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INDÍGENAS APRESENTAM PLANO AMBIENTAL

01/05/2018

Os Tenetehára são os primeiros indígenas do Maranhão a concluírem o etnomapeamento, essencial para a conservação ambiental de suas terras.

Tenetehára apresentam o PGTA
Gilberto Soares/MMA
Lideranças da tribo Tenetehára se reuniram na quinta-feira (26), em Brasília, com técnicos do Ministério do Meio Ambiente (MMA) para apresentar o Plano de Gestão Territorial e Ambiental para a terra indígena Caru, no Maranhão. O etnomapeamento da área demarcada de 172 mil hectares no município de Bom Jardim, habitada pela etnia, é resultado de chamada pública realizada em 2016 com recursos do Ministério do Meio Ambiente.

Acesse fotos da reunião

O trabalho realizado pela Associação Wirazul, composta por membros da tribo, é um instrumento de gestão ambiental e territorial, onde os próprios indígenas definem o uso dos recursos naturais e as medidas de conservação ambiental. Para Rodrigo Lima Medeiros, da coordenação de Agroextrativismo do Ministério, o Plano de Gestão contribui para melhoria da qualidade de vida dos povos indígenas. “São regras de convivência entre eles e sua relação com o território”, explica.

A Terra Indígena Caru é próxima da Reserva Biológica Gurupi, extensa área do bioma Amazônia.  É prioridade, estabelecida pelo MMA, que a região onde está situada seja transformada em um mosaico de áreas protegidas. Entendimentos nesse sentido vêm sendo mantidos pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) junto às comunidades da região.  Além delas, fariam parte do arranjo, as terras indígenas Awa e Alto Turiassu. O projeto contempla a conservação da vegetação nativa do bioma e várias espécies da fauna e da flora, algumas em risco de extinção.

POLÍTICA NACIONAL

A chamada pública, realizada no âmbito da Política Nacional de Gestão da Terras Indígenas (PNGATI), contemplou ainda quatro outros projetos, que estão em fase de conclusão. O objetivo fundamental da política, instituída pelo governo federal, é estimular os povos indígenas a protagonizarem a gestão do próprio território.  Para a conservação do meio ambiente, os indígenas são considerados parceiros estratégicos. Por viverem na terra e compartilharem suas tradições, eles acabam atuando como agentes ambientais. “Protegem a terra contra a invasão de madeireiros, garimpeiros e caçadores e ajudam a combater o desmatamento ilegal”, conclui Rodrigo Medeiros.

Por: Paulenir Constâncio/ Ascom MMA



PROGRAMA FORTALECE GESTÃO DAS PAISAGENS

Parque Estadual de Corumbiara (RO) - Rosinaldo Machado/ Arquivo ARPA

01/04/2018

Instituído pelo Ministério do Meio Ambiente, o Conecta tem por objetivo promover a conectividade de ecossistemas.

A gestão das paisagens no Brasil ganhou uma importante ferramenta nesta quarta-feira. O Ministério do Meio Ambiente (MMA) instituiu, o Programa Nacional de Conectividade de Paisagens (Conecta), por meio da Portaria nº 75, publicada no Diário Oficial da União (DOU). O objetivo é promover a conectividade de ecossistemas e gestão das paisagens a partir de políticas públicas integradas.

A proposta é que a iniciativa proporcione o desenvolvimento sustentável, estimule a sinergia entre a conservação da natureza, a manutenção dos processos ecológicos e a prosperidade social, econômica e cultural, contribuindo para a redução dos efeitos da mudança do clima sobre o ambiente. A linha de atuação do Conecta será baseada nos seguintes eixos temáticos: conservação e recuperação ambiental; gestão territorial; e produção sustentável.

Segundo o secretário-executivo do ministério, Edson Duarte, o MMA e o ministro Sarney Filho dão um passo importante na institucionalização de um dos mais importantes e estratégicos programas ambientas do país. "Eu diria até do mundo, por aquilo que representa a biodiversidade brasileira. A conectividade de paisagens, a integração de ambientes, a possibilidade de criar corredores e espaços ambientais que ajudem a preservar a nossa biodiversidade é um dos desafios", disse.

PAPEL ESTRATÉGICO

Edson Duarte afirma que o desafio é ainda maior após a criação de diversas unidades de conservação, da institucionalização do Cadastro Ambiental Rural (CAR), com suas reservas legais, que representam algo em torno de 100 milhões de hectares de áreas de preservação. "Tudo isso faz com que esse seja um programa estratégico e um dos mais importantes hoje em dia para o ministério", destacou.

O secretário de Biodiversidade do MMA, José Pedro de Oliveira Costa, lembrou que além de otimizar o intercâmbio e a soma de esforços, o programa de Conectividade traz inteligência à restauração de ecossistemas necessária à estabilização do clima. "Em todos seus aspectos de proteção da biodiversidade da qualidade e quantidade da água, culturais e socioeconômicos. Isso nas escalas regional, nacional e continental, incluídos os corredores marinhos e oceânicos", enfatizou ele.

COMITÊ

O programa será coordenado por um comitê, presidido pelo secretário-executivo do MMA. Além de representantes de cada uma das unidades da estrutura do ministério, participam representantes das unidades vinculadas ao MMA: Agência Nacional de Águas (ANA); Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama); Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio); e Jardim Botânico do Rio de Janeiro (JBRJ).

