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COCA-COLA ANUNCIA TERCEIRA EDIÇÃO DO EDITAL “IDEIAS PARA UM MUNDO MELHOR”

 (Divulgação Coca-Cola)

20/05/2018

Inciativa patrocina projetos de sustentabilidade com R$ 300 mil; além de parcerias e cursos de capacitação.

Com o compromisso de contribuir para construção de um mundo melhor, a Coca-Cola FEMSA Brasil anuncia a terceira edição do edital “Ideias para um Mundo Melhor”, que traz novidades neste ano. Na primeira fase, para incentivar o pensamento estratégico e o fazer colaborativo, a Coca-Cola promove, em parceria com o Instituto Ekloos, a Fundação Dom Cabral e a ONG Parceiros Voluntários, o “Criar, Captar e Transformar”, projeto que prevê cursos regionais de capacitação voltados a Organizações Não-Governamentais (ONGs) para o compartilhamento e discussão acerca de metodologia, captação de recursos e prestação de contas.

“A sustentabilidade nada mais é do que a soma de soluções sociais, criatividade e foco em pilares com alto poder transformador, como esporte e meio ambiente. Nesse sentido, o edital ganha nova proporção e seguimos com nosso compromisso de fomentar o potencial de entidades que buscam uma sociedade cada vez melhor“, diz Wanessa Scabora, gerente de Comunicação Externa e Sustentabilidade da Coca-Cola FEMSA Brasil.

Oferecidos gratuitamente, os cursos do “Criar, Captar e Transformar” serão ministrados, durante dois dias, em Minas Gerais (Itabirito), São Paulo (Sumaré, Marília e Jundiaí), Paraná (Maringá), e Rio Grande do Sul (Porto Alegre) em datas distintas, a partir deste mês.

“Ideias para um Mundo Melhor”

Lançado há dois anos, o edital, em 2018, é voltado a organizações legalmente constituídas sem fins lucrativos e os projetos devem beneficiar as comunidades nos territórios de atuação da Coca-Cola FEMSA Brasil.

Serão avaliadas iniciativas que estejam alinhadas aos pilares de sustentabilidade da empresa, como Meio Ambiente, Estilo de Vida Saudável e Desenvolvimento Comunitário. Os projetos que visam a educação como base transversal, para o desenvolvimento pessoal e social da comunidade, cidadania, direitos e deveres, serão considerados como diferenciais. Aos aprovados, de acordo com os requisitos do edital, está previsto o aporte de até R$ 50 mil por cidade, para desenvolver a iniciativa no prazo de 12 meses. Mais detalhes sobre a edição 2018 da chamada pública serão divulgados em julho de 2018.

Fonte: Sua Notícia


NEYMAR É ANUNCIADO EMBAIXADOR DA BOA VONTADE NA SEDE DA ONU EM GENEBRA

Neymar Jr. fala a jornalistas na sede da ONU em Genebra. Imagem: reproduçao vídeo.

16/08/2017

Jogador brasileiro representará organização não-governamental Handicap International; parceria foi anunciada nesta terça-feira; instituição trabalha em prol de pessoas com deficiência e vulneráveis em situações de conflito, desastres, pobreza e exclusão.

Laura Gelbert Delgado, da ONU News em Nova Iorque.

O jogador de futebol brasileiro Neymar Jr. foi anunciado nesta terça-feira como embaixador da Boa Vontade da organização não-governamental Handicap International. O anúncio foi feito na sede das Nações Unidas em Genebra.

No evento, Neymar disse, em português, ser "uma felicidade muito grande" participar da iniciativa.

Ajudar

"Claro que a forma prática vai ser conversada, mas eu estou não só disposto a dar minha imagem que eu sei do que é capaz, e ajudar. É isso, a forma prática a gente vai começar a colocar, o que for preciso pra fazer, pra ajudar é sempre bem-vindo."

O jogador falou ainda sobre seu instituto no Brasil.

"É um instituto que eu tenho no Brasil, foi num bairro onde eu vivi por muito tempo e hoje ele tem mais de 2,5 mil crianças, quase 10 mil pessoas no total que a gente alcança, juntando a família. É uma das coisas que é mais importante na minha vida. Eu sempre falo que foi o maior gol que eu já fiz na vida foi criar o instituto e é uma felicidade muito grande para a minha família. Sempre que eu vou ao Brasil, sempre que eu estou no instituto, o que me contagia, o que me deixa feliz é chegar ali e olhar pra cara da criança e ver o sorriso que ela te passa, eu acho que isso não tem preço."

A Handicap International é uma organização não-governamental que trabalha em prol de pessoas com deficiências e populações vulneráveis em situações de pobreza e exclusão, conflito e desastres.
No evento estiveram o diretor-geral das Nações Unidas em Genebra, Michael Moller, e o diretor gerente da Handicap International, Manuel Patrouillard.

Fonte: Rádio ONU

Natureza em Forma celebra o Dia Mundial dos Animais



04/10/2016

Festa ao ar livre no centro de São Paulo terá comida vegana, música, bazar, atendimento veterinário e adoção de animais. Pets são bem vindos!

Em 4 de outubro é comemorado o Dia Mundial dos Animais, e a Associação Natureza em Forma prepara uma grande festa para celebrar a data. O evento será realizado dia 9 de outubro (domingo), das 10h às 20h, na rua da própria ONG, onde haverá diversas atividades gratuitas.

Apresentações musicais, números de dança e performances são algumas das atrações do palco, começando às 10 da manhã com aula de yoga;

Na praça de alimentação, 100% vegana, tendas e food truck vão servir feijoada, hot-dog, kibe, coxinha, hambúrguer, espetinhos, jaca louca, doces, sorvetes e outras delícias livres de qualquer ingrediente de origem animal;

Expositores também vão promover o consumo consciente com a venda de diversos artigos, igualmente veganos - produtos de limpeza, higiene pessoal e cosméticos, ração para cães e gatos, incenso, artesanato, arranhadores e casinhas para felinos e muito mais;

Atividades exclusivas para crianças durante o dia todo!

Outro destaque do evento é o desfile de adoção de cães. Além disso, gatos, coelhos, galos e outros bichos acolhidos pela Associação Natureza em Forma também estarão na ONG à espera de uma nova família. Haverá, inclusive, adoção de animais especiais (com algum tipo de deficiência).

