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MAIS DE 300 ANIMAIS ESTÃO EM AMEAÇA DE EXTINÇÃO NA BAHIA

Onça pintada está na lista de animais ameaçados de extinção 
Divulgação/Centro de Instrução de Guerra na Selva

16/08/2017 

Sayonara Moreno – Correspondente da Agência Brasil

Mais de 300 animais estão em níveis diferentes de ameaça de extinção no estado da Bahia. A Secretaria Estadual do Meio Ambiente (SEMA) publicou no Diário Oficial do Estado de hoje (16) portaria que cita uma lista de 331 espécies de anfíbios, aves, mamíferos, répteis, invertebrados continentais, peixes, invertebrados marinhos e espécies ameaçadas de  "interesse social".

Ao todo, foram avaliadas 2.607 espécies de fauna consideradas raras, endêmicas ou sob ameaça de extinção no território baiano. No entanto, os 331 animais entraram na lista, que tem variações de níveis de ameaça. São 140 espécies, que se enquadram no nível "vulnerável"; 131, no nível "perigo"; 54, no "criticamente em perigo", e cinco, em "regionalmente extintas".

Todas as espécies que constam nos níveis de ameaça passam a ter proteção integral dos órgãos de defesa do meio ambiente. A captura, transporte, armazenamento, guarda, manejo, beneficiamento e comercialização desses animais fica proibida. Entre os animais protegidos, estão espécies como Onça-pintada, Ararinha-azul, Gavião-real, Papagaio-de-peito-roxo, Águia-cinzenta, Tartaruga-de-pente, Tartaruga-verde, Aranha Caranguejeira, Cobra-coral, Cobra-verde, Pica-pau-amarelo, Estrela-do-mar, Cação, Cavalo-marinho, Piaba, Peixe-serra, Atum-azul, o Bugio-marrom.

Na categoria das espécies ameaçadas de "interesse social", foram incluídos os animais alvos de uso sustentável por comunidades tradicionais, ou para subsistência. Assim, pode ser permitida a exploração, desde que regulamentada e autorizada pelo Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Inema), a partir de critérios específicos. Entre as espécies de "interesse social" ameaçadas estão abelhas sem ferrão (Uruçu, Mandaçaia e Jandaíra), Caranguejo-Uça, uaiamun, Pitu, Aratu, peixe Bagre, Badejo-Amarelo, Mero, Tubarão Martelo, entre outros.

Planos de Ação

Segundo a secretaria, a publicação da lista dos animais em extinção coloca o estado como o sétimo do país com a iniciativa. A Lista Vermelha, como chamada pelo órgão, é considerada importante, porque incentiva o início “de ações e políticas que possam reverter o quadro de ameaça a essas espécies”.

Conforme previsto em lei estadual, a lista deve ser periodicamente revisada e atualizada. O próximo passo é a conclusão dos Planos de Ação das espécies ameaçadas e a listagem da flora ameaçada, que está em fase de desenvolvimento e, segundo a SEMA, será publicada “em breve”.

O levantamento das espécies em extinção foi um trabalho conjunto que envolveu, principalmente, a SEMA, o Instituto Dríades de Pesquisa e Conservação da Biodiversidade, universidades federais e estaduais, na Bahia e o Inema, totalizando 115 especialistas de 40 instituições.

PRESIDENTE DO MÉXICO RESPONDE APELO AMBIENTAL DE DICAPRIO POR ESPÉCIE AMEAÇADA

Espécie rara está a beira da extinção no México (Foto: Hector Guerrero/AFP)

13/05/2017

Enrique Peña Nieto tuitou para ator e disse que o país está tomando medidas para proteger as vaquitas, animais à beira da extinção nas águas mexicanas.

Por Dave Graham, Reuters

O presidente do México, Enrique Peña Nieto, escreveu a Leonardo DiCaprio pelo Twitter na quinta-feira (11) na tentativa de tranquilizar o ator dizendo que seu governo está adotando medidas para proteger uma espécie rara de toninha que está à beira da extinção nas águas mexicanas.

As populações de vaquita, uma toninha pequena de focinho arrebitado que vive no Golfo da Califórnia, diminuíram consideravelmente nos últimos anos devido à pesca de camarão e totoaba, uma iguaria popular na Ásia, com rede de arrasto, o que tem provocado uma preocupação crescente em todo o mundo.


