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IMA EMITE PRIMEIRA LICENÇA TOTALMENTE DIGITAL



01/05/2018

O presidente do Instituto do Meio Ambiente de Santa Catarina (IMA), Alexandre Watrick Rates, realizou na quarta-feira, 25 de abril, a assinatura online da primeira licença totalmente digital do órgão. Este é o primeiro sistema integrado de licenciamento ambiental do Brasil com assinatura e certificado digital.

O sistema, conhecido como Sinfat, vai possibilitar maior agilidade e segurança na emissão das licenças ambientais. Ao ser assinada digitalmente, um email é encaminhado ao usuário informando sobre a emissão do documento. O solicitante, por sua vez, não precisa mais se deslocar ao IMA ou às CODAMs – Coordenadorias Regionais – para ter acesso à autorização. Pelo próprio sistema recebe a licença.

Além de facilitar a entrega, o sistema dificulta a falsificação dos documentos. Por meio de certificados de segurança como QR Code, consulta no sistema do IMA e consulta da validade da assinatura, data, hora, usuário e certificado, é possível verificar a autenticidade da licença, da assinatura e do conteúdo da autorização ambiental.

O sistema foi desenvolvido durante seis meses pelos analistas do próprio Instituto e deve, entre outros, facilitar a entrega da licença, garantir maior segurança, agilizar o atendimento no protocolo, reduzir o uso de papéis, pois a partir de agora todas as licenças serão apenas digitais, não sendo mais necessária impressão das mesmas, entre outros.

Este é o primeiro clique para a total informatização do Instituto. Em breve novos projetos inovadores serão lançados, tornando o IMA referência no uso de tecnologia para aprimorar a qualidade do trabalho. “Esta é a modernização que o Instituto veio trazer, colocando os processos de forma eletrônica, garantindo maior segurança e rapidez. É o início de uma nova era”, destacou o presidente do IMA, Alexandre Waltrick Rates.



Após furacão, haitiano que vive em SC cria rádio para informar sobre seu país



09/10/2016

Empresário veio para o Brasil em 2010 após terremoto que devastou Haiti. 
Jean Monfiston tem na webrádio uma forma de interagir com conterrâneos.

Três dias depois da passagem do furacão Matthew pelo Haiti, a devastação é nítida no sul do país, onde 900 pessoas morreram após a tempestade.  Um haitiano que vive em Santa Catarina criou uma rádio na internet para obter informações sobre os familiares e informar os conterrâneos que vivem no Brasil sobre a situação do país de origem.

Com um equipamento improvisado, o empresário Jean Monfiston colocou a rádio no ar e tem na interatividade com os ouvintes a base para divulgar a situação do seu país. “Eles mandam mensagem para nós, para dizer como estão, como foi que tudo aconteceu, se a tempestade passou, como estão as coisas. A gente está sempre em comunicação com eles”, contou.

Jean contou à RBS TV que as notícias mais tristes são aquelas dadas quando as pessoas enviam fotos, de filhos ou de  pais que não encontraram mais após a tempestade. O empresário saiu do Haiti após o terremoto que arrasou o país em 2010.

“Agora, o número de desempregados cresceu, aumentou a miséria, mas eu acredito em nome de Deus, que o Haiti ainda será o país mais rico do mundo”, declarou.



Florianópolis cria ‘Samu’ para socorrer animais acidentados



15/08/2016

Santa Catarina sempre parte na frente quando o assunto é proteger animais indefesos. Depois da cidade de Araquari sancionar uma lei que dá desconto no IPTU para quem adotar animais abandonados, Florianópolis acaba de criar o Samuvet, serviço de emergência veterinária para socorrer cães, gatos e cavalos acidentados.

Criado à base de doações, o Samuvet custou aos cofres públicos R$ 853. O carro para salvar animais atropelados, que era da prefeitura, foi resgatado de um ferro-velho por Eduardo Cavallazzi, diretor do Bem-Estar Animal (Dibea). Ele pagou a reforma do próprio bolso, assim como as luzes de emergência.


O carro foi equipado com uma caixa de transporte, para animais menores, uma maca, para os maiores, e uma mala de primeiros-socorros. Uma carreta pode ser acoplada ao veículo para possibilitar o transporte de até dois cavalos ao mesmo tempo. O carro permitiu que as ocorrências com animais sejam atendidas 24 horas por dia em um dos primeiros serviços do tipo no Brasil. São Paulo, Salvador e Recife têm projetos parecidos, mas ainda não implantados.

