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Google compra energia eólica na Finlândia em busca de alternativas renováveis


Energia eólica: serão construídas 3 fazendas eólicas, com capacidade combinada 
de 190 megawatts (Mimadeo/Thinkstock)

16/09/2018

O Google informou que assinou um contrato de 10 anos para comprar energia renovável de três novos parques eólicos que estão sendo construídos na Finlândia e que vão alimentar um de seus centros de dados.

As grandes empresas se apressaram para garantir energia renovável barata para gerenciar custos e reduzir a sua pegada de carbono através dos chamados contratos de compra de energia corporativos, que permitem que empresas como o Google, da Alphabet, Facebook e Microsoft comprem diretamente do gerador de energia.

O Google afirmou nesta terça-feira que o acordo finlandês é o primeiro em que está comprando energia de projetos europeus que não receberão nenhum subsídio do governo.

“Em um número crescente de locais, o custo de novas energias renováveis ​​é competitivo com o custo da energia da rede”, disse Marc Oman, chefe de energia do Google, no site da empresa.

Serão construídas três fazendas eólicas, com capacidade combinada de 190 megawatts. O projeto será realizado pelas empresas de energia renovável Neoen, da França, e pelas alemãs CPC e WPD.

Fonte: Reuter

BRASIL AUMENTA PRODUÇÃO E PASSA PARA A OITAVA POSIÇÃO NO RANKING DA ENERGIA EÓLICA



17/02/2018

País ultrapassa o Canadá no levantamento da Global Wind Energy Council

Levantamento da Global Wind Energy Council (GWEC) divulgado nesta quinta-feira (15) coloca o Brasil entre os destaques na produção de energia eólica no mundo. Com a ampliação do parque, foi possível passar o Canadá e ocupar o oitavo lugar no ranking mundial de energia proveniente dos ventos.

De acordo com a Associação Brasileira de Energia Eólica (ABEEólica), hoje o Brasil possui mais de 500 usinas eólicas que geram quase 13 gigawatts de energia elétrica. Conhecidamente uma região de ventos vigorosos, o Nordeste é responsável por 60% da produção. 

“O Brasil tem um dos melhores ventos do mundo do mundo para produção de energia eólica e nosso fator de capacidade, que é a medida de produtividade do setor, passa do dobro da média mundial. Além disso, temos uma cadeia produtiva 80% nacionalizada, que investe e gera empregos aqui”, afirma a presidente da entidade, Élbia Gannoum.

Fonte: Governo do Brasil, com informações da ABEEeólica e GWEC


JAPÃO VAI TRIPLICAR PRODUÇÃO DE ENERGIA EÓLICA NOS PRÓXIMOS CINCO ANOS

20/02/2016 

O Japão vai triplicar a capacidade de produção de energia eólica (gerada pelos ventos) até 2020, segundo estimativa publicada hoje (19) pelo diário económico Nikkei, com base nos planos de investimentos das principais empresas do setor.

O jornal adianta que a Eurus Energy Holdings e a J-Power pretendem investir 60 bilhões de ienes (478 milhões de euros) em novas instalações nos próximos cinco anos.

A Eurus, uma joint-venture entre a corretora Toyota Tsusho e a operadora da Central Nuclear de Fukushima, a Tokyo Electric Power (Tepco), planeja instalar 200 mil kilowatts (kw) durante esse período, o que elevaria sua capacidade para até 850 mil kw.

O primeiro projeto é uma fábrica de cerca de 40 mil kw na prefeitura de Akita, no Norte do Japão, cuja construção deve começar ainda este ano.

A J-Power também quer um aumento em torno de 200 mil kw, até 600 mil, a partir de novos centros de geração de energia em Hokkaido (Norte) e Ehime (Sul).

O jornal Nikkei estima que esses projetos e outros de menor escala vão contribuir para aumentar a capacidade de produção de energia eólica do Japão dos atuais 3 milhões de kw para até 10 milhões, o que equivaleria a uma dezena de centrais nucleares.

O governo japonês propôs aumentar a proporção da eletricidade gerada por meio de energias renováveis dos atuais 3% para 15% até 2030.

Apesar das vantagens da eólica em relação a outras fontes renováveis, esse tipo de energia pouco avançou nos últimos anos devido aos procedimentos administrativos e estudos de impacto ambiental exigidos para novas instalações.

Desse modo, a energia eólica atende apenas a 0,5% das necessidades de eletricidade do Japão, valor muito abaixo de países como a Alemanha (9,6%), os Estados Unidos (4,4%) ou a China (2,8%).


Itaú levanta US$400 milhões para energia renovável

Empréstimo do Itaú: valor é o maior já levantado por um banco latino-americano 
para financiar esforços para lidar com as mudanças climáticas na região
CC/ flickr.com/photos/dvanzuijlekom/

28/01/2015

O Itaú Unibanco, maior banco privado do Brasil, tomou um empréstimo total combinado de 400 milhões de dólares do International Finance Corp, do Banco Mundial, e de um grupo de credores comerciais para ajudar a financiar projetos de energia renovável no Brasil, assolado pela falta de chuvas.

A transação chega em um momento em que o Itaú intensifica os empréstimos para projetos que reduzem os custos relacionados à geração e uso de energia em fábricas, implementam um tratamento mais eficiente da água e restringem a emissão de gases de efeito estufa, afirmaram executivos do Itaú e do IFC.

O valor é o maior já levantado por um banco latino-americano para financiar esforços para lidar com as mudanças climáticas na região, disse Ariane Di Iorio, chefe de instituições financeiras para o Brasil no IFC.

