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Abordagem nociva de Estados da União Europeia em relação à migração coloca o direito ao asilo em perigo em todo o mundo

Foto: Alessandro Penso

22/06/2016

MSF não receberá mais fundos de Estados-membros e de instituições da União Europeia

A organização humanitária internacional Médicos Sem Fronteiras (MSF) anunciou hoje (17/6) que não irá mais receber fundos da União Europeia (UE) e de seus Estados-membros, em oposição às suas políticas de dissuasão danosas e à intensificação das tentativas de empurrar as pessoas e seu sofrimento para longe da costa da Europa. Essa decisão entrará em vigor imediatamente e será válida para todos os projetos de MSF no mundo.

Três meses após a assinatura do acordo entre UE e Turquia, que governos europeus consideram um êxito, são as pessoas necessitadas de proteção que estão arcando com seu custo humano. Nas ilhas gregas, mais de 8 mil pessoas, incluindo centenas de menores desacompanhados, estão retidas como uma consequência direta do acordo. Elas estão vivendo em condições extremamente precárias, em acampamentos superlotados, por vezes durante meses. Temem um retorno forçado à Turquia enquanto são privadas de apoio jurídico, sua única defesa contra a expulsão coletiva. A maioria dessas famílias, que a Europa afastou dos olhos do público por meio de disposições legislativas, fugiu do conflito na Síria, no Iraque e no Afeganistão.

“Há meses MSF tem se pronunciado abertamente sobre a resposta vergonhosa da Europa, mais focada em dissuadir essas pessoas do que em lhes oferecer a assistência e a proteção de que necessitam”, disse Jérôme Oberreit, secretário-geral internacional de MSF. “O acordo entre UE e Turquia vai ainda além, e colocou o próprio conceito de ‘refugiado’ e a proteção que ele oferece em perigo.”

Na semana passada, a Comissão Europeia revelou uma nova proposta para replicar a lógica do acordo UE-Turquia em mais de 16 países da África e do Oriente Médio. Esses acordos imporiam cortes no comércio e na ajuda ao desenvolvimento a países que não contém o fluxo migratório para a Europa ou facilitam retornos forçados, recompensando aqueles que o fazem. Entre os potenciais parceiros estão Somália, Eritreia, Sudão e Afeganistão – quatro dos 10 países que mais geram refugiados*.

Jérôme Oberreit - secretário-geral internacional de MSF
(Foto: Alex Yallop/MSF)
“A única oferta da Europa aos refugiados é que eles fiquem em países de onde estão desesperados para fugir? Mais uma vez, o foco principal da Europa não está na proteção das pessoas, mas na maneira mais efetiva de mantê-las distante”, disse Jérôme Oberreit.

O acordo entre UE e Turquia estabelece um precedente perigoso para outros países que abrigam refugiados, enviando uma mensagem de que cuidar de pessoas forçadas a deixar suas casas é opcional e que eles podem se eximir de sua responsabilidade de prover asilo. No mês passado, o governo queniano citou a política migratória europeia para justificar sua decisão de fechar o maior campo de refugiados do mundo, Dadaab, enviando seus residentes de volta para a Somália. Do mesmo modo, o acordo não faz nada para encorajar países ao redor da Síria, que já abrigam milhões de refugiados, a abrir suas fronteiras para aqueles que precisam.

“A tentativa da Europa de terceirizar o controle migratório está tendo um efeito dominó, com fronteiras fechadas em todo o caminho até a Síria. As pessoas têm cada vez menos locais para onde fugir”, disse Jérôme Oberreit. “Será que a situação em Azaz, onde 100 mil pessoas estão presas entre fronteiras fechadas e frentes de batalha, se tornará a regra, não a exceção mortal?”

O pacote financeiro do acordo UE-Turquia inclui 1 bilhão de euros em ajuda humanitária. Há, sem dúvida, necessidades na Turquia, um país que abriga, atualmente, quase três milhões de refugiados sírios. Mas essa ajuda foi negociada como uma recompensa por promessas de controle fronteiriço, em vez de ser baseada exclusivamente nas necessidades. Essa instrumentalização da ajuda humanitária é inaceitável.

