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Cientistas desvendam o misterioso zumbido dos 'peixes cantores'

Peixe do gênero Porichthys, com fotóforos luminescentes - órgãos que emitem luz
Foto: Andrew Bass

24/09/2016

Para pesquisadores americanos, "serenata noturna" de peixes-sapo pode ajudar a explicar comportamentos de comunicação sonora em outras espécies.

Quando donos de navios escutaram um zumbido submarino grave e monótono na Califórnia dos anos 1980, a princípio pensaram se tratar de bombas de esgoto, experimentos militares e até extraterrestres.

O curioso som noturno era, na verdade, o chamado de acasalamento de peixes do gênero Porichthys - um peixe-sapo que se esconde sob a areia durante o dia e flutua logo acima dela à noite.

Mas a explicação de por que o canto só era ouvido pela noite permanecia um segredo biológico que só agora os cientistas conseguiram desvendar.

Para achar as respostas, os pesquisadores das universidades americanas de Cornell e Yale fizeram experimentos com os peixes em laboratório - as conclusões foram detalhadas na publicação científica "Current Biology".

Segundo eles, o zumbido ritmado e constante dos Porichthys é controlado por um hormônio que também regula o sono e o relógio biológico em diversos seres vivos, inclusive nos humanos - a melatonina.

Para ilustrar essa relação, os pesquisadores primeiro mantiveram os peixes sob luz constante - essa ação praticamente quase suprimiu o zunido dos animais.

Machos da espécie cantam para atrair fêmeas aos ninhos que ele constrói 
Foto: Andrew Bass

Mas quando os cientistas administraram um substituto da melatonina aos peixes, eles voltaram a "cantar", porém em horas aleatórias e de forma desritmada.

"A melatonina age como um sinal verde para o canto noturno dos Porichthys", disse o coordenador da pesquisa, Andrew Bass, do Departamento de Neurobiologia e Comportamento da Universidade de Cornell.

'Peixes cantores'

Bass conta que, embora o canto dos Porichthys já fosse conhecido antes, o interesse nessa espécie aumentou a partir de um estudo de 1924 de Charles Greene, que se referiu a eles como "peixes cantores".

"Descobrimos que as fêmeas também podem emitir sons, mas apenas os machos territoriais é que constroem ninhos, e produzem o zunido para atrair as fêmeas para esses ninhos", disse o pesquisador.
Limitar o seu canto à noite provavelmente traz benefícios para os peixes - a serenata noturna pode pegar as fêmeas em seu momento mais receptivo, ou quando há menos chance de ser ouvida por um de seus predadores.

O estudo também sugere que melatonina pode ter um papel fundamental em todo o gênero vertebrado.

Identificar um peixe com comportamento tão intrinsecamente ligado ao relógio biológico indica que esse circuito cerebral evolui desde os nossos ancestrais aquáticos mais primitivos.

"Nosso estudo mostra que os peixes cantores podem ser um modelo útil para estudar hormônios e comportamentos de comunicação vocal relacionados à reprodução em diversas espécies de vertebrados", disse Ni Feng, de Yale.

Fonte: G1 Natureza


Piracema começa, pesca fica proibida e fiscalização aumenta em Piracicaba

Cheia do Piracicaba permitiu a migração 'adiantada' de peixes para 
reprodução (Foto: Reprodução/EPTV)

02/11/2015

Período de reprodução de peixes vai deste domingo (1) até 28 de fevereiro.
Polícia Ambiental vai intensificar ações para coibir atividade irregular no rio.

Começa neste domingo (1) e vai até 28 de fevereiro de 2016 a proibição da pesca devido à piracema, que é o período em que os peixes sobem o rio para reprodução. A Polícia Militar Ambiental informou que vai intensificar a fiscalização na região de Piracicaba (SP), com operações em barcos e outras ações.

Uma série de restrições é prevista em resolução do Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama). Entre as atividades proibidas durante a piracema estão a captura, o transporte e o armazenamento de espécies nativas das bacias dos rios.

A proibição vale para peixes ornamentais e de aquários. Também fica vetada no período a pesca subaquática ou com uso de qualquer tipo de plataforma flutuante.

O descumprimento das normas ambientais pode gerar multas e até detenção. As penalidades podem chegar a R$ 50 milhões e variam de acordo com a quantidade de peixes apreendidos e os métodos utilizados para a captura das espécies.

Nos casos em que a pessoa é flagrada ao pescar com vara, a penalidade por infração administrativa é de R$ 700, mais R$ 20 por quilo de peixe apreendido.

O que é permitido

Apenas a pesca de subsistência, desembarcada, e a científica, autorizada pelo Ibama, são liberadas no período de reprodução dos peixes. Espécies exóticas, como a Tilápia, por exemplo, que não é natural das bacias da região e foi reintroduzida, podem ser capturadas.

