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DESCOBERTO NO BRASIL DINOSSAURO DE PESCOÇO LONGO MAIS ANTIGO DO MUNDO

Ilustração mostra como seria o "Macrocollum itaquii"

22/11/2018

Escavado no Rio Grande do Sul, "Macrocollum itaquii" tinha 3,5 metros de comprimento e teria vivido há cerca de 225 milhões de anos. Trata-se dos primeiros esqueletos completos de dinossauros descobertos no país.

Pesquisadores brasileiros apresentaram uma nova espécie de dinossauro descoberta no Brasil em estudo publicado na revista científica britânica Biology Letters nesta quarta-feira (21/11). O animal, que recebeu o nome de Macrocollum itaquii, seria o dinossauro de pescoço longo mais antigo do mundo.

Pesquisadores da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) e da Universidade de São Paulo (USP) escavaram três esqueletos fossilizados em rochas triássicas do município de Agudo, no Rio Grande do Sul. Trata-se também da primeira descoberta de esqueletos completos de dinossauros no Brasil, segundo nota divulgada pela UFSM.

Com cerca de 3,5 metros de comprimento, o Macrocollum itaquii possui um pescoço bastante longo – uma das principais características do grupo de dinossauros gigantes pescoçudos, os saurópodes, como o braquiossauro e o apatossauro.

As rochas de onde os esqueletos foram escavados têm cerca de 225 milhões de anos, o que faz com que o Macrocollum itaquii seja considerado o dinossauro mais antigo de pescoço longo já descoberto.

Cientificamente, a descoberta preenche uma lacuna no registo fóssil de dinossauros, pois há diversos esqueletos de períodos mais antigos e mais recentes, mas aqueles com aproximadamente 225 milhões de anos são bastante raros. Trata-se de um período importante para a história evolutiva dos dinossauros, pois antecede ao período em que eles se tornaram dominantes em quase todo o planeta.

Arqueólogos descobriram e iniciaram a escavação dos esqueletos do 
dinossauro "Macrocollum itaquii" em 2013

A dentição do Macrocollum itaquii indica que ele se alimentava de plantas. Acredita-se que o pescoço longo lhe tenha permitido chegar a vegetações mais altas que as alcançadas por outros animais e que isso tenha sido o que garantiu o sucesso do grupo dos sauropodomorfos – do qual o Macrocollum itaquii faz parte – durante a Era Mesozoica. 

Com base em fósseis de outros animais desse grupo no Rio Grande do Sul, mas de diferentes idades, os pesquisadores concluíram que durante um intervalo de 8 milhões de anos, a dieta herbívora foi aprimorada, os sauropodomorfos cresceram significativamente e o pescoço se tornou proporcionalmente duas vezes mais longo.

O nome "Macrocollum" significa pescoço longo, e "itaquii" é uma homenagem a José Jerundino Machado Itaqui, que foi um dos principais responsáveis pela criação do Centro de Apoio à Pesquisa Paleontológica da Quarta Colônia (Cappa/UFSM), onde os fósseis do dinossauro estão depositados.

Fóssil do "Macrocollum itaquii", 
descoberto no Rio Grande do Sul
Os esqueletos foram coletados no início de 2013 e passaram por um cuidadoso processo de extração da rocha em que seus restos foram preservados. Os fósseis serão mantidos no Cappa, em São João do Polêsine, onde poderão ser visitados.

A Deutsche Welle é a emissora internacional da Alemanha e produz jornalismo independente em 30 idiomas. Siga-nos no Facebook | Twitter | YouTube 

Fonte: DW

AÇÃO SOCIAL RETIRA MAIS DE 40KG DE LIXO EM PRAIA NO RS

Crédito: Greenpeace


24/09/2016

“A união faz a força” é um ditado popular bem conhecido e até motivo de alguns trocadilhos. Entretanto, acompanhar a ação voluntária onde mais de 300 pessoas se encontraram na praia Guarita, em Torres, Rio Grande do Sul é importante para revalidarmos a relevância da natureza colaborativa: 42 quilos de lixo, correspondente a 3.917 itens, foram retirados do local.

O evento aconteceu no último domingo (18), no Dia Mundial de Limpeza de Rios e Praias, onde voluntários do Greenpeace em parceria com o Projeto Praia Limpa Torres e o Grupo de Estudo de Mamíferos Aquáticos do Rio Grande do Sul (Gemars) se encontraram para a 3ª edição do mutirão. Foram encontrados canudinhos de refrigerante, bitucas de cigarro, pedaços plásticos, pedaços de vidro e embalagens de alimentos.

A ação social teve início às 09h da manhã e teve a apresentação de palestras, workshops e mostras de projetos ambientais. Estas atividades foram realizadas pelos voluntários do Greenpeace, Universidade Estadual do Rio Grande do Sul (UERGS) e Universidade Caxias do SUL (UCS).

Carolina Guimarães, uma das voluntárias do Greenpeace no município de Imbé, acredita no valor da consciência colaborativa e trabalhar coletivamente pelo meio ambiente: “Foi extremamente gratificante participar deste dia junto aos voluntários de outras cidades. Trabalhamos juntos, unindo o propósito de preservar nosso meio ambiente e o resultado foi essa grande ação de coleta e incentivo aos moradores de Torres”, relatou.