Além desses, o comitê contará com a presença de representantes de órgãos convidados, como os ministérios da Agricultura, Pecuária e Abastecimento; das Relações Exteriores; da Defesa; da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações; e da Fundação Nacional do Índio (Funai).


Por: Marta Moraes/ Ascom MMA



APLICATIVO CONECTA PESSOAS PARA PRESERVAR RIOS

Aplicativo engaja sociedade - Ilustração: Ascom/MMA

09/02/2018

Adotar uma nascente ajuda o país a enfrentar a crise hídrica e a restabelecer os cursos d´água para as gerações futuras.

Por: Luciene de Assis/ Ascom MMA

Um aplicativo de celular desenvolvido para conectar interessados em apoiar nascentes e proprietários de terras com fontes. Assim é o Plantadores de Rios, programa do Ministério do Meio Ambiente (MMA) que terá a divulgação reforçada durante o 8º Fórum Mundial da Água, entre 18 e 23 de março, em Brasília.

O Plantadores de Rios é um ambiente para cadastro de doadores, prestadores de serviços, fornecedores de insumos e voluntários, de forma a facilitar a execução das atividades de recuperação dos mananciais brasileiros.

Para adotar uma ou mais nascentes é necessário que tanto o interessado quanto o proprietário da área façam o cadastro, entrando no aplicativo. Precisa inserir e-mail e criar senha, colocar o nome completo, CPF e preencher os demais dados solicitados. O sistema é de acesso gratuito e compatível com smartphones e tablets dotados com sistema Android, a partir da versão 4.2.

Após concluir esse processo, basta marcar uma ou mais da lista de opções oferecidas, entre elas estão serviços como, por exemplo, colocação ou conserto de cerca, limpeza do local e/ou plantio de mudas. O tipo de ajuda será definido entre as partes interessadas.

Para receber o apoio, o produtor rural precisa ter propriedade cadastrada no Sistema Nacional de Cadastro Ambiental Rural (Sicar).

MAPEAMENTO

Mais de 15 milhões de hectares de áreas de preservação permanente estão mapeadas no Sicar - e mais de 6 milhões de hectares precisam ser recuperados. O sistema também cadastrou cerca de 1,5 milhões de nascentes, com diagnóstico da condição de conservação de cada uma delas.

Desenvolvido pela Universidade Federal de Lavras (Ufla), o aplicativo mostra o perfil do adotante, do proprietário, da propriedade e de cada rio e/ou nascente ali existente. Ambos, colaborador e beneficiário, podem conversar e trocar informações através de um chat, o andamento do trabalho iniciado ou por começar.

O sistema exibe o mapa da propriedade escolhida, sinalizando onde estão as cacimbas, rios e APPs, o município e o estado onde se localizam, as carências e o número de colaboradores que já se apresentaram. Através do software, é possível acompanhar a evolução das ações em andamento e o grau de recuperação dos mananciais.

DESTAQUE NA ONU

O Plantadores de Rios é uma iniciativa do Ministério do Meio Ambiente, por meio do Serviço Florestal Brasileiro (SFB). Lançado em junho de 2017, foi uma das oito iniciativas apresentadas no fórum "Inovações para Objetivos do Desenvolvimento Sustentável e Ação Climática", promovido pela Organização das Nações Unidas durante a 23ª Conferência das Partes sobre Mudanças Climáticas (COP 23), em novembro passado, em Bonn, na Alemanha.

SERVIÇO


Dúvidas e sugestões podem ser encaminhadas para plantadores-rios@florestal.gov.br


Cursos Online na área de Ciências Agrárias e da Terra

AVANÇA REVITALIZAÇÃO DO RIO SÃO FRANCISCO

Bacia Hidrográfica do São Francisco - Banco de Imagens ANA

23/12/2017

Representante do MMA apresenta em comissão na Câmara dos Deputados ações de recuperação da bacia hidrográfica do Velho Chico.

O governo federal está empenhado em promover a revitalização da Bacia Hidrográfica do Rio São Francisco, por meio de ações permanentes e integradas de preservação, conservação e recuperação ambiental, afirmou Larissa Alves da Silva Rosa, coordenadora substituta do Departamento de Revitalização de Bacias e Acesso à Água do Ministério do Meio Ambiente (MMA).

Ela participou, na tarde desta terça-feira (21/11), da audiência pública conjunta da Comissão Externa destinada a acompanhar a situação hídrica dos municípios de Minas Gerais e da Comissão de Meio Ambiente e de Desenvolvimento Sustentável da Câmara dos Deputados, em Brasília. A sessão foi convocada pela deputada Raquel Muniz (PSD/MG) para avaliar, especificamente, a situação do rio São Francisco e contou com a participação de parlamentares e convidados.

Larissa citou o programa de revitalização do São Francisco, o Novo Chico, lançado no ano passado pelo governo federal, que busca o uso sustentável dos recursos naturais, a melhoria das condições socioambientais e a disponibilidade de água em quantidade e qualidade para os usos múltiplos, principalmente irrigação das lavouras e consumo humano das populações locais.

O programa, segundo ela, engloba um conjunto de projetos e ações voltadas para a recuperação de áreas degradadas, preservação de nascentes, controle de processos erosivos e conservação da água e do solo e monitoramento da biodiversidade da flora e fauna nativas, entre outras medidas. “É um programa amplo que, além das ações de comando e controle, conta com iniciativas de articulação institucional com vários parceiros”, reforçou.

