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COPA VERDE TORNA FUTEBOL MAIS SUSTENTÁVEL

Ministro e equipe da CBF levantam troféu simbólico feito de madeira certificada pela FSC Brasil 

20/05/2018

Ministro participa do encerramento do torneio, em Belém. Vencedor do concurso de redação sobre tema ambiental é premiado. 

Moradora da periferia de Macapá, no Amapá, Maria Mônica Serrão festejou o seu aniversário de 35 anos, completados nesta quarta-feira, com uma emoção além da conta. Ouviu o nome de seu filho, Werlysson Mathias, 14 anos, ser anunciado num lotado estádio Mangueirão, em Belém (PA), como o vencedor nacional do concurso de redação da Copa Verde.

“É muita alegria receber essa notícia bem no dia do meu aniversário. Sabia que ele ia vencer. Ele é um campeão, assim como todos os outros 10 estudantes que chegaram à final do concurso”, disse ela, cheia de orgulho, ao lado do jovem Werlysson.

A versão 2018 da Copa Verde, uma iniciativa da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) em parceria com o Ministério do Meio Ambiente, chegou ao final na noite desta quarta-feira com o Paysandu, do Pará, consagrando-se campeão. O time paraense empatou em 1 a 1 com o Atlético do Espírito Santo, que já havia sido derrotado por 2 a 0 no primeiro jogo da final. Ao todo, 35 mil pessoas foram ao Mangueirão assistir à partida, fazendo uma bela festa.

Disputada por 18 equipes das regiões Norte e Centro-Oeste e do Espírito Santo, a competição é acompanhada de atividades que buscam despertar a consciência ecológica, como a reciclagem de materiais e a compensação das emissões de carbono, além de aulas de futebol para crianças em situação de vulnerabilidade e do concurso de redação, que, neste ano, reuniu 3 mil alunos de escolas públicas de ensino fundamental dos 11 estados participantes do torneio.

O ministro substituto do Meio Ambiente, Edson Duarte, e o presidente da CBF, Antônio Carlos Nunes, entregaram, no palco montado à beira do gramado, no intervalo do jogo, o prêmio a Werlysson – uma camisa da Seleção Brasileira autografada pelos jogadores. Os outros 10 melhores classificados também participaram da festa e ganharam certificados, além de brindes.

“Estou muito feliz”, disse, timidamente, Werlysson, estudante do 9º ano da Escola Maria de Nazaré Pereira Vasconcelos, em Macapá, diante dos flashes dos fotógrafos e com a voz sufocada pelo barulho da torcida. Na redação que ficou em primeiro lugar, ele abordou a poluição das águas, um problema que afeta, fortemente, a população ribeirinha de seu estado.

“É uma satisfação saber que, com esse prêmio, estou divulgando um problema que afeta minha comunidade e precisa de solução urgente, pois compromete a saúde das pessoas”, afirmou o estudante, sintonizado com o objetivo do concurso de redação da Copa Verde, que é exatamente o de despertar a consciência das pessoas para as questões ambientais.


SOCIEDADE

“A Copa Verde não é uma competição qualquer. É o único campeonato de futebol profissional do mundo totalmente sustentável do ponto de vista ambiental. Paralelamente aos jogos, fazemos a compensação da emissão de carbono e promovemos uma série de ações para envolver a sociedade com o tema meio ambiente”, destacou Edson Duarte.

O ministro acrescentou que a repercussão positiva do evento tem sido tão grande que já negocia com a CBF adotar o modelo ecológico da Copa Verde em outras competições de futebol profissional, como o Campeonato Brasileiro.

Ao final da partida, com a torcida do Paysandu em êxtase com o título conquistado, o ministro participou, ao lado dos dirigentes da CBF e da Federação Paraense de Futebol, da entrega do troféu e de medalhas aos jogadores, no palco montado no meio do campo. O campeão e o melhor jogador receberam troféus simbólicos feitos de madeira certificada pela FSC Brasil, que emite selo de reconhecimento de produção responsável de produtos florestais.



Calendário de lançamento do Programa Sustentabilidade para a Copa 2014 é apresentado

10/11/2011 


A partir da contribuição de cada envolvido, formularemos um caderno de atribuições para viabilizar uma Copa sustentável em 2014”, explica Vinícius Lott, gerente do Projeto Copa Sustentável da Secopa

Foi apresentado nesta quarta-feira (9) o calendário de lançamento do Programa Sustentabilidade para a Copa 2014, durante o 1º Seminário Copa Sustentável em Minas Gerais, no Centro Mineiro de Referência em Resíduos (CMRR). O seminário faz parte da “Série Diálogos”, que promove debates sobre meio ambiente e que, neste mês, integra a programação do Festival Planeta Brasil.