A iniciativa é de amplitude mundial e teve início pela ONG Ocean Conservancy, em 1980, acontecendo todos os anos desde então em mais de 100 países.

Fonte: Onda.com


Frente Parlamentar promete debater mudança de investimentos na área da Mobilidade Urbana Sustentável



17/08/2016

Foi instalada nesta terça-feira (16) a Frente Parlamentar da Mobilidade Urbana Sustentável na Assembleia Legislativa. O lançamento oficial ocorreu durante o VI Seminário de Gestão Urbana Sustentável, do qual o idealizador, deputado estadual Vinicius Ribeiro, participou como mediador. 

Para o parlamentar, é necessário que ocorra uma mudança na forma de ver o quanto a pauta é fundamental para a sociedade, assim como as áreas da saúde, da segurança e da educação. Vinicius salienta que é preciso inverter os investimentos em mobilidade, priorizando as boas condições das calçadas, acessibilidade, iluminação, incentivar o uso de bicicletas e do transporte coletivo.

Além disso, a falta de qualidade de vida daqueles que utilizam meios privados, com longos períodos de deslocamento em decorrência de congestionamentos, também é algo que precisa ser repensado pelos gestores públicos.

A Frente Parlamentar da Mobilidade Urbana Sustentável terá o trabalho de promover o debate sobre assunto no Estado. A ideia é que mais pessoas apoiem a aprovação do Plano de Mobilidade Urbana do Rio Grande do Sul.

Fonte: Finger

Rio Grande do Sul: Fepam confirma que vazamento no mar não alcançou a costa



10/04/2016 

O atendimento de emergência em Imbé, após o acidente, foi concluído na manhã deste sábado (9), informa a Fundação Estadual de Proteção Ambiental (Fepam). O acidente provocou o vazamento de 2,5 mil litros de petróleo no Litoral Norte, na última quarta-feira (6). A conclusão das operações ocorreu após sobrevoo na região e constatação de que não há mais evidências de mancha de óleo no mar.

O diretor técnico da Fepam, Rafael Volquind, assegura que foi fundamental o controle e monitoramento da dispersão da mancha feito pela Fepam juntamente com os demais órgãos ambientais envolvidos. Destacou que ainda que, "a mancha se dissipou sem causar danos perceptíveis, principalmente, não tendo chegado até a praia, conforme previsto pela Fepam desde as primeiras avaliações". 

Ainda assim, ficou acordado em reunião neste sábado entre representantes da Fepam, do Ibama, do Ministério Público e da empresa Transpetro, que os monitoramentos ambientais complementares ficarão sob a responsabilidade da Transpetro na faixa de praia e no mar durante os próximos três dias, atendendo recomendação dos demais órgãos.

LICENCIAMENTO AMBIENTAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL



17/11/2015

A Resolução Conama 237/97 elenca em seu Anexo I as atividades/empreendimentos considerados potencial ou efetivamente poluidoras, e, pois, passíveis de licenciamento ambiental, conforme se pode ver do seu Parágrafo 2º do Artigo 2º:

“Artigo 2º. – A localização, construção, instalação, ampliação, modificação e operação de empreendimentos e atividades utilizadoras de recursos ambientais consideradas efetiva ou potencialmente poluidoras, bem como os empreendimentos capazes, sob qualquer forma, de causar degradação ambiental, dependerão de prévio licenciamento do órgão ambiental competente, sem prejuízo de outras licenças legalmente exigíveis.”
Parágrafo Primeiro (...)
Parágrafo 2º. – Caberá ao órgão ambiental competente definir os critérios de exigibilidade, o detalhamento e a complementação do Anexo I, levando em consideração as especificidades, os riscos ambientais, o porte e outras características do empreendimento ou atividade.”

Assim, o Conselho Estadual de Meio Ambiente (CONSEMA) e a FEPAM disciplinaram, por meio de resoluções, não só os empreendimentos/atividades passíveis de licenciamento ambiental no Rio Grande do Sul como, também, os custos para análise dos respectivos projetos, calculados através do cruzamento de duas variáveis referentes ao porte do empreendimento (mínimo, pequeno, médio, grande e excepcional) e ao seu potencial poluidor (pequeno, médio e alto), de que resultaram mais de seiscentas tipologias com as quais trabalha.

Para verificar se é requerido o licenciamento de um empreendimento ou atividade consulte o menu "Onde e como requerer". O módulo indicará a necessidade ou não de licenciamento e o órgão competente para fazê-lo (federal, estadual ou municipal). Para os licenciamentos de responsabilidade estadual, apresenta ainda o custo da análise do processo e a relação de documentos que devem ser apresentados em anexo ao requerimento de licenciamento.




FUNDAÇÃO DIVULGA NOVOS DADOS SOBRE A MATA ATLÂNTICA NOS MUNICÍPIOS



11/11/2015

A Fundação SOS Mata Atlântica e o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) lançam nesta quarta-feira (11/11), em Brasília, o Atlas dos Municípios da Mata Atlântica, com um balanço sobre a situação dos 3.429 municípios abrangidos pela Lei da Mata Atlântica. Os dados mais recentes mostram que Piauí, Santa Catarina e Minas Gerais concentram os municípios com maior conservação do bioma. Já o ranking do desmatamento é encabeçado por cidades do Piauí e Bahia. Com 4.287 hectares (ha), a cidade de Eliseu Martins (PI) lidera o ranking negativo (imagem acima), no período entre 2013 e 2014.