Na quarta-feira (10), DiCaprio pediu a seus 17,5 milhões de seguidores no Twitter que apóiem uma campanha online da entidade World Wildlife Fund que incentiva as pessoas a exortarem o presidente mexicano a "adotar uma ação firme agora" para salvar a vaquita.

Na noite de quinta, Peña Nieto tuitou em inglês defendendo o empenho de seu governo pela vaquita, dirigindo-se diretamente ao ator com sua primeira postagem.

 


"Saúdo a preocupação de @LeoDiCaprio e da @World_Wildlife em relação à Vaquita Marina", escreveu. "O @México está concentrando todos seus esforços para evitar a extinção desta espécie", disse antes de enviar mais cinco tuítes, todos em inglês, para chamar atenção para o que seu país vem fazendo.

O México impôs uma proibição de pesca com rede de arrasto de dois anos no hábitat da vaquita em 2015, prorrogando a medida no início deste ano. Críticos se queixam de que a proibição precisa ser mais bem aplicada.

O Viva Vaquita, um grupo dedicado a salvar a toninha, diz em seu site que a população de vaquita foi estimada em menos de 50 em janeiro de 2017 com base em estudos anteriores.

Israelense cria plano para compra de 1,4% do planeta em perigo de extinção

06/08/2015

Uma iniciativa israelense apresentada nesta quarta-feira deseja que qualquer pessoa possa comprar partes do planeta com uma biodiversidade excepcional e em perigo de extinção, a fim de contribuir para salvar a Terra.

O projeto é obra do professor Uri Shanas, do Departamento de Biologia e Meio ambiente da Universidade Haifa-Oranim (norte de Israel), e com ele o docente pretende criar uma associação internacional, com financiamento coletivo e com uma contribuição mínima de um dólar por pessoa, para poder comprar zonas em perigo e conseguir salvá-las.

Ao contrário de outras iniciativas de indivíduos, grupos e instituições que adquirem territórios com fins de conservação, esta quer ser uma plataforma em massa, internacional e democrática, com a única missão de salvar o planeta, aponta seu promotor.

"Se conseguirmos conservar, embora seja uma pequena porcentagem (do mundo) que acolhe uma diversidade incomum de plantas e vida animal em perigo de extinção, podemos de alguma maneira interromper o atual processo de extinção das espécies", afirma Shanas, segundo um comunicado divulgado hoje pela Universidade Haifa-Oranim.

Para poder iniciar este projeto, o professor procura reunir US$ 25 mil.

O biólogo lembra que as espécies de plantas e animais em perigo de extinção se somam a outras devido ao aquecimento global e à constante destruição de espaços abertos.

"Nem sempre podemos prever as consequências do desaparecimento de uma só espécie do ecossistema, mas há exemplos de sistemas que colapsaram e tiveram consequências nos seres humanos após a extinção de uma única espécie", ressalta.

A iniciativa pretende comprar áreas que em seu conjunto compreendem em torno de 1,4% da superfície da Terra e são conhecidas como "pontos quentes de biodiversidade", o que significa que têm várias plantas e animais em perigo de extinção.

A compra destas zonas e sua transformação em reservas naturais salvará as espécies e, com isso, a vida do planeta.

Se conseguir suficiente dinheiro para criar o agrupamento, batizado como TIME (This Is My Earth), qualquer pessoa do mundo, inclusive uma criança, poderá somar-se a ela com a contribuição de um dólar.

Uma vez por ano, os membros votarão como investir o dinheiro arrecadado, com base em uma lista de "pontos quentes" de biodiversidade preparados por uma equipe internacional de cientistas.

Todos os integrantes da associação terão a mesma capacidade de votar, independentemente da quantidade que tenham apresentado.

Os membros de cada país serão responsáveis da compra das zonas em suas áreas geográficas.

"O objetivo é permitir aos residentes locais tramitar seus próprios recursos naturais. Nos interessa fundar uma organização que possa ajudar a educar desde uma idade cedo a se envolver, respeitar o meio ambiente e a democracia e, sim, salvar a Terra neste processo", conclui Shanas.

Para as doações, a página da iniciativa é http://igg.me/at/ThisIsMyEarth1.

