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Rio Grande do Sul: Fepam confirma que vazamento no mar não alcançou a costa



10/04/2016 

O atendimento de emergência em Imbé, após o acidente, foi concluído na manhã deste sábado (9), informa a Fundação Estadual de Proteção Ambiental (Fepam). O acidente provocou o vazamento de 2,5 mil litros de petróleo no Litoral Norte, na última quarta-feira (6). A conclusão das operações ocorreu após sobrevoo na região e constatação de que não há mais evidências de mancha de óleo no mar.

O diretor técnico da Fepam, Rafael Volquind, assegura que foi fundamental o controle e monitoramento da dispersão da mancha feito pela Fepam juntamente com os demais órgãos ambientais envolvidos. Destacou que ainda que, "a mancha se dissipou sem causar danos perceptíveis, principalmente, não tendo chegado até a praia, conforme previsto pela Fepam desde as primeiras avaliações". 

Ainda assim, ficou acordado em reunião neste sábado entre representantes da Fepam, do Ibama, do Ministério Público e da empresa Transpetro, que os monitoramentos ambientais complementares ficarão sob a responsabilidade da Transpetro na faixa de praia e no mar durante os próximos três dias, atendendo recomendação dos demais órgãos.

Justiça dá cinco dias para Samarco eliminar vazamento de lama em Mariana

Além de eliminar o vazamento em 5 dias, Samarco deve construir dique em 80 dias
Lucas Lacaz Ruiz/Estadão Conteúdo

06/04/2016

A 2ª Vara da Fazenda Pública e Autarquias de Belo Horizonte determinou nesta quarta-feira (6) que a Samarco elimine o vazamento de lama no complexo denominado "Germano" onde fica a barragem de Fundão, em Mariana (MG).

Em sua decisão, o juiz Luís Fernando de Oliveira Benfatti deu prazo de cinco dias para que a mineradora, controlada pela Vale e pela anglo-australiana BHP, interrompa o fluxo de rejeitos que ainda escoa por extravasor avariado da barragem de Santarém. A estrutura foi danificada após o rompimento de Fundão. Caso não cumpra a medida, a empresa deverá ser multada em R$ 1 milhão por dia.

O colapso da barragem de Fundão, no dia 5 de novembro do ano passado, matou 19 pessoas e foi considerada a maior tragédia ambiental do país. Um mar de lama destruiu distritos em Minas Gerais e poluiu o rio Doce até a sua foz, no litoral do Estado do Espírito Santo.

Outra medida anunciada pelo magistrado, que atendeu ao pedido do MP-MG (Ministério Público de Minas Gerais), determina ainda a construção de um dique provisório de segurança no prazo de 80 dias.

Benfatti também deu prazo de 10 dias para que a mineradora apresente à Justiça, bem como a Semad (Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável) e o DNPM (Departamento Nacional de Produção Mineral), "projeto técnico assinado por profissional habilitado e com o ART (Anotação de Responsabilidade Técnica), contendo as medidas emergenciais adicionais para conter totalmente o vazamento de lama residual das barragens do complexo de Germano".

Segundo o MP, somente nos meses de janeiro e fevereiro deste ano, estima-se que cinco milhões de metros cúbicos de lama vazaram pela estrutura danificada, atingindo a bacia do rio Doce.

O órgão afirmou que três diques construídos pela mineradora após a tragédia de Fundão não estão sendo suficientes para conter o despejo de rejeitos sólidos no rio Gualaxo do Norte, que é um dos afluentes do rio do Carmo. O material atinge os cursos d'água "ininterruptamente", conforme a ACP do MP.

O MP ainda disse ter calculado que existam mais de 9 milhões de metros cúbicos de lama na Santarém. Esse material, conforme o Ministério Público, ainda pode atingir os cursos d'água.

O juiz destacou que a empresa deverá colocar em curso, imediatamente, medidas emergenciais visando a interrupção do escoamento da lama e apresentar relatórios semanais e mensais, com fotografias, detalhando a implantação das medidas emergenciais e as atividades de recuperação da área degradada.

A decisão judicial, por fim, impede que a Samarco retome suas atividades no complexo minerário de Germano [onde fica a barragem de Fundão] "até que seja demonstrada a completa estabilização dos impactos ambientais, por meio da contenção da lama remanescente".

