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CANTO E FEZES DAS BALEIAS REVELARÃO MAIS SEGREDOS DA ANTÁRTIDA

Pinguins na Antártida em foto de janeiro de 2015 (Foto: AP Photo/Natacha Pisarenko, File)

17/02/2018 

Os efeitos da mudança climática também serão matéria de estudo da expedição feita por um grupo de cientistas até o Mar de Ross.

Um grupo de cientistas viajou recentemente para o Mar de Ross para estudar o canto e as fezes das baleias durante o inverno nesta zona protegida, com a esperança de revelar mais segredos sobre a Antártida.

Este espaço marítimo de cerca de 1,55 milhão de quilômetros quadrados declarados zona protegida desde o ano passado abriga um terço da população mundial do Pinguim-de-adélia, um quarto da dos pinguins-imperador, além de petrel da Antártida, focas de Wedell e merluza-negra.

Para a região, partiu na semana passada o navio neozelandês Tangaroa com 23 cientistas a bordo, na expedição que a cada dois anos é organizada pelo Instituto de Pesquisa Aquática e Atmosférica (NIWA) e pela Universidade de Auckland.

"Vamos tentar demonstrar que estas medidas são úteis para a conservação do meio ambiente e seus recursos", disse à Agência Efe o chileno Pablo Escobar, cientista do NIWA, antes de iniciar a expedição que percorrerá 7,8 mil quilômetros.

Um dos estudos previstos consistirá em colher à mão com uma pequena rede, desde uma lancha, as fezes das baleias para analisar como estas afetam o ecossistema antártico.

"Isso é feito para estudar os isótopos estáveis nas amostras e aprender de quais níveis tróficos (conjunto de organismos de um ecossistema) se alimentam", explicou Escobar.

A ideia parte de estudos preliminares que sugerem que o plâncton depende destes excrementos como fonte de ferro.

"Muitos animais que consomem zooplâncton e fitoplâncton transferem a energia às baleias, aos pinguins, às focas e às aves. Tudo está conectado e por isso devemos entender mais sobre estes ecossistemas", enfatizou o analista chileno.

Outra equipe utilizará boias com hidrofones para captar o som produzido pelas baleias, especialmente no inverno, quando o gelo impede o acesso à zona.

"As baleias usam os sons para se comunicar entre elas e buscar comida. Isso nos ajudará a identificar as espécies", disse Escobar, ao detalhar que nem todos os cetáceos se deslocam durante o inverno para o norte na busca de calor.

O cientista chileno já participou há dois anos de uma expedição similar na qual gravou 40 mil cantos da baleia azul, espécie da qual puderam avistar dezenas de espécimes após uma paciente busca em uma área com abundantes cadumes de krill.

Em outro estudo, Escobar se centrará em utilizar sondas de som para calcular a distribuição e abundância de peixes através de sinais acústicos.

"Todo organismo com uma densidade diferente à das colunas de água produz um eco", explicou o chileno, especialista em acústica.

As medições se centrarão nos sons dos peixes mesopelágicos, que vivem entre 200 e mil metros de profundidade, assim como do krill e o plâncton.

Estas indagações levarão os cientistas de Tangaroa a remexer nas profundezas do fundo do mar, onde tentarão captar imagens e sons das espécies que habitam esta remota e selvagem zona do planeta.

"Sempre são descobetas espécies novas", disse Escobar, que insistiu sobre a importância de conhecer a fauna e, sobretudo, a das profundezas marinhas "antes que se extingam e nunca cheguemos a ver".
Os efeitos da mudança climática também serão matéria de estudo da expedição através da observação da troca do CO2 entre a atmosfera e o oceano, que é um dos sumidouros deste dióxido de carbono, vinculado aos gases do efeito estufa.

Além disso, será elaborado um mapa do fundo oceânico na zona do Mar de Ross para determinar os efeitos da mudança climática, e será analisada a bioquímica do oceano e as comunidades microbianas, entre outros trabalhos.

Fonte: G1


ICEBERG AMEAÇA 150 MIL PINGUINS NA ANTÁRTIDA

Foto: AFP

22/02/2016

A colônia de pinguins vive no Cabo Denison, um cabo rochoso situado na baía de Commonwealth, no leste do continente antártico

Cerca de 150 mil pinguins-de-adélia, uma das espécies mais famosas da Antártida, estão incapazes de voltar à sua colônia desde que um iceberg gigante lhes barrou o caminho, forçando-os a um longo desvio para encontrar comida, revelou um estudo científico.

Esta colônia de pinguins vive no Cabo Denison, um cabo rochoso situado na baía de Commonwealth, no leste do continente antártico.