A agenda verde elaborada pela Secopa, em parceria com a Prefeitura de Belo Horizonte, prevê para abril de 2012 o lançamento de documento com as diretrizes de práticas sustentáveis para a Copa do Mundo da Fifa Brasil de 2014. Até lá, todos os parceiros do programa, incluindo as esferas federal, estadual e municipal, bem como o setor privado e sociedade civil, irão preparar a versão final do documento. “Está em discussão o nível de comprometimento de todos os parceiros, em termos de metas, orçamento e capacidade técnica. A partir da contribuição de cada envolvido, formularemos um caderno de atribuições para viabilizar uma Copa sustentável em 2014”, explica Vinícius Lott, gerente do Projeto Copa Sustentável da Secopa.

O conteúdo do documento “Programa Sustentabilidade para a Copa 2014” contempla temas, como áreas verdes, redução de gases de efeito estufa, certificação e educação socioambiental, resíduos sólidos, mobilidade e infraestrutura e revitalização da Lagoa da Pampulha. Esse projeto tem como modelo o projeto Green Goal, a iniciativa alemã de práticas ambientais sustentáveis desenvolvidas para a Copa de 2006.

Durante o encontro, representantes britânicos da Useful Simple Projects, empresa responsável pela elaboração do Estudo de Pegada de Carbono e plano de neutralização de impactos das Olimpíadas de Londres 2012, apresentaram práticas sustentáveis em preparação para o evento esportivo do ano que vem. Para a construção da cidade olímpica, por exemplo, 90% dos resíduos sólidos têm recebido destinação ambientalmente sustentável. “O intercâmbio de informações enriquece o debate para que essas medidas se transformem no grande legado para a sociedade. A África do Sul, por exemplo, adotou normas que deram certo na Alemanha, como a campanha para beber água da torneira, além da redução das embalagens de alimentos. Estamos coletando indicadores de vários eventos para avaliarmos quais iniciativas podem ser aplicáveis”, diz Lott.

Para Dan Epstein, da Useful Simple Projects, Belo Horizonte é uma das 12 cidades-sede que apresenta a agenda ambiental mais adiantada para a Copa de 2014. “Conheço a iniciativa mineira e vejo que o Estado está bastante adiantado. Eu sugiro a todas as cidades que tragam o campo para a metrópole, que tragam o verde para as áreas cinzas, que reconstruam as margens dos rios, que utilizem ciclovias. Acredito que o Brasil tem todas as condições de fazer uma Copa verde, uma vez que se trata de um gigante verde com recursos naturais valiosíssimos. Belo Horizonte poderia explorar essa vantagem”, disse.

Planeta Brasil é um evento que mescla cultura, esporte, educação e responsabilidade socioambiental com o intuito de promover a conscientização da população em prol da sustentabilidade.


Jornal JFHoje

Copa 2014 Verde

01 Maio 2010
Os critérios ambientais é que balizarão os projetos e a gestão estratégica dos empreendimentos a serem construídos tanto para a Copa do Mundo de 2014 quanto para as Olimpíadas de 2016 no Brasil. Pelo menos é o que foi alinhavado ontem entre os ministros do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, e do Esporte, Orlando Silva. Ambos assinaram um acordo de cooperação na abertura da reunião do Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama).
A intenção é que a parceria facilite o licenciamento ambiental dos empreendimentos prioritários dos eventos esportivos para evitar impasses que possam atrasar as obras previstas no cronograma brasileiro. Segundo Izabella Teixeira, "o termo assinado hoje (ontem), além do ponto de vista político, é muito importante para a gestão ambiental, porque envolve os Estados e municípios em uma nova prática de modernização do licenciamento ambiental".
Fazem parte do grupo de trabalho representantes do MMA, Ministério do Esporte, Ibama, Instituto Chico Mendes (ICMBio), Agência Nacional de Águas, Associação Brasileira de Entidades Estaduais de Meio Ambiente (Abema) e Associação Nacional de Órgãos Municipais de Meio Ambiente (Anamma). A ideia é aproveitar a paixão do brasileiro pelo futebol para estimular a participação dos torcedores a adotarem medidas de proteção ambiental no dia a dia.
Entre as questões a serem levadas em consideração, além do menor impacto ambiental, estão a neutralização das emissões de gases-estufa, a eficiência energética, a construção de estádios sustentáveis, e a promoção do consumo de produtos orgânicos durante a realização dos eventos. Além disso, em sedes dos jogos como Cuiabá (MT) e Manaus (AM), que têm o Pantanal e a Amazônia como diferencial, terão suas unidades de conservação melhor estruturadas para receber os turistas.

Fonte: Guia da Copa
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