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Furacão Matthew causou cerca de US$ 2 bilhões em danos no Haiti

A passagem do devastador furacão Matthew pelo sul do Haiti, em 4 de outubro, 
causou cerca de US$ 2 bilhões em danos - anunciaram autoridades do país na sexta-feira (28).

31/10/2016

Perdas representam 20% do PIB do país; mais de 175 mil perderam casas.
População reclama de lentidão na distribuição de ajuda humanitária.

Segundo estudos realizados com apoio de instituições financeiras internacionais (Banco Mundial e Banco Interamericano de Desenvolvimento), o montante das perdas foi de 124,8 bilhões de gourdes haitianos, o equivalente a US$ 1,9 bilhão.

A catástrofe, que deixou 546 mortos, segundo o último balanço oficial, debilita a já frágil economia do país mais pobre do Caribe, uma vez que representa mais de 20% do seu Produto Interno Bruto.

Considerada o celeiro do país, a região sul do Haiti foi devastada por rajadas de ventos de mais de 250 km/h e chuvas torrenciais.

O setor agrícola sofreu danos no valor de cerca de US$ 600 milhões, e mais de 175 mil pessoas perderam suas casas, destruições avaliadas igualmente em US$ 600 milhões, segundo economistas.

A urgência para alimentar e dar abrigo a dezenas de milhares de pessoas surge em um momento em que o país está em plena crise política.

O primeiro turno da eleição presidencial de 2015 foi anulado devido a fraudes generalizadas e reprogramado para o último 9 de outubro. A chegada do furacão poucos dias antes obrigou um novo adiamento da votação. Agora, deve acontecer em 20 de novembro, e o segundo, em 29 de janeiro de 2017.

O desafio consiste em encontrar lugares para abrigar as zonas eleitorais, visto que mais de 500 escolas normalmente usadas para as eleições ficaram danificadas, ou totalmente destruídas.

O ministro haitiano da Economia e das Finanças, Yves Romain Bastien, denunciou o uso da ajuda humanitária com fins políticos e eleitoreiros.

"Nós concordamos que estamos em um país polarizado e tivemos um momento difícil, porque as pessoas pensavam em polarizar a ajuda que enviamos para as pessoas carentes, que precisavam de tudo", reconheceu o ministro, acrescentando que as autoridades estavam "tomando todas as medidas para mudar isso".

No entanto, cerca de um mês depois da passagem do furacão, a raiva aumenta entre os afetados, que reclamam da lentidão da chegada da assistência.

Na terça-feira, uma adolescente morreu, e outras três pessoas ficaram feridas, por tiros em Dame-Marie, pequena cidade do sudoeste do país, durante uma distribuição de ajuda humanitária que derivou em incidentes.

Fonte: G1


Papa envia doação às vítimas do furacão no Haiti

Haiti foi devastado pelo Furacão Matthew na terça-feira, 4  
Foto: Logan Abassi UN/ MINUSTAH

16/10/2016

O Pontifício Conselho “Cor Unum” anunciou nesta sexta-feira, 14, que o Papa Francisco enviou uma contribuição de 100 mil dólares para o socorro às vítimas do furação “Matthew”.

O furacão de categoria 4 arrasou o país caribenho na última terça-feira, 4, com ventos de até 230km/h, provocando a morte de cerca de 900 pessoas e deixando milhares de desabrigados.

Apostólica através das dioceses que foram mais atingidas pela calamidade.”É uma ajuda que expressa em concreto os sentimentos de ‘espiritual proximidade’ e o ‘paterno encorajamento do Sumo Pontífice’ para com as pessoas destes territórios”, destaca o comunicado à imprensa.

Este contributo integra-se na rede de ajudas que de imediato foram constituídas em toda a Igreja Católica e que envolve diversas conferências episcopais, a Caritas Haiti e a Caritas Internacional.
Fonte: Rádio Vaticano/Canção Nova


Ministério da Integração envia 120 barracas ao Haiti

As tendas possuem área útil de 25 metros quadrados, cada, e são de fácil manejo 
e montagem com piso e cobertura de PVC - Divulgação/Ministério da Integração

16/10/2016

Na próxima semana, as equipes do governo federal irão se reunir para definir novas ações, como envio de kits humanitários e medicamentos
  
Cerca de 120 barracas foram enviadas pelo Ministério da Integração Nacional, por meio do Boeing 767 da Força Aérea Brasileira (FAB), para a capital haitiana, Porto Príncipe.

