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INPA FAZ CAMPANHA PARA COLETAR ÓLEO DE COZINHA USADO PARA SER TRANSFORMADO EM SABÃO

Foto: Genoveva Azevedo/Inpa

21/05/2018

O material arrecadado será enviado ao Instituto Água, Floresta e Vida que dará prosseguimento no processo de reciclagem do óleo

Você sabia que o óleo de cozinha pode ser transformado em sabão? Este é o objetivo da campanha lançada pelo Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa/MCTIC), por meio do Laboratório de Psicologia e Educação Ambiental (Lapsea), de coletar o óleo de cozinha usado e transformá-lo em sabão e derivados para posteriormente ser utilizado.

O óleo residual de frituras é um grande vilão para o ambiente. Quando jogado no ralo da pia, nos vasos sanitários ou descartado no lixo comum contamina o meio ambiente. O despejo inadequado contribui para a poluição das águas, do solo e até mesmo da atmosfera. Neste sentido, o Inpa ajudará na coleta dos resíduos e encaminhamento para reciclagem.

“A coleta de óleo é ao mesmo tempo uma ação de responsabilidade ambiental e um lembrete para que se restrinja cada vez mais o uso de frituras na alimentação”, explica uma das coordenadoras da campanha, a tecnologista Genoveva Azevedo.

Essa prática não traz somente prejuízos ambientais, mas também econômicos, além de contribuir com a proliferação de doenças. O óleo usado fica incrustado nos canos e vai atraindo pragas que podem causar várias doenças, além de obstruir a passagem das águas pluviais. Para reverter há grandes gastos tanto de manutenção da rede de esgoto, como no tratamento para que a água possa ser despejada de forma correta nos mananciais.
  
“Menos frituras, menos poluição, mais saúde”, lembra Azevedo, ao conclamar a população para que seja um agente propagador de boas práticas. “Aja e estimule condutas pró-ambientais de cuidado e corresponsabilidade na proteção de nossos recursos hídricos. Informe seus familiares, amigos, vizinhos. Divulguem em condomínios, restaurantes, lanchonetes e escolas”, diz a tecnologista.

Para quem quiser doar, pode levar o óleo em um recipiente até a portaria do Bosque da Ciência do Inpa, situado na rua Bem-te-vi, s/nº - Petrópolis (próximo da avenida André Araújo,e bola do Coroado). O material arrecadado será enviado ao Instituto Água, Floresta e Vida, uma organização privada sem fins lucrativos que exerce atividades de projeto socioambiental educacional em Manaus, parceira na campanha.

Mais informações podem ser obtidas no Lapsea ou pelos telefones 3643-3361 (Genoveva), 3643-3145 (Adriana), 3643-3290 (Fernanda) no horário comercial.

Como fazer para coletar o óleo usado:

1. Espere o óleo esfriar.

2. Armazene em uma garrafa Pet.

3. Leve ao local de coleta, que é a Portaria do Bosque da Ciência do Inpa, em Manaus.

Reprodução

Inpa abre inscrição para Programa de Iniciação Científica

23/02/2015

As inscrições iniciam-se hoje 23 de fevereiro e prosseguem até o dia 08 de abril de 2015 e destinam-se a estudantes de graduação de Instituições de Ensino Superior, públicas e privadas, conveniadas com o INPA.

Da redação da Ascom

O Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (INPA/MCTI), por meio da Coordenação de Capacitação (COCP/INPA), abre nesta segunda-feira (23), seleção para o Programa de Iniciação Científica do INPA, financiado pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (FAPEAM). Confira o edital na íntegra aqui.

O Programa de Iniciação Científica do INPA é voltado a estudantes de graduação e tem por objetivo proporcionar uma aprendizagem científica e estimular o desenvolvimento do pensar crítico e da criatividade, decorrentes confronto direto com problemas de pesquisa, complementando sua formação acadêmica.

Procedimentos para inscrição

O candidato, que atenda aos requisitos do edital em chamada, deverá entrar em contato um orientador (pesquisador do INPA), o qual encaminhará à Divisão de Apoio Técnico (DAT/COCP/INPA) um Plano de Trabalho, juntamente com toda a documentação exigida no edital, observando os prazos estabelecidos.

Poderão participar acadêmicos de Instituições de Ensino Superior conveniadas com o INPA, regularmente matriculados a partir do 2° período, no momento da inscrição. Estudantes que estejam cursando o último período não poderão participar desta seleção.

