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Natureza em Forma celebra o Dia Mundial dos Animais



04/10/2016

Festa ao ar livre no centro de São Paulo terá comida vegana, música, bazar, atendimento veterinário e adoção de animais. Pets são bem vindos!

Em 4 de outubro é comemorado o Dia Mundial dos Animais, e a Associação Natureza em Forma prepara uma grande festa para celebrar a data. O evento será realizado dia 9 de outubro (domingo), das 10h às 20h, na rua da própria ONG, onde haverá diversas atividades gratuitas.

Apresentações musicais, números de dança e performances são algumas das atrações do palco, começando às 10 da manhã com aula de yoga;

Na praça de alimentação, 100% vegana, tendas e food truck vão servir feijoada, hot-dog, kibe, coxinha, hambúrguer, espetinhos, jaca louca, doces, sorvetes e outras delícias livres de qualquer ingrediente de origem animal;

Expositores também vão promover o consumo consciente com a venda de diversos artigos, igualmente veganos - produtos de limpeza, higiene pessoal e cosméticos, ração para cães e gatos, incenso, artesanato, arranhadores e casinhas para felinos e muito mais;

Atividades exclusivas para crianças durante o dia todo!

Outro destaque do evento é o desfile de adoção de cães. Além disso, gatos, coelhos, galos e outros bichos acolhidos pela Associação Natureza em Forma também estarão na ONG à espera de uma nova família. Haverá, inclusive, adoção de animais especiais (com algum tipo de deficiência).

E como a festa é dos animais, quem quiser pode levar seu bicho de estimação! A programação para os pets inclui reiki e atendimento veterinário solidário com homeopatia.

Haverá ainda brechó, correio elegante, oficinas, feirinha orgânica, espaço para ONGs, bate-papo sobre direitos dos animais, chegada de passeio ciclístico e o lançamento do Calendário Vira-Lata 2017.

O Dia Mundial dos Animais promovido pela Associação Natureza em Forma é a contribuição brasileira ao movimento britânico World Animal Day (WAD), que tem como missão melhorar as condições de vida dos animais por meio da ação de ONGs em vários países.

Serviço
Festa do Dia Mundial dos Animais
Data: 9 de outubro (domingo)
Horário: 10h às 20h
Local: Rua General Jardim, entre os números 228 e 290 – República – São Paulo/SP
Entrada: grátis
Facebook: http://www.facebook.com/events/625782384253775/


Sobre a Associação Natureza em Forma

A Associação Natureza em Forma é uma ONG que atua diretamente com animais em situações de risco e sofrimento, cuidando, recuperando e fazendo sua recolocação. São diversas espécies que diariamente têm seus destinos transformados. Além do Centro de Adoção de animais resgatados, a ONG promove ações de castração, tem clínica veterinária com sala cirúrgica, faz identificação pelo RGA (Registro Geral Animal) e banho e tosa vegano. Para tanto, conta com o trabalho e apoio de voluntários e parceiros como Matilha Cultural, Celebridade Vira-Lata e Centro de Controle de Zoonoses de São Paulo (CCZ), além de participar em eventos ecológicos e culturais. O Centro de Adoção Associação Natureza em Forma é o único da América Latina onde tudo é revertido para a causa animal. www.naturezaemforma.org.br.


No Dia da Água, um sinal de alerta

Borges critica a importação de tecnologia disponível pela UFRJ
Foto:  Alexandre Brum / Agência O Dia

22/03/2015

No Dia da Água, um sinal de alerta
Especialistas apontam necessidade de adotar medidas para evitar desabastecimento no futuro

Diante da maior estiagem dos últimos 84 anos e em meio à maior crise de abastecimento da história, o Rio celebra o Dia Mundial da Água torcendo por momentos melhores. A pouco mais de 500 dias da abertura dos Jogos Olímpicos, especialistas explicam como o estado, conhecido pela abundância de água, chegou ao nível de alerta em relação ao desabastecimento, indicam alternativas de reaproveitamento hídrico e apontam medidas para atenuar impactos futuros.

“A situação vivida no Rio é diferente da de São Paulo, já que extraímos água do manancial do Paraíba do Sul, enquanto o estado vizinho aposta nos reservatórios, que permanecem baixos”, afirma o diretor de produção da Cedae, Edes Fernandes. De fato, não basta apelar para que São Pedro envie chuvas torrenciais. No Rio — estado que foge à regra nacional, onde mais de 60% do consumo é doméstico —, o uso responsável por cidadãos e indústrias é fundamental. 

