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DESCOBERTO NO BRASIL DINOSSAURO DE PESCOÇO LONGO MAIS ANTIGO DO MUNDO

Ilustração mostra como seria o "Macrocollum itaquii"

22/11/2018

Escavado no Rio Grande do Sul, "Macrocollum itaquii" tinha 3,5 metros de comprimento e teria vivido há cerca de 225 milhões de anos. Trata-se dos primeiros esqueletos completos de dinossauros descobertos no país.

Pesquisadores brasileiros apresentaram uma nova espécie de dinossauro descoberta no Brasil em estudo publicado na revista científica britânica Biology Letters nesta quarta-feira (21/11). O animal, que recebeu o nome de Macrocollum itaquii, seria o dinossauro de pescoço longo mais antigo do mundo.

Pesquisadores da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) e da Universidade de São Paulo (USP) escavaram três esqueletos fossilizados em rochas triássicas do município de Agudo, no Rio Grande do Sul. Trata-se também da primeira descoberta de esqueletos completos de dinossauros no Brasil, segundo nota divulgada pela UFSM.

Com cerca de 3,5 metros de comprimento, o Macrocollum itaquii possui um pescoço bastante longo – uma das principais características do grupo de dinossauros gigantes pescoçudos, os saurópodes, como o braquiossauro e o apatossauro.

As rochas de onde os esqueletos foram escavados têm cerca de 225 milhões de anos, o que faz com que o Macrocollum itaquii seja considerado o dinossauro mais antigo de pescoço longo já descoberto.

Cientificamente, a descoberta preenche uma lacuna no registo fóssil de dinossauros, pois há diversos esqueletos de períodos mais antigos e mais recentes, mas aqueles com aproximadamente 225 milhões de anos são bastante raros. Trata-se de um período importante para a história evolutiva dos dinossauros, pois antecede ao período em que eles se tornaram dominantes em quase todo o planeta.

Arqueólogos descobriram e iniciaram a escavação dos esqueletos do 
dinossauro "Macrocollum itaquii" em 2013

A dentição do Macrocollum itaquii indica que ele se alimentava de plantas. Acredita-se que o pescoço longo lhe tenha permitido chegar a vegetações mais altas que as alcançadas por outros animais e que isso tenha sido o que garantiu o sucesso do grupo dos sauropodomorfos – do qual o Macrocollum itaquii faz parte – durante a Era Mesozoica. 

Com base em fósseis de outros animais desse grupo no Rio Grande do Sul, mas de diferentes idades, os pesquisadores concluíram que durante um intervalo de 8 milhões de anos, a dieta herbívora foi aprimorada, os sauropodomorfos cresceram significativamente e o pescoço se tornou proporcionalmente duas vezes mais longo.

O nome "Macrocollum" significa pescoço longo, e "itaquii" é uma homenagem a José Jerundino Machado Itaqui, que foi um dos principais responsáveis pela criação do Centro de Apoio à Pesquisa Paleontológica da Quarta Colônia (Cappa/UFSM), onde os fósseis do dinossauro estão depositados.

Fóssil do "Macrocollum itaquii", 
descoberto no Rio Grande do Sul
Os esqueletos foram coletados no início de 2013 e passaram por um cuidadoso processo de extração da rocha em que seus restos foram preservados. Os fósseis serão mantidos no Cappa, em São João do Polêsine, onde poderão ser visitados.

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Fonte: DW

CIENTISTAS DESCOBREM NOVA POPULAÇÃO DE URSOS POLARES

Nova população de ursos polares é descoberta no Mar de Chukchi (Foto: Pixabay)

20/11/2018

O Mar de Chucki é rico em nutrientes e, consequentemente, gera boa produtividade biológica

Não é de hoje que as mudanças climáticas preocupam os cientistas. Mas, em meio à tanta tragédia, ainda há uma esperança: biólogos do Centro de Ciências Polares da Universidade de Washington, nos Estados Unidos, descobriram uma nova população de ursos polares (Ursos Maritimus) ainda não estudada, no Mar de Chukchi, entre o Alasca e a Rússia. Os resultados foram publicados na revista científica Scientific Reports.

O mar de Chukchi é, de acordo com estudos anteriores, abundante em vida selvagem, incluindo focas, que são boas refeições para os ursos. "A maior parte do mar de Chukchi é rasa, com águas ricas em nutrientes vindas do Pacífico", disse disse o biólogo e um dos responsáveis pelo estudo, Eric Rogehr. "Isso se traduz em alta produtividade biológica.”

A descoberta é resultado de uma década de pesquisas. “Ele nos dá uma primeira estimativa da abundância e da situação da subpopulação do Mar Chukchi”, afirma Rogehr. Mas, apesar de ser uma excelente notícia, os pesquisadores ressaltam que os animais não estão isentos das ameaças. “A perda de gelo marinho, resultante das mudanças climáticas, continuam sendo a principal ameaça à espécie.”

Entre 2008 e 2016, os ursos de Chukchi mantiveram uma população bastante saudável. No entanto, se compararmos o período com 25 anos atrás, eles estão passando cerca de um mês a menos em gelo do mar. O habitat é onde os ursos polares costumam caçar, se reproduzir e até mesmo migrar.

