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“CORRA QUE O FUTURO VEM AÍ”: TECNOLOGIA E MEIO AMBIENTE NO CARNAVAL 2018



09/02/2018

Carnaval também é arte e cultura. Não é raro que as escolas de samba proponham ao público uma reflexão sobre o tempo e a situação em que vivemos, seja sobre o âmbito social que cultural, sempre tentando inovar para surpreender o povo. E em 2018 não será diferente! 

Em compasso com as questões mais atuais, este ano, as escolas de samba do grupo especial do Rio de Janeiro querem mostrar a importância da cultura popular, do respeito à diversidade de gênero, religiosa, sexual e étnica, além de alertar para a questão ambiental.

“Corra que o futuro vem aí”

Por exemplo, a Unidos da Vila Isabel propõe em seu samba-enredo intitulado “Corra que o futuro vem aí”, um tema muito importante para nossa reflexão, que é a relação  entre tecnologia e meio ambiente.

Bem, na verdade o futuro que será cantado pela escola na avenida já é bem presente. O carnavalesco da escola, Paulo de Barros, projetou mostrar para o público que no futuro, ou melhor, no presente, é preciso preocupar-se com a preservação da natureza e com a geração de energia limpa.

O alerta da Vila Isabel será feito pela apresentação das trajetórias das descobertas e invenções tecnológicas pelo homem e os seus impactos no meio ambiente: o futuro da espécie humana depende da conservação ambiental. A história da tecnologia desenvolvida pelo ser humano é entoada em descobertas como os moinhos, as grandes navegações, os meios de comunicação e as ciências, de um modo geral.

Como sabemos, os avanços tecnológicos que até então alcançamos, fizeram com que conquistássemos muitas vitórias, a erradicação de várias doenças, a comunicabilidade remota entre tantas outras maravilhas. Porém, tais maravilhas têm um custo enorme que quem está pagando é a Natureza. Por isso, devemos tomar as rédeas deste avanço científico, para preservar nossas vidas.

"Hoje pensar em ciência
É ter consciência do que está por vir
Então pra que desistir?
Corra que o futuro vem aí"

E isso tem a ver também com um outro tema, a robotização em substituição do homem e a precarização dos direitos trabalhistas, um tema bastante atual e que será desfilado pela escola Paraíso do Tuiuti com o seu samba-enredo: "Meu Deus, meu Deus, está extinta a escravidão?".

A escravidão dos dias de hoje

Oficialmente, nós sabemos que a escravidão foi extinta e é considerada uma violação dos direitos humanos. Entretanto, sabemos que a escravidão moderna ganhou outros contornos: crianças trabalham em carvoarias no nordeste brasileiro e na indústria têxtil na China, sem falar a questão da imigração na Europa, que vem transferindo de um país a outro hordas de desempregados. 

"Meu Deus! Meu Deus!
Se eu chorar não leve a mal
Pela luz do candeeiro
Liberte o cativeiro social"

Outras escolas apresentarão outros temas variados e também atuais como por exemplo o papel e a força da mulher na história da civilização.

Fonte: Greenme

Cursos Online na área de Ciências Agrárias e da Terra

REDENTOR SE COBRE DE VERDE



05/06/2017

Iluminação tem o objetivo de chamar a atenção das pessoas para as comemorações da Semana do Meio Ambiente. Iniciativa é do ICMBio, gestor do Parque Nacional da Tijuca
 
A partir deste domingo (4), o carioca ou turista que estiver de passagem pelo Rio de Janeiro vai ter uma visão noturna mais exuberante do Cristo Redentor. A estátua, um dos mais emblemáticos símbolos do País, que fica no alto do Morro do Corcovado, estará toda coberta de luz verde.

A iniciativa é do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), gestor do Parque Nacional da Tijuca, que abriga o Redentor, em parceria com a Cúria Diocesana, responsável pelo monumento, e tem o objetivo de chamar a atenção das pessoas para as comemorações da Semana do Meio Ambiente. A iluminação especial permanecerá até o dia 10.

O Dia Mundial do Meio Ambiente, ponto alto da semana, é comemorado em 5 de junho. A data foi instituída pela ONU em 1972, durante a Conferência de Estocolmo, que tratou do tema Ambiente. A celebração tem como objetivo principal conscientizar a população do planeta sobre os temas ambientais, principalmente, aqueles que dizem respeito à conservação da natureza.

O ICMBio, autarquia do Ministério do Meio Ambiente, responsável pela gestão das 327 unidades de conservação (UCs) federais, comemora a data todos os anos. Os eventos ocorrem na sede do Instituto, em Brasília, e nas várias UCs e centros de pesquisa espalhados pelo Brasil.

Neste ano, o evento na sede será no dia 6, a partir das 10h30, e terá o lançamento do Painel de Informações Gerenciais, uma ferramenta online de business intelligence, que disponibiliza por meio do software Qlik View dados sobre o Instituto tanto para o público interno como para a sociedade.

Haverá ainda o lançamento da publicação “Iniciativas de Inclusão Produtiva e Gestão Participativa de Unidades de Conservação dos Ambientes Marinhos e Costeiros do Brasil”, que aborda experiências de servidores do ICMBio com populações tradicionais em reservas extrativistas.

Ao final, será feita a apresentação da programação de aniversário do Instituto, que vai constar de uma série de atividades durante o decorrer do ano, tendo como ponto alto o dia 28 de agosto, data de fundação do ICMBio. Na ocasião, será lançado o selo comemorativo dos 10 anos.

O parque
O Parque Nacional da Tijuca, que tem o Cristo Redentor como um de seus atrativos, juntamente com as trilhas, grutas e cachoeiras, é a unidade de conservação mais visitada do País. Recebe, a cada ano, cerca de 3 milhões de brasileiros e estrangeiros, que vão ao local desfrutar das belezas naturais preservadas em pleno coração da cidade do Rio de Janeiro.

