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COP30: Cidades destaca sustentabilidade e parceria público-privada em evento da CNI


15/10/2025

Secretário Hailton Madureira reforçou o papel da agenda urbana nas ações climáticas

O secretário-executivo do Ministério das Cidades, Hailton Madureira, participou nesta quarta-feira (15) da abertura do evento “Pré-COP30 – O papel do setor privado na agenda climática”, promovido pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), em Brasília, no âmbito da iniciativa Sustainable Business COP. Também participaram da solenidade o presidente da CNI, Ricardo Alban, o chair da Sustainable Business COP, Ricardo Mussa, e o High-Level Climate Champion da COP30, Dan Ioschpe.

Em sua fala, o secretário representou o ministro das Cidades, Jader Filho, e destacou que o Brasil vive um momento histórico às vésperas da COP30, que será realizada em Belém (PA) em novembro. “Estamos a menos de um mês de um evento que coloca o Brasil e a Amazônia no centro da agenda global. E é nas cidades, onde vivem 87% dos brasileiros, que os efeitos das mudanças climáticas se manifestam com mais força”, afirmou.

O secretário ressaltou que o Ministério das Cidades incorporou de forma permanente a agenda ambiental à formulação das políticas públicas urbanas, por meio da criação da Diretoria de Sustentabilidade, responsável por incluir critérios ecológicos e de eficiência energética em programas como o Minha Casa, Minha Vida e em ações de mobilidade urbana. “Não haverá justiça climática sem justiça urbana. As cidades concentram emissões, mas também são o espaço onde construiremos as soluções”, reforçou.

Foram destacados investimentos do governo federal de R$ 4,7 bilhões em Belém, voltados à infraestrutura urbana associada à COP30, que ficarão de legado para a capital paraense, e mais de R$ 90 bilhões do Ministério das Cidades em ações em todo o país. Os recursos incluem projetos de prevenção de desastres, drenagem urbana, mobilidade sustentável e urbanização de favelas.

O secretário-executivo também anunciou a criação de um fundo para cidades sustentáveis, com previsão de lançamento nas próximas semanas em parceria com a Caixa Econômica Federal, que apoiará municípios — especialmente os pequenos — na elaboração e execução de projetos urbanos com foco ambiental.

Hailton Madureira ressaltou ainda a importância da parceria entre o setor público e a iniciativa privada para a transição verde. “Não vamos conseguir avançar sem o setor privado. É ele que terá papel fundamental na implementação do novo marco do saneamento, na mobilidade e na construção civil”, disse. O ministério vem incentivando o setor da construção civil e empresas que adotem processos de baixo carbono a participar do programa Minha Casa, Minha Vida.

Como exemplo de construção sustentável, o secretário citou o projeto de 45 casas ecológicas na Ilha do Combu, em Belém, construídas com madeira apreendida e equipadas com sistemas de captação de água da chuva, que serão apresentadas durante a COP30.

“O Brasil tem uma matriz elétrica 80% limpa e condições únicas de liderar a transição verde. Temos um desafio e oportunidade, de tornar a COP30 em um exemplo de convergência entre os setores público e privado, mostrando que desenvolvimento e sustentabilidade não são caminhos opostos”, concluiu.

Fonte: Ministério das Cidades

CNI entrega proposta do setor para COP-21



25/08/2015

O Presidente da CNI, Robson Braga de Andrade, encaminhou em junho o documento “Propostas da indústria brasileira para o novo acordo de mudança do clima, com contribuições do setor industrial para a agenda de mudanças climáticas” para o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira. A expectativa é que o governo brasileiro considere as sugestões do setor nas negociações durante a COP-21, que acontece entre os dias 30 de novembro e 11 de dezembro, em Paris, na França. 

O documento foi elaborado em parceria com 11 associações setoriais e com as federações estaduais das indústrias. A CNI defende que a proposta brasileira tenha como meta o desenvolvimento de longo prazo e seja construída em sintonia com o planejamento energético e com a política econômica do Brasil. O documento inclui ainda que o novo acordo da COP-21 englobe mecanismos de mercado que criem condições economicamente atrativas para a participação da indústria, propiciando fontes de financiamento e acesso a tecnologias de baixa emissão. A CNI recomenda, ainda, que o novo acordo climático contemple o princípio das responsabilidades comuns, porém diferenciadas entre países e que as ações e os esforços de redução das emissões de gases do efeito estufa já empreendidos pelo Brasil sejam reconhecidos e contabilizados nas negociações.



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