Existem 19 subpopulações de ursos polares no mundo inteiro. Eles estão oficialmente listados como vulneráveis na Lista Vermelha de Espécies Ameaçadas da IUCN. Estima-se que 26 mil ursos polares estejam nessas condições, sendo que algumas subpopulações estão diminuindo mais rápido do que outras. Uma dessas subpopulações afetadas pelas mudanças climáticas são os Beaufort, que perambulam entre os Estados Unidos e o Canadá, e estão ficando sem gelo em seu habitat natural.

O fato de os ursos passarem menos tempo no gelo é motivo de preocupação. Pesquisas recentes da NASA descobriram que mais da metade do gelo permanente do Ártico foi perdido desde 1958.

Os pesquisadores conseguem identificar 60 ursos polares anualmente, alguns inclusive com dispositivos de GPS. De acordo com o estudo, a subpopulação contava com pouco menos de 3 mil animais que tinham boas taxas de sobrevivência reprodutiva.


CIENTISTAS INGLESES CRIAM CONCRETO MAIS RESISTENTE E ‘AMIGÁVEL’ AO MEIO-AMBIENTE



26/04/2018

Por Leonardo Ambrosio 

Cientistas da Universidade de Exeter desenvolveram recentemente um novo tipo de concreto mais resistente, durável e menos danoso ao meio-ambiente, de acordo com um comunicado publicado na última segunda-feira. A técnica utiliza tecnologia de nanoengenharia para incorporar o grafeno na produção do concreto.

De acordo com os cientistas, o novo material possui duas vezes mais resistência que o concreto normal, e é quatro vezes mais resistente à água. Esse novo concreto poderia ser utilizado diretamente na indústria e construções. O novo material foi testado e aprovado de acordo com os parâmetros de qualidade do Reino Unido e da Europa.

O novo material reforçado com grafeno também reduziu drasticamente a utilização de carbono dos métodos convencionais de produção de concreto, tornando-o mais sustentável e ecologicamente correto.

“Nossas cidades enfrentam uma pressão de crescimento a partir dos desafios globais da poluição, urbanização sustentável e resiliência a eventos catastróficos naturais, entre outros. Esse novo composto é relevante em termos de aprimorar o concreto tradicional, de forma a fazer com que ele cumpra essas necessidades. Ele não apenas é mais forte e durável, mas também é mais resistente à água”, disse Monica Craciun, professora do departamento de engenharia da Universidade de Exeter e coautora do estudo.

Trabalhos anteriores sobre o uso da nanotecnologia concentraram-se em modificar os componentes existentes do cimento, um dos principais elementos da produção de concreto. No novo estudo, entretanto, a equipe de pesquisa criou uma nova técnica que se concentra em suspender o grafeno atomicamente fino em água com alto rendimento e sem prejuízos, com baixo custo e compatível com requisitos de fabricação modernos e em grande escala.

“Encontrar formas mais sustentáveis de construir é um passo crucial para reduzir as emissões de carbono em nosso planeta e ajudar a proteger o meio ambiente. Esse é um primeiro passo, mas um passo muito importante na direção certa para fazer uma indústria mais sustentável para o futuro”, dise Dimitar Dimov, principal autor do estudo, também da Universidade de Exeter.

Fonte: Climatologia Geográfica, com informações da Universidade de Exeter.


CIENTISTAS DOCUMENTAM CORAIS EM ÁREA DE EXPLORAÇÃO DE PETRÓLEO

Crédito: DefesaNet

18/04/2018

Por Camila Boehm – Repórter da Agência Brasil  

Uma equipe de cientistas a bordo do navio Esperanza, da organização não governamental Greenpeace, documentou a existência de um banco de rodolitos – parte dos chamados Corais da Amazônia – na área onde a empresa francesa Total planeja explorar petróleo, a 120 km da costa norte do Brasil. Na avaliação do Greenpeace, a descoberta prova a existência de uma formação recifal na área e invalida o Estudo de Impacto Ambiental (EIA) da Total, que afirma que a formação mais próxima estaria a oito quilômetros de distância de um dos blocos de exploração.

O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), órgão responsável por conceder a licença para a exploração, disse que o estudo apresentado pela empresa está em análise pela sua equipe técnica da Diretoria de Licenciamento Ambiental e que o instituto “teve conhecimento pela imprensa das informações divulgadas pelo Greenpeace, mas até o momento não recebeu os dados oficialmente”. A empresa Total informou que não comentará o assunto.

O Greenpeace protocolou ontem (17) na Procuradoria-Geral da República (PGR) a documentação comprovando a existência do banco de rodolitos – algas calcárias que formam o habitat para peixes e outras espécies do recife. A PGR deve encaminhar as informações a todos os órgãos envolvidos no processo de licenciamento ambiental da Total.

“Agora que sabemos que os Corais da Amazônia se sobrepõem ao perímetro dos blocos da Total, não há outra opção para o governo brasileiro que não negar a licença da empresa para explorar petróleo na região”, disse Thiago Almeida, especialista em Energia do Greenpeace, que integra a expedição em curso, que deve ser finalizada em 22 de maio. O navio percorrerá o setor norte dos corais, localizado na costa do Amapá e da Guiana Francesa.