As propostas de Plano de Trabalho e documentação completa deverão ser entregues em via impressa, presencialmente, no INPA (Campus I) - Divisão de Apoio Técnico (DAT), alojamento 2, situado na Av. André Araújo, 2936, Petrópolis, no horário de 8h às 12h e 14h às 17h30, no período de 23 de fevereiro a 08 de abril de 2015.

Os Programas abrangem as áreas e subáreas de conhecimento: Ciências Exatas, da Terra e Engenharias (Exatas e Engenharias, Clima e Ambiente, Química de Produtos Naturais); Ciências Biológicas (Botânica, Saúde, Ecologia, Genética, Zoologia I e II); Ciências Agrárias (Agronomia e Recursos Florestais); Ciências Humanas e Sociais Aplicadas (Educação Ambiental, Ciências Humanas e Sociais) e Multidisciplinar.

Após a inscrição, candidatos e orientadores devem aguardar a divulgação do resultado da seleção no site do INPA e murais na DAT/INPA.

Mais informações podem ser obtidas presencialmente na DAT/INPA, pelos telefones: (92) 3643-3147ou (92) 3643-3149 ou por e-mail: pibic.inpa@inpa.gov.br

Fonte: INPA

Organizações lançam campanha pela conservação dos botos

O boto-vermelho (Inia geoffrensis) é comumente usado omo isca na pesca d
a piracatinga, no Brasil comercializada como “douradinha” - Foto: Divulgação

23/07/2014

Cerca de 2.500 botos são mortos por ano na Amazônia. 
Pesquisadores alertam para risco de extinção do animal.

A Campanha Alerta Vermelho, lançada oficialmente neste domingo (20), pretende arrecadar fundos em prol da preservação dos botos na Amazônia. A intenção da iniciativa é combater as atividades ilegais de caça e pesca, por meio do engajamento e participação ativa das pessoas, dentro e fora da região Amazônica.

O boto-vermelho (Inia geoffrensis) é utilizado como isca na pesca da piracatinga, que no Brasil é comercializado com o nome fantasia de “douradinha”. Estima-se que cerca de 2.500 botos são mortos todo ano, em determinadas regiões da Amazônia.

“A matança de botos para uso como isca na pesca da piracatinga chegou a limites insustentáveis. O boto-vermelho é um patrimônio Amazônico. Para aumentar o conhecimento das espécies envolvidas, apoiar as ações de fiscalização e promover a conservação desses magníficos animais, o engajamento e a participação da sociedade como um todo é imprescindível. O Alerta Vermelho convoca todos os seguimentos da sociedade para não permitir que o boto se torne apenas uma lenda”, declarou a chefe do Laboratório de Mamíferos Aquáticos do Inpa/MCTI, Dra. Vera da Silva.

Pesquisadores apontam que se o volume da piracatinga no mercado brasileiro continuar aumentando, e o boto ser a principal isca, esse golfinho poderá desaparecer em um futuro bem próximo.

A campanha Alerta Vermelho é uma parceria entre as organizações Associação Amigos do Peixe-boi (Ampa) e Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa/MCTI) e também propõem apoio a projetos de turismo sustentável com os botos e alternativas de fomentar a pesquisa.

Neste último domingo, o programa Fantástico da Rede Globo veiculou reportagem de mais de 10 minutos sobre a matança dos animais na região.

Medida oficial

Nesta segunda (21), medida publicada Diário Oficial da União pelo Ministérios da Pesca e Aquicultura e do Meio Ambiente proíbe a pesca da piracatinga em todo o território nacional por cinco anos. O objetivo é reduzir a matança de botos e jacarés, usados como isca para atrair cardumes de piracatinga.

A moratória, que começa a valer a partir de janeiro de 2015, abrange a pesca, a retenção a bordo, o transbordo, o desembarque, o armazenamento, o transporte, o beneficiamento e a comercialização da piracatinga (Calophysus macropterus). Por outro lado, a pesca de até 5 kg do peixe para fins únicos de alimentação do pescador e sua família ainda será permitida. 

Segundo o texto, os ministérios ficarão responsáveis por realizar estudos e avaliações, com objetivo de identificar técnicas e métodos ou alternativas produtivas ambiental, econômico e socialmente viáveis e sustentáveis para o exercício e controle da atividade pesqueira da espécie.

