor de Florestas e Combate ao Desmatamento do MMA, Jair Schmitt, explica que todas as ações do departamento levam em conta a meta brasileira, conhecida como NDC no jargão técnico internacional. “A NDC do Brasil sinaliza o fortalecimento do Código Florestal, a recuperação da vegetação, a intolerância ao desmatamento ilegal e a promoção da economia florestal de base sustentável”, afirma.

POVOS TRADICIONAIS

Parque Estadual Chandless, reserva de proteção integral no Acre 
(Foto: Arquivo Arpa)

Os direitos e conhecimentos dos indígenas e dos povos tradicionais são respeitados nas ações de redução do desmatamento na Amazônia. A forma como isso ocorre é apresentada no Sumário de Salvaguardas. O MMA recebe, atualmente, contribuições à segunda edição do relatório, que deverá ser finalizado e entregue à Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (UNFCCC, na sigla em inglês) até o fim do ano. Para participar, é necessário enviar a planilha de contribuições para reddbrasil@mma.gov.br até 15 de novembro.

O documento apresentará informações sobre a implementação das salvaguardas no andamento do PPCDAm e do Fundo Amazônia no período de 2011 a 2015. Essas salvaguardas garantem, para fins de investimentos financeiros, que aspectos como proteção dos direitos dos povos indígenas, participação social e preservação de ecossistemas naturais estão sendo respeitadas nas ações de redução de emissões provenientes do desmatamento e da degradação florestal, conceito conhecido como REDD+.

SAIBA MAIS

Entre 6 e 17 de novembro, será realizada a vigésima terceira edição da Conferência das Partes (COP 23), também conhecida como Conferência do Clima. O evento reunirá representantes dos mais de 190 países signatários da Convenção da ONU sobre mudança do clima em Bonn, na Alemanha. Apesar de ocorrer no país europeu, a Conferência será presidida pela República das Ilhas Fiji, um pequeno país insular no Pacífico que corre riscos por conta do aumento dos níveis do oceano.

O Acordo de Paris é um esforço mundial para conter o aquecimento global. O pacto foi concluído em 2015, na COP 21, e tem o objetivo de limitar o aumento da temperatura média global a bem abaixo de 2ºC. Nesse contexto, cada país tem uma meta específica a cumprir. A meta do Brasil é considerada uma das mais ambiciosas e propõe a redução de 37% das emissões de gases de efeito estufa até 2025, com indicativo de cortar 43% até 2030. Para isso, são propostas ações para o conjunto da economia.

ÀS VÉSPERAS DA COP 23, ONU APONTA RISCOS PARA EFETIVAÇÃO DO ACORDO DE PARIS

A Organização Meteorológica Mundial (OMM) divulgou boletim que mostra que 
concentração de dióxido de carbono na atmosfera bateu recorde em 2017
(Agência Brasil/Arquivo)

01/11/2017

Há dois anos, 195 países firmaram o Acordo de Paris, fruto da Conferência Mundial do Clima (COP21) sobre a redução de emissões de gases de efeito estufa. Era a primeira vez na história que governos reconheciam conjuntamente os riscos associadas ao aquecimento global e pactuavam um acordo global sobre o clima.

Apesar da relevância do acordo, um estudo divulgado hoje (31), pela ONU Meio Ambiente afirma que o acordo está em risco. Mesmo se fossem cumpridos todos os compromissos assumidos, isso representaria apenas um terço do que é necessário alcançar até 2030 para que os piores impactos das mudanças climáticas sejam evitados, de acordo com a agência da ONU que é a principal autoridade global em meio ambiente.

Divulgada a uma semana do início da COP 23, Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas, que ocorre em Bonn, na Alemanha, entre 6 e 17 de novembro, a oitava edição do Relatório da ONU Meio Ambiente sobre a lacuna das emissões, intitulada Emissions Gap Report, alerta que são necessárias medidas urgentes para que o acordo possa entrar em vigor em 2020, conforme previsto na COP 21. “Os governos e os atores não estatais precisam aumentar urgentemente sua ambição para garantir que os objetivos do Acordo de Paris ainda possam ser alcançados, de acordo com uma nova avaliação da ONU”, diz o relatório.

A principal meta em questão é limitar o aquecimento máximo do planeta a uma temperatura média “bem abaixo de 2 graus Célsius (°C) acima dos níveis pré-revolução industrial”, com esforços para limitar o aumento de temperatura a 1,5°C, nos termos fixados em 2015.