Durante a primeira expedição de cientistas à região no ano passado, antes da descoberta dos rodolitos especificamente no bloco da Total, Thiago Almeida já alertava para o perigo da perfuração e exploração na região pelo risco de derramamento de petróleo, o que comprometeria os Corais da Amazônia, que configuram um novo bioma, único no mundo devido as características em que se desenvolveu – em água turva e barrenta.

“Descobrir que os Corais da Amazônia se estendem além das nossas estimativas anteriores foi um dos momentos mais emocionantes da minha pesquisa sobre esse ecossistema. Quanto mais pesquisamos sobre o recife, mais informações valiosas encontramos. Mas ainda sabemos muito pouco sobre esse novo ecossistema fascinante e o que sabemos até agora indica que qualquer atividade de perfuração de petróleo pode prejudicar seriamente esse bioma único”, disse Fabiano Thompson, oceanógrafo e professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

Baseado em imagens do recife feitas em janeiro de 2017 durante a primeira expedição, o estudo estima que a extensão dos Corais da Amazônia seja de 56.000 quilômetros quadrados (km2). A pesquisa também indicou que, devido à sua extensão, o recife pode ser um corredor de biodiversidade marinha ligando o oceano Atlântico Sul ao Caribe, com uma sobreposição da fauna de ambos os lugares.

Fonte: Agência Brasil


NASA DESCOBRE NOVO PLANETA QUE PODE ABRIGAR VIDA

Planeta: para o especialista, embora a presença de água no novo planeta 
“não seja a arma fumegante da existência da vida, ela nos dá uma boa 
indicação” sobre as condições locais (./Reprodução)

21/04/2017

Por Monica Nardone, da ANSA

O planeta LHS1140b é rochoso, um pouco maior do que a Terra e está a 39 anos-luz

Roma – A Nasa anunciou nesta quarta-feira (19) um novo planeta externo ao Sistema Solar, os chamados exoplanetas, que mais tem probabilidade de abrigar vida. Batizado de LHS1140b, o planeta é rochoso está na distância correta de sua estrela para ter um clima ameno e água líquida.

Descrito detalhadamente pela revista “Nature”, o planeta é um pouco maior do que a Terra e está a 39 anos-luz.

Ele foi descoberto pelos pesquisadores liderados por Jason Dittmann, do centro norte-americano Harvard-Smithsonian para Astrofísica.

A característica que torna o LHS1140b o mais fascinante dos planetas descobertos até agora é a posição que ocupa próximo a sua estrela, chamada de LHS1140. Essa última é um pouco menor e mais fria em relação ao Sol e o planeta está no meio da chamada “zona habitável” para a vida.

“É o exoplaneta mais emocionante que já vimos nos últimos 10 anos”, disse Dittmann à revista. “Dificilmente poderia ser encontrado um objetivo melhor para procurar vida além da Terra”, acrescentou o pesquisador.

Também para Raffaele Gratton, do Observatório de Pádua do Instituo Nacional de Astrofísica (Inaf), esse é um planeta muito interessante.

O próximo objetivo, destacou Gratton, será observar a sua atmosfera para “ver, por exemplo, se ele é dominado por vapor de água, como ocorre na Terra, ou por dióxido de carbono, como na atmosfera de Marte ou de Vênus”.

Para o especialista, embora a presença de água no novo planeta “não seja a arma fumegante da existência da vida, ela nos dá uma boa indicação” sobre as condições locais.

O novo astro foi localizado graças aos telescópios Mearth-South Array, do Chile, o novo planeta está inserida na constelação de Cetus.

Estima-se que ele tenha um diâmetro 1,4 maior do que a Terra, mas a sua massa pode ser até sete vezes maior, o que o tornaria muito denso.

Isso implica que esse novo mundo poderia ser facilmente feito de rocha, com um núcleo de ferro muito denso.

Segundo os astrônomos, o planeta LHS1140b é um objetivo ainda mais importante para a busca da vida em relação a outros mundos rochosos, como os planetas da estrela Trappist 1 ou o “gêmeo” da Terra, o Proxima B, que orbita em torno da “estrela próxima de casa”, a Proxima Centauri.

Entre os planetas potencialmente habitáveis, “esse é o mais fácil de estudar com os atuais instrumentos”, acrescentou Gratton. O planeta LHS1140b, continua, “gira em torno de uma estrela mais brilhante que Trappist 1 e isso permite que o estudemos melhor enquanto passa em frente ao seu astro”.

Essa é ainda uma vantagem sobre o Proxima B, que não permite observação da Terra quando passa por sua estrela.

Este conteúdo foi publicado originalmente no site da ANSA Brasil.

Fonte: EXAME.com

O TESOURO EM MINERAIS RAROS ENCONTRADO EM MONTANHA SUBMARINA NO OCEANO ATLÂNTICO

Batizada de Tropic, o monte próximo às Ilhas Canárias tem 3 mil metros de 
altura e apenas um terço dele se destaca na superfície do Atlântico (Crédito: NOC)

21/04/2017

Em uma montanha submarina, nas águas do Oceano Atlântico, está um tesouro de raros minerais.