E como a festa é dos animais, quem quiser pode levar seu bicho de estimação! A programação para os pets inclui reiki e atendimento veterinário solidário com homeopatia.

Haverá ainda brechó, correio elegante, oficinas, feirinha orgânica, espaço para ONGs, bate-papo sobre direitos dos animais, chegada de passeio ciclístico e o lançamento do Calendário Vira-Lata 2017.

O Dia Mundial dos Animais promovido pela Associação Natureza em Forma é a contribuição brasileira ao movimento britânico World Animal Day (WAD), que tem como missão melhorar as condições de vida dos animais por meio da ação de ONGs em vários países.

Serviço
Festa do Dia Mundial dos Animais
Data: 9 de outubro (domingo)
Horário: 10h às 20h
Local: Rua General Jardim, entre os números 228 e 290 – República – São Paulo/SP
Entrada: grátis
Facebook: http://www.facebook.com/events/625782384253775/


Sobre a Associação Natureza em Forma

A Associação Natureza em Forma é uma ONG que atua diretamente com animais em situações de risco e sofrimento, cuidando, recuperando e fazendo sua recolocação. São diversas espécies que diariamente têm seus destinos transformados. Além do Centro de Adoção de animais resgatados, a ONG promove ações de castração, tem clínica veterinária com sala cirúrgica, faz identificação pelo RGA (Registro Geral Animal) e banho e tosa vegano. Para tanto, conta com o trabalho e apoio de voluntários e parceiros como Matilha Cultural, Celebridade Vira-Lata e Centro de Controle de Zoonoses de São Paulo (CCZ), além de participar em eventos ecológicos e culturais. O Centro de Adoção Associação Natureza em Forma é o único da América Latina onde tudo é revertido para a causa animal. www.naturezaemforma.org.br.


O que são agroflorestas e como um novo projeto ajudará a recuperar áreas degradadas da Amazônia

(Crédito:  Thaís Antunes)
19/09/2016

O programa Olhos da Floresta, da Coca-Cola Brasil, incentiva a agricultura familiar e a cadeia do guaraná no Amazonas, levando oportunidades de inclusão social, geração de renda e uso racional dos recursos naturais na região. Lançado em maio em parceria com a ONG Imaflora, o programa vai oferecer apoio técnico à agricultura familiar para a adoção dos chamados Sistemas Agroflorestais (SAFs) — modelo alternativo de produção que combina culturas agrícolas e espécies florestais em um mesmo espaço, recuperando o bioma de áreas degradadas. O guaraná do Amazonas também será certificado, com a adoção de registros, controles e ferramentas de rastreabilidade ao longo de toda a cadeia, do plantio até o produto final.

O que são agroflorestas

No modelo de produção, espécies arbóreas, culturas agrícolas e pequenos animais convivem em harmonia. O cultivo de plantas de diferentes características promove a recuperação natural da floresta. Plantações de milho e mandioca, por exemplo, se desenvolvem mais rapidamente que as árvores e na presença de muito sol. Assim, preparam o ambiente para outras espécies, como bananeiras, palmeiras e árvores que, além de produzirem frutas e castanhas, capturam os nutrientes mais profundos do solo através de suas raízes. É um ciclo que impacta diretamente a conservação do solo e de microbacias. Com o tempo, animais e microrganismos voltam a essas áreas, aumentando a diversidade de espécies. Para os agricultores, o programa aumenta a geração de renda ao diminuir a monodependência, associando culturas de curto e longo prazos e permitindo a permanência dos trabalhadores no campo.

"Uma cadeia produtiva forte do guaraná, que fortaleça a agricultura familiar promovendo a inclusão social com o uso sustentável dos recursos naturais, responde não apenas aos desafios relacionados à nossa cadeia de fornecedores, mas também é uma condição para o desenvolvimento do interior do estado do Amazonas”, diz Pedro Massa, diretor de Valor Compartilhado da Coca-Cola Brasil. “Não existe empresa sustentável se as comunidades não forem sustentáveis. Esse é um projeto de todos nós", completa. 

O programa Olhos da Floresta prevê ainda ações, em parceria com o Imaflora, de estímulo a formas de organização social, construção dos referenciais técnicos para agricultura familiar e guaraná em oficinas e workshops, práticas de manejo agroecológico e estímulo à preservação da biodiversidade, além da atuação para o desenvolvimento de uma cadeia de preço justo e transparente.

A lenda do guaraná da Amazônia

O fruto do guaraná lembra muito o desenho dos olhos humanos e sua origem é cercada de lendas. A principal é sobre um casal de índios da tribo amazônica Maués, que, após muitos anos juntos, ainda não tinham filhos. Um dia eles pediram a Tupã (manifestação divida em forma de trovão) para dar a eles uma criança. Tupã, sabendo que o casal era merecedor da alegria, atendeu o desejo do casal trazendo a eles um menino, que cresceu belo e generoso.

No entanto, Jurupari, o deus da escuridão, que sentia inveja do menino e da paz e felicidade que ele transmitia, decidiu ceifar a vida do pequeno. Um dia, o menino foi coletar frutos na floresta e Jurupari se aproveitou da ocasião para lançar sua vingança. Ele se transformou em uma serpente venenosa e mordeu o menino, matando-o instantaneamente.

A triste notícia se espalhou rapidamente. No mesmo instante, trovões ecoaram e fortes relâmpagos caíram pela aldeia. A mãe, que chorava em desespero, entendeu que os trovões eram uma mensagem de Tupã, dizendo que ela deveria plantar os olhos da criança e que deles uma nova planta cresceria dando saborosos frutos.

Os índios seguiram o pedido da mãe e plantaram os olhos do menino. No lugar, cresceu o guaraná, cujas sementes são negras, cada uma com um arilo em seu redor, muito semelhante aos olhos humanos.



Prorrogadas inscrições para o Tela Verde

Cena do documentário Peruaçu - Divulgação

24/04/2016

Espaços exibidores interessados em participar do circuito têm até 10 de maio para se inscrever. Neste ano, eles recebem 28 filmes.