No momento, destacou Larissa, quatro itens do programa estão em processo bem avançado de implementação: o Zoneamento Ecológico Econômico (ZEE) da bacia do São Francisco, medida fundamental para ordenar os diferentes usos dos recursos do rio; a fiscalização preventiva integrada, para evitar novas agressões ao ambiente; a capacitação de gestores municipais, que vão atuar fortemente na área de educação ambiental; e o Centro de Recuperação de Áreas Degradas.

CONVERSÃO DE MULTAS

Larissa disse, ainda, que as ações de revitalização devem ganhar novo impulso com a recente edição do decreto 9.179/17, que permite a conversão de multas ambientais para ações de recuperação ambiental. “Vamos usar esse instrumento para aplicar os recursos em ações de implementação do Plano Novo Chico”, adiantou a coordenadora substituta. O decreto foi editado no mês passado e já está em vigor.

Além disso, ressaltou Larissa, haverá a instalação do Comitê Gestor do Rio São Francisco e a estruturação do Programa Nacional de Bacias Hidrográficas. Junto a isso, os gestores contam com o apoio de parlamentares por meio de emendas destinadas a viabilizar ações do programa. “São várias iniciativas, cada uma numa direção que, juntas, nos fazem vislumbrar um futuro melhor para o velho Chico”, concluiu.

Participaram ainda da audiência Marcos Airton de Souza Freitas, da Agência Nacional de Águas (ANA); Silvia Freedman Ruas Durães, do Comitê de Bacia do Rio São Francisco; e Inaldo Pereira Gomes Neto, diretor da área de revitalização da Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf).

FÓRUM MUNDIAL DA ÁGUA É DIVULGADO NA COP23

Sarney Filho divulga 8º Fórum da Água - Gilberto Soares/MMA

18/11/2018

Na Conferência do Clima, em Bonn, ministro promove encontro sobre recursos hídricos que será realizado em Brasília em março de 2018.

Os preparativos para o 8º Fórum Mundial da Água, que ocorrerá em Brasília no próximo ano, foram apresentados na Conferência do Clima, a COP 23, na Alemanha. O ministro do Meio Ambiente, Sarney Filho, destacou para a comunidade internacional como o Brasil está organizando o evento e como o encontro relacionará a questão hídrica com a questão climática. O tema foi debatido nessa segunda-feira (13/11), no Dia da Água promovido pelo Espaço Brasil na COP 23.

O ministro comentou os efeitos da mudança do clima na disponibilidade hídrica e destacou a importância da gestão para evitar prejuízos futuros. Para Sarney Filho, a articulação da sociedade no Fórum permitirá o estabelecimento de ações a nível nacional e global para os recursos hídricos. “Será uma oportunidade para engajar a sociedade e olhar para a questão da água com a seriedade que ele exige”, afirmou.

Sarney Filho encorajou, também, ações inovadoras como o programa Plantadores de Rios, que trabalha a recuperação de nascentes e áreas de preservação de cursos d’água no Brasil. Lançado em junho, o programa traz um aplicativo interativo que conectará proprietários de imóveis rurais com pessoas e instituições interessadas em investir na proteção e recuperação de florestas e outras áreas.

TEMAS

Marcado para ocorrer entre 18 e 23 de março, o Fórum trabalhará questões em temas centrais ligados a mudança do clima, populações, desenvolvimento, cidades, ecossistemas e financiamento para segurança hídrica. O tema central desta edição será Compartilhando Água, para enfatizar a importância do uso racional e sustentável da água. Questões ligadas aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) também integrarão a pauta do evento.

Além da apresentação do Fórum, o Dia da Água promovido pelo Espaço Brasil na COP 23 debateu assuntos como segurança alimentar, ações de conservação em áreas de manguezais e pagamentos por serviços ambientais. A equipe do MMA na Conferência do Clima apresentou, ainda, os resultados do Atlas Esgotos, levantamento feito pela Agência Nacional de Águas com um panorama do saneamento básico em todo o país.

ECONOMIA E CONSERVAÇÃO NA AMAZÔNIA

Amazônia: equilíbrio climático - Gilberto Soares/MMA

01/11/2017

ESPECIAL// Ações de fiscalização e desenvolvimento na região serão apresentadas pelo Brasil na Conferência do Clima, em novembro.

LUCAS TOLENTINO

Mais de 4 milhões de km² de Floresta Amazônica contribuem para o equilíbrio do sistema climático global. A área supera em mais de 10 vezes o tamanho de um país como a Alemanha e, pela sua importância, será tema central da atuação brasileira na Conferência do Clima, a COP 23, que começa na próxima segunda-feira (06/11) na cidade alemã de Bonn. A última matéria da série sobre a o Brasil na COP 23 aborda o potencial da floresta e as ações do governo federal para a conservação do bioma.

A queda no desmatamento resulta das medidas voltadas para a Amazônia. A redução foi de 16% entre agosto de 2016 e julho de 2017, em relação ao período imediatamente anterior. Esse é o intervalo de tempo usado para a medição do corte raso no bioma. “Conseguimos reverter a curva de desmatamento em decorrência da recomposição do orçamento dos órgãos de fiscalização”, analisa o ministro do Meio Ambiente, Sarney Filho.

Medidas capazes de impulsionar o desenvolvimento sustentável na região estão, agora, entre as prioridades do ministério. “O ideal é valorizar o bem ambiental de forma que a floresta em pé tenha maior valor do que a floresta derrubada”, afirma o ministro. Nesse sentido, Sarney Filho explicou que o país enfatizará, em Bonn, a necessidade de avanços nos mecanismos de pagamentos por serviços ambientais.

