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Usinas nucleares francesas não respeitam regras de segurança

Usina nuclear francesa de Cattenom, em Moselle
EDF

05/03/2016

O jornal francês Libération desta sexta-feira (4) traz na capa uma reportagem especial sobre a questão da segurança nas usinas nucleares francesas cinco anos após a tragédia de Fukushima, no Japão, e 30 anos após o acidente de Chernobyl, na antiga União Soviética. 

Segundo o jornal, essas instalações na França enfrentam diversos problemas: ações na justiça, relatórios alarmantes, inquietação dos países vizinhos e problemas financeiros. Tudo isso no contexto de que o governo pretende prolongar o tempo de vida das usinas por mais dez anos.

Na quinta-feira (3), Luxemburgo apresentou à Comissão Europeia uma queixa contra a usina francesa de Cattenom, em Moselle, um departamento localizado na região da Lorena. A reclamação é baseada em um relatório realizado pelo Partido Verde da Alemanha, que coloca em dúvida a segurança da instalação.

Ela não estaria seguindo as novas regras europeias criadas após o acidente de Fukushima. Em diversos pontos, a usina não passa no controle técnico, como na resistência das infraestruturas em caso de inundação, de terremoto ou de um avião lançado sobre o reator.

Carta para a ministra francesa do Meio-Ambiente

O relatório afirma que, se a usina estivesse instalada em solo alemão, ela seria fechada. Além disso, a instalação já sofreu incidentes. Em 2013, alguns meses após o incêndio de um transformador elétrico, a central verteu várias dezenas de metros cúbicos de ácido clorídrico na zona.

A ministra alemã do meio-ambiente e a ministra luxemburguesa da saúde estão preparando uma carta para enviar à ministra francesa do meio-ambiente, Segolene Royal, para lembrar a França das suas obrigações na questão da segurança nuclear.

O governo do cantão suíço de Genebra, que faz fronteira com a França, entrou com um processo contra a central nuclear de Bugey, na região francesa de Auvergne-Rhône-Alpes, por riscos à população e por poluição da água. A advogada responsável pela causa disse que a ação foi ajuizada na última quarta-feira em Paris. A usina está situada a 70 km da cidade de Genebra.

Fonte: RFI

Vazamento de água radioativa é detectado na Central de Fukushima no Japão

Usina de Fukushima (Crédito: Divulgação / PB)

23/02/2015

Um novo vazamento de água altamente radioativa para o mar foi detectada hoje (22) na Central de Fukushima, no Japão, anunciou a empresa Tokyo Eletric Power (Tepco).


Segundo a agência de notícias France Presse, com base nas declarações de um porta-voz da empresa, a situação foi observada por meio de sensores ligados a um tubo de drenagem de águas pluviais e subterrâneas, que mediram níveis de radioatividade até 70 vezes maiores do que outros valores já registrados no local.

Esses valores foram baixando gradualmente com o passar do tempo mas, mesmo assim, continuam alarmantes. A linha de drenagem que faz a ligação com uma porta adjacente à costa do Pacífico foi fechada.

A Tepco informou que uma inspeção feita pela empresa não mostrou nenhuma anomalia nos tanques de armazenamento de água contaminada e assegurou “não ter nenhuma razão para pensar que os reservatórios tenham um vazamento”.

A Agência Internacional de Energia Atômica disse, na semana passada, estar preocupada com a quantidade crescente de água contaminada armazenada nesses tanques.

A água vem dos reatores – onde é utilizada para resfriamento – , bem como de fluxos de água subterrânea. É bombeada e armazenada em milhares de reservatórios gigantes, que aumentam à medida que a Tepco constrói outras dezenas por mês para absorver o fluxo.

O desmantelamento dos quatro reatores mais danificados, entre os seis que fazem parte da Central de Fukushima, deverá demorar entre três e quatro décadas.



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