Logo após o rompimento da barragem, no ano passado, o governo de Minas Gerais já tinha suspendido as atividades da empresa na região por tempo indeterminado.

A assessoria da mineradora informou que a companhia não foi notificada da decisão e que, por ora, não iria se pronunciar. 

No entanto, o setor havia adiantado, quando da Ação Civil Pública movida pelo Ministério Público, que os diques de contenção de sedimentos construídos por ela apresentam o funcionamento conforme o esperado e que outras medidas emergenciais estão sendo feitas. O UOL não conseguiu contato com a Semad nem com o DNPM.

APÓS 46 DIAS, LAMA CONTINUA VAZANDO DE BARRAGEM DA SAMARCO, EM MARIANA

Barragem de Fundão se rompeu no dia 5 de novembro, em Mariana
Foto: Reprodução/TV Globo

22/12/2015

Vazamento está na barragem de Santarém, que segurou rejeitos de Fundão.
Decisão judicial diz que mineradora tem 10 dias para conter vazamento.

A Barragem de Santarém, da Samarco, que contém parte do material vazado da Barragem de Fundão, em Mariana, ainda apresenta vazamento, três dias após uma decisão judicial de contenção do vazamento e 46 dias após o rompimento. Na sexta-feira (18), o juiz federal Marcelo Aguiar Machado, da 12ª Vara Federal de 1º grau em Minas Gerais, determinou que a mineradora, cujas donas são a Vale a BHP Billiton, impeça a continuidade do vazamento em 10 dias, a partir da intimação. A Samarco informou que ainda não foi notificada da decisão judicial.

A barragem de Fundão se rompeu no dia 5 de novembro, destruindo o distrito de Bento Rodrigues, em Mariana, e afetando Águas Claras, Ponte do Gama, Paracatu e Pedras, além das cidades de Barra Longa e Rio Doce. Os rejeitos também atingiram mais de 40 cidades na Região Leste de Minas Gerais e no Espírito Santo. O desastre ambiental, considerado o maior e sem precedentes no Brasil, deixou 17 pessoas mortas e duas desaparecidas.

A lama é vista escorrendo como uma cachoeira no dique de Santarém. É esta estrutura que segura parte dos rejeitos que saíram de Fundão. Máquinas trabalham no local. A lama segue o caminho aberto pelo volume maior, cerca de 35 milhões de metros cúbicos, que saíram da barragem desde o dia 5, e atingiram o mar, pelo litoral do Espírito Santo.

Em nota, a Samarco informou que as obras de construção de um dique nas proximidades de Fundão já começaram. Ele terá 10 metros de altura e capacidade para reter cerca de 2,7 milhões de metros cúbicos de rejeitos minerários e água.

A mineradora também disse que a lama que sai da barragem não pode ser considerada como vazamento, sendo, na verdade, uma movimentação de rejeitos sólidos em decorrência de chuvas.

A empresa também afirmou que começou a dragagem da barragem de Santarém, medida tomada para evitar que a chuva carregue material sólido. Esta técnica permite que a parte sólida da lama fique armazenada e uma água clarificada seja liberada.

Na decisão judicial, o magistrado também determinou que também que a mineradora ateste que executou medidas de segurança em relação a outras barragens, a de Santarém e a de Germano, que ainda correm risco de rompimento.

Além disso, determinou que a Samarco, a Vale e a BHP contratem, em 10 dias, empresas que possam iniciar "imediatamente a avaliação da contaminação de pescados e o eventual risco causado ao ser humano, bem como controlem a proliferação de ratos e baratas, capazes de criar risco de transmissão de doença a homens e animais nas áreas atingidas pela lama de rejeitos".

Indisponibilidade de bens da Vale e da BHP

O juiz federal Marcelo Aguiar Machado determinou, no mesmo despacho, a indisponibilidade de bens da Vale e da anglo-australiana BHP Billiton, donas da Samarco. A decisão, assinada na noite desta sexta-feira (18), atende a grande parte dos pedidos de uma Ação Civil Pública impetrada pela União e pelos governos do Espírito Santo e Minas Gerais contra a Mineradora Samarco e suas controladoras.