De acordo com os dados mais recentes do Atlas, quatro dos 10 municípios que mais desmataram a Mata Atlântica no Brasil no período 2013-2014 ficam em Minas Gerais – Estado que liderou o ranking do desmatamento por 5 anos consecutivos e que agora passa a primeira posição para o Piauí, conforme divulgado em maio pela SOS Mata Atlântica e pelo INPE. No mesmo período, por outro lado, o Piauí abriga os dois municípios com maior conversação de Mata Atlântica no país, Tamboril do Piauí e Guaribas, ambos com 96% de vegetação natural – que inclui, além das florestas nativas, os refúgios, várzeas, campos de altitude, mangues, restingas e dunas.

O estudo, com patrocínio de Bradesco Cartões e execução técnica da empresa de geotecnologia Arcplan, apresenta ainda um consolidado dos últimos 14 anos de monitoramento. Entre 2000 e 2014, Jequitinhonha (MG) foi a campeã de desmatamento, com 8.708 hectares, seguida pela também mineira Águas Vermelhas (6.543 ha) e pela catarinense Itaiópolis (5.805 ha).

Com base em imagens geradas pelo sensor OLI a bordo do satélite Landsat 8, o Atlas da Mata Atlântica, que monitora o bioma há 29 anos, utiliza a tecnologia de sensoriamento remoto e geoprocessamento para avaliar os remanescentes florestais acima de 3 hectares (ha). “Foram anos de trabalho para que pudéssemos consolidar uma base temática (mapa) que permite atualizações anuais consistentes. A possibilidade de o cidadão comum poder acompanhar a dinâmica da cobertura florestal do município onde reside é, sem dúvida, a materialização de uma intenção que tivemos no passado”, afirma Flávio Jorge Ponzoni, pesquisador e coordenador técnico do estudo pelo INPE.

Planos municipais da Mata Atlântica

Um dos instrumentos mais eficientes para que os municípios façam a sua parte na proteção da floresta mais ameaçada do Brasil é o Plano Municipal da Mata Atlântica, que reúne e normatiza os elementos necessários à proteção, conservação, recuperação e uso sustentável da Mata Atlântica. Mario Mantovani, diretor de Políticas Públicas da SOS Mata Atlântica, reforça que o plano traz benefícios para a gestão ambiental e o planejamento do município. “Os Planos Municipais da Mata Atlântica materializam as leis do bioma Mata Atlântica. Com novas competências de gestão ambiental, o PMMA é importante para desenvolver políticas de meio ambiente localizadas, pois é uma legislação que pactua com a própria comunidade local e a sociedade, diferentemente das demais leis do país”, afirma Mario.

Confira os rankings nacionais:





Resultados por estado
Além da lista nacional, os rankings estão também divididos pelos 17 Estados situados na área do domínio da Mata Atlântica: Alagoas, Bahia, Ceará, Espírito Santo, Goiás, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Paraíba, Paraná, Pernambuco, Piauí, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, São Paulo e Sergipe.

Confira os resultados por estado:


















Informações adicionais


- Para mais informações, entre em contato com a Fundação.

Apoie esta iniciativa e outros projetos da Fundação

Os projetos da SOS Mata Atlântica contam com o apoio de empresas e pessoas espalhadas por todo o país para serem realizados. Você também pode ajudar. Faça uma doação ou seja um filiado!



Sobe para 106 cidades e 147 mil pessoas atingidas por chuva no RS

Milhares estão fora de casa após sequência de chuva no Rio Grande do Sul 

(Foto: Luciano Lanes/PMPA)

21/10/2015

São 5.503 famílias desalojadas e 1.346 famílias desabrigadas no estado.
Defesa Civil reforça alerta para a possibilidade de mais chuva forte.

Subiu para 106 o número de municípios gaúchos afetados pelos eventos climáticos que atingem o Rio Grande do Sul há duas semanas. Nesta terça-feira (20), foram incluídos na lista as cidades de Pinheiro Machado, Pedras Altas, Santa Teresa, Herval, Chuvisca e Piratini. 

O boletim divulgado pela Defesa Civil do estado mostra ainda que 147.558 pessoas foram atingidas e ainda há milhares fora de casa. São 5.503 famílias desajoladas e 1.346 famílias desabrigadas.

Também aumentou o número de municípios com decreto de situação de emergência individual. Agora são 32 cidades, além das 26 que estão incluídas no decreto coletivo do governo do estado.

A região das ilhas de Porto Alegre é uma das mais prejudicadas. A estimativa do Gabinete de Defesa Civil Municipal é de que 12 mil pessoas tenham sido atingidas pela enchente e pelo recente temporal. Ao todo, 1,5 mil pessoas estão desalojadas e 600 delas estão em abrigos, sendo 230 no Ginásio Tesourinha.

A Defesa Civil mantém o alerta para a previsão de chuvas intensas, com a possibilidade de queda de granizo, alagamentos e descargas elétricas em grande parte do Estado. Problemas ou situações de risco podem ser informados através do telefone de emergência 199.

O último levantamento do G1 aponta que pouco mais de 37 mil clientes estão sem luz por conta dos últimos temporais. Os moradores das regiões Central, Sul, Metropolitana e ilhas de Porto Alegre são os mais afetados.