“As ações para se chegar à redução proposta em Paris são definidas por cada país, que diz como pode contribuir com esse objetivo global comum”, explica o coordenador de emissões do Observatório do Clima, Tasso Azevedo. Ele detalha que as propostas atuais fazem com que as emissões de 2030 provavelmente alcancem 11 a 13,5 gigatoneladas de dióxido de carbono equivalente (GtCO2e) acima do nível necessário à adoção de uma trajetória condizente com o objetivo de evitar o aquecimento de 2ºC.

Nesse rumo, de acordo com as Nações Unidas, é “muito provável” que haja aumento da temperatura de pelo menos 3°C até 2100. O cenário pode se tornar ainda mais grave caso os Estados Unidos sustentem a intenção declarada de deixar o Acordo de Paris em 2020, alerta o estudo. “Ainda falta muito esforço a ser feito, por isso o que o relatório apresenta um apelo para que, até 2020, quando vai ocorrer a primeira revisão das metas, elas sejam fortalecidas para a gente diminuir essa distância entre as propostas fixadas pelos países e a meta global”, destaca Azevedo, que antecipa que, “se a gente não der mais ambição para essa metas, estaremos numa situação ruim”.

Dióxido de carbono

Nesse contexto, a Organização Meteorológica Mundial (OMM) divulgou boletim ontem (30) que mostra que a concentração de dióxido de carbono na atmosfera bateu recorde neste ano, chegando a 403,3 partes por milhão (ppm).

O relatório apresenta formas práticas de envolver diversos agentes, inclusive municípios e setor privado, no esforço de reduzir as emissões em diferentes setores, por meio de ações como adoção de energia solar e eólica, desenvolvimento de carros de passageiros eficientes e reflorestamento.

Esses agentes também podem contribuir com o fim do desmatamento, a eliminação do uso e produção de hidrofluorcarbonos – produtos químicos usados principalmente em aparelhos de ar-condicionado, refrigeração e isolamento de espuma – e reduzindo poluentes climáticos como o carbono preto e o metano.

Para a ONU, é preciso garantir investimentos para a adotação de tecnologias limpas. A organização calcula que o investimento de menos de US$ 100 por tonelada de CO2 evitado poderia economizar até 36 GtCO2e, a cada ano, até 2030.

Outro ponto que o relatório destaca é a necessidade de efetivação de mudanças na matriz energética. Evitar novas usinas a carvão e eliminar as já existentes é uma das recomendações das Nações Unidas nesse sentido. O relatório aponta que existem cerca de 6.683 usinas a carvão em funcionamento no mundo, com uma capacidade combinada de 1.964 gigawatt (GW).

Se essas usinas funcionarem até o final de sua vida útil sem se adaptar à Captura e Armazenamento de Carbono, de acordo com o estudo, elas vão emitir um total de 190 gigatonelada (Gt) de CO2.

Cientistas britânicos preocupados pela pesquisa sobre o clima com chegada de Trump

O presidente eleito dos Estados Unidos, Donald Trump, na Trump Tower, 
em Nova York, no dia 13 de janeiro de 2017 - AFP

16/01/2017

Mais de 100 dos climatologistas mais reconhecidos do Reino Unido pediram nesta segunda-feira à primeira-ministra britânica, Theresa May, que atue para que o presidente eleito dos Estados Unidos, Donald Trump, mantenha a pesquisa pública sobre o aquecimento global.

“Estamos prontos a apoiar e ajudar nossos colegas dos Estados Unidos (…) a resistirem contra qualquer tentativa política de frear ou interferir nas pesquisas vitais sobre as mudanças climáticas”, escreveram os cientistas em uma carta aberta para May, à qual a AFP teve acesso.

O presidente eleito americano afirmou que o aquecimento global é um mito e nomeou para seu futuro gabinete personalidades que compartilham essa visão ou que se opõem às políticas de proteção do meio ambiente.

No final de novembro, após a eleição, um de seus conselheiros pediu o fim dos programas de pesquisa sobre o clima da Nasa, que fornece dados essenciais a cientistas do mundo inteiro.

May deve pressionar Trump para que este “reconheça as evidências científicas sobre os riscos das mudanças climáticas” e apoie o acordo de Paris adotado no final de 2015, afirmam os cientistas britânicos na carta.

Sob este acordo, a comunidade internacional se comprometeu a limitar o aquecimento global abaixo de 2ºC, em relação aos níveis pré-industriais, e a ajudar financeiramente os países mais pobres a desenvolver energias limpas e lidar com os impactos das mudanças climáticas.

