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Educação ambiental pode virar disciplina obrigatória nas escolas

Plenário da Comissão de Meio Ambiente, Defesa do Consumidor, Fiscalização e Controle
Geraldo Magela/Agência Senado

05/03/2016

Está marcada para a próxima terça-feira (8) mais uma reunião deliberativa na Comissão de Meio Ambiente, Defesa do Consumidor e Fiscalização e Controle (CMA), com 18 itens na pauta.

Entre eles a proposta de Cássio Cunha Lima (PSDB-PB) que torna a educação ambiental uma disciplina obrigatória nos ensinos fundamental e médio (PLS 221/2015). O relator da matéria, senador Valdir Raupp (PMDB-RO) recomenda sua aprovação.

Raupp lembra que pela Lei de Diretrizes e Bases (LDB) hoje vigente, a educação ambiental não é tratada como uma disciplina obrigatória, mas como um tema transversal às demais disciplinas.

Em seu relatório ele diz convergir com a visão de Cunha Lima, para quem a efetivação de uma consciência ecológica na sociedade não pode se pautar apenas em instrumentos repressivos e de controle, mas em mecanismos que levem ao fortalecimento da cidadania.

O projeto será analisado também pela Comissão de Educação depois de passar pela CMA.


Vereadores vão acompanhar auditoria do TCE sobre compensações ambientais

Vereadores debateram as falhas no sistema de controle do município
Foto: Josiele Silva

08/10/2015

A Comissão de Saúde e Meio Ambiente da Câmara Municipal de Porto Alegre (Cosmam) irá acompanhar a auditoria do Tribunal de Contas do Estado do Rio Grande do Sul (TCE-RS), que analisa os termos de compensações vegetais e ambientais aplicados a empreendimentos entre os anos de 2007 e 2014. Segundo o auditor Rômulo Scapim, o trabalho ainda não foi concluído, mas entre os anos de 2007 e 2012 aponta para uma inadimplência aproximada, no período analisado, de 1,3 mil unidades financeiras monetárias municipais (UFMs). Convertidas em reais e atualizadas pelo valor da UFM de 2014, a dívida dos empreendedores com a cidade chega perto de R$ 4,3 milhões. "Ainda vamos analisar se o município tomou providências, quais foram e o resultado efetivo." Os Termos verificados pelo TCE se referem a compensações superiores a 300 árvores. 

Motivado por denúncias quanto ao descumprimento das compensações e a partir da afirmação do auditor do TCE, na reunião realizada nesta terça-feira (6/10), o presidente da Cosmam, vereador Marcelo Sgarbossa (PT), afirmou que enviará pedido ao órgão de controle para que os parlamentares tenham acesso ao conteúdo do relatório parcial. Recebemos vários e-mails listando falhas na compensação em obras como as do Hospital de Clínicas, trincheiras da Anita e Cristóvão, duplicação da Edvaldo Pereira Paiva, Coronel Marcos e outras.

Para o secretário municipal do Meio Ambiente, Mauro Gomes de Moura, os apontamentos decorrem de diferenças entre valores determinados pelo poder público e os efetivamente praticados pelos empreendedores para o cumprimento das compensações, “quando a lei permitia que fosse pelo plantio, compra de equipamentos ou prestação de serviços ao município”.

Conforme Moura, Porto Alegre tem em torno de 1,2 milhões de árvores e, levando em conta apenas a morte natural dessas plantas, 80 delas deveriam ser substituídas diariamente. Ele destaca que, nas áreas urbanas, os espaços para o plantio compensatório estão cada vez mais escassos. Usou como exemplo a compensação da obra do Hospital de Clínicas, cujos técnicos identificaram, no raio de dois quilômetros da instituição de saúde, apenas 300 locais para as cerca de 1,2 mil árvores a serem plantadas. “E, na mesma região, outro grande empreendimento, o Zaffari do Força e Luz, passará pelo mesmo processo, sem que esses locais estejam disponíveis”.

Em razão dessas distorções da legislação anterior, explicou o titular da Smam, um projeto foi encaminhado à Câmara, votado em dezembro de 2014 e sancionado em janeiro de 2015, resultando em uma nova lei (LC 757/15) – em vigor há oito meses – considerada pioneira no país. “Ela reporta a manutenção nas áreas urbanas exclusivamente ao município e remete todo o tipo de compensação para a conversão em pecúnia a ser remetida ao Fundo Municipal do Meio Ambiente. Os recursos são destinados à compra de áreas na periferia da cidade, próximos de morros, nascentes e do Guaíba, voltadas à preservação ambiental.

Também participaram do encontro os representantes das secretarias municipais de Obras e Viação (Smov) e de Gestão e Acompanhamento, da Associação Gaúcha de Proteção ao Ambiente Natural (Agapan) e da PUC, assim como os vereadores Paulo Brum (PTB), Thiago Duarte (PDT), Kevin Krieger (PP) e Cláudio Janta (SDD) e a vereadora Lourdes Sprenger (PMDB).