No ano passado, o parque inaugurou o Complexo das Paineiras, tornando a visita ao parque mais agradável ainda. O espaço, montado no histórico Hotel das Paineiras, que foi todo revitalizado, oferece área gastronômica com vista para a zona sul, loja de souvenir, salão de exposições multimídia, além de bilheteria para o Corcovado.

Fonte: ICMBio

Atletas refugiados fazem estreia histórica nos Jogos Paralímpicos no Rio

O nadador sírio Ibrahim Al-Hussein lidera a inédita Equipe de Atletas Paralímpicos 
Independentes na cerimônia de abertura dos Jogos Paralímpicos Rio 2016. 
© ACNUR/Benjamin Loyseau.

10/09/2016

O nadador sírio Ibrahim Al-Hussein conduziu a Equipe de Atletas Paralímpicos Independentes no estádio do Maracanã e carregou a bandeira do Comitê Paralímpico Internacional.

Sob fortes aplausos, dois atletas paralímpicos, que enfrentaram o desafio adicional de terem sido forçados a se deslocar de seus países, fizeram história nesta quarta-feira (7) ao entrarem no consagrado estádio do Maracanã para a cerimônia de abertura dos Jogos Paralímpicos 2016 no Rio de Janeiro.

Ao som de vibrantes e entusiasmados gritos de apoio vindos da multidão, Ibrahim Al-Hussein liderou a inédita Equipe de Atletas Paralímpicos Independentes até a arena, portando a bandeira do Comitê Paralímpico Internacional.

Originalmente da Síria, Ibrahim costumava competir em campeonatos de natação locais e nacionais, mas sua carreira foi interrompida há cinco anos quando a guerra eclodiu na Síria.

Em 2013, após perder a parte inferior de sua perna direita devido em uma explosão, ele fugiu para a Turquia onde passou a maior parte do ano seguinte reaprendendo a andar. Em 2014, ele embarcou em um bote inflável para a Grécia, onde ele retomou seus treinos de natação.

“Estou muito feliz por ter sido escolhido para conduzir a bandeira. Esse está sendo um dos melhores momentos da minha vida.”

“Estou muito feliz por ter sido escolhido para conduzir a bandeira. Este está sendo um dos melhores momentos da minha vida”, disse Ibrahin Al-Hussein à Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) antes da cerimônia que foi acompanhada ao vivo por milhões de pessoas no mundo inteiro.

“Antes da guerra na Síria, eu sonhava em participar das olimpíadas. Depois do que aconteceu, e depois da minha lesão, eu resolvi seguir em frente e hoje estou nas Paralimpíadas. Eu continuei sonhando, e este momento é um dos melhores que já vivi na vida”, ele acrescentou.

Fogos de artifício iluminam o Maracanã na cerimônia de abertura dos Jogos 
Paralímpicos Rio 2016. © ACNUR/Benjamin Loyseau

Outro integrante da equipe é Shahrad Nasajpour, um atleta iraniano com paralisia cerebral que teve o seu pedido de refúgio concedido pelos Estados Unidos. Ele competirá no lançamento de discos, mas não quis compartilhar sua história por motivos pessoais.

A cerimônia teve início com uma contagem regressiva marcada pela manobra radical do atleta Aaron Wheelz que, sob uma cadeira de rodas, desceu em alta velocidade uma rampa com a altura de um prédio de seis andares e saltou através de um painel com o número zero, marcando o início dos Jogos com uma explosão de fogos de artifício.

Durante o desfile, voluntários posicionaram mais de 1.000 peças de um quebra-cabeça que formou um coração, representando o conceito-chave da cerimônia: "O coração não conhece limites. Todo mundo tem um coração".

Antes da cerimônia de abertura, o Alto Comissário da Agência da ONU para Refugiados disse que estava “muito feliz por torcer por Ibrahim e Shahrad”.

"A Equipe de Atletas Paralímpicos Independentes é um símbolo da força e determinação para as pessoas refugiadas com deficiência em todo o mundo. Eles são um exemplo do que pode ser alcançado quando os refugiados com deficiência têm a oportunidade de seguir seus sonhos e desenvolver seus talentos".

“Eles são um símbolo da força e determinação para as pessoas refugiadas com deficiência em todo o mundo.”

Os competidores estão seguindo os passos da amplamente celebrada Equipe Olímpica de Atletas Refugiados que fizeram história nos Jogos Olímpicos Rio 2016.

Ainda que não tenham conquistado medalhas, os 10 atletas refugiados fizeram história nos Jogos Olímpicos Rio 2016, colocando a coragem e a perseverança dos refugiados e dos deslocados internos do mundo todo - uma população que já ultrapassa 65 milhões – sob os holofotes.

Nos Jogos Paralímpicos, Ibrahim irá competir nos 50 metros e 100 metros nado livre na classe S10, uma das 10 classes com base no grau de habilidade. Sua participação acontece menos de um ano depois que ele começou a nadar novamente, em outubro do ano passado, depois de uma pausa de cinco anos.

Em abril, Ibrahim conduziu a Tocha Olímpica dos Jogos Rio 2016 por um campo de refugiados em Atenas, um gesto simbólico para mostrar solidariedade aos refugiados de todo o mundo.

Reunião

A representante da Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) no Brasil, Isabel Marquez, se reuniu com a equipe para demonstrar seu apoio aos atletas e parabenizá-los pela participação nos Jogos Paralímpicos Rio 2016, representando milhares de outros refugiados e solicitantes de refúgio com deficiências em todo mundo.

A Representante do ACNUR no Brasil, Isabel Marquez, cumprimenta o atleta refugiado 
Ibrahim Al-Hussein na Vila Olímpica no Rio de Janeiro. © ACNUR/Benjamin Loyseau

"Eles já são vitoriosos, pois conseguiram ultrapassar vários obstáculos e chegar até aqui. O fato de serem refugiados torna sua necessidade de proteção mais evidente. E para pessoas com necessidades especiais, isto é particularmente importante". 

