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EMBRAPA COLABORA PARA RECOMPOSIÇÃO FLORESTAL DO PARQUE NACIONAL DA CHAPADA DOS VEADEIROS

Fernando Tatagiba (esquerda) recebe as mudas em tubetes ecológicos de Leonel Neto.

23/01/2018

Após incêndio devastador, que destruiu 26% de sua área, reserva se recupera com a ajuda de parceiros.

A Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia, unidade da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) em Brasília, DF, doou ao Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros, no dia 17 de janeiro de 2018, aproximadamente 160 mudas e cinco quilos de sementes de quatro espécies nativas do Cerrado para colaborar com a restauração ecológica do Parque, uma das mais importantes unidades de conservação do Brasil, devastada por um incêndio em outubro de 2017, que destruiu 64 mil hectares, correspondendo a 26% de sua área total. Para se ter uma ideia, essa extensão equivale à metade da área do município do Rio de Janeiro.

            As sementes e mudas foram entregues pelo analista da Unidade Leonel Neto ao diretor do Parque, Fernando Tatagiba e abrangem quatro espécies: copaíba (Copaifera langsdorffii), ipê-roxo (Handroanthus impetiginosus), jacarandá-caroba (Jacaranda cuspidifolia), gonçalo-alves (Astronium fraxinifolium) e aroeira (Myracrodruon urundeuva).

            A doação das mudas de ipê-roxo, gonçalo-alves e jacarandá-caroba contou ainda com um diferencial, como explica Leonel. Elas foram plantadas em tubetes ecológicos feitos do fruto do jequitibá (Cariniana estrellensis), o que permite o plantio direto sem danos ao meio ambiente, por não utilizar plástico. Todo o processo de preparação das espécies doadas foi realizado em conjunto entre Leonel e a pesquisadora Antonieta Salomão.

            O diretor do Parque vê com bons olhos a parceria com a Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia porque “representa o encontro entre a conservação ex situ (fora do local de origem) e in situ (no habitat das espécies vegetais), estratégias fundamentais e complementares de proteção dos recursos naturais do Cerrado”. O objetivo de Tatagiba é aprofundar a parceria com a Unidade, considerando a sua expertise em conservação de plantas. “As sementes de espécies nativas são fundamentais para os processos ecológicos responsáveis pela regeneração natural de ecossistemas degradados na Chapada dos Veadeiros”, complementa.   

Iniciativa terá continuidade e será estendida a outros parques de conservação

            A Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia investe há mais de quatro décadas em pesquisas com recursos genéticos de plantas, animais e microrganismos. Recurso genético é a parte da biodiversidade que apresenta valor real ou potencial para a humanidade. O Brasil é privilegiado em relação a esses recursos, já que a sua biodiversidade compreende 20% de todas as espécies de plantas, animais e microrganismos do planeta, o que representa o maior patrimônio biológico do mundo.

            O objetivo é conservar e usar de forma sustentável esses recursos genéticos, em prol da segurança alimentar das gerações atuais e futuras. Para isso, os estudos envolvem várias etapas, que vão desde a coleta em todos os biomas brasileiros até a conservação em bancos genéticos.

            No caso de plantas, uma das prioridades da Embrapa é coletar espécies em áreas que serão sujeitas à degradação ambiental, como por exemplo, pela construção de hidrelétricas. Esse trabalho é feito de forma sistemática e muito do material genético coletado não chega até aos bancos genéticos ou às câmaras frias, nas quais as sementes são conservadas a longo prazo.

            “Nossa ideia é coletar as sementes, preparar as mudas que fazem parte desse sistema de conservação e entregá-las aos parques de conservação. Não apenas ao Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros, mas a outros no Brasil”, explica Leonel, lembrando que muitas vezes, a palavra mais correta é “devolver” porque parte dessas variedades foram coletadas nas próprias reservas. É o caso do gonçalo-alves, uma árvore rústica de médio porte, cujas sementes foram coletadas na região da Chapada dos Veadeiros.