“Políticas de dissuasão apresentadas para o público como soluções humanitárias só exacerbaram o sofrimento das pessoas em necessidade. Não há nada remotamente humanitário nessas políticas. Elas não podem se tornar a norma e devem ser questionadas”, disse Jérôme Oberreit. “MSF não receberá fundos de instituições e governos cujas políticas são tão prejudiciais. Estamos pedindo aos governos europeus que alterem suas prioridades – em vez de maximizar o número de pessoas que eles podem deportar, eles devem maximizar o número de pessoas que recebem e protegem.”

* Relatório do Acnur “Tendências Globais 2015”. Disponível aqui.

MSF tem prestado assistência às pessoas que fazem a travessia do mar Mediterrâneo para a Europa desde 2002. Apenas nos últimos 18 meses, médicos de MSF trataram cerca de 200 mil homens, mulheres e crianças na Europa e no mar Mediterrâneo. Atualmente, a organização está atendendo refugiados e imigrantes na Grécia, na Sérvia, na França, na Itália e no mar Mediterrâneo, bem como em países na África, na Ásia e no Oriente Médio.

As atividades de MSF são financiadas majoritariamente por doações privadas (92%). No entanto, a organização também está envolvida em algumas parcerias financeiras com doadores institucionais para programas específicos. Em 2015, os fundos de instituições da UE representaram 19 milhões de euros, enquanto fundos dos Estados-membros representaram 37 milhões de euros. MSF também utilizou 6,8 milhões de euros recebidos do governo norueguês. Em 2016, além da Comissão Europeia, MSF está envolvida em parcerias com nove Estados-membros europeus: Bélgica, Dinamarca, Irlanda, Luxemburgo, Países Baixos, Espanha, Suécia e Reino Unido.


Abordagem nociva de Estados da União Europeia em relação à migração coloca o direito ao asilo em perigo em todo o mundo

Foto: Alessandro Penso

18/06/2016

MSF não receberá mais fundos de Estados-membros e de instituições da União Europeia

A organização humanitária internacional Médicos Sem Fronteiras (MSF) anunciou hoje (17/06) que não irá mais receber fundos da União Europeia (UE) e de seus Estados-membros, em oposição às suas políticas de dissuasão danosas e à intensificação das tentativas de empurrar as pessoas e seu sofrimento para longe da costa da Europa. Essa decisão entrará em vigor imediatamente e será válida para todos os projetos de MSF no mundo.

Três meses após a assinatura do acordo entre UE e Turquia, que governos europeus consideram um êxito, são as pessoas necessitadas de proteção que estão arcando com seu custo humano. Nas ilhas gregas, mais de 8 mil pessoas, incluindo centenas de menores desacompanhados, estão retidas como uma consequência direta do acordo. Elas estão vivendo em condições extremamente precárias, em acampamentos superlotados, por vezes durante meses. Temem um retorno forçado à Turquia enquanto são privadas de apoio jurídico, sua única defesa contra a expulsão coletiva. A maioria dessas famílias, que a Europa afastou dos olhos do público por meio de disposições legislativas, fugiu do conflito na Síria, no Iraque e no Afeganistão.

“Há meses MSF tem se pronunciado abertamente sobre a resposta vergonhosa da Europa, mais focada em dissuadir essas pessoas do que em lhes oferecer a assistência e a proteção de que necessitam”, disse Jérôme Oberreit, secretário-geral internacional de MSF. “O acordo entre UE e Turquia vai ainda além, e colocou o próprio conceito de ‘refugiado’ e a proteção que ele oferece em perigo.”

Na semana passada, a Comissão Europeia revelou uma nova proposta para replicar a lógica do acordo UE-Turquia em mais de 16 países da África e do Oriente Médio. Esses acordos imporiam cortes no comércio e na ajuda ao desenvolvimento a países que não contém o fluxo migratório para a Europa ou facilitam retornos forçados, recompensando aqueles que o fazem. Entre os potenciais parceiros estão Somália, Eritreia, Sudão e Afeganistão – quatro dos 10 países que mais geram refugiados*.

Jérôme Oberreit - Secretário-Geral Internacional do MSF (Foto: Alex Yallop/MSF)

“A única oferta da Europa aos refugiados é que eles fiquem em países de onde estão desesperados para fugir? Mais uma vez, o foco principal da Europa não está na proteção das pessoas, mas na maneira mais efetiva de mantê-las distante”, disse Jérôme Oberreit.