Para Isabel, a equipe traz uma mensagem de esperança para os Jogos Paralímpicos. "Não importa o problema que as pessoas tenham na vida, continuem a fazer o que gostam". 



Olimpíada de Tóquio 2020 também será sustentável, diz governadora japonesa

A governadora da cidade de Tóquio, Yuriko Koike, em entrevista no Rio Media 
Center ao lado do prefeito do Rio, Eduardo Paes - JM Coelho/Rio Media Center

22/08/2016 

A Olimpíada de Tóquio 2020 dará continuidade ao conceito de sustentabilidade desenvolvido na Rio 2016. O anúncio foi feito hoje (19) pela governadora da cidade de Tóquio, Yuriko Koike, em entrevista no Rio Media Center ao lado do prefeito do Rio, Eduardo Paes. A bandeira olímpica será entregue aos representantes de Tóquio no domingo (21), durante a cerimônia de encerramento dos Jogos Olímpicos do Rio.

“Queremos dar continuidade ao que está sendo feito no Rio, seguindo o exemplo do baixo custo, da sustentabilidade e sem elefante branco e desperdício. Vamos trabalhar ainda com o que chamamos de 'conceito de 3Rs', que é reduzir, reutilizar e reciclar. Esses são os princípios que nortearão os Jogos Olímpicos de 2020”, disse Yuriko Koike.

Paes disse que o governo de Tóquio está no Rio acompanhando de perto a organização dos Jogos para levar a experiência para 2020. “Ela [Tóquio] é uma cidade que tem uma infraestrutura muita desenvolvida, que já está pronta, mas, ainda assim, os Jogos sempre trazem grandes desafios. Que assim como nos inspiramos nos Jogos de Londres eles se espelhem nos Jogos do Rio para que de lá também saiam jogos incríveis.”

Entre iniciativas sustentáveis do Jogos do Rio, o prefeito destacou a recuperação ambiental do Parque Olímpico e do Campo Olímpico de Golfe, que trouxe animais de diferentes espécies, e a ampliação da biodiversidade em uma área degradada, na Barra da Tijuca; os avanços na mobilidade urbana; as construções nômades, como a Arena do Futuro, que será desmontada e reutilizada na edificação de quatro escolas públicas na cidade; e a produção de medalhas sustentáveis, feitas com materiais recicláveis.

Tóquio já foi sede de Jogos Olímpicos, em 1964. Em 2020, a capital japonesa volta a receber o megaevento, entre os dias 24 de julho e 9 de agosto.


Time do MNCR presente nas Olimpíadas do Rio 2016



07/08/2016

Catadores conduziram a Tocha e prestam serviços durante os jogos.

Catadores de materiais recicláveis ligados ao MNCR de várias regiões do Brasil participaram do revezamento de condução da Tocha Olímpica. A celebração tradicional faz parte da abertura dos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro. A ultima etapa do trajeto aconteceu nesta sexta (05/08) na cidade do Rio de Janeiro onde Custódio Chaves, catador do Rio de Janeiro, Roseleide Nascimento, catadora do Rio Grande do Norte, Roberto Laureano, catador de São Paulo e Jeane do Santos, catadora da Bahia, participaram do revezamento.

Também conduziram a Tocha a catadora do Espirito Santo Maria do Carmo Cantilho, Claudete da Costa, catadora do Rio de Janeiro, e Severino Lima Junior, do Rio Grande do Norte nas etapa em que o revezamento se deu em seus Estados.

A participação dos catadores no revezamento é um reconhecimento da importância desses trabalhadores e trabalhadoras na sociedade.

Além da participação no revezamento da Tocha, os catadores também estão prestando serviço de coleta seletiva nos estádios e instalações das Olimpíadas nas cidades de São Paulo (SP), Belo Horizonte (MG), Brasília (DF), Salvador (BA) e Manaus (AM). O objetivo é fortalecer essa política pública e concretizar um importante legado de sustentabilidade para o País.




Fonte: MMCR


Com vasos de bambu e plantio de floresta, Olimpíada no Brasil começa com pé direito

Atleta planta semente em tubetes no Maracanã

06/08/2016

Além do legado de uma nova área verde, a maior preocupação dos organizadores da festa de abertura, foi transmitir uma mensagem de responsabilidade mundial

Tecnologia, luzes, dança, música e muitos fogos de artifício. Esses são ingredientes comuns à todas as festas de abertura de uma Olimpíada. Na cerimônia dos Jogos Rio 2016, no entanto, uma mensagem - com certeza - chamou a atenção.

Cada um dos 10,5 mil atletas que desfilaram na cerimônia desta sexta-feira, 5, plantou - literalmente - uma semente no Rio de Janeiro. Na prática, a intenção é a de se criar uma nova área verde na cidade maravilhosa.

Ao entrar no Maracanã, cada atleta recebeu uma semente que foi plantada ali mesmo, em tubetes espalhados pelo estádio. Dali, os tubetes seguirão para um viveiro onde - pelo menos parte - devem germinar mudas de 208 espécies nativas, representando as delegações e uma para os refugiados.

As árvores deverão ser plantadas daqui um ano no Parque Radical, em Deodoro, e formar a Floresta dos Atletas, um legado ambiental que simbolizará a biodiversidade do planeta.

Arbustos formam aros olímpicos

Responsabilidade global

Além do legado de uma nova área verde, a maior preocupação dos organizadores da festa de abertura, foi transmitir uma mensagem de responsabilidade mundial com o aquecimento global.

Cenas e gráficos projetando os efeitos do aquecimento prepararam o público para um momento lúdico: a poesia "A flor e a náusea" de Carlos Drummond de Andrade recitada pela atriz Fernanda Montenegro e pela britânica Judi Dench.