As inscrições para os espaços interessados em exibir a 7ª Mostra Nacional de Produção Audiovisual Independente – Circuito Tela Verde (7º CTV) foram prorrogadas até 10 de maio. A mostra conta com 28 filmes sobre meio ambiente e tem a finalidade de promover debates socioambientais em todas as regiões do Brasil, motivados pelos filmes, além de ampliar a consciência sobre meio ambiente junto à população.

Podem ser espaços exibidores: instituições de ensino, organizações não governamentais (ONGs), cineclubes, empresas, coletivos educadores, pontos de cultura, bibliotecas, associações de bairro, cooperativas, núcleos da sociedade civil organizada e aldeias indígenas, entre outros. Para se inscrever, basta preencher este formulário.

Cada espaço selecionado receberá um kit composto por guia orientador da mostra, cartaz e adesivo para identificação do espaço, além, é claro, dos DVDs com os filmes. Terão prioridade instituições não-formais de ensino. O espaço exibidor tem autonomia para definir quais vídeos irá exibir e a instituição poderá realizar quantas mostras quiser com o kit do CTV.

Após a realização das mostras, os responsáveis pelo espaço deverão enviar uma avaliação ao Departamento de Educação Ambiental do MMA. Os relatos podem ser enriquecidos com fotos e vídeos.

OS FILMES

No final de fevereiro, o Departamento de Educação Ambiental do Ministério do Meio Ambiente (MMA) divulgou o resultado da seleção dos filmes que serão exibidos no 7 º Circuito Tela Verde. Neste ano, os vídeos também serão exibidos no programa Documentação da TV NBR.

Confira abaixo a lista dos vídeos que compõem a mostra.

• #Diretas Já? – de Liana Ébano e Lucas Barbosa
• 3ª Mostra de Curtas Ambiental – Nascentes - Weriton Azevedo Soroldoni
• 3ª Mostra de Curtas Ambiental - O Segredo - Weriton Azevedo Soroldoni
• 3ª Mostra de Vídeos Curtas Ambiental - D.O Alerta - Weriton Azevedo Soroldoni
• Amamos Butiá - Embrapa Clima Temperado, Universidade Federal de Pelotas, CEAMA e Flora Pelotensis
• Bailarina do Lagomar - Laboratório de Cinema Ambiental da UFRJ - Macaé
• Cerrado: berço das águas do Brasil - WWF Brasil
• De barriga cheia - Instituto Albatroz
• Documentário Peruaçu - Instituto Biotrópicos & Rupestre Imagens
• Educação para a redução de desastres associados a deslizamentos de terra - Marcos Barreto de Mendonça
• Enrolados - Instituto Albatroz
• Flash Mob, campanha Brasília Limpa Rodoviária - UnB TV / SLU / Núcleo de sustentabilidade – UnB / DEX
• Gruta do Salitre - Instituto Biotrópicos & Rupestre Imagens
• Lapinha para sempre - Guilherme Cunha Conrado, Lilian Stockler de Souza, Marli Resende, Tatiana Rodrigues de Jesus e Geraldo Tadeu Rezende Silveira
• Naturalmente Ambiental - Felipe Augusto Correia Monteiro
• O engenheiro da terra - Cauê Canabarro
• Paraíso Esgotado - Fernando Coelho, Filipe Barbosa e Kayo Pereira
• Parque Estadual do Sumidouro Agindo localmente... Memórias de colaboradores e moradores do entorno - Mirian Apoliana Lelis, Jucileide, Graciele Pereira Martins, Luísa Cunha Cota, Érica Aparecida de Oliveira e Rogério Tavares de Oliveira
• Prêmio Mandacaru. Projetos e Práticas Inovadoras em Acesso à Água e Convivência com o Semiárido - Instituto Brasileiro de Desenvolvimento e Sustentabilidade (IABS)
• Programa Animarte T2:E01 - Associação Cultural Animare
• PROGRAMA ANIMARE T2:E06 - Associação Cultural Animare
• Programa Cooperação Cisternas BRA 007-B - Instituto Brasileiro de Desenvolvimento e Sustentabilidade (IABS)
• Projeto de Diagnóstico da Cadeia Produtiva do Sururu na Lagoa Mundaú em Maceió (AL) -Instituto Brasileiro de Desenvolvimento e Sustentabilidade (IABS)
• Que se lixe o lixo! - Instituto SuperAÇÃO e Agente que Fez Animações
• Rodeio, de que lado você está? - Fórum Nacional de Proteção e Defesa Animal
• Terra do Meio -    Marcelo Salazar e Rafael Salazar
• Toriline: O espantalho marinho - Instituto Albatroz
• Você conhece o Cerrado? – WWF Brasil

Patricia Arquette fala de seu projeto para levar saneamento básico ao Haiti

Foto: Getty Images

10/04/2016

Tão implacável na filantropia quanto em seus papéis no cinema e na TV, Patricia Arquette é cofundadora da GiveLove, que desenvolve projetos de saneamento básico no Haiti.

Quando ganhou o Oscar de melhor atriz coadjuvante por sua atuação em Boyhood (2014), em fevereiro de 2015, Patricia Arquette fez um discurso de agradecimento que viralizou, especialmente por seu pedido por salários e direitos iguais para homens e mulheres nos Estados Unidos. A fala, no entanto, tocou também em outro tema importante e igualmente incomum para o palco da premiação: saneamento básico. Essa é a causa abraçada pela atriz.

Em 2010, após o terremoto que devastou o Haiti, Patricia fundou no país a ONG GiveLove, em parceria com a estilista e amiga de longa data Rosetta Getty, focada em projetos de saneamento local. A intenção é evitar a proliferação de doenças causadas por esgoto a céu aberto e água sem tratamento, como a cólera. "Elas matam mais crianças no mundo do que aids, malária e tuberculose juntas", diz.

Por que o saneamento básico? Não é necessariamente uma causa pela qual as pessoas se mobilizam por conscientização.

Realmente não é, e isso é frustrante. Mas há comunidades que não têm sequer acesso à água tratada e não podemos simplesmente ignorar isso. Saneamento básico é absolutamente crucial. Além de contrair cólera, muitas crianças do Haiti também pegam parasitas por causa do esgoto despejado na água que elas consomem. Isso contribui para uma má nutrição, já que dificulta a absorção dos nutrientes da pouca comida que comem.

Você viaja muito ao Haiti?

