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COP30 marca virada histórica ao colocar os oceanos no centro da agenda climática

© Shutterstock / Tatiana Popova / WWF-Sweden

11/11/2025

Lançado nesta segunda-feira, “Pacote Azul” marca um avanço na integração entre oceano, clima e biodiversidade

Por WWF-Brasil

O Pacote Azul (Plan to Accelerate Ocean-based Climate Solutions: A Blue Package), uma das principais entregas da agenda de ação da COP30, representa um avanço inédito com a integração do oceano de forma estrutural à agenda climática. A iniciativa reúne ações voltadas à conservação marinha, à transição energética, ao uso sustentável dos recursos oceânicos e à ampliação de mecanismos de financiamento capazes de escalar soluções baseadas no oceano, como a restauração de manguezais e a proteção de recifes de corais. O pacote faz parte de uma estrutura coordenada pela Presidência da COP30, pelo governo brasileiro e pelos High Level Climate Champions, que conecta atores não governamentais para acelerar a implementação dessas soluções, no âmbito do Eixo 2, Objetivo 7 da nova Agenda de Ação Climática Global, voltado a florestas, oceanos e biodiversidade.

Os oceanos cobrem mais de 70% da superfície do planeta e exercem papel essencial no equilíbrio climático global. São eles e seus ecossistemas que absorvem cerca de um quarto das emissões de CO₂ e mais de 90% do calor adicional retido na atmosfera pela ação humana, funcionando como um verdadeiro regulador do clima. Os ecossistemas costeiros e marinhos são fundamentais para adaptação climática, sustentando economias, provendo segurança alimentar e proteção costeira contra eventos climáticos extremos. Ainda assim, historicamente, o oceano foi tratado de forma marginal nas negociações climáticas internacionais, um paradoxo diante de sua importância para conter o aquecimento global e sustentar a vida no planeta.

Desde a criação do Ocean and Climate Change Dialogue, a integração entre as agendas de clima e oceano tem avançado. O Relatório Especial sobre o Oceano e a Criosfera do IPCC (2019) trouxe evidências científicas contundentes sobre o impacto da mudança climática nos mares, e a COP26 consolidou o oceano como componente essencial das estratégias de adaptação e mitigação. O Balanço Global, lançado em 2023, reconhece a importância da conservação e restauração do oceano e seus ecossistemas para adaptação e mitigação também foi reconhecida. Mesmo assim, o nexo oceano-clima segue sub-representado no espaço formal de negociação. Nesse contexto, a decisão da Presidência brasileira de incluir os oceanos entre as prioridades da COP30 e a forte presença dessa agenda durante a Cúpula dos Líderes representa um marco histórico e um passo necessário para corrigir esse descompasso.

Em paralelo, o Desafio das NDCs Azuis (Blue NDC Challenge), lançado por Brasil e França em junho deste ano, mobiliza os países a incluir o oceano em suas Contribuições Nacionalmente Determinadas (NDCs), reconhecendo seu potencial de contribuir para mitigação e adaptação às mudanças climáticas. A sinergia entre o Desafio das NDCs Azuis e o Pacote Azul cria, pela primeira vez, uma estrutura de coordenação entre os governos e atores não estatais voltada especificamente às soluções climáticas baseadas no oceano, abrindo caminho para a construção de mecanismos de financiamento semelhantes aos existentes para florestas tropicais.

“O Brasil tem desempenhado um papel de liderança fundamental na elevação da agenda de oceano e clima nas negociações internacionais da UNFCCC. Liderança que se iniciou no G20, se consolidou com a co-facilitação no Diálogo sobre Mudanças Climáticas e Oceano (Ocean Climate Change Dialogue) e se fortalece na COP30, com o objetivo de criar estruturas robustas para soluções climáticas baseadas no oceano de forma participativa e com apoio da sociedade civil organizada”, destaca Marina Corrêa, analista de conservação do WWF-Brasil.

Para Marina, o conjunto de iniciativas lideradas pelo Brasil simboliza um novo momento de ambição e coordenação global. “A história das COPs revela uma evolução clara: de quando o oceano era apenas uma nota de rodapé, aos diálogos formais da COP27 e aos pavilhões temáticos das COP28 e COP29, até esta COP30 — quando o mar finalmente infiltrou à cúpula dos líderes. A presidência brasileira, com apoio de outros países, deixou evidente que a Natureza é parte essencial da agenda climática, evidenciando que ela também é oceano. Agora, o desafio ao longo da COP30 será transformar essa ambição e reconhecimento em caminhos para ação: avançar na implementação de soluções baseadas no oceano e financiamento que lhes dê escala e impacto, e aumentar a presença do tema no espaço de negociação.”

Embora os oceanos não constituam um tema formal de negociação dentro da UNFCCC, as decisões tomadas no âmbito da Convenção moldam diretamente políticas e instrumentos como as NDCs, os Planos Nacionais de Adaptação e os mecanismos de financiamento climático. Por isso, é essencial que o oceano esteja no centro das decisões sobre mitigação, adaptação e transição justa. O sucesso do Pacote Azul dependerá da criação de instrumentos concretos de governança e financiamento que priorizem a conservação da natureza e reconheçam as comunidades tradicionais e pesqueiras como protagonistas da gestão dos recursos oceânicos e soluções climáticas.

Além dos oceanos, a COP30 inova também ao destacar a importância das florestas - responsáveis por capturar cerca de 30% dos gases de efeito estufa - no debate climático. Juntos, oceanos e florestas ajudam a conferência de Belém a entregar um robusto Pacote Natureza que permita equacionar a dupla crise de clima e biodiversidade que ameaça o século 21. Somente assim será possível garantir que o oceano continue a cumprir seu papel vital, sustentar a vida na Terra, proteger as comunidades e ajudar a conter a crise climática. 

Sobre o WWF-Brasil

O WWF-Brasil é uma ONG brasileira que há 28 anos atua coletivamente com parceiros da sociedade civil, academia, governos e empresas em todo país para combater a degradação socioambiental e defender a vida das pessoas e da natureza. Estamos conectados numa rede interdependente que busca soluções urgentes para a emergência climática.

Fonte: WWF-Brasil

Mundo atinge seu primeiro ponto de não retorno

© Shutterstock / Sabangvideo / WWF

13/10/2025

Mortalidade generalizada dos recifes de corais de águas quentes pode ser o primeiro ponto de não retorno ultrapassado

Por WWF-Brasil e WWF 

Com o aquecimento global prestes a ultrapassar 1,5 °C, o mundo enfrenta uma “nova realidade”, pois já atingimos o primeiro de muitos pontos de inflexão do sistema terrestre que causarão danos catastróficos, a menos que a humanidade tome medidas urgentes. Esta é a principal conclusão de um relatório histórico divulgado hoje (13 de outubro) pela Universidade de Exeter e parceiros internacionais. 

Lançado no dia em que a pré-COP começa em Brasília, onde negociadores dos países que aderiram ao Acordo de Paris têm a oportunidade de avançar no enfrentamento da crise climática, o segundo Relatório Global sobre Pontos de Inflexão traz um forte alerta: ele conclui que os recifes de corais de águas quentes, dos quais dependem quase um bilhão de pessoas e um quarto de toda a vida marinha, já estão ultrapassando seu ponto de inflexão. Está ocorrendo uma morte generalizada e, a menos que o aquecimento global seja revertido, os extensos recifes como os conhecemos serão perdidos, embora pequenos refúgios possam sobreviver e devam ser protegidos. 