Inmet também faz alerta

O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) também emitiu alerta para o risco de alagamentos, queda de granizo e de galhos de árvores e descargas elétricas nos próximos dias. As regiões com maior possibilidade de serem atingidas são: Sudoeste, Sudeste, Metropolitana, Centro Oriental e Ocidental do Rio Grande do Sul.

A Defesa Civil lembra que a entrega de ajuda humanitária continua sendo realizada, tanto pelas equipes de trabalho como da população. Donativos como alimentos, água, materiais de higiene e de limpeza, colchões e cobertores, podem ser entregues na Central de Doações, em Porto Alegre, ou nas Coordenadorias Regionais e Municipais de Defesa Civil. 

Saiba aqui onde doar:

Porto Alegre

A Defesa Civil estadual arrecada donativos podem ser entregues na central de doações do governo estadual, no Centro Administrativo Fernando Ferrari (Rua Borges de Medeiros, 1501). O material recolhido será encaminhado aos municípios mais atingidos pela chuva.

De acordo com a Defesa Civil de Porto Alegre, são arrecadados alimentos, produtos de higiene pessoal, material de limpeza, fraldas descartáveis (adulto e infantil), cobertores e colchões. Os locais de entrega são no Ginásio Tesourinha (Avenida Érico Veríssimo, s/n - Menino Deus), das 7h às 22h, e no gabinete de Defesa Civil Municipal, rua Campos Velho, 426, bairro Cristal, das 8h às 18h.

O Demhab está reunindo doações de móveis, telhas, lonas e madeiras. As doações podem ser feitas preferencialmente no endereço da av. Princesa Isabel, 1115.

Alegrete

A preferência é de que sejam doados alimentos, como arroz, carnes e macarrão. Doações de roupas não são necessárias no momento. As doações são feitas no escritório da Defesa Civil, que fica localizado no pátio central do Palácio Ruy Ramos, com entrada pela Rua Demétrio Ribeiro.

Alvorada

Doações são recebidas na Secretaria Municipal do Trabalho e Desenvolvimento Social, que fica na Rua Wenceslau Fontoura, 126. A preferência é para produtos de higiene pessoal, alimentos, roupas de cama, colchões, e fraldas descartáveis infantis.

Canoas

Fortemente afetada pelo granizo e ventania, Canoas teve estragos por toda a cidade. Foi montado um QG na sede da Secretaria Municipal de Segurança Pública e Cidadania (SMSPC) para coordenação dos trabalhos de auxílio as famílias mais necessitadas.

Há preferência por doações de colchões, cobertores, lonas e telhas, além de fraldas, alimentos não perecíveis e materiais de limpeza. Os donativos podem ser entregues na Defesa Civil, localizada na Rua Bandeirantes, 450 - Marechal Rondom. Em caso de urgência entrar em contato pelos telefones (51) 3476-3400 ou (51) 3428-6897.

Policiais do 15º Batalhão de Polícia Militar que tiveram as casas destelhadas pedem doações de fraldas tamanhos P e GG, roupas masculinas para crianca de 5 anos e telhas de 5mm para as casas. Informações podem ser obtidas nas sedes da 3ª e 4ª Companhia do 15º BPM.

Cachoeira do Sul

As doações podem ser feitas na Secretaria de Trabalho e Ação Social (STAS), das 13h às 18h. A STAS fica na Rua XV de Novembro, 434. A prioridade é alimentos, produtos de limpeza, produtos de higiene pessoal, colchões e roupas de cama. Até o momento, não há necessidade de doações de peças de vestuário e de calçados.

Charqueadas
O município pede doações de roupas para criança e alimentos. As doações podem ser entregues na Prefeitura da cidade ou na Secretaria de Assistência Social de Charqueadas, localizada na Rua José Rui de Ruíz, n°1110, no Centro de Charqueadas.

Eldorado do Sul

O município pede doações de alimentos, fraldas, água, cobertas, colchões e material de limpeza. As doações podem ser entregues na Secretaria Municipal de Assistência Social, na Avenida Emancipação, 599, na Defesa Civil.

Estrela

Os desabrigados precisam de doações, em especial de alimentos, colchões, travesseiros e cobertas ou cobertores. As pessoas que quiserem colaborar podem levar as doações até o ginásio Ito Snel (Rua Tancredo Neves, s/n).

Itaara

São necessárias doações de colchões e cobertas com certa urgência. Além disso, também podem ser doadas roupas para crianças e alimentos. As doações estão sendo recebidas no Ginásio de Esportes Pinto Ribas e na prefeitura. Também podem ligar para os telefones (55) 9623-1326 ou (55) 3227-1122.

Mata

Doações podem ser feitas na Igreja Matriz da cidade ou na Assistência Social. São aceitos roupas, calçados, colchões e alimentos.

Montenegro

O município precisa de roupas, alimento e materiais de higiene e limpeza. As doações podem ser entregues na sede do Corpo de Bombeiros da cidade.

Nova Santa Rita

Em Nova Santa Rita, a prefeitura informa que a prioridade são doações de colchões, alimentos e água mineral. Os materiais podem ser entregues na Escola Municipal Alvaro Almeida, na Rua Alvaro Moreira, s/n - Porto da Figueira, e no Salão Paroquial da Comunidade Nossa Senhora de Lourdes - Berto Sírio.

