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Atletas refugiados fazem estreia histórica nos Jogos Paralímpicos no Rio

O nadador sírio Ibrahim Al-Hussein lidera a inédita Equipe de Atletas Paralímpicos 
Independentes na cerimônia de abertura dos Jogos Paralímpicos Rio 2016. 
© ACNUR/Benjamin Loyseau.

10/09/2016

O nadador sírio Ibrahim Al-Hussein conduziu a Equipe de Atletas Paralímpicos Independentes no estádio do Maracanã e carregou a bandeira do Comitê Paralímpico Internacional.

Sob fortes aplausos, dois atletas paralímpicos, que enfrentaram o desafio adicional de terem sido forçados a se deslocar de seus países, fizeram história nesta quarta-feira (7) ao entrarem no consagrado estádio do Maracanã para a cerimônia de abertura dos Jogos Paralímpicos 2016 no Rio de Janeiro.

Ao som de vibrantes e entusiasmados gritos de apoio vindos da multidão, Ibrahim Al-Hussein liderou a inédita Equipe de Atletas Paralímpicos Independentes até a arena, portando a bandeira do Comitê Paralímpico Internacional.

Originalmente da Síria, Ibrahim costumava competir em campeonatos de natação locais e nacionais, mas sua carreira foi interrompida há cinco anos quando a guerra eclodiu na Síria.

Em 2013, após perder a parte inferior de sua perna direita devido em uma explosão, ele fugiu para a Turquia onde passou a maior parte do ano seguinte reaprendendo a andar. Em 2014, ele embarcou em um bote inflável para a Grécia, onde ele retomou seus treinos de natação.

“Estou muito feliz por ter sido escolhido para conduzir a bandeira. Esse está sendo um dos melhores momentos da minha vida.”

“Estou muito feliz por ter sido escolhido para conduzir a bandeira. Este está sendo um dos melhores momentos da minha vida”, disse Ibrahin Al-Hussein à Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) antes da cerimônia que foi acompanhada ao vivo por milhões de pessoas no mundo inteiro.

“Antes da guerra na Síria, eu sonhava em participar das olimpíadas. Depois do que aconteceu, e depois da minha lesão, eu resolvi seguir em frente e hoje estou nas Paralimpíadas. Eu continuei sonhando, e este momento é um dos melhores que já vivi na vida”, ele acrescentou.

Fogos de artifício iluminam o Maracanã na cerimônia de abertura dos Jogos 
Paralímpicos Rio 2016. © ACNUR/Benjamin Loyseau

Outro integrante da equipe é Shahrad Nasajpour, um atleta iraniano com paralisia cerebral que teve o seu pedido de refúgio concedido pelos Estados Unidos. Ele competirá no lançamento de discos, mas não quis compartilhar sua história por motivos pessoais.

A cerimônia teve início com uma contagem regressiva marcada pela manobra radical do atleta Aaron Wheelz que, sob uma cadeira de rodas, desceu em alta velocidade uma rampa com a altura de um prédio de seis andares e saltou através de um painel com o número zero, marcando o início dos Jogos com uma explosão de fogos de artifício.

Durante o desfile, voluntários posicionaram mais de 1.000 peças de um quebra-cabeça que formou um coração, representando o conceito-chave da cerimônia: "O coração não conhece limites. Todo mundo tem um coração".

Antes da cerimônia de abertura, o Alto Comissário da Agência da ONU para Refugiados disse que estava “muito feliz por torcer por Ibrahim e Shahrad”.

"A Equipe de Atletas Paralímpicos Independentes é um símbolo da força e determinação para as pessoas refugiadas com deficiência em todo o mundo. Eles são um exemplo do que pode ser alcançado quando os refugiados com deficiência têm a oportunidade de seguir seus sonhos e desenvolver seus talentos".

“Eles são um símbolo da força e determinação para as pessoas refugiadas com deficiência em todo o mundo.”

Os competidores estão seguindo os passos da amplamente celebrada Equipe Olímpica de Atletas Refugiados que fizeram história nos Jogos Olímpicos Rio 2016.

Ainda que não tenham conquistado medalhas, os 10 atletas refugiados fizeram história nos Jogos Olímpicos Rio 2016, colocando a coragem e a perseverança dos refugiados e dos deslocados internos do mundo todo - uma população que já ultrapassa 65 milhões – sob os holofotes.

