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Fantasia de "Fofão" é uma das mais tradicionais do carnaval de Maranhão

Crédito: Divulgação

17/02/2015

Fantasias chegaram à região muito tempo atrás, levadas pelos portugueses, inspirados nos tradicionais bailes de máscara do Velho Continente.

Um personagem com cara de poucos amigos é um dos homenageados este ano no carnaval de São Luís.

Por trás da cara feia do Fofão, tem um pouco da história do carnaval do Maranhão. A fantasia de Fofão é a mais tradicional por aqui. A máscara de monstra e os macacões coloridos e folgados às vezes até assustam, mas logo conquistam foliões de todas as idades.

As fantasias de Fofão chegaram à região muito tempo atrás, levadas pelos portugueses, inspirados nos tradicionais bailes de máscara do Velho Continente. Deve ser por isso que os Fofões desfilam tão à vontade quando desfilam pelas ruas do Centro Histórico de São Luís, rodeados de casarões antigos, de arquitetura portuguesa.

Diante dos azulejos que chegaram de navio de Portugal durante a colonização e sobre as pedras de cantaria que também foram trazidas de lá, neste ano, os fofões foram homenageados por um dos blocos mais tradicionais de São Luís: o Bicho Terra.

Um grupo de foliões que prega a preservação do meio ambiente e costuma desfilar com fantasias ecológicas, feitas inteirinhas com a palha do buriti, uma palmeira típica da região. Dessa vez, vários integrantes do bloco foram para as ruas, vestidos do tradicional Fofão maranhense.

“É muito tradicional e só existe aqui. A gente não pode perder nossa cultura”, destaca a jornalista Dina Rodrigues.



Folia é época dos catadores ganharem 13º

Jeová Nascimento, reciclador, na sede da Amape
Foto: Fernando da Hora / JC Imagem

17/02/2015

Amape realiza campanha para estimular a cadeia de reciclagem

O Carnaval não representa só diversão para os recicladores recifenses. Todo ano, durante as prévias e os dias da folia, a Associação Meio Ambiente Preservar e Educar (Amape), realiza uma campanha para estimular a cadeia da reciclagem, que depende tanto dos catadores, quanto do consumidor. Nesse período, com o aumento no consumo de bebidas em latas, a arrecadação total gira em torno de R$ 800 mil.

A Amape é uma organização sem fins lucrativos que desenvolve ações que promovam a gestão sustentável de resíduos e a inclusão dos catadores. 

De acordo com o diretor da associação, Sérgio Nascimento, o trabalho dos recicladores é fundamental não só para o setor, mas para a sociedade como um todo. “Desde 2010 que a gente vem realizando esse trabalho para que o reciclador possa ser visto como alguém a serviço da sociedade. Embora as pessoas não percebam, não olhem para eles. Esses profissionais são tão invisíveis quanto o dinheiro que conseguem gerar”, diz. 

“Faço minhas compras e pago logo. Se as pessoas se conscientizassem mais, poderiam ajudar nosso trabalho. É só separar o que dá pra reciclar do que não dá, não é difícil e ajuda demais a gente"
Sérgio Nascimento, diretor da Amape

De acordo com o reciclador Jeová Nascimento, o arrecadado no período carnavalesco corresponde ao seu 13º salário. “O que todo mundo tira em dezembro, eu ganho em fevereiro, com o Carnaval”, conta. Segundo ele, o dinheiro extra ganho no período contribui para manter dois dos sete filhos na escola. “Faço minhas compras e pago logo. Se as pessoas se conscientizassem mais, poderiam ajudar nosso trabalho. É só separar o que dá pra reciclar do que não dá, não é difícil e ajuda demais a gente”, diz o catador de 57 anos. A associação orienta os foliões a repassarem o material reciclado para os catadores, que direcionam o que é arrecadado para os postos de coleta. 

De acordo com o diretor da associação, além daqueles que encontram na reciclagem trabalho e renda, o ganho com o processo é cíclico e quem doa também é beneficiado. “Se o dono de uma padaria doa o material de seu estabelecimento para a reciclagem, o catador vende, recebe e consome naquele local. Se as pessoas parassem para pensar nisso, ajudariam mais esses profissionais”, afirma Nascimento, que conta que este ano alguns blocos firmaram parcerias com a associação a fim de destinar à reciclagem o que é produzido durante os desfiles.