O acordo entre UE e Turquia estabelece um precedente perigoso para outros países que abrigam refugiados, enviando uma mensagem de que cuidar de pessoas forçadas a deixar suas casas é opcional e que eles podem se eximir de sua responsabilidade de prover asilo. No mês passado, o governo queniano citou a política migratória europeia para justificar sua decisão de fechar o maior campo de refugiados do mundo, Dadaab, enviando seus residentes de volta para a Somália. Do mesmo modo, o acordo não faz nada para encorajar países ao redor da Síria, que já abrigam milhões de refugiados, a abrir suas fronteiras para aqueles que precisam.

“A tentativa da Europa de terceirizar o controle migratório está tendo um efeito dominó, com fronteiras fechadas em todo o caminho até a Síria. As pessoas têm cada vez menos locais para onde fugir”, disse Jérôme Oberreit. “Será que a situação em Azaz, onde 100 mil pessoas estão presas entre fronteiras fechadas e frentes de batalha, se tornará a regra, não a exceção mortal?”

O pacote financeiro do acordo UE-Turquia inclui 1 bilhão de euros em ajuda humanitária. Há, sem dúvida, necessidades na Turquia, um país que abriga, atualmente, quase três milhões de refugiados sírios. Mas essa ajuda foi negociada como uma recompensa por promessas de controle fronteiriço, em vez de ser baseada exclusivamente nas necessidades. Essa instrumentalização da ajuda humanitária é inaceitável.

“Políticas de dissuasão apresentadas para o público como soluções humanitárias só exacerbaram o sofrimento das pessoas em necessidade. Não há nada remotamente humanitário nessas políticas. Elas não podem se tornar a norma e devem ser questionadas”, disse Jérôme Oberreit. “MSF não receberá fundos de instituições e governos cujas políticas são tão prejudiciais. Estamos pedindo aos governos europeus que alterem suas prioridades – em vez de maximizar o número de pessoas que eles podem deportar, eles devem maximizar o número de pessoas que recebem e protegem.”

* Relatório do Acnur “Tendências Globais 2015”. Disponível aqui.

MSF tem prestado assistência às pessoas que fazem a travessia do mar Mediterrâneo para a Europa desde 2002. Apenas nos últimos 18 meses, médicos de MSF trataram cerca de 200 mil homens, mulheres e crianças na Europa e no mar Mediterrâneo. Atualmente, a organização está atendendo refugiados e imigrantes na Grécia, na Sérvia, na França, na Itália e no mar Mediterrâneo, bem como em países na África, na Ásia e no Oriente Médio.

As atividades de MSF são financiadas majoritariamente por doações privadas (92%). No entanto, a organização também está envolvida em algumas parcerias financeiras com doadores institucionais para programas específicos. Em 2015, os fundos de instituições da UE representaram 19 milhões de euros, enquanto fundos dos Estados-membros representaram 37 milhões de euros. MSF também utilizou 6,8 milhões de euros recebidos do governo norueguês. Em 2016, além da Comissão Europeia, MSF está envolvida em parcerias com nove Estados-membros europeus: Bélgica, Dinamarca, Irlanda, Luxemburgo, Países Baixos, Espanha, Suécia e Reino Unido.

Fonte: MSF

União Europeia busca negócios com empresas brasileiras em projetos ambientais



10/04/2016 

A União Europeia quer aproximar pequenas e médias empresas do Brasil e da Europa para promover a troca de experiências e de negócios que possam aumentar o uso de tecnologias para a redução da emissão de gases de efeito estufa na indústria brasileira. O projeto Low Carbon Business Action in Brazil já está identificando áreas e setores econômicos no país que possam concretizar negócios e aderir a processos e tecnologias de baixo carbono.

Serão realizadas três rodadas de negócios neste ano e pelo menos mais três no ano que vem, com a participação de cerca de 720 empresas brasileiras e europeias. A primeira rodada de negócios deverá ser em agosto. O objetivo é promover a troca de experiências inovadoras e apoiar as empresas na transição para as tecnologias e os processos de baixa emissão de carbono.

O projeto vai financiar até 80% dos custos logísticos e de viagens de empresas selecionadas e promoverá acordos de cooperação para maior competitividade e sustentabilidade ambiental das companhias participantes. O investimento será de 3 milhões de euros até 2018 para financiamento operacional dos contatos. Em um segundo momento, deverá haver mecanismos financeiros de apoio para que as empresas possam desenvolver as propostas.

O especialista sênior em tecnologias de baixo carbono do projeto, Ricardo Esparta, destaca que já existe um mercado de redução de emissões na União Europeia e que os países do bloco são os principais atores na discussão de uma economia de baixo carbono no mundo. Por isso, há interesse em investir em países como o Brasil, onde essas tecnologias ainda estão em desenvolvimento.