"O acordo tem um claro foco de trazer eficiência energética para a linha de frente, conforme mais de nossos clientes estão cada vez mais conscientes da importância do uso de seus recursos da melhor maneira possível", disse Carolina Camargo, chefe de instituições financeiras internacionais no Itaú BBA, unidade de atacado e banco de investimento do Itaú.

O banco captou 100 milhões de dólares com o IFC, como é conhecida a unidade do Banco Mundial, em empréstimo com prazo de cinco anos e juro de 1,4 ponto percentual acima da taxa interbancária de referência Libor, disse Camargo.

Os 300 milhões de dólares restantes foram tomados em um empréstimo de três anos com um grupo de bancos liderado pelo japonês Mizuho Financial Group, Bank of America Merrill Lynch, do BofA, e o alemão Commerzbank, com juro de 1,2 ponto percentual acima da Libor, acrescentou a executiva.

Fonte: Exame


Brasil recua em planos de energia nuclear e favorece eólica

Pais recuará em seus planos de novas usinas nucleares 
devido a preocupações com segurança - Cr'edito: Getty Images
15/09/2013

A energia nuclear representa pouco mais de 1% da geração de energia elétrica no Brasil, mesma porcentagem das usinas eólica

Rio de Janeiro - O Brasil provavelmente recuará em seus planos de novas usinas nucleares devido a preocupações com segurança após o vazamento de 2011 no Japão, e promoverá por outro lado uma "revolução" na energia eólica, disse o presidente da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), Maurício Tolmasquim.

Tolmasquim disse à Reuters que era "improvável" que o governo mantenha seus planos de construir quatro novas usinas nucleares até 2030 para atender a crescente demanda por eletricidade.

Ele se recusou a informar quantas usinas serão construídas.

Os comentários de Tolmasquim, parte de uma avaliação mais ampla dos planos estratégicos de longo prazo do país para geração de energia elétrica, ressaltaram as dúvidas globais quanto à energia nuclear mais de dois anos depois do terremoto seguido de tsunami que levou a um acidente na usina de Fukushima, no Japão.

"Depois do Japão, as coisas foram colocadas em espera", disse Tolmasquim em entrevista na semana passada. "Não abandonamos (os planos)... mas eles também não foram retomados. Não é uma prioridade para nós neste momento." O Brasil ainda não iniciou o processo das unidades projetadas que estarão finalizadas em 2030. A usina atualmente em construção, Angra 3, está sendo construída com tecnologia alemã da Siemens-KWU.

O Brasil permanece como um local relativamente atrativo para a energia nuclear, disse Tolmasquim, já que é um dos poucos países que possui todos os elementos naturais necessários para sua produção. Além das duas usinas nucleares existentes no Rio de Janeiro, uma terceira está em fase de construção, e deve entrar em operação em 2018.

Depois de um crescimento econômico robusto na última década, o Brasil é o mercado para novas fontes de eletricidade confiáveis, limpas e baratas. A rede de energia do país atualmente se baseia em usinas hidrelétricas para cerca de 75 por cento de sua demanda. Isso tem benefícios ambientais evidentes, mas também deixou o país vulnerável durante eventuais períodos de seca.

Em janeiro, o tempo seco no Nordeste causou temores de escassez de energia, o que abalou os mercados financeiros e causou dor de cabeça para a presidente Dilma Rousseff. A última grande crise havia ocorrido em 2001, quando a escassez de energia derrubou em cerca de 1 ponto percentual o crescimento econômico brasileiro e deixou milhões de pessoas à luz de velas.

Momento de energia eólica

Atualmente, a energia nuclear representa pouco mais de 1 por cento da geração de energia elétrica no Brasil, mesma porcentagem das usinas eólicas. A geração termoelétrica movida a gás natural responde pela maior parte do restante.

Apesar da desaceleração da economia desde 2011, a demanda por eletricidade continuou a crescer enquanto muitos brasileiros migram para a classe média e compram geladeiras, TVs e outros bens de consumo movidos a energia elétrica pela primeira vez. O consumo de eletricidade subiu 3,5 por cento em 2012, comparados ao crescimento de apenas 0,9 por cento da economia como um todo.

Tolmasquim, que foi o principal assessor de Dilma quando ela foi ministra da Energia no início dos anos 2000 e ainda é próximo à presidente, disse ver potencial para a expansão da energia eólica graças ao aumento da competição e aos avanços tecnológicos que reduziram os preços.

A média de preços da energia eólica no Brasil caiu de 148 reais por megawatt-hora no fim de 2009 para 110 reais por megawatt hora este ano.

"Este é o momento da energia eólica", disse. "Houve uma revolução em termos de custos." Diversas empresas internacionais estão investindo em energia eólica no Brasil, incluindo Enel Green Power, General Electric Co., Alstom e Gamesa Corporacion Tecnologica.

O sucesso da energia eólica reduziu a ambição pela expansão da energia solar, ao menos por enquanto, disse Tolmasquim. Ele disse que a eólica é atualmente mais barata que a energia solar no Brasil, apesar ser provável que os avanços tecnológicos mudem isso.

"É uma quesão de tempo", disse Tolmasquim. "A energia solar está vindo, cedo ou tarde." Qualquer coisa que reduza o preço da energia elétrica será bem-vinda. Apesar da abundância de sol e de vento e de outras formas de energia limpa, o Brasil ainda tem um dos preços de energia mais altos do mundo, principalmente por conta dos altos impostos.

Fonte: Exame


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