Além desse trabalho, a Amape possui Posto de Entrega Voluntária que recebe materiais recicláveis. Qualquer um que possua esses itens, pode depositá-los no espaço destinado na área externa da associação, ou entrar em contato através do número 3266-4873. Tudo o que é arrecadado é distribuído entre os catadores. 




Projeto beneficia 1,5 mil catadores de materiais recicláveis durante o Carnaval

Catadores de latinhas recebem apoio do Governo do Estado
Foto: Elói Corrêa/GovBA

17/02/2015

Cerca de 1,5 mil catadores de latinhas e outros materiais recicláveis estão trabalhando com segurança e garantindo um preço melhor por sua produção durante o Carnaval de Salvador. Por meio do Projeto Eco Folia Solidária, os trabalhadores têm garantida a venda da coleta por um preço justo, evitando atravessadores. Os catadores também recebem o kit-catador, que inclui dois conjuntos de farda, um par de luvas, botas e um protetor auricular, além de três refeições diárias. 

A iniciativa do Complexo Cooperativo de Reciclagem da Bahia (CCRB), executado pela Cooperativa de Coleta Seletiva, Processamento de Plástico e Proteção Ambiental (Camapet), tem o patrocínio de cerca de R$ 900 mil do Governo do Estado, por meio do programa Vida Melhor Urbano, da Secretaria de Justiça, Direitos Humanos e Desenvolvimento Social (SJDHDS), e do apoio da Secretaria do Trabalho, Emprego, Renda e Esporte (Setre).

Beneficiados

Marco Antônio Bezerra, 51 anos, está há três anos trabalhando como catador de materiais recicláveis na capital baiana. “O preço aqui é melhor para vender, a gente ganha uniforme, alimentação, equipamento de segurança. O atravessador está me chamando logo ali do lado, mas eu não vendo para atravessador”. 

A catadora Ana Cássia de Jesus, 21 anos, tem um filho de três anos e aproveita a renda desta época para reforçar a economia de casa. “Se não fosse este projeto, não teríamos nosso almoço, café e janta. Além disso, temos a roupa para trabalhar, não precisamos acabar com a nossa, e ganhamos luvas e botas”. 

Dignidade e economia popular

Para o secretário da SJDHDS, Geraldo Reis, o projeto tem legitimidade por cuidar de um segmento social bastante vulnerável. “Não é uma mera filantropia, é uma política de construção de uma base para a economia popular, já que, além dos catadores, há as cooperativas de cozinheiras e costureiras, que fazem o almoço e os fardamentos distribuídos”. 

Geraldo Reis diz que o Governo do Estado está se esforçando para tornar a função que era exercida em condições indignas e sub-humanas em uma atividade econômica e digna. “Esta ação se completa com outras atividades da SJDHDS, como as campanhas de combate ao trabalho infantil e à exploração sexual”. 

Trabalho decente

O secretário do Trabalho, Emprego, Renda e Esporte, Álvaro Gomes, avalia que o projeto é um estímulo ao trabalho decente. “Este exemplo vem sendo implementado há 12 anos e tem uma importância muito grande. Precisamos fazer com que estes trabalhadores que sempre estiveram na invisibilidade sejam reconhecidos pela sociedade. O trabalho deles é tão importante quanto qualquer outro e precisa ser valorizado, por isso estamos estudando como estimular este tipo de atividade durante todo o ano e não apenas durante o Carnaval”. 

Álvaro Gomes afirma que outro ponto importante é a preservação da saúde dos catadores. “Eles recebem uma alimentação saudável, feita dentro das normas de higiene, elaborada por nutricionistas e, além disso, os trabalhadores também têm os equipamentos de segurança. Com isso, eles têm a saúde preservada e também a população, pois todo este material está saindo do meio ambiente para ser reciclado”. 

Centrais de coleta

O projeto conta com centrais de coleta no Politeama, na Barra, na Ladeira da Montanha e no 2 de Julho, cada uma equipada com computadores, balanças e prensas, oferecendo condições adequadas para o recebimento dos recicláveis e atendimento aos catadores. Os materiais recicláveis são triados, prensados e armazenados. Entre a noite de quinta-feira (12) e o domingo (15), foram coletados 40 toneladas de materiais recicláveis. 

No ano passado, foram recolhidos mais de 70 toneladas de resíduos sólidos e líquidos, e foram beneficiados 1.104 catadores. A meta de 2015 é coletar 73 toneladas de resíduos, para evitar que os mesmos acabem indo para mares, rios e córregos, preservando assim o meio ambiente.



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