Ao mesmo tempo, um menino, no centro do Maracanã, plantava um árvore em um vaso de bambu.

Olímpiadas 2016, oficialmente aberta nesta sexta-feira, 5

Arbustos Olímpicos

No fim, o ápice da festa. As torres espelhadas - que guardavam os tubetes - se abriram num toque de mágica para revelar uma verdadeira floresta. Os arbustos formaram os aros olímpicos que, desta vez, não tiveram as tradicionais cinco cores.

Todos verdes, lembraram a ideia de que o plantio de florestas deve ser universal e espalhada pelos cinco continentes.



Parque Olímpico investe em sustentabilidade, com reaproveitamento completo das estruturas construídas

Parque Olímpico da Barra: coração dos Jogos é também refúgio de vida selvagem 
(Foto: Gabriel Heusi/Heusi Action)

06/08/2016  

Jogos Rio 2016 usam o conceito de arquitetura nômade, que dão novo uso às arenas após competições

Ponto nevrálgico dos Jogos Rio 2016, o Parque Olímpico da Barra é também um exemplo de sustentabilidade. A obra escora-se em um dos mais modernos conceitos da engenharia, a arquitetura nômade, que prevê o completo reaproveitamento de estruturas construídas, que ganham novas utilidades após os Jogos. 

O Centro Internacional de Transmissão (IBC, na sigla em inglês) é um dos exemplos de arquitetura inteligente, que evita desperdício de materiais e o subaproveitamento do edifício. Suas estruturas metálicas dão suporte a um prédio com capacidade para 10 mil pessoas. Ele será desmontado e reutilizado nos Jogos de Inverno da Coreia, em 2018, e nos Jogos de 2020, em Tóquio, no Japão. 

Arena do Futuro, sede do handebol, se transforma depois em 4 escolas 
Foto: Rio 2016/Ernesto Neves

Um dos projetos mais inovadores é o da Arena do Futuro. Casa do handebol, ela foi feita através do encaixe de módulos pré-moldados. Isso elimina o desperdício de materiais como o concreto, além de reduzir o tempo de obra. Ao término dos Jogos, a Arena será transformada em quatro escolas municipais. 

As três Arenas Cariocas também foram adaptadas ao conceito de arquitetura nômade. Enquanto a Arena 1 será um centro de excelência esportiva para atletas de 12 modalidades, a Arena 2 será um local de treinamento. Já a Arena 3 se transforma no Ginásio Experimental Olímpico (GEO), espaço esportivo voltado para escolas públicas com capacidade para 850 alunos. 

Centro Olímpico de Tênis: baixo consumo de energia graças à ventilação natural 

O Velódromo, por sua vez, realiza a captação da água de chuva para utilização posterior, enquanto o Centro Olímpico de Tênis possui paredes que permitem a ventilação natural. 

Ninho de quero-quero próximo à Arena de Tênis: vida selvagem protegida 
Rio 2016/Ernesto Neves)

Instalado às margens da Lagoa de Jacarepaguá, a região do Parque Olímpico concentra um dos últimos refúgios da vida selvagem no Rio. Por isso, um projeto pioneiro restaurou uma área de 73 mil metros quadrados de restinga e manguezal às margens da Lagoa. 

"A área estava degradada e repleta de vegetação invasora. Com o reflorestamento, já é possível notar a volta de animais como capivaras, além de muitos pássaros", conta Tânia Braga, gerente de sustentabilidade do Comitê Rio 2016.

Fonte: RIO2016


Hora do Planeta: Belo Horizonte, Recife e Rio de Janeiro são as finalistas do Desafio das Cidades no Brasil

19/03/2016

Dia 19 de março. Daqui a pouco, luzes em todos os continentes serão apagadas durante 60 minutos ininterruptos. Trata-se de um recado importante: é preciso agir agora para evitar as consequências mais drásticas das mudanças climáticas, além de garantir um futuro saudável e neutro em carbono. No âmbito desse projeto, o WWF criou o Desafio das Cidades com a intenção de premiar as cidades com mais ações e metas concretas de combate ao aquecimento global. Pelo terceiro ano consecutivo a competição chega ao Brasil, que hoje anuncia seus três finalistas: Belo Horizonte, Recife e Rio de Janeiro.

Assim como Betim, Campinas, Fortaleza, Porto Alegre, São Paulo e Sorocaba (as outras concorrentes do biênio 2015/2016), as capitais de Minas, Pernambuco e Rio reportaram suas ações na Plataforma de Registro Climático Carbonn, gerido pelo ICLEI (parceiro do WWF no Desafio) ao lado do C40 (grupo de Grandes Cidades para a Liderança Climática) e CGLU. A partir dessa relatoria, um júri internacional analisou os esforços de cada cidade e, após auditoria terceirizada da Accenture, as finalistas de cada país foram conhecidas.

Agora, há três eleições a caminho: na primeira, uma cidade de cada país será nomeada pelo mesmo júri a Capital Nacional da Hora do Planeta; na segunda, estas concorrem ao título de Capital Global da Hora do Planeta, o maior símbolo rumo a uma economia de baixo carbono em 2015/2016; na terceira, a população é convidada a votar em sua cidade preferida e a solicitar mudanças na plataforma online Nós Amamos as Cidades (We Love Cities, na sigla em inglês).

De acordo com o júri, Belo Horizonte, que luta pelo tricampeonato no Desafio, “tem forte foco em inovação e envolvimento público nos seus esforços de baixo carbono”. Recife, pela primeira vez entre os três primeiros, por sua vez, “está orientado a estabelecer práticas de desenvolvimento sustentável e a tomar ações para reduzir o nível de emissões da sua comunidade”. Já o Rio, em ano de Olimpíadas, permanece com sua “forte liderança climática”, que o ajudou “desenvolver um approach concreto e estratégico rumo à sustentabilidade”.