Segundo a Ação Civil Pública, a Vale e a BHP foram poluidoras indiretas e devem sofrer as punições, porque a Samarco não tem patrimônio suficiente para ressarcimento integral do dano sociambiental estimado em mais de R$ 20 bilhões.

"A efetiva garantia financeira da reparação integral do dano ambiental causado depende do estabelecimento de outras garantias, sendo pertinente, tendo em vista a gigantesca extensão dos danos socioambientais e socioeconômicos causados, que se aplique, com base no artigo 461, parágrafo 5º, do CPC, a medida prevista no artigo 7º da Lei 8.429/92, de indisponibilidade de bens dos réus a fim de se assegurar o integral ressarcimento do dano", destaca a decisão.

A Vale disse, também em nota, que esta decisão não limita as atividades de produção e comercialização da empresa e que, quando for intimada, vai recorrer da ordem judicial.

Documento

Numa decisão de 19 páginas, o magistrado tomou outras medidas duras para garantir a recuperação de danos causados pelo rompimento da barragem de Fundão.

De acordo com o documento, a Samarco terá que fazer um depósito judicial no prazo de 30 dias, no valor de R$ 2 bilhões para serem usados na execução do plano de recuperação integral dos danos ambientais e sociais. Se descumprir a ordem, a empresa terá de pagar multa de R$ 1,5 milhão por dia de atraso.

Na nota, a Samarco disse que já foi iniciado um trabalho de revegetação emergencial e temporária das margens dos rios Gualaxo e Doce, entre a cidade de Mariana e a Usina Hidrelétrica Risoleta Neves, localizada entre as cidades de Rio Doce e Santa Cruz do Escalvado.

Para todas as outras decisões, a multa em caso de descumprimento é de R$150 mil por dia, por medida.

Por fim, o juiz proibe que a Samarco distribua dividendos, bonificações e lucros aos seus sócios.

Segundo decisão, Vale e BHP são corresponsáveis por decisões da Samarco
Foto: Reprodução/ TV Gazeta

Vazamento tóxico tinge rio cor de mostarda nos EUA

Vazamento teve início nesta piscina da mina Gold King, que chegou ao rio Animas

12/08/2015

A Agência de Proteção Ambiental dos Estados Unidos (EPA) disse que um vazamento que tingiu de cor mostarda as águas do rio Animas, no Estado do Colorado, é três vezes maior do que a estimativa inicial.

O rio, no oeste dos EUA, está interditado desde 5 de agosto, quando cinco funcionários da agência despejaram, acidentalmente, água tóxica armazenada na piscina da mina desativada Gold King.

Chumbo, cádmio, alumínio e arsênico estão entre os metais pesados no lodo que contamina o Animas.

Fazendas e populações ribeirinhas que dependem do rio para irrigação e subsistência foram alertadas para não usar a água.

A EPA diz agora que mais de 11 milhões de litros de águas residuais chegaram ao rio – inicialmente, a agência afirmou que o vazamento teria sido de cerca de 4 milhões de litros.

Ambientalistas criticaram duramente as autoridades por sua suposta lentidão na diagnose e combate ao vazamento tóxico.

Incidente teve início quando funcionários da Agência de Proteção Ambiental 
liberaram acidentalmente a água tóxica ao rio

Rio de cor mostarda atingiu diversas cidades ao longo de 160 km

Autoridades realizam testes para proteger fontes de água potável 
mas poços podem ter sido afetados

População foi aconselhada a ficar longe do rio, e agência faz testes 
para verificar possíveis danos à saúde

Autoridades têm realizado testes para proteger fontes de água potável, mas mais de mil poços podem ter sido afetados pela água amarelo-escuro, que se espalha por 160 km, até o Estado vizinho do Novo México.

A agência ambiental diz que ainda está realizando testes para verificar os danos que o vazamento pode causar à saúde e que a vida selvagem não corre "perigo significante".

O rio Animas também costuma ser usado por empresas e esportistas para atividades de canoagem – que foram suspensas até segunda ordem.

Fonte: BBC Brasil


Vazamento de água radioativa é detectado na Central de Fukushima no Japão

Usina de Fukushima (Crédito: Divulgação / PB)

23/02/2015

Um novo vazamento de água altamente radioativa para o mar foi detectada hoje (22) na Central de Fukushima, no Japão, anunciou a empresa Tokyo Eletric Power (Tepco).


