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ESTUDO VÊ CONEXÃO AMAZÔNICA NA CRISE HÍDRICA

Represa do Sistema Cantareira, em São Paulo (Foto: EBC)

10/01/2016

Estiagem recorde em São Paulo em 2014 teve mesma raiz que enchentes em Rondônia,
mostram pesquisadores do Cemaden e do Inpe; prejuízo no ano foi de US$ 5 bilhões

Uma radiografia completa da estiagem que secou o Sistema Cantareira e levou a maior cidade da América do Sul ao racionamento de água foi publicada no fim do mês passado por um grupo de cientistas de duas instituições de pesquisa federais.

No trabalho, o grupo liderado por José Marengo, do Cemaden (Centro de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais) mostra que a seca paulista de 2014, em seu conjunto, é um fenômeno sem precedentes. E está diretamente relacionada a outro desastre natural que atingiu o país naquele ano: as enchentes em Rondônia e no Acre, que isolaram a região e causaram prejuízos na casa dos R$ 200 milhões aos acreanos ao cortarem a única ligação terrestre do Estado com o resto do Brasil, a BR-364.

Segundo Marengo e colegas do Cemaden e do Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais), a bolha gigante de ar quente que ficou um mês e meio estacionada sobre o Sudeste do Brasil teve um efeito colateral: ela bloqueou as correntes de ar úmido que vêm da Amazônia para o Sudeste, os chamados jatos de baixos níveis.

Essas massas de ar, que ganharam o nome popular de “rios voadores”, ajudam a trazer chuva para São Paulo, Minas Gerais e parte do Centro-Oeste. Porém, em 2014, elas foram barradas pela região de alta pressão (ou seja, uma massa de ar mais próxima da superfície) formada no Sudeste e Centro-Oeste, o que desviou as chuvas para Rondônia. Outra parte do jato bloqueado foi bater no Rio Grande do Sul, que também teve chuva acima da média naquele ano.

A observação não chega a ser um endosso da hipótese de que o desmatamento na Amazônia é um dos fatores por trás da falta d’água em São Paulo, que ganhou popularidade na época. Segundo o grupo, com os dados disponíveis não é possível fazer relação direta entre o desmatamento da Amazônia e a falta d’água em São Paulo. “São necessários estudos com modelos climáticos globais complexos, nos quais se simule o clima com vários níveis de concentração de gases-estufa e de mudanças no uso da terra, por exemplo, urbanização ou desmatamento da Amazônia, para detectar impactos no transporte de umidade fora da bacia amazônica e nas chuvas nas bacias no Sul e Sudeste do Brasil”, escreveram os cientistas.

No entanto, eles também dizem que, mesmo diante da incerteza, reduzir o desmatamento e recuperar florestas são provavelmente uma boa ideia para aumentar a resiliência do país à seca: “Considerando a complexidade das relações entre floresta e chuva nas regiões a leste dos Andes, uma possível solução para não alterar o ciclo hidrológico da Amazônia seria reduzir o desmatamento e reflorestar áreas em várias regiões do Brasil”.

BLOQUEIO

Da mesma forma, o artigo do grupo, publicado num dossiê sobre a crise hídrica da Revista USP, evita atribuir o problema à mudança climática. Para Marengo e colegas, o que deixou São Paulo a seco foi uma combinação entre uma estiagem anormal, o crescimento da demanda e o mau gerenciamento dos recursos hídricos.

O estudo enumera, porém, uma série de anomalias climáticas enormes entre as causas da estiagem. A estação chuvosa de 2013/2014 foi a mais seca na região do Cantareira desde 1962, quando começou a série histórica. A temperatura na região em janeiro de 2014 também foi recorde – 2,5oC acima da média histórica, ou mais do que duas vezes e meia o aquecimento médio do planeta no último século.