Piracema 'adiantada'

As chuvas que atingiram a região em agosto e setembro e as temperaturas altas registradas no inverno anteciparam a migração dos peixes pelo Rio Piracicaba para desova. A informação é do pesquisador da Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios (Apta) Fábio Sussel.

Em 5 de outubro, reportagem da EPTV, afiliada da Rede Globo, mostrou peixes "subindo" o Piracicaba para fazer a reprodução fora do período previsto para a piracema. O pesquisador informou que a alta vazão dos rios e o “inverno quente” causaram o fenômeno antes da hora.

Fonte: G1


Cinco novos peixes recebem nomes de presidentes e ex-vice dos EUA


04/12/2012

Espécies foram batizadas de Clinton, Roosevelt, Obama, Carter e Al Gore.
Pesquisadores querem chamar a atenção para preservação no país.

Do Globo Natureza, em São Paulo

Cientistas dos Estados Unidos descobriram cinco espécies de peixes que vivem em água doce e batizaram os novos animais com nomes de quatro presidentes e um vice-presidente do país.

Os peixes do gênero Etheostoma foram encontrados vivendo nas águas do Tennessee, Missouri, Arkansas, Kentucky, Kanas e Oklahoma. Eles foram batizados de E. teddyroosevelt, E.jimmycarter, E. clinton, E. gore e E. Obama (veja imagens dos peixes abaixo).

Os nomes são referências aos presidentes Teodhore (Teddy) Roosevelt, Jimmy Carter, Bill Clinton e Barack Obama, além do vice-presidente do governo Clinton, Albert Gore, mais conhecido com Al Gore. Segundo os especialistas, tais políticos promoveram de alguma forma a conservação e proteção ambiental nos EUA.


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De acordo com os pesquisadores do Departamento de Biologia da Universidade Saint Louis, essas espécies são encontradas apenas na América do Norte e são conhecidas por ter escamas multicoloridas.
Os cientistas esperam que, ao batizar os peixes com nomes “presidenciáveis”, consigam divulgar a necessidade de reconhecer a conservação da biodiversidade do país.

Exemplar da espécie Etheostoma Clinton, em homenagem ao ex-presidente Bill Clinton (Foto: Reprodução/Saint Louis University)

A espécie Etheostoma Gore, batizada em homenagem ao vice-presidente do governo Clinton, Al Gore (Foto: Reprodução/Saint Louis University)

A espécie Etheostoma jimmycarter foi em honra ao ex-presidente Jimmy Carter (Foto: Reprodução/Saint Louis University)

O Etheostoma obama foi uma alusão ao atual presidente, Barack Obama (Foto: Reprodução/Saint Louis University)

Exemplar da espécie Etheostoma teddyroosevelt, homenagem a Theodore Roosevelt, responsável por tornar a região do Grand Canyon em área federal de preservação (Foto: Reprodução/Saint Louis University)



FISHBASE

A FishBase é um sistema de informação com dados-chave sobre a biologia de todos os peixes importantes. Semelhante a uma enciclopédia, a FishBase contém assuntos diferentes para pessoas diferentes. Por exemplo, os gestores das pescas mergulharão na maior compilação existente sobre a dinâmica de populações; os taxonomistas adorarão a versão electrónica do catálogo dos géneros de peixes actuais de Eschmeyer (1990); os conservacionistas usarão as listas de peixes ameaçados em cada país (IUCN 1996); os políticos poderão estar interessados na lista cronológica anotada das introduções efectuadas no seu país; os investigadores, assim como as agências de fundos, podê-la-ão achar útil quando pretenderem ter um panorama rápido do que é conhecido e do que é ainda desconhecido sobre certas espécies; os zoólogos e fisiologistas terão acesso à maior compilação existente sobre a morfologia dos peixes, o seu metabolismo, a sua área branquial, o tamanho do cérebro, o pigmento dos olhos, ou a velocidade de deslocação; os ecologistas usarão dados sobre a dieta, a estratégia alimentar, as presas e os predadores como "inputs" para os seus modelos; a aquacultura ficará surpreendida ao ver uma base de dados funcional com os tratados de genética teórica e com experiências de cultura, bem como as bases para um registo global de estirpes; a indústria pesqueira encontrará informação recente, bem como recomendações sobre o processamento industrial de muitas espécies marinhas; os pescadores desportivos terão disponível uma listagem de todos os peixes que ocorrem num determinado país (IGFA 1994); os estudantes encontrarão cerca de 60.000 nomes comuns de peixes, juntamente com informação sobre a língua e a cultura nos quais são usadas, com comentários etimológicos. Mergulhadores, pescadores desportivos, aquarófilos e investigadores podem criar a sua base de dados pessoal/institucional de onde e quando observaram, capturaram ou adquiriram determinado peixe. Os gestores da biodiversidade podem criar bases de dados nacionais para apoiar regulamentos e avaliar o impacto ambiental dos costumes locais. Os antropologistas podem criar uma base de dados sobre o conhecimento tradicional acerca dos peixes.

Mais informações: Fishbase
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