Helga Correa, especialista em Conservação do WWF-Brasil afirma que o relatório é um lembrete contundente de que estamos ultrapassando os limites críticos do planeta. “A Amazônia, que ainda pode desempenhar um papel decisivo na regulação do clima global, está se aproximando perigosamente de um ponto de não retorno. A boa notícia é que ainda há caminhos para reverter essa trajetória, com políticas de conservação robustas, valorização dos povos da floresta e investimentos em restauração e um modelo de desenvolvimento inclusivo e sustentável".  

Segundo a especialista, o caminho para um futuro seguro e sustentável passa por abraçar os 'pontos de virada positivos', como a rápida adoção de energias limpas e a restauração de ecossistemas. "O trabalho com a Presidência da COP30 visa exatamente isso: criar uma cascata de mudanças positivas onde a inovação sustentável se torne a opção mais atraente e acessível. É fundamental que governos, empresas e a sociedade ajam juntos para que o Brasil maximize seu potencial em tecnologias verdes e promova essa transformação global."   

Para o Dr. Mike Barrett, consultor científico chefe da WWF-UK e coautor do relatório, as conclusões deste relatório são extremamente alarmantes: “O fato de os recifes de corais de águas quentes estarem ultrapassando seu ponto de inflexão térmico é uma tragédia para a natureza e para as pessoas que dependem deles para obter alimento e renda. Esta situação sombria deve servir como um alerta de que, a menos que ajamos de forma decisiva agora, também perderemos a floresta amazônica, geleiras e as correntes oceânicas vitais. Nesse cenário, estaríamos diante de um resultado verdadeiramente catastrófico para toda a humanidade. À medida que nos aproximamos das negociações climáticas da COP30, é vital que todas as partes compreendam a gravidade da situação e a extensão do que todos temos a perder se as crises climáticas e de biodiversidade não forem enfrentadas. As soluções estão ao nosso alcance. Os países devem mostrar coragem política e liderança para trabalhar juntos e alcançá-las.” 

O estudo mostra também que outros pontos de inflexão, como o derretimento irreversível das camadas de gelo polares, o colapso das principais correntes oceânicas e a morte da floresta amazônica, onde será realizada a COP30, estão perto de serem atingidos, o que ocasionaria riscos devastadores para as pessoas e a natureza. 

Elaborado por 160 cientistas de 87 instituições em 23 países, o relatório reforça o apelo para que os países diminuam o aumento da temperatura para evitar ultrapassar mais pontos de inflexão. Os cientistas alertam que cada fração de grau e cada ano acima de 1,5 °C são importantes. 

O professor Tim Lenton, do Instituto de Sistemas Globais da Universidade de Exeter, afirmou: “Estamos nos aproximando rapidamente de vários pontos de inflexão do sistema terrestre que podem transformar nosso mundo, com consequências devastadoras para as pessoas e a natureza. Isso exige uma ação imediata e sem precedentes dos líderes da COP30 e dos formuladores de políticas em todo o mundo.”  

O relatório também alerta que a característica abrupta e irreversível dos pontos de inflexão do sistema terrestre significa que eles representam um tipo diferente de ameaça em relação a outros desafios ambientais, e que as políticas e os processos de tomada de decisão atuais não são adequados para responder a eles. A ação global deve incluir a aceleração da redução das emissões e o aumento da remoção de carbono para minimizar o aumento excessivo da temperatura. Os impactos esperados dos processos de não retorno precisam ser considerados nas avaliações de risco, nas políticas de adaptação, nos mecanismos de perdas e danos e nos litígios de direitos humanos. 

A Dra. Manjana Milkoreit, da Universidade de Oslo, afirmou: “O pensamento político atual não costuma levar em conta os pontos de inflexão. Os pontos de inflexão apresentam desafios de governança distintos em comparação com outros aspectos das mudanças climáticas ou do declínio ambiental, exigindo tanto inovações na governança quanto reformas das instituições existentes. 

“Prevenir pontos de não retorno requer medidas de mitigação antecipadas que minimizem o pico da temperatura global, a duração do período acima de 1,5 °C e o tempo de retorno abaixo de 1,5 °C. Abordagens sustentáveis de remoção de dióxido de carbono precisam ser rapidamente ampliadas para alcançar esse objetivo.” 

Autores trabalham com presidência da COP30 em pontos de virada positivos 

O estudo aponta ainda ações para desencadear “pontos de inflexão positivos”, como a implantação de tecnologias verdes.  Nos dois anos desde o primeiro Relatório Global sobre Pontos de Inflexão, houve uma aceleração global radical em algumas áreas, incluindo a adoção de energia solar e veículos elétricos. Segundo os pesquisadores, pontos de inflexão positivos oferecem o único caminho confiável para um futuro seguro, justo e sustentável, afirma o relatório. Eles estão trabalhando com a Presidência da COP30 do Brasil para garantir que os pontos de inflexão estejam na agenda da cúpula. 

“Precisamos fazer mais e agir mais rapidamente para aproveitar as oportunidades positivas dos pontos de virada. Ao fazer isso, podemos reduzir drasticamente as emissões de gases de efeito estufa e afastar o mundo de pontos de não retorno catastróficos, rumo a um futuro próspero e sustentável”, alerta Tim Lenton. 

Os autores do relatório estão trabalhando com a Presidência da COP30 do Brasil na “Agenda de Ação” como uma plataforma para acelerar os planos de transição climática e desencadear mudanças auto-reforçadas em diferentes setores da agricultura à energia, das florestas às cidades, rumo a uma transformação global de baixo carbono e resiliente ao clima. 

O presidente designado da COP30 no Brasil, embaixador André Corrêa do Lago, afirmou: “Como parte de uma mobilização global contra as mudanças climáticas, nosso ‘Mutirão Global’, a Presidência da COP30 convidou líderes comunitários, acadêmicos e cientistas para explorar o melhor da ciência disponível e da sabedoria ancestral sobre como nossas instituições podem ganhar exponencialidade na implantação de soluções e versatilidade na resposta à crise climática, inclusive por meio de capacidades ágeis, iterativas e adaptativas. Acolho o Relatório Global Tipping Points como uma resposta positiva e oportuna ao nosso convite. O relatório é uma evidência esperançosa e sóbria de que a humanidade ainda pode optar por mudar e evoluir em direção a um futuro seguro, próspero e equitativo.” 

O relatório destaca o progresso em pontos de inflexão positivos e oportunidades para uma cascata de mudanças positivas: 

Pontos de virada positivos já foram alcançados globalmente nas energias solar fotovoltaica e eólica, assim como na adoção de veículos elétricos, no armazenamento de baterias e nas bombas de calor nos principais mercados. Essas transições ainda podem ser aceleradas. A ação política coordenada em “pontos de superalavancagem” pode desencadear cascatas de pontos de inflexão positivos em setores interativos (por exemplo, energia, transporte e aquecimento), antecipando a inflexão em todos eles. Uma vez substituídas, é improvável que as tecnologias poluentes retornem, pois as novas opções são mais baratas e melhores. As atitudes sociais também estão mudando. A preocupação com as mudanças climáticas está crescendo globalmente e mesmo um pequeno número de pessoas pode influenciar a maioria. 