O Reino Unido “deve se preparar para responder de forma resoluta” em caso de que o novo governo Trump adote medidas contra as pesquisas sobre o clima, acrescentam os cientistas.

Em entrevistas a dois jornais europeus publicadas nesta segunda-feira, Trump reafirmou sua intenção de se reunir com May logo após sua posse, que ocorrerá na próxima sexta-feira.

O Reino Unido tem várias instituições líderes no mundo para o estudo do aquecimento global e seus impactos, incluindo o Centro Tyndall de Pesquisas sobre as Mudanças Climáticas e o Instituto de Mudanças Ambientais da Universidade de Oxford.

A ex-primeira-ministra britânica Margaret Thatcher foi a primeira líder mundial a reconhecer publicamente os riscos das mudanças climáticas, em 1988, observaram os cientistas.

Fonte: ISTO É

Trump arquiteta plano para tirar Estados Unidos do Acordo de Paris

15/11/2016

Myron Ebell é um nome que os ambientalistas que estavam em Paris no ano passado para a Conferência das Partes que conseguiu o Acordo Climático histórico, não  esquecem. Ele dirige a política ambiental do Competitive Enterprise Institute, uma organização em parte financiada pela indústria do carvão, e teve sua foto estampada em postes da capital francesa, apontado como um dos ‘sete crimtnosos contra o clima”. Pois foi justamente essa figura que o novo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, escolheu para ser uma espécie de liderança em seu governo para lidar com a questão das mudanças climáticas.

Em seguida ao anúncio, a agência Reuters publicou uma reportagem na qual uma fonte diz, sob anonimato, que Donald Trump deu à sua equipe de governo a tarefa de procurar retirar, o mais cedo possível, a assinatura dos Estados Unidos do Acordo Climático incômodo, já que vai contra todas as suas convicções.  A equipe vai ter trabalho para fazer isso porque, segundo um editorial do jornal “La Vanguardia”  espanhol,  Barack Obama fez constar salvaguardas no Acordo, como a impossibilidade de qualquer dirigente do país renunciar ao compromisso adquirido antes de três anos a partir da data em que foi ratificado. Estados Unidos e China, os dois maiores poluidores,  fizeram o anúncio do compromisso oficial assumido no dia 3 de setembro .

Segundo a fonte ouvida pela Reuters, o novo presidente da nação mais poderosa achou imprudente ratificar o Acordo pouco antes das eleições, sabendo que ele tem uma posição contrária.  Para Trump, o aquecimento global é uma fraude que foi inventada pela China para assumir o poder econômico mundial enquanto os Estados Unidos estancariam seu desenvolvimentismo em nome da limpeza do ar e das águas. A alternativa para o imbróglio será uma ordem presidencial que simplesmente exclua a assinatura dos Estados Unidos do Acordo.

Não custa lembrar que o Protocolo de Kyoto, um tratado assumido em 1997 para forçar os países industrializados a baixarem suas emissões de gases poluentes, não foi ratificado pelos Estados Unidos. E que em 2009, quando a Conferência do Clima realizada em Copenhague tinha tudo para conseguir, já ali, o acordo que só foi assumido seis anos depois, o presidente Barack Obama lançou um banho de água fria sobre as expectativas de todos, pois não conseguira o apoio no Congresso para lançar as bases de um acordo para baixar emissões e consumo de combustíveis fósseis. Logo, é muito provável que a decisão de Trump seja aplaudida por grande parte dos norte-americanos que não querem abandonar um padrão de vida baseado no consumo excessivo.

Não há menção direta sobre a reportagem da Reuters no site oficial da Conferência do Clima que está acontecendo no Marrocos até o dia 18 de novembro.  A atual responsável pelo Acordo Climático na ONU, Patricia Espinosa, se recusou a comentar a reportagem. Em entrevista coletiva, limitou-se a dizer que já há credibilidade suficiente no tratado ratificado até agora por 106 países.

Assim como há também maiores evidências de que, de fato, o aquecimento global está atingindo diretamente 82% da vida na Terra, segundo estudo publicado pela revista “Science” .  A Conferência do Clima que está acontecendo tentará definir, justamente, as normas de execução do Acordo de Paris e estabelecer um plano viável para fornecer pelo menos US$ 100 bilhões por ano aos países em desenvolvimento para apoiar a ação climática. É esta a maior questão, já que os impactos causados pelas mudanças climáticas, queiram ou não, serão sempre mais sentidos pelos países mais pobres.

