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Desenvolvimento urbano incorpora departamento de Meio Ambiente da Fiesp

27/08/2016

O Plano de Desenvolvimento Urbano Integrado (PDUI), aprovado em 2015, é equivalente a um Plano Diretor, mas surge com duas inovações: o excesso de regulação sobre o território foi consolidado em um único documento e, ao final do processo de discussão e audiências, será transformado em Projeto de Lei para votação na Assembleia Legislativa.

As informações foram dadas por Fernando Barrancos Chucre, diretor-presidente da Empresa Paulista de Planejamento Metropolitano (Emplasa), órgão técnico da Casa Civil do governo do Estado.

Haverá obrigatoriedade de apresentação do plano a cada três anos, envolvendo a participação dos governos estadual e federal, prefeituras e sociedade civil. O seu não cumprimento incorrerá em improbidade administrativa.

As propostas e os debates estão distribuídos em diversos temas, como transportes, meio ambiente, uso do solo, saneamento, habitação, recursos hídricos. As áreas foram escolhidas após análise de concentração e problemas localizados em relação à oferta de empregos, posicionamento do parque industrial, oferta de transporte e logística, além da precariedade habitacional que guarda relação com áreas ambientais, como as de mananciais.

O PDUI contém um macrozoneamento e abrange governança interfederativa, fundos e financiamento, sistemas de informação e monitoramento e instrumentos de desenvolvimento urbano integrado.

Segundo Chucre, as propostas podem ser feitas por meio do site, nas plataformas disponibilizadas, e seguem diretamente para discussão nos grupos de trabalho. Também estão sendo realizadas audiências nos municípios e oficinas sub-regionais. O diretor-presidente da Emplasa foi receptivo ao envio de sugestões por parte do setor empresarial.

Produção de nozes

O potencial de mercado é enorme. Basta parar e observar que, assim como você, mais pessoas incluem, todos os dias, as nozes e castanhas como opção saudável de alimentação. Uma escolha que, do campo à mesa, tem tudo para ganhar força no Brasil. Para debater o assunto e apresentar os exemplos das empresas e as mais recentes pesquisas acadêmicas na área, será realizado, na última segunda-feira (29), o V Encontro Brasileiro e I Encontro Latino Americano de Nozes e Castanhas. O evento será na sede da Federação e do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp e Ciesp), na Avenida Paulista, das 8h às 15h30.

“Em 2015, o Brasil exportou US$ 135 milhões em nozes. No Chile, esse valor foi de US$ 300 milhões”, afirma o 3º vice-presidente do Ciesp e diretor de Nozes e Castanhas do Departamento de Agronegócio da Fiesp (Deagro), José Eduardo Camargo. “Temos muito o que crescer: no Chile, o aumento das vendas externas foi de 15 vezes nos últimos dez anos”./portal da Fiesp



A bicicleta está nos seus planos?



04/08/2016

Com o objetivo de sensibilizar sobre a inclusão da bicicleta nos Planos de Mobilidade Urbana (PMU) das cidades brasileiras, a rede Bike Anjo, a Transporte Ativo e a União de Ciclistas do Brasil se uniram para realizar a campanha Bicicleta nos Planos.

A iniciativa busca orientar a sociedade civil organizada e cidadãos, bem como técnicos municipais, gestores e decisores políticos, para a inclusão da bicicleta, enquanto meio de transporte, no planejamento urbano, através da sua inserção nos Planos de Mobilidade Urbana.

A bicicleta na Política Nacional de Mobilidade Urbana

A Política Nacional de Mobilidade Urbana (PNMU), que determina sobre a obrigatoriedade de elaboração dos Planos de Mobilidade Urbana, cumpre o papel de orientar, instituir diretrizes para a legislação local e regulamentar a política de mobilidade urbana.

Ao definir entre suas diretrizes a priorização dos modos de transporte ativos sobre os motorizados e dos serviços de transporte público coletivo sobre o transporte individual motorizado, a PNMU coloca em foco a importância dos deslocamentos das pessoas nas cidades, priorizando as necessidades humanas de deslocamento ante a fluidez dos veículos motorizados. Ela também busca consolidar a gestão democrática como instrumento e garantia da construção contínua do aprimoramento da mobilidade urbana. Ou seja, prioriza os deslocamentos realizados a pé e de bicicleta, a sua integração com o transporte público, além de exigir a participação social na elaboração e acompanhamento da política de mobilidade urbana.

