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"Aranha voadora" é descoberta na Floresta Amazônica

Foto: Marshal Hedin / Wikimedia Commons / Reprodução

21/08/2015

Pesquisadores observaram que espécie conseguia pousar em troncos após ser jogada do topo das árvores

Se as aranhas já eram assustadoras apenas escalando paredes e se pendurando em teias, as coisas acabam de piorar para os aracnofóbicos. Segundo informações do IFL Science , pesquisadores descobriram na Floresta Amazônica uma espécie que também consegue “voar”.

De acordo com a descoberta, publicada nesta semana pelo Journal of the Royal Society Interface , as aranhas da espécie Selenops , também apelidadas de “flatties” por causa de seus corpos planos, usam suas pernas estendidas para “manobrar” sua descida em troncos de árvores sem usar nenhum tipo de apoio, como sua seda, por exemplo.

Ainda não havia nenhum registro que as aranhas tinham tal habilidade. Os pesquisadores acreditam que os aracnídeos usem a técnica porque os troncos são ambientes mais seguros que os solos.

Por anos os cientistas procuraram insetos que fossem capazes de planar. Para testar a espécie Selenops , eles revestiam as aranhas de pó fluorescente e as jogavam do alto das árvores, monitorando sua descida. Das 59 “participantes”, 93% conseguiram manobrar sua “aterrissagem” até um tronco.

Os aracnídeos parecem usar técnicas não muito diferentes dos paraquedistas em seus voos, colocando as cabeças à frente e usando seus membros para direcionar o pouso.

Então melhor olhar por todas as direções caso decida se aventurar na Floresta Amazônica.

Fonte: Terra


Descobertas 17 novas espécies de aranha na Mata Atlântica

Novas espécies de aranha na Mata Atlântica – Foto: Divulgação
13/08/2012

Pesquisadores do Laboratório Especial de Coleções Zoológicas do Instituto Butantan descobriram 17 novas espécies de aranhas na Mata Atlântica brasileira. Há seis anos, trabalhando no projeto internacional, que envolve outros 20 pesquisadores no mundo inteiro, o estudo abrange aranhas da família Oonopidae e catalogou em todo o planeta 1.016 exemplares dessa espécie.

O biólogo e pesquisador do Laboratório Especial de Coleções Zoológicas, Antonio Brescovit, explicou que no início do projeto eram conhecidas 300 aranhas da espécie. “Esse grupo foi um dos mais interessantes que achamos porque ele tem o aspecto totalmente diferente dos bichos que nós conhecíamos aqui. A face dela é modificada e lembra a do ser do filme O Predador, motivo pelo qual o nome dado ao gênero foi Predatoroonops”. As 17 espécies tem nomes de coisas ou personagens relacionados ao filme, que completa 25 anos este ano.

As aranhas têm de 1,8 a 2,10 milímetros. Brescovit ressaltou que a descoberta é importante para o conhecimento da biodiversidade global dessa família e que também existe na Mata Atlântica. “São animais pequenos, a grande maioria de solo e copa de árvores e não se conhece nada desse tipo de fauna. Talvez no futuro possa-se estudar mais e conseguir algum produto desses animais”, disse.

O trabalho foi interrompido quando um incêndio atingiu, em 2010, o setor de coleções do Butantan, destruindo boa parte dos 77 mil exemplares de serpentes e 450 mil de aranhas e escorpiões.


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Bichos da seda geneticamente modificados produzem “teia do Homem Aranha”


31/01/2012

Por Natasha Romanzoti 

Você gostaria de viajar entre prédios e balançar entre os arranha-céus da cidade com sua super teia? Sim, você pode ser o novo Homem Aranha.

Pesquisadores da Universidade de Wyoming, nos EUA, criaram bichos da seda geneticamente modificados para tecer uma seda muito mais forte. Segundo os cientistas, o objetivo final é produzir uma seda que tenha a resistência da seda de aranha.

A seda da aranha é mais forte que o aço. Pesquisadores tentam reproduzir essa seda há décadas. Mas é inviável criar aranhas para a produção comercial de sua seda, porque os aracnídeos não produzem o suficiente – juntamente com sua propensão de comer uns aos outros.

Bicho da seda, no entanto, são fáceis de cultivar e produzem grandes quantidades de seda – mas o material é frágil.

Os cientistas buscavam obter o melhor dos dois mundos – uma sede super forte em quantidades industriais – através do transplante de genes de aranhas nos vermes. Mas os bichos resultantes, geneticamente modificados, não produziam seda de aranha o suficiente.

Agora, os novos vermes geneticamente modificados parecem produzir um composto de seda misturado do bicho da seda e da aranha em grandes quantidades, que os pesquisadores dizem ser tão dura quanto a seda de aranha.

Os pesquisadores conseguiram mostrar que este composto, que contém pedaços de seda de aranha e, principalmente, a seda do próprio bicho da seda, tem propriedades mecânicas melhoradas.
As principais aplicações da nova seda podem ser no setor de medicina, criando suturas, implantes e ligamentos mais fortes.

Ela também poderia ser usada como um substituto para o plástico endurecido, que requer muita energia para produzir.

A única preocupação sobre a criação de bichos geneticamente modificados para aplicações industriais é se eles escaparem para o meio selvagem.

Mas os cientistas garantem que eles não representam uma ameaça ambiental, e que os benefícios superam qualquer risco.[BBC]

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