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Eventos gratuitos promovidos por Médicos Sem Fronteiras conectam Recife com a ajuda humanitária

Foto: Juan Carlos Tomasi/MSF

27/08/2016

Organização humanitária internacional apresenta exposições, filmes, debates e contação de histórias para diversos públicos; abertura oficial terá cinema a céu aberto no Parque Dona Lindu

A partir de 27 de agosto até 11 de setembro, Recife será sede do Conexões MSF, que leva a cidades brasileiras eventos sobre a organização internacional Médicos Sem Fronteiras (MSF) e o tema da ajuda humanitária. Conexões MSF, organizado em colaboração com instituições e empresas locais, inclui exposições, filmes, conversas, passeio ciclístico, além de uma intervenção artística num muro da cidade. As atividades foram distribuídas em diferentes horários e locais para promover uma conexão entre a população do Recife e a ajuda humanitária.

“O objetivo do Conexões MSF é aumentar o conhecimento do público sobre estas crises, o trabalho da organização e o sofrimento enfrentado pelas pessoas atendidas em nossos projetos”, explica a diretora de comunicação de MSF-Brasil, Alessandra Vilas Boas.

A ampla programação foi pensada para diferentes públicos, das crianças a profissionais especializados. Ela inclui, ainda, a pré-seleção de candidatos para trabalhar com MSF em cerca de 70 países. Haverá também um debate entre profissionais de MSF e representantes de instituições locais sobre doenças negligenciadas, como a doença de Chagas.

Uma sessão de cinema a céu aberto no Teatro Luiz Mendonça e na esplanada do Parque Dona Lindu marcará a abertura oficial do Conexões MSF. A exibição do filme Affliction – o Ebola na África Ocidental será seguida de um bate-papo com profissionais de MSF e contará com a mediação do jornalista Francisco José. O evento terá, ainda, a participação dos cordelistas Davi Teixeira e Meca Moreno.

Este e outros quatro documentários – Acesso à Zona de Perigo, Caminhos da Vacina, Fogo nas Veias e MSF (Un)limited serão exibidos nos auditórios Jaime Scherb/UPE, Jorge Lobo/CCS/UFPE e nas unidades Paço da Alfândega e Shopping RioMar da Livraria Cultura, assim como na Fundação Joaquim Nabuco. Algumas das sessões serão seguidas de bate-papos com profissionais experientes nos contextos abordados.

Conexões também é o nome da exposição fotográfica montada na Galeria Janete Costa. As 72 imagens sintetizam o trabalho de MSF, que atende pessoas em meio a conflitos armados, epidemias, desastres naturais ou sem nenhum acesso a cuidados de saúde. Essa ajuda é oferecida exclusivamente com base na necessidade das populações atendidas, sem discriminação de raça, religião ou convicção política, e de forma independente de poderes políticos e econômicos.

Já no Parque da Jaqueira, é possível ver a mostra interativa itinerante Caminhos da Vacina. Por meio de fotos, vídeos, textos e mapas, o visitante conhecerá os desafios para vacinar populações em áreas remotas do mundo. Barreiras que impedem, anualmente, cerca de 22 milhões de crianças com menos de um ano de idade de serem adequadamente imunizadas contra os principais algozes da infância.

Ali no parque e na Vila 7, sessões de contação de histórias prometem despertar a solidariedade nas crianças, abordando temas como refugiados e doença de Chagas de forma lúdica.

Atividade exclusiva para profissionais e estudantes de comunicação, a oficina de jornalismo Ajuda humanitária em pauta – como cobrir conflitos armados, desastres naturais e epidemias discutirá o trabalho de organizações que atuam em meio às piores crises do mundo e dará dicas sobre como fazer as coberturas desses contextos.

O Conexões MSF se propõe, ainda, a levar para cada cidade visitada uma intervenção artística de caráter permanente, para manter viva a lembrança da ajuda humanitária. A partir de relatos de profissionais de MSF sobre suas experiências em diversas situações, artistas convidados representam com sua arte o que interpretam dos textos. No Recife, a realização deste Diário de Arte caberá ao Cores do Amanhã Movimento Social e Cultural. A obra ficará na Rua Barão Rodrigues Mendes, ao lado do Posto de Informações Turísticas no Recife Antigo.