Nos Jogos Paralímpicos, Ibrahim irá competir nos 50 metros e 100 metros nado livre na classe S10, uma das 10 classes com base no grau de habilidade. Sua participação acontece menos de um ano depois que ele começou a nadar novamente, em outubro do ano passado, depois de uma pausa de cinco anos.

Em abril, Ibrahim conduziu a Tocha Olímpica dos Jogos Rio 2016 por um campo de refugiados em Atenas, um gesto simbólico para mostrar solidariedade aos refugiados de todo o mundo.

Reunião

A representante da Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) no Brasil, Isabel Marquez, se reuniu com a equipe para demonstrar seu apoio aos atletas e parabenizá-los pela participação nos Jogos Paralímpicos Rio 2016, representando milhares de outros refugiados e solicitantes de refúgio com deficiências em todo mundo.

A Representante do ACNUR no Brasil, Isabel Marquez, cumprimenta o atleta refugiado 
Ibrahim Al-Hussein na Vila Olímpica no Rio de Janeiro. © ACNUR/Benjamin Loyseau

"Eles já são vitoriosos, pois conseguiram ultrapassar vários obstáculos e chegar até aqui. O fato de serem refugiados torna sua necessidade de proteção mais evidente. E para pessoas com necessidades especiais, isto é particularmente importante". 

Para Isabel, a equipe traz uma mensagem de esperança para os Jogos Paralímpicos. "Não importa o problema que as pessoas tenham na vida, continuem a fazer o que gostam". 



Jogos Paralímpicos terão atletas refugiados pela 1ª vez

O atleta refugiado sírio Ibrahim Al- Hussein vai competir nos 50 e 100 metros nado 
livre na classe S10 - Divulgação/Acnur

27/08/2016

Ibrahim Al-Hussein e Shahrad Nasajpour integram a Equipe de Atletas Paralímpicos Independentes; competidores são originários da Síria e do Irã
  
Dois atletas que foram forçados a deixar seus países de origem vão participar, pela primeira vez, dos Jogos Paralímpicos Rio 2016 pela Equipe de Atletas Paralímpicos Independentes. Segundo informações da Agência da ONU para Refugiados (Acnur), os atletas são da Síria e do Irã.

Ibrahim Al-Hussein, que cresceu em Deir ez-Zor, na Síria, foi atingido por uma bomba em 2013, ao tentar ajudar um amigo. Ele perdeu a parte inferior de sua perna direita, abaixo do joelho. Ibrahim então fugiu para a Turquia e, em 2014, viajou em um barco inflável para a Grécia, onde vive refugiado até hoje.

Após a lesão, Ibrahim pensou que nunca nadaria novamente. "Depois de 22 anos de treinamento, o meu sonho finalmente se tornou realidade", afirmou o atleta, que desde criança treinava natação com seu pai. Nos Jogos Paralímpicos, Ibrahim irá competir nos 50 metros e 100 metros nado livre na classe S10. Em abril, Ibrahim conduziu a Tocha Olímpica dos Jogos Rio 2016 por um campo de refugiados em Atenas.

O outro atleta que irá participar da Paralimpíada como independente é Shahrad Nasajpour, um iraniano que teve concedido o pedido de refúgio nos Estados Unidos, mas ainda não é considerado refugiado. Shahrad tem paralisia cerebral e competirá no arremesso de discos, na classe esportiva F37.

Segundo a Acnur, a população de refugiados e deslocados internos no mundo já ultrapassa 65 milhões. “Os atletas deslocados vão levar uma mensagem de esperança, não só para os milhões de pessoas deslocadas com deficiência em todo o mundo, mas para todas as pessoas, em todos os lugares”, diz a Acnur.

Na Olimpíada do Rio de Janeiro, realizada neste mês, uma equipe de 10 atletas refugiados participou também de forma independente.

Fonte: Portal Brasil, com informações da Agência Brasil


Unicef lança campanha de proteção às crianças

Foto: Unicef/Sokol

03/08/2016

Iniciativa tem como objetivo arrecadar doações para os menores de idade; agência da ONU quer mobilizar fãs dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos do Rio 2016 a participarem de uma corrida de 5 Km a pé ou em cadeira de rodas.

