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E o lixo pós-Copa? O que fazer?

05/08/2014

Os preparativos da Copa no Brasil, e ela em si, fizeram crescer o volume de negócios e também a quantidade de lixo gerado, além dos materiais que são mandados de volta à sua origem.

Wagner Tadeu Rodrigues

A logística reversa, por sua vez, é a responsável por esse fluxo específico e a importância desse processo exibe duas vertentes naturais: a legal, que regulamenta o tratamento de mercadorias após a utilização, como por exemplo, baterias em geral e embalagens tóxicas; e a comercial, que visa tornar esse mesmo lixo em valor adicionado. Na Copa, com a explosão do uso de produtos e processos política e ecologicamente corretos, a reciclagem ganha ainda mais força e a logística reversa é o motor que impulsiona esse movimento.

Nesse sentido, como temos visto e presenciado, o aumento de geração de latas de alumínio, garrafas pet, vidro e papel contribui para a reciclagem e para a imagem das empresas que assim atuam, além, é lógico, de ajudar no impacto ao meio ambiente.

Assim, podemos concluir que três questões básicas levam ao retorno dos materiais e produtos: a legislação que obriga as empresas a recolherem e darem destino correto aos produtos após utilização; as tecnologias apropriadas e modernas que permitem, cada vez mais, o reaproveitamento de materiais e componentes; bem como aumentar a produtividade na reciclagem e a conscientização da população, de forma geral e cada vez maior, no sentido de dar o destino adequado aos materiais e produtos após fazerem uso deles.

Ainda com relação à demanda da Copa do Mundo no plano empresarial, alguns cuidados são notados. Nos centros de armazenagem, há necessidade de estruturar sistemas WMS (Warehouse Management System), que dão capacidade de manusear estes volumes crescentes e de difícil previsibilidade. Nas áreas de transporte, o uso de sistemas TMS (Transportation Management System), relativo à logística reversa, ainda mais que a logística tradicional, dá capacidade de resolver complexas questões de maximização de entregas e coletas simultâneas, além do mais se considerarmos as restrições estabelecidas, como capacidade de veículos e intervalos de períodos de tempo para locais e produtos determinados - áreas de restrição e materiais inflamáveis, por exemplo.

E o legado da Copa? O que se espera do depois? Várias inovações serão bem-vindas e terão seu espaço certo. Melhores formas de recolher materiais e produtos e levá-los de volta aos Centros de Distribuição e fábricas continuarão sendo o grande desafio. Modelar e planejar estrategicamente os sistemas especialistas WMS e TMS, integrados aos Sistemas de Gestão Empresarial (ERP), a fim de ganhar este novo mercado, será a grande arma para fidelizar clientes e operar de forma lucrativa a prestação de serviços nas vendas e pós-vendas.

*Wagner Tadeu Rodrigues é presidente da Store Automação, companhia de Tecnologia da Informação especializada no setor logístico.

Fonte: Portal O Debate


Copa do Mundo traz reconhecimento ao trabalho de catação de materiais recicláveis

Foto: Divulgação/MNCR


01/08/2014

Durante a Copa do Mundo Fifa, catadoras e catadores vinculadas/os ao Movimento Nacional de Catadores de Materiais Recicláveis (MNCR) participaram da coleta seletiva nos diversos estádios onde foram realizados os jogos. Em Porto Alegre (RS), uma equipe de 39 catadoras e catadores foi responsável pela coleta no estádio Beira-Rio.  

O lucro de R$ 25.000,00 obtido no envio da coleta para a central de resíduos ainda não teve seu destino definido, mas deverá ser revertido à Rede de Catadores de Materiais Recicláveis de Porto Alegre e Região (Catapoa). Entre os materiais mais coletados estavam papel, plástico e metal, que geraram, em média, 22 toneladas.