Texto: Milton Gerson (reg.prof. 6539)
Edição: Carlos Scomazzon (reg. prof. 7400)



Biodiversidade e combate à desertificação foram destaques na Comissão de Meio Ambiente

Divulgação: TV Brasil/EBC

22/07/2015

Vinte projetos de lei foram aprovados pela Comissão de Meio Ambiente, Defesa do Consumidor e Fiscalização e Controle (CMA) no primeiro semestre, com destaque para a votação do novo marco legal da biodiversidade (PLC 2/2015) e do projeto que cria a Política Nacional de Combate à Desertificação (PLS 70/2007).

O primeiro foi votado em regime de urgência e motivou discussões acaloradas. A flexibilização do uso de recursos da biodiversidade era defendida por institutos de pesquisa, universidades, indústrias e pelo agronegócio, mas os detentores do conhecimento tradicional sobre animais e plantas nativas — povos indígenas, quilombolas, extrativistas e agricultores familiares — temiam quebra de direitos e riscos à proteção dos recursos naturais.

A Comissão de Meio Ambiente, presidida pelo senador Otto Alencar (PSD-BA), promoveu três audiências públicas para ouvir os argumentos de todos os envolvidos e aprovou o relatório do senador Jorge Viana (PT-AC), com emendas que buscaram superar pontos polêmicos.

— Estamos diante de uma grande oportunidade para aperfeiçoarmos este projeto de lei e, assim, darmos uma relevante contribuição ao país — frisou Jorge Viana, ao celebrar a aprovação do texto na CMA.

Enviada a Plenário, a matéria foi aprovada com a maioria das sugestões da CMA. Como se tratava de texto original da Câmara, voltou para reexame pelos deputados, que acataram parcialmente as sugestões do Senado. O projeto foi então sancionado em 20 de maio pela Presidência da República, com seis vetos.

A principal mudança promovida pelo novo marco legal é a simplificação de acesso aos recursos da biodiversidade para pesquisas, a partir de cadastro junto ao Ministério da Ciência e Tecnologia. As regras anteriores classificavam como biopirataria e colocavam na ilegalidade pesquisas feitas sem autorização do Conselho de Gestão do Patrimônio Genético.

Combate à desertificação

Também passou na CMA e depois no Plenário a proposta que cria a Política Nacional de Combate à Desertificação e Mitigação dos Efeitos da Seca, que visa promover ações preventivas na região semiárida, susceptível à desertificação, para evitar práticas que resultem na degradação da terra. A matéria foi enviada para sanção no início de julho.

O texto aprovado é um substitutivo da Câmara dos Deputados ao PLS 70/2007, do ex-senador Inácio Arruda (PCdoB-CE), que estabelece princípios e objetivos da política e autoriza o Executivo a criar a Comissão Nacional de Combate à Desertificação (CNCD). Essa instância será responsável por implementar ações e articular as iniciativas de órgãos federais, estaduais e municipais.

Conforme o relator na CMA, Otto Alencar, as áreas susceptíveis à desertificação no Brasil somam cerca de um milhão de quilômetros quadrados, em oito estados do Nordeste e em municípios do norte de Minas Gerais. Nessa região semiárida, diz ele, vivem cerca de 23 milhões de habitantes, em mais de mil municípios.

— É a maior população do mundo concentrada em uma região semiárida. É também uma região com extrema pobreza, em que mais de 50% da população dependem de programas sociais governamentais e da sociedade civil — completou o presidente da CMA.

Conforme frisou, as secas são fenômenos recorrentes, específicos da região semiárida, sendo necessária a adoção de um conjunto de ações permanentes para seu enfrentamento.

São Francisco

A comissão aprovou ainda projeto de Otto Alencar (PLS 202/2015) que isenta do Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural (ITR) o imóvel rural localizado às margens do Rio São Francisco e de seus afluentes que preservar mata ciliar conforme previsto no Código Florestal (Lei 12.651/ 2012).

O parlamentar tem reafirmado a necessidade de revitalização da bacia do São Francisco, como pré-requisito para a transposição das águas do rio. Com a desoneração prevista no projeto, ele quer incentivar a recuperação da vegetação, necessária à revitalização do rio. O projeto seguiu para exame pela Comissão de Assuntos Econômicos (CAE).

Defesa do consumidor

Também foram aprovados nove projetos que reforçam normas legais de proteção aos direitos dos consumidores, como o PLS 101/2015, do senador Reguffe (PDT-DF), que modifica o Código Brasileiro de Aeronáutica (CBA) para prever indenização obrigatória a passageiros pelas companhias aéreas por atrasos nos voos. A matéria foi acolhida com voto favorável do relator, senador Aloysio Nunes Ferreira (PSDB-SP), e foi enviada à CCJ.