Parobé

A Defesa Civil da cidade reforça o pedido de auxílio com a doação de alimentos, telhas e lonas. Quem tiver o interesse em ajudar, pode entrar em contato pelo telefone: (51) 3953-1072 ou (51) 9158-9827.

Rio Pardo

A base de recebimento de doações é o salão comunitário da Igreja Matriz Nossa Senhora do Rosário (Travessa Padre Broggi, 66, Centro). Necessitam de colchões, roupas de cama, roupas de crianças, fraldas e água. Alimentos também são bem vindos.

São Jerônimo

Os desabrigados precisam de roupas de cama, alimentos e roupas. As doações podem ser entregues no prédio da Defesa Civil, na Rua Valdemar Azzi, 40, bairro Bela Vista.

Santa Maria

Estão recebendo as doações na Secretaria de Assuntos Comunitários, que fica na Rua Doutor Pantaleão, 200, das 8h às 22h. Quem não tiver como levar até lá, pode ligar para o telefone (55) 3921-7148, que mandam equipes para buscar. É mais urgente a doação de cobertores, colchões, agasalhos e alimentos.

Santiago

O principal problema é lona para tapar os furos das casas e telhas. - As doações podem ser feitas nos bombeiros, na Defesa Civil e na prefeitura da cidade.

São Sebastião do Caí

É possível entregar as doações no Centro de Referência de Assistência Social, na Rua Ari Baierle, nº 177 - Centro. Também é possível deixar as doações na Prefeitura.  A preferência é para doações de roupas infantis, materiais de limpeza e alimentos.

Sapucaia do Sul

A cidade precisa de doação de colchões, cobertores, edredons, roupas de cama, produtos de higiene e alimentos não perecíveis. O material deve ser entregues na Guarda Municipal (Rua Tiradentes, 624), em qualquer horário do dia ou da noite; na Secretaria de Desenvolvimento Social (Rua Tiradentes, 664) das 8h às 18h15min; ou no CRAS Central (Rua Santa Catarina, 648), das 8h às 17h.

São Gabriel

Doações podem ser feitas por meio de contato com a Assistência Social da cidade ou com a Defesa Civil, pelo telefone (55) 9606-2454. Quem quiser doar, pode entrar em contato que as equipes vão buscar as doações. Até o momento, o mais urgente são lonas, telhas e colchões.

Doações para animais

Em Porto Alegre, a prefeitura pede doações de jornais velhos, papelão ou cobertores velhos na Unidade de Medicina Veterinária (UMV), onde estão abrigados os 320 animais resgatados da enchente que invadiu centenas de residências na região das ilhas. Estrada Bérico José Bernardes, 3489, parada 19, Lomba do Pinheiro, e na rua Uruguai, 155, 7 andar, Centro Histórico.

Doações em grande quantidade poderão ser buscadas. O agendamento é feito pelo telefone (51) 3289-8900.


Em Esteio, uma entidade pede doação de ração para cães e gatos. Interessados podem entrar em contato por ligação ou WhatsApp com Adriane Pereira, no número (51)99583739.

Fonte: G1 Rio Grande do Sul


Chuva afeta mais de 130 mil pessoas em 95 municípios do RS

Em Canoas, a Rua Quaraí, no bairro Niterói, ficou alagada mesmo após o fim da chuva
(Foto: JEFERSON GUAREZE/FUTURA PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO)

16/10/2015

Mais de 3,7 mil famílias tiveram de sair de casa, diz a Defesa Civil.
Equipes do órgão entregam doações às famílias; saiba como ajudar.

Os temporais que vem atingindo parte do Rio Grande do Sul nos últimos dias afetaram 130.384 pessoas em 95 municípios, conforme informou no final da tarde desta quinta-feira (15) a Defesa Civil. Foram atingidas 31.044 residências.

Os números contabilizam as chuvas que tiveram início na semana passada e as tempestades que caíram entre a noite desta quarta-feira (14) e a madrugada desta quinta. Mais de 3,7 mil famílias tiveram de sair de casa, sendo 2.360 desalojadas, que se hospedam em residências de amigos e parentes, e 1.410 desabrigadas, que foram alocadas em locais públicos.


Mãe e filho morreram após árvore cair em casa em Rio Pardo 
(Foto: Reprodução/RBS TV)

Os municípios mais atingidos são Rio Pardo, no Vale do Rio Pardo; Cachoeira do Sul, na Região Central; Nova Santa Rita, na Região Metropolitana de Porto Alegre, e São Jerônimo, na Região Carbonífera.

Equipes da Defesa Civil entregam lonas, telhas, cestas básicas, kits de higiene e de limpeza, kits dormitório e colchões. Donativos podem ser entregues na central de doações do governo estadual, no Centro Administrativo Fernando Ferrari (Rua Borges de Medeiros, 1501). Confira aqui outros pontos de coleta.

Em Canoas, na Região Metropolitana de Porto Alegre, prefeito Jairo Jorge assinou decreto de situação de emergência, após o levantamento dos estragos. Mais de 80 pessoas tiveram de sair de casa. Uma moradora relatou ter tido a residência inundada pela chuva.