Uma equipe de investigadores do Centro Nacional de Oceanografia (NOC, na sigla em inglês) do Reino Unido identificou um crosta de rochas extremamente rica em minerais raros nas paredes desse monte, a 500 quilômetros das Ilhas Canárias.

Amostras trazidas à superfície detectaram a presença de uma substância rara conhecida como telúrio em concentrações 50 mil vezes mais elevadas que as já identificadas na terra. O telúrio, comum em ligas metálicas, é usado também em um tipo avançado de painel solar.

A montanha também contêm minerais e terras-raras usados na fabricação de turbinas eólicas e em dispositivos eletrônicos.

A descoberta levanta uma questão delicada: se a busca por recursos alternativos de energia pode impulsionar a exploração mineral no fundo do mar.

Controvérsia

O monte submarino, cujo nome é Tropic, tem três mil metros de altura e seu cume fica a 1 mil metros da superfície.

Os pesquisadores do Centro Oceanográfico Nacional (NOC na sigla inglesa) do Reino Unido usaram robôs submarinos para investigar a crosta de grãos finos que cobre toda a superfície da montanha e tem espessura de quatro centímetros.

Bram Murton, líder da expedição que explora a Tropic, contou à BBC que esperava encontrar minerais em abundância no local, mas jamais imaginou que as concentrações dos mesmos seriam tão elevadas.

"Esta crosta é incrivelmente rica e é isso que faz com que essas rochas sejam incrivelmente especiais e valiosas do ponto de vista de recursos", explicou.

Estima-se que o Monte Tropic tenha 2.670 toneladas de telúrio, mineral 
usado como semicondutor e comum em placas de energia solar (Crédito: NOC)

Debate necessário

Murton calcula que as 2.670 toneladas de telúrio da montanha equivalem a um duodécimo de todo o consumo mundial.

O pesquisador deixou claro que não está defendendo a prática da mineração no mar. A atividade foi recentemente regulamentada pela ONU, mas já provoca controvérsia pelos danos potenciais que pode causar ao meio ambiente marinho.

Ainda assim, Burton quer que a descoberta da equipe dele - parte de um projeto mais amplo chamado MarineE-Tech - provoque um debate sobre de onde devem vir os recursos vitais.

"Se precisamos de energia verde, precisamos de materiais para construir dispositivos capazes de gerar esse tipo de energia [limpa]. E esses materiais têm de vir de algum lugar", disse.

"Ou os tiramos da terra e fazemos um buraco lá. Ou os tiramos do fundo do mar e fazemos ali um buraco comparativamente menor", afirmou Murton, que acredita que esse é um dilema que precisa ser enfrentado por toda a sociedade. "Tudo o que fazemos tem um custo".

Pesquisadores têm pesquisado benefícios e riscos da mineração em terra e no mar.

A descoberta do Mont Tropic levanta o debate sobre vantagens e riscos da 
mineração no fundo do mar (Crédito: NOC)

Vantagens e desvantagens

De forma geral, a mineração em terra implica em desmatar, remanejar povoados e construir vias de acesso para remover rochas com concentrações relativamente baixas de minerais (ou de minério).

No mar, por sua vez, os minérios são muito mais ricos, ocupam uma área menor e o impacto imediato sobre populações é bem menor. A desvantagem é que a vida marinha nas áreas de extração corre praticamente morre, e esse efeito devastador pode se estender rapidamente e, potencialmente, comprometer uma grande área.

Uma das principais preocupações é o efeito da poeira produzida ao se cavar o fundo do mar, que pode viajar longas distâncias e afetar organismos vivos pelo caminho.

Para entender as possíveis implicações, a expedição britânica realizou um experimento no qual tentou reproduzir os efeitos da mineração para medir a quantidade de pó produzido.

Os resultados preliminares, disse Murton, mostram que a poeira não é facilmente detectada a um quilômetro de distância além da fonte. Isso indica que o impacto da mineração submarina poderia ser mais localizado do que o inicialmente previsto.

Rico como a floresta tropical

Outro estudo, conduzido pelo mesmo grupo, avaliou evidências fornecida pela exploração do fundo do mar em curso e concluiu que muitas criaturas marítimas afetadas se recuperariam em um ano. Poucas, entretanto, voltariam a alcançar seus níveis anteriores, mesmo depois de duas décadas.

Uma pesquisa focou em organismos minúsculos no leito do Oceano Pacífico, na região conhecida como Zona Clarion-Clipperton, ao sul do Havaí.

A montanha rica em minerais está a 500 quilômetros das Ilhas Canárias, no 
Oceano Atlântico (Crédito: Reuters

A Autoridade Internacional dos Fundos Marinhos (ISA, na sigla em inglês) - uma organização ligada às Nações Unidas - autorizou empresas de 12 países a buscar minerais nas rochas do fundo do mar dessa região.

De acordo com Andy Gooday, professor do Centro Nacional de Oceanografia do Reino Unido, as rochas do fundo do mar têm uma variedade de organismos unicelulares do tipo xenophyophorea muito maior do que se esperava.

