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RECORDE NA PRODUÇÃO DE ENERGIAS RENOVÁVEIS EM PORTUGAL!



28/04/2018

Por Gabriel Bitencourt 

Digna de comemoração foi a recente divulgação feita pela Associação Portuguesa de Energias Renováveis de que Portugal bateu o recorde na produção de energia através deste tipo de matriz energética.

A geração de energia elétrica oriunda deste tipo de matrizes renováveis, em março último, excedeu o consumo do país, considerando seu território continental. Foram 4 812 GWh produzidas para um consumo de 4 647 GWh.

Esta notícia revela uma quebra de paradigma, uma vez que sempre se afirmou que as matrizes renováveis deveriam, apenas, ser parte secundária na produção de energia elétrica.

A viabilidade técnica e a segurança do funcionamento do sistema, por estes dados, ficam cabalmente demostrados.

Cabe, uma vez mais, afirmar como já o fiz em outras oportunidades o quanto têm sido satisfatórios os avanços tecnológicos no setor, que se refletem na presença visível, tanto de pás eólicas, especialmente no continente europeu, quanto das placas fotovoltaicas em nosso país.



A TRANSFORMAÇÃO PELA BIOECONOMIA



24/03/2018

Seminário apresenta tecnologias para inovar a economia brasileira

Com o objetivo de prospectar tecnologias para inovar a economia brasileira, a Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Recursos Hídricos do Distrito Federal e Embrapa realizam o seminário “A Transformação pela Bioeconomia”. O evento acontece na próxima segunda-feira (26), de 8h às 13 h, no auditório do Sebrae Nacional, em Brasília. O evento conta com o apoio da Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI), do Sebrae e da empresa aceleradora de startups Techmall.

Durante o seminário, representantes de associações de produtores, empresários e instituições públicas que atuam com a bioeconomia e promovem o desenvolvimento sustentável no Distrito Federal apresentam “cases” com foco na temática. “A ideia durante o evento é fazer uma contextualização de como a Bioeconomia está sendo desenvolvida no Brasil e no Mundo. Faremos uma contextualização do tema e apresentaremos casos de sucesso”, salienta Igor Tokarski, Secretario de Meio Ambiente do Distrito Federal.

Entre as experiências de sucesso está o projeto “MOVER - Meu Óleo Vira Energia Renovável”, realizado pela Coorporativa da Companhia de Saneamento Ambiental do Distrito Federal (Caesb), em parceria com a Embrapa Agroenergia e Ubrabio. A iniciativa visa promover e estimular a coleta do óleo de fritura usado no Distrito Federal e transformar o resíduo em biodiesel, combustível limpo e renovável. O MOVER será apresentado pelo Gerente de Gestão Ambiental Coorporativa da Caesb, Vladimir Puntel, e pelo Chefe Geral da Embrapa Agroenergia, Guy de Capdeville.

Estudos mostram que o descarte incorreto do óleo degrada o meio ambiente e gera impactos econômicos para o cidadão. De acordo com a Puntel, cerca de R$ 500 mil são gastos todos os anos para filtrar o óleo que é descartado no ralo. “As ações do projeto tem contribuído para conscientizar a população sobre o problema e reduzir o impacto ambiental”, comenta Puntel.

Guy de Capdeville, Chefe Geral da Embrapa Agroenergia, ressalta que a Unidade  tem se dedicado a projetos multidisciplinares de médio e grande portes, integrando sua equipe com foco em pesquisas para produção de químicos verdes e materiais renováveis, de forma a desenvolver soluções que possam substituir os produtos de origem fóssil por aqueles de origem renovável na visão da bioeconomia. “O MOVER, além de possibilitar o desenvolvimento de um combustível limpo, é também uma forma de mitigar o passivo ambiental decorrente do descarte do óleo no esgoto. A busca por soluções inovadoras e sustentáveis para consolidar a bioeconomia está entre as nossas prioridades”, explica.

O evento é destinado a empreendedores, pesquisadores, extensionistas, entidades de classe, representantes da iniciativa privada, estudantes e cooperativas. 

Serviço:

A Transformação pela Bioeconomia
Quando: 26 de março (segunda-feira), às 8 horas
Onde: Auditório do Sebrae Nacional – SGAS 605
Inscrições: As inscrições gratuitas podem ser feitas no dia do evento.

No AC, pesquisadores transformam óleo de cozinha em biodiesel

Projeto é desenvolvido pela Divisão de Tecnologia de Energia de Fontes 
Renováveis (Diter), da Funtac. (Foto: Caio Fulgêncio/G1)

04/08/2015

Combustível foi testado em carro durante sete meses no ano passado. 
Pesquisa é encabeçada pela engenheira florestal Nadma Farias.

Pesquisadores da Fundação de Tecnologia do Estado do Acre (Funtac) desenvolvem um projeto de produção de biodiesel com a utilização de óleos residuais de fritura descartados pelos restaurantes do Via Verde Shopping, em Rio Branco. Os testes do combustível foram feitos no ano passado. Atualmente, a Funtac negocia parcerias com o empresariado para uma produção em maior escala.