Eu fui para lá umas 14 vezes desde 2010. Mas, nesse momento, não é interessante para a organização que eu esteja sempre por perto. Isso atrairia uma atenção desnecessária, além de envolver um risco de segurança para a equipe que trabalha lá. Às vezes, quando você tem um ótimo time, quanto menos você ficar presente, melhor.

Ser mãe de dois filhos afeta a maneira como você vê a situação no Haiti?

Eu desejo para as crianças haitianas uma vida melhor, assim como desejo para os meus próprios filhos. Não damos valor suficiente ao fato de que sabemos que podemos ir ao banheiro e lavar as mãos sem que fiquemos doentes. E essa não é a realidade na maior parte do mundo. Sempre tento explicar à minha filha Harlow como vivem outras crianças. Ela tem muito orgulho de mim, mesmo que não diga. Um dia, quando estava organizando seu material escolar, encontrei um trabalho no qual ela escreveu: "Quando eu crescer, quero ajudar pessoas, assim como a minha mãe faz".

EM NÚMEROS:

- Custa 25 dólares construir um banheiro em uma casa haitiana.
- 86% da população urbana nos Estados Unidos tem tratamento de esgoto.
- 2% da população urbana do Haiti mora em locais com saneamento básico.
- 1 morte por cólera registrada nos EUA desde 2010.
- 8.813 mortes por cólera no Haiti desde 2010.

Como ajudar?

Acesse os links e conheça melhor o trabalho da ONG:


Facebook/GiveLoveOrg

CAMPANHA ARRECADA MATERIAL ESCOLAR USADO PARA RECICLAGEM E TRANSFORMA LUCRO EM DOAÇÕES

Fonte: Shutterstock

20/02/2016

Escolas e ONGs viram pontos de coleta de material escolar e ainda colaboraram com causas sociais

Início de ano letivo é a hora certa para organizar o armário e retirar todo material escolar antigo ou em mau estado. O projeto “Faxina nos Armários”, uma iniciativa da empresa Faber-Castel, tem o objetivo de coletar e reciclar materiais de escrita por todo o Brasil, além de promover a consciência ambiental nos estudantes do País.

A campanha foi lançada em 2013, com o intuito de intensificar o compromisso com o meio ambiente em épocas de aumento de consumo desse tipo de produto, que acontece no início das aulas escolares. Além disso, o projeto faz parte de um programa contínuo de coleta e reciclagem de materiais de escrita, tocado em parceria com a TerraCycle, especializada em objetos de difícil reciclagem.

Para participar da “Faxina nos Armários” os alunos, com mais de 13 anos, professores, pais e responsáveis devem inscrever sua escola, ONG ou equipe no site oficial do programa. Em seguida, é só mobilizar toda a família e os amigos para arrecadar a maior quantidade de material possível, que podem ser lápis, lapiseiras, canetas, canetinhas, borrachas, apontadores, marca textos, marcadores permanentes e marcadores para quadro branco, quebrados ou em desuso, independente da marca.

Os materiais recolhidos deverão ser armazenados em caixas e enviados por correio à TerraCycle, sem nenhum custo, até o dia 31 de maio de 2016. Para isso, basta imprimir etiquetas pré-pagas no site da instituição e colar nas caixas.

Para cada 12 gramas de resíduo enviados, o time de colaboradores receberá 2 pontos, que equivalem a R$ 0,02. O montante arrecado poderá ser revertido em doações para entidades sem fins lucrativos ou uma escola de escolha do grupo.

No ano passado, a iniciativa recolheu 107.673 itens em apenas três meses.


BRASIL DEIXA COP21 “PLENAMENTE SATISFEITO”

Ministra Izabella Teixeira e embaixador Luiz Alberto Figueiredo se 
emocionaram na hora do anúncio do acordo. Divulgação: RFI

12/12/2015

Depois de duas semanas de intensas negociações na 21a Conferência do Clima das Nações Unidas, em Paris, a delegação brasileira volta para casa “plenamente satisfeita”. O acordo assinado na COP21 atende às expectativas do país. Os ambientalistas também demonstram otimismo com as decisões tomadas na conferência.

A COP21 termina com um acordo com força de lei, que ressalta as diferenças de responsabilidade entre os países desenvolvidos e os em desenvolvimento. O texto visa que o aumento da temperatura do planeta até o final do século seja “bem abaixo de 2°C”, e destaca que o objetivo é perseguir uma elevação de 1,5°C, ao longo das próximas décadas.

O acordo ainda prevê mais financiamento das ações de redução de emissões e adaptação às mudanças climáticas a partir de 2020. Os países ricos se comprometem a fornecer no mínimo US$ 100 bilhões por ano para os mais pobres, rumo a uma economia mais sustentável. Um novo objetivo mais robusto deve ser determinado em até 10 anos.

“O acordo reflete todas as posições que o governo brasileiro defendeu”, resume a ministra brasileira do Meio Ambiente, Izabella Teixeira. O país teve um papel de protagonista nas negociações. “Foi muito trabalho, não foi trivial, mas acho que vamos, sim, para uma nova fase de clima. Vamos para uma fase de realmente fazer um enfrentamento das mudanças do clima, com todos os países a bordo.”

Entre os pontos do texto que convergem com a posição brasileira, a ministra cita a questão da temperatura, do financiamento, da diferenciação entre os países para os esforços de mitigação e adaptação, a transparência dos mecanismos de verificação das ações e a adoção de duas ferramentas que recompensam a redução do desmatamento e a preservação das florestas, o Redd+ e CDM+.

Acordo de Paris é histórico

Os 195 países que participaram da Conferência do Clima de Paris assinaram um acordo histórico para atenuar as mudanças climáticas. Pela primeira vez, tantos governos se comprometem a diminuir as emissões de gases de efeito estufa, que causam o aquecimento global. É a maior conquista ambiental desde o Protocolo de Kyoto, assinado em 1997.

O novo texto, que passará a valer em 2020, adota a revisão, a cada cinco anos, dos compromissos firmados hoje pelos países. O documento também reconhece as perdas e danos sofridas pelos países mais vulneráveis desde o início das mudanças climáticas, um dos pontos mais batalhados pelas nações insulares.