Dentre os princípios e objetivos contidos na lei que institui as diretrizes da Política Nacional de Mobilidade Urbana e que podem ser alcançados através da promoção ao uso da bicicleta nas cidades, vale destacar: o desenvolvimento sustentável das cidades, nas dimensões socioeconômicas e ambientais; a equidade no uso do espaço público de circulação, vias e logradouros; e a eficiência, eficácia e efetividade na circulação urbana.

Os impactos positivos da inclusão da bicicleta nos PMUs são inúmeros, seja no âmbito econômico (redução nos custos com saúde pública e aumento da arrecadação de tributos advindos do aumento no faturamento do comércio nos locais seguros para bicicletas), social (vias mais movimentadas e mais seguras, democratização do espaço público, inclusão social), ambiental (redução da poluição) e político (melhoria da imagem da cidade diante dos cidadãos).

Portanto, a promoção da mobilidade por bicicleta é capaz de tornar as ruas das cidades mais acessíveis e adaptadas a receber outros usos e é um importante instrumento para alcançar os objetivos previstos pela Política Nacional de Mobilidade Urbana.

Acesse o site bicicletanosplanos.org, baixe o Guia Incluindo a Bicicleta nos Planos e apoie essa campanha.





Crise hídrica: por um Plano de Emergência para o Estado de SP



19/02/2015

A Aliança pela Água, rede formada por mais de 40 entidades da sociedade civil, da qual a SOS Mata Atlântica faz parte, está reunida desde outubro de 2014 para alertar e apresentar propostas que ajudem o estado de São Paulo a lidar com a crise atual e construir uma nova cultura de uso, economia e conservação de água. Com este olhar, a Aliança divulgou o documento “Chamado à Ação sobre a Crise Hídrica: por um Plano de Emergência para o Estado de SP“. No documento (acesse), a Aliança alerta que nas atuais circunstâncias e “com uma sociedade cada dia mais sensível ao tema, é inaceitável que os diversos níveis de governo e os vários setores econômicos ainda não tenham se unido para elaborar um abrangente Plano de Emergência a fim de mitigar os efeitos da crise e garantir o abastecimento de água para consumo humano durante a estiagem de 2015, que começa em março/abril.”

O documento também descreve as etapas para se chegar a este Plano de Emergência:

I. Instalação de uma Força tarefa para gestão de crise em âmbito estadual com participação de municípios e sociedade;
II. Plano articulado e coordenado de Gerenciamento de Oferta de Água;
III. Comunicação institucional, com foco em educação, autonomia hídrica, engajamento e mídia;
IV. Discutir e detalhar alternativas emergenciais e de médio prazo para garantir abastecimento de água;
V. Pacto social pelo desmatamento zero e recuperação das áreas de mananciais do estado de São Paulo, discorrendo sobre cada uma dessas etapas e apresentando também uma análise de presente e futuro.

O texto defende que “uma crise de grandes proporções como a que estamos vivendo cria oportunidades para profundas mudanças de paradigma na gestão da água a partir de três princípios básicos: a água é um direito humano e não pode ser tratada como mercadoria; todos os governos têm responsabilidade sobre a água e prestam um serviço à população; e os planejamentos hídricos devem necessariamente considerar a recuperação e recomposição dos mananciais e das atuais fontes de água.”

A partir da segunda quinzena de fevereiro, a Aliança pela Água dará início a uma série de publicações técnicas, eventos, audiências e aulas públicas em diferentes regiões de São Paulo e em municípios abastecidos pelo Sistema Cantareira a fim de qualificar o debate, aprofundar a percepção sobre as causas da falta d’água, mobilizar a sociedade e para contribuir com soluções e exigir que o poder público gerencie a crise de forma adequada.

Todos os detalhes estão no documento (acesse aqui).

Fonte: SOS Mata Atlântica, com informações do site da Aliança pela Água.