“As cidades são espaços perfeitos para o desenvolvimento de uma economia de baixo carbono; porque são muito dinâmicas e responsivas, as boas (e as más) políticas públicas apresentam resultados muito rapidamente. Nesse sentido, o Desafio das Cidades tem trazido importantes aprendizados para municípios do mundo todo. Agora, é hora de ver como a competição saudável entre os participantes pode, além de demonstrar a viabilidade de desenvolvimento econômico social e ambientalmente responsável, mudar a vida dos cidadãos”, disse o Secretário-geral do WWF-Brasil, Carlos Nomoto.

O momento é propício para que as cidades se consolidem como exemplo nos esforços de redução de emissões, adaptação e mitigação às mudanças climáticas. Isso porque, em dezembro de 2015, o Acordo de Paris, aprovado em plenária por unanimidade durante a COP21, reconheceu a importância dos governos locais como atores essenciais para implementação de ações transformadoras no ambiente urbano.

 “Nosso foco agora deve se voltar para agenda de implementação. As cidades finalistas desta edição do Desafio trazem importante inspiração e demonstram que é possível e integrar a visão de baixo carbono aos processos de desenvolvimento, melhorando com isso a qualidade de vida dos cidadãos e atraindo investimentos” disse Pedro Roberto Jacobi, Presidente do Secretariado para América do Sul do ICLEI – Governos Locais pela Sustentabilidade.
Conheça, abaixo, as principais medidas de cada cidade finalista no Desafio, em ordem alfabética:

Belo Horizonte tenta o tri no Desafio das Cidades da Hora do Planeta.
© Divulgação

Belo Horizonte

Capital de Minas Gerais, Belo Horizonte venceu as duas últimas edições do Desafio das Cidades, e chega a mais um final em 2015/2016. Líder em energias renováveis no país, considerada a capital solar, BH tem iniciativas como um telhado solar no Mineirão, principal estádio de futebol da cidade e sede da Copa do Mundo FIFA 2014, e lei que determina o uso de placas para captação de energia do sol em novas construções. No que diz respeito ao manejo dos resíduos sólidos, a prefeitura tem demonstrado bons avanços em compostagem e geração de eletricidade, além de reciclagem junto à comunidade.

“Quando ganhamos a etapa nacional da 1ª Edição do Desafio das Cidades da Hora do Planeta, em 2014, o júri internacional que nos avaliou considerou haver um sincero comprometimento de Belo Horizonte para a criação de Cidades Sustentáveis. Estar, novamente, entre os finalistas neste ano, após a celebração do histórico Acordo de Paris, é um forte sinal de que estamos no bom caminho. Esse é um motivo de celebração e alegria. Mas sabemos que há ainda muito a fazer. Por isso, reafirmo aqui nosso compromisso em seguir adiante para que Belo Horizonte seja uma cidade de Baixo Carbono”, afirmou o prefeito Marcio Lacerda.

Recife é a primeira cidade do mundo a ter um inventário de emissões de gases de efeito estufa 
© Divulgação

Recife

Pela primeira vez entre os finalistas do Desafio das Cidades, e a primeira cidade fora do sudeste a atingir tal mérito, Recife caminha a passos largos para desenvolver práticas sustentáveis em escala e mitigar os efeitos das mudanças climáticas. Para isso, está desenvolvendo um sistema de Bus Rapid Transit (BRT) para reduzir o tempo de viagem da população em até três horas, o que melhora a qualidade de vida e diminui as emissões de carbono. Um plano de mobilidade, que une bicicletas, caronas e transportes aquáticos também está em estudo, assim como guias específicos para o manejo de resíduos sólidos.

“Assumimos o compromisso de enfrentar as questões climáticas e direcionar o Recife para ser uma cidade sustentável. Agora, o Recife conta com um conjunto de leis sobre as mudanças climáticas; inventários e um plano de ação com metas para reduzir a emissões de gases de efeito estufa, além de projetos inovadores, como o Parque Capibaribe que une mobilidade e ambiente natural. A indicação como finalista do Desafio das Cidades é o reconhecimento de todo esse trabalho realizado e uma oportunidade de compartilharmos experiências e unirmos esforços junto a outras cidades para mudar o cenário do aquecimento global. Afinal, os centros urbanos têm um papel fundamental neste debate”, disse o prefeito Geraldo Julio.

RJ quer vencer o Desafio e servir de bom exemplo a outras cidades 
© Divulgação

Rio de Janeiro

Em ano de Olimpíadas, com todos os olhos do mundo voltados em sua direção, a capital Fluminense mantém a forte liderança quando o assunto é sustentabilidade e ações para alcançar um desenvolvimento de baixo carbono. Atualmente, está em fase de ampliação do metrô, de seu sistema de Bus Rapid Transit (BRT) e criação de novas ciclovias, como a já inaugurada Tim Maia, que liga o Leblon a São Conrado pela Avenida Niemeyer.

A prefeitura enviou uma série de medidas adotadas, como o Projeto Escolas Sustentáveis na rede pública de educação da cidade, “utilizando energias renováveis, equipamentos sustentáveis e um sistema de conscientização e treinamento com alunos, professores e a comunidade sobre a importância das mudanças climáticas e da sustentabilidade”. Esse projeto foi apresentado durante a COP de Paris. O Rio de Janeiro também criou o CB27 durante a Rio+20, e hoje é sua sede. O objetivo do grupo é disseminar conceitos e práticas sustentáveis associadas à redução das emissões de GEE.

Fonte: WWF Brasil

FAÇA DESCARTE CORRETO NO CARNAVAL

Ilustração: Fernando Abras/MMA

07/02/2016

Quantidade de resíduos recolhidos após a festa aumenta 40% a cada ano. Foliões podem adotar atitudes positivas para mudar esse quadro.