Serviço

O que: Conexões MSF – Recife conectado com a ajuda humanitária, série de eventos gratuitos promovidos pela organização humanitária internacional Médicos Sem Fronteiras em colaboração com Avianca Cargo, Cia. Agora Eu Era, Cores do Amanhã Movimento Social e Cultural, Davi Teixeira, Empresa de Manutenção e Limpeza Urbana, Fundação Joaquim Nabuco, Galeria Janete Costa, J. Sholna Reproduções Gráficas Especiais, Livraria Cultura, Meca Moreno, Parque Dona Lindu, Parque da Jaqueira, Porto Social, Rafa Mattos, Secretaria de Mobilidade e Controle Urbano, Secretaria de Cultura do Recife, Secretaria de Turismo e Lazer, Teatro Luiz Mendonça, Universidade de Pernambuco, Universidade Federal de Pernambuco e Vila 7

Quando: 27 de agosto a 11 de setembro, em diversos horários – ver programação; abertura oficial será marcada por uma sessão de cinema a céu aberto seguida de bate-papo com profissionais de MSF em 28 de agosto, às 19h; as exposições permanecerão mais tempo na cidade – Caminhos da Vacina até 25 de setembro e Conexões até 02 de outubro

Onde: A sessão de cinema a céu aberto será no Teatro Luiz Mendonça e esplanada do Parque Dona Lindu. Demais eventos acontecem na Fundação Joaquim Nabuco, Galeria Janete Costa, Livraria Cultura Paço da Alfândega e Shopping RioMar, Parque da Jaqueira, Recife Antigo do Coração, Universidade de Pernambuco, Universidade Federal de Pernambuco, Vila 7 e Rua Barão Rodrigues Mendes, ao lado do Posto de Informações Turísticas no Recife Antigo
Programação completa disponível em msf.org.br/conexoes

Programação completa disponível em msf.org.br/conexoes


Hora do Planeta: Belo Horizonte, Recife e Rio de Janeiro são as finalistas do Desafio das Cidades no Brasil

19/03/2016

Dia 19 de março. Daqui a pouco, luzes em todos os continentes serão apagadas durante 60 minutos ininterruptos. Trata-se de um recado importante: é preciso agir agora para evitar as consequências mais drásticas das mudanças climáticas, além de garantir um futuro saudável e neutro em carbono. No âmbito desse projeto, o WWF criou o Desafio das Cidades com a intenção de premiar as cidades com mais ações e metas concretas de combate ao aquecimento global. Pelo terceiro ano consecutivo a competição chega ao Brasil, que hoje anuncia seus três finalistas: Belo Horizonte, Recife e Rio de Janeiro.

Assim como Betim, Campinas, Fortaleza, Porto Alegre, São Paulo e Sorocaba (as outras concorrentes do biênio 2015/2016), as capitais de Minas, Pernambuco e Rio reportaram suas ações na Plataforma de Registro Climático Carbonn, gerido pelo ICLEI (parceiro do WWF no Desafio) ao lado do C40 (grupo de Grandes Cidades para a Liderança Climática) e CGLU. A partir dessa relatoria, um júri internacional analisou os esforços de cada cidade e, após auditoria terceirizada da Accenture, as finalistas de cada país foram conhecidas.

Agora, há três eleições a caminho: na primeira, uma cidade de cada país será nomeada pelo mesmo júri a Capital Nacional da Hora do Planeta; na segunda, estas concorrem ao título de Capital Global da Hora do Planeta, o maior símbolo rumo a uma economia de baixo carbono em 2015/2016; na terceira, a população é convidada a votar em sua cidade preferida e a solicitar mudanças na plataforma online Nós Amamos as Cidades (We Love Cities, na sigla em inglês).

De acordo com o júri, Belo Horizonte, que luta pelo tricampeonato no Desafio, “tem forte foco em inovação e envolvimento público nos seus esforços de baixo carbono”. Recife, pela primeira vez entre os três primeiros, por sua vez, “está orientado a estabelecer práticas de desenvolvimento sustentável e a tomar ações para reduzir o nível de emissões da sua comunidade”. Já o Rio, em ano de Olimpíadas, permanece com sua “forte liderança climática”, que o ajudou “desenvolver um approach concreto e estratégico rumo à sustentabilidade”.