Comitê Olímpico lança Plano de Sustentabilidade dos Jogos Rio 2016

Leonardo Gryner, Diretor Geral de Operações do Rio 2016, durante o lançamento do 
Plano de Gestão da Sustentabilidade dos Jogos Rio 2016. Foto: Alex Ferro/Rio 2016

02/08/2014

O Comitê Organizador dos Jogos Olímpicos e Paraolímpicos lançou nesta segunda-feira (19/8), o Plano de Gestão da Sustentabilidade dos Jogos Olímpicos e Paraolímpicos de 2016. O documento foi elaborado pelo comitê organizador em parceria com os três níveis de governo e traz compromissos assumidos por cada um deles na área de sustentabilidade.

O Plano de Gestão da Sustentabilidade Rio 2016 foi elaborado em conjunto pelo Comitê Organizador, Empresa Olímpica Municipal, Escritório de Gerenciamento de Projetos do Governo do Estado, Autoridade Pública Olímpica e Governo Federal. O acompanhamento do plano será feito por relatórios que utilizam a metodologia GRI (Global Reporting Initiative) e terão a supervisão do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma).

O documento é organizado com base no documento da candidatura do Rio de Janeiro para receber os Jogos Olímpicos e as suas ações estão organizadas em torno de três grandes grupos, chamados de pilares que são detalhados em nove eixos temáticos:

- Planeta (Pegada ambiental reduzida): Transporte e Logística; Desenho e Construção Sustentável; Conservação e Recuperação Ambiental; Gestão de Resíduos;
- Pessoas: Engajamento e Conscientização; Acessibilidade Universal; Diversidade e Inclusão;
- Prosperidade: Cadeia de Suprimentos Sustentável; Gestão e Reporte.

As ações listadas no plano contam sempre com uma descrição, o responsável por sua realização ou acompanhamento e indicadores de verificação.

No Eixo Transporte e Logística, por exemplo, estão listadas tanto propostas como racionalizar as operações de logística na construção dos equipamentos para os jogos olímpicos até as obras para melhorar a infraestrutura de transporte público feita pelos governos municipal e estadual. Nessa lista de obras de mobilidade aparece inclusive a construção do BRT da Transcarioca, que é listado também na Matriz de Responsabilidades para a Copa do Mundo de 2014.

O Comitê Organizador apresenta alguns compromissos importantes no relatório. Um deles é a publicação de relatórios no formato GRI, a metodologia mais usada no mundo para esse tipo de documento. O primeiro relatório deve ser publicado no primeiro trimestre de 2014, relatando as atividades dos anos de 2012 e 2013. Seguindo o modelo GRI de publicação bianual, o segundo relatório sairá no primeiro semestre de 2016 e o ultimo em 2017, consolidando todas as informações do período de organização e realização da Olimpíada do Rio.

O Comitê Organizador se comprometeu com a publicação periódica dos relatórios de gestão de emissões de gases de efeito estufa (GEE) e também construir todos os equipamentos esportivos com certificado Leed concedido para edificações de baixo impacto no meio ambiente.

Transparência
O Plano segue as normas da ABNT NBR ISO 20121 para sistemas de gestão de sustentabilidade em eventos. Essa norma lista quatro princípios: Responsabilidade, Inclusão, Integridade e Transparência. No entanto, as ações de transparência são tímidas.

“Apesar do Plano falar em transparência como uma parte integrante da sustentabilidade, o que é positivo, as ações listadas incluem apenas compromissos com a transparência do próprio relatório e não com o processo inteiro de realizar os jogos”, avalia Angélica Rocha, do Instituto Ethos e Coordenadora Nacional do projeto Jogos Limpos Dentro e Fora dos Estádios.

Supervisão do PNUMA
Na cerimônia de lançamento, o Comitê Organizador também anunciou a parceria com o PNUMA para supervisionar a implantação do plano. A diretora do programa no Brasil, Denise Hamú, disse que os técnicos “vão ver as estimativas, vão rever as metas, vão sentar e conversar, trocar umas ideias, falar o que não deu certo em tal lugar, trazer a troca de experiências, então, essa é a tarefa do Pnuma, ficar junto, mas separado, ao mesmo tempo, com uma visão crítica e de colaboração”.

O diretor-geral de operações do Comitê Organizador, Leonardo Gryner, afirma que a participação do Pnuma é fundamental para validar o processo. “Ter uma referência externa é fundamental para dar credibilidade ao processo. Além da área de educação, de engajamento com a sociedade, mas principalmente pelo aspecto técnico, a credibilidade que traz, o conhecimento e a experiência deles”.