Fonte: Terra


Extinta desde 2000, ararinhas-azuis voltam de Berlim para habitat natural5

Casal de ararinhas-azuis (Cyanopsitta spixii) nasceu na Alemanha
ACTP/Dvulgação

05/03/2015

O nome é inspirado no filme Rio2. E, assim como os irmãos da animação, Carla e Tiago, receberam nesta terça-feira tratamento de estrela ao desembarcarem no Brasil. Ararinhas-azuis, o casal nasceu em Berlim, graças a um projeto feito em parceria entre o Instituto Chico Mendes de Conservação e a Agência Federal Alemã de Conservação da Natureza. Agora, com um ano, eles vêm ao Brasil para uma nova etapa da parceria. Dentro de três anos, quando entrarem na vida adulta, eles deverão reproduzir para, aos poucos, aumentar a população da espécie, que, atualmente, só existe em cativeiro.

"Nosso sonho é ver esses animais voando novamente em seu habitat, próximo dos fazendeiros da região", disse o presidente do conselho diretor da ONG alemã Associação para Conservação de Papagaios em Extinção, Jürgen Dienst. A reprodução é feita em cativeiro, com parceiros escolhidos pelos pesquisadores a partir de critérios específicos. O chamado "par ideal".

A ararinha-azul é considerada extinta na natureza desde 2000. Atualmente, existem cerca de 90 animais em criadouros no Brasil, Catar e Alemanha. No Brasil existem 11. Carla e Tiago deverão se juntar ao grupo dentro de duas semanas. Até lá, permanecem num período de quarentena, na cidade de Cananeia, próximo de São Paulo. O projeto tem como meta reintroduzir os animais no habitat, Caatinga, em 2021. É esse o prazo estimado para que haja pelo menos 150 espécies da ave. "Há planos mais audaciosos, para tentar antecipar o calendário", disse a ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira. A taxa de crescimento populacional é de 5% ao ano.

Enquanto a população de ararinhas não chega ao patamar considerado mínimo, outros trabalhos são realizados na região onde será feita a reintrodução da espécie. "É preciso fazer um trabalho de conscientização com a população local", contou o presidente do ICMBio, Roberto Vizentin. O projeto prevê que as aves sejam soltas um uma área de conservação. A ministra Izabella pediu hoje rapidez para a apresentação dos preparativos para a criação da unidade. O projeto prevê que a unidade terá 44 mil hectares, na Bahia.

Fonte: UOL


Banco genético nos EUA tenta evitar a extinção de animais

A rinoceronte branco Nola, 40, passeia pelo Zoológico de San Diego, que abriga o 
"Frozen Zoo" (maior banco genético animal). Antes, o zoológico contava com cinco 
animais desta espécie, mas só restou um. Para a sobrevivência de rinocerontes 
brancos e dezenas de diversas outras espécies ameaçadas de extinção, o "Frozen Zoo" 
guarda o material genético de mais de 10.000 animais de mais de 1.000 espécies e 
subespécies (Foto: Lenny Ignelzi/AP)

17/02/2015

Toda vez que um animal ameaçado de extinção morre no zoológico de San Diego, os pesquisadores vão até o local, independentemente do horário, para retirar esperma e óvulos, além da orelha e do globo ocular. A missão tem um objetivo único: congelar as células dos animais no nitrogênio líquido para que se tornem parte do maior banco genético animal -- apelidado de "Frozen Zoo" (Zoológico Congelado, em tradução livre).

Os tanques de aço inoxidável do Frozen Zoo guardam o material genético de mais de 10.000 animais de mais de 1.000 espécies e subespécies.

Atualmente, a sobrevivência de espécies ameaçadas de extinção, como o rinoceronte branco -- do qual só restam cinco espécimes no planeta --, pode depender desse banco genético. Os frascos com as células podem até mesmo ser usados em experiências para ressuscitar animais extintos recentemente, como o pássaro Hawaiian Po'ouli. 

O trabalho do "Frozen Zoo" começou quando o rinoceronte branco de 42 anos, Angalifu, que vivia no zoológico, morreu de câncer em dezembro. Os cinco animais restantes dessa espécie são incapazes de se reproduzir.

Os cientistas começaram a correr contra o relógio para encontrar a melhor maneira de utilizar o esperma congelado no banco genético para criar um outro rinoceronte branco antes da espécie se extinguir, o que poderia acontecer dentro de uma década.

O banco é um arquivo genético que tem ajudado na inseminação artificial, fertilização in vitro, clonagem e na utilização de células-tronco. 

Com espécies sendo extintas numa velocidade rápida, os zoológicos acabam assumindo papéis importantes na conservação e na hora de decidir quais são os animais em que vale a pena concentrar os esforços para salvar. Muitos críticos acreditam que tais recursos deveriam ser usados somente para espécies que ainda têm chances de recuperação.

