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Vazamento de petróleo se espalha por duas regiões da Itália



24/04/2016

Chuvas destruíram barreiras de proteção e líquido vai ao mar

As chuvas que atingem a região de Gênova destruíram uma barreira de proteção no rio Polcevera e liberaram uma grande quantidade de petróleo que estava retido após o vazamento ocorrido na Iplom na noite de domingo (17).

    Com isso, o líquido poluente já se espalha por cerca de 28 quilômetros tanto na região de Gênova como em Savona, onde atingiu o mar na área de Loano. "A situação é complicada. Não sabemos quando petróleo poderá acabar atingindo o mar. A Capitania dos Portos fez uma reunião e declarou situação de emergência para a região", informou o porta-voz da Defesa Civil, Gianni Crivello.

    Segundo os últimos cálculos, a mancha de petróleo no mar de Loano aumentou de ontem (22) para hoje e já tem dois quilômetros de comprimento com uma largura de 500 metros.

    O ministro italiano de Transportes e Infraestrutura, Graziano Delrio, informou em nota que o governo acompanha a questão e que a "situação é delicada, mas está sob controle". Já o titular da pasta de Meio Ambiente, Gian Luca Galletti, informou que dois navios da frota nacional estão ajudando a Capitania dos Portos nos locais mais críticos.

    O derramamento de petróleo ocorreu na noite do dia 17 enquanto o líquido era transferido de um navio para a sede da Iplom, em Busalla, Gênova. Segundo a empresa, houve a ruptura de uma tubulação enterrada do oleoduto. Segundo o comandante da Capitania dos Portos de Gênova, Giuseppe Bonelli, houve o vazamento de cerca de "500 a 600 metros cúbicos de petróleo".

BP pagará US$ 20 bilhões por vazamento no Golfo do México

Navios tentam apagar as chamas na plataforma Deepwater Horizon, em 21 de abril de 2010

05/10/2015

Procuradora-geral dos EUA afirma que petrolífera recebe a punição que merece e que esse é o maior acordo do gênero fechado no país com uma única empresa.

A petrolífera britânica BP pagará 20,8 bilhões de dólares, um valor recorde, para encerrar ações movidas contra ela nos Estados Unidos por causa do vazamento de petróleo no Golfo do México, em 2010. As multas serão pagas ao longo de 18 anos ao governo federal, aos estados de Alabama, Luisiana, Mississippi, Flórida e Texas e a diversos municípios afetados pelo desastre.

O Departamento de Justiça e os cinco estados anunciaram o acerto nesta segunda-feira (05/10). O acordo coloca fim a cinco anos de batalha legal e obrigará a petrolífera a implementar um amplo projeto na costa do golfo, com o objetivo de recuperar a vida selvagem, o habitat e a qualidade da água.

"A BP está recebendo a punição que merece", afirmou a procuradora-geral dos EUA, Loretta Lynch. Segundo ela, esse é o maior acordo do tipo fechado nos EUA com uma única empresa e constitui "uma resposta forte e adequada ao pior desastre ambiental da história americana".

Em 2 de julho fora anunciada a conclusão de um acordo inicial em que o valor chegava a 18,7 bilhões de dólares, mas o total subiu por causa da inclusão de valores já gastos pela empresa.

O desastre na plataforma petrolífera Deepwater Horizon resultou no maior vazamento de petróleo da história dos Estados Unidos. Ao longo de 87 dias, mais de 3 milhões de barris poluíram as águas do Golfo do México. Em 20 de abril de 2010, uma explosão na plataforma matou 11 trabalhadores. Dois dias depois, a Deepwater Horizon afundou, dando início ao vazamento.

Fonte: DW



MPF pede indenização de R$ 20 bi a Chevron e suspensão das atividades da empresa


Rogério Santana/Governo do Rio de Janeiro
Barcos trabalham na contenção de óleo na plataforma da Chevron na bacia de Campos

14/12/2011

UOL Notícias / WQ

O MPF (Ministério Público Federal) em Campos (RJ) moveu ação civil pública contra a petroleira norte-americana Chevron, sua filial no Brasil e a empresa contratada Transocean, pedindo indenização de R$ 20 bilhões pelos danos ambientais e sociais causados pelo derramamento de óleo no Campo de Frade, na Bacia de Campos, no dia 7 de novembro. O MPF quer também que a Justiça Federal conceda liminar suspendendo todas as atividades da Chevron Brasil e da Transocean, sob pena de multa diária de R$ 500 milhões.

Durante as investigações, o MPF apurou que a Chevron e a Transocean não foram capazes de controlar os danos causados pelo vazamento de cerca de 3.000 barris de petróleo, o que evidencia a falta de planejamento e gerenciamento ambiental das empresas. Para o procurador da República Eduardo Santos de Oliveira, as empresas demoraram para fechar o poço e cimentar as fontes de vazamento, insistindo na alegação de que o acidente era ínfimo. Além disso, a técnica utilizada pela Chevron para conter o derramamento não surtiu efeito, pois o cimento usado seria instável, o que revela o despreparo e descaso da empresa.

A Chevron também admitiu que houve falha de cálculo para a exploração do óleo, alegando que a pressão no reservatório era maior que a estimada e a primeira camada de rocha era menos resistente que o previsto. A petroleira ainda omitiu informações à Agência Nacional de Petróleo (ANP), cometeu falhas no Plano de Contingência e errou ao dimensionar o desastre.

Contratada pela Chevron e responsável pela perfuração, a Transocean empregava no poço a plataforma SEDCO 706, a mesma utilizada à época do vazamento de óleo no Golfo do México, em abril de 2010. Após o julgamento definitivo da ação, o MPF pede a paralisação em definitivo das atividades da Chevron e da Transocean no Brasil.