Segundo Luciano Menezes, coordenador operacional do MNCR, a contratação de cooperativas de catadoras e catadores de materiais recicláveis para atuarem na Copa mostra que estas têm condições de prestar serviços em grandes eventos. A partir daí, Luciano celebra o maior resultado da parceria: a negociação do contrato com o Internacional para a realização da coleta em jogos realizados no Beira Rio em Porto Alegre.

A equipe de catadoras e catadores, que agora possui o “Selo de aprovação FIFA”, recebeu treinamento com carga horária de quatro horas, onde foi orientada sobre o manuseio dos equipamentos utilizados durante o Mundial e na dinâmica de trabalho dentro do estádio. Além de receberem informações sobre segurança e questões comportamentais, catadoras e catadores fizeram um reconhecimento do local, identificando áreas satélites (local onde os resíduos ficaram armazenados durante os jogos), e, assim, puderam elaborar a estratégia das coletas.

As e os integrantes da equipe, que receberam auxílio de R$ 80/dia, atuaram nos espaços de acesso do público, na entrada da torcida, nos corredores, nos vomitórios (áreas de acesso às arquibancadas) e nas áreas externas do estádio.

Para isso, chegavam ao Beira-Rio cinco horas antes do início do jogo. Encontravam-se seis horas antes no portão de acesso e dirigiam-se à central de resíduos, onde definiam questões práticas e partiam para o trabalho.

Reconhecimento

"Viver a Copa foi muito mais do que dinheiro. Foi o reconhecimento do nosso trabalho."

Graziela de Arruda Alves, 32 anos, da Vila Bonsucesso, no Bairro Lomba do Pinheiro, em Porto Alegre, foi uma das 39 catadoras que participou da coleta no Beira-Rio. Nestes 45 dias trabalhados, grávida de oito meses, Graziela conseguiu juntar recursos com o dinheiro do auxílio para construir o quarto do bebê que está a caminho.

Durante os dias de trabalho, a recicladora acordava às 4h30min para iniciar o expediente no galpão às 7h, sem hora para terminar. Em dias de partida, chegou a sair do Beira-Rio de madrugada, por volta da 1h30min.

O esforço, porém, não foi motivado apenas pelo dinheiro. O principal mérito foi trazer reconhecimento para o trabalho das catadoras e dos catadores. Através dessa iniciativa, o grupo fechará outros contratos para grandes eventos, como o que está em negociação com o Internacional.

As e os integrantes da equipe vieram da Cooperativa de Catadores de Materiais Recicláveis da Cavalhada (Ascat), Cooperativa de Catadores de Materiais Recicláveis e Industrialização (Coopertinga), Associação de Catadores Torotama (ACT), Associação dos Catadores da Vila Nova Chocolatão, Associação Comunitária do Campo da Tuca/Setor Reciclagem(ACCT), Associação dos Recicladores Rubem Berta, Associação dos Catadores da Lomba do Pinheiro (UTC) e Cooperativa de Trabalho dos Catadores do Município de São Leopoldo (Uniciclar).

O que a reciclagem preservou nestes jogos da Copa

Água – 17.216 metros cúbicos
Areia – 14 toneladas
Árvores – 5.182 unidades
Carvão mineral – 12 toneladas
Energia – 1.446 MWh
Minério de ferro – 82 toneladas
Petróleo – 997 barris

Resíduos coletados nos outros estádios da Copa

Arena Pernambuco: 14.207 toneladas
Arena Pantanal: 17.019 toneladas
Beira-Rio: 20.643 toneladas
Arena Amazônia: 18.979 toneladas
Arena Baixada: 19.554 toneladas 
Arena Fonte Nova: 36.141 toneladas
Mané Garrincha: 29.653 toneladas
Castelão: 39.256 toneladas
Arena Corinthians: 35.730 toneladas
Maracanã: 44.660 toneladas
Mineirão: 59.757 toneladas
Arena das Dunas: 51.419 toneladas
TOTAL:  387.018 toneladas

As informações são do site www.catasigcopa.com.br



Arenas da Copa terão certificação ambiental até fim do ano, diz ministra

11/07/2014

Izabella Teixeira, do Meio Ambiente, fez balanço positivo do Mundial.
Estádio do Mineirão foi o melhor classificado até agora.

