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MINISTÉRIO DO MEIO AMBIENTE NEGOCIA R$ 134 MILHÕES PARA PROTEGER CAMADA DE OZÔNIO

Esponjas: gases aumentam efeito estufa
Paulo de Araújo/MMA

16/11/2015

Recursos do Fundo Multilateral para implementar Protocolo de Montreal vão para segunda etapa do Programa Brasileiro de Eliminação dos HCFCs

Por: Cristina Ávila - Editora: Luciene de Assis

Especialistas da Gerência de Proteção da Camada de Ozônio, do Ministério do Meio Ambiente (MMA), participam, nesta segunda-feira (16/11), em Montreal, Canadá, da 75a Reunião do Comitê Executivo do Fundo Multilateral para Implementação do Protocolo de Montreal. A finalidade é negociar o repasse, para o Brasil, de aproximadamente R$ 134 milhões (US$ 35 milhões), a serem aplicados na segunda etapa do Programa Brasileiro de Eliminação dos HCFCs (hidroclorofluorcarbonos), substâncias utilizadas pela indústria do setor de espumas de poliuretano e em equipamentos de refrigeração e ar-condicionado.

Durante cinco dias, representantes de 197 nações signatárias do Protocolo participam da reunião do Comitê Executivo, unidas com o objetivo de proteger a camada de ozônio. O Protocolo de Montreal determinou, em 1987, quando foi instituído, que os países em desenvolvimento chegassem a 2015 alcançando 10% de redução no consumo de HCFCs, comparados ao consumo médio de 2009 e 2010.

ESTRATÉGIA

O Brasil já eliminou 16,6%. “Agora, nesta segunda etapa, deve chegar a 35%, garantindo as metas do acordo até 2020”, relata a gerente de Proteção da Camada de Ozônio do MMA, Magna Luduvice.

A estratégia da segunda etapa do Programa Brasileiro de Eliminação dos HCFCs foi preparada durante dois anos, entre 2014 e 2015, pelo MMA em parceria com o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud), a Organização das Nações Unidas para o Desenvolvimento Industrial (Unido) e a Agência de Cooperação Bilateral Alemã (GIZ), junto aos setores da iniciativa privada e com consulta pública à sociedade.

A delegação brasileira que negociará a segunda etapa será composta pela gerente Magna Luduvice, a analista ambiental Gabriela Lira, também do MMA, além de especialistas do Ministério das Relações Exteriores e do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama).

HISTÓRICO 

O Brasil aderiu ao Protocolo de Montreal em 1990, e, em 2010, zerou o consumo dos clorofluorcarbonos (CFCs), que, até então, eram as principais substâncias que destruíam a camada de ozônio. No ano seguinte, o Programa Brasileiro de Eliminação dos HCFCs foi aprovado. Embora tenham menor potencial de destruição do ozônio, os hidroclorofluorcarbonos influenciam no efeito estufa, e, também por isso, devem ser substituídos na indústria por outros compostos químicos. A camada de ozônio é uma película natural que protege a vida na Terra contra radiações ultravioletas, que causam doenças como câncer de pele e danos à fauna e à flora.



Dia da camada de ozônio terá comemoração


Paulo de Araújo/MMA
15/09/2015

Empresas do setor de espumas de poliuretano que eliminaram completamente o uso dos hidroclorofluorcarbonos serão homenageadas

Por: Cristina Ávila - Editor: Marco Moreira

O Ministério do Meio Ambiente comemora, nesta quarta-feira (16/09), o Dia Internacional para a Preservação da Camada de Ozônio, com a entrega de certificados para empresas do setor de espumas de poliuretano que eliminaram completamente o uso dos hidroclorofluorcarbonos (HCFC) do tipo 141b em processos industriais. Essas substâncias artificiais causam danos à película de gases naturais que serve como um filtro protetor da Terra contra o excesso de raios ultravioletas.

 Durante o evento que será realizado, às 10h, no prédio anexo do MMA, na SEPN 505, na Asa Norte, em Brasília, serão divulgados os resultados da primeira etapa do Programa Brasileiro de Eliminação dos HCFCs e as ações da segunda etapa, que se inicia a partir do ano que vem.

