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FILHOTE RECÉM-NASCIDO DE BALEIA JUBARTE É ACHADO MORTO NA PRAIA DO JARDIM DE ALAH, EM SALVADOR

Animal foi encontrado na praia do Jardim de Alah (Foto: Felipe Vital Fialho/Arquivo pessoal)

19/09/2017

Animal foi encontrado na manhã desta domingo (17); Limpurb já recolheu filhote.

Por G1 BA

Mais uma baleia foi encontrada morta na manhã deste domingo (17), em Salvador. O animal foi achado na praia do Jardim de Alah.

De acordo com o projeto Baleia Jubarte, a baleia era um filhote recém-nascido. A Empresa de Limpeza Urbana de Salvador, Limpurb, recolheu o animal por volta das 11h deste domingo.

O Instituto Baleia Jubarte informou que, até o dia 11 de setembro, havia sido registrado, em 2017, o encalhe de 33 baleias na costa da Bahia. O estado é o que tem o maior número de encalhes reportados em todo o país.

Segundo o Instituto Baleia Jubarte, os animais encalham por estarem fracos ou desorientados devido a doenças, ferimentos por colisão com embarcações ou emalhe em redes de pesca. A poluição nos oceanos também pode afetar a saúde dos animais. Ainda segundo a entidade, filhotes que se perdem das mães não conseguem se alimentar sozinhos e podem encalhar.

Entre os meses de julho e outubro, o número de baleias na costa baiana normalmente aumenta, especialmente no litoral do sul do estado, que é o destino de centenas de baleias jubarte que vêm da Antártica para acasalar e dar à luz aos filhotes nas àguas mornas do litoral baiano. Com o acréscimo na quantidade de animais na costa, consequentemente o número de encalhes também aumenta.

O G1 listou os cuidados que se deve ter ao avistar um animal encalhado:

- Acione imediatamente o Instituto Baleia Jubarte, através dos telefones (73) 3297-1340 e (73) 9 8802-1874, no sul da Bahia; e (71) 3676-1463 e (71) 9 8154-2131, em Salvador, Litoral Norte e RMS;

- Isole a área e mantenha pessoas e animais afastados;

- Tire fotografias do animal para a judar a identificar a espécie;

- Coloque panos molhados sobre o animal e providencie sombra para evitar queimaduras do sol;

- Mantenha o animal molhado;

- Nunca jogue água no orifício respiratório; e

- Nunca tente arrastar o animal pela cauda.

Encalhe de baleias no Litoral Norte gaúcho preocupa especialistas

Entre junho e agosto, animais migram da Antártida a Bahia 
para reprodução | Foto: Paulo Ott / Gemars / Uergs / CP

28/07/2015

Em menos de um mês, três filhotes foram encontrados com marcas ou pedaços de redes

Em menos de um mês foram registradas três ocorrências de encalhe de baleias-jubarte no Litoral Norte do Rio Grande do Sul. A situação tem gerado preocupação para os especialistas em animais marítimos. O professor da Universidade Estadual do Rio Grande do Sul (Uergs) e presidente do Grupo de Estudos de Mamíferos Aquáticos do RS, Paulo Henrique Ott, ressalta que estão sendo feitos estudos para entender o que aconteceu. 

Mesmo assim, há uma característica similar aos casos. “Eram três filhotes. O primeiro foi encontrado no dia 11 de junho, em Cidreira, e estava com marcas de rede de pesca. O segundo, em Arroio do Sal, em 2 de julho, estava totalmente enredado. E o terceiro, em 3 de julho, e tinha pedaços de rede no corpo”, disse Ott.

A pesca não é proibida nesta época. Segundo ele, o ideal é tentar identificar as áreas onde as baleias possam estar sendo atingidas. Como houve um aumento considerável na população nos últimos anos, isso pode ser um dos motivos para o aumento dos encalhes. Pesquisas apontam a existência de 20 mil baleias-jubarte na costa brasileira. 

Em 2014, a espécie deixou o grupo de animais em risco de extinção. Mesmo assim, o biólogo disse que existe preocupação, principalmente porque entre os meses de junho e agosto, as baleias migram da Antártida para o Banco dos Abrolhos, no litoral da Bahia, conhecida área de reprodução da espécie. Assim, é possível que, infelizmente, outros casos sejam registrados. 

A baleia-jubarte atinge 16 metros na fase adulta, chegando a pesar 35 toneladas. Em média, vive, no mínimo, 50 anos.


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