Fonte: Jogos Limpos


Angola: Reciclagem de lixo segue modelo brasileiro

País implementará plano para resíduos sólidos
[ Paulo Mulaza/JA Imagens ]

08/04/2014

Novas Tecnologias Ambientais implanta transformação de resíduos sólidos.

Angola vai realizar um estudo para adotar, nos próximos anos, o modelo de recolha, tratamento e reciclagem de resíduos sólidos utilizados em algumas regiões brasileiras. O anúncio foi feito neste domingo, 6, pelo secretário de Estado das Novas Tecnologias Ambientais e Qualidade Ambiental, Syanga Abílio.

Segundo informações divulgadas pelo Jornal de Angola, o governante fez o anúncio, no Rio de Janeiro, Brasil, depois de uma visita ao Pólo de Reciclagem de Gramacho, um centro de transformação de lixo inaugurado no início deste ano numa área antes ocupada por uma lixeira a céu aberto. Syanga Abílio, que terminou neste domingo uma visita oficial ao país sul-americano, acredita que é possível usar o modelo em Angola, por intermédio do Plano Nacional Estratégico de Resíduos Urbanos (PESGRU) e do Instituto Regulador de Resíduos, em fase de criação.

Angola, referiu o governante, com aprovação do decreto presidencial da gestão de resíduos e a criação do plano nacional estratégico de resíduos urbanos, começa a criar condições para iniciar o sistema de seleção de lixos e de sua reciclagem. O secretário de Estado, no âmbito da campanha promocional denominada “Ambiente-Angola 2014”, que se realiza de 5 a 8 de Junho, disse que se trata do modelo brasileiro que implica tecnologias ambientais e que, se for desenvolvido em Angola, trará vários benefícios. “O projeto é muito interessante por se enquadrar na luta contra a pobreza e na criação de emprego”, afirmou o secretário.

Fonte: Rede Angola


Sociedade terá 40 dias para apresentar sugestões para o PLANSAB

28/07/2012

O Ministério das Cidades (MCidades) abriu consulta pública para que a sociedade apresente sugestões à Proposta do Plano Nacional de Saneamento Básico (PLANSAB). Esse espaço ficará disponível durante 40 dias no site do MCidades, como prevê a Portaria nº 330/2012, publicada no Diário Oficial da União desta quarta-feira (25/07).  Nesse período, a população poderá sugerir emendas aditivas, substitutivas e supressivas nas 153 páginas da Proposta do Plansab.

O Plansab foi elaborado pela Secretaria Nacional de Saneamento Ambiental (SNSA), para ser o instrumento do Estado de condução da política pública de saneamento básico. O plano vai definir as metas e estratégias de governo para o setor, nos próximos 20 anos, a fim de universalizar o acesso aos serviços de saneamento, como abastecimento de água potável, esgotamento sanitário, limpeza urbana e manejo de resíduos sólidos, além de drenagem e manejo das águas pluviais urbanas. A meta é a universalização do abastecimento de água potável em todo o país até 2030.

Os interessados em participar da consulta pública podem se cadastrar no site do MCidades, ler o documento e enviar sugestões. Para isso, foi criado especificamente um sistema de dados. Após o fechamento da consulta, o corpo técnico do ministério terá 30 dias para responder com justificativa as propostas enviadas.

A nova versão do Plansab será apreciada pelos Conselhos Nacionais de Recursos Hídricos, Meio Ambiente, Saúde e das Cidades. Depois, o documento segue para análise e deliberação do ministro das Cidades, Aguinaldo Ribeiro e da Presidenta da República, Dilma Rousseff.

Clique aqui para acessar a Consulta Pública.

Taís Calado

Assessoria de Comunicação Social
Ministério das Cidades

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Maior parte dos estados e municípios não tem Plano de Gestão de Resíduos Sólidos


25/07/2012

Mariana Branco
Repórter da Agência Brasil

Brasília - A maior parte dos estados e municípios brasileiros ainda não elaborou seu Plano de Gestão de Resíduos Sólidos, apesar de o prazo para concluir o projeto – que deve indicar como será feito o manejo do lixo em cada localidade – estar próximo do fim. A partir de 2 de agosto, a cidade que não tiver o planejamento fica impedida de solicitar recursos federais para limpeza urbana. Segundo o Ministério do Meio Ambiente, até o momento houve apenas 47 pedidos de verba para construção dos planos, entre solicitações de administrações municipais e estaduais.