ONGs comemoram resultados da COP21

Os ambientalistas que acompanharam a COP21 não pouparam elogios aos resultados. “Concordo que é um texto histórico. Conseguiram montar um regime multilateral. Neste momento do mundo, não seria fácil em nenhum tema, e em mudanças climáticas é ainda mais”, disse Ana Toni, presidente do Instituto Clima e Sociedade. “As pessoas estão sorrindo, comemorando, estão com esperança. Em Copenhague, era uma tristeza atrás da outra, uma má notícia atrás da outra. E aqui é o oposto: não teve surpresas, desde o começo havia um bom texto, que foi se afinando.”

Pedro Telles, coordenador do projeto de Mudanças Climáticas do Greenpeace Brasil, acha que poderia haver mais ambição a longo prazo, mas destaca as qualidades do Acordo de Paris.

“Isso sinaliza para o final da era dos combustíveis fósseis. O texto que sai de Paris não é perfeito, mas tem elementos importantes. Ele reconhece, pela primeira vez, que a gente não pode ultrapassar 1,5°C de aquecimento global e que cada governo tem que elevar a ambição das suas ações regularmente”, sublinha. “A forma mais eficiente de chegarmos ao objetivo que o acordo traça é mover o planeta de uma vez rumo às energias renováveis e ao fim do desmatamento.”

Agora, cabe a cada país cumprir o que prometeu em Paris. O Brasil se comprometeu a reduzir 43% das emissões de gases de efeito estufa até 2030. Um dos caminhos, alertam os ambientalistas, é promover transportes mais limpos e desenvolver as energias renováveis, como a solar, para substituir a parte de carvão que ainda abastece centrais brasileiras. Quase 70% da matriz energética do país é hidráulica, uma das mais limpas.

 Fonte: RFI

Desenvolvimento sustentável: Como aliar meio ambiente e economia



30/06/2015

Cláudio Mendonça

O desenvolvimento da ciência e da tecnologia, no século 20, serviu tanto para promover a melhoria da qualidade da vida do ser humano, quanto para ampliar a sua capacidade de autodestruição. Entre as heranças nefastas do último século, encontram-se o desgaste sem precedentes dos recursos naturais, os efeitos lesivos da poluição do ar e das águas, a destruição das matas e da biodiversidade do planeta.

No início da década de 1960, os movimentos ecológicos já advertiam sobre as graves ameaças que estavam impostas à biosfera. As manifestações e discussões naquela década apontavam, também, para a insustentabilidade do modelo de desenvolvimento baseado no ideal de consumo e crescimento econômico acelerado. Assim, aos poucos, os temas ambientais foram sendo incorporados aos programas de governo das nações, aos partidos políticos e à agenda dos organismos internacionais.

Movimentos ambientalistas

As Organizações Não-Governamentais (ONGs) começaram a surgir a partir da década de 1960. O WWF ("World Wildlife Fund"), a primeira ONG ambientalista de espectro mundial, foi criada em 1961. Está voltada para a defesa de espécies ameaçadas de extinção, de áreas virgens e ao apoio a educação ambiental. Em 1971, o Greenpeace - criado para impedir um teste nuclear na costa do Alasca, nos Estados Unidos - passou a ser o movimento ambientalista de maior projeção internacional.

Desse modo, a discussão ambiental ganhou amplitude e adeptos em todo o mundo ao colocar em pauta a questão da própria sobrevivência humana e assinalar a necessidade de mudanças nos nossos valores sociais e culturais, bem como no modelo econômico das nações de um modo geral.

Conferência de Estocolomo

O primeiro grande debate mundial sobre os temas ambientais tem como referência a Conferência de Estocolmo, promovida pela ONU, na Suécia, em 1972 (1ª Conferência Internacional para o Meio Ambiente Humano). Até então, esse foi o maior evento de dimensão internacional dedicado exclusivamente à avaliação das relações sociedade e natureza. O dia 5 de junho, que marcou o início dos trabalhos da Conferência, foi oficializado pela ONU como o "Dia Mundial do Meio Ambiente".

Na década de 1970, o mundo vivia no auge da Guerra fria. Os países socialistas ligados à hoje extinta União Soviética não compareceram ao evento de Estocolmo. Esses países boicotaram a conferência, em solidariedade à Alemanha Oriental, cuja participação foi vetada pela ONU.

Sem a presença dos países socialistas, o principal embate do encontro de Estocolmo ocorreu entre os países desenvolvidos do hemisfério Norte e os países subdesenvolvidos do Sul. Enquanto os países do Norte, de modo geral, defendiam a necessidade de implementar políticas ambientais rigorosas, os países do Sul reclamavam o direito de perseguir o desenvolvimento econômico e investir na industrialização.

O mundo subdesenvolvido não demonstrou nenhum interesse em adotar mecanismos de proteção ambiental que bloqueassem as suas metas de crescimento econômico. Os representantes desses países argumentavam que o crescimento econômico era prioritário e necessário para modificar a condição social precária em que vivia boa parte dos povos do mundo.

Uma conclusão contraditória

Essas divergências levaram a resultados práticos pouco promissores. Para contemplar as diversas posições, a "Declaração de Estocolmo" estabeleceu uma carta de princípios em que os países desenvolvidos concordavam com a necessidade de transferir tecnologia e dar apoio financeiro aos países dispostos a adotarem medidas ambientais corretas. Contudo, em contradição com o próprio princípio e objetivo da conferência, considerava que a conquista do desenvolvimento econômico era uma meta tão prioritária quanto a preservação do meio ambiente.

Nesse sentido, a posição brasileira na Conferência de Estocolmo foi tristemente exemplar, ao declarar que o país abria as suas portas para a instalação das indústrias poluidoras que tanto incomodavam a população dos países do Norte. Deixava clara a idéia de que o Brasil preferia promover o crescimento econômico a qualquer custo a se dedicar a políticas ambientais.

Na verdade, o grande avanço de Estocolmo foi o de sensibilizar a sociedade mundial para os graves problemas ambientais que podiam e ainda podem colocar em risco a sobrevivência da humanidade. A criação do PNUMA - Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente - foi um de seus resultados concretos. O PNUMA passou a ser a agência da ONU responsável pela promoção de ações internacionais e nacionais relacionadas à proteção do meio ambiente.