O bloqueio atmosférico, a tal zona de alta pressão que barrou a entrada de frentes frias, de pancadas de chuva e da umidade da Amazônia, também foi para lá de anormal: esses fenômenos geralmente duram de 7 a 15 dias, nos piores casos. O bloqueio de janeiro e fevereiro de 2014 durou 45. Ele foi reforçado por temperaturas também anormalmente altas da superfície do mar no Atlântico Sul naquela época.

O resultado dessa combinação incomum de fatores atmosféricos e oceânicos, mais o despreparo do governo paulista para lidar com a situação, é algo que os paulistanos estão vendo em suas torneiras até agora, mesmo depois que os reservatórios do Sistema Cantareira finalmente saíram do volume morto, dois anos após o início da estiagem. O evento foi considerado o quinto desastre natural mais caro de 2014 no mundo, com um prejuízo estimado em US$ 5 bilhões (R$ 20 bilhões em valores de hoje). A falta de chuva em 2014 secou o solo, impediu a umidade que alimentaria os reservatórios em 2015 e fez a situação se arrastar durante todo o ano passado.

Marengo afirma que não há estudos conclusivos sobre o comportamento dos bloqueios atmosféricos num cenário de aquecimento global. Além disso, nota uma situação aparentemente paradoxal: nas últimas décadas há uma aparente diminuição das chuvas na região do Cantareira, mas uma elevação da precipitação na cidade de São Paulo. Isso pode estar relacionado a um fenômeno totalmente dissociado da mudança climática – a ilha de calor urbana.

“A seca é consequência da variabilidade natural do clima, não da mudança climática. O que teria a ver com a mudança do clima seria a [crise] hídrica, onde as altas temperaturas, a falta de chuva e o aumento da população determinaram um maior consumo de água”, disse o cientista ao OC.

No entanto, ele alerta que a previsão dos modelos climáticos para o Sudeste é de períodos secos mais longos e mais calor nas próximas décadas, intercalados com períodos de chuva intensa. “Ou seja, a seca pode voltar e, se nada for feito para nos adaptarmos, a crise hídrica voltará também, e será mais intensa e longa no futuro mais quente”, diz o climatologista peruano radicado no Brasil.

“Escapamos do apagão em 2001, parece que vamos a escapar também agora em 2016, se continuar chovendo neste verão. Mas parece que não aprendemos nada da crise de 2001, e só espero que os tomadores de decisões tenha aprendido a lição desta seca em 2014-15, para não sermos pegos de surpresa por uma nova seca e uma nova crise hídrica no futuro.”

“Nós não cortamos a água, premiamos o bom comportamento”

Paula Kehoe, diretora da Comissão de Utilidades Públicas de San Francisco.

28/04/2015

Califórnia, nos EUA, enfrenta as primeiras restrições obrigatórias de consumo de água

Paula Kehoe é a Jerson Kelman, presidente da Sabesp, de San Francisco. A cidade da Califórnia (EUA), dependente das precárias reservas de água e neve, atravessa a quarta crise hídrica da sua história e o governador do Estado, Jerry Brown, acaba de decretar as primeiras restrições obrigatórias da história do Estado. O Governo pretende reduzir em 25% o consumo urbano, menos do que a economia conseguida em São Paulo em média nos últimos meses.

A Comissão de Utilidades Públicas, a Sabesp de San Francisco, é inteiramente pública e atende 2,6 milhões de pessoas. O tamanho dela está muito longe da abrangência da Sabesp que deve cuidar do consumo de 25 milhões de clientes na Grande São Paulo, e longe estão também algumas estratégias adotadas na crise. Na Califórnia, a obrigação de economizar água não é compulsória para todos. A exigência feita a cada município depende do seu consumo. Assim, o esforço cobrado é maior de quem economiza menos. Embora dois terços do consumo da água seja residencial, o Governo do Estado mais rico e populoso dos Estados Unidos está se focando em outros usos. “No caso de San Francisco, nosso foco está na irrigação e no uso de água potável para coisas supérfluas como o jardim ou a limpeza das calçadas”, afirmou Kehoe durante o seminário de Gestão da Água em Situações de Escassez, organizado pelo Ministério de Meio Ambiente.

