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AÇÃO SOCIAL RETIRA MAIS DE 40KG DE LIXO EM PRAIA NO RS

Crédito: Greenpeace


24/09/2016

“A união faz a força” é um ditado popular bem conhecido e até motivo de alguns trocadilhos. Entretanto, acompanhar a ação voluntária onde mais de 300 pessoas se encontraram na praia Guarita, em Torres, Rio Grande do Sul é importante para revalidarmos a relevância da natureza colaborativa: 42 quilos de lixo, correspondente a 3.917 itens, foram retirados do local.

O evento aconteceu no último domingo (18), no Dia Mundial de Limpeza de Rios e Praias, onde voluntários do Greenpeace em parceria com o Projeto Praia Limpa Torres e o Grupo de Estudo de Mamíferos Aquáticos do Rio Grande do Sul (Gemars) se encontraram para a 3ª edição do mutirão. Foram encontrados canudinhos de refrigerante, bitucas de cigarro, pedaços plásticos, pedaços de vidro e embalagens de alimentos.

A ação social teve início às 09h da manhã e teve a apresentação de palestras, workshops e mostras de projetos ambientais. Estas atividades foram realizadas pelos voluntários do Greenpeace, Universidade Estadual do Rio Grande do Sul (UERGS) e Universidade Caxias do SUL (UCS).

Carolina Guimarães, uma das voluntárias do Greenpeace no município de Imbé, acredita no valor da consciência colaborativa e trabalhar coletivamente pelo meio ambiente: “Foi extremamente gratificante participar deste dia junto aos voluntários de outras cidades. Trabalhamos juntos, unindo o propósito de preservar nosso meio ambiente e o resultado foi essa grande ação de coleta e incentivo aos moradores de Torres”, relatou.

A iniciativa é de amplitude mundial e teve início pela ONG Ocean Conservancy, em 1980, acontecendo todos os anos desde então em mais de 100 países.

Fonte: Onda.com


Holandês de 21 anos cria projeto inovador para limpar oceanos

Crédito: theoceancleanup.com


23/06/2016

Um inventor holandês de 21 anos revelou, nesta quarta-feira, o protótipo de um dispositivo de filtração para remover milhões de toneladas de resíduos plásticos dos oceanos, um projeto inédito que será testado no mar do Norte.

Com a iniciativa “The Ocean Cleanup” (a limpeza do oceano), Boyan Slat quer lutar contra a “sopa plástica”, uma mistura de garrafas, bolsas, chinelos e outros detritos plásticos que flutuam no oceano.

A maioria dos resíduos plásticos nos oceanos está acumulada em cinco blocos de lixo gigantes – o maior deles no Pacífico, entre a Califórnia e o Havaí.

A sopa de plástico é criada quando o lixo fica preso em cinco grandes “giros”, ou correntes oceânicas rotativas. Esses detritos vão juntando enormes blocos de resíduos, que se convertem quase em “continentes” de plástico.

Enquanto a maioria dos projetos que tentam coletar material plástico utiliza barcos que rastreiam os oceanos, Slat pretende aproveitar a potência das correntes marítimas para limpar as águas.

“Por que temos de ir até os resíduos, se os resíduos podem vir até nós?”, questionou o jovem em uma coletiva de imprensa no porto de Scheveningen, nos arredores da cidade holandesa de Haia.

A ideia nasceu quando ele ainda era um estudante do Ensino Médio e esboçou o projeto em um guardanapo de papel.

O jovem inventor pretende usar uma barreira de 100 km de comprimento em forma de V composta de grandes boias de borracha, que flutuam na superfície do oceano e estão conectadas a redes submersas de até três metros de profundidade.

O objetivo é capturar os pedaços de plástico que se movem com as correntes e juntá-los em recipientes com capacidade para até 3.000 metros cúbicos de resíduos – suficientes para encher uma piscina olímpica -, que poderão ser reciclados.

O protótipo, que tem 100 metros de comprimento e custou 1,5 milhão de euros, foi financiado por crowdfunding e doações, inclusive do governo holandês. Será levado para o mar do Norte nesta quinta-feira (23) para uma série de testes que serão realizados durante um ano a 23 km da costa holandesa.

Mais jovem ganhador do Prêmio Campeões da Terra, concedido pelo Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma), Slat abandonou seus estudos de Engenharia Espacial para se dedicar totalmente a esse projeto.

Fonte: ISTOÉ

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