Edgard Júnior, da Rádio ONU em Nova York.

O Fundo das Nações Unidas para a Infância, Unicef, lançou esta quarta-feira, uma campanha para ajudar crianças.

A iniciativa esportiva global quer mobilizar os fãs dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos Rio 2016 a participarem da Team UNICEF Get Active for Children, em tradução livre, "Equipe Unicef, se Exercite pelas Crianças". Essa é uma campanha para arrecadar doações para os menores de idade.

5 Km

O sistema funciona da seguinte forma: os participantes que se inscreverem devem completar um percurso de 5 Km a pé ou em cadeiras de rodas, para pessoas com deficiência. Para cada um que terminar a corrida será feita uma doação de cinco reais por um grupo de empresas.

Os participantes podem acumular um sistema de pontos realizando várias atividades, incluindo o preenchimento de um questionário no site da Equipe do Unicef.

A pessoa que registrar o maior número de pontos vai ganhar uma viagem para acompanhar o trabalho da agência da ONU no Brasil.

O representante do Fundo para a Infância no país, Gary Stahl, disse que a agência "quer que todos entrem no espírito esportivo e se exercitem pelas crianças". A meta é ajudar na arrecadação de dinheiro para os menores mais vulneráveis do mundo.

Homicídio

Calcula-se que 30 crianças e adolescentes sejam mortos diariamente no Brasil. Mais de uma em cada três mortes de adolescentes no país é resultado de homicídio, comparado com a taxa de uma para cada 20 no caso da população em geral.

Para ajudar a prevenir e responder à violência contra criança durante os Jogos Olímpicos e Paralímpicos, o Unicef lançou também uma nova versão da campanha Proteja Brasil. Esse é um aplicativo que permite às vítimas e testemunhas denunciarem casos de violência, abuso ou exploração às autoridades.

O representante do Unicef afirmou que o aplicativo Proteja Brasil "dá a oportunidade a cada pessoa de agir para ajudar as crianças".

Fonte: Rádio ONU


RIO 2016: FATOS E NÚMEROS DA SUSTENTABILIDADE DOS JOGOS


18/04/2015

Entregar Jogos Olímpicos e Paralímpicos é tarefa complexa. Entregar Jogos sustentáveis é ainda mais complexo. Por trás do Rio 2016, a sustentabilidade dá o suporte para que cada ação, desde o planejamento dos Jogos até a dissolução, gere menos impacto. Confira algumas curiosidades sobre a sustentabilidade dos Jogos:

ELEFANTE BRANCO

As instalações de competição estão localizadas em quatro regiões do Rio de Janeiro (Barra da Tijuca, Copacabana, Maracanã e Deodoro) de modo a aproveitar ao máximo as estruturas já existentes, evitando, assim, elefantes brancos após os Jogos Rio 2016. Dos locais de competição, 71% da área é de instalações já existentes, enquanto 17% são construções temporárias e apenas 12% novas construções.

ISO 20.121

O sistema de gestão da sustentabilidade dos Jogos é executado com o objetivo de garantir uma operação eficaz e que esteja em conformidade com a ISO 20.121, a norma de sustentabilidade para eventos. O processo formal de certificação, incluindo engajamento dos colaboradores e auditoria externa, será conduzido ao longo de 2015.

SABOR DOS JOGOS

Sabor dos Jogos é a estratégia de alimentação saudável e sustentável para os Jogos Olímpicos e Paralímpicos Rio 2016. Dentre as estratégias desenhadas, estão: apoio a pequenos produtores para fornecimento dos Jogos, apresentação de mecanismos de rastreabilidade para segurança e origem dos alimentos, priorização de mercados locais e nacionais para fornecimento de alimentos saudáveis e sustentáveis e engajamento do público sobre boa alimentação e vida saudável.

VOCÊ SABIA?

A madeira não certificada emite 204 kg de CO2/m3. Já a madeira certificada emite 14kg de CO2/m3. O Rio 2016 utiliza apenas fornecedores que tenham a certificação da cadeia de custódia da madeira, assegurando não somente o manejo sustentável, mas a sustentabilidade em todo o processo produtivo, desde a extração da madeira, passando pela transformação em produto e vendida ao consumidor final.



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