Se a Copa do Mundo foi um fracasso para a Seleção Brasileira, o Ministério do Meio Ambiente comemorou, nesta quinta-feira (10), a realização do Mundial com todas as 12 arenas obedecendo regras internacionais de gestão sustentável. Em entrevista no Centro Aberto de Mídia, no Forte de Copacabana, Zona Sul do Rio, a ministra da pasta, Izabella Teixeira, afirmou que, até o fim deste ano, todos os estádios utilizados no torneio terão o certificado Leed (Liderança em Energia e Design Ambiental) como nenhum país-sede fez até agora.

De acordo com a ministra, o estádio de Fortaleza foi premiado com o grau básico. Já os de Recife, Rio e Salvador com o segundo nível, enquanto o Mineirão ficou com o prêmio prata. Brasília, Porto Alegre, Curitiba, Natal, São Paulo e Cuiabá são os estádios que ainda não receberam o selo verde, mas "até dezembro, todos terão a certificação global", de acordo com a promessa da ministra.

A avaliação envolveu cinco critérios: a construção de arenas de modo sustentável, a alimentação de voluntários por meio de alimentos de agricultura familiar, a reciclagem dos resíduos, a mitigação das emissões de carbono associadas à Copa e o projeto Passaporte Verde, que tem como objetivo a qualidade da cadeia produtiva do turismo.

"Faço um balanço muito positivo, que deu muito trabalho, mas sairemos em outro patamar de um evento de grande nível em critérios relacionados ao meio ambiente. Apostar que combater a poluição é caro é coisa do século passado", disse Teixeira.

O estádio do Maracanã, por exemplo, foi um dos que registrou maior economia de energia e água, com 23% e 71%, respectivamente. "É um aprendizado que ficará disponível ao Rio-2016 e todo o material será entregue ao Comitê Organizador das Olimpíadas", afirmou.


Coca-Cola quer 100% de PETs recicladas como legado da Copa

Coletores estão colocados em pontos estratégicos para evitar garrafas nas arquibancadas
Foto: Coca-Cola do Brasil / Divulgação

27/06/2014

A Coca-Cola do Brasil espera que a Copa do Mundo deixe como legado a ampliação do uso do PET reciclado para 100% de sua produção de garrafas. A empresa é parceira da Fifa em ações de sustentabilidade durante o torneio de futebol e desenvolve, pela primeira vez no evento, a reciclagem de todo resíduo descartado dentro dos estádios, nas 12 cidades-sede. "Trabalhamos três temas, que devem ficar de legado desta Copa do Mundo: vida ativa, desenvolvimento de comunidades e a reciclagem", explicou Victor Bicca, diretor de Sustentabilidade da Coca-Cola, ao Terra, durante a partida entre Argentina e Nigéria, no estádio Beira-Rio, em Porto Alegre. 

A Coca-Cola é uma das patrocinadoras da Copa do Mundo Fifa
Foto: Reuters

A primeira iniciativa foi a Copa Coca-Cola, cujos vencedores foram selecionados para trabalhar como gandulas nos 64 jogos do torneio; a segunda foi o projeto Coletivo, que proporcionou o primeiro emprego a jovens de comunidades, que trabalham em ações da empresa e na gestão dos bares do evento; e a terceira é a ação dos catadores nos estádios. "É o maior dos temas. A Coca-Cola há muitos anos apoia cooperativas, discute iniciativas e ajuda o governo na questão da reciclagem", aponta o executivo. 