A ideia surgiu pela necessidade da padronização dos atendimentos da Polícia Militar em situações como de animais que sofrem ou provocam acidentes, explicou o diretor, que também é da corporação. Por desconhecimento, agentes da segurança pública acabavam não entrando em contato com o Bem Estar Animal. “Resolvemos padronizar esse tipo de atendimento”, disse o diretor.

Com o Samuvet, as ocorrências serão numeradas. Somente as polícias Militar e Civil, o Corpo de Bombeiros e a Guarda Municipal poderão chamar o serviço. Para atender às ocorrências, foi modificado um automóvel Zafira. O carro foi equipado com uma caixa de transporte, para animais menores, uma maca, para os maiores, e uma mala de primeiros-socorros. Uma carreta pode ser acoplada ao veículo para possibilitar o transporte de até dois cavalos ao mesmo tempo.



Tornado no Oeste de Santa Catarina pode ter atingido 250 km/h

Ao menos duas pessoas morreram e 60 ficaram feridas – entre elas, duas crianças
Foto: Sirli Freitas / Especial

21/04/2015

Confirmação de um tornado F2 se dá a partir da observação dos estragos observados

Localizada a mais de 10 quilômetros do Centro de Xanxerê, a estação do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) registrou ventos de 84 km/h na tarde desta segunda-feira. Os estragos registrados nas áreas urbanizadas, entretanto, levam meteorologistas a estimar uma velocidade bastante maior: estima-se que os ventos tenham chegado a até 250 km/h nos pontos mais críticos, derrubando casas e caracterizando um tornado F2.

Os números foram repassados pelo meteorologista do Grupo RBS, Leandro Puchalski. O tornado F2 – segundo a escala Fujita, que vai de F0 a F5 – é aquele que atinge de 181 km/h a 252 km/h. A Defesa Civil de SC confirma, preliminarmente, que trata-se de um evento isolado.

Ao menos duas pessoas morreram e 60 ficaram feridas. Duas crianças sofreram múltiplos ferimentos e foram encaminhas para Chapecó em estado grave. Cerca de 1 mil pessoas estão desabrigadas, de acordo com a Defesa Civil.


Em Xanxerê, os bairros de Tacca e dos Esportes foram os mais afetados pelo vendaval. Os bairros Colatto, São Jorge, Bortolon, Pinheiro e Vila União também foram atingidos. Mais de 500 casas foram atingidas. Já os Bombeiros falam que entre 30 e 40% das casas do município. Os ventos fortes também desabaram o Ginásio Municipal Ivo Sguissardi, o principal da região.

Autoridades pedem doações de água, comida, colchões e agasalhos para os afetados pela tempestade, que devem ser entregues ao Corpo de Bombeiros de Xanxerê. As pessoas que tiveram as casas destruídas estão sendo encaminhadas para a escola Pequeno Príncipe.


Fonte: ZH


ReciclAção 2015



06/02/2015

A ReciclAção - Feira de Reciclagem & Meio ambiente Industrial teve a primeira edição realizada em março de 2006, foi inicialmente planejada para servir como evento simultâneo ao MOP3/COP8, eventos promovidos pela ONU sediados em Curitiba. Devido ao sucesso alcançado e pela excelente aceitação por parte dos expositores e visitantes vindos de todas as regiões do País, percebeu-se que havia no Brasil uma carência de eventos que tratassem especificamente do tema Reciclagem e Preservação Ambiental. Pensando em preencher este espaço e dar visibilidade às soluções ambientas, a feira tornou-se um evento anual atraindo empresas e órgãos públicos interessados em divulgar e conhecer  equipamentos, tecnologias e serviços direcionados exclusivamente para este setor. Hoje em sua 9º edição a ReciclAção é referência nacional, considerada o maior evento do Brasil direcionado a sustentabilidade ambiental, 

Profissionais da área de meio ambiente industrial, reciclagem e público em geral aprovaram mais uma vez, a iniciativa do evento que tem como objetivo gerar negócios e promover a sustentabilidade ambiente.

“Fazemos a feira há 8 anos consecutivos, e contamos com o apoio das empresas e entidades parceiras,o nosso foco é aproximar a comunidade cientifica com o setor empresarial promovendo assim a geração e realização de negócios entre fornecedores e consumidores do seguimento ambiental e de reciclagem, o que mais uma vez temos que comemorar”, diz.