A coordenadora da Divisão de Tecnologia de Energia de Fontes Renováveis (Diter), Nadma Farias, explica que, apesar do trabalho com biodiesel não ser novo, o uso do óleo de cozinha é mais complicado, devido aos tipos de fritura feitas nos estabelecimentos. Após os estudos, o combustível foi testado em um veículo da própria fundação durante sete meses. Foi usada uma mistura de 20% do biodiesel.

"Existem vários tipos de óleo, porque tem restaurante que frita frango, outro bife ou batata frita. Esse material fica com resíduos e é preciso filtrar e, muitas vezes, corrigir a acidez. Mas conseguimos um bom resultado e, entre maio e novembro de 2014, usamos em um carro que percorreu 11.283 km. O veículo não mostrou nenhum tipo de diferença. É um projeto fantástico", diz.

Nadma defende que a produção do biodiesel com resíduos de óleo de cozinha representa a solução para o problema do descarte desse material que, anteriormente, era feito de forma errada, pela pia, direto no meio ambiente. Além disso, acaba sendo uma opção ao uso dos combustíveis não-renováveis. "Não usar combustíveis fósseis é trabalhar com biodiesel, etanol, e esse é o caminho que vamos seguir", diz.

Responsável pela pesquisa, Nadma Farias defende que a produção do biodiesel 
representa solução para o descarte do óleo (Foto: Caio Fulgêncio/G1)

Para calcular o custo da produção, segundo a pesquisadora, é necessário levar em consideração o modelo escolhido, as condições de coleta e transporte do óleo. Para os 322 litros produzidos no projeto, Nadma diz que o litro ficou equivalente ao comercializado. No entanto, ela acredita que a margem de lucro pode ficar maior quando a produção for intensificada.

Como a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), diz Nadma, permite que até 30 mil litros produzidos podem ser utilizados para consumo próprio, a ideia é conseguir fazer parcerias também com empresas de ônibus ou frotas de táxi.

"Nos cálculos, de acordo com a realidade da Funtac, a estimativa tem um equilíbrio, não está além nem abaixo do mercado. Mas somos pesquisadores, quando o interessado colocar para funcionar, será diferente. É um projeto que tem tudo para dar certo", acrescenta.

Por isso, para este ano, a responsável pelo projeto diz a ideia é fazer a concessão do equipamento existente na Funtac. "Temos o equipamento na Funtac e queremos fazer a concessão. Por isso, estamos buscando novos parceiros, juntamente com o shopping, para ampliar o projeto. Podemos trabalhar também com outros restaurantes. Estamos já em negociações. O projeto tem vários desafios, mas aí entram os parceiros", finaliza.

Os estudos realizados na Funtac foram premiados. No ano passado, os pesquisadores submeteram um artigo sobre o assunto ao Congresso Nacional de Bioenergia e foram selecionados, dentre outros mais de 300 trabalhos, conclui Nadma.

Funtac quer fazer concessão de maquinário utilizado na produção do 
biocombustível (Foto: Caio Fulgêncio/G1)
Fonte: G1


Itaú levanta US$400 milhões para energia renovável

Empréstimo do Itaú: valor é o maior já levantado por um banco latino-americano 
para financiar esforços para lidar com as mudanças climáticas na região
CC/ flickr.com/photos/dvanzuijlekom/

28/01/2015

O Itaú Unibanco, maior banco privado do Brasil, tomou um empréstimo total combinado de 400 milhões de dólares do International Finance Corp, do Banco Mundial, e de um grupo de credores comerciais para ajudar a financiar projetos de energia renovável no Brasil, assolado pela falta de chuvas.

A transação chega em um momento em que o Itaú intensifica os empréstimos para projetos que reduzem os custos relacionados à geração e uso de energia em fábricas, implementam um tratamento mais eficiente da água e restringem a emissão de gases de efeito estufa, afirmaram executivos do Itaú e do IFC.

O valor é o maior já levantado por um banco latino-americano para financiar esforços para lidar com as mudanças climáticas na região, disse Ariane Di Iorio, chefe de instituições financeiras para o Brasil no IFC.

"O acordo tem um claro foco de trazer eficiência energética para a linha de frente, conforme mais de nossos clientes estão cada vez mais conscientes da importância do uso de seus recursos da melhor maneira possível", disse Carolina Camargo, chefe de instituições financeiras internacionais no Itaú BBA, unidade de atacado e banco de investimento do Itaú.

O banco captou 100 milhões de dólares com o IFC, como é conhecida a unidade do Banco Mundial, em empréstimo com prazo de cinco anos e juro de 1,4 ponto percentual acima da taxa interbancária de referência Libor, disse Camargo.

Os 300 milhões de dólares restantes foram tomados em um empréstimo de três anos com um grupo de bancos liderado pelo japonês Mizuho Financial Group, Bank of America Merrill Lynch, do BofA, e o alemão Commerzbank, com juro de 1,2 ponto percentual acima da Libor, acrescentou a executiva.

Fonte: Exame


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