Segundo a agência de notícias France Presse, com base nas declarações de um porta-voz da empresa, a situação foi observada por meio de sensores ligados a um tubo de drenagem de águas pluviais e subterrâneas, que mediram níveis de radioatividade até 70 vezes maiores do que outros valores já registrados no local.

Esses valores foram baixando gradualmente com o passar do tempo mas, mesmo assim, continuam alarmantes. A linha de drenagem que faz a ligação com uma porta adjacente à costa do Pacífico foi fechada.

A Tepco informou que uma inspeção feita pela empresa não mostrou nenhuma anomalia nos tanques de armazenamento de água contaminada e assegurou “não ter nenhuma razão para pensar que os reservatórios tenham um vazamento”.

A Agência Internacional de Energia Atômica disse, na semana passada, estar preocupada com a quantidade crescente de água contaminada armazenada nesses tanques.

A água vem dos reatores – onde é utilizada para resfriamento – , bem como de fluxos de água subterrânea. É bombeada e armazenada em milhares de reservatórios gigantes, que aumentam à medida que a Tepco constrói outras dezenas por mês para absorver o fluxo.

O desmantelamento dos quatro reatores mais danificados, entre os seis que fazem parte da Central de Fukushima, deverá demorar entre três e quatro décadas.



Equador declara estado de emergência ambiental nas Ilhas Galápagos

Foto: Divulgação


06/06/2015

Medida, tomada uma semana após navio com poluentes ter encalhado numa baía, visa agilizar recursos caso ocorra algum dano ao meio ambiente. Autoridades afirmam que situação não representa risco sobre o ecossistema local.

O Equador declarou estado de emergência ambiental nas Ilhas Galápagos, comunicaram autoridades locais, nesta quinta-feira (05/02), uma semana depois de um navio que transportava poluentes ter atolado numa baía.

A medida, divulgada pela Comissão de Operações de Emergência, visa responder rapidamente a eventuais problemas ambientais nas ilhas, classificadas pela Unesco como Patrimônio Natural da Humanidade.

O estado de emergência vai "permitir que as autoridades disponham de recursos imediatos para lidar com a situação", disse um porta-voz do Parque Nacional de Galápagos. Embora o governo não veja uma ameaça ambiental imediata para o arquipélago, a declaração de emergência garantirá a transferência de recursos, em caso de dano ecológico.

Em 28 de janeiro, o navio Floreana encalhou na baía das ilhas, com 1.400 toneladas de produtos a bordo, incluindo materiais perigosos, como gás doméstico e 10 mil litros de combustíveis. Alguns vazamentos já foram registrados, que, até então, estão sendo controlados com barreiras de contenção e elementos absorventes. Enquanto isso, o navio, cujo casco foi destruído, está no processo de ser reflutuado e removido.

Esta é a segunda vez que o Equador declara estado de emergência ambiental no arquipélago. Em maio, outro navio com 19 mil galões de diesel e 300 de lubrificantes também encalhou na região.

Localizado a cerca de mil quilômetros da costa do Pacífico do Equador, as Ilhas Galápagos são famosas pelo grande número de espécies que se desenvolveram em completo isolamento.

Fonte: DW


Petrobras detecta vazamento no campo de Marlim


1/03/2013

AGÊNCIA ESTADO
MÔNICA CIARELLI

A Petrobras identificou um vazamento de óleo no Campo de Marlim, um dos três maiores produtores da Bacia de Campos. A mancha de óleo foi localizada a 172 km da costa de Macaé, no Rio de Janeiro. Em nota, a companhia informou que o vazamento se deve a problemas no equipamento conhecido como árvore de natal molhada, do poço MRL-131, que está fora de operação.

Pelos cálculos da Petrobras, o volume de óleo detectado foi estimado em 108 litros, sendo 13 litros vazados na quinta-feira e outros 95 nesta sexta-feira. A empresa informou ter tomado todas as medidas para solucionar o problema.

'De acordo com os padrões para esse tipo de ocorrência, foram deslocadas para o local cinco embarcações especializadas em contenção e recolhimento de óleo, três para inspeção submarina e aeronave para sobrevoar a área', diz a nota. A Petrobras informou ainda já ter comunicado o acidente à Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), ao Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e à Marinha.