A ação foi realizada, nesta sexta-feira (14), com o objetivo de auxiliar as famílias atingidas e oferecer atendimento aos feridos pelo furacão Matthew.

As tendas possuem área útil de 25 metros quadrados cada, e são de fácil manejo e montagem com piso e cobertura de PVC, além de estrutura tubular de alumínio. Na próxima semana, as equipes do governo federal irão se reunir para definir novas ações, como envio de kits humanitários e medicamentos.

"Nós faremos nos próximos dias uma nova remessa de apoio. Com isso, estamos cooperando e colaborando para diminuir o sofrimento dos haitianos, que estão passando por esse momento excepcional de dificuldades em face a este evento que atingiu milhares de pessoas no país", disse o ministro da Integração Nacional, Helder Barbalho. 


O apoio do governo brasileiro é fruto da ação conjunta entre os ministérios da Integração Nacional, das Relações Exteriores, da Saúde e da Defesa.

Fonte: Portal Brasil, com informações do Ministério da Integração.

Haiti: respondendo à cólera e a outras necessidades médicas

Foto: Andrew McConnell/Panos Pictures

16/10/2016

Equipes de MSF estão presentes em diversas regiões do país para tratar pessoas e prestar apoio a centros de saúde afetados pelo furacão Matthew

Após a passagem do furacão Matthew pelo Haiti, equipes da organização humanitária internacional Médicos Sem Fronteiras (MSF) estão tratando pessoas afetadas pela cólera, por ferimentos e outras condições médicas, e prestando apoio a centros de saúde que ficaram danificados.

Muitas comunidades ao longo da costa do sul do Haiti, bem como o interior do departamento de Grande Anse, foram gravemente afetados pelo furacão. Nestas regiões, o abastecimento de água e o saneamento básico já eram insuficientes, e a oferta de cuidados de saúde já era, muitas vezes, precária e subfinanciada. Os riscos de saúde enfrentados pela população local aumentaram muito após a perda de vidas e a danificação e destruição de casas, instalações de saúde e estradas.

Em Port-à-Piment, no departamento Sul, uma equipe de MSF tratou 87 pacientes de cólera no dia 11 de outubro. Muitos deles vinham de Chardonnière e de Port-à-Piment, onde MSF está estruturando um centro de tratamento de cólera de 150 leitos. A equipe tratou 77 pessoas feridas desde que chegou à cidade.

Em Les Anglais, MSF tratou diversos feridos e 16 pacientes de cólera.

Em Jérémie, em apenas três dias, foram tratados mais de 450 feridos. MSF está apoiando o hospital local Saint Antoine e operando uma clínica móvel na região.

Em Petit Trou, no departamento de Nippes, dois centros médicos locais foram danificados pelo furacão. Até o momento, uma clínica móvel de MSF tratou cerca de 400 pacientes em Petit Trou e outros locais de Nippes. As condições médicas observadas incluem infecções do trato urinário, ferimentos relacionados ao furacão, febre, infecções de pele e diarreia.

Nos departamentos de Artibonite e Noroeste, MSF planeja distribuir tendas, leitos e suprimentos médicos a instalações de saúde que foram danificadas pelo furacão.

MSF também está conduzindo avaliações no sudeste do país e continua sua vigilância epidemiológica no departamento Oeste e na área metropolitana de Porto Príncipe.

Equipes da organização continuam priorizando a chegada a áreas onde as necessidades da população ainda não foram avaliadas e onde não houve oferta de ajuda.

Além disso, MSF mantém diversos projetos na região metropolitana de Porto Príncipe: a unidade de tratamento de queimaduras do hospital de Drouillard; o centro de emergência Martissant 25; o hospital de emergência cirúrgicas Nap Kenbe; o Centro de Referência em Urgências Obstétricas (Cruo, na sigla em francês); a clínica Pran Men’m, para sobreviventes de violência sexual e de gênero; e o centro de tratamento de cólera Figaro, que pode ser ativado em poucas horas. MSF também apoia o centro Diquini de tratamento de cólera.




Ban Ki-moon chega ao Haiti após furacão matar quase mil pessoas

Secretário geral da ONU, Ban Ki-moon chega ao Haiti (Foto: Hector Retamal / AFP)

16/10/2016

Matthew também deixou cerca de 175 mil desabrigados. 
Pouco antes da chegada do secretário, caminhões da ONU foram saqueados.

O secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), Ban Ki-moon, chegou neste sábado (15) em Les Cayes, no Haiti, pouco após caminhões da ONU serem saqueados perto da região onde seu avião pousou.

A situação na região é de desespero de familiares em busca de ajuda depois da passagem do furacão.

O furacão de categoria 4 atingiu o Haiti no dia 4 de outubro, matando cerca de mil pessoas e deixando mais de 1,4 milhão de habitantes necessitando ajuda humanitária. Os desabrigados chegam a 175 mil. Linhas de transporte, comunicação e eletricidade foram cortadas.

As tensões estão fortes no sudoeste do Haiti porque a ajuda ainda não chegou a muitas famílias cujas plantações e estoques de água foram destruídos, o que aumenta o risco de cólera e desnutrição.

Um coordenador do braço americano da Organização Mundial da Saúde (OMS) disse que a base da ONU foi fechada após o saque de dois contêineres do Programa Mundial de Alimentos do lado de fora do local, neste sábado.

A visita de Ban Ki-moon é uma chance para que o sul-coreano deixe um legado ao fim de seu último mandato no cargo de secretário-geral, neste ano. Sua administração foi manchada por acusações de estupro na República Centro Africana e uma epidemia de cólera no Haiti, ambas por parte de tropas da ONU.

Secretário geral da ONU, Ban Ki-moon chega ao Haiti (Foto: Hector Retamal / AFP)
Fonte: G1


Após furacão, haitiano que vive em SC cria rádio para informar sobre seu país



09/10/2016

Empresário veio para o Brasil em 2010 após terremoto que devastou Haiti. 
Jean Monfiston tem na webrádio uma forma de interagir com conterrâneos.

Três dias depois da passagem do furacão Matthew pelo Haiti, a devastação é nítida no sul do país, onde 900 pessoas morreram após a tempestade.  Um haitiano que vive em Santa Catarina criou uma rádio na internet para obter informações sobre os familiares e informar os conterrâneos que vivem no Brasil sobre a situação do país de origem.

Com um equipamento improvisado, o empresário Jean Monfiston colocou a rádio no ar e tem na interatividade com os ouvintes a base para divulgar a situação do seu país. “Eles mandam mensagem para nós, para dizer como estão, como foi que tudo aconteceu, se a tempestade passou, como estão as coisas. A gente está sempre em comunicação com eles”, contou.

Jean contou à RBS TV que as notícias mais tristes são aquelas dadas quando as pessoas enviam fotos, de filhos ou de  pais que não encontraram mais após a tempestade. O empresário saiu do Haiti após o terremoto que arrasou o país em 2010.

“Agora, o número de desempregados cresceu, aumentou a miséria, mas eu acredito em nome de Deus, que o Haiti ainda será o país mais rico do mundo”, declarou.



Papa pede solidariedade mundial ao Haiti após furacão

Foto: EFE

09/10/2016

O Papa Francisco expressou neste domingo (9) "confiança no sentido de solidariedade" das comunidades internacional e católicas para ajudar a população do Haiti, devastada pela passagem do furacão Matthew.

"Conheci com dor as graves consequências provocadas pelo furacão que nos últimos dias afetou o Caribe, principalmente o Haiti, deixando várias vítimas e deslocados, além de danos materiais", disse após a reza do Ângelus dominical.

O pontífice enviou condolências às pessoas desabrigadas e convidou o mundo a se "unir à oração por estes irmãos e irmãs, tão duramente afetados".

O furacão Matthew arrasou o Haiti, onde segundo a apuração provisória morreram 336 pessoas, apesar de diversas autoridades indicarem que o número de mortos já passa de 870. Além disso, foram registrados 211 feridos e 61.537 pessoas permanecem deslocadas.

Após a passagem pelo Caribe, o furacão Matthew voltou a tocar a terra nos Estados Unidos, no estado da Carolina do Sul.

Fonte: Terra


Furacão atinge Haiti e Cuba com severidade e segue para os EUA

Carros atravessam rua inundada na capital haitiana após as fortes chuvas 
ocasionadas pelo furacão Matthew (Hector Retamal/AFP)

05/10/2016

Considerado pela ONU a pior crise humanitária a atingir o Haiti desde o terremoto de 2010, o furacão assolou Cuba e o Haiti com ventos de mais de 240 km/h

O furacão Matthew, a tempestade mais forte a atingir o Caribe em quase uma década, avançou para as Bahamas e a costa dos Estados Unidos no início desta quarta-feira, depois de atingir o Haiti e Cuba com chuvas torrenciais, prejudicando a já sofrida população haitiana.