Também foi aprovado substitutivo de Alvaro Dias (PSDB-PR) aos PLS 493/2013 e PLS 360/2012, de Eduardo Amorim (PSC-SE) e do ex-senador Vital do Rêgo, respectivamente, que estende a classificação indicativa hoje obrigatória para filmes para todo conteúdo na forma de imagens, seja para venda, aluguel ou distribuição gratuita.

A proposta visa garantir que também as novas mídias informem a natureza da obra e a faixa etária a que se destina. O substitutivo seguiu para exame pela Comissão de Educação, Cultura e Esporte (CE).

Controle de recursos públicos

Para ampliar os mecanismos de controle do uso de recursos repassados pela administração pública federal a estados e municípios, a CMA aprovou o PLS 226/2013, que ainda será submetido a votação em turno suplementar.

Pelo projeto, os recursos dos convênios, acordos ou qualquer outro tipo de instrumento firmado pelo governo federal com os demais entes só poderão ser movimentados por meio de contas bancárias específicas e os pagamentos por meio eletrônico que identifique a finalidade do pagamento e a titularidade da pessoa física ou jurídica beneficiária.

O texto é um substitutivo do senador Ivo Cassol (PP-RO) ao projeto apresentado por Lobão Filho (PMDB-MA), suplente do senador Edison Lobão (PMDB-MA).



Comissão aprova isenção do Imposto Territorial Rural para áreas produtivas

20/07/2015

A Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural da Câmara dos Deputados aprovou isenção do Imposto Territorial Rural (ITR) para áreas produtivas. Trata-se do Projeto de Lei 7250/14, do deputado Irajá Abreu (PSD-GO. A intenção é premiar, com desconto no imposto, o produtor rural que mais produz.

O projeto acrescenta uma tabela de descontos do ITR à Lei 9.393/96, que trata desse imposto. Pela tabela, o desconto do ITR será progressivo de acordo com a área produtiva.

Para o cálculo, será considerada produtiva a diferença percentual entre a área total e as reservas ambientais (reserva legal ou área de proteção permanente).

Será isento de ITR quem tiver entre 90,1% e 100% de área produtiva na propriedade rural. Entre 70,01% e 90%, o imposto será 75% menor; entre 50,01% e 70%, o desconto será de 50%. Já quem utilizar menos de 30% da área produtiva terá um aumento em 100% do valor devido do ITR.

O relator, deputado Alceu Moreira (PMDB-RS), avaliou que o projeto é positivo ao estimular ainda mais a utilização das áreas das propriedades rurais em sua totalidade.

“O ITR é um imposto com características extrafiscais, ou seja, seu objetivo principal não é simplesmente a arrecadação, mas estimular o uso adequado das propriedades rurais”.

Tramitação

A proposta tramita em caráter conclusivo e ainda será analisada pelas comissões de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

ÍNTEGRA DA PROPOSTA:


Reportagem – Carol Siqueira
Edição – Newton Araújo




Comissão aprova incentivo fiscal para prédio que instalar telhado verde

20/07/2015

Herculano Passos alterou a proposta para incluir o benefício fiscal e tornar o telhado verde facultativo

A Comissão de Desenvolvimento Urbano da Câmara dos Deputados aprovou incentivo fiscal a prédios que instalarem "telhado verde" em pelo menos 65% de suas coberturas.

O telhado verde funciona como um jardim suspenso e é projetado com técnica de irrigação que reduz o desperdício de água. A ideia é estimular a agricultura urbana, reduzir a poluição e reaproveitar a água da chuva.

A iniciativa está prevista no Projeto de Lei 1703/11, do deputado Jorge Tadeu Mudalen (DEM-SP). O texto original obrigava os prédios comerciais e residenciais com mais de três andares a instalar o telhado verde em suas coberturas.

Já o relator da matéria, deputado Herculano Passos (PSD-SP), alterou o projeto para incluir o benefício fiscal e tornar o telhado verde facultativo. O benefício pode ser fixado em lei estadual ou municipal.

O deputado Herculano Passos explicou a importância da medida. "O telhado verde é um projeto inteligente, bom, sustentável e ambientalmente correto, que só traz benefícios. Por outro lado, o custo é maior e não pode ser uma coisa obrigatória. Agora, se a pessoa optar por fazer o telhado verde, terá benefícios fiscais, ou seja, um prêmio por estar preservando o meio ambiente."

Para o engenheiro Paulo Renato Guimarães, o telhado verde é uma forma de resgatar o uso agrícola e ornamental do solo ocupado por edifícios. Ele ressaltou que a lei beneficiará não apenas quem está fazendo um telhado verde e os moradores do prédio, mas também a população em redor. “Vai ter menos enchentes na rua, mais oxigênio gerado pelas plantas, mais captação de gás carbônico pelas plantas, ou seja, menos poluição", disse.

Tramitação

A proposta tem caráter conclusivo e ainda será analisada pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania.

ÍNTEGRA DA PROPOSTA:


Reportagem – Emanuelle Brasil
Edição – Pierre Triboli




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