O habitat natural do rinoceronte branco é em países devastados pela guerra, como o Sudão e o Congo, e que são incapazes de deter os caçadores, que matam esses animais para vender seus chifres -- artigo cobiçado na Ásia por ser considerado afrodisíaco.

Além das questões de habitat natural, existe ainda a dificuldade de produzir descendentes em número suficiente para evitar a consanguinidade (relação entre indivíduos que apresentam grau de parentesco).

"Nós podemos fazer todos os tipos de coisas, mas uma coisa é criar um ou outro animal, e outra é conseguir criar uma população sustentável do ponto de vista genético", afirma George Seidel, professor da Universidade Estadual do Colorado, que tem feitos estudos sobre ressuscitar um mamute.

Os desafios, no entanto, não são intransponíveis para as espécies criticamente ameaçadas ou possivelmente em extinção, na opinião de Barbara Durrant, diretora de fisiologia reprodutiva no Zoológico de San Diego, que abriga o "Frozen Zoo". "Nós não estamos muito interessados em trazer de volta os dinossauros ou mamutes. Não há realmente nenhum lugar para eles agora", afirma.

O "Frozen Zoo" detém culturas de células a partir de 12 rinocerontes brancos -- mais do que a população que vive no local.  "Já houve outras espécies que voltaram a ter uma população maior, então nós pensamos que há uma boa razão para fazermos isso com o rinoceronte branco", afirma Durrant.

Os espermas do banco genético têm sido utilizados em inseminações artificiais para reproduzir animais em extinção desde o panda gigante até o faisão chinês. As células congeladas também já foram usadas para clonar dois tipos de gado ameaçados. O gauro -- um bisão indiano --  viveu apenas alguns dias, enquanto o banteng -- também conhecido como tembadau -- sobreviveu por sete anos até quebrar uma perna. No entanto, ambos animais tinham defeitos genéticos.

O rinoceronte branco e o Mandrillus leucophaeus -- espécie relacionada aos babuínos e ao mandril -- foram os primeiros animais em vias de extinção que tiveram suas células-tronco obtidas e armazenadas no "Frozen Zoo".

Teoricamente, as células-tronco podem produzir qualquer tecido do corpo. Isso significa que as células-tronco de um rinoceronte macho poderiam produzir tanto esperma quanto óvulos em laboratório, mas o método só foi testado uma vez em ratos. (Com AP)

Fonte: UOL


Boto gigante é inflado na Amazônia para alertar sobre extinção da espécie

Um boto-vermelho gigante foi inflado na Praia de Ponta Negra, em Manaus, para 
alertar a população sobre o risco de extinção da espécie, ameaçada pela pesca da 
piracatinga (Foto: Bruno Kelly/Reuters)

04/08/2014

Boneco do mamífero aquático foi exibido em praia de Manaus.
Pescadores matam o boto e usam sua carne para capturar a piracatinga.

Um boto gigante foi inflado na praia da Ponta Negra, em Manaus (AM), como alerta à população sobre o risco de extinção desse mamífero aquático, afetado diretamente pela pesca da piracatinga, peixe conhecido como douradinha. A iniciativa foi realizada no domingo (27/7) pela Associação Amigos do Peixe Boi, a Ampa, que lançou uma campanha para arrecadar recursos e ajudar na fiscalização (saiba mais).

Pescadores caçam e matam os botos para usar a sua carne como isca e capturar a douradinha, chamada ainda de urubu d’água. A prática, difundida no interior do estado, ocorre também em zonas próximas a Manaus, capital do Amazonas

Estima-se que o volume de pesca provoque a morte de 67 a 144 botos-vermelhos por ano. Essa quantidade está bem acima da taxa natural de mortalidade, estimada anualmente em 16 animais. Isso tem causado uma redução drástica na quantidade de espécimes.

Estudo divulgado em 2011 mostra que, em uma década, a população de botos da Amazônia reduziu pela metade. As características da espécie contribuem para a vulnerabilidade desse mamífero amazônico. As fêmeas têm gestação de dez meses e cuidam dos filhotes por até quatro anos, ou seja, a inserção de outro boto na natureza é demorada.

Moratória da pesca

Para reduzir a mortalidade de botos, o governo federal publicou este mês uma moratória que proíbe a partir de 1º de janeiro de 2015 a pesca e o comércio da piracatinga.