Considerado pela Organização das Nações Unidas (ONU) a pior crise humanitária a atingir o Haiti desde o terremoto devastador de 2010, o furacão assolou Cuba e o Haiti com ventos de mais de 240 km/h na terça-feira, golpeando cidades, terras de cultivo e balneários turísticos.

Centenas de milhares de pessoas foram retiradas da trajetória da tempestade, que provocou grandes inundações e matou quatro pessoas na República Dominicana, além de ao menos duas no Haiti, os dois países que dividem a ilha de São Domingos.

Furacão de categoria 4 durante a terça-feira, o Matthew foi rebaixado para a categoria 3 no princípio desta quarta-feira, informou o Centro Nacional de Furacões dos Estados Unidos (NHC), que tem sede em Miami.

Destruição — O Matthew cortou os meios de comunicação em muitas das áreas mais afetadas, incluindo a principal ponte que liga a maior parte do Haiti à península do sul, o que torna mais difícil avaliar a severidade de seu impacto no Haiti. O país caribenho causa preocupação em especial porque dezenas de milhares de pessoas ainda vivem em barracas e habitações improvisadas desde o tremor de 2010, que matou mais de 200 mil pessoas.

Mourad Wahba, vice-representante especial do secretário-geral da ONU para o Haiti, disse que “a maior parte da população” foi deslocada pelo Matthew e que pelo menos 10 mil pessoas estão em abrigos. “O Haiti está enfrentando o maior evento humanitário testemunhado desde o terremoto seis anos atrás”, disse.

A Heifer International, organização sem fins lucrativos que trabalha com famílias de agricultores na nação, disse que as terras de cultivo e os negócios no caminho do Matthew foram devastados pela tempestade. O governo dos EUA disse estar pronto para ajudar os aflitos, e cerca de 300 fuzileiros navais partiram no navio USS Mesa Verde para levar socorro ao Haiti, informaram os fuzileiros no Twitter.

(Com agência Reuters)

Fonte: Veja.com


Países do Caribe contabilizam destruição causada pelo furacão Sandy

Crédito: Divulgação
04/10/2012

Fenômeno também deixou rastros de destruição no Caribe e mais de 70 pessoas morreram. A ONU teme pelo desabastecimento de alimentos em Cuba e no Haiti. Já nos EUA, outro furacão poderá atingir o país na próxima semana.

Uma semana após a passagem do furacão Sandy, a dimensão da destruição nos países caribenhos agora está sendo contabilizada. Além dos desabrigados e da destruição de plantações, Sandy causou a morte de mais de 70 pessoas na região – grande parte no Haiti.

Funcionários das Organizações das Nações Unidas (ONU) na capital cubana, Havana, descreveram Sandy como o pior furacão que já passou pela ilha nos últimos 50 anos. De acordo com dados do governo, 11 pessoas morreram. Mas fontes extra-oficiais falam em mais vítimas.

O furacão destruiu e danificou seriamente mais de 200 mil casas, hospitais e escolas. Além disso, Sandy arruinou cerca de 100 mil hectares de plantações e, consequentemente, as colheitas dos próximos meses. O escritório da ONU em Genebra, na Suíça, teme pela segurança alimentar em toda a ilha.

Ajuda insuficiente
Cuba sofre frequentemente com a passagem de furacões. Porém, esta foi a primeira vez que uma catástrofe natural atingiu um centro urbano do país: a cidade de Santiago de Cuba, com 500 mil habitantes, a segunda maior do país. De acordo com dados de um diplomata europeu, o governo cubano prestou ajuda rápida às vítimas, mas hesitou em receber a oferta de ajuda da ONU e de outros países.

Com isso, a ajuda de organizações religiosas teve um importante papel. A organização Caritas disse que já recebeu apoio financeiro dos Estados Unidos, da Suíça e da Alemanha. Países politicamente próximos de Cuba – como Bolívia, Venezuela e Rússia – encaminharam também ajuda humanitária.

Haiti: "Um desastre de grande dimensão"
Há também preocupações com a falta de alimentos no Haiti. O governo decretou estado de emergência no país para, assim, conseguir implementar um plano de ajuda eficaz para a população.