Visões de meio ambiente

Pelo menos três concepções sobre a relação da sociedade humana com o meio ambiente, foram bem estabelecidas nessa primeira grande discussão internacional. Para começar, podemos citar o desenvolvimentismo, que defende o crescimento econômico a qualquer custo e não considera os danos ambientais nem a possibilidade de esgotamento dos recursos naturais. Essa concepção confunde crescimento econômico com desenvolvimento e estimula o consumo crescente de energia e de recursos naturais.

Em um lado totalmente oposto, encontra-se o preservacionismo, amparado na idéia de que -no atual estágio do desenvolvimento da produção - é necessária uma postura radical de preservação ambiental. Essa corrente teve origem nos Estados Unidos, na verdade, ainda no século 19. Ela foi responsável pela criação de importantes parques nacionais destinados à salvação da natureza original, como são os casos do Parque Nacional de Yellowstone (1872), do Sequoia Park (1890) e muitos outros. Em outras palavras, o preservacionismo defende a proteção integral de determinado ecossistema com o objetivo de garantir a sua intocabilidade.

Já o conservacionismo é um meio termo entre as duas correntes anteriores. Admite a exploração dos recursos naturais, de forma racional e eficiente. Conservar significa, portanto, utilizar a natureza, mas garantindo a sua sustentabilidade. Não significa guardar os recursos naturais e sim consumir adequadamente: atender às necessidades do presente, levando em consideração a necessidade do uso desses recursos no futuro. A visão conservacionista tem caracterizado a maioria dos movimentos ambientalistas e tornou-se consenso entre a maioria dos países, sendo o princípio que norteia a política de desenvolvimento sustentável.

Recursos renováveis e não-renováveis

Tanto preservacionistas quanto conservacionistas consideram que a questão ambiental não está restrita aos tipos de recursos utilizados - renováveis ou não-renováveis - e sim aos recursos naturais em geral. Recursos renováveis são aqueles que, uma vez utilizados, podem ser recuperados, como a vegetação, a água, o ar e o solo. Os recursos não-renováveis são aqueles que se esgotam, ou seja, que não podem ser repostos, como os minérios: o petróleo, o carvão, o ferro, o manganês, o alumínio e outros.

De fato, essa classificação encontra limitações, pois a exploração intensa de uma floresta, a utilização de extensas áreas para produção agropecuária ou a poluição de um rio pode levar à destruição irreversível de um ecossistema. É também o caso do ar, cuja qualidade tem sido comprometida com a emissão de gases que alteram a sua composição natural e tem provocado alterações climáticas em todo o planeta. Portanto, apesar de serem classificados como renováveis, alguns recursos não podem ser utilizados de forma inadequada sem uma atitude que vise a sua conservação em longo prazo.

Desenvolvimento sustentável

Em 1973, um ano após a Conferência de Estocolmo foi elaborado o conceito de ecodesenvolvimento, mencionado pela primeira vez por Maurice Strong, Secretário Geral da Estocolmo/72. O ecodesenvolvimento - cujos princípios básicos foram formulados posteriormente por Ignacy Sachs - valoriza as possibilidades de um desenvolvimento capaz de criar um bem estar social, a partir das particularidades e anseios das populações locais. É contra a padronização do modelo de desenvolvimento dos países ricos ocidentais, baseado na sociedade de consumo. Propõe também a necessidade de um modelo de desenvolvimento apoiado na preservação dos recursos naturais.

Em 1983 a ONU criou a Comissão Mundial sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento, presidida pela primeira-ministra norueguesa, Gro Harlem Brundtland. Essa comissão realizou uma ampla avaliação dos problemas ambientais relacionadas ao desenvolvimento econômico. Seu trabalho resultou na publicação de um extenso relatório intitulado "Nosso Futuro Comum", publicado em 1987 (Relatório Brundtland). Nele, ficou consolidado o conceito de desenvolvimento sustentável, apoiado em políticas conservacionistas capazes de promover o desenvolvimento, sem a dilapidação dos recursos do planeta. Enfim, um modelo de desenvolvimento que garanta a qualidade de vida hoje, mas que não destrua os recursos necessários às gerações futuras.

Algumas de suas recomendações propunham a redução do uso de matérias-primas e energia, uso de fontes de energia renováveis, limitação do crescimento populacional, combate à fome, preservação dos ecossistemas, industrialização ecologicamente equilibrada, satisfação de necessidades básicas para toda a humanidade, modificação dos valores e padrões da sociedade de consumo e a responsabilidade do Estado na implementação de políticas baseadas na justiça e eqüidade social. A sua viabilização depende da inclusão de políticas ambientais no processo de tomada de decisões econômicas.

O conceito de desenvolvimento sustentável, apoiado numa visão ética indiscutível, comprometida em preservar a natureza para as gerações futuras, tornou-se consensual em quase todo o mundo. No entanto, a sua viabilidade prática ainda precisa ser avaliada, pois é difícil definir até que ponto a exploração econômica é compatível com a manutenção de um ambiente saudável.

Sites para pesquisa




Fundo Amazônia assina primeiro contrato elaborado por indígenas

Contrato assinado entre o BNDES e os índios ashaninka tem valor de 
R$ 6,6 milhões (Divulgação/BNDES)

18/04/2015

O primeiro contrato elaborado por índios e apresentado ao Fundo Amazônia, sem intermediação de organizações não governamentais (ONGs) ou entidades do setor público, foi assinado entre o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e a Associação Ashaninka do Rio Amônia, situada no município de Marechal Thaumaturgo, no Acre, na fronteira com o Peru.

O contrato, assinado nessa quinta (16), tem valor de R$ 6,6 milhões e se refere ao projeto Alto Juruá, que beneficia não só o povo Ashaninka, mas também comunidades indígenas e não indígenas localizadas no entorno da Terra Indígena (TI) Kampa do Rio Amônia, envolvendo várias áreas protegidas.

Segundo informou hoje (17) a assessoria de imprensa do BNDES, o projeto objetiva promover o manejo e a produção agroflorestal nas comunidades, com o propósito de constituir alternativa econômica sustentável ao desmatamento, além de apoiar iniciativas de monitoramento e controle do território e de fortalecimento da organização local, na região do Alto Juruá, no Acre.

