Mostrando postagens com marcador Medicamentos. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Medicamentos. Mostrar todas as postagens

Carta aberta aos empregados da Pfizer: precisamos de aliados



15/11/2016

Prezados empregados da Pfizer

Há quase um ano, estávamos do lado de fora do seu escritório na cidade de Nova York empilhando dinheiro falso em frente à entrada. Há seis meses, retornamos para deixar 2.500 flores em um berço. Tudo isso para ilustrar que a vacina essencial contra pneumonia da Pfizer não está chegando às crianças necessitadas.

Foto: Edwin TorresFoto: Edwin Torres

Sei que talvez não tenhamos nosso contato da melhor maneira, então deixem que me apresente: sou Mary Jo, e trabalhei como enfermeira de Médicos Sem Fronteiras (MSF) por 17 anos.

Vocês já devem ter ouvido falar sobre o que a nossa campanha, “A dose justa”, pede a vocês: vacinas contra pneumonia pelo preço de 5 dólares por criança para todos os países em desenvolvimento e organizações humanitárias. Eu preciso que essa possibilidade se torne real, porque a realidade em que vivemos agora – na qual milhões de crianças morrem por ano de uma doença evitável – é desoladora.  

Deixem-me falar sobre Mohamed, um menino de seis anos que conheci em meu último projeto, na Nigéria.  Quando cheguei à clínica, ele estava sentado no chão com seu irmão mais novo. Eles estavam muito magros e tinham úlceras terríveis e visivelmente dolorosas nos lábios. Mohamed quase não reagia. Ao mesmo tempo, porém, ele bufava e tentava desesperadamente respirar. Ele estava com a frequência respiratória de uma pessoa de 60 anos, cerca de três vezes mais que o normal para uma criança de sua idade – o que significava que seus pulmões estavam trabalhando muito mais que o normal para conseguir a quantidade de oxigênio de que ele precisava.  

Eu o peguei no colo imediatamente. Sua frequência respiratória era um sinal evidente de pneumonia. Depois confirmamos que Mohamed tinha malária, sarampo, pneumonia – o trio de assassinos da infância – e desnutrição. Encontramos um leito isolado para ele e aplicamos terapia intravenosa para ministrar fluidos e medicamentos.

O que mais me impressionou em Mohamed foi sua seriedade. Mesmo que eu soubesse que ele estava sentindo muita dor e que não tinha apetite para comer ou beber água, ele estava comprometido com sua própria autonomia: ele queria segurar o copo com as próprias mãos, porque não é normal precisar da ajuda de alguém para se alimentar aos seis anos de idade. Ele estava muito fraco, mas estava determinado a se manter forte.

Mohamed foi para casa com sua mãe e seu irmão naquela noite. No dia seguinte, fui a outra clínica de MSF, mais perto de sua casa, e procurei por ele. Quando cheguei à ala pediátrica, eu o vi da mesma forma do dia anterior: sentado no chão com o irmão. Mas desta vez ele estava animado. Ele estava sorrindo. A reviravolta foi incrível. Mohamed teve sorte de vir à nossa clínica no momento em que veio, e nós tivemos a sorte de os antibióticos funcionarem contra sua pneumonia. Esse nem sempre é o caso.

Eu penso no que crianças como Mohamed vivenciam. Várias crianças que conhecemos passam por muito na vida, e bastante cedo – guerras, conflitos, fugas constantes e uma terrível pobreza. Não podemos evitar que essas coisas aconteçam. Mas as doenças? Isso, sim, podemos evitar. Se ao menos pudermos proteger as crianças com vacinação, elas terão grandes possibilidade de sobreviver aos demais problemas.

A pneumonia de Mohamed poderia ter sido prevenida se sua vacina estivesse disponível. Mesmo quando alguns países – entre eles a Nigéria – introduzem a vacina contra pneumonia nos planos regulares de imunização, às vezes conflitos ou desastres naturais interrompem programas de saúde de rotina. É nessas ocasiões que organizações humanitárias podem proporcionar algum alívio até que a situação se estabilize.  

Mães e filhos fazem fila para vacinação contra malária em clínica de 
MSF na Nigéria (Foto: Sylvain Cherkaoui/COMSMOS

Por isso é importante que o preço da vacina contra a de pneumonia seja diminuído para os países que não recebem vacinas financiadas por doadores e para organizações humanitárias.