Embora ainda não existam incentivos fiscais a empresas que utilizem água de reúso, é crescente a consciência corporativa. “A água tratada em estações de esgoto não é potável, mas deve ser utilizada na construção civil e indústrias, deixando o estado potável apenas para o consumo humano”, ressalta Edes, que cita o uso e larga escala no Simperj e na Reduc. 

Conter a poluição das lagoas da Barra da Tijuca e de Jacarepaguá é um dos desafios apontados
Foto:  Alexandre Vieira / Agência O Dia

Já o coordenador do curso de Engenharia Ambiental da USP, Alex Souza Silva, ressalta o número de residências sem saneamento básico, o que acentua o assoreamento de rios e polui alguns dos palcos das competições da Olimpíada de 2016: “O despejo de matéria orgânica nas águas decorre dos processos de ocupação desordenada e favelização.” 

Apesar da garantia de expansão do serviço, o panorama da Cedae para a Baía de Guanabara não é dos melhores, já que ecobarreiras e ecobarcos devem proteger os atletas de detritos maiores. Disputado pelos estados do Sudeste, o potencial do Sistema Hidráulico do Paraíba do Sul passa por uma fase de otimização.

Segundo a Secretaria Estadual de Meio Ambiente, manobras feitas já garantiram o armazenamento de mais de 700 milhões de metros cúbicos de água desde maio de 2014, o que resguardaria o estado em futuros períodos de seca. A Cedae aposta na construção da estação Novo Guandu, que deve ser finalizada em até quatro anos. Com a elevatória, a produção de água tratada aumentaria em dez mil litros por segundo.

Reúso e dessalinação são saídas 

Tecnologia desenvolvida pela Coppe, centro de pesquisa em engenharia da UFRJ, pode ser a solução contra a pior crise hídrica enfrentada pelo estado. O sistema utiliza membranas, que funcionam como um superfiltro, para purificar águas poluídas e retirar sais da água do mar. O modelo que já é usado nos países do Oriente Médio poderá baixar em até 70% a conta da água. Hoje se gasta, em média, R$ 30 por metro cúbico de água, com o reúso, o valor cai para R$ 8 pelo mesmo volume. Estados Unidos e China já adotam o sistema.

No Rio, a tecnologia da Coppe já despertou a atenção de indústrias para utilização nos sistemas de refrigeração. Responsável pelo Laboratório de Processos de Separação com Membranas do Programa de Engenharia Química, o professor Cristiano Borges espera que o governo do estado se interesse em usar o sistema disponível pela Coppe para atender à população fluminense, em vez de importar tecnologia de outros países. “Só há duas soluções para a escassez da água: o reúso que esbarra no preconceito e a dessalinização da água do mar”, diz Borges.

Há 50 anos, a Estação do Guandu 

Hugo de Mattos, coordenador das obras de criação da Estação de Tratamento do Guandu, há 50 anos, lembra da árdua tarefa que foi fazer com que o abastecimento chegasse a todas as regiões. “Na Zona Sul, o abastecimento não era pleno. Nas zonas Norte e Oeste, moradores ficavam semanas sem água. “A saída foi fazer um túnel subterrâneo de grandes dimensões que ligava Nova Iguaçu até o Jardim Botânico. De lá, outro subtrecho cortava a Zona Norte com água do Rio Paraíba do Sul”, recorda. 

Para ele, as atenções devem ser voltadas para bairros em pontas de linha, como Barra da Tijuca e Recreio. No entanto, ele descarta o tratamento da água de pequenos rios da região. “Seria caro e não daria vazão. A solução passa por expandir o sistema já existente”, conclui.

Hugo de Mattos coordenou a implantação da Estação do Guandu
Foto:  Fernando Souza / Agência O Dia

O desenvolvimento de novas formas de captação de energia em larga escala também devem ser postas em discussão, afirma Alex Souza e Silva. “Não podemos desconsiderar um momento de escassez máxima, em que o consumo e a energia ficariam prejudicados pela falta d’água”, ressalta. Para a conscientização do uso responsável da água, a Cedae recebe por ano mais de 14 mil crianças na estação de Tratamento do Rio Guandu, onde elas acompanham todas as etapas do processo de tratamento e aprendem a importância de preservar a água.

Reportagem: Natália Figueiredo 
Colaborou: Maria Luisa Barros

Fonte: O Dia


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