Pergunta. Como a população tem reagido à obrigatoriedade de reduzir entre 10% e 35% do consumo?

"No caso de San Francisco, nosso foco está na irrigação e no uso de água potável para coisas superfluas como o jardim ou a limpeza das calçadas"

Resposta. Em 2014 já estabelecemos uma redução voluntária de 10%, não oferecemos bônus nem castigamos com multas. Os únicos que foram e são penalizados são os que gastaram mais água que o permitido na irrigação. A população respondeu bem porque nós sempre estamos nos jornais, em campanhas na televisão, fazemos audiências públicas... Hoje as restrições em San Francisco ainda são voluntárias porque temos um consumo baixo. É uma das cidades que menos gasta do Estado, não aumentou a demanda, e não vai precisar reduzir mais neste ano. As pessoas estão respondendo bem, então não temos por que puni-las.Os californianos entenderam que não tem chovido, não tem nevado, entenderam a gravidade da seca.

P. Como são tomadas as decisões em uma empresa pública? Quem manda, o governador ou os técnicos?

R. O governador manda, o órgão regulador aprova e repassa as diretrizes para a companhia. No caso da redução do consumo obrigatória, o governador disse que havia que cortar e o conselho da companhia decidiu como devia ser aplicada esta redução de consumo e estabeleceu os percentuais de corte exigidos por município. Nem todos devem reduzir o consumo da mesma forma. San Francisco, por exemplo, não tem que cortar, mas há outros municípios que devem reduzir até 36%. Nós premiamos o bom comportamento dos consumidores.

P. Qual é o impacto econômico das medidas restritivas?

R. Nosso programa vai trazer uma perda de receita de 60 milhões de dólares até 2025. Isso é muito, mas é melhor ter um custo pela aplicação do programa de economia do que fazer investimentos ou comprar água fora. Acabamos de aumentar a tarifa, mas por projeções de longo prazo e não baseados na seca. Temos vendido propriedades para suavizar a situação econômica no curto prazo, mas provavelmente vamos ter que aumentar o custo fixo da produção de água [e revisar de novo a tarifa].

P. São Paulo mantém os chamados contratos de demanda firme que oferecem grandes descontos aos clientes que mais consomem. Existe algo parecido na Califórnia?

R. Os únicos contratos especiais que nós temos foram criados em 2009 para as 27 companhias que compram nossa água. Nós aplicamos várias tarifas conforme o consumo e quanto mais consomem mais pagam.

P. O que acha dessa fórmula?

R. Prefiro não opinar.

P. O que significa para um californiano a palavra “racionamento”?

R. Nós temos racionamento voluntário, quando o próprio cliente reduz seu consumo até um mínimo diário ou racionamento obrigatório, quando é determinada uma quantidade máxima para ser usada. Na crise da década dos 90 já tivemos racionamento para a população, hoje é só para a irrigação.

P. Existe a redução de pressão em San Francisco? Poderia ser uma alternativa?

R. Nós não cortamos a água. Poderia ser uma alternativa, mas só para os consumidores que não reduzem seu consumo. Poderíamos fazê-lo, mas não está nas nossas previsões.

P. O que sabe da crise hídrica de São Paulo?

R. Me interessa o conceito de bônus que aplica a Sabesp. Gostaria de saber mais sobre isso. Teremos várias reuniões nesses dias [na Sabesp, na Agência Nacional de Água...] para ver como podemos aprender com essa troca de experiências.