Embratur e Meio Ambiente avançam na estruturação dos parques para o planeta

Ministro Sarney Filho e Vinicius Lummertz entre o secretário Ricardo 
Soavinski (MMA) e o assessor Marcelo Costa (Embratur)

01/11/2016

Potencial do Brasil em recursos naturais deve ser explorado para atrair turistas nacionais e estrangeiros

Uma conversa entre o presidente da Embratur (Instituto Brasileiro do Turismo) e o ministro do Meio Ambiente, Sarney Filho, nesta quinta-feira (27) marcou a retomada do projeto “Parques para o Planeta”. A ideia é selecionar alguns dos principais parques naturais do Brasil, canalizar esforços governamentais para preparar a formatação de novas concessões e abrir as unidades para visitação, não só para turistas nacionais, mas para estrangeiros, em especial os dos países vizinhos.

“Temos um potencial enorme, temos dezenas de parques naturais deslumbrantes, que estão fechados à visitação. Porque não nos unirmos para superar os entraves e dar condições a esses parques para que recebam visitantes, respeitando, é claro, os limites ambientais?”, comentou Lummertz ao defender a retomada do projeto, que já havia sido apresentado ao Ministério do Meio Ambiente pelo Ministério do Turismo e a Embratur há alguns anos.

O ministro Sarney Filho se entusiasmou com a ideia e mobilizou imediatamente o Secretário de Recursos Hídricos e Ambiente Urbano, Ricardo Soavinski, para montar um grupo de trabalho e tomar as providências para destravar barreiras burocráticas. “Entendemos que existe a questão do manejo sustentável dessas áreas. Mas muita coisa nesse campo está ultrapassada e não estamos falando em liberar integralmente reservas. Apenas definir certas áreas para que ali seja feita a visitação”, emendou Sarney Filho.

Ao Ministério do Meio Ambiente ficou a responsabilidade de definir 10 parques em todo o País para iniciar a experiência. Depois de preparar as áreas, inclusive quanto a eventuais questionamentos de ordem jurídica, a Pasta pretende abrir concessões para exploração comercial pela iniciativa privada. 

Durante o encontro, Lummertz sugeriu também uma ação coordenada entre a Embratur e o MMA, para mostrar o modelo a prováveis investidores em diversos países. “Podemos fazer road shows com o objetivo de buscar empresas que se interessem em participar das licitações para as concessões”, resumiu o presidente.

Sobre os Parques Naturais

O Brasil conta com 71 parques nacionais, visitados por 6 milhões de turistas em 2013. A receita foi de R$ 27 milhões em 2012. Apenas dois deles, o da Tijuca, onde está o Cristo Redentor, e o do Iguaçu, com as Cataratas, respondem por 70% do total de visitantes.

Fonte: Embratur

INCÊNDIO NA CHAPADA DIAMANTINA JÁ DURA 45 DIAS E AMEAÇA CHEGAR A CASAS

Incêndio na Chapada da Diamantina (BA) já dura 45 dias e se aproxima de casas
Acervo pessoal/Marcelo Issa

15/12/2015

Um incêndio consome a mata do Parque Nacional da Chapada Diamantina, na região central da Bahia, há pelo menos 45 dias. Além de equipes do Corpo de Bombeiros, cerca de 50 brigadistas voluntários estão nas serras tentando combater o fogo desde o início de novembro.

O parque abrange sete municípios baianos, três deles já com focos de incêndio: Palmeira, Lençóis e Ibiocara. No último final de semana, novos focos surgiram na região do Vale do Capão, em Palmeira, em uma área próxima a casas.

A Chapada Diamantina é uma das principais rotas de turismo ecológico da Bahia por ter sua rica biodiversidade e inúmeras nascentes. O Vale do Capão é a entrada para algumas das paisagens listadas entre as mais deslumbrantes do mundo pela Fundação National Geographic.

O fogo já destruiu as trilhas da Cachoeira da Fumaça, as margens dos rios Mucugê e Mucugêzinho, e áreas dos morros Pai Inácio e Branco.

Os moradores da região suspeitam que incêndios sejam criminosos. O Governo da Bahia, no entando, nega. Segundo o meteorologista do Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos, Heráclito Alves, raios que caíram na região podem ter dado início ao fogo. "Como houve pouca ocorrência de chuvas, existe a possibilidade destes raios, incidindo em áreas de vegetação mais seca, terem provocado o início de novos focos", explicou o meteorologista.

Governo vai equipar voluntários

Para combater os diversos focos de incêndio, o Corpo de Bombeiros tem usado 60 bombeiros militares, além de 40 brigadistas e nove aeronaves. Contudo, a equipe não é suficiente. No último domingo (13), a Justiça Federal obrigou o governo do Estado e a União a fornecerem 400 kits de material e EPIs (Equipamentos de Proteção Individual) para os brigadistas voluntários que estão na linha de combate aos incêndios que atingem a Chapada Diamantina desde o mês de novembro.