Mais pontos de virada positivos estão se aproximando em setores como o transporte de mercadorias. O Brasil, país anfitrião da COP30, tem grande potencial para produzir aço verde, hidrogênio verde e amônia verde, ajudando a impulsionar essas tecnologias cruciais em todo o mundo. Pontos de inflexão positivos podem restaurar rapidamente a natureza e a biodiversidade. A restauração do ecossistema pode devolver a saúde aos sistemas degradados, e a mudança para padrões mais sustentáveis de consumo e produção pode levar a pontos de inflexão nas cadeias de abastecimento de alimentos e fibras, acabando com o desmatamento e a conversão do ecossistema. 

Precisamos identificar e desencadear muitos mais pontos de virada positivos. São necessários melhores indicadores para compreender o potencial de inflexão. Uma vez identificados, os pontos de inflexão positivos são possibilitados ao tornar a inovação desejada a opção mais acessível, atraente e/ou com melhor custo-benefício. Governos, empresas, sociedade civil e indivíduos têm um papel a desempenhar. As pessoas compreendem a necessidade de mudança e apoiam a transição para um mundo mais limpo e saudável, desde que seja feita de forma justa. O sucesso pode depender de seguir um caminho de menor polarização. A Presidência da COP30 lançou um Mutirão Global (que significa “esforços coletivos”) para incentivar a ação climática em todo o mundo. 

Estudos de caso 

O relatório inclui estudos de caso sobre vários pontos de inflexão do sistema terrestre: 

Globalmente, os recifes de corais de águas quentes estão sofrendo uma mortalidade sem precedentes devido a repetidos eventos de branqueamento em massa. Com o aquecimento global atual em cerca de 1,4 °C, os recifes estão ultrapassando seu ponto de inflexão térmica (estimativa central de 1,2 °C, variação de 1 a 1,5 °C). Mesmo estabilizando o aquecimento em 1,5 °C, é praticamente certo (probabilidade superior a 99%) que os recifes de corais de águas quentes cheguem ao ponto de inflexão. Isso significa que os recifes de corais em qualquer escala significativa serão perdidos, a menos que a temperatura global retorne a um aquecimento de 1 °C ou menos, embora fragmentos de recifes possam ser preservados com ações de conservação que minimizem outros fatores de estresse humanos, como a pesca excessiva e a poluição. Avaliações de risco regionais e governança são urgentemente necessárias para se preparar para a crescente perda dos serviços ecossistêmicos prestados pelos recifes. 

O relatório conclui que embora o aumento da temperatura que provocaria o declínio generalizado da floresta amazônica devido a uma combinação de mudanças climáticas e desmatamento seja menor do que se pensava anteriormente, ele ainda se encontra na faixa de 1,5 °C, destacando a necessidade de ação urgente. Mais de cem milhões de pessoas dependem da Amazônia. O estudo aponta que, por outro lado, o bioma também pode estar sujeito a pontos de inflexão sociais positivos: a governança local inclusiva (incluindo os povos indígenas), o reconhecimento do conhecimento tradicional e investimentos direcionados em conservação e restauração podem aumentar a resiliência das pessoas e da natureza. 

A Circulação Meridional de Retorno do Atlântico (AMOC) corre o risco de entrar em colapso abaixo de 2 °C de aquecimento global. Isso resultaria em invernos muito mais rigorosos no noroeste da Europa, perturbaria as monções da África Ocidental e da Índia e diminuiria a produtividade agrícola em grande parte do mundo, com impactos significativos para a segurança alimentar global. 

O professor Lenton concluiu: “Somente com uma combinação de políticas decisivas e ações da sociedade civil o mundo poderá mudar sua trajetória de enfrentar riscos existenciais de pontos de inflexão do sistema terrestre para aproveitar oportunidades positivas de pontos de inflexão”. 

Fonte: WWF-Brasil

MEIO AMBIENTE VOLTA À PAUTA DO STF

© Carlos Moura/SCO/STF Enlarge

17/09/2018

Neste mês de setembro, o Supremo Tribunal Federal (STF) poderá definir importantes marcos para a política ambiental brasileira. Provocado por quatro ações diretas de inconstitucionalidade (ADIs), a Corte decidirá o futuro de unidades de conservação, do licenciamento ambiental, das áreas de preservação permanente e da dispersão química para controle sanitário.

Na próxima quarta (19/9), o plenário do STF deve iniciar o julgamento de três ações da Procuradoria-Geral da República (PGR). A ADI 5475, ajuizada em 2016, visa à declaração de inconstitucionalidade de Lei Complementar do Estado do Amapá, que afastou a exigência de Estudo Prévio de Impacto Ambiental e estabeleceu uma licença ambiental única para a implantação e desenvolvimento de atividades agrossilvopastoris.

De acordo com a PGR, como a Constituição Federal exige estudo ambiental para atividades com potencial de impacto e como a legislação federal exige a obtenção de licença prévia, licença de instalação e licença de operação, a lei amapaense não poderia ter simplificado o licenciamento ambiental do agronegócio.

A Advocacia-Geral da União manifestou-se favoravelmente ao pedido da PGR. A relatora do caso é a ministra Cármen Lúcia.

Também está na pauta da próxima quarta a ADI 4998, ajuizada em 2013, que visa à declaração de inconstitucionalidade de lei do estado do Tocantins que autoriza supressão de vegetação em área de preservação permanente (APPs) para pequenas construções. Para a PGR, a legislação estadual flexibiliza a regra estabelecida pelo Código Florestal (lei federal), diminuindo a proteção ao meio ambiente, o que seria vedado pela Constituição. A Advocacia-Geral da União manifestou-se contrariamente ao pedido da PGR. O relator do caso é o ministro Alexandre de Moraes.

Outra ação da área ambiental do dia é a ADI 5592, ajuizada em 2016. Trata da dispersão de substâncias químicas por aeronaves para a contenção das doenças causadas mosquito aedes aegypti. Segundo a PGR, “a pulverização aérea de produtos químicos, além de não contribuir de maneira eficaz para combater o aedes aegypti, provoca importantes malefícios à saúde humana", além de estudos indicarem a "ineficácia e periculosidade da dispersão de produtos químicos por aeronaves". A medida atentaria contra a saúde pública e o meio ambiente ecologicamente equilibrado. A Advocacia-Geral da União manifestou-se contrariamente ao pedido da PGR. A relatora do caso é a ministra Cármen Lúcia.

No dia 27, o plenário do STF deve iniciar o julgamento da ADI 3646. Essa ação, ajuizada em 2005 pelo então governador de Santa Catarina, Luiz Henrique da Silveira (falecido em 2015), tem um duplo objetivo: invalidar os Decretos que criaram o Parque Nacional das Araucárias e o Parque Nacional da Serra do Itajaí; e declarar inconstitucional o artigo 22 da Lei 9.985/2005, que instituiu o Sistema Nacional de Unidades de Conservação – SNUC.