Um estudo lançado sexta-feira (11) pelo Greenpeace Brasil, justamente para aproveitar o momento em que o tema está à tona por causa da COP-22, reforça esta convicção. Depois de analisarem dados de 46 relatórios, pesquisadores da ONG concluíram que “o combate às mudanças climáticas é, antes de tudo, uma questão de justiça social e a inação ou adoção de medidas insuficientes só farão aumentar ainda mais a terrível desigualdade que já assola o país”.

“Até 2099, a maior parte do território brasileiro estará sob estresse muito forte ou extremo em função do calor, caso haja um aumento médio da temperatura global de, no mínimo, 4 o C49.  Os impactos da elevação das temperaturas serão diversos para os brasileiros. Vários níveis de estresse por calor podem ocorrer devido a exposição a tempe - raturas acima de 38 oC, e as con - sequências podem envolver desde náuseas, dor de cabeça, vertigens, fraqueza, sede e tontura, até casos mais graves, como os de insolação e ataques cardíacos. Se a temperatura da Terra aumentar entre 2 e 5,4 graus até o fim do século, a Região Norte do Brasil sofrerá uma redução entre 242 mil e 15 milhões de hectares aptos e disponíveis para agricultura já em 2030.  A Região Nordeste, com exceção do Maranhão, teria em média poucos meses de chuva ao ano e baixa pluviosidade nos meses com mais chuva até 2040, o que significaria períodos mais secos com valores elevados de temperatura, valores baixos de umidade do ar e alta demanda hídrica. A Região Sudeste poderia sofrer leve redução de 349 mil hectares em sua área agricultável em 2030 e a Região Sul pode sofrer redução entre 4,9 milhões e 2,6 milhões de hectares aptos e disponíveis para agricultura em 2030”, diz o estudo.

O artigo escrito pelos ativistas ambientais Nicolas Haeringer e Tadzio Muller para o blog “New Internationalist” dá o tom do que virá daqui para a frente no campo de guerra entre os céticos e os não céticos do aquecimento global. É preciso, segundo eles, uma união cada vez mais fortalecida da sociedade civil no sentido de travar empreendimentos que precisem do uso abusivo de combustíveis fósseis. Exemplo desse tipo de tática, na prática, é o das 3.5 mil pessoas que conseguiram  fechar a mina de carvão a céu aberto Welzow-Süd e a usina Schwarze Pumpe, décima maior emissora de gás poluente da Europa, ambas na Alemanha.

As manifestações bem-sucedidas (até agora, ao menos)  foram bonitas, não houve violência. Mas também deixaram bem claro a diferença abissal de propostas entre ativistas de países que já têm sua economia mais ou menos resolvida e a de outros que lutam ainda para acabar com a miséria do povo. É disso que se trata, inclusive lá na Conferência que está acontecendo no continente africano, onde uma seca severa causou recentemente a morte de pelo menos 30 mil crianças e afetou um total de 12 milhões de pessoas, sobretudo na Somália. Consequência direta de fenômenos associados com a mudança climática. A luta, nesses países, é outra. E, até agora, não há registros de que tenha tido batalhas bem-sucedidas.

Fonte: G1


Barack Obama se reúne com DiCaprio para debater sobre o clima

Leonardo DiCaprio recebe Oscar de melhor ator por 'O regresso'' 
Foto: REUTERS/Mario Anzuoni

04/10/2016

Ator fez documentário sobre os efeitos devastadores do aquecimento global.
Encontro faz parte de festival organizado nos jardins da Casa Branca.

O ator Leonardo DiCaprio comparecerá nesta segunda-feira (3) à Casa Branca para debater a questão do clima com o presidente Barack Obama. O encontro acontece antes da exibição de seu novo documentário sobre os efeitos devastadores do aquecimento global.

DiCaprio, vencedor do Oscar de melhor ator por "O Regresso", participará em um debate com a cientista Katharine Hayhoe e com o presidente Obama, para fez da luta contra a mudança climática uma das prioridades em seus dois mandatos à frente dos Estados Unidos.

O encontro acontecerá como parte de um festival organizado nos jardins da Casa Branca seguindo o modelo do South by Southwest, que é organizado todos os anos em Austin (Texas) e que mistura novas tecnologias, cinema e música.