Serão atendidos pelo projeto os 720 habitantes da Terra Indígena Kampa do Rio Amônia, mais 600 pessoas da Terra Indígena do Rio Breu, além de 50 comunidades da Reserva Extrativista Alto Juruá. Serão capacitadas ainda seis comunidades Ashaninka do Peru. O projeto tem prazo de execução de 36 meses.

Nesta sexta-feira, representantes da Associação Ashaninka do Rio Amônia estiveram reunidos com técnicos do banco para tratar de detalhes do projeto. A operação foi aprovada em fevereiro passado e resultou de análise conjunta do projeto Alto Juruá pela equipe do BNDES, responsável pelo Fundo Amazônia, com representantes dos Ashaninka.

Segundo o BNDES, o projeto com os Ashaninka do Rio Amônia é a quinta iniciativa que o Fundo Amazônia apoia tendo como objetivo específico o fortalecimento de povos indígenas. Os cinco projetos somam R$ 75 milhões de apoio financeiro, em recursos não reembolsáveis. Mais oito projetos de comunidades indígenas atendidos pelo Fundo Amazônia totalizam R$ 14 milhões. Até 1º de abril deste ano, o número de projetos apoiados pelo Fundo Amazônia foram 72, no valor de R$ 1,086 bilhão, sendo que nem todos já tiveram os recursos liberados. O total desembolsado foi R$ 421,3 milhões.

Estabelecido pelo Decreto 6.527, de 1º de agosto de 2008, o Fundo Amazônia tem por finalidade captar doações para investimentos não reembolsáveis em ações de prevenção, monitoramento e combate ao desmatamento, de promoção da conservação e do uso sustentável das florestas no Bioma Amazônia. O fundo é gerido pelo BNDES, que aplica os recursos advindos das doações. De outubro de 2009 até o último dia 13 de março, as doações recebidas pelo Fundo Amazônia alcançavam cerca de R$ 2,060 bilhões.

Fonte: EBC


Rio-Haiti, uma conexão humana

Alegria. Crianças haitianas com soldado da ONU e monitor do Viva Rio (Divulgação)
16/12/2013

ONG carioca mantém 250 funcionários no país caribenho

RIO — Após uma década de atuações bem-sucedidas em áreas de risco da cidade, especialmente em favelas, a equipe do Viva Rio acabou ganhando visibilidade junto à Organização das Nações Unidas (ONU). De olho na experiência da ONG carioca em mediação de conflitos, a ONU decidiu convidá-la para executar, em 2004, um trabalho semelhante num outro território, não menos perigoso e abandonado: o Haiti, paupérrimo país do Caribe, onde a violência também explodia.

O convite ousado, conta Rubem César, chegou de surpresa, mas o Viva Rio não pensou duas vezes e decidiu encarar a nova empreitada, aproveitando o carinho que os haitianos já nutriam pelo povo brasileiro.
A tarefa de tentar reduzir os conflitos urbanos foi concentrada inicialmente na capital, Porto Príncipe. Equipes da ONG trabalhavam com jovens e crianças em atividades de educação, cultura e lazer.

Não bastasse o caos político no país, um terremoto, em 2010, arrasou cidades inteiras. Com isso, os funcionários do Viva Rio tiveram que ampliar suas atividade para outras áreas do Haiti.

Hoje, a ONG mantém um total de 250 funcionários no país caribenho. Monitores trabalham em programas de saúde (clínicas de urgência, além de unidades de combate ao cólera e de orientação sobre higiene pessoal e doenças sexualmente transmissíveis), educação, artes, esportes, capacitação profissional e geração de renda.

Uma das metas prioritárias é resgatar crianças e adolescentes envolvidos com o crime, as drogas e a prostituição.

Fonte: O Globo


500 mil cachorros e gatos vivem abandonados na Região Metropolitana de Porto Alegre

Foto: Divulgação  / ONG amigos do bem
06/10/2013

Na semana mundial dos animais, o SuperRepórter foi conhecer quem são as pessoas que dedicam o seu tempo para os cães

O SuperRepórter deste sábado (5) foi conhecer quem são as pessoas que dedicam o seu tempo para dar uma nova vida para os cães na Capital gaúcha. Cerca de 500 mil cachorros e gatos vivem abandonados na Região Metropolitana de Porto Alegre. Mesmo assim, não há motivos para desistir. Só na Capital gaúcha, existe mais de 30 ONGs e associações que ajudam os animais. Um exército de voluntários que busca apenas um lar para os cachorros em Porto Alegre. É o caso, do coordenador da Área de Medicina Veterinária da Secretaria dos Direitos dos Animais de Porto Alegre. O veterinário Marcelo Pascoa Pinto é responsável pela organização das feiras de adoção de cães na Capital gaúcha. "As feiras são realizadas todos os domingos no Brique da Redenção, no Calçadão de Ipanema e no bairro Tristeza, com o objetivo de encontrar novos lares para cães abandonados", explica o responsável.

Confira o vídeo e saiba como são organizadas pela SEDA as feiras de adoção de cães em Porto Alegre:


Em média, 20 cães são adotados a cada final de semana nestas feiras. Os animais que não ganham um novo lar voltam para os abrigos da Seda e das Ongs, até a realização do próximo evento. O advogado Felipe Souza Prates sente orgulho de ter mudado a vida de cinco cães, todos adotados na feira da Redenção. "Ter adotado os cinco cães realmente mudou a minha vida, temos que incentivar cada vez mais estas campanhas".

Fidelidade que contagia e gera solidariedade dos moradores. Afinal, quem nunca se impressionou com o companheirismo dos cães que vivem com os moradores de rua. O SuperRepórter esteve nas ruas da Capital e acompanhou um morador de rua que divide sua vida e sua comida com o seu melhor amigo. O morador de rua Paulo Costa mora com quatro cães na Avenida Ipiranga e recebe ajuda dos vizinhos para alimenta-los. "Eu alimento meus cães, nem que eu tenha que passar fome, mas aqui os vizinhos são muito bons, eles me dão até ração".

Protetores que não desistem enquanto não acharem um novo lar e uma nova família para o melhor amigo. É o caso da voluntária Aline Duarte, que faz parte do Grupo Amigos do Bem - Tapes e que usa a sua residência como casa de passagem para os cães.

Confira aqui o vídeo da cadela Vicky e seus filhotes que em breve estarão disponíveis para a adoção:

Quer adotar ou ajudar um cachorro ou gato? Então confira as dicas e ações da Secretaria dos Direitos dos Animais de Porto Alegre:

Como eu adoto um animal?