Por Marta Moraes - Edição: Alethea Muniz

Carnaval e lixo não combinam. Ou, pelo menos, não deveriam combinar. No ano passado, em quatro dias de festa, a Companhia Municipal de Limpeza Urbana do Rio de Janeiro (Comlurb) recolheu 1.129,84 toneladas de lixo das ruas da cidade. De acordo com a empresa, os blocos foram responsáveis pela maior parte dos resíduos descartados: 639,54 toneladas contra as 465,79 toneladas produzidas pela festa na Marquês de Sapucaí. Já os números de Brasília acompanham a proporção da folia brasiliense. Em 2015, o Serviço de Limpeza Urbana no Distrito Federal (SLU/DF) recolheu 110 toneladas de resíduos após a folia na cidade. Quarenta e quatro mil sacos de lixo foram usados na coleta.

Mas no quesito “lixo pós Carnaval”, Salvador é a campeã. Em 2015, a Limpurb (Empresa de Limpeza Urbana de Salvador) recolheu quase duas mil toneladas de lixo durante a festa. Só para o serviço de higienização das ruas de Salvador no primeiro dia de Carnaval foram utilizados 250 mil litros de água e consumidos cerca de 520 mil litros de sabão. No ano passado, o projeto “Fundo da Folia”, criado em 1994 por um grupo de mergulhadores, recolheu 706 kg de lixo da praia da Barra, em Salvador, lixo que sobrou do carnaval e foi parar no fundo do mar. Em 2010, a ONG internacional Global Garbage postou fotos chocantes do fundo do mar de Salvador, 10 dias depois do carnaval: mais de 1,5 mil latinhas e garrafas, além de pedaços de abadás e outros objetos plásticos, foram encontrados por mergulhadores.

MAIS RESÍDUOS

A verdade é que o carnaval cresceu e, junto com ele, aumentaram os resíduos deixados no caminho. Dados das empresas de limpeza que atuam nas cidades brasileiras mostram que vem acontecendo um aumento de cerca de 40% a cada ano, na quantidade de lixo recolhido após a folia.  O mês de carnaval chega a ter 10% de lixo a mais produzido que a média dos outros 11 meses do ano no Rio de Janeiro, por exemplo (dados da Comlurb).

A sujeira que o carnaval deixa nas cidades é um dos maiores problemas do pós-feriado: latas de alumínio, garrafas de vidro, copos plásticos e panfletos de divulgação são facilmente encontrados nas ruas, entupindo bueiros e aumentando o risco de enchentes. Até mesmo a questão da saúde não pode ser esquecida, já que a proliferação do mosquito da dengue, da zika e da chikungunya depende de ações contra o acúmulo de resíduos. (Foto ao lado: Tomaz Silva/ Agência Brasil).

Segundo o Instituto Akatu, o aumento do lixo gera impactos na coleta (que fica sobrecarregada), e no armazenamento nos aterros. Mas a folia pode ter menos lixo nas ruas, uso de embalagens retornáveis e menos desperdício de comida e de bebida. Cada cidadão tem sua parcela de responsabilidade com os resíduos que deixa para trás durante o carnaval.

DICAS PARA O FOLIÃO

As principais orientações para quem vai curtir a folia nas ruas são: jogar embalagens e outros resíduos nas lixeiras mais próximas; e produzir menos lixo, evitando o uso de material descartável. Vale levar seu próprio copo ou sua própria sacolinha de lixo.

Para um carnaval mais sustentável, vale também reaproveitar aquilo que iria para o lixo, utilizando material reciclável para a criação de fantasias, adereços e máscaras; reutilizar fantasias de carnavais passados; e gastar menos combustível, utilizando o transporte público,ou carona de amigos,para chegar aos pontos da festa.

Para a diretora de Ambiente Urbano do Ministério do Meio Ambiente (SRHU/MMA), Zilda Veloso, as pessoas não podem se esquecer, mesmo num momento de alegria, da conscientização ambiental. “O próprio cidadão pode fazer a sua parte. Não custa nada ficar com uma latinha ou um copo na mão até encontrar uma lixeira. É preciso exercitar a educação”, alerta Zilda.

BRASÍLIA LIMPA

Além das ações de cada folião, algumas cidades têm inovado para estimular menos lixo após a folia. No carnaval deste ano, em Brasília, os blocos de rua que mais se empenharem em manter os locais de festa livres de resíduos depois do evento receberão certificados do SLU. A campanha “Bloco Brasília Limpa”, lançada pelo governo do Distrito Federal em 2014, busca valorizar o esforço dos foliões no recolhimento do lixo produzido. Os foliões devem postar fotos no Instagram, com a hashtag #BSBLIMPA, seguida do nome do bloco.

Para participar da campanha, os organizadores dos blocos precisam optar pela autogestão dos resíduos (quando se responsabilizam pela limpeza e dispensam o trabalho da autarquia) ou respeitar o prazo mínimo de cinco dias úteis de antecedência para solicitar os serviços. Outros requisitos são divulgar mensagens educativas sobre o descarte apropriado e colocar lixeiras à disposição dos participantes.

PROGRAMA “LIXO ZERO”

No Rio de Janeiro, os foliões que vão brincar o carnaval de rua deverão ter mais cuidado com os pequenos resíduos irregularmente descartados. O Programa Lixo Zero, implantado no Rio, vai fiscalizar os maiores e mais importantes blocos da cidade. Caso o folião seja pego em flagrante jogando lixo nas ruas será passível de multa no valor de R$185,00. Se for pego urinando em via pública pelas equipes de fiscalização, o valor da multa é de R$ 510,00 (foto: Tania Rêgo/ Agência Brasil).