Sabemos que para que isso se torne realidade, o desejo de mudança tem que vir de dentro da Pfizer também. Vocês vão se solidarizar com crianças como Mohamed?

Pode não ser fácil, mas se isso impactar vocês, por favor, ajudem a espalhar essas palavras compartilhando esta carta com um de seus colegas de trabalho.

Obrigada.



MSF responde a surto grave de malária na RDC

MSF responde a surto grave de malária na RDC
Foto: Natacha Buhler/MSF

20/05/2016

A última ocorrência de uma epidemia como a atual foi em 2012, quando foram tratadas mais de 60 mil crianças

Na segunda-feira, 9 de maio, 141 crianças foram internadas durante a noite no hospital geral de referência de Pawa, na província de Haut-Uele, no nordeste da República Democrática do Congo. Havia de duas a três crianças em cada um dos 22 leitos da ala pediátrica e colchões estavam espalhados pelo chão, entre os leitos e pelos corredores. Um surto excepcionalmente grave de malária atingiu a área de saúde de Pawa e a vizinha Boma Mangbetu.

Faltam medicamentos para tratar a malária nos centros de saúde das zonas de saúde de Pawa e Boma Mangbetu.“Estamos tão cansados de assistir crianças morrerem!”, exclama o líder das comunidades de Gatua durante uma reunião com um enfermeiro da organização humanitária internacional Médicos Sem Fronteiras (MSF). “Estamos enterrando crianças ininterruptamente desde março. O centro de saúde não tem mais medicamentos para malária e as mães estão levando suas crianças para casa para morrer. A única coisa que elas podem fazer é resfriar seus filhos com água para baixar a febre.”

No início de maio, MSF lançou uma intervenção de emergência nas zonas de saúde de Pawa e Boma Mangbetu em resposta a um pedido das autoridades de saúde, já sobrecarregadas. O primeiro passo dado pela organização foi a distribuição de aproximadamente 10 mil tratamentos antimalária baseados em artemisinina e de um grande número de testes rápidos de diagnóstico para 32 centros de saúde, a fim de garantir que a doença seja tratada rápida, efetiva e gratuitamente a nível local.

“Somente uma vez nos deparamos com situação similar: em 2012, durante uma intervenção nas áreas de Ganga-Dingila, Pawa, Poko e Boma-Mangbetu tratamos mais de 60 mil crianças com malária”, explica Florent Uzzeni, gestor adjunto de programa de emergência de MSF. “Hoje, nosso objetivo primário é tratar crianças com malária simples o mais rápido possível, para que elas não desenvolvam malária grave.”

Se a doença for tratada em tempo, e com a medicação correta, o risco de complicações pode ser significativamente reduzido. No entanto, a atual falta de medicamentos e seu custo excessivo levou à multiplicação dos casos de malária, causando muitas mortes de crianças em suas casas, sem acesso a cuidados de saúde. Portanto, MSF também vai oferecer suporte aos hospitais gerais de referência de Pawa e Boma Mangbety no tratamento desses casos com complicações, que geralmente demandam cuidados intensivos, transfusões de sangue e oxigenoterapia. A equipe médica de MSF também fortalecerá a equipe médica do Ministério da Saúde. Além disso, a organização oferecerá os equipamentos e medicamentos necessários, além de treinamento para melhorar a qualidade dos cuidados.

“Vamos oferecer ajuda nas áreas com os maiores números de casos de malária, mas sabemos que outras áreas de saúde nas províncias de Haut-Uele, Bas-Uele e Ituri também foram afetadas”, continua Florent Uzzeni. “Tratamentos efetivos existem e se todos os atores envolvidos no combate à malária no país agirem rapidamente, vamos conseguir impedir a morte de muitas crianças em consequência dessa epidemia.”


Sudão do Sul: faltam medicamentos por todo o país


Foto: Diana Zeyneb Alhindawi

10/04/2016

Carta aberta da Dra. Joanne Liu, presidente internacional de MSF

A organização humanitária internacional Médicos Sem Fronteiras (MSF) expressa sua frustração ao constatar que, em um contexto já dramático de violência e deslocamentos prolongados, o alerta que fizemos há um ano para a comunidade humanitária e doadores não levou a nenhuma ação estrutural ou decisiva para evitar uma escassez a nível nacional de medicamentos essenciais no Sudão do Sul.