 Além das grandes empresas presentes, vários profissionais tiverem oportunidade de apresentar seus produtos, tecnologias e serviços a um público profissional, interessado e defensor da economia verde. Estiveram presentes profissionais atuantes no segmento de reciclagem de vidro, lata, alumínio, plástico entre outros.

A feira se consolida mais uma vez como espaço de geração de negócios para seus expositores. Além dos stands, houve os eventos simultâneos: cursos e ciclo de palestras para o público presente.

OPINIÕES

Os expositores puderam apresentar suas novidades por meio dos debates com os participantes. Uma das principais novidades foram as tecnologias voltadas à captação de água de chuva, apresentada pela empresa Ecoracional.   O gerente comercial Milton Sanada afirma que o resultado foi positivo “É importante participar de eventos como a feira Reciclação, é uma oportunidade única de fazer essa interação direta com o público interessado. Além de gerar bons negócios, ouvir o público e trocar idéias é sempre gratificante para qualquer empresa que deseja crescer”, destaca.

Outro destaque foi a participação do SENAI, que manteve um stand o qual o público pode conferir o trabalho ligado à área. O diretor, Marcos Secoo, enfatizou que o Senai apresenta opções completas para o segmento, tem um trabalho bem focado na educação com diversos cursos técnicos, de graduação e pós. Além de serviços laboratoriais para as empresas. O Senai realizou ainda o seminário no segundo dia do evento.

O público presente aprovou o resultado do evento. Para o professor Luiz Paixão foi bem produtivo" visitar a feira de reciclagem e meio ambiente industrial foi uma experiência motivadora e pedagógica. Muito bom ver as iniciativas que tem com finalidade a promoção da sustentabilidade do planeta.

O diretor técnico da empresa de consultoria ambiental, Marcus Brisolla, visitou a feira e já pode verificar as possibilidades de negócios “Conhecemos um pouco mais o programa ECOCIDADÃO e percebemos que podemos fazer um trabalho conjunto, que irá agregar maior valor nas ações deles. Conversamos durante a feira e já temos uma reunião agendada pra o encaminhamento da negociação”, conta

Fonte: ReciclAção


Pesquisadores do Projeto Baleia Franca avistam 107 mamíferos em setembro

A quantidade de filhotes avistados foi uma das mais altas já registradas
Foto: Paulo Flores / ICMBio/PBF-Brasil

Desse total, 51 eram filhotes e 66 animais foram vistos no litoral de Santa Catarina

A temporada de 2012 está sendo comemorada pelos pesquisadores Projeto Baleia Franca (PBF). Em julho, quando fizeram o primeiro sobrevoo, houve recorde de baleias avistadas: 103. Em setembro, conhecido por ser o período com mais avistagens, o número de animais ficou dentro da média: 107, sendo 51 filhotes. Desses, 66 animais foram vistos entre Itapirubá e Praia Vermelha, litoral de Santa Catarina

— O mês de julho realmente nos surpreendeu, foi muito acima da média. Para setembro está dentro das expectativas. Estamos muitos felizes com essa temporada, que é resultado de um trabalho de vários anos do Projeto Baleia Franca — diz Karina Groch, diretora de Pesquisa do PBF. 

Neste segundo sobrevoo foi possível observar algumas baleias que foram registradas em julho, como é o caso do filhote de baleia-franca albino, que já ganhou peso e foi visto na praia de Ibiraquera. Os pesquisadores também avistaram a baleia batizada como Olívia, junto com o filhote nascido este ano. 

Segundo os especialistas, uma outra boa surpresa foi ver a baleia que no início de agosto foi encontrada ferida no litoral norte. Batizada de Mariscal, agora ela está bem.

— Além da grande quantidade de filhotes, uma das maiores já registrada, o resultado demonstra a importância do monitoramento aéreo e a continuidade das nossas pesquisas sobre a dinâmica, ocorrência e distribuição das baleias no litoral catarinense — diz Paulo Flores, analista ambiental do Centro de Mamíferos Aquáticos/ICMBio. 

A primeira parte do sobrevoo foi acompanhada por uma equipe do Jornal Nacional. A matéria está sendo produzida e mostrará a vinda desses animais em busca de águas mais quentes para procriar e ter os filhotes, além do trabalho dos pesquisadores em prol da conservação da espécie.