Fonte: DM.com.br

Usina de Fukushima ainda pode estar vazando radiação no mar, diz estudo

Jornalistas e funcionários da empresa Tokyo Electric Power Co. usaram roupas especiais durante visita feita em maio à usina nuclear de Fukushima, ao norte de Tóquio, no Japão (Foto: Tomohiro Ohsumi/Reuters)

26/10/2012

Tokyo Electric Power, que opera usina nuclear, não descarta possibilidade.
Peixes fisgados perto da cidade indicam presença de césio radioativo.

A empresa Tokyo Electric Power Co., que opera a usina nuclear japonesa de Fukushima, atingida por um terremoto e um tsuami em março do ano passado, anunciou nesta sexta-feira (26) que não pode descartar a possibilidade de que ainda possa haver vazamento de radiação no mar.

Um forte terremoto, seguido por um tsunami, provocou colapsos na usina, causando vazamento de radiação e a contaminação de alimentos e água, o que forçou uma retirada em massa dos moradores da região. Em dezembro, governo japonês declarou que o desastre estava sob controle.

A declaração da empresa veio após a publicação de um artigo na revista americana "Science" que afirma que altos níveis de radiação em peixes fisgados perto da cidade indicam que radiação continua vazando da usina nuclear Fukushima Daiichi, ao norte de Tóquio.

Quando a Tokyo Electric, conhecida como Tepco, foi questionada se confirmaria que a usina não está mais vazando radiação no mar, uma porta-voz disse: "A Tepco não pode dizer tal coisa, mas confirmamos que os níveis de radiação estão diminuindo tanto na água do mar quanto no leito marinho ao redor da usina".

O cientista sênior e autor do artigo Ken Buesseler, do Woods Hole Oceanographic Institution dos Estados Unidos, disse que a pouca mudança nos níveis de césio radioativo encontrados em peixes ao redor de Fukushima sugere um vazamento contínuo.

"O fato de que muitos peixes estão contaminados com césio 134 e 137 ainda hoje implica que esse material radiotivo ainda esteja sendo liberado para a cadeia alimentar", disse Buesseler.

A pesca próximo de Fukushima é proibida, exceto para teste de algumas espécies, como certos tipos de polvo e lulas, que são exportados apenas quando são considerados seguros.

Fonte: G1 Natureza


MPF-RJ denuncia Chevron por crime ambiental


O vazamento identificado no ano passado rendeu denúncias à Chevron / ANP/AFP
23/03/2012

Denúncia também foi feita a 17 pessoas por crime ambiental e dano ao patrimônio público após vazamento do ano passado

Da Redação, com AFP
noticias@band.com.br

O Ministério Público Federal do Rio de Janeiro denunciou nesta quarta-feira à justiça a companhia petroleira americana Chevron e 17 executivos por "crime ambiental", após um vazamento de petróleo ocorrido em novembro em águas do país.

"O Ministério Público Federal denunciou as empresas Chevron, Transocean e 17 pessoas por crime ambiental e dano ao patrimônio público em virtude do vazamento" ocorrido em novembro de 2011, informou o órgão em um comunicado, no qual indica que as penas podem somar 31 anos de prisão.

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Veja imagens do novo vazamento de petróleo

Outro vazamento 

A empresa anunciou, na última semana, mais uma fonte de vazamento no Campo de Frade (Bacia de Campos). A mancha de óleo foi descoberta durante o trabalho de monitoramento que técnicos da empresa fazem regularmente no campo petrolífero.

A Chevron assegura que comunicou o fato aos órgãos responsáveis. De acordo com a petrolífera, foram instalados imediatamente dispositivos de contenção para coletar as gotas de óleo que estão vazando do poço. Segundo a nota, essas gotas são pouco frequentes e as causas do vazamento já estão sendo apuradas por técnicos da companhia.

Autuação

A empresa foi autuada novamente pela ANP “por não atender notificação da agência para apresentar as salvaguardas solicitadas para evitar novas exsudações [vazamentos] na área”, segundo nota divulgada pelo órgão regulador.

Técnicos da ANP estiveram no Centro de Comando de Crise da Chevron e determinaram a instalação de um coletor no novo ponto de vazamento identificado pela empresa. A agência prossegue acompanhando o primeiro vazamento desde o dia do incidente, 7 de novembro.