O conflito no Sudão do Sul já dura mais de dois anos, impactando fortemente sua população e, como sempre, colocando os mais vulneráveis em risco. Além dessa situação humanitária que já é terrível, uma emergência médica adicional e evitável está se desdobrando.

A interrupção do Fundo de Medicamentos de Emergência (EMF, na sigla em inglês) – programa que assegurava o financiamento, a aquisição e a provisão de medicamentos essenciais para todo o Sudão do Sul – agora gerou a escassez inaceitável e devastadora de medicamentos no país. Embora o cumprimento dos objetivos do programa tenha sido oficialmente repassado para o governo, quase não restam dúvidas de que não haveria condições de preencher essa lacuna em meio à crise contínua no país.

Esforços para prevenir o pior foram apenas temporários, sem que houvesse reconhecimento do impacto mais amplo dessa escassez massiva de medicamentos. Foram distribuídas e transferidas reservas de medicamentos, o que, no entanto, não impediu que nossas equipes testemunhassem a escassez na maioria das instalações de saúde primária em regiões onde trabalhamos. Por exemplo, em Aweil e no seu entorno, nós visitamos 42 unidades e centros médicos, dos quais 12 estavam completamente fechados e 23 já haviam tido de fechar e os pacientes estavam tendo de comprar seus medicamentos prescritos no mercado. Tudo isso foi agravado por um surto de malária que eclodiu no ano passado, quando tratamos mais casos graves da doença do que nunca, apesar das doações e distribuições de testes e tratamentos. Ainda assim, muitos pacientes chegaram em estágios avançados da doença por causa da falta de acesso a medicamentos básicos a nível local.

Embora previsíveis na época de nosso alerta, esses fatos agora estão refletidos e foram confirmados por mecanismos oficiais de informação. Ainda assim, nenhuma abordagem estrutural foi formulada para o futuro próximo, diante do fato de que a escassez de medicamentos agora é uma realidade em todo o país. Uma nova estação chuvosa está se aproximando rapidamente, prometendo novos surtos, bem como uma logística complicada. Essa não é uma situação que possa ser resolvida por um único ator isoladamente, mas parecem faltar esforços conjuntos.

Portanto, estamos novamente fazendo um apelo a todos os doadores, atores e autoridades para que se unam a fim de evitar uma crise médica completa, que está agravando ainda mais uma situação humanitária já terrível. A população não pode ter o acesso a medicamentos vitais negado. Se esses grupos não se unirem, a vida de milhares de pessoas estará em perigo e a parcela mais vulnerável desse país será novamente impactada desproporcionalmente, particularmente mulheres e crianças.

Após já ter abordado essas preocupações ao escrever para grandes doadores e após diversas reuniões bilaterais, eu me sinto compelida a reiterar nosso apelo publicamente, na forma desta carta aberta.

Dra. Joanne Liu

Presidente Internacional – Médicos Sem Fronteiras

Durante reunião de Obama e Modi, em Nova York, MSF pede à Índia que proteja medicamentos acessíveis a milhões de pessoas

Foto: Ruddy Roye

28/09/2015

“Não vamos deixar a farmácia do mundo em desenvolvimento ser fechada”, afirma o Dr. Manica Malasegaram, diretor executivo da Campanha de Acesso a Medicamentos de MSF

Hoje, em meio à reunião do presidente dos Estados Unidos e o Primeiro Ministro da Índia em Nova York, a organização humanitária internacional Médicos Sem Fronteiras (MSF) alertou para o fato de que as pressões por parte dos EUA para que a Índia mude suas políticas de propriedade intelectual podem resultar na perda do acesso de milhões de pessoas por todo o mundo a medicamentos essenciais e vitais. MSF depende de medicamentos genéricos produzidos na Índia para realizar seu trabalho em mais de 60 países, e, portanto, pede que Narendra Modi se mantenha firme e proteja o papel desempenhado pelo país como “farmácia do mundo em desenvolvimento”.

Do lado de fora do hotel do primeiro ministro Narendra Modi e no consulado da Índia em Nova York, MSF exibiu grandes painéis com uma imagem do Taj Mahal feito com pílulas e o título “A Incrível Índia”, parafraseando a campanha publicitária turística indiana de longa data.