Fonte: Midiamax.com

ANP proibe Chevron de perfurar poços no Brasil


Vazamento de óleo da Chevron na Bacia de Campos, no Rio de Janeiro (Rogerio Santanta/Reuters)

24/11/2011

Agência também negou autorização pedida pela empresa para perfurar novo poço na área do pré-sal. Diretoria cita "negligência" da petroleira na operação no Campo de Frade, na Bacia de Campos

A Agência Nacional do Petróleo (ANP) determinou, na tarde desta quarta-feira, a suspensão das atividades de perfuração no Campo de Frade “até que sejam identificadas as causas e os responsáveis pelo vazamento de petróleo e restabelecidas as condições de segurança na área”. A decisão é da diretoria da ANP, e compreende todas atividade de perfuração da Chevron do Brasil no território nacional.

Também hoje a ANP rejeitou pedido da concessionária para uma nova perfuração no Campo de Frade, com o objetivo de atingir o pré-sal. “A Diretoria entende que a perfuração de reservatórios no pré-sal implicaria riscos de natureza idêntica aos ocorridos no poço que originou o vazamento, maiores e agravados pela maior profundidade”, diz a nota divulgada pela agência.

De acordo com o informe, a medida não alcança “as atividades necessárias ao abandono definitivo do poço 9-FR-50DP-RJS e a restauração das suas condições de segurança”. Ou seja, a empresa não pode mais perfurar, mas deve continuar a trabalhar para combater os impactos do desastre ambiental causado pelas falhas na operação do poço.

A decisão, segundo a ANP, baseou-se em “análises e observações técnicas da Agência, que evidenciam negligência, por parte da concessionária na apuração de dado fundamental para a perfuração de poços e na elaboração e execução de cronograma de abandono”. Também houve, para a ANP, falta de maior atenção às melhores práticas da indústria.

A própria ANP não está livre das investigações sobre o acidente. O Tribunal de Contas da União (TCU) determinou, hoje, abertura de auditoria para investigar o quanto a agência tinha controle das condições de operação da Chevron. A Petrobras também terá que explicar que critérios usou para se associar à Chevron para a operação no Campo de Frade.

Fonte: Veja

Empresa responsável por vazamento de petróleo no Rio perde R$ 47 bi em valor de mercado

Soma de todas as multas para a Chevron podem chegar a R$ 260 milhões

22/11/2011

Divulgação: ANP
Desde o dia 8 de novembro, quando começou o vazamento de petróleo na bacia de Campos, no litoral do Estado do Rio de Janeiro, a empresa americana Chevron (responsável pelo acidente) já perdeu US$ 26,3 bilhões (aproximadamente R$ 47 bilhões) em valor de mercado. A queda é de 11,4%, segundo estudo de Einar Rivero, diretor da consultoria Economática. 

A Economatica é uma empresa fundada em 1986, presente em oito países, que faz análises de cenários financeiros em diversos segmentos econômicos. Entre outros aspectos, seus levantamentos ajudam corretoras, bancos, fundações e outros investidores a analisarem os riscos de operações financeiras antes de fecharem seus negócios.

No primeiro dia do vazamento, a petrolífera valia US$ 216,8 bilhões (R$ 379,4 bilhões) e na segunda-feira (21) fechou a US$ 190,5 bilhões (R$ 332,4 bilhões). De acordo com os cálculos feitos por Einar Rivero, a companhia é a empresa que mais perdeu em valor de mercado entre todas do setor nos Estados Unidos e na América Latina, de acordo com o levantamento.

A segunda empresa que mais perdeu valor foi a americana Exxon-Mobil, seguida da brasileira Petrobras. A empresa perdeu o equivalente a US$ 11,5 bilhões (cerca de R$ 20,12 bilhões). Em quarto lugar no levantamento aparece o conglomerado internacional Occidental Petroleum, seguido da americana ConocoPhilips.

Por conta do acidente, as multas contra a petrolífera Chevron podem chegar a R$ 260 milhões, somando as atuações do Ibama (R$ 60 milhões), da ANP (que podem chegar a R$ 100 milhões) e do governo do Estado do Rio, que vai entrar com uma ação civil pública em que exigirá reparação de R$ 100 milhões.

O diretor-geral da ANP (Agência Nacional de Petróleo e Gás), Haroldo Lima, afirmou na segunda que a Chevron omitiu informações sobre o vazamento e não tinha equipamentos adequados para estancar o despejo de óleo. Além disso, diretores da agência também acusam a petrolífera de ter editado as primeiras imagens que mostravam o óleo saindo das fissuras.

A ANP afirma ainda que, a partir de observação apenas visual,  a estimativa é que a mancha tenha diminuído de 12 km² no dia 18 para 2 km² na segunda-feira (21), quando técnicos do Ibama (Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos Naturais) fizeram mais um sobrevoo na região. 

Assista ao vídeo que mostra o vazamento de óleo no subsolo da Bacia de Campos:

 

Fonte: Noticias.r7.com

Pinguins afetados por vazamento de petróleo são devolvidos ao mar




Animais foram limpos e catalogados após serem atingidos por petróleo
22/11/2011 - Um grupo de 49 pinguins afetados por um vazamento de petróleo acaba de ser devolvido aos mares da Nova Zelândia, depois de os animais terem sido resgatados, limpos e catalogados para monitoramento.

Eles são a primeira leva, de um total de 350 pinguins, a voltarem ao oceano após serem atingidos pelo derramamento de mais de 350 toneladas de óleo de um navio na costa neo-zelandesa, em 5 de outubro.

A conservacionista Kerri Morgan, que acompanha os pinguins desde então, disse que é fantástico poder assistir aos animais voltando ao seu habitat natural.

Fonte:
BBC Brasil
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