Saiba mais

O boto-vermelho  é o maior dos golfinhos de água doce do mundo. Os machos podem atingir até 2,5 m de comprimento e pesar 180 kg. As fêmeas atingem mais de 2,10 m e 100 kg de peso. Os filhotes nascem cinza, e tornam-se rosados com a idade. Machos adultos são mais rosados do que as fêmeas devido ao maior porte e pela intensa abrasão na pele causada por brigas intraespecificas. As nadadeiras peitorais são grandes e largas, e a nadadeira dorsal é longa e baixa.

Segundo informações da Ampa, a espécie é encontrada em todos os tipos de rios (água preta, branca e clara), nas bacias dos rios Amazonas, Orinoco e Beni/Mamoré. Alimenta-se principalmente de peixes e são geralmente solitários.

Além a importante ameaçada por ser utilizado com isca na pesca da piracatinga, a principal causa de mortalidade é a captura acidental nas redes de pesca. Mortes intencionais por pescadores acontecem eventualmente devido ao comportamento da espécie em retirar peixes das redes, causando estragos aos petrechos de pesca.

A destruição e alteração do ambiente pelo aumento das populações humanas, a contaminação dos rios por agrotóxicos e o uso de mercúrio nos garimpos para extração do ouro, também ameaçam este golfinho.


Pesquisador do Inpa receberá 9º Prêmio Behler de Conservação de Tartarugas nos EUA

Foto: Acervo do pesquisador Richard Vogt

11/07/2014

O prêmio é concedido anualmente para homenagear estudiosos no campo da tartaruga de água doce pelos trabalhos relevantes de conservação dessas espécies

O pesquisador e estudioso em quelônios Richard Carl Vogt, do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa/MCTI), receberá no próximo dia 7 de agosto o 9º Prêmio Behler de Conservação de Tartarugas, a ser entregue em Orlando, estado norte-americano da Flórida. A premiação é resultado do trabalho de pesquisas e conservação de tartarugas de água doce desenvolvido por Vogt, nos últimos 45 anos, nos Estados Unidos (EUA), México e Brasil.

O prêmio é concedido anualmente para homenagear estudiosos da tartaruga de água doce e reconhecer os trabalhos relevantes de conservação feitos com as espécies. A indicação é feita em conjunto com Aliança de Sobrevivência das Tartarugas, da União Internacional para a Conservação da Natureza/Grupo de Especialistas em Jabutis e Tartarugas de Água Doce, da Turtle Conservancy e do Fundo de Conservação da Tartaruga. 

John L. Behler (1946-2006) foi um naturalista norte-americano, herpetólogo (estudioso de répteis e anfíbios), autor e ativista conhecido por seu trabalho na conservação de espécies ameaçadas de tartarugas, cobras e outros répteis. Atuou de 1976 a 2006 como curador de répteis e anfíbios, do Zoológico do Bronx, em Nova York (EUA). Foi membro-fundador da Aliança de Sobrevivência das Tartarugas, que hoje financia o Prêmio Behler. Por isto, o trabalho de conservação de tartarugas aquáticas e terrestres leva o nome dele.

Pesquisas 

Entre as pesquisas relevantes desenvolvidas por Richard Vogt, doutor em Zoologia pela Universidade de Wisconsin (Madison, Estados Unidos), está a descoberta em 1979, juntamente com James J. Bull, pesquisador e professor da Universidade do Texas, em Austin (EUA), de que a determinação do sexo das tartarugas se dá pelo tempo de incubação dos ovos de acordo com a temperatura. Os pesquisadores comprovaram que a incubação no sol a uma temperatura acima de 33 graus nasce fêmea e em menos de 30 graus (à sombra) nasce macho.

Em 2012, Vogt e a então doutoranda do Inpa, Camila Ferrara, foram os primeiros pesquisadores a comprovar que há comunicação acústica entre as tartarugas-da-amazônia (Podocnemis expansa) e que os sinais sonoros começam a ser utilizados pelo grupo ainda dentro do ovo. Além disso, eles também comprovaram, em 2014, que as tartarugas mantêm um comportamento de cuidado parental entre mães e filhotes, que migram juntos por mais de 75 quilômetros pelos rios. 