Fonte: El País


Jovem ganha bolsa na NASA por inventar solução hídrica para o campo



25/04/2015

Mariana Vasconcelos, de 23 anos, promete economizar até 60% da água da irrigação

A crise hídrica que vive São Paulo, e que também açoita regiões de uma ponta a outra do globo, serviu de inspiração para Mariana Vasconcelos, estudante de 23 anos, que acabou de ganhar um concurso de inovação por ter inventado um sistema que ajudará os agricultores a reduzirem drasticamente seu consumo de água. A proposta promete reduzir o gasto de água de 30% a 60% em uma atividade que representa 72% do consumo hídrico no Brasil, segundo dados da Agência Nacional de Água.

O projeto de Vasconcelos consiste em modernizar os cultivos ao instalar nas plantações sensores que mandem informação através da internet sobre a quantidade necessária de água e o momento certo para regar. “Com os dados fornecidos pelos sensores, nós geramos recomendações e dizemos ao agricultor quanto e quando tem que regar, a umidade do ambiente, as probabilidades de pragas do cultivo, o gasto de água e energia da plantação...”, explica Vasconcelos. “As medições desses elementos já existiam, mas nunca ninguém pensou em medir tudo junto e interpretar todos esses fatores como um todo, personalizado para cada tipo de plantação”, acrescenta.

O prêmio, promovido pela faculdade de tecnologia Fiap, levará a estudante até o Vale do Silício, na Califórnia, para estudar na Singularity University, uma universidade sediada em um centro de investigação da NASA e patrocinada por Google e Nokia, entre outras. O concurso, porém, é apenas um trecho do caminho que Vasconcelos pretende percorrer com sua invenção, pois o objetivo é comercializá-la, no setor público e privado. “O plano é instalar o projeto em dez fazendas até junho e em 35 até dezembro, o crescimento deve ser rápido e exponencial”, afirma a estudante que lidera sua terceira start-up, AgroSmart, junto com três colegas.

A vencedora, que cresceu em uma fazenda, concorreu contra 562 propostas finalistas que visam também a economia de água. Ela achou geniais algumas das ideias como a que propunha reduzir o gasto de água na construção civil com uma nova fórmula para elaborar argamassa. Outro projeto apostava na substituição da descarga no vaso sanitário por uma solução biodegradável, mais barata que a água, que neutralizaria as características físico-químicas da urina e reduziria em 80% a água usada nos vasos sanitários. “Havia muita concorrência”, se orgulha a ganhadora.

Vasconcelos, que teve que suspender os dois primeiros testes da nova tecnologia por falta de água no sul de Minas, diz ter atacado com seu sistema o maior problema. “Temos que fazer um uso consciente nas nossas casas, mas nós temos que ir onde a falta de água tem mais impacto, que é agricultura. Mas isto não basta para resolver esta crise, precisamos entendê-la melhor”, diz a jovem. É precisamente essa falta de entendimento o que, segundo ela, tem marcado a gestão da crise hídrica em São Paulo. “Acho que falta planejamento dos recursos hídricos, mas não por má fé, se não porque falta conhecimento. Faltam dados para fazer melhores análise e conseguir um planejamento mais embasado. Há um déficit tecnológico, o Brasil esta na fila da inovação tecnológica neste sentido, sempre copiamos", lamenta Vasconcelos.

Lançada a comercialização do projeto ganhador a través da start-up, o quarteto de jovens empreendedores mira um plano mais ambicioso, também ligado a gestão de recursos hídricos. “Nosso objetivo é fazer um mapeamento das pequenas e médias bacias e entender para onde é que está voltando essa água [usada para regar]. Com isso, conseguimos prever quanto de água vamos ter no futuro nessa bacia para poder distribuir para os principais setores que precisam dela”. Para isso precisarão de mais financiamento e de algo mais que um prêmio acadêmico, outro tratamento como jovens empreendedores, lamenta a jovem: “Há tanto conhecimento parado, por conta da falta de incentivos e burocracia.”

Fonte: El País


Governo publica normas para poupar água e luz em prédios federais

24/02/2015

Consumo deverá ser informado no sistema 'Esplanada Sustentável'.
Entre as medidas estão desligar as luzes à noite e fazer limpeza a seco.