“As cidades são espaços perfeitos para o desenvolvimento de uma economia de baixo carbono; porque são muito dinâmicas e responsivas, as boas (e as más) políticas públicas apresentam resultados muito rapidamente. Nesse sentido, o Desafio das Cidades tem trazido importantes aprendizados para municípios do mundo todo. Agora, é hora de ver como a competição saudável entre os participantes pode, além de demonstrar a viabilidade de desenvolvimento econômico social e ambientalmente responsável, mudar a vida dos cidadãos”, disse o Secretário-geral do WWF-Brasil, Carlos Nomoto.

O momento é propício para que as cidades se consolidem como exemplo nos esforços de redução de emissões, adaptação e mitigação às mudanças climáticas. Isso porque, em dezembro de 2015, o Acordo de Paris, aprovado em plenária por unanimidade durante a COP21, reconheceu a importância dos governos locais como atores essenciais para implementação de ações transformadoras no ambiente urbano.

 “Nosso foco agora deve se voltar para agenda de implementação. As cidades finalistas desta edição do Desafio trazem importante inspiração e demonstram que é possível e integrar a visão de baixo carbono aos processos de desenvolvimento, melhorando com isso a qualidade de vida dos cidadãos e atraindo investimentos” disse Pedro Roberto Jacobi, Presidente do Secretariado para América do Sul do ICLEI – Governos Locais pela Sustentabilidade.
Conheça, abaixo, as principais medidas de cada cidade finalista no Desafio, em ordem alfabética:

Belo Horizonte tenta o tri no Desafio das Cidades da Hora do Planeta.
© Divulgação

Belo Horizonte

Capital de Minas Gerais, Belo Horizonte venceu as duas últimas edições do Desafio das Cidades, e chega a mais um final em 2015/2016. Líder em energias renováveis no país, considerada a capital solar, BH tem iniciativas como um telhado solar no Mineirão, principal estádio de futebol da cidade e sede da Copa do Mundo FIFA 2014, e lei que determina o uso de placas para captação de energia do sol em novas construções. No que diz respeito ao manejo dos resíduos sólidos, a prefeitura tem demonstrado bons avanços em compostagem e geração de eletricidade, além de reciclagem junto à comunidade.

“Quando ganhamos a etapa nacional da 1ª Edição do Desafio das Cidades da Hora do Planeta, em 2014, o júri internacional que nos avaliou considerou haver um sincero comprometimento de Belo Horizonte para a criação de Cidades Sustentáveis. Estar, novamente, entre os finalistas neste ano, após a celebração do histórico Acordo de Paris, é um forte sinal de que estamos no bom caminho. Esse é um motivo de celebração e alegria. Mas sabemos que há ainda muito a fazer. Por isso, reafirmo aqui nosso compromisso em seguir adiante para que Belo Horizonte seja uma cidade de Baixo Carbono”, afirmou o prefeito Marcio Lacerda.

Recife é a primeira cidade do mundo a ter um inventário de emissões de gases de efeito estufa 
© Divulgação

Recife

Pela primeira vez entre os finalistas do Desafio das Cidades, e a primeira cidade fora do sudeste a atingir tal mérito, Recife caminha a passos largos para desenvolver práticas sustentáveis em escala e mitigar os efeitos das mudanças climáticas. Para isso, está desenvolvendo um sistema de Bus Rapid Transit (BRT) para reduzir o tempo de viagem da população em até três horas, o que melhora a qualidade de vida e diminui as emissões de carbono. Um plano de mobilidade, que une bicicletas, caronas e transportes aquáticos também está em estudo, assim como guias específicos para o manejo de resíduos sólidos.

“Assumimos o compromisso de enfrentar as questões climáticas e direcionar o Recife para ser uma cidade sustentável. Agora, o Recife conta com um conjunto de leis sobre as mudanças climáticas; inventários e um plano de ação com metas para reduzir a emissões de gases de efeito estufa, além de projetos inovadores, como o Parque Capibaribe que une mobilidade e ambiente natural. A indicação como finalista do Desafio das Cidades é o reconhecimento de todo esse trabalho realizado e uma oportunidade de compartilharmos experiências e unirmos esforços junto a outras cidades para mudar o cenário do aquecimento global. Afinal, os centros urbanos têm um papel fundamental neste debate”, disse o prefeito Geraldo Julio.