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Temporadade baleias em alta: quase 200 avistadas em Santa Catarina

Pela primeira vez neste ano um filhote semialbino de baleia-franca foi avistado, na semana passada, em Santa Catarina. Foi na praia de Itapirubá, entre os municípios de Imbituba e Laguna, no litoral sul de Santa Catarina. As baleias semialbinas nascem brancas e, com o tempo, escurecem até atingir uma cor acinzentada. Elas não ficam totalmente pretas, como as baleias-francas mais comuns.

Segundo Karina Groch, diretora de pesquisa do projeto, o sobrevoo do dia 10 de setembro registrou o segundo maior recorde de baleias do estado. Elas são contabilizadas desde 1987. Foram avistadas 172 baleias entre as praias do sul de Florianópolis e a de Torres, na divisa com o Rio Grande do Sul. A maior ocorrência data de 2006, quando o projeto avistou mais de 200 animais na mesma região. Todos os anos, na temporada de julho a novembro, as baleias francas aparecem no litoral catarinense em busca de um ambiente mais quente e livre de predadores.

"Elas vêm todos os anos e têm seus filhotes aqui. As águas são mais quentes e mais protegidas, sem predadores naturais, como orcas e tubarões", diz Groch. O sobrevoo registrou muitas baleias juvenis, o que demonstra que esses casos vêm aumentando em águas brasileiras nas últimas temporadas. As fêmeas adultas ficam nas praias de Santa Catarina por cerca de dois meses, até que seus filhotes estejam prontos para voltar ao habitat natural, na Antártica.

A baleia-franca é um dos gigantes dos mares, podendo chegar até a 17 metros de comprimento e pesar 60 toneladas. Ela está entre as espécies de cetáceos mais ameaçadas de extinção. Ela recebe esse nome justamente por ser um animal dócil, que se aproxima da costa e de barcos e, portanto, sempre foi um alvo fácil para a caça. Em 2000 o governo federal criou uma Área de Proteção Ambiental da Baleia Franca, de 130 km ao longo da costa entre Florianópolis e o Cabo de Santa Marta, em Laguna. Há cerca de 8 mil baleias-francas em todo o planeta. No século XVIII, entre 1740 e 1742, estabeleceu-se nas proximidades da Ilha de Santa Catarina a primeira armação baleeira, denominada Nossa Senhora da Piedade (hoje no município de Governador Celso Ramos). Seguiram-se a armação da Lagoinha, em 1772, hoje praia da Armação em Florianópolis; ao Norte, a Armação de Itapocorói, na região de Piçarras/Penha, em 1778; a da Ilha da Graça em 1807, próximo a São Francisco do Sul, e ao Sul, a de Garopaba, erguida entre 1793 e 1795.

Os recursos obtidos com a caça à baleia em Santa Catarina no período colonial foram fundamentais para a consolidação das povoações da costa catarinense. Porém essa caça indiscriminada fez com que já em princípios do século XIX o número de baleias-francas capturadas despencasse, colocando a espécie já à beira da extinção e as armações catarinenses à beira da falência.

Segundo depoimentos recolhidos entre antigos caçadores de baleias catarinenses, aproximadamente 350 baleias-francas foram mortas entre 1950 e 1973. Em 1973 a captura de um animal medindo cerca de 14 metros de comprimento, em Imbituba, assinalou o fim da indústria baleeira catarinense. Ela foi considerada extinta em águas brasileiras. Porém, com o término da caça, a partir dos anos 80 a população de baleias começou a dar sinais de recuperação, principalmente após a criação da área de proteção, em 2000.

Praticada em todo o mundo, a observação de baleias, ou whalewatching, movimenta algo em torno de US$ 1 bilhão ao ano em diversas regiões do planeta. Na APA da baleia-franca essa modalidade de turismo tem algumas vantagens que tornam a atividade extremamente viável. A principal delas é que entre os meses de junho e novembro as baleias-francas se aproximam bastante da costa na região, possibilitando que o turismo de observação seja realizado sem a necessidade de grandes deslocamentos.

Na região, o turismo de observação é realizado embarcado, sempre com o acompanhamento de técnicos que prestam assessoria aos turistas e às empresas responsáveis pelo desenvolvimento da atividade. Durante o passeio das embarcações geralmente é possível observar pares de mãe e filhote nadando paralelamente à costa, muitas vezes expondo a enorme nadadeira peitoral ou a cauda. Quando o visitante está com sorte, pode ver o animal dando saltos fora da água.

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