Quase 10 anos depois de seu primeiro documentário sobre o desafio do clima, "The 11th hour" ("A Última Hora"), o ator retorna com o filme "Before the Flood", no qual Barack Obama e o papa Francisco fazem uma rápida aparição.

"Sejam corajosos. Somos capazes de resolver os maiores desafios quando encontramos a vontade de trabalhar juntos", afirmou DiCaprio em dezembro do ano passado em Paris, durante a conferência COP21 sobre o clima.

Em março, Obama se tornou o primeiro presidente dos Estados Unidos a participar no festival South by Southwest.

Ele anunciou que a Casa Branca organizaria sua própria versão do evento, chamada de South By South Lawn, para celebrar a criatividade e o espírito de inovação.

Fonte: G1 Natureza


EUA se unem à China e assinam acordo sobre clima de Paris

Obama entrega documento em que ratifica o Acordo do Clima de Paris
Carolyn Kaster/AP

03/09/2016

A conferência de Paris onde foi alcançado um acordo sobre o clima "foi o momento em que decidimos salvar o planeta", declarou na sexta-feira (2) o presidente Barack Obama depois de anunciar a ratificação do texto, juntamente com a China.

Em uma cerimônia com seu colega Xi Jinping na cidade chinesa de Hangzhou, onde é realizado o G20, os dois líderes entregaram ao secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, os documentos que oficializam a ratificação.

"Deram um grande impulso para que o acordo entre em vigor. Sou otimista sobre o fato de que poderemos alcançar isso antes do fim do ano", disse Ban.

O acordo tem o objetivo de limitar o aumento da temperatura no planeta a um máximo de dois graus centígrados em relação aos níveis pré-industriais.

Para que entre em vigor em 2020, como está previsto, ao menos 55 países que representem 55% das emissões mundiais precisam ratificá-lo.

Estados Unidos e China são os dois países que mais poluem o planeta (juntos representam 40% das emissões de CO2) e sua ratificação pode agir como convocação para os demais signatários.

Fonte: UOL


Gelo do Mont Blanc: uma mina de informações sobre o clima

(Junho) Vista do Mont Blanc, nos Alpes franceses - AFP/Arquivos

13/07/2016

A ideia de armazenar amostras de geleiras na Antártida pode parecer estapafúrdia, mas é este o objetivo de uma equipe de pesquisadores que, em agosto, extrairá gelo do Mont Blanc, ameaçado pelo aquecimento global.

“O gelo é um poço de informação”, explica à AFP Jérôme Chappellaz, diretor de pesquisa no Laboratório de Glaciologia e Geofísica do Meio Ambiente (LLGE) de Grenoble, no sudeste da França.

Com suas bolhas de ar e impurezas, as geleiras carregam informações valiosíssimas sobre as condições atmosféricas de séculos ou inclusive milhares de anos atrás.

Foi assim que os glaciologistas conseguiram estabelecer o vínculo entre as temperaturas e os gases do efeito estufa. Nas geleiras do Mont Blanc, os pesquisadores poderão estudar, em particular, a evolução da poluição ou da atividade industrial em nível europeu ao longo de cem anos.

Exemplo desta informação armazenada no gelo, afirma Chappellaz, é o pico de césio 137 detectado em abril de 1986, após a catástrofe de Chernobyl.

No total, doze especialistas franceses, italianos e russos passarão vários dias a 4.300 metros de altitude em um maciço dos Alpes franco-italianos para extrair três barras de gelo de 140 metros de comprimento.

Estas amostras, de várias toneladas, serão depositadas em caixas isolantes. Uma delas será analisada no laboratório de Grenoble para constituir uma base de dados aberta a todos os cientistas.

As outras duas amostras irão para a base franco-italiana de Concordia, na Antártica, em 2019 e 2020.

Na primeira metade de 2017 está prevista outra operação similar na geleira boliviana de Illimani, a 6.300 metros de altitude, em condições muito mais difíceis.

O objetivo é conservar durante séculos “a memória do gelo”, uma “matéria prima” extremamente valiosa para os cientistas.

Corrida contra o tempo

Chappellaz aponta a possibilidade de detectar muitas outras coisas dentro de várias décadas graças ao desenvolvimento tecnológico. E fornece como pista de trabalho a possibilidade de pesquisas futuras sobre as mutações dos vírus ou das bactérias, presos no gelo.

A dificuldade está no fato de que as geleiras evoluem e se fundem tão rápido que as situadas a menos de 3.500 metros de altitude desaparecerão antes do fim do século XXI nos Alpes.