Novos focos de incêndio podem ter sido causados por raios em vegetação seca
Acervo Pessoal/Marcelo Issa

A determinação judicial ainda pede a disponibilização de cinco veículos, mais um helicóptero para o combate do incêndio. Além da contratação de 30 brigadistas.

Morador há dois anos do Vale do Capão, o jornalista Marcelo Issa está atuando na linha de combate ao fogo como voluntário. "Passamos a madrugada da sexta-feira para o sábado na mata, todos os homens do Vale do Capão, entraram na mata para fazer o aceiro, cortando a mata e o chão para ao fogo não expandir. As casas que estão em cima das serras estão ameaçadas", disse Issa.

"A situação é triste não só pela extensão das queimadas, mas porque atingiu dezenas de nascentes de rios. E isso é grave quando observamos que a maior parte da água potável consumida no Estado da Bahia vem exatamente das nascentes de rios da Chapada Diamantina", completou a moradora do  Vale do Capão, Emmanuela Vilar Lins.

Turismo prejudicado

A ACP (Associação de Moradores de Vale do Capão) disse que os incêndios vêm afugentando turistas e os moradores estão apreensivos com o impacto ambiental e econômico. Cerca de 50% das reservas feitas para o fim de ano foram canceladas e a procura por hospedagem diminuiu. "Passamos o ano esperando as festas de Réveillon, quando temos uma boa movimentação de turistas para rentabilizar a região, porém este ano será complicado. Muitos turistas estão cancelando as viagens achando que o parque foi devastado. As áreas que foram incendiadas não eram, em sua maioria, áreas visitadas. O Vale do Capão é imenso e, mesmo com o incêndio, ainda tem muita beleza para ver", disse a brigadista Tila Silvany.

Na pousada Lendas do Capão, dos 22 quartos existentes apenas quatro estão reservados. Segundo o gerente Cristiano Argolo, o incêndio na região impactou diretamente nas vendas dos pacotes de hospedagem. "Estamos há quase duas semanas do réveillon e nesta época, pelo menos 60% dos quartos já estariam reservados."

O UOL entrou em contato com o ICMBio (Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade) para saber se existe algum plano de prevenção de incêndio para a região da Chapada Diamantina e como o órgão está ajudando nas ações, mas até a publicação deste texto ninguém retornou os contatos.

Fonte: UOL


Alterações climáticas são a maior ameaça ao planeta, diz Obama

Obama: Estados Unidos prometem reduzir a poluição provocada pelo país
Michael Reynolds/EPA/Agência Lusa

20/04/2015

Da Agência Lusa

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, afirmou hoje (18) que as alterações climáticas são "a maior ameaça ao planeta". Ele disse esperar que os piores efeitos possam ser evitados. "Atualmente, não há maior ameaça ao nosso planeta do que as alterações climáticas", enfatizou Obama, em sua mensagem radiofônica semanal.

"As alterações climáticas não podem ser negada, nem ignoradas. O mundo olha para os Estados Unidos esperando que [o país] assuma a liderança nesta matéria, e é o que estamos fazendo", disse o chefe do governo americano, lembrando que o ano passado foi o mais quente desde que os registos de temperaturas começaram a ser feitos em 1880.

Obama anunciou que viajará para a Flórida na quarta-feira (22), Dia Mundial da Terra. Ele vai ao Parque Nacional de Everglades, "um dos locais mais singulares do planeta, mas também um dos mais frágeis". O presidente lembrou sua aposta nas "energias limpas" e disse que as emissões de carbono dos Estados Unidos caíram 10% desde 2007.

"Comprometemo-nos a duplicar o ritmo de diminuição da poluição, e a China comprometeu-se, pela primeira vez, a limitar suas emissões", destacou o presidente, referindo-se a um entendimento alcançado em novembro de 2014 com o presidente chinês, Xi Jinping.

Barack Obama acredita que a união das "maiores economias do mundo" em torno do tema dá "novas esperanças" para que o mundo alcance, ainda neste ano, "um acordo para evitar os piores impactos das alterações climáticas, antes que seja muito tarde".

A expectativa do presidente é que se alcance um acordo sobre clima na reunião de cúpula marcada para dezembro, em Paris, seis anos após o fracasso da Cúpula de Copenhague.


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