“Com isso, a gente não só leva à redução da emissão de gases de efeito estufa e atinge os objetivos da Convenção do Clima, como ajuda também os setores tanto na Europa, porque naturalmente existe um interesse econômico, quanto em países em desenvolvimento, como o Brasil, onde isso está sendo buscado”, diz Esparta.

Um dos setores que devem ter destaque nas rodadas de negócios é o de biogás. No Brasil, existe potencial para a produção de gás natural, mas faltam tecnologias como equipamentos para produzir e purificar o produto de maneira mais eficiente. “Existe potencial no Brasil, mas ainda há uma falta de tecnologia, capacidade, de know how que pode ser suprida por tecnologias já prontas. Na Europa, o mercado de biogás é bem mais desenvolvido. Então, ao invés de começar do zero, posso pegar uma coisa um pouco mais avançada, adaptar para o Brasil e começar a produzir melhor aqui”, afirma o especialista.

Também com o objetivo de aproximar empresas interessadas em parcerias para o desenvolvimento de tecnologias para o meio ambiente, a Confederação Nacional da Indústria (CNI) vai promover, na próxima semana, rodadas de negócios durante a Feira Pollutec, em São Paulo. Durante as conversas, empresas brasileiras vão trocar experiências e tentar fechar parcerias de negócios neste ramo com empresas da França, Bélgica e Espanha.

“É uma oportunidade importante para empresas brasileiras que queiram identificar parceiros comerciais e tecnológicos voltados para esta área específica, dentro daquilo que é a vocação do setor produtivo brasileiro no tema meio ambiente, como tratamento de água, empresas de gestão de resíduos, de energias renováveis”, ressalta a gerente de Serviços de Internacionalização da CNI, Sarah Saldanha. Durante os dois dias dos encontros de negócios (13 e 14 de abril), a estimativa é promover US$ 4 milhões em negócios entre as empresas. A ação da CNI será feita em parceria com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil) com o apoio do projeto Low Carbon Business Action in Brazil.

A Pollutec é uma feira internacional, considerada o maior salão com foco em tecnologias para meio ambiente no mundo. É a primeira vez que o evento ocorre no Brasil. A previsão é que 80 empresas nacionais e internacionais apresentem soluções e inovações em todas as atividades ambientais e de saneamento.

UE está otimista em firmar acordo climático na COP21

Arquivo/Agência Brasil

07/11/2015

Mudanças climáticas: nesse encontro, está prevista a participação de 120 ministros de vários países para tentar "um novo impulso político" para a cúpula

Da EFE
Quito - O comissário de Ação pelo Clima e Energia da União Europeia (UE), Miguel Arias Cañete, afirmou nesta quinta-feira que está otimista com o rumo das negociações prévias à Cúpula sobre a Mudança Climática (COP21), que será realizada em dezembro na França, apesar de destacar que o "caminho não está isento de obstáculos".

Em entrevista coletiva em Quito, Arias Cañete disse que, no nível político, vê uma "enorme força na direção de um grande acordo" na reunião de Paris, que classificou como "crucial".

"Em nível técnico, o progresso foi mais lento porque temos um texto de cinquenta páginas neste momento e as negociações serão mais demoradas", comentou o comissário ao lembrar que haverá entre os dias 8 e 10 de novembro um evento prévio à reunião principal.

Nesse encontro, está prevista a participação de 120 ministros de vários países para tentar "um novo impulso político" para a cúpula.

"Estou otimista porque não há um plano B. Só temos um plano A porque não há um planeta B", disse Arias Cañete ao considerar que a presidência francesa na COP fez um grande trabalho e que houve contato permanente entre as partes ao longo do último ano.

O comissário europeu participa em Quito no seminário "Ações de combate à Mudança Climática: desafios e perspectivas de Cooperação", no qual "procura entender melhor a posição dos países da América Latina e do Caribe".

"Esse é um exercício de consenso necessário porque o planeta é que está em jogo, não as próximas eleições", destacou.

Fonte: Exame.com


União Europeia quer acordo climático mais rígido antes do fim do ano

Pássaros voam em céu poluído em Wuhan, província chinesa de Hubei.
Reuters/Stringer

24/02/2015

BRUXELAS (Reuters) - Líderes da União Europeia querem introduzir na lei internacional uma meta de corte de emissões globais de poluentes de 60 por cento até 2050, de acordo com o rascunho de um documento que coloca o bloco em rota de colisão com os grandes poluidores.