RJ quer vencer o Desafio e servir de bom exemplo a outras cidades 
© Divulgação

Rio de Janeiro

Em ano de Olimpíadas, com todos os olhos do mundo voltados em sua direção, a capital Fluminense mantém a forte liderança quando o assunto é sustentabilidade e ações para alcançar um desenvolvimento de baixo carbono. Atualmente, está em fase de ampliação do metrô, de seu sistema de Bus Rapid Transit (BRT) e criação de novas ciclovias, como a já inaugurada Tim Maia, que liga o Leblon a São Conrado pela Avenida Niemeyer.

A prefeitura enviou uma série de medidas adotadas, como o Projeto Escolas Sustentáveis na rede pública de educação da cidade, “utilizando energias renováveis, equipamentos sustentáveis e um sistema de conscientização e treinamento com alunos, professores e a comunidade sobre a importância das mudanças climáticas e da sustentabilidade”. Esse projeto foi apresentado durante a COP de Paris. O Rio de Janeiro também criou o CB27 durante a Rio+20, e hoje é sua sede. O objetivo do grupo é disseminar conceitos e práticas sustentáveis associadas à redução das emissões de GEE.

Fonte: WWF Brasil

Exposição de Médicos Sem Fronteiras apresenta os desafios de vacinar populações em algumas das áreas mais remotas do planeta

Foto: MSF

06/09/2015

Mostra interativa “Caminhos da Vacina” ajuda a compreender as barreiras que, anualmente, colocam em risco a vida de cerca de 22 milhões de crianças com menos de um ano de idade

Promovida pela organização humanitária internacional Médicos Sem Fronteiras (MSF), a exposição interativa itinerante “Caminhos da Vacina” teve início nesta quinta-feira (3/9) em São Paulo, no Parque do Ibirapuera. Na sequência, a mostra segue para outras capitais, entre elas, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Porto Alegre e Recife. Por meio de fotos, vídeos, textos e mapas, o visitante tem a oportunidade de conhecer os desafios para vacinar populações em áreas remotas do mundo.

Essas barreiras impedem que, anualmente, cerca de 22 milhões de crianças com menos de um ano de idade sejam adequadamente imunizadas contra os principais algozes da infância. “Hoje, a maior parte das vacinas precisa ser mantida entre 2°C e 8°C, o que dificulta a imunização em locais sem energia elétrica. É essencial superarmos este e outros obstáculos porque a vacinação reduz as taxas de mortalidade e morbidade e, com menos pessoas doentes, o custo com saúde pública também diminui. Não é apenas a criança vacinada que se beneficia; o alívio do sofrimento é muito mais amplo”, explica a infectologista Maria Rado, diretora da Unidade Médica Brasileira de MSF.

A exposição explora o percurso de Bruxelas, na Bélgica, onde MSF mantém um armazém de suprimentos, até vilarejos da região de Abuzi, no noroeste da República Democrática do Congo, no coração da África. Para percorrer este caminho, que ultrapassa 7,6 mil quilômetros, as equipes de MSF têm que carregar as vacinas de avião, veículos 4x4, motos, pirogas (canoas rudimentares) e a pé, em trilha pela floresta. Isso tudo mantendo a refrigeração dos produtos.

Para chamar a atenção para o problema, que poderia ser reduzido com investimentos no desenvolvimento de vacinas resistentes a variações de temperatura, a estrutura da mostra simula uma caixa térmica, como as usadas no transporte das vacinas, para garantir sua efetividade.

“O Brasil pode ter um papel central para salvar milhões de vidas no mundo. Neste momento, a Bio-Manguinhos/Fiocruz está desenvolvendo uma vacina conjugada para prevenir sarampo e rubéola, e é muito importante que ela seja termoestável. Essa será a primeira vacina brasileira exclusivamente para exportação e o principal mercado são os países em desenvolvimento, justamente os contextos onde as dificuldades de acesso à vacinação são mais latentes”, avalia a diretora-geral de MSF-Brasil, Susana de Deus. “A vacina termoestável proporcionaria uma redução drástica nos custos de toda a logística necessária para o transporte das vacinas, o que significaria mais crianças imunizadas.” Para sensibilizar os diretores da Bio-Manguinhos/Fiocruz sobre a importância de o produto ser resistente a variações de temperatura, MSF está organizando uma petição e espera coletar centenas de assinaturas.

Ampliar o acesso à vacinação também depende da simplificação das vacinas, de modo que o calendário seja flexível e os custos das doses mais baixos. O preço para imunizar completamente uma criança subiu 68 vezes de 2001 a 2014, aumento que é explicado pela adição de vacinas novas e caras ao pacote básico.