Esses organismos estão nos degraus mais inferiores da cadeia alimentar marinha. Também desempenham um papel importante na formação de estruturas sólidas - como se fossem recifes de coral em miniatura - e fornecem habitats para outras criaturas marinhas.

Professor compara a riqueza da vida marinha com a identificada numa 
floresta tropical

Para Gooday, a vida identificada nos sedimentos do oceano profundo é comparável à que existe em uma floresta tropical e "é muito mais dinâmica" do que imaginava.

"Se você remover os organismos unicelulares, que são muito frágeis e certamente serão eliminados pela mineração, outros organismos também serão destruídos", disse.

"É difícil de prever e, como todo o oceano está conectado aos efeitos da mineração, precisamos aprender mais. Nós ainda sabemos muito pouco sobre o que está acontecendo lá em baixo", completou.

Fonte: BBC Brasil

Cientistas desvendam o misterioso zumbido dos 'peixes cantores'

Peixe do gênero Porichthys, com fotóforos luminescentes - órgãos que emitem luz
Foto: Andrew Bass

24/09/2016

Para pesquisadores americanos, "serenata noturna" de peixes-sapo pode ajudar a explicar comportamentos de comunicação sonora em outras espécies.

Quando donos de navios escutaram um zumbido submarino grave e monótono na Califórnia dos anos 1980, a princípio pensaram se tratar de bombas de esgoto, experimentos militares e até extraterrestres.

O curioso som noturno era, na verdade, o chamado de acasalamento de peixes do gênero Porichthys - um peixe-sapo que se esconde sob a areia durante o dia e flutua logo acima dela à noite.

Mas a explicação de por que o canto só era ouvido pela noite permanecia um segredo biológico que só agora os cientistas conseguiram desvendar.

Para achar as respostas, os pesquisadores das universidades americanas de Cornell e Yale fizeram experimentos com os peixes em laboratório - as conclusões foram detalhadas na publicação científica "Current Biology".

Segundo eles, o zumbido ritmado e constante dos Porichthys é controlado por um hormônio que também regula o sono e o relógio biológico em diversos seres vivos, inclusive nos humanos - a melatonina.

Para ilustrar essa relação, os pesquisadores primeiro mantiveram os peixes sob luz constante - essa ação praticamente quase suprimiu o zunido dos animais.

Machos da espécie cantam para atrair fêmeas aos ninhos que ele constrói 
Foto: Andrew Bass

Mas quando os cientistas administraram um substituto da melatonina aos peixes, eles voltaram a "cantar", porém em horas aleatórias e de forma desritmada.

"A melatonina age como um sinal verde para o canto noturno dos Porichthys", disse o coordenador da pesquisa, Andrew Bass, do Departamento de Neurobiologia e Comportamento da Universidade de Cornell.

'Peixes cantores'

Bass conta que, embora o canto dos Porichthys já fosse conhecido antes, o interesse nessa espécie aumentou a partir de um estudo de 1924 de Charles Greene, que se referiu a eles como "peixes cantores".

"Descobrimos que as fêmeas também podem emitir sons, mas apenas os machos territoriais é que constroem ninhos, e produzem o zunido para atrair as fêmeas para esses ninhos", disse o pesquisador.
Limitar o seu canto à noite provavelmente traz benefícios para os peixes - a serenata noturna pode pegar as fêmeas em seu momento mais receptivo, ou quando há menos chance de ser ouvida por um de seus predadores.

O estudo também sugere que melatonina pode ter um papel fundamental em todo o gênero vertebrado.

Identificar um peixe com comportamento tão intrinsecamente ligado ao relógio biológico indica que esse circuito cerebral evolui desde os nossos ancestrais aquáticos mais primitivos.

"Nosso estudo mostra que os peixes cantores podem ser um modelo útil para estudar hormônios e comportamentos de comunicação vocal relacionados à reprodução em diversas espécies de vertebrados", disse Ni Feng, de Yale.

Fonte: G1 Natureza


Cientistas descobrem planeta parecido com a Terra que orbita estrela vizinha do Sol

Ilustração mostra o planeta Proxima b orbitando ao redor da anã vermelha 
Proxima Centauri, vizinha mais próxima do Sol (Foto: ESO/M. Kornmesser)

24/08/2016

Nomeado de Proxima b, planeta é pequeno, rochoso e pode ter água líquida. Ele orbita ao redor da Proxima Centauri, estrela mais próxima do Sol.

Ao redor da estrela mais próxima do Sol, a Proxima Centauri, orbita um planeta pequeno e rochoso como a Terra que tem condições que permitiriam a existência de água em estado líquido, fator primordial para o desenvolvimento de vida. A empolgante descoberta do planeta Proxima b foi anunciada nesta quarta-feira (24) na revista "Nature".

Os cientistas celebraram o achado, pois o Proxima b pode vir a ser o planeta com possibilidade de vida mais perto do nosso Sistema Solar.

A equipe de mais de 30 cientistas analisou dados coletados a partir de dois telescópios do Observatório Europeu do Sul (ESO) entre 2000 e 2014 e de uma série de observações feitas entre janeiro e março de 2016. As medidas se referem ao efeito Doppler, que indica minúsculos deslocamentos de uma estrela provocados pela presença de um planeta orbitando ao seu redor.