Em ambiente doméstico, o incentivo a uma economia florestal é um dos focos do Plano de Ação para Prevenção e Controle do Desmatamento na Amazônia Legal, o PPCDAm. Iniciada em 2016, a quarta fase do plano traz um eixo destinado a criar instrumentos normativos e econômicos para o setor produtivo sustentável. As linhas de ação incluem a ampliação de acesso ao crédito para as atividades de manejo florestal e a elaboração de acordos setoriais para combater o desmatamento.

ESPAÇO BRASIL

As políticas de conservação da Amazônia e dos demais biomas brasileiros integram a pauta de debates do Espaço Brasil na COP 23, uma área que será montada pelo governo federal na Conferência. O local abrigará extensa programação de discussões ao longo das duas semanas de realização da COP 23. O objetivo é envolver setor público, iniciativa privada, sociedade civil e academia nas diversas nos temas ligados à agenda climática.

A integração permitirá que o país cumpra sua meta no contexto do Acordo de Paris. Em relação ao papel da Amazônia nesse processo, o diretor de Florestas e Combate ao Desmatamento do MMA, Jair Schmitt, explica que todas as ações do departamento levam em conta a meta brasileira, conhecida como NDC no jargão técnico internacional. “A NDC do Brasil sinaliza o fortalecimento do Código Florestal, a recuperação da vegetação, a intolerância ao desmatamento ilegal e a promoção da economia florestal de base sustentável”, afirma.

POVOS TRADICIONAIS

Parque Estadual Chandless, reserva de proteção integral no Acre 
(Foto: Arquivo Arpa)

Os direitos e conhecimentos dos indígenas e dos povos tradicionais são respeitados nas ações de redução do desmatamento na Amazônia. A forma como isso ocorre é apresentada no Sumário de Salvaguardas. O MMA recebe, atualmente, contribuições à segunda edição do relatório, que deverá ser finalizado e entregue à Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (UNFCCC, na sigla em inglês) até o fim do ano. Para participar, é necessário enviar a planilha de contribuições para reddbrasil@mma.gov.br até 15 de novembro.

O documento apresentará informações sobre a implementação das salvaguardas no andamento do PPCDAm e do Fundo Amazônia no período de 2011 a 2015. Essas salvaguardas garantem, para fins de investimentos financeiros, que aspectos como proteção dos direitos dos povos indígenas, participação social e preservação de ecossistemas naturais estão sendo respeitadas nas ações de redução de emissões provenientes do desmatamento e da degradação florestal, conceito conhecido como REDD+.

SAIBA MAIS

Entre 6 e 17 de novembro, será realizada a vigésima terceira edição da Conferência das Partes (COP 23), também conhecida como Conferência do Clima. O evento reunirá representantes dos mais de 190 países signatários da Convenção da ONU sobre mudança do clima em Bonn, na Alemanha. Apesar de ocorrer no país europeu, a Conferência será presidida pela República das Ilhas Fiji, um pequeno país insular no Pacífico que corre riscos por conta do aumento dos níveis do oceano.

O Acordo de Paris é um esforço mundial para conter o aquecimento global. O pacto foi concluído em 2015, na COP 21, e tem o objetivo de limitar o aumento da temperatura média global a bem abaixo de 2ºC. Nesse contexto, cada país tem uma meta específica a cumprir. A meta do Brasil é considerada uma das mais ambiciosas e propõe a redução de 37% das emissões de gases de efeito estufa até 2025, com indicativo de cortar 43% até 2030. Para isso, são propostas ações para o conjunto da economia.

PB abre encontros estaduais do Água Doce

12/03/2017

Representantes do governo e de comunidades atendidas debatem execução do programa que leva água de qualidade ao semiárido.

PAD: água potável no semiárido
Paulo de Araújo/MMA
A cidade de Campina Grande (PB) sediará, nesta sexta-feira (10/03), o II Encontro Estadual do Programa Água Doce (PAD). A programação começa às 9 horas, no auditório da Universidade Estadual da Paraíba, localizado na Central de Aulas. 

O evento é o primeiro de uma rodada de encontros estaduais que acontece até maio em outros nove estados atendidos pelo programa. Em julho, está prevista a realização de um encontro nacional, em João Pessoa, capital paraibana. 

O objetivo do encontro é realizar uma discussão técnica para o aprimoramento do PAD, por meio da contribuição dos integrantes da coordenação nacional e estadual do programa, prefeitos eleitos, secretários municipais, representantes das comunidades atendidas com sistemas de dessalinização em funcionamento e das que estão em obras.

Aberto ao público, o encontro vai abordar temas ligados à gestão e execução do Água Doce na Paraíba e os diferentes estágios de desenvolvimento do programa por meio da atuação dos seus componentes: mobilização social, dessalinização, obras civis e sustentabilidade ambiental.

EMPENHO

O PAD é uma ação do governo federal, coordenada pelo Ministério do Meio Ambiente (MMA) em parceria com cerca de 200 instituições federais, estaduais, municipais e sociedade civil. Atende prioritariamente comunidades rurais localizadas no semiárido brasileiro. Hoje está presente em dez estados.

De acordo com analista ambiental do MMA, Samuel Coelho Rodrigues, a Paraíba vem se destacando na execução do Programa. “Fico feliz com o empenho do estado em executar bem o programa. Visitei os sistemas e percebo que as obras vêm sendo bem executadas, destacando positivamente a Paraíba por isso”, acrescentou.