Coleta seletiva
A ideia é usar a Copa para gerar conscientização de cidadãos e governos sobre a importância da reciclagem: "Cidades como Porto Alegre e Curitiba têm bons índices de coleta seletiva, mas São Paulo, por exemplo, que é uma das maiores cidades da América Latina, só tem 3% de coleta. É uma questão de cuidado com o ambiente e de inclusão social". 

O projeto nos estádios começou ainda na Copa das Confederações, em 2013, com 240 catadores, nos 16 jogos. Foram recolhidos 70 toneladas de resíduos, espalhados em 1,4 mil coletores. Essas lixeiras foram desenvolvidas especialmente com essa finalidade: estão em maior número nos estádios, são maiores e transparentes, por motivos de segurança. Na Copa do Mundo, são 840 catadores, 70 em cada cidade-sede, e eles recebem cerca de R$ 120/dia, entre diária e ajuda de custo. 

Catadores atuam nas cidades-sede durante todo o torneio
Foto: Coca-Cola do Brasil / Divulgação

Exemplo positivo 
A expectativa da Coca-Cola é recolher 400 toneladas de resíduos até o final da Copa. Até o momento, já foram cerca de 160. O material é distribuído a 300 cooperativas ligadas ao Movimento Nacional de Catadores, e o dinheiro da venda é revertido para as próprias organizações. Para aprimorar esses números, a empresa aposta em vídeos e cartazes educativos dentro dos estádios, protagonizados pelo mascote Fuleco. 

A própria companhia dá o exemplo, colocando apenas garrafas da Coca-Cola de PET reciclado à venda nos estádios. Os uniformes de suas equipes também contêm o material. "O Brasil ainda não tem uma indústria de reciclagem de PET, por isso não conseguimos produzir todas as embalagens com a tecnologia. A inciativa fica de estímulo. A ideia é estender para 100% da produção. Esse será o legado da Copa para a Coca-Cola." 

Os copos colecionáveis ajudam a evitar volume maior de resíduos
Foto: Letícia Heinzelmann / Terra

Copos colecionáveis
Os copos em que são servidas as bebidas nos estádios acabou sendo uma iniciativa involuntária contra o descarte irregular de garrafas. Os copos, personalizados a cada jogo, se tornaram colecionáveis e, ao guardá-lo, o torcedor não precisa de um descartável a cada consumo.

"Isso estimula a não ter um volume maior de resíduos, e facilita o descarte das garrafas, que podem ir para o lixo após serem servidas. Queríamos evitar garrafas nas arquibancadas, pela questão do descarte, mas também por segurança. Os copos viraram um sucesso", comemora Victor Bicca.

Fonte: Terra

Catadores de materiais recicláveis batem recorde na Copa


Em Minas Gerais, o lixo reciclável recolhido no entorno do estádio Mineirão e do Expominas, onde acontece a Fifa Fan Fest, já foram recolhidos 4,5 toneladas. A venda do material vai significar o aumento de 70% na renda dos catadores.

Fonte: EBC

Passaporte Verde lança aplicativo com roteiros sustentáveis

Paulo de Araújo/MMA

27/06/2014

Turistas e moradores terão mais de 60 opções de passeios nas 12 cidades-sede da Copa 2014

Quem está visitando ou reside nas cidades-sede da Copa do Mundo da FIFA 2014 têm uma nova opção de dicas para praticar turismo sustentável. Essa é a proposta do aplicativo lançado pelo Passaporte Verde, que traz mais de 60 sugestões de roteiros mais responsáveis nas 12 cidades-sede. O aplicativo é gratuito e está disponível nos sistemas operacionais iOS e Android. O conteúdo pode ser acessado em português ou inglês.

A vantagem é que o aplicativo traz para o celular parte do conteúdo disponibilizado pelo portal da campanha do Passaporte Verde, com o diferencial de fornecer informações georeferenciadas de atrações próximas ao usuário. A campanha Passaporte Verde, que usa o slogan “Eu cuido do meu destino”, utiliza o apelo emocional do turismo e viagens, para incentivar consumidores e produtores a optarem por práticas mais sustentáveis.