Conforme o coordenador da Defesa Civil local, Rodolfo Pacheco, a água já baixou em muitos pontos da cidade e, por volta das 20h desta quinta-feira, quatro pontos estavam tomadas pela água devido a enchente. São eles: Praia de Paquetá, Rua da Barca, Beco do Berto Sírio e o Beco do Dique do Gravataí. 

O bairro Niterói também registrou alagamentos devido à falta de energia na casa de bombas, que impede o avanços das águas do Rio Gravataí sobre a cidade. Mas a situação já foi normalizada com a retomada do fornecimento de energia. Na cidade pelo menos 30 mil pessoas foram atingidas, sendo 10 mil casas afetadas. "Desde as 22 horas de quinta-feira estamos distribuindo lona, lona e lona", observa o coordenador da Defesa Civil local.

Homem sobrevive após árvore cair sobre carro

Tronco de árvore caiu na diagonal (Foto: Marcos Saldanha/Arquivo Pessoal)

Em Porto Alegre, o analista Marcos Saldanha, de 24 anos, sobreviveu depois que uma árvore de mais de 10 metros de altura caísse sobre o carro que dirigia durante um temporal na noite desta quarta. Ele diz ter se abaixado no momento em que o veículo foi atingido.

"Fiz isso por dois motivos: tinha medo que a árvore me esmagasse e, eu ficasse preso ali, e  para chutar os vidros do carro", contou.

O motorista só conseguiu sair do veículo depois de ter sido resgatado por sua mãe. "Eu estava desesperado, desesperado. Só pensava em escapar dali. Nessa hora, chegou minha mãe e abriu a porta", disse.

Casas danificadas em Gramado Xavier

Prefeitura estima prejuízo de cerca de R$ 1 milhão
(Foto: Luana Backes/Jornal Serrano)

Em Gramado Xavier, no Norte do estado, mais de 90 casas foram danificadas devido ao temporal. Em pelo menos 50 residências, o telhado foi completamente arrancado, junto com o forro. Mais de  20 famílias tiveram de deixar as suas casas após os estragos. A Escola Estadual Margit Kliemann teve parte da cobertura danificada e o galpão da Secretaria de Obras, utilizado para abrigar o maquinário, ficou totalmente destruído.

Além de residências, também foram registrados danos a 15 estufas de fumo, varandas e 20 galpões utilizados pela agricultura.

Cerca de 400 mil sem luz

Milhares estão sem luz no estado (Foto:
Divulgação/Leonardo Serpa e Rafael Kulmann)

O número de clientes sem energia elétrica em função das chuvas caiu para cerca de 400 mil. O maior número segue na área da AES Sul, onde cerca de 350 mil clientes estavam sem luz por volta das 22h. No mesmo horário, a Companhia Estadual de Energia Elétrica (CEEE) registrava cerca de 34,6 mil consumidores com o serviço interrompido.

Por volta das 21h30m a RGE registrava aproximadamente 20 mil clientes sem energia. A concessionária destaca que não há em sua área de concessão nenhum município totalmente desabastecido. As três companhias não estimam um prazo para o retorno, mas garantem que há equipes nas ruas realizando o atendimento.

Temporal deixa mortos

Árvores foram derrubadas em Porto Alegre com o
forte temporal (Foto: Ivo Gonçalves/PMPA)

Três pessoas morreram desde a noite de quarta-feira (14) no Rio Grande do Sul. Em Porto Alegre, o temporal deixou uma pessoa morta e 11 feridas, de acordo com balanço da Brigada Militar e do Hospital de Pronto Socorro (HPS), divulgado pela prefeitura da capital no começo da manhã.

Um homem de 20 anos morreu no bairro Sarandi, Zona Norte de Porto Alegre. A região foi uma das mais afetadas pela chuva e pelo vento forte. A vítima, identificada como Gustavo Oliveira, caiu em um valão e foi levada pela correnteza. O Corpo de Bombeiros foi até o local e localizou o corpo por volta das 10h.

No interior do estado, uma árvore caiu sobre uma residência e causou duas mortes na noite de quarta-feira (14) em Rio Pardo, no Vale do Rio Pardo. O acidente aconteceu em meio a um temporal que destelhou cerca de 100 residências.



Encalhe de baleias no Litoral Norte gaúcho preocupa especialistas

Entre junho e agosto, animais migram da Antártida a Bahia 
para reprodução | Foto: Paulo Ott / Gemars / Uergs / CP

28/07/2015

Em menos de um mês, três filhotes foram encontrados com marcas ou pedaços de redes

Em menos de um mês foram registradas três ocorrências de encalhe de baleias-jubarte no Litoral Norte do Rio Grande do Sul. A situação tem gerado preocupação para os especialistas em animais marítimos. O professor da Universidade Estadual do Rio Grande do Sul (Uergs) e presidente do Grupo de Estudos de Mamíferos Aquáticos do RS, Paulo Henrique Ott, ressalta que estão sendo feitos estudos para entender o que aconteceu. 

Mesmo assim, há uma característica similar aos casos. “Eram três filhotes. O primeiro foi encontrado no dia 11 de junho, em Cidreira, e estava com marcas de rede de pesca. O segundo, em Arroio do Sal, em 2 de julho, estava totalmente enredado. E o terceiro, em 3 de julho, e tinha pedaços de rede no corpo”, disse Ott.