Todos os anos, MSF vacina milhões de pessoas contra diversas doenças. Somente em 2014, 1.513.700 foram imunizadas contra o sarampo.

A exposição “Caminhos da Vacina” também conta com uma versão online. Pelo site http://www.msf.org.br/caminhos-da-vacina, é possível assistir a um documentário interativo, ler curiosidades, sanar dúvidas e engajar-se.

Fonte: MSF

Dia Mundial de Proteção aos Manguezais é lembrado no Recife



24/07/2015

O Dia Mundial de Proteção aos Manguezais está sendo lembrado nesta sexta-feira e no próximo domingo com uma programação montada pela Secretaria de Meio Ambiente e Sustentabilidade do Recife (SMAS). Entre as atividades, debates e intervenções teatrais da Turma Mangue e Tal, em uma parceria com o Shopping RioMar. A data, celebrado em 26 de Julho, também será festejada com uma apresentação gratuita da Anjoluz Orquestra de Câmara, no econúcleo do Parque da Jaqueira.

Nesta sexta, acontece o projeto Jogando Limpo com o Mangue, do Shopping RioMar. Às 9h, a bióloga e pesquisadora do órgão ambiental, Andréa Karla, participa da mesa de debate no Workshop Conservação e Uso de Áreas de Manguezais. Às 15h30, haverá uma apresentação da Turma do Mangue e Tal, na área externa do centro comercial.

No domingo, a Anjoluz Orquestra de Câmara se apresenta sob a regência do maestro Josué Vicente, às 15h, no econúcleo do Parque da Jaqueira. Formada por crianças e adolescentes do Alto Santa Terezinha, Alto do Pascoal e Bomba do Hemetério, a orquestra comemora a data, tocando músicas ligadas ao movimento Mangue beat, à temática ambiental, além de canções regionais.



Folia é época dos catadores ganharem 13º

Jeová Nascimento, reciclador, na sede da Amape
Foto: Fernando da Hora / JC Imagem

17/02/2015

Amape realiza campanha para estimular a cadeia de reciclagem

O Carnaval não representa só diversão para os recicladores recifenses. Todo ano, durante as prévias e os dias da folia, a Associação Meio Ambiente Preservar e Educar (Amape), realiza uma campanha para estimular a cadeia da reciclagem, que depende tanto dos catadores, quanto do consumidor. Nesse período, com o aumento no consumo de bebidas em latas, a arrecadação total gira em torno de R$ 800 mil.

A Amape é uma organização sem fins lucrativos que desenvolve ações que promovam a gestão sustentável de resíduos e a inclusão dos catadores. 

De acordo com o diretor da associação, Sérgio Nascimento, o trabalho dos recicladores é fundamental não só para o setor, mas para a sociedade como um todo. “Desde 2010 que a gente vem realizando esse trabalho para que o reciclador possa ser visto como alguém a serviço da sociedade. Embora as pessoas não percebam, não olhem para eles. Esses profissionais são tão invisíveis quanto o dinheiro que conseguem gerar”, diz. 

“Faço minhas compras e pago logo. Se as pessoas se conscientizassem mais, poderiam ajudar nosso trabalho. É só separar o que dá pra reciclar do que não dá, não é difícil e ajuda demais a gente"
Sérgio Nascimento, diretor da Amape

De acordo com o reciclador Jeová Nascimento, o arrecadado no período carnavalesco corresponde ao seu 13º salário. “O que todo mundo tira em dezembro, eu ganho em fevereiro, com o Carnaval”, conta. Segundo ele, o dinheiro extra ganho no período contribui para manter dois dos sete filhos na escola. “Faço minhas compras e pago logo. Se as pessoas se conscientizassem mais, poderiam ajudar nosso trabalho. É só separar o que dá pra reciclar do que não dá, não é difícil e ajuda demais a gente”, diz o catador de 57 anos. A associação orienta os foliões a repassarem o material reciclado para os catadores, que direcionam o que é arrecadado para os postos de coleta. 

De acordo com o diretor da associação, além daqueles que encontram na reciclagem trabalho e renda, o ganho com o processo é cíclico e quem doa também é beneficiado. “Se o dono de uma padaria doa o material de seu estabelecimento para a reciclagem, o catador vende, recebe e consome naquele local. Se as pessoas parassem para pensar nisso, ajudariam mais esses profissionais”, afirma Nascimento, que conta que este ano alguns blocos firmaram parcerias com a associação a fim de destinar à reciclagem o que é produzido durante os desfiles.