Analistas ambientais e consultores do PAD estão na Paraíba desde o dia 7, em reunião técnica entre a coordenação nacional e atores locais. “Estamos fazendo o planejamento das ações para 2017 e discutindo questões relativas aos convênios com os estados”, explica o gerente da Secretaria de Recursos Hídricos e Qualidade Ambiental do MMA, Henrique Veiga. 

Ele destaca a participação das comunidades beneficiárias na gestão do Água Doce. “Essas contribuições são ouvidas e acolhidas e contribuem com o aprimoramento do programa”, afirma Henrique Veiga. 

ACESSO À ÁGUA

O programa Água Doce busca estabelecer uma política pública permanente de acesso à água de boa qualidade para o consumo humano por meio do aproveitamento sustentável de águas subterrâneas, incorporando cuidados ambientais e sociais na gestão de sistemas de dessalinização.

Em setembro do ano passado, o MMA concluiu o repasse dos recursos do convênio no estado, no valor de R$ 3,4 milhões. A previsão é de que sejam implantados 93 sistemas de dessalinização, envolvendo R$ 22 milhões em recursos (federais e estaduais). Desse total, 15 já foram entregues, beneficiando 1.753 famílias (aproximadamente 7 mil pessoas) no semiárido paraibano e quarenta estão em fase de obras. 

Os recursos são resultado de convênio firmado entre o MMA e a Secretaria de Estado de Infraestrutura, Recursos Hídricos, Meio Ambiente e Ciência e Tecnologia. 



Inscrições do Prêmio Nacional da Biodiversidade seguem abertas até 22 de novembro

O programa de valorização do jaborandi foi vencedor do prêmio do ano passado
Arquivo/Centroflora
01/11/2016

O objetivo é reconhecer o mérito de iniciativas, atividades e projetos que se destacam por buscar a melhoria do estado de conservação das espécies da biodiversidade

As inscrições para o Prêmio Nacional da Biodiversidade (PNB) podem ser feitas até 22 de novembro. O resultado será divulgado em 22 de maio de 2017, em Brasília, durante as comemorações pelo Dia Internacional da Biodiversidade. Os finalistas recebem certificado de participação e os vencedores, um troféu. 

Promovido pelo Ministério do Meio Ambiente (MMA) em parceria com o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) e Jardim Botânico do Rio de Janeiro, o PNB tem inscrições gratuitas, pela internet. 

O objetivo é reconhecer o mérito de iniciativas, atividades e projetos que se destacam por buscar a melhoria do estado de conservação das espécies da biodiversidade brasileira, incluindo a manutenção ou a mudança para uma categoria de menor risco de extinção, contribuindo para a implantação das Metas Nacionais de Biodiversidade. 

Critérios

Também são elegíveis experiências que comprovem o alcance de ao menos um dos critérios: redução do declínio ou aumento do tamanho da população; redução da fragmentação ou aumento da conectividade entre as subpopulações; ampliação da área de distribuição da espécie, mesmo que seja por identificação de novas áreas ou redução de ameaças às populações. 

"A prorrogação do prazo de inscrição possibilita ampliar a participação e alcançar outros projetos que possam concorrer ao Prêmio”, explica Marília Marini, diretora-adjunta do Departamento de Conservação da Biodiversidade, do MMA.

Categorias

O PNB disponibiliza sete categorias: sociedade civil; empresas; iniciativas comunitárias; academia; órgãos públicos; imprensa e MMA. O vencedor em cada uma delas será escolhido entre três finalistas, que concorrem também ao prêmio especial Júri Popular, definido por meio de votação eletrônica.  

Os critérios avaliados pela comissão julgadora serão a efetividade quanto ao estado de conservação da espécie, impactos ambiental, social e, inovação. Na categoria Imprensa, também será levado em conta o alcance da matéria ou reportagem. 



Governo federal e DF se unem pelo Cerrado

10/09/2016

Serviço Florestal Brasileiro apoiará programa de recuperação e conservação do bioma com recursos e suporte técnico.

Deusdará e Rollemberg: parceria
Gilberto Soares/MMA
No dia 11 de setembro é comemorado o Dia Nacional do Cerrado. Para celebrar a data, o Ministério do Meio Ambiente (MMA) e o Governo do Distrito Federal (GDF) estabeleceram, nesta sexta-feira (09/09), uma parceria para a conservação do bioma. A iniciativa será realizada por meio do Serviço Florestal Brasileiro (SFB), órgão vinculado ao MMA.

A parceria foi formalizada pelo governador do DF, Rodrigo Rollemberg, e pelo diretor do SFB, Raimundo Deusdará Filho, representando o ministro do Meio Ambiente, Sarney Filho. O pacto foi firmado durante evento de lançamento do Programa Piloto Recupera Cerrado DF, na Virada do Cerrado.

Na cerimônia de lançamento do programa, o diretor do SFB fez uma entrega simbólica da base georreferenciada do Cadastro Ambiental Rural (CAR) do DF ao governador Rollemberg. O intuito é subsidiar a definição das áreas prioritárias de recuperação e a formulação de políticas públicas.

No contexto do programa, o SFB apoiará com recursos e com conhecimento, contribuindo em três frentes: no cadastramento rural, na regularização ambiental e com a realização do Inventário do Cerrado. Segundo Deusdará, o Serviço Florestal, juntamente com o GDF, formalizará um edital para o plantio e recuperação de áreas alteradas nas bacias do Descoberto e São Bartolomeu.