Os técnicos da agência avaliam que o vazamento detectado agora seja proveniente de fissuras no fundo do mar e não do poço da Chevron, que foi lacrado pela companhia. 

Fonte: Band.com.br

ANP diz que há novo vazamento na região do Campo de Frade


Novo vazamento de petróleo na mesma região de incidente envolvendo 
a petroleira americana Chevron (Foto: Divulgação)
16/03/2012

Segundo a ANP, o vazamento deve estar vindo de fissuras no fundo do mar, não do poço da Chevron, que foi selado

Rio de Janeiro - A Agência Nacional do Petróleo informou nesta quinta-feira que há um novo vazamento de petróleo na mesma região do incidente envolvendo a petroleira norte-americana Chevron, no campo de Frade, na Bacia de Campos (RJ).

O vazamento deve estar vindo de fissuras no fundo do mar e não do poço da Chevron que foi abandonado após o acidente ocorrido em novembro, afirmou à Reuters assessoria de imprensa do órgão regulador brasileiro.

A ANP não informou imediatamente o volume do óleo que vazou no local, mas antecipou que deve ser uma pequena quantidade, dado o tamanho da mancha que surgiu na região.

Semanas após o vazamento que levou a ANP a proibir a Chevron de realizar perfurações, a então diretora do órgão regulador Magda Chambriard afirmou que a petroleira não havia selado o poço corretamente.

"Os perfis de cimentação ainda não mostram a perfeita aderência do cimento ao poço. Quer dizer que o abandono do poço ainda não está completo", disse Chambriard em 9 de dezembro.

A assessoria de imprensa da ANP informou que vai verificar se a Chevron cumpriu adequadamente todos os procedimentos de cimentação do poço onde houve vazamento.

Fonte: EXAME.com

Costa Concordia: "danos ambientais podem ser irreparáveis", diz biólogo


                                          Costa Concordia naufragou no dia 13 de janeiro
                                          Foto: AFP

28/01/12

ELOISA LOOSE

Conhecido por suas águas cristalinas e pela diversidade da vida marinha e dos corais, a região próxima à ilha de Giglio, na costa italiana da Toscana, vive momentos de aflição. Além das perdas humanas já registradas, o meio ambiente local já sofre impacto pelo naufrágio do Costa Concordia, no último dia 13. As consequências ainda não podem ser medidas e talvez levem anos para serem constatadas. Mas o ecossistema corre o risco de ser alterado gravemente.


Para além da emergência de possíveis vazamentos de combustível, os materiais contaminantes e a quantidade de lixo e entulhos do cruzeiro ameaçam a sobrevivência das espécies marinhas e de outros animais que dependem destes. A contaminação que já existe no local, que ainda não foi mensurada, pode ter efeito cumulativo na cadeia alimentar da região, fazendo com que a destruição de uma única espécie cause desequilíbrio na natureza, atingindo predadores, que ficariam sem alimento, e habituais presas que, sem o inimigo natural, se reproduziram em maior número.

Para o diretor do Programa Marinho da Conservação Internacional (CI) no Brasil, Guilherme Dutra, os corais estão entre os organismos mais sensíveis aos impactos ambientais. Segundo ele, é difícil avaliar o tamanho do dano ambiental causado pelo Costa Concordia porque há vários fatores que são determinantes para a análise, como a quantidade de poluentes que estavam no navio, o movimento das correntes marítimas e a velocidade dos ventos.

No fundo do mar (que neste caso é raso), os efeitos do acidente são imediatos. O biólogo e instrutor de mergulhos em naufrágios Maurício Carvalho explica que há dois tipos de fauna marinha: a bentônica (organismos que vivem no fundo) e a composta pelo plâncton (os que ficam à deriva dos movimentos oceânicos) e pelo nécton (aqueles com capacidade natatória). "Quando ocorre um naufrágio, os primeiros afetados são os seres vivos bentônicos, pois seu habitat é imediatamente destruído. Os demais seres também são prejudicados, especialmente em função dos componentes contaminantes que estão no navio (como a tinta do casco, os óleos lubrificantes e de refrigeração das máquinas e motores e o material de revestimento da embarcação)", aponta.