Os dados permitiram concluir que Proxima b tem uma massa equivalente a cerca de 1,3 vez a da Terra e orbita a Proxima Centauri a cada 11,2 dias a uma distância de cerca de 7,5 milhões de km de sua estrela. Isso equivale a cerca de 5% a distância entre a Terra e o Sol.

A estrela Proxima Centauri fica a uma distância de 4,2 anos-luz do nosso Sistema Solar. Mesmo sendo nossa vizinha mais próxima, ainda sim levariam milhares de anos para chegar até lá usando a tecnologia atual.

"Ser bem-sucedido na busca do planeta terrestre mais próximo fora do Sistema Solar foi uma experiência de uma vida, e resultou da dedicação e da paixão de vários pesquisadores internacionais. Esperamos que essas descobertas inspirem futuras gerações a continuarem procurando além das estrelas. A busca por vida no planeta Proxima b vem em seguida", afirmou o coordenador do projeto e principal autor do estudo, Guillem Anglada-Escudé, da Universidade Queen Mary de Londres (QMUL).

A possibilidade de existência do planeta já era investigada há muito tempo, porém os cientistas queriam se certificar de que os dados eram realmente precisos. Isso porque a luz de uma estrela anã vermelha como a Proxima Centauri pode variar de forma a imitar a presença de um planeta. "Assim que estabelecemos que a variação não era causada por buracos estelares, soubemos que poderia ser um planeta orbitando uma zona onde a água poderia existir, o que é muito empolgante. Se futuros estudos concluírem que as condições de sua atmosfera são adequadas para abrigar vida, esta será provavelmente uma das descobertas científicas mais importantes que faremos", disse o pesquisador John Barnes, um dos autores do estudo.

Ilustração mostra como pode ser a superfície do planeta Proxima b, que orbita
a estrela Proxima Centauri, a mais próxima do Sol (Foto: ESO/M. Kornmesser)

Capa da revista 'Nature' desta semana destaca descoberta de planeta 
Proxima b (Foto: Nature/Divulgação)
Fonte: G1


Nasa descobre asteroide que acompanhará a órbita da Terra por séculos

Há um século, o asteroide orbita o Sol enquanto também circunda a Terra (Foto: Nasa)

28/06/2016

Considerado um semissatélite, o 2016 HO3 gira em torno do Sol enquanto circunda nosso planeta - e nunca se afasta demais por causa de forças gravitacionais.

A agência espacial americana, a Nasa, descobriu um pequeno asteroide que orbita o Sol ao mesmo tempo em que circunda a Terra. Ele deverá acompanhar a trajetória de nosso planeta por vários séculos.

Batizado como 2016 HO3, o asteroide dá voltas em torno da Terra enquanto percorre sua órbita ao redor do Sol, mas está distante demais para ser considerado um satélite, como a Lua.

"Como o 2016 HO3 circunda nosso planeta, mas nunca vai longe demais, já que ele e a Terra orbitam o Sol juntos, nos referimos a esse asteroide como um semissatélite", disse Paul Chodas, gerente do Centro de Estudos de Objetos Próximos da Terra, da Nasa.

Segundo o cientista, o asteroide 2003 YN107 seguiu um padrão de órbita similar há dez anos, mas acabou se afastando após algum tempo.

"Esse novo asteroide parece estar mais preso à Terra. Nossos cálculos indicam que ele tem se comportado como um semissatélite há quase um século e continuará a nos fazer companhia por vários séculos."

Dança espacial

O 2016 HO3 foi visualizado pela primeira vez em 27 de abril. Seu tamanho ainda não foi determinado, mas é provável que tenha entre 40 metros e 100 metros de comprimento.

Em sua órbita, o 2016 HO3 passa metade do tempo mais próximo do Sol do que a Terra e, na outra metade, fica posicionado mais distante.

Quando o asteroide e nosso planeta se afastam muito, forças gravitacionais o trazem para mais perto.
"Quando ele começa a se distanciar demais, a gravidade da Terra é forte o suficiente para reverter esse processo e mantê-lo em sua órbita. Assim, ele nunca se afasta além de uma distância de mais ou menos cem vezes a distância da Lua em relação à Terra", afirma Chodas.

"O mesmo efeito o impede de chegar perto demais - ele chega no máximo até 38 vezes a distância da Lua. Assim, esse pequeno asteroide fica preso à Terra, como se estivesse fazendo uma dança com o nosso planeta."

Gravidade impede que asteroide se afaste demais da Terra (Foto: Nasa)

"Aranha voadora" é descoberta na Floresta Amazônica

Foto: Marshal Hedin / Wikimedia Commons / Reprodução

21/08/2015

Pesquisadores observaram que espécie conseguia pousar em troncos após ser jogada do topo das árvores

Se as aranhas já eram assustadoras apenas escalando paredes e se pendurando em teias, as coisas acabam de piorar para os aracnofóbicos. Segundo informações do IFL Science , pesquisadores descobriram na Floresta Amazônica uma espécie que também consegue “voar”.