Com a pretensa inconstitucionalidade desse artigo, os poderes executivos estaduais e federal ficariam impossibilitados de ampliar os limites de unidades de conservação já criadas, bem como de transformar unidades de uso sustentável em de proteção integral. A Procuradoria-Geral da República e a Advocacia-Geral da União se manifestaram contrariamente aos pedidos do ex-governador. O relator é o ministro Dias Toffoli.

De acordo com Michel Santos, coordenador de políticas públicas do WWF-Brasil, as decisões tomadas pelo STF poderão influenciar positivamente os debates que vêm sendo travados no Congresso Nacional, representando um freio para iniciativas de desmantelo do atual arcabouço jurídico de conservação ambiental e desenvolvimento sustentável. “Os temas que serão objeto de julgamento pelo Supremo Tribunal Federal são constantemente debatidos, tanto na Câmara, quanto no Senado. Infelizmente, existe um forte movimento parlamentar para fragilizar o licenciamento ambiental, enfraquecer o SNUC, flexibilizar o Código Florestal, liberar agrotóxicos que foram banidos em outras partes do mundo. As decisões do STF podem apontar um norte para os debates legislativos, indicando que nem todos os desejos de certos setores do mercado são compatíveis com a Constituição”, disse.

Fonte: WWF Brasil


APÓS ARTICULAÇÃO DE AMBIENTALISTAS, LEI DO MAR AVANÇA NA CÂMARA

Cardume de Cirurgiões (Acanthurus Chirurgus)
© WWF-Brasil

15/08/2017

Por Clarissa Presotti 

A Comissão de Meio Ambiente da Câmara dos Deputados aprovou nesta quarta-feira (9) um projeto que cria a Política Nacional para a Conservação e o Uso Sustentável do Bioma Marinho Brasileiro (PNCMar), conhecida como Lei do Mar. A aprovação dessa proposta é considerada uma vitória pelas organizações ambientalistas, principalmente pelo momento político atual em que diversas pautas de retrocessos socioambientais estão em curso no Congresso.

De autoria do então deputado Sarney Filho (PV-MA), o PL 6969/13 pretende criar um planejamento espacial marinho, que inclua não só as Unidades de Conservação (UCs), como também consiga compatibilizar atividades de desenvolvimento na região costeira.

O relatório pela aprovação é do deputado Alessandro Molon (Rede-RJ), que atualmente coordena a Frente Parlamentar Ambientalista. No seu parecer, ele ressalta a importância da aprovação de uma lei que aprimore a conservação, a proteção e a exploração sustentável dos ecossistemas costeiros e marinhos.

No substitutivo apresentado por Molon, foi excluída a previsão de criminalização da destruição de manguezais, uma vez que tal conduta já é tipificada como crime (Lei de Crimes Ambientais). A matéria também é regulada pelo Código Florestal (Lei nº 12.651, de 25 de maio de 2012).

O texto foi construído com a participação de especialistas e diversas ONGs, entre elas o WWF-Brasil e a SOS Mata Atlântica, que atuaram conjuntamente pela aprovação da proposta nas comissões da Câmara.

Para o coordenador de Políticas Públicas do WWF-Brasil, Michel de Souza Santos, a aprovação desse PL é muito importante nesta conjuntura política atual em que o meio ambiente tem sido alvo constante de ataques pelos setores conservadores que dominam o Congresso Nacional. “Finalmente conseguimos a aprovação de uma pauta positiva e necessária para a proteção do bioma marinho, que está ameaçado pela pesca predatória e atividades petrolíferas”, destaca.

Ao mesmo tempo, Santos defende que o objetivo dessa lei não é impedir a exploração dos recursos marítimos e nem o desenvolvimento da costa, mas ampliar a proteção marinha e o cuidado com o patrimônio natural.

Segundo Leandra Gonçalves, bióloga e especialista em Mar da Fundação SOS Mata Atlântica, a aprovação do PL na Comissão de Meio Ambiente representa um passo à frente para a promoção da governança costeira e marinha. “Esse processo, conduzido de forma participativa e democrática, segue agora a tramitação regular, onde é bem-vinda a participação de todos os usuários do mar”.

Em junho de 2016, a proposta foi rejeitada pela Comissão de Agricultura porque o colegiado, dominado pela bancada ruralista, entendeu que a futura lei poderia criar dificuldades para exploração da atividade pesqueira e petrolífera no litoral brasileiro. 

O PL segue agora para a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), e depois será analisado pelo Plenário da Câmara. 

Fonte: WWF-Brasil

Hora do Planeta: oito anos no Brasil

Evento oficial da Hora do Planeta 2015 no Brasil: grande show na praia de Ipanema (RJ) 
- © WWF-Brasil

19/03/2016

Criada em 2007 na Austrália, quando ocorreu somente na cidade de Sidney, a Hora do Planeta, promovida pela Rede WWF, desembarcou pela primeira vez no Brasil em 2009. Com promoção do WWF-Brasil, anualmente a Hora do Planeta envolve um número maior de pessoas, cidades e empresas no Brasil.  Saiba um pouco mais sobre a história da Hora do Planeta no Brasil e prepare-se para a edição de 2016, que acontece no sábado, 19 de março:

2009 – Realizada no dia 28 de março, a primeira Hora do Planeta no Brasil já foi um grande sucesso, com a adesão de  113 cidades, 1.167 empresas e 527 organizações. Monumentos brasileiros como o Cristo Redentor, o Pão de Açúcar, a Catedral de Brasília, a Ponte Estaiada e o Teatro Amazonas, entre outros, permaneceram no escuro graças a articulação do WWF-Brasil junto aos governos locais. Desde então, a Hora do Planeta não para de crescer no país, envolvendo todo ano milhões de brasileiros na campanha.

2010 – Realizada em 27 de março, a Hora do Planeta 2010 registrou a participação de 96 cidades brasileiras (19 delas capitais), que apagaram as luzes de seus principais ícones. 

2011 – Com o slogan “Apague a luz para ver um mundo melhor”, a Hora do Planeta daquele ano aconteceu no sábado, 26 de março, envolvendo 98 municípios brasileiros participantes, sendo 17 capitais e 1.514 empresas e organizações. Pela primeira vez o WWF-Brasil realizou um grande evento público pela Hora do Planeta, nos Arcos da Lapa, no Rio de Janeiro, que contou com a apresentação do músico Toni Garrido e de baterias de várias escolas de samba. 

2012 – Realizada no dia 31 de março, a Hora do Planeta 2012 bateu o recorde de cidades brasileiras participantes: 133. Foi o primeiro ano em que todas as 27 capitais do Brasil se envolveram na ação. A comemoração oficial do WWF-Brasil aconteceu no Arpoador, no Rio de Janeiro. 

2013 – O ano registrou o mesmo número de cidades de 2012, mas o engajamento cresceu, resultando em mais 627 ícones apagados (entre eles, monumentos artísticos, espaços públicos e prédios históricos). Brasília foi escolhida a cidade-âncora da Hora do Planeta no Brasil naquele ano, e sediou o apagar oficial das luzes com uma série de atrações em um palco próximo ao Museu Nacional. 

