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Rock In Rio 2017 anunciará 1ª atração durante Amazônia Live, diz Medina

Evento no AM terá Plácido Domingo, Ivete Sangalo e Andreas Kisser.
Projeto quer incentivar população a abraçar a causa da sustentabilidade.

27/08/2016

Empresário Roberto Medina é o responsável
pelo Rock In Rio (Foto: Divulgação)
O evento Amazônia Live deste sábado (27) não terá apenas apresentações de Plácido Domingo, Ivete Sangalo e Andreas Kisser. O presidente do Rock in Rio (RIR), Roberto Medina, disse ao G1 que os shows em Manaus terão ainda o anúncio da primeira atração internacional do RIR, que acontece em 2017 no Rio de Janeiro.

“Já tinha fechado os contratos e achei que era legal antecipar. Ia fazer o anúncio só no final de setembro”, disse, sem especificar se a banda já tocou em edições anteriores do Rock in Rio.

O projeto Amazônia Live é realizado pela primeira vez este ano. No entanto, o ‘embrião’ já existia, segundo Medina. Ao G1, o empresário destacou a preocupação que a marca Rock in Rio tem com o lado social - o slogan “Por Um Mundo Melhor”, lançado no festival de 2001, cimentou essa movimentação.

“Eu queria fazer mais. Me veio a ideia de fazer o compromisso social do RIR. Foi uma experiência riquíssima para a marca Rock in Rio e para mim,  sentir aquelas pessoas, porque muda a vida deles”, lembra.

Medina ainda não sabe se o Amazônia Live terá outras edições, a exemplo do próprio Rock in Rio. "Eu vou ficar nos próximos três anos batendo no tema do meio ambiente. Se O Amazônia Live é o tema que eu vou sustentar ao longo do tempo, eu não sei. Pode ser que eu entenda que, do ponto de vista de comunicação internacional, [seja interessante] fazer uma festa na Patagônia. Onde tiver uma natureza exuberante, a gente pode fazer", destacou.

Amazônia Live será realizado neste fim de semana,
no Amazonas (Foto: Reprodução)
Mobilização ambiental

Durante o evento deste sábado, será lançada a campanha de mobilização que incentiva a população a abraçar a causa, sob o mote “Mais do que Árvores, Vamos Plantar Esperança”.  O festival pretende plantar, pelo menos, um milhão de árvores para a restauração de áreas na cabeceira e nascentes do Rio Xingu.

"[No Rock in Rio 2001 decidi que] na minha vida eu não faria nenhum evento que não tivesse um projeto social", frisou Medina. "A questão do meio ambiente não é mais para os filhos ou para os netos. É para agora. A cada dia, tem mais catástrofes. O RIR tem que se aproveitar disso. A partir daí começamos a pesquisar o meio ambiente. A Amazônia tem uma responsabilidade", acrescentou o empresário.

O evento terá abertura em um palco flutuante montado no Rio Negro, com as mesmas dimensões do Palco Mundo do Rock in Rio. O show poderá ser acompanhado pelo mundo inteiro, com live streaming pela internet e em todo o Brasil com transmissão do canal Multishow.

A Orquestra Amazonas Filarmônica e o Coral do Amazonas participarão, assim como o guitarrista Andreas Kisser, que fará a primeira apresentação da noite, seguido pelo tenor autista Saulo Lucas. Ivete Sangalo cantará "Circle of Life", da trilha sonora do filme "O Rei Leão" e, ao lado do tenor Plácido Domingo, interpretará "Aquarela do Brasil", de Ary Barroso.

Depois da apresentação no palco flutuante, Ivete fará show gratuito na praia de Ponta Negra, Zona Oeste de Manaus. A expectativa é que 200 mil pessoas estejam no local para assistir à apresentação da baiana.

Fonte: G1 Amazonas


ROCK IN RIO PROMOVE CAMPANHA PARA RESTAURAR AMAZÔNIA



06/04/2016

O Rock in Rio, maior festival de música e entretenimento do mundo, lançou o Amazônia Live, um projeto social da marca a ser realizado em edições do festival até 2019.

O objetivo da campanha é mobilizar a população a abraçar a causa do meio ambiente com o slogan “Mais do que Árvores, Vamos Plantar Esperança”.