Nos Andes, a geleira de Chacaltaya, na Bolívia, situada a 5.300 metros, desapareceu em 2009.

“Neste ano se fundiu gelo a 6.000 metros de altitude no Illimani, devido ao fenômeno do El Niño”, destaca Patrick Ginot, do Instituto Francês de Pesquisa para o Desenvolvimento, e um dos promotores do projeto.

Em cinquenta anos, “talvez existam as ferramentas necessárias para analisar, mas pode ser que já não tenhamos as amostras de gelo”, teme Jérôme Chappellaz.

Nos próximos dez anos, os glaciologistas esperam extrair vinte amostras de todos os continentes. O conjunto destas será conservado em uma cova de neve em Concordia, “um congelador natural a -50ºC”, a salvo de problemas elétricos.

Fonte: ISTOÉ

Por que é inverno no Hemisfério Sul?

Foto: Climatempo

22/06/2016

As estações do ano são definidas pela astronomia, e levam em consideração o eixo de rotação da Terra, que é inclinado em relação ao equador (com uma angulação de aproximadamente 23,5°). Essa situação faz com que cada hemisfério do planeta seja iluminado de uma forma diferente ao longo do ano. Isso dá origem às estações do ano.

Na imagem de satélite é possível ver essa variação na luminosidade no planeta Terra entre o início do verão e o início do inverno, para o Hemisfério Sul. Sempre temos que especificar sobre qual hemisfério estamos falando, afinal no Hemisfério Norte temos a estação oposta.

Imagem do satélite no canal do visível que mostra a evolução da luminosidade solar entre início do verão e do inverno para o Hemisfério Sul

Dessa forma temos as noites mais longas e os dias mais curtos quando comparados ao verão. O dia em que a noite é mais longa, isto é, há a menor iluminação do hemisfério, é conhecido como solstício de inverno.

Do ponto de vista meteorológico, a menor iluminação solar também faz com que as temperaturas no Hemisfério Sul durante o inverno sejam menores do que as temperaturas do verão. Isso também afeta diretamente os movimentos atmosféricos, com mais energia disponível, as massas de ar se movimentam mais. Por tal motivo, as frentes frias passam com uma frequência maior durante o verão.

Para saber mais sobre os solstícios, confira o vídeo do Professor Marcos Calil no quadro Clima no Céu do Climatempo News.


Como você também deve ter notado, os dias e horário do início das estações do ano também varia. Isso é explicado por conta dos movimentos de precessão que o planeta Terra também executa. O movimento de pressão é muito parecido com um pião que perde um pouco da sua força, mas volta a ganhar giro. Isso faz com que o período de início das estações não seja fixo.

Calil também explicou os movimentos de precessão e variação no início das estações do ano, confira!


Fonte: Terra

CHINA APOIA CRIAÇÃO DA FORÇA DE INTERVENÇÃO RÁPIDA

China apoia criação da Força de Intervenção Rápida
REUTERS/Siphiwe Sibeko

05/12/2015

A China vai conceder cerca de 60 mil milhões dólares aos países africanos. O anúncio foi feito pelo Presidente Xi Jinping em Joanesburgo, África do Sul, onde decorre até amanhã a cimeira do Fórum de Cooperação China-África.

O Fórum de Cooperação China África é uma oportunidade para rever a cooperação entre o gigante asiático e o continente africano. A afirmação é do ministro angolano das Relações Exteriores, Georges Chicoty, que explicou à RFI quais é que são as áreas de cooperação para os dois próximos anos. " A China propõe cortar uma parte da dívida dos países africanos, avaliada em cinco mil milhões de dólares, mas também propõe uma linha de crédito que ultrapassa os 60 mil milhões para investir em África. Há ainda a possibilidade dos africanos enviarem os estudantes para estudarem na China".

A China quer alargar o investimento com o continente e para isso está disposta a contribuir para o mecanismo de criação de uma Força de Intervenção Rápida do continente africano. " A China vai ajudar em termos de formação e também equipamento dessa força", salientou o responsável pela diplomacia angolana.

Fonte: RFI


CNI entrega proposta do setor para COP-21



25/08/2015

O Presidente da CNI, Robson Braga de Andrade, encaminhou em junho o documento “Propostas da indústria brasileira para o novo acordo de mudança do clima, com contribuições do setor industrial para a agenda de mudanças climáticas” para o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira. A expectativa é que o governo brasileiro considere as sugestões do setor nas negociações durante a COP-21, que acontece entre os dias 30 de novembro e 11 de dezembro, em Paris, na França. 