2014 – A sexta edição da Hora do Planeta no Brasil foi realizada no dia 29 de março e teve novo recorde de adesão: 144 municípios (24 deles capitais), em todas as regiões do país. O número representou 29 cidades mais do que no ano anterior e dez mais do que em 2012. O Monumento às Bandeiras, em São Paulo; o Cristo Redentor, no Rio de Janeiro; a Esplanada dos Ministérios, o Congresso Nacional e o Palácio do Planalto, em Brasília; e a Igreja São Francisco de Assis (Igrejinha da Pampulha), em Belo Horizonte, foram alguns dos ícones que ficaram apagados por 60 minutos. 

2015 – No ano passado, a Hora do Planeta aconteceu no dia 28 de março e apagou as luzes de 626 ícones, reunindo mais de 4 mil pessoas em seu evento oficial na praia de Ipanema, no Rio de Janeiro. A adesão de 185 municípios – incluindo todas as capitais e o Distrito Federal – marcou um novo recorde de participação de cidades brasileiras e foi a maior desde que a campanha começou a ser realizada no Brasil, em 2009. 

Fonte: WWF Brasil

Hora do Planeta: Belo Horizonte, Recife e Rio de Janeiro são as finalistas do Desafio das Cidades no Brasil

19/03/2016

Dia 19 de março. Daqui a pouco, luzes em todos os continentes serão apagadas durante 60 minutos ininterruptos. Trata-se de um recado importante: é preciso agir agora para evitar as consequências mais drásticas das mudanças climáticas, além de garantir um futuro saudável e neutro em carbono. No âmbito desse projeto, o WWF criou o Desafio das Cidades com a intenção de premiar as cidades com mais ações e metas concretas de combate ao aquecimento global. Pelo terceiro ano consecutivo a competição chega ao Brasil, que hoje anuncia seus três finalistas: Belo Horizonte, Recife e Rio de Janeiro.

Assim como Betim, Campinas, Fortaleza, Porto Alegre, São Paulo e Sorocaba (as outras concorrentes do biênio 2015/2016), as capitais de Minas, Pernambuco e Rio reportaram suas ações na Plataforma de Registro Climático Carbonn, gerido pelo ICLEI (parceiro do WWF no Desafio) ao lado do C40 (grupo de Grandes Cidades para a Liderança Climática) e CGLU. A partir dessa relatoria, um júri internacional analisou os esforços de cada cidade e, após auditoria terceirizada da Accenture, as finalistas de cada país foram conhecidas.

Agora, há três eleições a caminho: na primeira, uma cidade de cada país será nomeada pelo mesmo júri a Capital Nacional da Hora do Planeta; na segunda, estas concorrem ao título de Capital Global da Hora do Planeta, o maior símbolo rumo a uma economia de baixo carbono em 2015/2016; na terceira, a população é convidada a votar em sua cidade preferida e a solicitar mudanças na plataforma online Nós Amamos as Cidades (We Love Cities, na sigla em inglês).

De acordo com o júri, Belo Horizonte, que luta pelo tricampeonato no Desafio, “tem forte foco em inovação e envolvimento público nos seus esforços de baixo carbono”. Recife, pela primeira vez entre os três primeiros, por sua vez, “está orientado a estabelecer práticas de desenvolvimento sustentável e a tomar ações para reduzir o nível de emissões da sua comunidade”. Já o Rio, em ano de Olimpíadas, permanece com sua “forte liderança climática”, que o ajudou “desenvolver um approach concreto e estratégico rumo à sustentabilidade”.

“As cidades são espaços perfeitos para o desenvolvimento de uma economia de baixo carbono; porque são muito dinâmicas e responsivas, as boas (e as más) políticas públicas apresentam resultados muito rapidamente. Nesse sentido, o Desafio das Cidades tem trazido importantes aprendizados para municípios do mundo todo. Agora, é hora de ver como a competição saudável entre os participantes pode, além de demonstrar a viabilidade de desenvolvimento econômico social e ambientalmente responsável, mudar a vida dos cidadãos”, disse o Secretário-geral do WWF-Brasil, Carlos Nomoto.

O momento é propício para que as cidades se consolidem como exemplo nos esforços de redução de emissões, adaptação e mitigação às mudanças climáticas. Isso porque, em dezembro de 2015, o Acordo de Paris, aprovado em plenária por unanimidade durante a COP21, reconheceu a importância dos governos locais como atores essenciais para implementação de ações transformadoras no ambiente urbano.

 “Nosso foco agora deve se voltar para agenda de implementação. As cidades finalistas desta edição do Desafio trazem importante inspiração e demonstram que é possível e integrar a visão de baixo carbono aos processos de desenvolvimento, melhorando com isso a qualidade de vida dos cidadãos e atraindo investimentos” disse Pedro Roberto Jacobi, Presidente do Secretariado para América do Sul do ICLEI – Governos Locais pela Sustentabilidade.
Conheça, abaixo, as principais medidas de cada cidade finalista no Desafio, em ordem alfabética:

Belo Horizonte tenta o tri no Desafio das Cidades da Hora do Planeta.
© Divulgação

Belo Horizonte

Capital de Minas Gerais, Belo Horizonte venceu as duas últimas edições do Desafio das Cidades, e chega a mais um final em 2015/2016. Líder em energias renováveis no país, considerada a capital solar, BH tem iniciativas como um telhado solar no Mineirão, principal estádio de futebol da cidade e sede da Copa do Mundo FIFA 2014, e lei que determina o uso de placas para captação de energia do sol em novas construções. No que diz respeito ao manejo dos resíduos sólidos, a prefeitura tem demonstrado bons avanços em compostagem e geração de eletricidade, além de reciclagem junto à comunidade.

“Quando ganhamos a etapa nacional da 1ª Edição do Desafio das Cidades da Hora do Planeta, em 2014, o júri internacional que nos avaliou considerou haver um sincero comprometimento de Belo Horizonte para a criação de Cidades Sustentáveis. Estar, novamente, entre os finalistas neste ano, após a celebração do histórico Acordo de Paris, é um forte sinal de que estamos no bom caminho. Esse é um motivo de celebração e alegria. Mas sabemos que há ainda muito a fazer. Por isso, reafirmo aqui nosso compromisso em seguir adiante para que Belo Horizonte seja uma cidade de Baixo Carbono”, afirmou o prefeito Marcio Lacerda.

Recife é a primeira cidade do mundo a ter um inventário de emissões de gases de efeito estufa 
© Divulgação

Recife

Pela primeira vez entre os finalistas do Desafio das Cidades, e a primeira cidade fora do sudeste a atingir tal mérito, Recife caminha a passos largos para desenvolver práticas sustentáveis em escala e mitigar os efeitos das mudanças climáticas. Para isso, está desenvolvendo um sistema de Bus Rapid Transit (BRT) para reduzir o tempo de viagem da população em até três horas, o que melhora a qualidade de vida e diminui as emissões de carbono. Um plano de mobilidade, que une bicicletas, caronas e transportes aquáticos também está em estudo, assim como guias específicos para o manejo de resíduos sólidos.

“Assumimos o compromisso de enfrentar as questões climáticas e direcionar o Recife para ser uma cidade sustentável. Agora, o Recife conta com um conjunto de leis sobre as mudanças climáticas; inventários e um plano de ação com metas para reduzir a emissões de gases de efeito estufa, além de projetos inovadores, como o Parque Capibaribe que une mobilidade e ambiente natural. A indicação como finalista do Desafio das Cidades é o reconhecimento de todo esse trabalho realizado e uma oportunidade de compartilharmos experiências e unirmos esforços junto a outras cidades para mudar o cenário do aquecimento global. Afinal, os centros urbanos têm um papel fundamental neste debate”, disse o prefeito Geraldo Julio.