FOLIA SUSTENTÁVEL

Com o intuito de aproximar o carnaval do Salvador à sustentabilidade, a Prefeitura da cidade lançou, desde 2014, a campanha “Eu promovo o carnaval sustentável”. A cada ação sustentável a ser praticada pelos blocos, trios, camarotes, haverá uma pontuação pré-determinada. Essas ações serão contabilizadas e, a partir da pontuação alcançada, a organização será ouro, prata ou bronze. Entre as ações utilizadas dentro dos camarotes que se destacaram em 2015 estão a separação de resíduos que são destinados às cooperativas, a coleta do óleo de cozinha, e a oferta de alimentos orgânicos nos buffets.

Com o objetivo de apoiar os catadores de material reciclável durante a foliaem Salvador, a Incubadora de Empreendimentos Solidários (Incuba) da Universidade do Estado da Bahia (UNEB), em parceria com o Complexo Cooperativo de Reciclagem da Bahia (CCRB), realizaráeste ano o projeto “Ecofolia solidária: o trabalho decente preserva o meio ambiente”.

A iniciativa prevê a redução dos impactos ambientais causados pelo descarte inadequado dos resíduos sólidos gerados durante a festa, além da melhoria das condições de trabalho dos catadores avulsos e cooperados, e o combate ao trabalho infantil. O projeto vai beneficiar diretamente 2,8 mil catadores avulsos e cooperados. Indiretamente, a iniciativa deve gerar renda para 12 mil trabalhadores. A meta do projeto para este ano é retirar do meio ambiente 50 toneladas de material descartável.




CADERNETAS DE SAÚDE PARA REFUGIADOS SÃO LANÇADAS NO RIO DE JANEIRO

A refugiada Nenete recebe a versão em francês da caderneta traduzida pelo 
ACNUR, com orientações sobre a unidade de saúde mais próxima da sua casa.

21/11/2015

Por Diogo Félix, do Rio de Janeiro.

Os refugiados e solicitantes de refúgio que vivem na cidade do Rio de Janeiro ganharam mais uma ferramenta para acessar plenamente os serviços do sistema de saúde pública municipal. Em evento realizado nesta quinta-feira na Cáritas Arquidiocesana do Rio de Janeiro, organização parceira do Alto Comissariado da ONU para Refugiados (ACNUR), foram lançadas as versões em inglês e francês da Caderneta de Saúde da Secretaria Municipal de Saúde do Rio de Janeiro (SMS).

As cadernetas foram traduzidas pelo ACNUR e trazem informações sobre a unidade básica de saúde de referência para o usuário, de acordo com seu local de residência. Além disso, a publicação possibilita um controle dos agendamentos e consultas realizadas e inclui uma seção sobre os direitos do cidadão, esclarecendo que todos os refugiados e solicitantes de refúgio podem acessar o Sistema Único de Saúde (SUS) de forma integral, universal e gratuita.

Para celebrar esse lançamento, a Cáritas RJ e a SMS realizaram uma Feira de Saúde para refugiados e solicitantes de refúgio em que foram oferecidas orientação sobre a rede de referência para atendimento de saúde, vacinação e orientações sobre saúde bucal e saúde reprodutiva. Cerca de 70 pessoas foram atendidas pelas equipes da secretaria ao longo do dia e todos os participantes receberam o cartão do SUS.

"A atenção primária à saúde no Brasil é organizada de acordo com o território. Nós fizemos a tradução da caderneta do usuário para que as pessoas que precisam de atendimento possam saber qual é a unidade de atenção primária mais próxima de suas casas. Apresentamos também o ‘Onde Ser Atendido’, uma ferramenta on-line em que você coloca o seu endereço e é informado sobre a sua unidade de referência, seu médico, seu enfermeiro e seu agente comunitário", explicou Fabiane Minozzo, assessora técnica da Superintendência de Atenção Primária da SMS.

As cadernetas trazem informações que irão facilitar o acesso dos refugiados 
aos serviços de saúde disponíveis no Rio de Janeiro.

"Sabemos que a questão da tradução é importante porque a linguagem é a primeira barreira que os refugiados enfrentam para compreender como funciona a estrutura de saúde. Muitos deles não entendem que o SUS é universal", complementou Débora Teixeira, também assessora técnica da Superintendência da SMS.

Refugiada da República Democrática do Congo, Nenete foi uma das beneficiadas pela versão em francês da caderneta e pelo atendimento oferecido na Feira de Saúde. "Esta caderneta de saúde nos orienta sobre qual o posto de saúde mais próximo da nossa casa. Como moro em Cascadura, me indicaram este endereço aqui", contou a congolesa, apontando para a informação fornecida na capa do documento. "Com esta caderneta, eles vão fazer o acompanhamento da minha saúde. Quando chegar em casa, vou ler para ver o que diz e depois vou guardar com carinho."

No entanto, como nem todos os refugiados e solicitantes de refúgio atendidos pela Cáritas RJ vivem na cidade do Rio de Janeiro, a Secretaria Estadual de Saúde do Rio de Janeiro também foi convidada a participar do evento desta quinta-feira, a fim de fornecer as orientações necessárias aos moradores dos demais municípios.

"Nosso papel aqui hoje é dizer para eles que há unidades de saúde fora do Rio, como na Baixada Fluminense, onde muitos deles moram", disse Bianca Moraes, apoiadora institucional da Atenção Básica do Estado. "Estamos colhendo o endereço dessas pessoas para entrar em contato com as coordenações municipais, avisar sobre a existência desse público e alertar que é preciso chegar até ele".

É o caso da congolesa Hélène, que vive em Gramacho, na Baixada Fluminense. "Eles me orientaram sobre qual era o posto de saúde mais próximo da minha casa e pegaram meu endereço para que uma pessoa vá até lá e me leve ao posto para fazer exames gratuitos. Isso é muito bom", comentou a refugiada de 57 anos.