Haiti decretou estado de emergência e há preocupação
com a falta de alimentos
O primeiro-ministro haitiano, Laurent Lamothe, qualificou os estragos causados por Sandy como "um desastre de grande dimensão". Os números da ONU, em Genebra, na Suíça, confirmam que 60 haitianos morreram, 20 mil ficaram desabrigados e 70% da colheita no sul do país ficou comprometida. No total, 1,8 milhão de habitantes no país sofreram as consequências do furacão e, de acordo com o governo, houve prejuízo de 100 milhões de dólares.

O Haiti é o país mais pobre do continente americano e já foi atingido, no passado, por várias catástrofes naturais. Ainda não foram recuperados os estragos por causa do terremoto ocorrido no início de 2010.
Na época, 300 mil pessoas morreram. Desde então, uma epidemia de cólera levou à morte 7 mil pessoas. É bem possível que a tempestade Sandy possa ter espalhado o vírus da cólera na região.
Onda de frio nos EUA

Após a passagem do furacão na costa leste dos Estados Unidos, milhões de pessoas ainda estão sem fornecimento de energia elétrica e de combustível.

Muitos permanecem em casas sem aquecimento e teme-se, agora, uma onda de frio nas regiões afetadas por Sandy. Até a próxima semana são esperadas temperaturas de até seis graus.

Pessoas aguardam para comprar combustível
em um posto em Nova York
Ainda de acordo com meteorologistas, um outro furacão – porém mais fraco do que Sandy – se forma sobre o Oceano Atlântico e poderá atingir a costa leste dos Estados Unidos já na próxima semana.
De acordo com informações da emissora CNN, o número de vítimas do furacão aumentou e chegou a 106 somente nos Estados Unidos e duas no Canadá.


Eleições
Cidadãos norte-americanos das regiões atingidas pelo furacão deverão, mesmo assim, votar nas eleições desta terça-feira (06/11). Eles deverão efetuar o voto em caminhões do Exército ou em acampamentos montados por militares, segundo informou o jornal The New York Times. De acordo com a emissora CNN, eventualmente os eleitores poderão votar por e-mail ou pelo envio de fax.

FC/epd/dpa
Revisão: Mariana Santos

Fonte: DW


Furacão Irene provoca fortes chuvas e deslizamentos no Haiti

23/08/2011

O furacão Irene atingia nesta terça-feira com fortes chuvas e ventos o norte do Haiti, forçando a evacuação de cerca de 500 pessoas, indicou à AFP a diretora de Defesa Civil, Alta Jean-Baptiste. "O mar está muito agitado no norte e obriga os moradores da cidade de Saint-Louis a abandonar suas casas", disse Jean-Baptiste.

As autoridades mantiveram o alerta vermelho para todo o país e proibiram a cabotagem e os voos internos no norte, enquanto as primeiras inundações foram registradas nas cidades costeiras dos departamentos desta região. "O norte segue exposto aos ventos fortes e a importantes níveis de precipitações", indicou Ronald Semelfort, do Centro Nacional de Meteorologia.

Semelfort convocou os haitianos a manter uma atitude prudente ainda que o furacão, que se encontra sobre a República Dominicana, não tenha alcançado diretamente o Haiti até o momento.
"Evacuamos pouco mais de 500 pessoas, muitos rios estão inundando, há vias cortadas e a Defesa Civil recebeu notificações de deslizamentos, mas não recebemos informações sobre mortes de pessoas", acrescentou Jean-Baptiste.

Terra.com

Furacão Irene se aproxima do Haiti


22/08/2011

SAN JUAN - Porto Rico amanheceu com regiões alagadas e ruas destruídas nesta segunda-feira depois da passagem do furacão Irene, o primeiro da temporada de tormentas no Oceano Atlântico. A tempestade caminha agora rumo à República Dominicana e ao Haiti, que ainda se recupera do terremoto que há um ano e meio devastou a ilha, deixando centenas de milhares de haitianos sem moradia.

Depois da América Central, o Irene poderá alcançar estados americanos, como Flórida, Geórgia e Carolina do Norte e do Sul, ainda nesta semana, informou o Centro Nacional de Furacões, em Miami. Segundo a instituição, os ventos do Irene chegam a 120 quilômetros por hora de velocidade.