RJ quer vencer o Desafio e servir de bom exemplo a outras cidades 
© Divulgação

Rio de Janeiro

Em ano de Olimpíadas, com todos os olhos do mundo voltados em sua direção, a capital Fluminense mantém a forte liderança quando o assunto é sustentabilidade e ações para alcançar um desenvolvimento de baixo carbono. Atualmente, está em fase de ampliação do metrô, de seu sistema de Bus Rapid Transit (BRT) e criação de novas ciclovias, como a já inaugurada Tim Maia, que liga o Leblon a São Conrado pela Avenida Niemeyer.

A prefeitura enviou uma série de medidas adotadas, como o Projeto Escolas Sustentáveis na rede pública de educação da cidade, “utilizando energias renováveis, equipamentos sustentáveis e um sistema de conscientização e treinamento com alunos, professores e a comunidade sobre a importância das mudanças climáticas e da sustentabilidade”. Esse projeto foi apresentado durante a COP de Paris. O Rio de Janeiro também criou o CB27 durante a Rio+20, e hoje é sua sede. O objetivo do grupo é disseminar conceitos e práticas sustentáveis associadas à redução das emissões de GEE.

Fonte: WWF Brasil

Brasil adere ao uso de drones para projetos de conservação ambiental



21/10/2015

Durante a Drone Show Latin America, a primeira feira de drones da América Latina que ocorrerá no Centro de Exposição Frei Caneca, em São Paulo, nos dias 28 e 29 de outubro, o WWF-Brasil defenderá o uso dos Veículos Aéreos Não Tripulados (os Vant’s, popularmente conhecidos como drones), para a conservação da natureza, devido principalmente a sua capacidade de coletar dados e imagens de alta resolução.

“Apesar dos muitos desafios, como o alto preço de equipamentos mais robustos, a falta de arranjos institucionais necessários para dar escala ao uso da tecnologia e a ausência de uma legislação específica com objetivo de conservação, os drones trazem oportunidades inovadoras para o mapeamento de áreas protegidas, monitoramento da biodiversidade, combate a incêndios florestais, caça e exploração dos recursos naturais, bem como na coleta de dados científicos”, explica Marcelo Oliveira, analista de conservação do WWF-Brasil.

Para dar luz ao debate sobre o tema, Oliveira falará das aplicações da ferramenta mundo afora e, especialmente, da experiência do WWF-Brasil com o Projeto Ecodrones Brasil, em parceria com o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), a Universidade Federal de Goiás e outras organizações, no seminário “Drones em projetos de Meio Ambiente e Mineração”, que ocorrerá no segundo dia da Drone Show Latin America, às 11h.

O emprego de Vant’s para a conservação da biodiversidade já é reconhecido como uma estratégia bastante eficaz em alguns continentes, como África e Ásia. Na Austrália, um experimento de monitoramento do Dugongo – um tipo de mamífero aquático semelhante ao peixe-boi – foi feito com Vant’s e trouxe resultados mais rápidos, mais baratos e mais refinados do que o método tradicionalmente utilizado de enviar um grupo de pesquisadores a bordo de um avião.

A aplicação da tecnologia no cenário brasileiro ainda é tímida ou realizada de forma isolada, porque a lei que regulamenta seu uso não traz regras claras para este tipo de finalidade. No entanto, em setembro, a Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC) iniciou uma série de audiências públicas para verificar a regulação do uso dos Vant’s em outras modalidades, por exemplo, para o uso recreativo.

“A iminente regulamentação do uso profissional dos drones e os altos investimentos para o desenvolvimento e uso dessa tecnologia em diferentes áreas da economia dão uma perspectiva de crescimento muito grande para esse mercado”, diz Emerson Zanon Granemann diretor da MundoGeo, empresa responsável pela realização da feira.

Aqui no Brasil, o WWF-Brasil lançou em julho deste ano o projeto Ecodrones Brasil, com foco principal nas Unidades de Conservação Federais, como Parques Nacionais e Reservas Extrativistas, respeitando os protocolos de operação e segurança. “O objetivo do projeto é contribuir com a construção de um cenário favorável para a utilização de Vant’s na questão ambiental no Brasil nos já nos próximos meses”, explica Oliveira.

A expectativa da organização da Drone Show Latin America é de que mais de 2 mil pessoas passem pela feira durante os dois dias. As inscrições para visitar o local ou participar dos cursos e seminários podem ser feitas pelo site www.droneshowla.com.br.

Sobre a feira

A Drone Show Latin América reunirá fabricantes, fornecedores, importadores, prestadores de serviços e técnicos, e terá uma programação com palestras, cursos e seminários sobre o mercado de drones no país. FT Sistema Aeronoves, XMobots, Santiago & Cintra Geo-Tecnologias, Drone Store, Sensor Map Geotecnologia, Hexagon, Skydrones e Flighttech são algumas das maiores empresas do setor que estarão presentes na feira apresentando em seus estandes o que há de mais novo para o mercado. Aos interessados em participar da DSLA, no site do evento (www.droneshowla.com.br) já é possível se cadastrar tanto para visitar como também para participar dos cursos e seminários.

Sobre a MundoGEO

A MundoGEO, fundada em 1998, é líder na América Latina em soluções integradas de mídia e comunicação para o setor geoespacial e de localização. A plataforma de conexão gera conteúdos nos idiomas português e espanhol para mais de 100 mil profissionais cadastrados em seus diversos canais, como a revista e portal MundoGEO e DroneShow, redes sociais, webinars e eventos, como o MundoGEO#Connect LatinAmerica e a feira DroneShow.

Fonte: MundoGEO.com

WWF-BRASIL E INSTITUTO PROJETO NEYMAR JR. FIRMAM PARCERIA PELA PRESERVAÇÃO DA AMAZÔNIA



04/09/2015

O WWF-Brasil e o Instituto Projeto Neymar Jr. fazem um apelo pela maior floresta tropical do mundo, patrimônio da humanidade. No próximo sábado (5/9), Dia da Amazônia, será lançado um vídeo onde o craque alerta a população sobre algumas das principais ameaças à região, e pede sua ajuda para que ela seja preservada para as próximas gerações.

“Eu acho que é dever de todo brasileiro e de todo ser humano olhar pela Amazônia, cuidar de nossas florestas. Precisamos devolver para a natureza tudo o que ela nos deu até hoje e é através da preservação que precisamos nos unir. Eu e o meu Instituto estamos apoiando o Dia da Amazônia, porque nos preocupamos com o futuro de nossas crianças”, afirma o craque Neymar Jr.

A iniciativa faz parte de diversas ações desenvolvidas pelo programa de conservação da Amazônia do WWF-Brasil. “Acreditamos que seja uma parceria que trará visibilidade e mostrará aos brasileiros a importância que a Amazônia tem não só para o país, mas para o mundo”, diz o superintendente de Políticas Públicas e Relações Externas do WWF-Brasil, Henrique Lian.

