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Rio Grande do Sul: Fepam confirma que vazamento no mar não alcançou a costa



10/04/2016 

O atendimento de emergência em Imbé, após o acidente, foi concluído na manhã deste sábado (9), informa a Fundação Estadual de Proteção Ambiental (Fepam). O acidente provocou o vazamento de 2,5 mil litros de petróleo no Litoral Norte, na última quarta-feira (6). A conclusão das operações ocorreu após sobrevoo na região e constatação de que não há mais evidências de mancha de óleo no mar.

O diretor técnico da Fepam, Rafael Volquind, assegura que foi fundamental o controle e monitoramento da dispersão da mancha feito pela Fepam juntamente com os demais órgãos ambientais envolvidos. Destacou que ainda que, "a mancha se dissipou sem causar danos perceptíveis, principalmente, não tendo chegado até a praia, conforme previsto pela Fepam desde as primeiras avaliações". 

Ainda assim, ficou acordado em reunião neste sábado entre representantes da Fepam, do Ibama, do Ministério Público e da empresa Transpetro, que os monitoramentos ambientais complementares ficarão sob a responsabilidade da Transpetro na faixa de praia e no mar durante os próximos três dias, atendendo recomendação dos demais órgãos.

Encalhe de baleias no Litoral Norte gaúcho preocupa especialistas

Entre junho e agosto, animais migram da Antártida a Bahia 
para reprodução | Foto: Paulo Ott / Gemars / Uergs / CP

28/07/2015

Em menos de um mês, três filhotes foram encontrados com marcas ou pedaços de redes

Em menos de um mês foram registradas três ocorrências de encalhe de baleias-jubarte no Litoral Norte do Rio Grande do Sul. A situação tem gerado preocupação para os especialistas em animais marítimos. O professor da Universidade Estadual do Rio Grande do Sul (Uergs) e presidente do Grupo de Estudos de Mamíferos Aquáticos do RS, Paulo Henrique Ott, ressalta que estão sendo feitos estudos para entender o que aconteceu. 

Mesmo assim, há uma característica similar aos casos. “Eram três filhotes. O primeiro foi encontrado no dia 11 de junho, em Cidreira, e estava com marcas de rede de pesca. O segundo, em Arroio do Sal, em 2 de julho, estava totalmente enredado. E o terceiro, em 3 de julho, e tinha pedaços de rede no corpo”, disse Ott.

A pesca não é proibida nesta época. Segundo ele, o ideal é tentar identificar as áreas onde as baleias possam estar sendo atingidas. Como houve um aumento considerável na população nos últimos anos, isso pode ser um dos motivos para o aumento dos encalhes. Pesquisas apontam a existência de 20 mil baleias-jubarte na costa brasileira. 

Em 2014, a espécie deixou o grupo de animais em risco de extinção. Mesmo assim, o biólogo disse que existe preocupação, principalmente porque entre os meses de junho e agosto, as baleias migram da Antártida para o Banco dos Abrolhos, no litoral da Bahia, conhecida área de reprodução da espécie. Assim, é possível que, infelizmente, outros casos sejam registrados. 

A baleia-jubarte atinge 16 metros na fase adulta, chegando a pesar 35 toneladas. Em média, vive, no mínimo, 50 anos.


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