A pesca não é proibida nesta época. Segundo ele, o ideal é tentar identificar as áreas onde as baleias possam estar sendo atingidas. Como houve um aumento considerável na população nos últimos anos, isso pode ser um dos motivos para o aumento dos encalhes. Pesquisas apontam a existência de 20 mil baleias-jubarte na costa brasileira. 

Em 2014, a espécie deixou o grupo de animais em risco de extinção. Mesmo assim, o biólogo disse que existe preocupação, principalmente porque entre os meses de junho e agosto, as baleias migram da Antártida para o Banco dos Abrolhos, no litoral da Bahia, conhecida área de reprodução da espécie. Assim, é possível que, infelizmente, outros casos sejam registrados. 

A baleia-jubarte atinge 16 metros na fase adulta, chegando a pesar 35 toneladas. Em média, vive, no mínimo, 50 anos.


Homem usa ônibus para salvar mais de 100 cães de enchente no RS

Cães foram levados para dentro de ônibus durante
enchente (Foto: Nelson Fernandes/Arquivo Pessoal)

22/07/2015

Morador de Alvorada abrigava animais de rua em terreno ao lado de casa.
Atitude comoveu comunidade, que se mobilizou para fazer doações.

Morador de Alvorada, na Região Metropolitana de Porto Alegre, José Damião dos Santos, de 47 anos, perdeu quase tudo na enchente que atingiu a cidade nos últimos dias. Só não deixou para trás mais de 100 cães de rua que ele cuida, e outros tantos abandonados pelos donos que tiveram que deixar suas casas.

Os animais foram recolhidos e colocados dentro de um ônibus, a salvo da água que invadiu residências e alagou ruas. A atitude de José foi parar nas redes sociais e motivou uma corrente de solidariedade em Alvorada.

Nesta terça-feira (21), após uma postagem feita no Facebook, que teve mais de 20 mil compartilhamentos, ele começou a receber doações para alimentar os animais.

“Estou recebendo muita ração. Estou até tendo que anotar os nomes, de tanta gente”, diz José, que trabalha na Ceasa de Porto Alegre.

Ele, que tem 15 cachorros em casa, conta que recolhe cães abandonados há vários anos e os abriga em um terreno baldio, ao lado de onde mora. Com o tempo, o número de animais foi crescendo. “Eu tirei todos eles da rua, eram todos abandonados, não tinham dono”, diz.

José mora com a família no bairro Americana, um dos mais atingidos pela cheia em Alvorada.

Quando a água subiu, decidiu levar os animais para dentro do seu ônibus antigo, parado perto de casa. “Antes eram uns 140 cachorros. Mas muitos a enchente levou, os carros atropelaram ou morreram de doença”, lamenta.

Enchentes
A casa onde José mora com a mulher e três filhos ficou completamente alagada com a forte chuva de segunda-feira (21). “Foi tudo muito rápido, não deu tempo de salvar nada. Saí com meu nenê de 10 meses no colo e com a água pela cintura. Perdemos tudo”, diz a dona de casa Carla, mulher de José. “Eu não me apego muito, mas quando vi todas as nossas coisas boiando, comecei a chorar”, completa José.  

Mais de 100 cães estão dentro de ônibus, diz dono
(Foto: Nelson Fernandes/Arquivo Pessoal)
Desalojada, a família está na casa de uma filha, em Viamão. Já José passou a noite dentro do ônibus, junto com os cachorros.

“Ontem [segunda] eu fui mordido. Mas não tem como deixar eles sozinhos, senão eles brigam ou pode acontecer alguma coisa”, afirma o carregador da Ceasa.

A história também comoveu o voluntário Nelson Fernandes, que há dias socorre vítimas da enchente em Alvorada em uma moto aquática.

Ao ver a situação de José e seus cachorros, ele decidiu oferecer ajuda, pediu um jipe emprestado para um amigo e rebocou o ônibus velho até o terreno disponibilizado por uma associação, no bairro Formosa. “Também sou fã de cachorro, tenho quatro em casa, e decidi ajudar. É um lugar improvisado, mas está seco”, diz Nelson.

Segundo a Defesa Civil, 11.351 pessoas foram atingidas pela cheia em Alvorada. Destas, cerca de 200 estão em abrigos públicos. Em todo o estado, as chuvas dos últimos dias afetam 50.728 pessoas, conforme o levantamento divulgado na manhã desta terça. Cerca de 680 pessoas voltaram para casa, mas ainda há 2.029 desabrigados no estado.

Ônibus com cães foi rebocado para área seca no município
(Foto: Nelson Fernandes/Arquivo Pessoal)



ENCHENTE NO RS - Morador só aceitou resgate quando pode carregar junto os sete cães da família

Pedro Ramos foi resgatado com os sete cães da família 
Foto: Diego Vara / Agencia RBS

21/07/2015

Morador só aceitou resgate quando pode carregar junto os sete cães da família

Rio Gravataí atinge uma das pistas da Avenida Assis Brasil e deixa famílias isoladas no limite entre Cachoeirinha e Porto Alegre

Ilhado pelo transbordamento do Rio Gravataí, o operador de máquinas Pedro Ramos, 45 anos, que mora no número 11.011 da Avenida Assis Brasil, no limite entre Porto Alegre e Cachoeirinha, precisou deixar a casa pela primeira vez em dez anos. Mas ele só saiu quando teve a certeza de que levaria junto os sete cães da família. 