O icebergue B09B, que mede 100 quilômetros quadrados (km²), área equivalente à da cidade de Paris, encalhou na Baía de Commonwealth em dezembro de 2010, indicam investigadores australianos e neozelandeses na revista Ciência da Antártida, publicada este mês.

A população da colônia de pinguins-de-adélia foi contabilizada em cerca de 160 mil indivíduos em fevereiro de 2011. Em dezembro de 2013, eles não somavam mais do que 10 mil, dizem os pesquisadores.

A chegada do iceberg e a formação de gelo permanente que se seguiu forçou os pinguins a prolongar o seu percurso em 60 km para conseguir chegar ao lugar onde encontram alimentos, o que dificulta seu processo reprodutivo.

“A população do Cabo Denison poderá extinguir-se nos próximos 20 anos, a menos que o B09B se mova, ou que o gelo permanente costeiro que se formou se quebre”, escreveram os investigadores do centro de pesquisa sobre as alterações climáticas na Universidade de Nova Gales do Sul e da New Zealand's West Coast Penguin Trust.

Ao contrário do iceberg, o gelo permanente não fica à deriva e pode atingir uma espessura considerável.


Com onda de frio, pinguins recebem aquecimento no zoológico de Gramado

Climatizador mantém umidade e temperatura controladas no pinguinário
Foto: Divulgação / Gramadozoo
24/07/2013

Equipe técnica redobra atenção com a saúde dos animais e permanece 24 horas em alerta

Após a chegada da massa de polar, que derrubou as temperaturas e trouxe sensação térmica abaixo de zero grau, até mesmo os pinguins precisam de aquecimento. No zoológico de Gramado, o Gramadozoo, na serra gaúcha, os profissionais redobraram a atenção e permanecem em alerta durante 24 horas. 

Segundo o veterinário Renan Stadler, responsável técnico do parque, o pinguinário conta com um climatizador que mantém a umidade e a temperatura controladas, sempre próxima dos 16ºC. Ele explica, ainda, que a espécie que vive no Gramadozoo não vive no frio extremo. 

— Tem muita gente que pensa que pinguim gosta do frio, mas não é o caso dos pinguins-de-magalhães, que são animais que viajam para a costa brasileira em busca de correntes marítimas mais quentes e de alimento — informa Stadler. 

No zoológico, todos os recintos do local são equipados com sistemas de climatização para garantir qualidade de vida aos animais. No recinto das cobras, foram instaladas, ainda, lâmpadas especiais, que emitem de calor, e piso aquecido. Já alguns macacos não abrem mão do cobertor. 

Além dos sistemas de aquecimento, a equipe técnica do zoológico reforça a alimentação dos bichos. Pinhão, polenta e bergamota integram a dieta especial. 

— No inverno, acrescentamos alimentos mais calóricos e frutas da estação como a bergamota, que é rica em vitamina C. Já o pinhão, faz parte da alimentação de aves e macacos — afirma o veterinário. 


SAIBA MAIS SOBRE OS PINGUINS

— Existem 18 espécies conhecidas de pingüins e, pelo menos, quatro delas usam o nosso litoral durante a migração invernal. O mais comum é o pinguim-de-magalhães, que recebeu esse nome porque o navegador Fernão de Magalhães foi o primeiro que os avistou em 1519, nas Ilhas Malvinas. 

— No inverno, os pinguins se deslocam para a costa brasileira, procurando correntes de águas mais quentes e mais oferta de alimentos, podendo ser avistados na costa da Bahia, Alagoas e Pernambuco. 

— Os pinguins adultos migram para o Brasil de meados de setembro a meados de abril. Os pinguins mais jovens migram mais tarde, entre junho e novembro, podem ficar vagando durante até quatro anos em alto mar.

Fonte: Zero Hora

Pinguins afetados por vazamento de petróleo são devolvidos ao mar




Animais foram limpos e catalogados após serem atingidos por petróleo
22/11/2011 - Um grupo de 49 pinguins afetados por um vazamento de petróleo acaba de ser devolvido aos mares da Nova Zelândia, depois de os animais terem sido resgatados, limpos e catalogados para monitoramento.

Eles são a primeira leva, de um total de 350 pinguins, a voltarem ao oceano após serem atingidos pelo derramamento de mais de 350 toneladas de óleo de um navio na costa neo-zelandesa, em 5 de outubro.

A conservacionista Kerri Morgan, que acompanha os pinguins desde então, disse que é fantástico poder assistir aos animais voltando ao seu habitat natural.

Fonte:
BBC Brasil
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