Com o habitat modificado, há possibilidade de desaparecimento de espécies. "Apesar de se falar bastante na preocupação com o combustível do navio, a própria construção possui elementos que causam impactos ambientais, como o chumbo e o cobre da estrutura", alerta.

Embora o governo italiano esteja tomando cuidados para minimizar os estragos alguns danos podem não ser recuperados totalmente. "Se o impacto for crítico, o tempo de recuperação é lento. Algumas colônias de corais, por exemplo, demoram centenas de anos para se recuperar", esclarece Dutra.

Devido ao combustível ser um óleo pesado, o resultado de um vazamento pode equivaler a um derramamento de petróleo. "Mas a mancha de óleo diesel, como passa por tratamento, tem um efeito de toxidade ainda maior que o óleo cru", ressalta Dutra. Parte do óleo que entra em contato com o mar chega ao fundo e pode causar a mortandade da base da vida marinha; a outra, flutuante, acaba alastrando-se por quilômetros de distância, conforme as condições do mar e do tempo.

"As barreiras de contenção são importantes para que o óleo superficial não se espalhe, porém, para funcionar, o mar precisa estar tranquilo. Com a movimentação das ondas, o efeito das barreiras fica comprometido", assinala Dutra.

Carvalho cita o caso do impacto ambiental causado na costa do Alasca, que continua a apresentar problemas ambientais resultantes dos resíduos do derrame de um navio petroleiro em 1989. A recuperação é lenta e, mesmo assim, não é totalmente garantida.

Remoção do combustível

Segundo informações das agências internacionais, a extração do combustível pesado dos 15 tanques (equivalente a 2,3 t) do cruzeiro naufragado, que põe em risco o ecossistema da área, prejudicando a fauna e flora marinha e comprometendo o restante da cadeia alimentar que vive ou passa pelo local, será feita mediante perfuração no casco e posterior bombeamento do líquido para cisternas externas, enquanto através de uma segunda abertura o tanque será preenchido com água do mar para evitar o vazio que provocaria novos movimentos no barco.

A preocupação é maior neste momento com o combustível em função da quantidade (os tanques estavam cheios quando ocorreu o naufrágio) e o consequente potencial de desastre. A embarcação de 290 m de comprimento permanece sobre um banco de rochas submarinas, mas as equipes de resgate temem que ela deslize e caia de forma abrupta em águas muito mais profundas.

Uma mancha de 300 m por 200 m de hidrocarboneto já é vista no litoral de Giglio. Apesar de não haver confirmação se ela é decorrente do vazamento de combustível, materiais de contenção já estão sendo utilizados ao redor do cruzeiro. Esta é uma maneira de mitigar que os impactos sejam ainda maiores.
"Por mais que a remoção do combustível ocorra dentro do previsto, a fauna e flora do local já sofrem com o contato de contaminantes. A retirada busca minimizar os danos já que o volume de combustível do Costa Concordia é muito grande e, sem a remoção, o perigo de o desastre ser maior aumenta", destaca Carvalho.

Naufrágio do Costa Concordia

O cruzeiro Costa Concordia naufragou na sexta-feira, dia 13 de janeiro, após colidir em uma rocha nas proximidades da ilha de Giglio, na costa italiana da Toscana. Mais de 4,2 mil pessoas estavam a bordo. Até terça, dia 24, 16 mortes haviam sido confirmadas. Ainda há desaparecidos, e prosseguem os trabalhos de busca. O Itamaraty informou que 57 brasileiros estavam a bordo do navio, mas nenhum deles está entre as pessoas não encontradas.

O navio, que tem 290 metros de comprimento e 114,5 mil toneladas, margeava a ilha de Giglio quando houve a colisão. Houve pânico e reclamações de despreparo da tripulação. O comandante do Costa Concordia, Francesco Schettino, foi acusado de ter abandonado o navio. Ele disse que estava no comando, mas um áudio divulgado para a imprensa, em que há uma discussão entre ele e a Guarda Costeira, indica que o capitão já estava na costa no momento do resgate.

Veja no mapa o local onde aconteceu o acidente:

O navio, que tem 290 metros de comprimento e 114,5 mil toneladas, margeava a ilha de Giglio quando houve a colisão. Houve pânico e reclamações de despreparo da tripulação. O comandante do Costa Concordia, Francesco Schettino, foi acusado de ter abandonado o navio. Ele disse que estava no comando, mas um áudio divulgado para a imprensa, em que há uma discussão entre ele e a Guarda Costeira, indica que o capitão já estava na costa no momento do resgate.