Ameaça

Das 16 espécies existentes na Amazônia brasileira, o pesquisador Vogt destaca que a tartaruga-da-amazônia é a mais ameaçada por conta do consumo da carne e pelo grande interesse econômico. Segundo o pesquisador, apesar da existência de inúmeros projetos em conservação, a fiscalização por parte dos órgãos fiscalizadores e a implantação de criadouros legalizados (criação em cativeiro), a ameaça continua contra essa espécie.

“Tem gente que pensa que tartaruga é para servir de comida para o homem, mas, na verdade, o lugar das tartarugas é na natureza para servir de proteína, em forma de ovos e filhotes, para outros animais (lontras, ariranhas, jacarés, pássaros e muitos peixes) que precisam dessa fonte de alimento para sobreviver”, defende o pesquisador.

Para Vogt, uma das maneiras de equilibrar o problema, em se falando de economia, são as fazendas legalizadas de tartarugas que criam essas espécies em cativeiro para desestimular o comércio ilegal nos grandes centros urbanos, por meio da oferta autorizada de quelônios. Em rápida procura pelos restaurantes de Manaus, o prato a la carte de sarapatel de tartaruga com os acompanhamentos para duas pessoas pode custar até R$ 120 aproximadamente. 

“Existem boas fazendas em Manaus e Rio Branco (Acre), e esse sistema é a melhor forma de criar e vender essas espécies adultas legalmente para o consumo”, diz o pesquisador. “O problema é que às vezes o homem quer levar tudo da natureza para vender na cidade. Ao invés de adquirir no mercado negro, é melhor comprar nessas fazendas, pois no mercado no ilegal, os quelônios muitas vezes são roubados de reservas, levando as fêmeas adultas, que são matrizes reprodutoras e que vivem cerca de 60 a 80 anos. E isso causa enorme prejuízo à natureza e danos a essa população”, complementa.

Vogt conta que, em 1890, Tefé (AM) possuía a maior população de tartarugas do Brasil e, hoje, essa população, no rio Solimões, “praticamente acabou”. “Na Reserva de Mamirauá, que fica no município de Tefé, por exemplo, existem somente 25 fêmeas desovando”, afirmou.

Proteção

O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) mantém o Projeto Tartarugas da Amazônia para proteger os tabuleiros de desova (praias utilizadas pelas tartarugas para desova) a fim de manter a população de tartarugas. Segundo Richard Vogt, este é o maior programa do mundo de conservação de tartarugas da água doce. 

“Nenhum outro país chega a 5% do que o Brasil está investindo em dinheiro e recursos humanos na proteção dessas espécies. O Brasil é o único país que sabe o valor dessas espécies e está ajudando na conservação dessas populações. Sem o trabalho do ICMBio e do Ibama, as tartarugas da Amazônia sumiriam do mapa, mas agora são listadas internacionalmente como em perigo de extinção”, afirma Vogt.

O Projeto Tartarugas da Amazônia atua em parceria com o Inpa, Associação de Ictiólogos e Herpetólogos da Amazônia, Universidade Federal do Amazonas (Ufam) e Universidade do Estado do Amazonas (UEA). Um dos objetivos do projeto é ampliar ainda mais os estudos científicos desenvolvidos com cinco principais espécies: Podocnemis expansa (tartaruga-da-amazônia), Podocnemis unifilis (tracajá), Podecnemis erythrocephala (irapuca), Podecnemis sextuberculata (pitiú) e o Peltocephalus dumerilianus (cabeçudo).

Parcerias

As pesquisas desenvolvidas pelo pesquisador Vogt recebem apoio do Inpa e de outras fontes financiadoras, como a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam), Boticário, Conservation International, WWF, Wildlife Conservation Society e, mais recentemente, da Petrobras.

Exposição de tartarugas vivas

Para Richard Vogt, a maior realização dele como pesquisador é o Centro de Estudos de Quelônios da Amazônia (Cequa), que trabalhará com pesquisas, conservação de tartarugas e educação ambiental. Desde 2001, o projeto é financiando pela Petrobras.

Construído numa área de 20 X 40 metros e localizado no Bosque da Ciência no Inpa, o prédio do Cequa está quase pronto e contará com exposições de tartarugas amazônicas vivas em ambientes de aquário com informações sobre a conservação, ecologia e biologia das espécies.

“É um projeto inédito e não existe no mundo nenhum outro centro nesse porte para conservação de tartarugas de água doce no mundo”, ressalta Vogt. 



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