A Área de Medicina Veterinária da SEDA possui diversos animais aguardando adoção. Além de filhotes, há adultos, idosos e também os animais especiais. O interessado poderá enviar e-mail para megui.trois@seda.prefpoa.com.br informando o perfil desejado, ou, ligando para o 156 informando seu interesse. Mediante a cadastro, ONGs e protetoras de animais contam com espaço no Brique da Redenção, no Calçadão de Ipanema e no bairro Tristeza para realização de feiras, com objetivo de encontrar novos lares para cães e gatos abandonados.

BICHO AMIGO: prevê ações como o controle reprodutivo de animais e educação para guarda responsável e em saúde ambiental. A operacionalização conta com o auxílio de duas unidades móveis. Coordenada por uma por uma equipe multidisciplinar, em parceria com Faculdade de Veterinária da UFRGS, a Unidade Móvel é adaptada com bloco cirúrgico e funciona como clínica itinerante para esterilizações de cães e gatos. A Unidade Móvel II é utilizada para transporte e logística de cães e gatos de famílias em situação de vulnerabilidade social. O veículo tem capacidade para transportar 50 animais para esterilização em clínica veterinária.

EDUCAÇÃO AMBIENTAL: o trabalho vem sendo desenvolvido através de um fórum anual de Debates sobre Políticas Públicas para Animais e da realização de curso e atividades de Educação Humanitária nas escolas da rede municipal.

COMBATE AOS MAUS TRATOS: uma equipe da SEDA, em conjunto com o Batalhão Ambiental da Brigada Militar, realiza semanalmente uma blitze para averiguar os processos encaminhados pelo Ministério Público do Rio Grande do Sul.

PROJETO ADOTE UM CAVALO: por meio de Termo de Compromisso firmado entre EPTC e Ministério Público do Rio Grande do Sul, os cavalos resgatados, vítimas de maus tratos ou abandono, após tratamento e identificação com microchip, podem ser adotados por entidades juridicamente reconhecidas.

PROJETO RESSOCIALIZA: um acordo firmado entre o Ministério Público do Rio Grande do Sul e a Prefeitura de Porto Alegre prevê a ressocialização de cães alojados na Área de Medicina Veterinária da SEDA. A partir de adestramento, os cães estarão aptos para encaminhamento para adoção especial. O projeto-piloto com um cão Pit Bullteve, teve início em 25 de fevereiro de 2011 e foi concluído em 30 de julho, com a adoção do animal.

CAMPANHA DE GUARDA RESPONSÁVEL: em parceria com órgãos públicos, são desenvolvidas campanhas educativas com a divulgação de cartazes em linhas de ônibus e lotações. Também é distribuído material informativo sobre ações em defesa dos animais.

FEIRAS DE ADOÇÃO: mediante cadastro, ONGs e protetoras de animais contam com espaço no Brique da Redenção, no Calçadão de Ipanema e no bairro Tristeza para realização de feiras, com objetivo de encontrar novos lares para cães e gatos abandonados.

PADRINHOS DE FIM DE SEMANA: o objetivo é incentivar a adoção e a posse responsável de animais em condições de vulnerabilidade. Quem quiser ajudar um dos animais abrigados na Área de Medicina Veterinária (AMV), deve procurar a equipe da SEDA e escolher um deles para ficar de sexta a segunda-feira com uma família provisória. Todos os mascotes sob os cuidados da Secretaria estão vacinados, castrados, microchipados e serão entregues aos seus padrinhos em perfeitas condições de higiene.


Governo lança plano para estimular produção sustentável


Izabella Teixeira: "um dos objetivos do plano é o uso de bens e serviços que atendam às necessidades básicas, proporcionando uma melhor qualidade de vida" (Antônio Cruz/ABr)


24/11/2011

A execução do programa inclui a assinatura de pactos setoriais com empresas e entidades de classe, além de campanhas educativas para mobilizar os consumidores

Brasília – O governo vai ampliar a integração das políticas ambientais e de desenvolvimento do país. A decisão foi anunciada hoje (23) pela ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, que lançou o Plano de Ação para Produção e Consumo Sustentáveis (PPCS). A ideia, segundo ela, é estimular a participação dos cidadãos em todas as ações que visam ao desenvolvimento sustentável e à defesa do meio ambiente.

A ministra acrescentou que o plano vai contar com a participação de vários setores do governo, empresários, organizações não governamentais (ONGs) e cidadãos. O objetivo é incentivar a produção mais eficiente e o consumo responsável.

Um dos objetivos do plano é o uso de bens e serviços que atendam às necessidades básicas, proporcionando uma melhor qualidade de vida, enquanto minimizam os danos ao meio ambiente”, disse Izabella Teixeira, informando que o plano reúne vários programas já em andamento.

A execução do programa inclui a assinatura de pactos setoriais com empresas e entidades de classe, além de campanhas educativas para mobilizar os consumidores. As prioridades são o consumo sustentável no setor varejista e o fortalecimento do sistema de compras públicas sustentáveis, para estimular o mercado a produzir bens e serviços com base em critérios ambientais.

O plano estabelece metas quantitativas e qualitativas, de acordo com o definido por todos os os parceiros, além de diversas ações de governo que foram incorporadas às metas para o período de 2012 a 2015. A proposta servirá de base para as ações do governo, do setor produtivo e da sociedade que direcionam o Brasil para padrões mais sustentáveis de produção de consumo, segundo a ministra.

Na cerimônia de lançamento do plano, Izabella Teixeira assinou uma carta de intenções com representantes de empresas que fabricam eletrodomésticos e produtos de higiene e limpeza. As empresas se dispuseram a substituir o uso de gases nocivos ao meio ambiente por gases que não agridam a camada de ozônio e reduzam o potencial de aquecimento global.

A ministra acrescentou ainda que há uma previsão de mais adesões ao compromisso de cooperar com a redução da emissão de gases tóxicos e de lixo de difícil decomposição. A Associação Brasileira de Embalagem aderiu a esse compromisso hoje. A entidade indicou que pretende reduzir, no mínimo, à metade a fabricação e o uso de sacolas plásticas até 2015.

Font: Exame
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