“Precisamos dos medicamentos acessíveis da Índia para fazer nosso trabalho humanitário, e por isso não vamos deixar a farmácia do mundo em desenvolvimento ser fechada”, afirma o Dr. Manica Malasegaram, diretor executivo da Campanha de Acesso a Medicamentos de MSF. “A saúde de milhões de pessoas por todo o mundo será afetada pelas decisões tomada pelo primeiro ministro Modi. Por isso, pedimos a ele que não ceda à forte pressão dos EUA para mudar as políticas do país a fim de beneficiar os interesses das farmacêuticas.”

A lei indiana estabelece diretrizes mais rigorosas no que diz respeito à concessão de patentes do que outros países, filtrando as aplicações que são referentes a simples mudanças em produtos farmacêuticos já existentes, em favor da saúde pública. Isso tem permitido a continuidade da competição genérica robusta, que resultou, por exemplo, na redução em 99% do custo da combinação do tratamento básico para HIV no curso de uma década – de mais de US$ 10 mil para cerca de US$ 100.

O governo americano, suportado amplamente pelo lobby do setor farmacêutico, não está somente pedindo à Índia que dilua seu padrão para conceder patentes, mas também tem pressionado persistentemente pela implementação de um sistema regulatório para medicamentos, que associaria o registro de medicamentos ao status de sua patente. O Ministério da Saúde Indiano parece estar considerando seriamente aderir a essas mudanças.

“A indústria farmacêutica multinacional está pressionando fortemente para eliminar a competição na Índia”, diz Leena Menghaney, gerente da Campanha de Acesso de MSF no sul da Ásia. “A Índia não pode aceitar essa linha americana que diz que a propriedade intelectual, associada a medicamentos de alto preço, é a única forma de atrair investimentos. Simplesmente, este não é o caso.”

Mais de 80% dos medicamentos usados por MSF para tratar mais de 200 mil pessoas vivendo com HIV em seus projetos são genéricos indianos. A organização também se utiliza de medicamentos produzidos na Índia para tratar outras doenças, incluindo tuberculose e malária. A Índia também produz versões acessíveis de medicamentos para doenças não transmissíveis, considerados muito caros até mesmo para sistemas de saúde de países desenvolvidos. Mesmo nos EUA, seguradoras, provedores de tratamento e pacientes chegaram a um patamar doloroso com a exploração e os preços praticados pela indústria farmacêutica com, por exemplo, os preços de medicamentos para câncer na casa dos US$ 100 mil por paciente, novos medicamentos para hepatite C a US$ 1 mil por pílula e medicamentos antigos saltando de US$ 13,50 para US$ 750 por pílula, literalmente do dia para a noite.

“Pedimos ao primeiro ministro Modi que não aceite as demandas e padrões dos Estados Unidos sobre a propriedade intelectual”, afirma Leena Menghaney. “Milhões de vidas estão em jogo.”

Fonte: MSF


Vem aí a primeira norma nacional de logística reversa de medicamentos descartados pelo consumidor

12/08/2015

A Comissão de Estudo Especial de Resíduos de Serviços de Saúde (ABNT/CEE–129), que tem como coordenadora a Engenheira Roseane Maria Garcia Lopes de Souza, Diretora da ABES-SP, finalizou no dia 31 de julho as discussões para a elaboração da primeira norma nacional de Logística Reversa de Medicamentos Descartados pelo Consumidor. Esta norma busca atender a Política Nacional de Resíduos Sólidos.

A CEE–129 da ABNT tem como escopo a normalização no campo de resíduos de serviços de saúde, no que concerne a terminologia, classificação, requisitos de gerenciamento, procedimentos de coleta, armazenamento, tratamento, métodos de ensaio e generalidades.

A revisão das normas iniciou-se em 2011 e, para trabalhar todos os temas, a Comissão optou pela criação de seis Grupos de Trabalhos específicos: conceitos e definições, classificação, gerenciamento intra, gerenciamento extra, logística reversa de medicamentos e embalagens.

 O grupo que tratou do assunto de logística reversa de medicamentos foi intitulado GT Medicamentos e coordenado pelo José Francisco Agostini Roxo da BHS Brasil Health Service.

Durante o processo de construção  participaram Sra Marilia Viotti representante do Ministério do Meio Ambiente e o setor da cadeia produtiva completa, representada pelas entidades da Indústria Farmacêutica, Varejo Farmacêutico e Distribuidores.

O próximo passo será o envio da norma para a área de revisão gramatical da ABNT, após procedimento, a norma entrará para consulta pública.