O documento foi elaborado em parceria com 11 associações setoriais e com as federações estaduais das indústrias. A CNI defende que a proposta brasileira tenha como meta o desenvolvimento de longo prazo e seja construída em sintonia com o planejamento energético e com a política econômica do Brasil. O documento inclui ainda que o novo acordo da COP-21 englobe mecanismos de mercado que criem condições economicamente atrativas para a participação da indústria, propiciando fontes de financiamento e acesso a tecnologias de baixa emissão. A CNI recomenda, ainda, que o novo acordo climático contemple o princípio das responsabilidades comuns, porém diferenciadas entre países e que as ações e os esforços de redução das emissões de gases do efeito estufa já empreendidos pelo Brasil sejam reconhecidos e contabilizados nas negociações.



Brasil está otimista sobre acordo do clima na COP 21, avalia Itamaraty


02/07/2015

O governo brasileiro está otimista sobre o fechamento de um acordo internacional durante a 21ª Conferência das Partes (COP 21), que será realizada em Paris, entre os dias 30 de novembro e 11 de dezembro deste ano, reunindo 196 países. A posição foi defendida nesta terça-feira (30) pelo chefe da Divisão de Clima, Ozônio e Segurança Química do Itamaraty, ministro Everton Lucero, ao participar de debate sobre mudanças climáticas e gestão de recursos hídricos, na Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan).

“É claro que dá para ser otimista. Nós hoje estamos tratando questões como mudança do clima, adaptação, redução de emissões, que são cada vez mais centrais ao processo de desenvolvimento. Isso não se via 20 anos atrás”, explicou o ministro, que fará parte da delegação brasileira na COP 21.

Lucero sustentou que o Brasil tem papel importante, não só pela grande biodiversidade, mas por ser um articulador global para uma solução conjunta, que atenda a todos os países que estarão representados no encontro. Entre outros objetivos, o principal é evitar que a temperatura suba além de 2 graus Célsius, por causa do aquecimento global, disse ele.

Na sua opinião, o Brasil tem contribuído para todo o processo preparatório da COP 21 de uma forma clara e objetiva. O país já apresentou, inclusive, propostas concretas com vistas ao consenso, de  modo que permitam um acordo efetivo, ambicioso e justo. Daí sua "expectativa de que nossas propostas se concretizem por meio da negociação junto a diversos países”.

O diplomata disse acreditar na evolução dos acordos feitos na Conferência das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável Rio 92, que três anos depois resultaram na Convenção do Clima.

A COP 21 tem este nome porque é a 21ª Conferência das Partes da Convenção do Clima. Ou seja, há 21 anos, desde que a convenção entrou em vigor, em 1995, e a cada ano há um incremento nessa evolução. De acordo com o ministro, "a COP 21 será não um ponto de chegada, mas um ponto de partida. Nós queremos que o acordo que saia de lá seja duradouro e leve os países, ao longo do tempo, a migrar para uma economia de baixo carbono”.

Lucero comentou a estagnação atual do mercado de carbono, que estaria sofrendo achatamento pela falta de compromissos mais ambiciosos por parte dos países. Para todo mercado, disse ele, é preciso ter oferta e demanda. "Hoje, apesar de termos sido muito bem sucedidos em projetos de mitigação que geraram créditos de carbono para serem colocados no mercado, do outro lado, que seria a demanda por esses créditos, as coisas não evoluíram da mesma forma", revelou.

Isso porque, pelas regras atuais, são os países desenvolvidos que precisam assumir compromissos mais efetivos de redução de emissões, até 2020, para que tenham a necessidade de adquirir créditos de carbono no mercado internacional. Então, "sem esses compromissos mais ambiciosos, não se justifica a existência do mercado, e o preço naturalmente cai”, segundo Lucero.

Mais informações sobre a COP 21 podem ser obtidas na página oficial do evento na internet (www.cop21.gouv.fr).



Empresas e organizações do Pacto Global no Brasil definem temas prioritários para 2015

Representantes do Comitê Brasileiro do Pacto Global em reunião bimestral no
escritório da ONU em SP (
Imagem: Fellipe Abreu/Pacto Global)

21/04/2015

Os focos de atuação aprovados pelo Comitê Brasileiro do Pacto Global são alimentos e agricultura, anticorrupção, direitos humanos e trabalho, energia e clima.