O Passaporte Verde é uma iniciativa do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA), em parceria com os ministérios do Meio Ambiente, Esportes, Turismo e Desenvolvimento Social. A campanha é uma das ações de sustentabilidade do governo federal na Copa do Mundo da FIFA 2014.

PASSEIOS SUSTENTÁVEIS

Os itinerários sugeridos pelo aplicativo convidam os usuários a explorarem as cidades de uma maneira mais autêntica, com sugestões que incentivam a maior proximidade da natureza, a degustação da culinária local, o contato com culturas tradicionais, entre outros. Há inúmeras indicações de passeios, como a orla da Lagoa da Pampulha, em Belo Horizonte; o litoral cearense, com direito a visita de duas Unidades de Conservação Ambiental; a Baía de Guanabara, no Rio de Janeiro; a riqueza da cultura afro-brasileira no recôncavo baiano.

O aplicativo também traz dicas para tornar viagens de lazer ou negócio menos impactantes para o meio ambiente e para o destino escolhido. No aplicativo, a pessoa encontra dicas para o planejamento da viagem e práticas mais responsáveis com ações simples que podem fazer uma grande diferença, como evitar conexões aéreas e se informar sobre frutas e legumes da estação do seu destino.

Catadores de Salvador recebem treinamento para a Copa do Mundo

Créditos:  Darana Comunicação

17/03/2014

Setenta catadores de produtos recicláveis de Salvador estiveram reunidos para o primeiro treinamento do programa que prevê a participação desses profissionais na Copa do Mundo da FIFA Brasil 2014™.

O evento contou com a participação de catadores da CataBahia, na manhã de ontem (13/03), no Hotel Mercure.

O curso teve carga horária de quatro horas, e nas aulas, os catadores aprenderam como manusear os equipamentos que serão utilizados durante o megaevento. Eles também foram treinados sobre a dinâmica de trabalho dentro do estádio, além de terem recebido informações sobre segurança e questões comportamentais.

O programa

Com objetivo de estimular a expansão da coleta seletiva de lixo nas 12 sedes do mundial, que será realizado no Brasil, no período de 12 de junho a 13 de julho deste ano, a Coca-Cola Brasil, uma das patrocinadoras oficiais da Copa, está capacitando catadores nas 12 sedes do mundial.

A estimativa é que sejam produzidas cinco toneladas de resíduos passíveis de reciclagem a cada partida da Copa no Brasil.


Fonte: Secopa-BA

A FIFA e o meio ambiente

© Foto-net
08/07/2012
A FIFA encara seriamente a sua responsabilidade ambiental. Questões como o aquecimento global, a conservação ambiental e o manejo sustentável recebem destaque durante a Copa do Mundo da FIFA e também são uma preocupação constante da entidade máxima do futebol mundial. É por isso que a FIFA vem trabalhando com os seus parceiros e todas as outras instituições para encontrar formas sensatas de tratar da ecologia e reduzir os impactos ambientais negativos vinculados às suas atividades.

Sede da FIFA sem emissões de poluentes
A nova sede da FIFA, que vem sendo usada desde 2006, definiu novos padrões ambientais. A maior prioridade foi dada a um conceito energético ecológico e econômico vinculado a instalações modernas e integradas harmonicamente à área recreativa das redondezas. Com esse pano de fundo, a FIFA decidiu construir um prédio que não emitisse poluentes. Ela cumpriu com os seus objetivos ao rejeitar os combustíveis fósseis e as emissões de CO2, também implantando tecnologias de eficiência energética e a melhor combinação dos sistemas de aquecimento e arrefecimento. Quando o prédio precisa dos dois ao mesmo tempo, a bomba de calor remove calor da rede de arrefecimento e o transfere à rede de aquecimento.