Além desse trabalho, a Amape possui Posto de Entrega Voluntária que recebe materiais recicláveis. Qualquer um que possua esses itens, pode depositá-los no espaço destinado na área externa da associação, ou entrar em contato através do número 3266-4873. Tudo o que é arrecadado é distribuído entre os catadores. 




Mapa que segue tubarões em tempo real terá exemplares 'brasileiros'

Mapa da organização Ocearch é possível ver movimentação de tubarões 
marcados em tempo real. (Foto: Divulgação/Ocearch)

27/07/2014

Expedição do projeto Ocearch está no Brasil para auxiliar pesquisa.
Tubarões receberão marcadores e serão acompanhados por satélites.

Um projeto científico que acompanha em tempo real tubarões de várias partes do planeta vai também monitorar a partir dos próximos dias exemplares que circulam pelo litoral brasileiro. O objetivo é acompanhar o comportamento desses animais e conhecer melhor a migração de diversas espécies.

A ação é feita pelo projeto Ocearch, idealizada por cientistas dos Estados Unidos e que conta com um supernavio, que está em sua 20ª expedição, desta vez no Brasil.

A organização investiga como fomentar políticas de conservação, combatendo a sobrepesca e ameaças a diversas espécies de tubarões. Uma delas é o “finning”, quando o animal é descartado ainda vivo no mar após ter sua barbatana retirada por pescadores.

Na última quarta-feira (23), a embarcação Ocearch iniciou sua viagem pelo nordeste do país, começando por Recife (PE), com o objetivo de estudar a população de tubarões-tigre presentes no litoral. O foco também será a prevenção de ataques a humanos, principalmente em Pernambuco, estado registrou 59 ataques de tubarão, com 24 mortes, desde 1992.
Tubarão via satélite

Na imagem é possível analisar o percurso feito pelo tubarão "Anne Morrow", que 
recebeu a marcação em maio deste ano durante passagem da expedição pelos 
Estados Unidos (Foto: Reprodução/Ocearch)

Ao menos 200 animais já receberam as marcações nos continentes africano, europeu e americano (Américas do Norte, Central e do Sul). Atualmente, 85 podem ser acompanhados.

Os pesquisadores capturam os animais com a ajuda de lanchas, levam até o barco principal, equipado com laboratórios, e lá instalam um micro-equipamento na nadadeira, que deve permanecer no animal por, no mínimo, dois anos. Isso permitirá checar em tempo real o movimento do tubarão. O sinal é captado por satélite quando o espécime vai até a superfície.

No site da Ocearch há um grande mapa-mundi onde é possível observar e clicar em pontos coloridos, que indicam um animal já marcado por cientistas da organização em viagens anteriores. No site ainda não há nenhum ponto na costa brasileira, já que o trabalho de pesquisa e captura de tubarões ainda está na fase inicial.

No Brasil, o navio de pesquisa americano deve permanecer até 13 de agosto. Serão 20 pesquisadores brasileiros coordenados por Fabio Hazin, da Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE), que investiga os tubarões há 30 anos. Quatro expedições vão acontecer em águas de Pernambuco, Sergipe, Rio Grande do Norte, além do Arquipélago de Fernando de Noronha.

Hazin explica que a população de tubarões-tigre sofreu com alterações realizadas pelo homem nas proximidades de Recife. Um surto de ataques registrado nas últimas duas décadas, principalmente nas praias de Boa Viagem e Piedade, obrigou a adoção de medidas para conter os acidentes e evitar mortes.

Estudos feitos pelo governo pernambucano apontaram que a construção do porto de Suape e o impacto do tráfego marítimo permitiram a aproximação desses peixes em um trecho de 20 km de praias densamente povoadas.

Os cientistas analisaram os tubarões dessa área e verificaram que, após o registros de ataques, os animais seguiam para áreas mais altas do Nordeste brasileiro. A localização exata é um dos focos da expedição.
“Sabemos que 80% dos tubarões estão subindo para o norte, mas não sabemos para onde estão indo. A ideia é entender melhor o comportamento deles e, à medida que obtivermos dados, poderá permitir um aprofundamento sobre a estrutura populacional dos tubarões-tigres”.

Fonte: G1 Natureza


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