CONTRIBUIÇÃO

Recursos de compensação ambiental passarão a ser depositados em um fundo para preservação e conservação do Cerrado, a ser criado no edital. A cada real obtido por compensação, o SFB contribuirá com mais um real. “É o governo federal apoiando o fortalecimento de uma política de recuperação do Cerrado. Mas só teremos sucesso se contarmos com o apoio da população”, afirmou o governador.

O SFB auxiliará ainda no fortalecimento de cadeias produtivas de sementes e mudas do Cerrado, gerando emprego, renda e inclusão social. Foi colocado também à disposição do governo local o Inventário Florestal Nacional no DF, publicado neste ano pelo órgão, iniciativa que será ampliada. “Com recursos de 16 milhões de dólares do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), iremos realizar, nos próximos cinco anos, o inventário nacional de todo o bioma”, destacou Deusdará.

Para o secretário do Meio Ambiente do DF, André Lima, a contribuição do MMA é fundamental. “Por meio dela, vamos incluir no Programa outras modalidades de preservação do Cerrado, indo além do plantio de mudas”, destacou. “O governo federal está contribuindo não só com aporte de recursos como também com a expertise do SFB e de seu corpo técnico. Reconhecemos a liderança do SFB na agenda florestal brasileira”, afirmou.

Além do lançamento do Programa Recupera Cerrado, durante o evento, o governador Rodrigo Rollemberg assinou o projeto de lei que regulamenta ações da Fundação Jardim Botânico e um decreto criando o Comitê Distrital da Reserva da Biosfera do bioma.

Assessoria de Comunicação Social (Ascom/MMA): (61) 2028-1227

PRÊMIO NACIONAL DE BIODIVERSIDADE – 2° EDIÇÃO



10/09/2016

O PRÊMIO NACIONAL DA BIODIVERSIDADE, instituído pela Portaria MMA nº 188, de 22 de maio de 2014, tem por finalidade reconhecer o mérito de iniciativas, atividades e projetos que se destacam por buscarem a melhoria do estado de conservação das espécies da biodiversidade brasileira, contribuindo para o alcance das Metas Nacionais de Biodiversidade.

Podem concorrer ao Prêmio iniciativas, atividades e projetos concluídos ou em estágio avançado de execução, que apresentem resultados e impactos comprovados para a melhoria do estado de conservação da biodiversidade brasileira.

A Segunda Edição do PRÊMIO NACIONAL DA BIODIVERSIDADE contemplará 07 (sete) categorias para inscrição de iniciativas relacionadas à melhoria no estado de conservação ou divulgação da biodiversidade brasileira:

I – Sociedade Civil
II – Empresas
III- Iniciativas Comunitárias
IV – Academia
V – Órgãos públicos
VI – Imprensa
VII – Ministério do Meio Ambiente

Cronograma:

Inscrições: 30 de junho de 2016 a 22 de outubro de 2016
Avaliação: até 18 de abril de 2017
Divulgação dos finalistas: 22 de abril de 2017
Cerimônia de premiação: 22 de maio de 2017

Acesse o Edital (Edital nº 1, de 28 de junho de 2016)

Informações adicionais:

premionacionaldabiodiversidade@mma.gov.br

Fonte: PND


Cartilha grátis ensina técnicas de bioconstrução

A cartilha é extremamente útil para quem deseja entender melhor a bioconstrução 
e conhecer detalhes de diferentes técnicas. | Foto: Earthship/Facebook

27/08/2016

O material foi criado pelo MMA e está disponível para download gratuito.

A bioconstrução se baseia no princípio de que é possível construir tendo um impacto ambiental muito baixo. Para promover este conceito e apresentar técnicas práticas, o Ministério do Meio Ambiente disponibiliza gratuitamente uma cartilha on-line para capacitação e informação acerca do tema e suas devidas metodologias.

Apesar de ter sido criado para um curso do Programa de Apoio ao Ecoturismo e à Sustentabilidade Ambiental do Turismo – Proecotur, o material é extremamente útil para quem deseja entender melhor a bioconstrução e conhecer detalhes de diferentes técnicas sustentáveis e ambientalmente corretas de construção.

Um dos intuitos desta cartilha é oferecer opções para que as comunidades tenham autonomia e sejam capazes de, através de técnicas tradicionais, garantirem suas necessidades sem a dependência de outros grupos. Neste sentido, o primeiro passo é pensar além do comum, é enxergar todos os materiais, sejam eles naturais ou residuais como matéria-prima em potencial.

Utilizar materiais locais, como terra, pedra, palha e madeira é outro ponto de destaque na cartilha. Com esta mudança de paradigmas, o programa passa para a segunda etapa, a observação das condições climáticas, para que os elementos naturais, como o sol e o vento, sejam usados como aliados na obra.

A apresentação de diferentes técnicas tradicionais e eficientes para a construção forma o terceiro bloco de instruções. Superadobe, adobe, COB, taipa de mão, taipa de pilão, são apenas algumas das metodologias apresentadas com detalhes e exemplos práticos. Os cuidados necessários com o abastecimento e saneamento também estão detalhados no material.

O livreto é indicado para qualquer pessoa que queira aprofundar seus conhecimentos acerca da bioconstrução e também para quem deseja iniciar uma obra sustentável e não sabe por onde começar. Além de ter menos impactos ambientais, este tipo de construção custa muito menos do que as tradicionais.

Clique aqui para fazer o download da cartilha.