Entidades e empresas participantes na formulação:

Associação Brasileira do Comércio Farmacêutico - ABC Farma
Arcadis Logos
Associação Brasileira de Distribuição e Logística de Produtos Farmacêuticos – Abradilan
Associação Brasileira de Empresas de Tratamento de Resíduos – ABETRE
Associação Brasileira de Engenharia Sanitária e Ambiental – ABES
Associação Brasileira de Normas Técnicas – ABNT
Associação Brasileira de Redes de Farmácias e Drogarias – Abrafarma
Associação Brasileira do Atacado Farmacêutico – Abafarma
Associação da Indústria Farmacêutica de Pesquisa - Interfarma
Associação dos Laboratórios Farmacêuticos Nacionais – Alanac
Bahia Farma
BHS Brasil Health Service
Companhia Ambiental do Estado de São Paulo – CETESB
Conselho Regional de Farmácia do Estado da Bahia – CRF/BA
Conselho Regional de Farmácia do Estado de São Paulo - CRF/SP
Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo - Cremesp
Consultoria em Ambiental – CNC
Coordenação de Vigilância em Saúde - Covisa
Departamento de Água e Esgoto de São Caetano do Sul
Drogaria São Paulo
EcoAdvisor
Ecos da Natureza
Estre Ambiental
Fecomercio MG
Fecomercio SP
Federação das Indústrias do Estado de São Paulo – FIESP
Fundação Estadual do Meio Ambiente – FEAM
Grupo Dimed
Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo - HC FMUSP
Hospital Israelita Albert Einstein
Hospital Santa Elisa – HSE
Hospital São Paulo
Hospital São Vicente de Paulo
Instituto Butantan
Instituto de Pesquisas Tecnológicas – IPT
Instituto do Coração – Incor
Logística Ambiental de São Paulo S.A. – LOGA
Ministério do Meio Ambiente
Pioneira Saneamento
Raia Drogasil
Sanofi Aventis
Sindicato da Indústria de Produtos Farmacêuticos no Estado de São Paulo – Sindusfarma
Sindicato das Indústrias Farmacêuticas No Estado De Goiás – Sindfargo
Sindicato do Comércio Atacadista de Drogas, Medicamentos, Correlatos, Perfumarias, Cosméticos e Artigos de Toucador no Estado de São Paulo – Sincamesp
Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo 
Sindicato do Comércio Varejista de Produtos Farma do Estado de São Paulo – Sincofarma/SP
Unidade de Tratamento de Resíduos S.A.
Universidade Federal do Rio Grande do Sul – UFRS



Cargueiro do Irã com ajuda para Iêmen entra em águas do Golfo de Áden



17/05/2015

Navio transporta 2.500 toneladas de farinha, arroz, medicamentos e roupas.
Arábia Saudita acusa o Irã de entregar armas à rebelião.

Um navio do Irã com ajuda humanitária destinada ao Iêmen, que navega rumo a um porto iemenita controlado pelos rebeldes, chegou neste domingo (17) ao golfo de Áden, apesar das advertências dos Estados Unidos, informou uma agência iraniana.

O cargueiro "Shahed" transporta 2.500 toneladas de ajuda de primeira necessidade como farinha, arroz, medicamentos e roupas, que são escassos no Iêmen devido aos combates.

Os Estados Unidos pediram ao Irã que entregue a ajuda de acordo com as regras da ONU, através da plataforma de distribuição montada no Djibuti, em frente à costa iemenita.

No entanto, o Irã afirmou que havia se coordenado com a ONU para que o navio descarregue no porto iemenita de Hodeida, no Mar Vermelho, sob controle dos rebeldes xiitas huthis.

No barco encontra-se um jornalista da agência iraniana Tasnim, vinculada à Guarda Revolucionária, vários médicos, assim como jornalistas e militantes anti-guerra de Estados Unidos, Alemanha e França.

O capitão do "Shahed", Masud Qazi Mir-Said, disse que espera chegar a Hodeida no dia 21 de maio se as condições meteorológicas continuarem sendo favoráveis, informou a agência Tasnim.

Os Estados Unidos anunciaram que vigiavam o cargueiro, o que irritou as autoridades iranianas, que advertiram contra qualquer tentativa de inspecionar o barco.

A Arábia Saudita, que lidera a coalizão árabe que intervém militarmente no Iêmen desde 26 de março, acusa o Irã de entregar armas à rebelião.

Por sua vez, o Irã afirma que envia apenas ajuda humanitária.

Fonte: G1


Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...