De 1500 a 1977, cerca de 4,7% da Amazônia foi desmatada, segundo dados da Rede Amazônica de Informação Socioambiental Georreferenciada (Raisg). Nos últimos 36 anos, esse percentual subiu para 18%. O Brasil já perdeu, de acordo com dados coletados até 2013, 632 mil km2 de florestas, o que afeta o clima e o equilíbrio das chuvas e a vida de quem vive perto e, também, longe da floresta.

O Rock in Rio resolveu se engajar na questão por considerar a música uma linguagem universal capaz de emocionar as pessoas. O festival tem um pilar de sustentabilidade criado em 2011: “Por um mundo melhor”.

Objetivamente, a organização do evento inicia um movimento global de restauração da Amazônia chamando a atenção das pessoas para o consumo consciente dos recursos naturais e para a mudança de seu comportamento.

Roberto Medina, presidente do Rock in Rio, explica que “pela primeira vez estamos adotando globalmente uma mesma causa que será promovida em todos os países onde o Rock in Rio está, e não só, e se estenderá por várias edições do evento. Estamos garantindo o plantio de um milhão de árvores e, com a ajuda de marcas parceiras e dos fãs do festival, queremos chegar a cerca de três milhões de novas árvores na região. Com esta ação, vamos chamar a atenção do mundo inteiro para um problema urgente e mostrar que é possível plantar, sobretudo, esperança. Para se ter uma ideia da importância disso, segundo dados do ISA, uma floresta com três milhões de árvores transpira a cada dia cerca de 48 milhões de litros de água. Outro dado importante e que merece a nossa atenção é que a Amazônia tem 20% de toda a água doce do planeta e isso não pode se perder”.

A ideia começou em 2015, quando a Prefeitura de Manaus procurou a equipe do Rock in Rio para ajudar a chamar atenção para a importância da floresta no equilíbrio do planeta.

Além da campanha publicitária sobre a importância da floresta, o Rock in Rio promoverá o plantio de árvores, contando já com parceiros, como Itaú, Manaus Luz, Manaus Ambiental, Banco Mundial, Universidade Estácio de Sá, e Gol. O festival garantiu o plantio de um milhão de árvores e os parceiros se comprometeram com a causa elevando este número para 2,1 milhões.

Segundo Claudia Romano, diretora de responsabilidade social e parcerias da Estácio, a universidade vai doar 100 mil árvores, além de trabalhar na mobilização de seus alunos e colaboradores para fazerem o mesmo. “Se cada um plantar uma árvore já será um grande feito. Nossa missão de educar para transformar se expressa também na formação de profissionais e cidadãos conscientes e comprometidos”, disse.

O Banco Mundial e o ARPA (Programa Áreas Protegidas da Amazônia) também se comprometeram com a causa. “Estamos construindo uma parceria com o Banco Mundial, no âmbito do Programa Áreas Protegidas da Amazônia – ARPA, onde serão plantadas, no mínimo, 1 milhão de árvores junto ao Amazônia Live em áreas protegidas da floresta Amazônica”, garante Adriana Moreira, que trabalha para ambos os grupos.

Para o plantio, será usado um mix de sementes através de uma técnica, desenvolvida pelo Instituto Socioambiental (ISA) com o objetivo de reproduzir o processo natural da floresta, que aproveita a experiência de plantadores de árvores do Xingu-Araguaia. Essa experiência comprova que o melhor método para as árvores é serem plantadas as suas sementes diretamente no chão, no seu local definitivo. Tal ação visa a recuperar as nascentes e matas às margens dos rios, além de gerar renda de forma colaborativa e inclusiva para as comunidades locais.

Todo o processo poderá ser acompanhado durante os três primeiros anos do plantio por meio de relatórios técnicos e notícias que avaliarão a situação das árvores e da recuperação da floresta.

A ação é celebrada pelo ISA e pelos plantadores de semente. Segundo Rodrigo Junqueira, do ISA, "as melhores soluções são criadas de maneira compartilhada e em Rede. Este é o aprendizado do nosso grande parceiro, a Rede de Sementes do Xingu. Nós do ISA e os mais de 420 coletores de sementes estamos animados com o desafio de plantar um milhão de árvores no coração do Brasil. Mas também muito empenhados em levar o alerta sobre os riscos que a Amazônia está enfrentando neste momento e o papel de cada pessoa nas questões socioambientais”.

A Amazônia é responsável pelo controle climático global e pela renovação atmosférica da poluição. Preservá-la é preservar várias espécies animais e vegetais – incluindo a espécie humana.

GreenMe
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