Como não é obrigatório pedir auxílio da União para elaborar os planejamentos, pode haver projetos em curso dos quais o ministério não tenha ciência. Mas a avaliação do órgão é a de que o interesse pela criação dos planos de gestão é baixo, mesmo que se leve em conta estados e municípios atuando por conta própria. “O pessoal tinha outras demandas e foi deixando de lado. Agora o prazo está se esgotando e a maioria não elaborou [o projeto]”, diz Saburo Takahashi, gerente de projetos da Secretaria de Recursos Hídricos e Ambiente Urbano do Ministério do Meio Ambiente.

As cidades e unidades da Federação tiveram dois anos para construir seus planos de manejo de resíduos, cuja criação está prevista na Lei n° 12.305/2010, que instituiu a Política Nacional de Resíduos Sólidos. As consequências do pouco comprometimento com a exigência federal poderão ser sentidas cedo por estados e municípios. “De acordo com a legislação, até 2014 devem ser eliminados todos os lixões do Brasil. Para isso, será preciso implantar aterros sanitários, o que não se faz da noite para o dia. As cidades e estados que não tiverem plano de gestão não vão poder solicitar recursos para fazer isso”, destaca Takahashi.

O represente do ministério reconhece, porém, que a verba disponível para ajudar municípios e unidades da Federação a elaborar os planos é escassa. No ano passado, houve destinação de R$ 42 milhões para essa finalidade, dos quais R$ 36 milhões foram usados. Este ano não foi disponibilizado dinheiro, e o governo federal limitou-se a liberar os R$ 6 milhões que não haviam sido executados em 2011.

Saburo Takahashi ressalta, no entanto, que o ministério redigiu um manual de orientação para ajudar prefeitos e governadores na elaboração do plano, disponível no site do órgão (www.mma.gov.br). Além disso, a pasta firmou convênio com a e-Clay, instituição de educação a distância que pode treinar gratuitamente gestores para a criação do plano de manejo. Interessados devem entrar em contato pelo telefone (11) 5084 3079.

A pesquisadora em meio ambiente Elaine Nolasco, professora da Universidade de Brasília (UnB), considera positiva a capacitação a distância, mas acredita que para tornar a gestão de resíduos uma realidade é preciso mais divulgação desse instrumento, além da conscientização sobre a importância do manejo do lixo. “Tem que haver propaganda, um incentivo para as pessoas fazerem isso [o curso]”, opina. Elaine acredita que a dificuldade para introdução de políticas de manejo – como reciclagem e criação de aterros sanitários – atinge sobretudo os municípios pequenos, com até 20 mil habitantes. “Faltam recursos e contingente técnico nas pequenas prefeituras”, destaca.

O vice-presidente da Associação Brasileira de Resíduos Sólidos e Limpeza Pública (ABLP), João Gianesi Netto, também avalia que faltou capacitação e conscientização. “Alguns [Não criaram o plano] por ignorância, outros por desconhecimento técnico. Em muitos municípios de pequeno e médio porte, a destinação dos resíduos é gerenciada por pessoas que não têm a formação adequada. Além disso, há uma preocupação de que quando você começa a melhorar a questão ambiental você aumenta os custos”, afirma.

O presidente da Confederação Nacional dos Municípios (CNM), Paulo Ziluldoski, reclama da falta de auxílio financeiro para que as prefeituras cumpram as determinações da Lei n°12.305. Segundo ele, são necessários R$ 70 bilhões para transformar todos os lixões em aterro sanitário, até 2014. “Isso equivale à arrecadação conjunta de todos os municípios do país. Quando acabar o prazo, os prefeitos estarão sujeitos a serem processados pelo Ministério Público por não terem cumprido a lei”, disse. De acordo com ele, a estimativa da CNM é que mais de 50% das cidades brasileiras ainda não elaboraram os planos de gestão de resíduos.