Na tarde desta segunda-feira, depois de ver os dois filhos retirados da casa invadida pela água, Pedro saiu com os animais de estimação num barco da Defesa Civil. Ele precisou ser puxado por um voluntário de jet-ski até a margem da avenida, no sentido Porto Alegre-Cachoeirinha. Foram quase 2h para resgatar os quatro moradores da família devido à força da correnteza.

— Em outras enchentes, não tão grandes como esta, ele não saiu. O pai não sairia de casa se os cachorros não fossem socorridos — contou a secretária Yasmin Ramos, 22 anos, filha de Pedro e a primeira a ser resgatada. 

Com a ajuda da voluntária Flávia Motta, da Associação Patas da Fé, os cães foram colocados em caixas especiais para transporte e levados à empresa onde Pedro trabalha. 

A família se dividiu: Pedro, a mulher, Vera, 46 anos, e o filho Manoel, 19 anos, foram para a casa de um familiar na mesma cidade. Yasmin ficará na casa de um irmão, em Canoas. 

No mesmo local onde vivem os Ramos, um antigo sítio transformado em lotes, outras dez famílias estão ilhadas. Na casa de dois pisos do construtor civil Raules Fonseca, 64 anos, 20 pessoas estão alojadas. De barco, Raules ajudou familiares a deixarem o local. Mas ele não pretende sair, pois teme arrombamentos e furtos à noite.

— Em 64 anos, minha casa nunca tinha entrado água. Hoje, ela subiu muito rápido e já tem quase um metro dentro de casa — comentou.

Fonte: Zero Hora


ENCHENTE NO RS: Ajude os atingidos pelas chuvas na Região Metropolitana

Cachoeirinha sofre com os transtornos da chuva
Foto: Diego Vara / Agencia RBS

21/07/2015

Saiba onde levar doações nas cidades que sofrem com o avanço das águas

Mais de 75 mil pessoas foram atingidas pelas fortes chuvas na Região Metropolitana de Porto Alegre. As prefeituras das cidades e a Defesa Civil concentram as doações.

O que os atingidos mais precisam é de alimentos, colchões, cobertores, meias, água, kits de higiene e de limpeza, roupas de cama, sapatos e fraldas adultas e infantis.


Veja como está a situação de cada cidade abaixo e como ajudar.

São Leopoldo
- Atingidos: 60 mil pessoas
- Desabrigados: 145 pessoas 
- Desalojados: não tem estimativa
Onde levar doações: Ginásio Municipal Celso Morbach, Avenida Dom João Becker, 313, Centro, próximo à rodoviária, ou no Cras Nordeste, Avenida Mauá, 2.141, Bairro Santos Dumont

Gravataí
- Atingidos: 8,5 mil 
- Desabrigados: 420 
- Desalojados: 190 
Onde levar doações: Ginásio Aldeião, na esquina das avenidas Aldolfo Inácio Barcelos e Centenário

Alvorada
- Atingidos: 6 mil 
- Desabrigados: 96 
- Desalojados: 2,3 mil 
Onde levar doações: Ginásio Municipal Tancredo Neves, Avenida Presidente Vargas, 3.290, Bairro Sumaré, e Centro de Educação Profissionalizante Anísio Teixeira, Rua Wenceslau Fontoura, 558, Nova Americana

Novo Hamburgo
- Atingidos: 2.174 pessoas
- Desabrigados: 130 pessoas
- Desalojados: 2.044 pessoas
Onde levar doações: Onde levar doações: sede da Guarda Municipal, Rua Bento Gonçalves, esquina com a Rua Jahu

Sapucaia do Sul
- Atingidos: 989 pessoas
- Desabrigados: 104 pessoas
- Desalojados: 885 pessoas 
Onde levar doações: Banco de Agasalhos, Rua Santa Catarina, 648, Bairro Silva

Esteio
- Atingidos: pelo menos, 420 
- Desabrigados: 420  
- Desalojados: prefeitura ainda não divulgou estimativa
Onde levar doações: não está recebendo doações. Os voluntários estão arrumando as doações arrecadadas até agora

Cachoeirinha
- Atingidos: 510 
- Desabrigados: 130 
- Desalojados: 380 
Onde levar doações: Secretaria Municipal de Cidadania e Assisteência Social, Avenida General Flores da Cunha, 2.209, Bairro São Vicente de Paulo

Viamão
- Atingidos: cem 
- Desabrigados: cem 
- Desalojados: não divulgou
Onde levar doações: Secretaria de Assistência Social, Rua 2 de Novembro, 49, Centro

Canoas
- Atingidos: 36 pessoas atingidas
- Desabrigados: 36
- Desalojados: não tem 
Onde levar doações: Abrigo Municipal Renascer, Rua Victor Barreto com Angustura, próximo à Estação Mathias Velho

Porto Alegre
- Atingidos: nove pessoas
- Desabrigados: não há
- Desalojados: nove pessoas
Onde levar doações: Sede da Defesa Civil, Doutor Campos Velho, 426, Bairro Cristal, e Central de Doações, Centro Administrativo Fernando Ferrari, Avenida Borges de Medeiros, 1.501.

Guaíba 
- Atingidos: 6 pessoas 
- Desabrigados: não tem
- Desalojados: 6 pessoas
Onde levar doações: a cidade não precisa de doações

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