Green Goal
A FIFA incentiva e trabalha com os comitês organizadores locais no que se refere à proteção ambiental desde 2005, quando o Comitê Organizador Alemão lançou o programa ecológico Green Goal para a Copa do Mundo da FIFA 2006. A FIFA investiu 400 mil euros em um projeto de compensação de emissões de dióxido de carbono na África do Sul para desenvolver um sistema de geração de eletricidade com o uso de gás proveniente do tratamento de esgoto no município de Seboken, na província de Gauteng. O projeto foi desenvolvido pelo Comitê Organizador Alemão e pela organização suíça Myclimate para compensar as 92 mil toneladas de inevitáveis emissões de dióxido de carbono durante a competição. Também contribuíram com o programa Green Goal e com os projetos de compensação a DFB, a Deutsche Telekom e a PlasticsEurope.

Inspirado pelo Green Goal 2006 e pelas experiências anteriores com grandes eventos internacionais na África do Sul, o Comitê Organizador Sul-Africano desenvolveu um programa Green Goal para a Copa do Mundo da FIFA 2010. Juntamente com a Secretaria Nacional de Meio Ambiente, o Comitê Organizador Local implantou diversos projetos envolvendo cidades-sede, órgãos governamentais, ambientalistas locais e parceiros internacionais como o PNUMA.

O Comitê Organizador Local da Copa do Mundo Feminina da FIFA Alemanha 2011 lançou o programa Green Goal 2011 no início de 2010, aproveitando as experiências de 2006 para expandir o projeto ambiental. A FIFA faz parte deste programa ambicioso juntamente com o COL e o Oeko-Institut, importante instituição europeia de pesquisa e consultoria que trabalha em prol de um futuro sustentável.

Copa do Mundo da FIFA em 2018 e 2022
Ao garantir a manutenção do seu compromisso com o meio ambiente, a FIFA decidiu incluir a proteção ambiental em futuros contratos de organização de competições, começando com o processo que definiu as sedes das edições de 2018 e 2022 da Copa do Mundo da FIFA. A FIFA exigiu informações completas sobre o planejamento de atividades para evitar, reduzir e compensar os impactos ambientais negativos da organização de uma Copa do Mundo da FIFA.

Os candidatos tiveram de cumprir com os requisitos a seguir:

* avaliação ambiental completa da organização da Copa do Mundo da FIFA;
* integração sistemática do meio ambiente às estruturas de gestão;
* composição e integração de um conselho consultivo ambiental;
* programa de consulta a partes envolvidas;
* objetivos mensuráveis em seis temas principais: água, resíduos, energia, transporte, compras e mudança climática;
* atividades planeja.das para minimizar os efeitos ambientais adversos

"20 Centros para 2010" e meio ambiente
A campanha oficial da Copa do Mundo da FIFA África do Sul 2010, "20 Centros para 20", está construindo 20 centros Football for Hope com o objetivo de promover a saúde pública, a educação e a prática do futebol em comunidades carentes de toda a África.

Usando os elementos positivos do futebol, muitas organizações comunitárias conseguiram se aproximar dos jovens e enfrentar diversas dificuldades locais como a coleta de resíduos e a educação ambiental. Para fortalecer esse desenvolvimento, os centros Football for Hope estão sendo construídos com o objetivo de serem instalações nas quais essas organizações líderes possam se aproximar dos jovens e das comunidades locais.

Além disso, a Yingli Solar, patrocinadora da FIFA e da Copa do Mundo da FIFA, está instalando painéis solares em cada um dos 20 centros não apenas para garantir o fornecimento de energia às instalações, mas também para elevar a conscientização sobre fontes energéticas alternativas em comunidades africanas.