Fonte: CICLOVIVO


Brasil sai na frente na agenda climática

Comissão debate participação na COP 22
Marcos Oliveira/Agência Senado
24/08/2016

Audiência no Senado Federal destaca que medidas nos setores de energia e conservação já contribuem para o cumprimento das metas nacionais.

Mesmo antes de o Acordo de Paris sobre mudança do clima entrar em vigor, o Brasil já avança no cumprimento das metas nacionais para conter o aquecimento global. Em audiência pública nesta terça-feira (23/08) no Senado Federal, representantes do Ministério do Meio Ambiente (MMA) e do Legislativo declararam que medidas adotadas neste ano fizeram o país sair na frente na agenda para desenvolvimento de uma economia de baixo carbono.

Além da rápida ratificação pelo Congresso Nacional do Acordo de Paris, ações na área energética alavancam a liderança brasileira no tema. O diretor de Mudanças Climáticas do MMA, Adriano Santhiago, ressaltou a aprovação da lei que aumenta os percentuais de adição de biodiesel ao óleo diesel. Segundo ele, essa legislação poderá antecipar o alcance da meta de aumentar em 18% a participação de bioenergia sustentável na matriz energética até 2030.

Os avanços nas políticas de monitoramento e controle nos biomas brasileiros também foram lembrados. Santhiago afirmou que a quarta fase do Plano de Prevenção e Controle do Desmatamento na Amazônia Legal começa agora e está alinhada às metas internacionais do Brasil no contexto do Acordo de Paris. “A gente espera que a rapidez das respostas brasileiras influencie os demais países a terem ambição nessa agenda”, afirmou.

OTIMISMO

Os próximos passos do Brasil na agenda também foram analisados na audiência pública da Comissão Mista Permanente sobre Mudanças Climáticas. A principal questão é a participação brasileira na 22ª Conferência das Partes (COP 22), marcada para novembro, em Marrakesh. “A projeção é otimista, mas depende de como os outros países vão atuar”, ponderou o subsecretário-geral de Meio Ambiente do Itamaraty, embaixador José Antonio Marcondes de Carvalho.

A COP 22 terá como desafio regulamentar o Acordo de Paris, alinhavado em dezembro do ano passado por 195 nações. Juntas, elas selaram um pacto com esforços para evitar o aumento da temperatura média do planeta e os prejuízos associados. “Os piores cenários estão se confirmando e os últimos meses foram os mais quentes da história”, alertou o diretor executivo do CBC, Alfredo Sirkis. “A situação é preocupante com incêndios e enchentes em diversos lugares.”

SAIBA MAIS

Um esforço global para conter a mudança do clima, o Acordo de Paris segue uma série de ritos para começar a valer. O pacto foi concluído pela comunidade internacional no fim do ano passado, na COP 21, e assinado em abril último. Agora, cada país que aderiu ao protocolo precisa transformá-lo em lei nacional. Para entrar em vigor, é necessário que pelo menos 55 países responsáveis por 55% das emissões globais de carbono ratifiquem o acordo.

Entre as potências mundiais, o Brasil é o que está mais avançado nesse processo. O Senado Federal aprovou no último dia 11 o projeto de decreto-legislativo que valida a adesão brasileira ao pacto, já apreciado, em julho, pela Câmara dos Deputados. Com isso, o país já está autorizado pelo Legislativo a depositar o instrumento de ratificação perante as Nações Unidas.

No contexto do Acordo de Paris, a meta brasileira de redução de emissões de gases de efeito estufa prevê mudanças em todos os setores da economia e, por isso, é considerada internacionalmente como uma das mais ambiciosas. O objetivo é cortar as emissões de carbono em 37% até 2025, com o indicativo de redução de 43% até 2030 – ambos em comparação aos níveis de 2005.

Assessoria de Comunicação Social (Ascom/MMA): (61) 2028-1227


Ambientalistas defendem criação do Santuário das Baleias do Atlântico Sul

A proposta de criação do Santuário foi feita por iniciativa do governo brasileiro, 
em 2000, com adesão da Argentina - Foto: Rui Freitas Rego/Flickr/(cc)

24/08/2016

Por Cristina Indio do Brasil, da Agência Brasil

Ambientalistas estão confiantes de que a Comissão Internacional Baleeira (CIB) aprove na próxima reunião que vai ocorrer, em setembro, na Eslovênia, a criação do Santuário das Baleias do Atlântico Sul para estimular atividades de pesquisa e de manejo na região.

O Ministério do Meio Ambiente lançou no dia 18 de agosto, na Casa Brasil, no Boulevard Olímpico, região portuária do Rio, uma campanha internacional em defesa da área de conservação das grandes espécies de cetáceos (mamíferos marinhos) que habitam o Atlântico. Além do Brasil, a proposta é apoiada pela Argentina, pelo Uruguai, pela África do Sul e pelo Gabão.

A diretora do Instituto Baleia Jubarte, Márcia Engel, que participou do lançamento da campanha, disse que na última reunião faltaram apenas quatro votos para a aprovação e agora a estratégia é neutralizar alguns votos contrários e fazer com que países que não votaram compareçam. “Existe a possibilidade e a expectativa de que vários países ou que votaram contra se abstenham ou que não estavam presentes na reunião e são aliados históricos, como Portugal, por exemplo, Índia que é um parceiro, que dessa vez compareçam e votem”, disse.