Segundo o Ministério da Pesca, a moratória vai resguardar a subsistência do pescador artesanal e, por isso, ficará autorizada a captura de até 5 quilos por dia para o consumo familiar. O governo vai estudar alternativas para a retomada da pesca da douradinha após o término da moratória.

Boto-vermelho inflado na Praia de Ponta Negra faz parte de campanha para 
reduzir a mortalidade desse mamífero aquático. A ação aconteceu no 
domingo (27/7) (Foto: Bruno Kelly/Reuters)

Fonte: G1


Organização inclui novos animais na lista de ameaçados de extinção

27/11/2013

Duas espécies típicas da África correm risco de desaparecer da natureza.
IUCN listou ainda a reclassificação do nível de ameaça de outros animais.

O pequeno frango-d'água-d'asa-branca foi incluído 
na categoria criticamente ameaçado de extinção 
(Foto: ´Divulgação/Warwick Tarboton/worldsrarestbirds.com/IUCN)
A União Internacional para Conservação da Natureza (IUCN, na sigla em inglês) divulgou nesta terça-feira (26) a inclusão de animais como o ocapi (Okapia johnstoni), símbolo nacional da República Democrática do Congo, e o frango-d’água-d’asa-branca (Sarothrura ayresi), um dos pássaros mais raros da África na relação de espécies ameaçadas de extinção.

Segundo a organização, ligada às Nações Unidas, os nomes foram incluídos na Lista Vermelha, que já conta com 71.576 espécies cadastradas, sendo 21.286 consideradas ameaçadas de extinção.

Sobre os ocapis, a IUCN informou que houve um sério declínio na população. A espécie agora é classificada como ameaçada, um passo antes de ser considerada altamente ameaçada de extinção.

A perda de habitat, a presença de rebeldes em áreas de floresta do Congo, além de caçadores de elefantes e mineiros ilegais seriam as principais causas de perda de espécimes.

Pássaro em perigo

O pequeno frango-d'água-d'asa-branca foi incluído
na categoria criticamente em risco de extinção
(Foto: ´Divulgação/Warwick Tarboton/
worldsrarestbirds.com/IUCN)
Segundo a atualização da lista, quase 200 espécies de pássaros estão incluídas na categoria “criticamente em perigo”.

O pequeno frango-d’água-d’asa-branca, encontrado em regiões da Etiópia, Zimbábue e África do Sul, foi a mais recente espécie a ser agregada nesta categoria.

A destruição de seu habitat, além da conversão de áreas para agricultura – que provoca, muitas vezes, um déficit hídrico, prejudicaram esta ave.

A IUCN também divulgou boas notícias no estado de preservação de alguns animais. A tartaruga-de-couro (Dermochelys coriacea), uma das maiores da Terra, saiu da categoria criticamente ameaçada e foi reclassificada para vulnerável.

Duas espécies de albatroz também correm um risco menor de extinção devido ao aumento de suas populações. O albatroz-de-sobrancelha (Thalassarche melanophrys) e o albatroz-patinegro (Phoebastria nigripes) passaram de espécies vulneráveis para quase ameaçadas.

Outro animal que também corre menos risco de desaparecer da natureza é a a raposa-das-ilhas (Urocyon littoralis), que nativa de seis das oito ilhas do arquipélago da Califórnia, melhorou seu estado de conservação.

A tartaruga-de-couro, cuja proteção aumentou e conseguiu reduzir seu 
grau de ameaça (Foto: Divulgação/Jean-Christophe Vié/IUCN)
Fonte: G1 Natureza

Pesca ameaça golfinho apelidado de 'hobbit dos mares', dizem cientistas

Exemplar de golfinho-de-Maui, espécie encontrada apenas em determinada região da 
Nova Zelândia e que está ameaçada de extinção (Foto: Departamento de Conservação/AFP)
02/07/2013

Golfinho-de-Maui é um dos menores cetáceos que existem no mundo.
Apelido faz referência à criatura citada pelo autor J.R.R Tolkien nos livros.

Cientistas alertaram nesta segunda-feira (1) sobre o risco de redução da população de golfinhos-de-Maui, considerado um dos menores cetáceos do mundo por alcançar o tamanho médio de 1,7 metro, e afirmam que esta espécie pode desaparecer da natureza até 2030.