A União Europeia está determinada a instilar urgência no debate sobre a mudança climática antes da conferência internacional de Paris no final do ano, que irá tentar substituir o Protocolo de Kyoto sobre a contenção dos gases do efeito estufa.

Na quarta-feira, a Comissão Europeia, o executivo da UE, irá publicar uma série de diretrizes para lidar com a mudança climática.

Um esboço visto pela Reuters confirma que os países-membros do bloco pretendem fazer suas próprias promessas a respeito do corte nas emissões até o final de março, e diz que outras nações de ponta, como China e Estados Unidos, deveriam fazer o mesmo.

“No total, estes compromissos – alinhados com a ciência – devem colocar o mundo no caminho certo para reduzir as emissões globais em 2050 em pelo menos 60 por cento abaixo dos níveis de 2010”, afirma o documento visto pela Reuters.

A União Europeia é responsável somente por cerca de nove por cento de todas as emissões. Os maiores poluidores são a China, que representa 24 por cento das emissões globais de gases do efeito estufa, e os EUA, com 12 por cento.

O documento da UE também propõe que o acordo de 2015 “deveria de preferência ser na forma de um protocolo”, que é a opção legal mais severa. Isso pode gerar resistência dos chineses e norte-americanos, que provavelmente irão preferir arranjos menos rígidos que uma lei internacional vinculante.

As opções no rascunho de texto para negociação para as conversas parisienses vão do pedido de algumas nações em desenvolvimento para zerar as emissões globais até 2050, o que significa que todas as emissões de gases do efeito estufa teriam que ser compensadas por projetos como o plantio de árvores, até metas vagas para limitar as emissões.   

Líderes da UE dizem que prazos curtos para cortes substanciais são essenciais, já que dão tempo para constranger os países que não oferecem nenhuma ação para que prometam reduzir suas emissões de gases do efeito estufa.

O documento ainda afirma que em novembro a Comissão Europeia irá organizar uma conferência internacional para enfatizar o entendimento sobre a importância das promessas, conhecidas como propostas de contribuições determinadas nacionalmente (INDCs, na sigla em inglês).

O relatório pede a adoção de avaliações de progresso periódicas, já que é improvável que o acordo de Paris renda comprometimentos nacionais suficientes para manter o aquecimento global abaixo do nível de dois graus Celsius que os cientistas afirmam poder evitar as consequências mais devastadoras em termos de inundações, secas e outros eventos climáticos extremos.

(Reportagem adicional de Tom Koerkemeier em Bruxelas e Alister Doyle em Oslo)

Fonte: Reuters Brasil

http://naturezaepaz.blogspot.com.br/p/contatos.html

União Europeia dedica 18ME em ajuda ao Haiti

27/11/2013

A União Europeia, através do seu departamento de ajuda humanitária, apresentou, na segunda-feira, em Port-au-Prince a sua estratégia de resposta às necessidades humanitárias do Haiti para 2014, a qual inclui um orçamento provisório de 18 milhões de euros.

A apresentação foi realizada na presença das agências das Nações Unidas, organizações não-governamentais e a Cruz Vermelha e o gabinete de Proteção Civil do Haiti.

A União Europeia estabeleceu que o montante do orçamento disponibilizado seria destinado a aspetos de desenvolvimento do país, explicou Raphaël Brigandi, encarregado dos assuntos políticos do bloco europeu no Haiti.

Entre as prioridades europeias está a proteção dos deslocados pelo terramoto de 12 de janeiro de 2010, a luta contra a cólera, prevenção de desastres, combate à desnutrição e o fortalecimento da segurança alimentar.

Dados disponibilizados pela União Europeia na apresentação do programa indicam que mais de 170.000 pessoas estão ainda deslocadas e vivem em acampamentos em condições bastante precárias.

Já o número de casos de cólera detetados subiu para 50.000 só este ano, enquanto a insegurança alimentar também se mantém como preocupação com cerca de três milhões de haitianos desnutridos, incluindo 600.000 casos mais graves.

O Haiti continua também particularmente vulnerável a desastres naturais e cerca de 600.000 pessoas podem ser deslocadas devido a fenómenos atmosféricos mais severos ou inundações.

Fonte: RTP 

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