A parceria contemplará o Instituto Projeto Neymar Jr. com a doação de materiais educativos voltados para as questões ambientais, além da capacitação dos educadores para sua utilização. Além disso, serão realizadas palestras para a comunidade na região onde se localiza o Instituto, no município de Praia Grande (SP), sobre temas importantes para a conservação ambiental local e a melhoria da qualidade de vida das pessoas como água, mudanças climáticas, pegada ecológica, entre outros.

Sobre a Amazônia

A Amazônia é um dos patrimônios naturais mais valiosos de toda a humanidade e a maior reserva natural do planeta. Com sete milhões de quilômetros quadrados, sendo cinco Foto: Diego Sanches/Grupo NR Sports milhões e meio de florestas, o bioma é fundamental para o equilíbrio ambiental e climático do planeta e a conservação dos recursos hídricos.

Apesar de sua incalculável importância para o planeta, – como o habitat de inúmeras espécies animais, vegetais e arbóreas, e como fonte de matérias-primas alimentares, florestais, medicinais e minerais –, a Amazônia tem sido constantemente ameaçada por inúmeras atividades predatórias.

Sobre WWF-Brasil

É uma organização não governamental brasileira, dedicada à conservação da natureza com os objetivos de harmonizar a atividade humana com a conservação da biodiversidade e promover o uso racional dos recursos naturais em benefício dos cidadãos de hoje e das futuras gerações. O WWF-Brasil, criado em 1996 e sediado em Brasília, desenvolve projetos em todo o País e integra a Rede WWF, a maior rede independente de conservação da natureza, com atuação em mais de 100 países e o apoio de cerca de 5 milhões de pessoas, incluindo associados e voluntários.

Sobre Instituto Projeto Neymar Jr

O Instituto Projeto Neymar Jr. é uma associação privada sem fins lucrativos dedicada às causas sociais. É um complexo educacional e esportivo no Jardim Glória, na Praia Grande, para crianças carentes e seus familiares. Todas as atividades são ministradas no complexo situado na área cedida pela prefeitura da cidade, em um sistema de concessão de 30 anos, inicialmente, e renováveis por mais 30 anos. O local tem 8.400 metros quadrados e atende aproximadamente 2.400 crianças, dos 7 aos 14. Os responsáveis por estas crianças também são atendidos, o que totaliza um alcance inicial de 10 mil pessoas. O Instituto foi construído com recursos próprios e patrocínios privados. Nas atividades são utilizados recursos advindos de incentivos fiscais de pessoas físicas, jurídicas e também doações espontâneas para dar à comunidade o que Neymar Jr. não pôde usufruir no espaço em que cresceu.



Hora do Planeta apagará luzes por uma hora em todo o País



28/03/2015

Às 20h30 de hoje (28), vários pontos em todo o Brasil vão ficar às escuras por uma hora. Locais como a Praça dos Três Poderes, em Brasília, os Arcos da Lapa, no Rio de Janeiro, e a Igrejinha da Pampulha, em Belo Horizonte, apagarão as luzes como parte da Hora do Planeta, mobilização liderada pela organização não governamental (ONG) WWF.

A Hora do Planeta é um movimento simbólico, que ocorre uma vez por ano, no fim de março. A ideia existe desde 2007 e aqueles que participam firmam o compromisso com o planeta de criação de um mundo sustentável. A ideia é que vários pontos em todo o mundo apaguem as luzes entre as 20h30 e as 21h30, em seus horários locais. Todas as 27 capitais brasileiras se comprometeram com o movimento. De acordo com a entidade, já são 173 cidades brasileiras com participação confirmada.

Além dos pontos em Brasília, no Rio de Janeiro e em Belo Horizonte, outros locais de destaque no país aderiram, entre eles o Elevador Lacerda, em Salvador, o Theatro Municipal de São Paulo e o Memorial da República, em Maceió. Na capital federal, a Biblioteca Nacional, o Museu Nacional, a Catedral e o Palácio do Buriti, sede do governo local, também vão ficar às escuras.

Às 16h, no entanto, a data já começa a ser celebrada. É quando terá início um show, na Praia de Ipanema (posto 10), no Rio de Janeiro. Entre as atrações estão o músico Hamilton de Holanda e o coletivo internacional de artistas Playing For Change. Todo o evento será realizado com gerador de biocombustível.

Além de monumentos públicos, a ONG incentiva as pessoas a participar da mobilização em suas casas, apagando as luzes não essenciais, como as de teto, televisões e computadores. A WWF lembra que luzes de funcionamento essencial, como iluminação de segurança em espaços públicos, luzes de orientação da aviação e semáforos, devem permanecer ligadas.

Por se tratar de uma mobilização mundial, em alguns países a Hora do Planeta de 2015 já ocorreu. Em Sidney, na Austrália, a famosa Opera House ficou apagada. As cidades de Yokohama, Tóquio e Osaka, no Japão, também participaram, desligando as luzes de importantes monumentos.

Para a WWF, no entanto, isso é só um começo, uma demonstração de comprometimento com um mundo melhor para essa geração e para as futuras. "Nossa expectativa é que esses indivíduos, comunidades e empresas tomem medidas além da hora. Em 2012, lançamos a campanha 'I will if you will' (Eu Vou se Você For) para fornecer uma plataforma destinada a inspirar as pessoas a compartilhar o  compromisso com o planeta com os seus amigos, colegas, líderes e redes", explica a organização no site oficial.



Hora do Planeta 2015




RETROSPECTIVA: os destaques do WWF-Brasil em 2014

04/01/2015

O ano de 2014 foi de grandes desafios para o WWF-Brasil e para todas as organizações que lutam pela conservação do meio ambiente. Mas foi também um ano de conquistas importantes.

Todas essas vitórias só foram possíveis porque trabalhamos juntos com diversos atores da sociedade civil e tivemos o apoio de nossos afiliados, empresas parceiras, diversas intuições e muitas organizações e parceiros que acreditam na força e na relevância do nosso trabalho.

Listamos algumas ações mais importantes que realizamos em 2014, por ordem cronológica. Confira!

Personagem ajuda a transmitir noções de sustentabilidade e preservação ambiental. 
© Divulgação/MSP e WWF-Brasil

1. Chico Bento, embaixador das nascentes do Pantanal;

Em março, junto à Maurício de Souza Produções (MSP), nomeamos Chico Bento como o  “Embaixador da Proteção das Nascentes do Pantanal”. Produzimos uma animação sobre o assunto, que foi exibida em cinemas, metrôs, ônibus, emissoras de televisão e redes sociais.

Campanha “Chico Bento, Embaixador das Nascentes do Pantanal”: https://www.youtube.com/watch?v=GNYQGxThgtg

Hora do Planeta 2014 
© WWF-Brasil

2. Hora do Planeta;

Em 2014, 144 municípios brasileiros participaram da mobilização, apagando as luzes de 627 monumentos diferentes. Foi um número recorde, maior do que o registrado em anos anteriores. As notícias sobre o evento impactaram 32,6 milhões de brasileiros. No mundo todo, a Hora do Planeta 2014 mobilizou mais de 7 mil cidades em 162 países.