Veja no mapa o local onde aconteceu o acidente:

Cursos na área de Meio Ambiente

ANP proibe Chevron de perfurar poços no Brasil


Vazamento de óleo da Chevron na Bacia de Campos, no Rio de Janeiro (Rogerio Santanta/Reuters)

24/11/2011

Agência também negou autorização pedida pela empresa para perfurar novo poço na área do pré-sal. Diretoria cita "negligência" da petroleira na operação no Campo de Frade, na Bacia de Campos

A Agência Nacional do Petróleo (ANP) determinou, na tarde desta quarta-feira, a suspensão das atividades de perfuração no Campo de Frade “até que sejam identificadas as causas e os responsáveis pelo vazamento de petróleo e restabelecidas as condições de segurança na área”. A decisão é da diretoria da ANP, e compreende todas atividade de perfuração da Chevron do Brasil no território nacional.

Também hoje a ANP rejeitou pedido da concessionária para uma nova perfuração no Campo de Frade, com o objetivo de atingir o pré-sal. “A Diretoria entende que a perfuração de reservatórios no pré-sal implicaria riscos de natureza idêntica aos ocorridos no poço que originou o vazamento, maiores e agravados pela maior profundidade”, diz a nota divulgada pela agência.

De acordo com o informe, a medida não alcança “as atividades necessárias ao abandono definitivo do poço 9-FR-50DP-RJS e a restauração das suas condições de segurança”. Ou seja, a empresa não pode mais perfurar, mas deve continuar a trabalhar para combater os impactos do desastre ambiental causado pelas falhas na operação do poço.

A decisão, segundo a ANP, baseou-se em “análises e observações técnicas da Agência, que evidenciam negligência, por parte da concessionária na apuração de dado fundamental para a perfuração de poços e na elaboração e execução de cronograma de abandono”. Também houve, para a ANP, falta de maior atenção às melhores práticas da indústria.

A própria ANP não está livre das investigações sobre o acidente. O Tribunal de Contas da União (TCU) determinou, hoje, abertura de auditoria para investigar o quanto a agência tinha controle das condições de operação da Chevron. A Petrobras também terá que explicar que critérios usou para se associar à Chevron para a operação no Campo de Frade.

Fonte: Veja

Vazamento no RJ pode afetar migração de animais

Barcos com barreiras de contenção ajudam no controle da mancha de óleo no campo de Frade
20/11/2011

Óleo que vazou por pelo menos seis dias chegou a cobrir uma superfície equivalente a 16.300 campos de futebol

Rio - No meio do caminho, havia óleo. Obstáculo difícil de superar por baleias como jubarte, minke-antártica, baleia-de-bryde e entre 20 e 25 espécies de golfinhos e pequenos cetáceos que usam a Bacia de Campos como rota migratória. O óleo que vazou por pelo menos seis dias pelo poço no Campo de Frade, operado pela Chevron Brasil, chegou a cobrir uma superfície de 163 quilômetros quadrados - ou 16,3 mil campos de futebol.

E o dano ambiental é difícil de mensurar. No acidente provocado por uma explosão na plataforma de perfuração da British Petroleum, no Golfo do México, em abril do ano passado, 800 milhões de litros de óleo vazaram por 87 dias.

Somente 2% das carcaças dos animais atingidos chegaram ao litoral, aponta o biólogo Salvatore Siciliano, coordenador do Grupo de Estudos de Mamíferos Marinhos da Região dos Lagos (GEMM-Lagos), da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).

As baleias jubarte, por exemplo, estão retornando para o Polo Sul. Depois de se alimentar durante o verão, no inverno elas nadaram em direção à linha do Equador, em busca de águas mais quentes para se reproduzir. Agora, voltam para a Antártica acompanhadas de seus filhotes.

O secretário de Estado do Ambiente, Carlos Minc, viu três delas nadando perto da mancha - uma a menos de 300 metros de distância.

Além dos mamíferos, o dano para as aves é agudo. Acredita-se que elas confundam a mancha de óleo com cardumes e, por isso, mergulhem no petróleo. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
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