As prioridades de atuação do Pacto Global no Brasil para 2015 foram definidas em reunião com cerca de 40 representantes de empresas e organizações do Comitê Brasileiro do Pacto Global (CBPG) no dia 8 de abril, no escritório compartilhado da ONU em São Paulo.

Os focos aprovados pelo Comitê responsável pela liderança do Pacto Global no Brasil são alimentos e agricultura, anticorrupção, direitos humanos e trabalho, energia e clima. Esses assuntos serão abordados de forma colaborativa por meio de quatro grupos temáticos (GT), que desenvolvem ações práticas para o avanço da sustentabilidade empresarial.

Os coordenadores de cada grupo temático apresentaram um plano de trabalho específico e os resultados esperados. Outro foco apresentado por Caco de Paula, presidente da Rede Brasileira do Pacto Global e diretor do Planeta Sustentável, será o estímulo a parcerias intersetoriais para inovação social, em paralelo ao desenvolvimento de projetos que incluam medidas para a produção de conteúdos e a divulgação de casos de sucesso da aplicação dos Dez Princípios.

Nos próximos meses, as atividades do Pacto Global no Brasil também irão incluir a disseminação de temas-chave das Nações Unidas em 2015, com destaque para a Conferência do Clima em Paris (COP 21) e os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), eixo principal da agenda de desenvolvimento pós-2015. Acompanhe em www.pactoglobal.org.br

Fonte: ONU Brasil

União Europeia quer acordo climático mais rígido antes do fim do ano

Pássaros voam em céu poluído em Wuhan, província chinesa de Hubei.
Reuters/Stringer

24/02/2015

BRUXELAS (Reuters) - Líderes da União Europeia querem introduzir na lei internacional uma meta de corte de emissões globais de poluentes de 60 por cento até 2050, de acordo com o rascunho de um documento que coloca o bloco em rota de colisão com os grandes poluidores.

A União Europeia está determinada a instilar urgência no debate sobre a mudança climática antes da conferência internacional de Paris no final do ano, que irá tentar substituir o Protocolo de Kyoto sobre a contenção dos gases do efeito estufa.

Na quarta-feira, a Comissão Europeia, o executivo da UE, irá publicar uma série de diretrizes para lidar com a mudança climática.

Um esboço visto pela Reuters confirma que os países-membros do bloco pretendem fazer suas próprias promessas a respeito do corte nas emissões até o final de março, e diz que outras nações de ponta, como China e Estados Unidos, deveriam fazer o mesmo.

“No total, estes compromissos – alinhados com a ciência – devem colocar o mundo no caminho certo para reduzir as emissões globais em 2050 em pelo menos 60 por cento abaixo dos níveis de 2010”, afirma o documento visto pela Reuters.

A União Europeia é responsável somente por cerca de nove por cento de todas as emissões. Os maiores poluidores são a China, que representa 24 por cento das emissões globais de gases do efeito estufa, e os EUA, com 12 por cento.

O documento da UE também propõe que o acordo de 2015 “deveria de preferência ser na forma de um protocolo”, que é a opção legal mais severa. Isso pode gerar resistência dos chineses e norte-americanos, que provavelmente irão preferir arranjos menos rígidos que uma lei internacional vinculante.

As opções no rascunho de texto para negociação para as conversas parisienses vão do pedido de algumas nações em desenvolvimento para zerar as emissões globais até 2050, o que significa que todas as emissões de gases do efeito estufa teriam que ser compensadas por projetos como o plantio de árvores, até metas vagas para limitar as emissões.   

Líderes da UE dizem que prazos curtos para cortes substanciais são essenciais, já que dão tempo para constranger os países que não oferecem nenhuma ação para que prometam reduzir suas emissões de gases do efeito estufa.

O documento ainda afirma que em novembro a Comissão Europeia irá organizar uma conferência internacional para enfatizar o entendimento sobre a importância das promessas, conhecidas como propostas de contribuições determinadas nacionalmente (INDCs, na sigla em inglês).

O relatório pede a adoção de avaliações de progresso periódicas, já que é improvável que o acordo de Paris renda comprometimentos nacionais suficientes para manter o aquecimento global abaixo do nível de dois graus Celsius que os cientistas afirmam poder evitar as consequências mais devastadoras em termos de inundações, secas e outros eventos climáticos extremos.

(Reportagem adicional de Tom Koerkemeier em Bruxelas e Alister Doyle em Oslo)

Fonte: Reuters Brasil

http://naturezaepaz.blogspot.com.br/p/contatos.html
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