Para Márcia Engel, de agora em diante é preciso haver um esforço diplomático para fazer o convencimento de outros governos

Para Márcia Engel, de agora em diante é preciso haver um esforço diplomático para fazer o convencimento de outros governos. “Vamos precisar de um esforço diplomático dos países patrocinadores da proposta, em um esforço intensivo para pegar estes votos que faltam e a sociedade civil participando e se mobilizando é super importante”, disse.

O ministro do Meio Ambiente, José Sarney Filho, disse que o Ministério de Relações Exteriores está preparado para este trabalho. “Há um diferencial desta vez. Primeiro que nós perdemos a última votação por muitos poucos votos. Agora temos um engajamento do governo brasileiro como um todo. O ministro de Relações Exteriores, José Serra, está muito envolvido. O Itamaraty está envolvido. O Ministério do Meio Ambiente, as organizações da sociedade civil, grandes ONGs do mundo estão se envolvendo também. Acho que este diferencial vai fazer na hora com que aqueles poucos votos que a gente não teve na vez passada a gente possa ter. Estou muito esperançoso”, disse.

A diretora do Instituto Baleia Jubarte, Márcia Engel, acredita que é preciso haver um 
esforço diplomático para convencer outros governos a apoiarem a criação do santuário 
Foto: Cristina Indio do Brasil/Agência Brasil

Sarney Filho disse que na última reunião o Marrocos votou contra, mas ele tem informações do governo marroquino de que a posição será revista. Para o ministro, a mobilização dos apoiadores está despertando uma reflexão nos países que não têm interesse próprio e acabam aceitando a influência de outros que permitem a caça de baleias, como o Japão.

A proposta de criação do Santuário foi feita por iniciativa do governo brasileiro, em 2000, com adesão da Argentina. Juan Pablo Paniego, representante da Argentina na CIB, disse que ela se insere em um contexto muito difícil porque, mesmo diante da proibição da caça de baleias, há países que tentam burlar utilizando caças permitidas como avaliação científica ou em comunidades aborígenes para subsistência.

“Alguns países continuam fazendo caça de subsistência aborígene, mas com forte componente comercial. Por exemplo, se pode achar carne de baleia, caçada em países que têm uma cota de subsistência aborígene, mas em restaurante gourmet, então, tem um componente comercial muito forte”, disse.

Quem quiser apoiar a campanha de criação do santuário pode fazer por meio do site do Ministério do Meio Ambiente, que pretende conseguir um abaixo-assinado popular para pressionar os governos a aprovarem a medida. Nas redes sociais basta usar #santuárioeuapoio. A primeira vez que a proposta de criação foi submetida à votação na CIB foi em 2001. Desde lá já passou por várias apreciações sempre alcançando número maior de votos do que na consulta anterior. A comissão é formada por mais de 80 países e, segundo o ministro, é necessário atingir 75% dos votos.

Fonte: Portal EcoD


Ativistas defendem inclusão dos catadores

Debate: reciclagem inclusiva - Paulo de Araújo/MMA

24/08/2016

Representantes da categoria discutem gestão de resíduos sólidos em evento promovido pelo MMA nas Olimpíadas Rio 2016.

O ex-catador Tião Santos e os sete irmãos cresceram no lixão do Jardim Gramacho, no Rio de Janeiro. Trabalhavam com a coleta de resíduos para sobreviver. Criativo, Tião dava novas utilidades àquilo que os outros jogavam fora. Depois de muita batalha, protagonizou o documentário “Lixo Extraordinário”. Hoje, aos 37 anos, é exemplo de engajamento e milita tanto pela dignidade da categoria quanto pela questão ambiental.

A história de Tião e a questão dos resíduos sólidos foram debatidas nesta sexta-feira (19/08), no Rio de Janeiro, nos Diálogos Brasil Sustentável, promovidos pelo Ministério do Meio Ambiente (MMA) na programação do governo federal nas Olimpíadas Rio 2016. “O preconceito já nasce na sociedade, que não reconhece o catador como cidadão”, alertou Tião, durante o debate. “É essencial a humanização do trabalho dessas pessoas que sequer são vistas”, completou.

VALORIZAÇÃO

A inclusão social dos catadores e a conscientização da população surgiram como uma das principais medidas para a questão dos resíduos sólidos. “A reciclagem nasce da pobreza e da exclusão social, e não da educação ambiental. Isso tem de mudar”, defendeu Tião. “O que buscamos é a valorização e o reconhecimento das bases”, acrescentou o representante do Movimento Nacional dos Catadores Materiais Recicláveis, Custódio Chaves.

O papel de cada um na gestão dos resíduos sólidos também foi abordado no debate. O gerente do Departamento de Ambiente Urbano do MMA, Eduardo Rocha, afirmou que as responsabilidades começam dentro de casa e vão até os fabricantes e gestores públicos. “Os grandes eventos realizados no Brasil recentemente já mostram um movimento grande das prefeituras na coleta de resíduos”, exemplificou.

CONSERVAÇÃO

Os Diálogos Brasil Sustentável desta sexta-feira também incluíram debates sobre a extinção de espécies de plantas e animais. “A proteção das espécies é fundamental para fornecer uma agenda positiva de conservação para o século 21”, pontuou o biólogo e especialista em ecologia Fernando Fernandez, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). “As políticas públicas são a solução para questões como reflorestamento”, resumiu a pesquisadora Eline Martins, do Jardim Botânico do Rio de Janeiro.

Edição: Alethea Muniz
Assessoria de Comunicação Social (61): 2028-1227



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