De acordo com a descoberta, publicada nesta semana pelo Journal of the Royal Society Interface , as aranhas da espécie Selenops , também apelidadas de “flatties” por causa de seus corpos planos, usam suas pernas estendidas para “manobrar” sua descida em troncos de árvores sem usar nenhum tipo de apoio, como sua seda, por exemplo.

Ainda não havia nenhum registro que as aranhas tinham tal habilidade. Os pesquisadores acreditam que os aracnídeos usem a técnica porque os troncos são ambientes mais seguros que os solos.

Por anos os cientistas procuraram insetos que fossem capazes de planar. Para testar a espécie Selenops , eles revestiam as aranhas de pó fluorescente e as jogavam do alto das árvores, monitorando sua descida. Das 59 “participantes”, 93% conseguiram manobrar sua “aterrissagem” até um tronco.

Os aracnídeos parecem usar técnicas não muito diferentes dos paraquedistas em seus voos, colocando as cabeças à frente e usando seus membros para direcionar o pouso.

Então melhor olhar por todas as direções caso decida se aventurar na Floresta Amazônica.

Fonte: Terra


Cientistas apresentam 'nova teoria' sobre a formação da Terra

Terra é retratada em imagem com 121 megapixels, a maior 
já feita em um só clique (Foto: Roscosmos)

22/04/2015

Estudo diz que não foi só um tipo de meteorito que colidiu com planeta.
Novo contexto explicaria abundante presença de elementos raros.

Um "corpo similar" ao do planeta Mercúrio pode ser um dos "ingredientes-chave" para que o núcleo da Terra incorporasse em suas origens a fonte de energia responsável da criação de seu campo magnético, segundo revelou na revista "Nature".

Esse é o cenário descrito pelos cientistas Anke Wohlers e Bernard Wood, da universidade britânica de Oxford, em um estudo que apresenta uma "nova teoria" sobre a formação do nosso planeta.

O novo contexto também pode servir para explicar, segundo os autores no texto, o motivo "da abundante presença de certos elementos raros" encontrados no manto da Terra não coincidir com as teorias vigentes até agora sobre a formação do planeta.

Relação de metais raros

Em 2012, uma equipe de cientistas do Centro Nacional francês de Pesquisas Científicas (CNRS) informou que tinha descoberto que a formação da Terra, ao contrário do que era pensado até então, não ocorreu pela colisão de um só tipo de meteorito.

Três anos depois, Wohlers e Woods afirmam que a crosta e o manto terrestre apresentam uma "relação de metais raros", como samário e neodímio, mais alta que a da maioria dos meteoritos, a partir dos quais se supõe que "cresceu a Terra".

Em experimentos nos quais foram replicadas as condições da formação da Terra, os dois especialistas observaram que a adição de meteoritos não metálicos (rochosos) e ricos em sulfeto, como os presentes em Mercurio, podem ter provocado essa anomalia.

Esses meteoritos não metálicos, conhecidos também como condritos de enstatita, podem ter contribuído para a formação de um núcleo terrestre rico em sulfeto capaz de abrigar urânio e tório o suficiente, com os quais se alimenta o "geodínamo", responsável pela existência do campo magnético terrestre.

Estudos anteriores tentaram explicar a alta relação de samário e neodímio considerando a possibilidade de que exista um "depósito oculto" com uma "relação complementar baixa" desses elementos no manto terrestre ou que esse material tenha sido despejado da Terra por colisões.

Os autores lembram que outros modelos baseados em uma Terra "menos oxidada" e "baixa em sulfeto" apresentaram cenários nos quais elementos geradores de calor foram incapazes de dissolver um núcleo terrestre rico em ferro.

As descobertas de Wohlers e Woods parecem resolver o "problema da desconhecida fonte de energia do dínamo", segundo destaca em outro artigo publicado nesta quarta-feira pela "Nature" o cientista Richard Carlson.

Em seu texto, intitulado "Uma nova teoria sobre a formação da Terra", Carlson indica que seus experimentos exploram as consequências derivadas da teoria que sugere que "blocos de construção" que criaram a Terra mudaram "sistematicamente" sua composição durante o processo de formação.

"Seus resultado nos levam à intrigante conclusão que se a formação da Terra começou com blocos de construção muito reduzidos quimicamente, o núcleo metálico do planeta poderia conter urânio suficiente para alimentar a convecção que criou, e manteve, o campo magnético da Terra durante mais de três bilhões de anos".

Fonte: G1


Cientistas da Espanha descobrem material alternativo à celulose

À esquerda, aparência do β-glucano; à direita, raiz colonizada por uma bactéria hiperprodutora de β-glucano (Foto: Divulgação/CSIC)
 
24/02/2015

Estudo detalha a produção deste novo tipo de polissacarídeo em bactérias.
Descoberta pode ter importante aplicação na química, saúde e alimentação.


Um grupo de pesquisadores da Espanha, ligados ao Conselho Superior de Pesquisas Científicas (CSIC), descobriu um material alternativo à celulose produzido por bactérias do solo e que pode ter importantes aplicações na química, saúde e alimentação.


O estudo, que contou ainda com a participação de pesquisadores da Universidade Autônoma de Madri (UAM) e da Universidade de Sevilla, detalha a produção deste novo tipo de polissacarídeo em bactérias, que comparte propriedades com outros de interesse industrial, como a celulose e a goma curdlan.