O governo publicou uma portaria na sexta-feira (13) no "Diário Oficial da União" com medidas para que os prédios da administração federal poupem água e energia. De acordo com o texto, os órgãos terão que informar, mensalmente, os níveis de consumo, que serão registrados em um sistema batizado de Esplanada Sustentável.

A iniciativa ocorre num momento de crise hídrica na região Sudeste, que afeta o abastecimento de água para consumo e também a geração de energia elétrica.

Entre as práticas recomendadas na portaria estão desligar as luzes ao final do expediente e durante o almoço e também lavar os veículos a seco, quando possível.

Outros hábitos simples são estimulados pelo texto, como utilizar o ar-condicionado com as janelas fechadas e utilizar escadas quando for possível prescindir do elevador. A portaria também sugere que, nos jardins, plantas mais resistentes à seca sejam priorizadas no lugar daquelas que necessitam de irrigação mais frequente.

Os órgãos federais serão classificados de acordo com o nível de economia que conseguirem implementar. Aqueles que forem mais bem-sucedidos, serão chamados de unidades mais eficientes. Depois vêm as unidades com eficiência média e as unidades menos eficientes.

Fonte: G1


Crise hídrica: por um Plano de Emergência para o Estado de SP



19/02/2015

A Aliança pela Água, rede formada por mais de 40 entidades da sociedade civil, da qual a SOS Mata Atlântica faz parte, está reunida desde outubro de 2014 para alertar e apresentar propostas que ajudem o estado de São Paulo a lidar com a crise atual e construir uma nova cultura de uso, economia e conservação de água. Com este olhar, a Aliança divulgou o documento “Chamado à Ação sobre a Crise Hídrica: por um Plano de Emergência para o Estado de SP“. No documento (acesse), a Aliança alerta que nas atuais circunstâncias e “com uma sociedade cada dia mais sensível ao tema, é inaceitável que os diversos níveis de governo e os vários setores econômicos ainda não tenham se unido para elaborar um abrangente Plano de Emergência a fim de mitigar os efeitos da crise e garantir o abastecimento de água para consumo humano durante a estiagem de 2015, que começa em março/abril.”

O documento também descreve as etapas para se chegar a este Plano de Emergência:

I. Instalação de uma Força tarefa para gestão de crise em âmbito estadual com participação de municípios e sociedade;
II. Plano articulado e coordenado de Gerenciamento de Oferta de Água;
III. Comunicação institucional, com foco em educação, autonomia hídrica, engajamento e mídia;
IV. Discutir e detalhar alternativas emergenciais e de médio prazo para garantir abastecimento de água;
V. Pacto social pelo desmatamento zero e recuperação das áreas de mananciais do estado de São Paulo, discorrendo sobre cada uma dessas etapas e apresentando também uma análise de presente e futuro.

O texto defende que “uma crise de grandes proporções como a que estamos vivendo cria oportunidades para profundas mudanças de paradigma na gestão da água a partir de três princípios básicos: a água é um direito humano e não pode ser tratada como mercadoria; todos os governos têm responsabilidade sobre a água e prestam um serviço à população; e os planejamentos hídricos devem necessariamente considerar a recuperação e recomposição dos mananciais e das atuais fontes de água.”

A partir da segunda quinzena de fevereiro, a Aliança pela Água dará início a uma série de publicações técnicas, eventos, audiências e aulas públicas em diferentes regiões de São Paulo e em municípios abastecidos pelo Sistema Cantareira a fim de qualificar o debate, aprofundar a percepção sobre as causas da falta d’água, mobilizar a sociedade e para contribuir com soluções e exigir que o poder público gerencie a crise de forma adequada.

Todos os detalhes estão no documento (acesse aqui).

Fonte: SOS Mata Atlântica, com informações do site da Aliança pela Água.

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