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Cientistas descobrem como reciclar plástico em combustível

Poluição: plásticos são uma parte fundamental da vida moderna, mas 
seu uso sem limites tem criado sérios problemas.

25/06/3016

Todos os dias, milhares de toneladas de garrafas, embalagens e sacolas plásticas terminam em aterros sanitários, onde demoram centenas de anos para desaparecer, e, não raro, poluem os oceanos, com efeitos assustadores sobre a vida marinha. Mas uma nova pesquisa publicada na revista científica Science Advances aponta que todo esse resíduo plástico poderia ganhar vida nova.

Pesquisadores da Universidade da Califórnia em Irvine, nos EUA, e do Instituto de Química Orgânica de Xangai, na China, descobriram como dissolver os fortes laços de plástico de polietileno, a forma mais comum comercialmente disponível de plástico, para gerar combustível e outros produtos.

A técnica inovadora baseia-se no uso de alcanos (ou parafinas), um tipo específico de moléculas de hidrocarboneto, para romper as cadeias químicas do polímero e transformá-lo em novos compostos úteis, como combustível líquido e ceras de uso industrial.

Não é de hoje que os cientistas têm procurado reciclar lixo plástico. Mas a maior parte dos métodos são tóxicos e demanda grande quantidade de energia. Uma abordagem comum, por exemplo, inlclui o uso de produtos químicos cáusticos e aquecimento a mais de 300 graus Celsius para quebrar as ligações químicas dos polímeros.

Nessa técnica recém-descoberta, porém, a equipe degrada plásticos de forma mais suave e mais eficiente através de um processo conhecido como metátese cruzada com alcano, e as substâncias necessárias para o novo método são subprodutos da refinação de petróleo, facilmente disponíveis.

"Plásticos sintéticos são uma parte fundamental da vida moderna, mas o nosso uso deles em grande volume tem criado sérios problemas ambientais", disse o químico Zhibin Guan, da Universidade da Califórnia. "Nosso objetivo com esta pesquisa foi resolver o problema da poluição do plástico, bem como criar uma nova fonte de combustível líquido."

Fonte: EXAME.com

Meio Ambiente eleva a pena para transporte e armazenamento irregular de combustíveis

11/08/2015

A Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável aprovou por unanimidade parecer favorável ao projeto (PL 369/2015) que eleva as penas previstas na Lei de Crimes Ambientais (Lei 9605/98) para quem produzir, processar, importar, comercializar, fornecer, transportar, armazenar, guardar, ter em depósito ou usar substâncias combustíveis ou inflamáveis em desacordo com as exigências legais.

Hoje, a lei prevê reclusão de um a quatro anos e multa para os infratores. O projeto determina acréscimo de um sexto a um terço da pena nesses casos, mesmo agravante já previsto pela Lei de Crimes Ambientais no caso de substâncias nucleares ou radioativas.

O relator na Comissão de Meio Ambiente, deputado Eduardo Bolsonaro (PSC-SP), considera a proposta de extrema importância. "Há um sem-número de casos, noticiados rotineiramente em nosso País, de acidentes, derramamentos, vazamentos e incêndios envolvendo combustíveis e produtos inflamáveis de elevadas toxicidade e periculosidade", afirma.

Para a deputada Conceição Sampaio (PP-AM), autora do projeto, uma das formas de buscar superar o problema é dar um tratamento legal mais rigoroso ao armazenamento e transporte irregulares de combustíveis e outras substâncias inflamáveis.

Tramitação

O projeto ainda precisa ser analisado pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania e pelo Plenário da Câmara antes de seguir para o Senado.

ÍNTEGRA DA PROPOSTA:


Reportagem - Roberto Stefanelli
Edição - Alexandre Pôrto




No AC, pesquisadores transformam óleo de cozinha em biodiesel

Projeto é desenvolvido pela Divisão de Tecnologia de Energia de Fontes 
Renováveis (Diter), da Funtac. (Foto: Caio Fulgêncio/G1)

04/08/2015

Combustível foi testado em carro durante sete meses no ano passado. 
Pesquisa é encabeçada pela engenheira florestal Nadma Farias.

Pesquisadores da Fundação de Tecnologia do Estado do Acre (Funtac) desenvolvem um projeto de produção de biodiesel com a utilização de óleos residuais de fritura descartados pelos restaurantes do Via Verde Shopping, em Rio Branco. Os testes do combustível foram feitos no ano passado. Atualmente, a Funtac negocia parcerias com o empresariado para uma produção em maior escala.

A coordenadora da Divisão de Tecnologia de Energia de Fontes Renováveis (Diter), Nadma Farias, explica que, apesar do trabalho com biodiesel não ser novo, o uso do óleo de cozinha é mais complicado, devido aos tipos de fritura feitas nos estabelecimentos. Após os estudos, o combustível foi testado em um veículo da própria fundação durante sete meses. Foi usada uma mistura de 20% do biodiesel.

"Existem vários tipos de óleo, porque tem restaurante que frita frango, outro bife ou batata frita. Esse material fica com resíduos e é preciso filtrar e, muitas vezes, corrigir a acidez. Mas conseguimos um bom resultado e, entre maio e novembro de 2014, usamos em um carro que percorreu 11.283 km. O veículo não mostrou nenhum tipo de diferença. É um projeto fantástico", diz.

Nadma defende que a produção do biodiesel com resíduos de óleo de cozinha representa a solução para o problema do descarte desse material que, anteriormente, era feito de forma errada, pela pia, direto no meio ambiente. Além disso, acaba sendo uma opção ao uso dos combustíveis não-renováveis. "Não usar combustíveis fósseis é trabalhar com biodiesel, etanol, e esse é o caminho que vamos seguir", diz.

Responsável pela pesquisa, Nadma Farias defende que a produção do biodiesel 
representa solução para o descarte do óleo (Foto: Caio Fulgêncio/G1)

Para calcular o custo da produção, segundo a pesquisadora, é necessário levar em consideração o modelo escolhido, as condições de coleta e transporte do óleo. Para os 322 litros produzidos no projeto, Nadma diz que o litro ficou equivalente ao comercializado. No entanto, ela acredita que a margem de lucro pode ficar maior quando a produção for intensificada.

Como a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), diz Nadma, permite que até 30 mil litros produzidos podem ser utilizados para consumo próprio, a ideia é conseguir fazer parcerias também com empresas de ônibus ou frotas de táxi.

"Nos cálculos, de acordo com a realidade da Funtac, a estimativa tem um equilíbrio, não está além nem abaixo do mercado. Mas somos pesquisadores, quando o interessado colocar para funcionar, será diferente. É um projeto que tem tudo para dar certo", acrescenta.

Por isso, para este ano, a responsável pelo projeto diz a ideia é fazer a concessão do equipamento existente na Funtac. "Temos o equipamento na Funtac e queremos fazer a concessão. Por isso, estamos buscando novos parceiros, juntamente com o shopping, para ampliar o projeto. Podemos trabalhar também com outros restaurantes. Estamos já em negociações. O projeto tem vários desafios, mas aí entram os parceiros", finaliza.

Os estudos realizados na Funtac foram premiados. No ano passado, os pesquisadores submeteram um artigo sobre o assunto ao Congresso Nacional de Bioenergia e foram selecionados, dentre outros mais de 300 trabalhos, conclui Nadma.

Funtac quer fazer concessão de maquinário utilizado na produção do 
biocombustível (Foto: Caio Fulgêncio/G1)
Fonte: G1


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