Veja como foi a Hora do Planeta 2014 em todo o mundo: https://www.youtube.com/watch?v=ZilSYaavMH4

Reserva Extrativista Mapuá é uma das UCs apoiadas pelo Arpa 
© Miguel von Behr

3. Arpa (Áreas protegidas da Amazônia);

Em maio de 2014, com forte articulação do WWF-Brasil, o Ministério do Meio Ambiente (MMA) deu início à nova fase do Programa Arpa (Áreas Protegidas da Amazônia). 215 milhões de dólares serão depositados num fundo de transição que servirá para garantir, pelos próximos 25 anos, a manutenção permanente de 60 milhões de hectares em unidades de conservação. O WWF-Brasil participa de todas as discussões referentes ao Arpa, além de prestar apoio técnico e financeiro às suas ações.


Mais de 25 mil pessoas assinaram a petição da campanha SOS Juruena
© WWF-Brasil / Adriano Gambarini

4. Campanha SOS Juruena

Mais de 25 mil pessoas assinaram a petição da campanha SOS Juruena, organizada pelo WWF-Brasil para impedir a construção de duas hidrelétricas no interior do Parque Nacional do Juruena - uma unidade de conservação que faz parte do maior sistema de rios do país (Bacia do Tapajós) e possui a maior diversidade e produtividade de água doce do planeta, ocupando uma posição estratégica no chamado Arco do Desmatamento, capaz de garantir a conectividade ambiental das áreas protegidas vizinhas e entre a Amazônia e o Cerrado.


É a gota d’água: No Dia Mundial do Meio Ambiente, WWF-Brasil faz alerta 
sobre crise de abastecimento em São Paulo (SP) 
© Dino Almeida

5. “É a Gota d’Água!”

Em 5 de junho, Dia Mundial do Meio Ambiente, colocamos uma gota inflável, de 10 metros de altura, na Avenida Paulista, em São Paulo (SP). Nossa mensagem: “É a Gota D’água!”, teve o intuito de alertar a população brasileira para o melhor uso de nossos recursos hídricos frente a maior crise hídrica já enfrentada pelo Estado de São Paulo.

Making of da ação: “É a Gota DÁgua!”: https://www.youtube.com/watch?v=uF-e6UyMNd0

Pegada ecológica do acre 
© WWF-Brasil

6. Pegada Ecológica do Acre

O Acre é o mais recente Estado brasileiro a fazer o cálculo de sua Pegada Ecológica – a análise que mede a quantidade de recursos naturais necessária para sustentar determinado estilo de vida. Se todo mundo vivesse como os acreanos, seria necessário 1,3 planeta Terra para dar conta da demanda de recursos. Esta Pegada Ecológica é 20% menor que a do cidadão médio brasileiro e 13% menor que a do cidadão médio global. O estudo foi uma das entregas do Programa Água Brasil, parceria do WWF-Brasil com o Banco do Brasil, Fundação Banco do Brasil e Agência Nacional de Águas. 

Confira o estudo:  Pegada Ecológica do Estado do Acre

Fest Curteco 
© Divulgação/WWF-Brasil

7. Fest Curteco

Já pensou em fazer um painel solar a partir de sucata? Pois foi isso que fez o Raimundo Nonato Filho, do Piauí. Por conta desta ideia, ele foi eleito o vencedor do nosso primeiro Festival de Curtas-Metragens Ecológicos, o Curteco, e ganhou uma viagem para as Cataratas do Iguaçu, no Paraná. O Festival buscou conscientizar as pessoas sobre o impacto de nossos hábitos na saúde do planeta.

Assista aos cinco vídeos vencedores do Curteco: http://curteco.com.br/

Overshoot day 2014 
© WWF-Brasil

8. O “Dia da Sobrecarga da Terra” (“Overshoot Day”)

Em 2014, o “Overshoot Day”, ou “Dia da Sobrecarga da Terra”, ocorreu em 19 de agosto. Foi nesta data que terminamos de consumir os recursos naturais disponíveis para este ano. A partir de então, todos os recursos naturais que utilizamos “entraram no vermelho”, o que quer dizer que já estamos usando mais do que o Planeta pode repor. Se somado ao longo de um certo período, este fenômeno se converte em um cenário de perda de biodiversidade, escassez de recursos e mudanças climáticas – exatamente os grandes problemas ambientais que enfrentamos agora. O cálculo é feito anualmente pela Global Footprint Network, uma organização internacional pela sustentabilidade, parceira global da Rede WWF

Saiba mais sobre o Dia da Sobrecarga da Terra:



9. 18 anos de WWF-Brasil!

Em 2014, o WWF-Brasil completou 18 anos de existência. São quase duas décadas lutando pela conservação da biodiversidade e dos recursos naturais brasileiros – contando com o apoio de muitos afiliados, sociedade civil, empresas e instituições que confiam na importância do nosso trabalho.

Saiba mais sobre a nossa história: http://www.wwf.org.br/wwf_brasil/historia_wwf_brasil/

Cataratas do Iguaçu 
© ICMBIO/Parque Nacional do Iguaçu

10. Parceria pelas Cataratas do Iguaçu

Em agosto, fechamos uma parceria com o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID)  e a Fundación Vida Silvestre Argentina (FVSA) para apoiar a gestão das Unidades de Conservação que ficam na fronteira entre o Brasil e a Argentina. Nosso trabalho terá como foco desenvolver novas oportunidades de negócios locais, por meio da valorização da biodiversidade para gerar impactos sociais e ambientais positivos.    

Saiba mais sobre a nossa parceria em prol das Cataratas do Iguaçu

Eleições 2014 
© WWF-Brasil

11. Eleições 2014 e os compromissos com o futuro do País

Com o objetivo de aperfeiçoar o debate eleitoral realizado este ano, no final de agosto lançamos um documento que trazia propostas para colocar a sustentabilidade no centro da agenda política brasileira. O documento, intitulado “Propostas do WWF-Brasil: compromissos com o futuro do País – Água, Alimentos, Energia e Florestas para sempre”, foi entregue aos comitês dos três principais candidatos à presidência e disponibilizado para download gratuito.


Salve o Cerrado 
© WWF-Brasil

12. “Salve o Cerrado!”

Para marcar o Dia Nacional do Cerrado, celebrado em 11 de setembro, promovemos a campanha “Salve o Cerrado!”. Lançamos vídeos sobre a região, realizamos plantio de mudas nativas em Brasília (DF) e apoiamos a exposição “Cerrado, uma janela para o planeta”. Nossa proposta foi alertar para a necessidade de conservar o segundo maior ecossistema do Brasil. 

Veja os vídeos da campanha “Salve o Cerrado!”

Relatório Planeta Vivo 2014 
© WWF
13. Relatório Planeta Vivo

Em setembro, a Rede WWF lançou a mais recente edição do Relatório Planeta Vivo (ou “Living Planet Report”, no original em inglês), um documento que mostra o ‘estado de saúde’ de nosso planeta. Segundo a publicação, de 1970 até hoje a biodiversidade existente no mundo diminuiu em 52%, demonstrando que metade da vida no planeta foi extinta nos últimos quarenta anos. O documento mostra as causas desse declínio e o que pode ser feito para reverter este cenário.

Confira aqui o sumário executivo do Relatório Planeta Vivo 2014:

Fonte: WWF-Brasil


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