Aproximadamente 600 mil pessoas ainda vivem em tendas improvisadas no Haiti por causa do terremoto do início do ano passado, que matou cerca de 230 mil haitianos e deixou outro milhão desabrigado. A ilha é vulnerável a desastres ambientais, principalmente a chuvas. Em junho, por exemplo, pelo menos 20 pessoas teriam morrido em enchentes.

Globo.com

Emily se dissolve sobre o Haiti, mas ainda causa chuvas

4/8/2011

Por Joseph Guyler Delva

PORTO PRÍNCIPE (Reuters) – A tempestade tropical Emily se dissolveu na quinta-feira sobre as montanhas do Haiti e da República Dominicana, mas seus vestígios ainda provocaram chuvas que podem causar inundações e deslizamentos nos dois países caribenhos.

O Centro Nacional de Furacões dos EUA (NHC) disse que a tempestade deu lugar a uma zona de baixa pressão, mas alertou que existe “algum” potencial para que ela se regenere na sexta-feira ou no sábado.

Isso significa que as autoridades da Flórida continuarão atentas para descartar qualquer ameaça à costa leste do Estado norte-americano.

Às 18h (de Brasília), os resquícios da tempestade Emily estavam 160 quilômetros a sul-sudoeste do extremo leste de Cuba, segundo o NHC. Foi a quinta tempestade a receber um nome na atual temporada de furacões no Atlântico.

As nuvens e trovoadas que restam se deslocam para noroeste pelo Caribe. Os governos da República Dominicana, Cuba e Bahamas já suspenderam seus estados de alerta e observação.
Mas o CNF alertou que as chuvas causadas pelo sistema ainda podem chegar a 500 milímetros em partes do Haiti e Dominicana.

As chuvas são uma ameaça significativa no Haiti, país muito vulnerável a enchentes e deslizamentos por ter sido quase totalmente desmatado nos últimos séculos. Em junho, pelo menos 23 pessoas morreram por causa de inundações e deslizamentos no país.

Na quinta-feira, chuvas leves eram registradas em Porto Príncipe, a capital haitiana, onde mais de 600 mil sobreviventes do terremoto de 2010 ainda vivem em acampamentos improvisados.
O governo e a Defesa Civil pediram que as pessoas em áreas de risco — baixadas e morros — busquem áreas mais seguras, sem esperarem uma retirada organizada.

Também na quinta-feira, meteorologistas do governo norte-americano elevaram suas previsões relacionadas à atual temporada de furacões. A nova estimativa é que haja sete a dez furacões, sendo que três a cinco devem chegar pelo menos à categoria 3 da escala Saffir-Simpson, que indica furacões fortes, com ventos superiores a 178 quilômetros.

Em maio, os meteorologistas dos EUA haviam projetado seis a dez furacões.

Fonte: Correio do Brasil

Chegada de tempestade Emily dispara alerta vermelho no Haiti

Em imagem de satélite, a tempestade tropical Emily passa pela região do Caribe levando chuva e ventos fortes Foto: AP

02/08/2011

As autoridades meteorológicas e de Defesa Civil do Haiti declararam nesta terça-feira situação de alerta vermelho, a máxima, por causa da chegada da tempestade tropical "Emily", que pode chegar ao país. Observações do Centro Meteorológico Nacional (CNM) preveem fortes precipitações no Haiti nos próximos dois dias e vários departamentos podem receber chuvas consistentes e fortes rajadas de vento, com risco de deslizamentos de terra e inundações.

A situação é especialmente delicada na capital, Porto Príncipe, e nos seus arredores, onde 700 mil pessoas vivem em acampamentos desde que perderam as casas no terremoto de janeiro de 2010. As autoridades pediram à população que fique atenta aos boletins de informação meteorológica, e tente preservar bens e objetos passíveis de danos pelas inundações.

Pediram aos moradores que se abasteçam de alimentos e estejam prontos para deixar as áreas de risco. Outra recomendação foi para não atravessarem rios em hipótese alguma. "Emily", a quinta tempestade tropical da temporada de ciclones no Atlântico, continua nesta terça-feira sua rota por águas do oeste caribenho e se aproxima da ilha Hispaniola (onde ficam Haiti e República Dominicana), informou o Centro Nacional de Furacões (NHC) dos Estados Unidos.

A tempestade se formou na segunda-feira em águas do oeste do Caribe e vários países da região já estão sob alerta, incluindo Porto Rico, São Cristóvão e Névis e Antígua.

Fonte: Terra.com

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