Edição: Talita Cavalcante

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Plano de Outorga Florestal aberto a consulta


16/05/2012

O Serviço Florestal Brasileiro abriu, para consulta pública, o Plano Anual de Outorga Florestal (PAOF) 2013, documento elaborado anualmente com o objetivo de planejar a produção florestal sustentável por intermédio da concessão de florestas públicas.O documento descreve as áreas que poderão ser submetidas à concessão meio pelo qual empreendedores podem ter acesso a florestas públicas para praticar manejo florestal sustentável e explorar produtos e serviços - entre janeiro e dezembro do próximo ano.

Além das áreas em Florestas Nacionais (flonas), o plano destaca duas áreas de florestas públicas não destinadas de domínio da União com interesse do SFB para a concessão nos estados do Acre e Amazonas. O PAOF traz, ao todo, 14 áreas - entre flonas e áreas não destinadas - que somam cerca de 3,2 milhões de hectares com aptidão para o manejo.

ACESSO A TODOS

As sugestões serão recebidas até 15 de junho e podem ser encaminhadas por órgãos federais, estaduais e municipais, ou qualquer pessoa da sociedade civil, e serão avaliadas para a elaboração do documento final, que será publicado até 31 de julho.

O PAOF é um documento instituído pela Lei de Gestão de Florestas Públicas (Lei no 11.284/2006),  e sua elaboração envolve consulta ao Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade para a definição das Florestas Nacionais, ao Conselho de Defesa Nacional, uma vez que envolve áreas em região de fronteira, à Secretaria do Patrimônio da União e à Comissão de Gestão de Florestas Públicas.

As contribuições devem ser enviadas para o e-mail planejamento@florestal.gov.br. 

ASCOM/SFB


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Governo lança plano para estimular produção sustentável


Izabella Teixeira: "um dos objetivos do plano é o uso de bens e serviços que atendam às necessidades básicas, proporcionando uma melhor qualidade de vida" (Antônio Cruz/ABr)


24/11/2011

A execução do programa inclui a assinatura de pactos setoriais com empresas e entidades de classe, além de campanhas educativas para mobilizar os consumidores

Brasília – O governo vai ampliar a integração das políticas ambientais e de desenvolvimento do país. A decisão foi anunciada hoje (23) pela ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, que lançou o Plano de Ação para Produção e Consumo Sustentáveis (PPCS). A ideia, segundo ela, é estimular a participação dos cidadãos em todas as ações que visam ao desenvolvimento sustentável e à defesa do meio ambiente.

A ministra acrescentou que o plano vai contar com a participação de vários setores do governo, empresários, organizações não governamentais (ONGs) e cidadãos. O objetivo é incentivar a produção mais eficiente e o consumo responsável.

Um dos objetivos do plano é o uso de bens e serviços que atendam às necessidades básicas, proporcionando uma melhor qualidade de vida, enquanto minimizam os danos ao meio ambiente”, disse Izabella Teixeira, informando que o plano reúne vários programas já em andamento.

A execução do programa inclui a assinatura de pactos setoriais com empresas e entidades de classe, além de campanhas educativas para mobilizar os consumidores. As prioridades são o consumo sustentável no setor varejista e o fortalecimento do sistema de compras públicas sustentáveis, para estimular o mercado a produzir bens e serviços com base em critérios ambientais.

O plano estabelece metas quantitativas e qualitativas, de acordo com o definido por todos os os parceiros, além de diversas ações de governo que foram incorporadas às metas para o período de 2012 a 2015. A proposta servirá de base para as ações do governo, do setor produtivo e da sociedade que direcionam o Brasil para padrões mais sustentáveis de produção de consumo, segundo a ministra.

Na cerimônia de lançamento do plano, Izabella Teixeira assinou uma carta de intenções com representantes de empresas que fabricam eletrodomésticos e produtos de higiene e limpeza. As empresas se dispuseram a substituir o uso de gases nocivos ao meio ambiente por gases que não agridam a camada de ozônio e reduzam o potencial de aquecimento global.

A ministra acrescentou ainda que há uma previsão de mais adesões ao compromisso de cooperar com a redução da emissão de gases tóxicos e de lixo de difícil decomposição. A Associação Brasileira de Embalagem aderiu a esse compromisso hoje. A entidade indicou que pretende reduzir, no mínimo, à metade a fabricação e o uso de sacolas plásticas até 2015.

Font: Exame
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