No entanto, segundo explicaram os pesquisadores em um comunicado, o material recentemente descoberto é produzido de maneira natural por bactérias do solo benéficas para as plantas.


O estudo foi publicado na revista da Academia Americana de Ciências, a "PNAS", onde foi descrita a nova estrutura deste biopolímero e os mecanismos químicos que regulam sua produção.


Relação bactérias e plantas
Além disso, a pesquisa traz dados sobre o papel que pode ser desempenhado por este material nas relações que se estabelecem entre as bactérias produtoras e as plantas.


Os pesquisadores acrescentaram que o novo polissacarídeo apresenta uma estrutura mista entre a celulose e a goma curdlan, e que apresenta propriedades de ambos, mas também tem algumas características próprias que permitiram que o material tenha novos usos e aplicações biotecnológicas.


Os autores do trabalho afirmaram que já existem produtos feitos com celulose bacteriana que são usados como pele artificial no tratamento de feridas e queimaduras, e que estão sendo investigadas a possibilidade de se criar, entre outros, vasos sanguíneos artificiais.


Fonte: G1

http://naturezaepaz.blogspot.com.br/p/contatos.html

Arqueólogos alemães encontram duas estátuas da deusa Sekhmet no sul do Egito

[Estátua de Sekhmet no Museu Nacional de Copenhague: 
arqueólogos alemães descobriram mais estátuas semelhantes 
em escavação em Luxor] Wikimedia Commons

23/02/2015

Estátuas de rocha preta foram descobertas pela equipe de arqueólogos que estava realizando escavações no templo funerário do rei Amenófis III
      
Um grupo de arqueólogos alemães localizou duas estátuas da deusa da guerra e da destruição Sekhmet durante escavações arqueológicas na cidade monumental de Luxor, no sul do Egito, informou neste domingo (22/02) o Ministério de Antiguidades egípcio.

As duas estátuas, de rocha preta, foram descobertas pela equipe alemã de arqueólogos que estava realizando escavações no templo funerário do rei Amenófis III (1372-1410 a.C.), que está situado na margem ocidental do rio Nilo, em Luxor, 700 quilômetros ao sul do Cairo, detalhou o ministério em um comunicado.

A primeira estátua, com uma altura de 1,74 metros e cuja parte inferior ainda se encontra enterrada no local da descoberta, representa à deusa Sekhmet sentada sobre um trono.

Por sua vez, a segunda estátua, em forma de cabeça de leão, é de 45 centímetros de altura.

O comunicado acrescenta que as duas peças foram achadas no sudoeste da Sala das Grandes Colunas no templo de Amenófis III, que é um pátio coberto de escombros.

Segundo a nota, o local foi atingido por um forte terremoto por volta do ano 1.200 a.C., 150 anos depois da construção do templo, mas os construtores voltaram a utilizar as pedras do edifício para erguer vários templos no mesmo local.

Fonte: Opera Mundi



Cientistas apontam que núcleo da Terra se divide em 2 regiões distintas

O núcleo interno da Terra possui um núcleo próprio com cristais de ferro alinhados em direções 
diferentes (Foto: Adaptação sobre imagem de divulgação/Universidade de Illinois/Nature)

12/02/2015

Cristais de ferro no centro do planeta se formaram em sentidos diferentes.
Pesquisadores analisaram ecos de terremotos para determinar estruturas.

Cientistas chineses e americanos publicaram um estudo que indica que o núcleo interior da Terra é uma região sólida composta por duas partes distintas -- uma interna e outra externa --, o que pode trazer novas informação sobre a origem de nosso planeta, segundo o artigo publicado nesta terça-feira (10) pela revista "Nature Geoscience".

A pesquisa, feita por especialistas da Universidade de Illinois (EUA) e de Nanquim (China), sugere que o núcleo interior é subdividido, diferentemente do que se pensava até então. A equipe de geofísicos acredita que as estruturas dos cristais de ferro existentes nessas duas regiões sejam diferentes entre si. No núcleo interior externo, os cristais ficam no sentido dos polos (norte-sul), enquanto no núcleo interior interno, estão no sentido leste-oeste (veja ilustração acima).

Para chegarem a essa conclusão sem perfurar o centro da Terra, a equipe liderada por Xiaodong Song, professor da Universidade de Illinois, escutou as vibrações causadas por terremotos e analisou as alterações que elas sofriam na medida em que viajavam através de nosso planeta. 

A descoberta pode apresentar uma nova informação sobre a origem de nosso planeta, segundo cientistas

"O fato de estarmos descobrindo diferentes estruturas de distintas regiões do núcleo interno pode acrescentar algo para nós sobre a longa história da Terra. Poderia ser a chave para a evolução do planeta", disse Song.

A descoberta aponta que o núcleo interno contém cristais de diferente escala, que se formaram em condições distintas. Isso indica que nosso planeta pode ter sofrido uma mudança dramática durante esse tempo.

A esfera central da Terra, que se está a mais de 5.000 quilômetros abaixo do solo, começou a se solidificar há cerca de um bilhão de anos, e continua crescendo aproximadamente 0,5 milímetro por ano.

Fonte: G1


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