"O balanço foi muito positivo, com relatos de atendimentos muito esclarecedores", concluiu Débora Alves, assistente social da Cáritas RJ. "Um desdobramento muito interessante dessa iniciativa será a sensibilização nas unidades de saúde, que diminuirá outra barreira de acesso: o desconhecimento", concluiu.

Fonte: ACNUR


Assembleia Geral adota resolução relacionada a esporte e ideal olímpico


Imagem: Olimpíadas do Rio 2016

27/10/2015

Texto foi apresentado pelo Brasil; presidente do Comitê Organizador dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos Rio 2016, Carlos Arthur Nuzman, falou à Rádio ONU que as "Olimpíadas do Rio trazem para uma nova região do mundo a oportunidade de desenvolver a paz".

Laura Gelbert, da Rádio ONU em Nova York

A Assembleia Geral das Nações Unidas adotou uma Resolução nesta segunda-feira sobre a construção de um mundo pacífico e melhor através do esporte e do ideal olímpico.

O texto foi proposto pelo Brasil, como apoio de 179 países. O presidente do Comitê Organizador dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos Rio 2016, Carlos Arthur Nuzman, esteve presente na sessão e conversou com a Rádio ONU.

Rio de Janeiro

"As Olimpíadas do Rio trazem para uma nova região do mundo a oportunidade de desenvolver a paz e dar aos jovens também a forma deles serem grandes atletas ou seguirem profissões que estão intimamente ligadas ao esporte. Então, esta é uma questão que nos orgulha muito em podermos contribuir para o desenvolvimento e a paz da humanidade".

Carlos Arthur Nuzman falou ainda sobre o que é possível esperar das Olimpíadas do Rio de Janeiro, em 2016.

"Grande celebração, transformação, e uma festa como nunca houve durante os Jogos Olímpicos. Nós vamos realmente quebrar os paradigmas e realizar a grande festa que todos sonham e todos esperam".

Os Jogos Olímpicos no Rio de Janeiro ocorrem entre 5 e 21 de agosto de 2016 e os Jogos Paralímpicos entre 7 e 18 de setembro.

Fonte: Rádio ONU


Exposição de Médicos Sem Fronteiras apresenta os desafios de vacinar populações em algumas das áreas mais remotas do planeta

Foto: MSF

06/09/2015

Mostra interativa “Caminhos da Vacina” ajuda a compreender as barreiras que, anualmente, colocam em risco a vida de cerca de 22 milhões de crianças com menos de um ano de idade

Promovida pela organização humanitária internacional Médicos Sem Fronteiras (MSF), a exposição interativa itinerante “Caminhos da Vacina” teve início nesta quinta-feira (3/9) em São Paulo, no Parque do Ibirapuera. Na sequência, a mostra segue para outras capitais, entre elas, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Porto Alegre e Recife. Por meio de fotos, vídeos, textos e mapas, o visitante tem a oportunidade de conhecer os desafios para vacinar populações em áreas remotas do mundo.

Essas barreiras impedem que, anualmente, cerca de 22 milhões de crianças com menos de um ano de idade sejam adequadamente imunizadas contra os principais algozes da infância. “Hoje, a maior parte das vacinas precisa ser mantida entre 2°C e 8°C, o que dificulta a imunização em locais sem energia elétrica. É essencial superarmos este e outros obstáculos porque a vacinação reduz as taxas de mortalidade e morbidade e, com menos pessoas doentes, o custo com saúde pública também diminui. Não é apenas a criança vacinada que se beneficia; o alívio do sofrimento é muito mais amplo”, explica a infectologista Maria Rado, diretora da Unidade Médica Brasileira de MSF.

A exposição explora o percurso de Bruxelas, na Bélgica, onde MSF mantém um armazém de suprimentos, até vilarejos da região de Abuzi, no noroeste da República Democrática do Congo, no coração da África. Para percorrer este caminho, que ultrapassa 7,6 mil quilômetros, as equipes de MSF têm que carregar as vacinas de avião, veículos 4x4, motos, pirogas (canoas rudimentares) e a pé, em trilha pela floresta. Isso tudo mantendo a refrigeração dos produtos.

Para chamar a atenção para o problema, que poderia ser reduzido com investimentos no desenvolvimento de vacinas resistentes a variações de temperatura, a estrutura da mostra simula uma caixa térmica, como as usadas no transporte das vacinas, para garantir sua efetividade.

“O Brasil pode ter um papel central para salvar milhões de vidas no mundo. Neste momento, a Bio-Manguinhos/Fiocruz está desenvolvendo uma vacina conjugada para prevenir sarampo e rubéola, e é muito importante que ela seja termoestável. Essa será a primeira vacina brasileira exclusivamente para exportação e o principal mercado são os países em desenvolvimento, justamente os contextos onde as dificuldades de acesso à vacinação são mais latentes”, avalia a diretora-geral de MSF-Brasil, Susana de Deus. “A vacina termoestável proporcionaria uma redução drástica nos custos de toda a logística necessária para o transporte das vacinas, o que significaria mais crianças imunizadas.” Para sensibilizar os diretores da Bio-Manguinhos/Fiocruz sobre a importância de o produto ser resistente a variações de temperatura, MSF está organizando uma petição e espera coletar centenas de assinaturas.

Ampliar o acesso à vacinação também depende da simplificação das vacinas, de modo que o calendário seja flexível e os custos das doses mais baixos. O preço para imunizar completamente uma criança subiu 68 vezes de 2001 a 2014, aumento que é explicado pela adição de vacinas novas e caras ao pacote básico.

Todos os anos, MSF vacina milhões de pessoas contra diversas doenças. Somente em 2014, 1.513.700 foram imunizadas contra o sarampo.

A exposição “Caminhos da Vacina” também conta com uma versão online. Pelo site http://www.msf.org.br/caminhos-da-vacina, é possível assistir a um documentário interativo, ler curiosidades, sanar dúvidas e engajar-se.

Fonte: MSF

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