De acordo com informações do comitê científico da Comissão Baleeira Internacional (CBI), essa espécie é encontrada apenas em áreas da Ilha Norte da Nova Zelândia e, por isso, os pesquisadores pedem que atividades pesqueiras diminuam ou cessem nessa região para que se preservem os 55 adultos que restam desta espécie.

Segundo a CBI, a morte de um exemplar causada pelo homem, em uma população tão pequena, aumentaria o risco de extinção desses animais.

O governo da Nova Zelândia já informou em outra ocasião que iria considerar os impactos da indústria pesqueira local sobre esses golfinhos. No entanto, a comissão de cientistas disse não haver tempo para demora de decisão a respeito.

A CBI informou ainda que, em vez de buscar mais evidências científicas, o governo deveria proporcionar ações de gestão imediatas para que se elimine a captura acidental de golfinhos-de-Maui.

A indústria pesqueira local contesta as acusações de que é culpada pela morte de golfinhos desta espécie. Eles alegam que outras causas de mortes, como doenças parasitárias, têm sido ignoradas. O governo neo-zeolandês disse que o espera lançar no próximo mês um plano de gestão para conservação da espécie.
O golfinho-de-Maui é apelidado por ambientalistas como "o hobbit dos mares", uma referência ao ser criado pelo autor J.R.R. Tolkien e citado nas obras “O hobbit” e “O Senhor dos Anéis”. Nos livros, Tolkien descreve um hobbit como uma criatura que não ultrapassa um metro de altura.

Fonte: G1 Natureza

Amazônia deve registrar forte extinção de espécies até 2050


13/07/2012

Até 2050 podem ocorrer de 80% a 90% das extinções de espécies de mamíferos, aves e anfíbios nos locais da Amazônia onde já foi perdida a vegetação, de acordo com pesquisa que acaba de ser publicada na revista Science.

Pesquisadores do Reino Unido e dos Estados Unidos relacionaram as taxas de desmatamento na Amazônia de 1978 a 2008 às espécies que viviam na região. Para os cientistas, o desmatamento de hoje vai ser refeltir no futuro próximo na extinção de espécies.

Isso porque, argumentam os cientistas, o desaparecimento de espécies não é imediato ao desparecimento de partes da floresta, pois, com a degradação de áreas, os animais migram para regiões vizinhas. Ocorre que, no novo local, eles vão ter de competir por recursos com animais que já estavam na área. Com isso, segundo os cientistas, o desaparecimento é retardado e pode levar décadas para se concretizar.

Esse processo, chamado de "débito de extinção", é que foi calculado pelos cientistas. Por conta das diferenças da biodiversidade nas diversas regiões da Amazônia, os pesquisadores mapearam os nove Estados em áreas de 50 quilômetros quadrados, para estimar os impactos locais.

De acordo com o ecólogo Robert Ewers, do Imperial College, de Londres, o desmatamento na Amazônia está mais concentrado no sul e leste. Mas a maior diversidade de espécies se encontra no oeste da região. "Mas não há dúvida de que muitas estão localmente extintas onde o desmatamento foi maior", explica Ewers.


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Nasce espécie de macaco ameaçado de extinção em zoo de João Pessoa


                               Macaco-Prego Galego nasce em João Pessoa 
                               (Foto: Walter Paparazzo/G1 PB)
28/01/2012

Estima-se que exista apenas 150 animais da espécie no mundo.
Filhote nasceu na última quarta-feira (27) na capital paraibana.

Um macaco da espécie Cebus flavius, mais conhecido como Macaco -Prego Galego, nasceu na última quarta-feira (25) no Parque Zoobotânico Arruda Câmara, a Bica, em João Pessoa. Atualmente, em todo o mundo existem apenas 8 grupos da espécie e cerca de 150 animais espalhados na natureza, zoológicos e centros de triagem.

                                          São apenas 150 "macaco galegos" no mundo todo
                                          (Foto: Rammom Monte / G1 PB)

O parque atualmente conta com quatro indivíduos da espécie, dois machos e duas fêmeas, todos vindos do Cetro de Triagem de Animais Selvagens (CETAS/IBAMA) na Paraíba, além do filhote que nasceu.

Além dos Macacos-Pregos Galegos, o parque conta com aproximadamente 50 animais ameaçados de extinção, dentre aves, felinos e mamíferos. Os destaques são para as aves conhecidas como Pinta-Silgo e para os Macacos-Pregos Galego. Ao todo, o parque conta com aproximadamente 540 animais.


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