Copa do Mundo da FIFA Brasil 2014
A FIFA já começou a trabalhar com o Comitê Organizador Local da Copa do Mundo da FIFA 2014 para que haja uma integração adequada das questões ambientais à estrutura de gestão, à preparação e à execução do evento. Essa iniciativa não apenas fortalecerá o programa ambiental para 2014, como também ajudará os organizadores a acompanharem os diversos projetos que já começaram a ser implantados no país que sediou a primeira cúpula global sobre ecologia e desenvolvimento em 1992.


Curso online de Anfíbios e Répteis: Classificação, Diversidade e Ecologia

Calendário de lançamento do Programa Sustentabilidade para a Copa 2014 é apresentado

10/11/2011 


A partir da contribuição de cada envolvido, formularemos um caderno de atribuições para viabilizar uma Copa sustentável em 2014”, explica Vinícius Lott, gerente do Projeto Copa Sustentável da Secopa

Foi apresentado nesta quarta-feira (9) o calendário de lançamento do Programa Sustentabilidade para a Copa 2014, durante o 1º Seminário Copa Sustentável em Minas Gerais, no Centro Mineiro de Referência em Resíduos (CMRR). O seminário faz parte da “Série Diálogos”, que promove debates sobre meio ambiente e que, neste mês, integra a programação do Festival Planeta Brasil.

A agenda verde elaborada pela Secopa, em parceria com a Prefeitura de Belo Horizonte, prevê para abril de 2012 o lançamento de documento com as diretrizes de práticas sustentáveis para a Copa do Mundo da Fifa Brasil de 2014. Até lá, todos os parceiros do programa, incluindo as esferas federal, estadual e municipal, bem como o setor privado e sociedade civil, irão preparar a versão final do documento. “Está em discussão o nível de comprometimento de todos os parceiros, em termos de metas, orçamento e capacidade técnica. A partir da contribuição de cada envolvido, formularemos um caderno de atribuições para viabilizar uma Copa sustentável em 2014”, explica Vinícius Lott, gerente do Projeto Copa Sustentável da Secopa.

O conteúdo do documento “Programa Sustentabilidade para a Copa 2014” contempla temas, como áreas verdes, redução de gases de efeito estufa, certificação e educação socioambiental, resíduos sólidos, mobilidade e infraestrutura e revitalização da Lagoa da Pampulha. Esse projeto tem como modelo o projeto Green Goal, a iniciativa alemã de práticas ambientais sustentáveis desenvolvidas para a Copa de 2006.

Durante o encontro, representantes britânicos da Useful Simple Projects, empresa responsável pela elaboração do Estudo de Pegada de Carbono e plano de neutralização de impactos das Olimpíadas de Londres 2012, apresentaram práticas sustentáveis em preparação para o evento esportivo do ano que vem. Para a construção da cidade olímpica, por exemplo, 90% dos resíduos sólidos têm recebido destinação ambientalmente sustentável. “O intercâmbio de informações enriquece o debate para que essas medidas se transformem no grande legado para a sociedade. A África do Sul, por exemplo, adotou normas que deram certo na Alemanha, como a campanha para beber água da torneira, além da redução das embalagens de alimentos. Estamos coletando indicadores de vários eventos para avaliarmos quais iniciativas podem ser aplicáveis”, diz Lott.

Para Dan Epstein, da Useful Simple Projects, Belo Horizonte é uma das 12 cidades-sede que apresenta a agenda ambiental mais adiantada para a Copa de 2014. “Conheço a iniciativa mineira e vejo que o Estado está bastante adiantado. Eu sugiro a todas as cidades que tragam o campo para a metrópole, que tragam o verde para as áreas cinzas, que reconstruam as margens dos rios, que utilizem ciclovias. Acredito que o Brasil tem todas as condições de fazer uma Copa verde, uma vez que se trata de um gigante verde com recursos naturais valiosíssimos. Belo Horizonte poderia explorar essa vantagem”, disse.

Planeta Brasil é um evento que mescla cultura, esporte, educação e responsabilidade socioambiental com o intuito de promover a conscientização da população em prol da sustentabilidade.


Jornal JFHoje
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