PROTOCOLO DE MONTREAL

A camada de ozônio localiza-se cerca de 10% na troposfera e 90% na estratosfera, a uma distância entre 10 e 50 km da Terra. Nos anos 1970, cientistas perceberam a sua destruição, e a partir daí as nações se uniram para conter os danos.

Assim, foi criada a Convenção de Viena para a Proteção da Camada de Ozônio, que daria origem ao Protocolo de Montreal, tratado da Organização das Nações Unidas (ONU) assinado por 197 países, considerado um dos melhores exemplos de soluções para problemas ambientais globais.

“Neste evento comemoramos os 25 anos de adesão do Brasil ao Protocolo de Montreal e os 30 anos da Convenção de Viena”, ressalta a responsável pela Gerência de Proteção da Camada de Ozônio do MMA, Magna Luduvice.

BROMETO DE METILA

Ela lembra que neste período o Brasil já cumpriu importantes etapas do acordo da ONU, com a eliminação completa dos clorofluorcarbonos, que eram os principais gases causadores da rarefação da camada de ozônio, e do brometo de metila, agrotóxico que ameaçava a saúde dos agricultores.

Magna Luduvice informa que o MMA concluiu o processo de elaboração da segunda etapa do Programa Brasileiro de Eliminação dos HCFCs, que tem como meta a eliminação de 35% do consumo da substância até 2020, e submeteu para apreciação do Fundo Multilateral para Implementação do Protocolo de Montreal, atualmente em processo de negociação para aprovação das ações propostas.




Buraco na camada de ozônio é o segundo menor em 20 anos


O buraco na camada de ozônio se forma todos os anos entre os meses de setembro e outubro sobre a Antártida (ThinkStock)

Publicado em 25/10/2012

Segundo pesquisadores, a redução é consequência das temperaturas mais altas registradas na estratosfera em 2012

Pesquisadores da Agência Americana Oceanográfica e Atmosférica (NOAA, na sigla em inglês) anunciaram nesta quarta-feira que o buraco na camada de ozônio registrado em 2012 é o segundo menor dos últimos 20 anos. O buraco se forma anualmente entre setembro e outubro sobre a Antártida, e este ano teve um tamanho médio de 17,9 milhões de quilômetros quadrados.

Os pesquisadores afirmam que o tamanho menor se deve às temperatuas mais altas registradas no planeta durante este ano. "As temperaturas foram um pouco mais quentes na alta atmosfera, sobre a Antártida, o que permitiu uma destruição menor do ozônio em comparação com o ano passado", explicou Jim Butler, do laboratório de pesquisas sobre o sistema terrestre da NOAA.

O buraco na camada de ozônio alcançou seu tamanho máximo este ano no dia 22 de setembro, atingindo 21,2 milhões de quilômetros quadrados, equivalente à superfície dos Estados Unidos, Canadá e México juntos. Comparativamente, o maior buraco registrado teve extensão de 29,9 milhões de quilômetros quadrados, e foi medido no ano 2000.

NASA/Goddard Space Flight Center
O buraco na camada de ozônio atingiu seu maior tamanho em 2012 no dia 22 de setembro, quando chegou a medir 21,2 milhões de quilômetros quadrados


Histórico — O ozônio é uma molécula composta de três átomos de oxigênio que se forma na alta atmosfera, onde ajuda a filtrar os raios ultravioleta do sol. Se não forem bloqueados, esses raios podem danificar a vegetação e provocar câncer de pele.

O buraco nessa camada começou a se formar devido aos componentes liberados pelos clorofluocarbonos (CFC) usados pelo homem nos sistemas de refrigeração e aerossóis desde a década de 1920. Com o passar dos anos, a produção de CFC foi reduzida para praticamente zero, graças a um protocolo internacional firmado em 1987, em Montreal, no Canadá. Estas substâncias, no entanto, persistem muito tempo na atmosfera. E seu efeito é ainda mais danoso quando o clima está mais frio, já que as condições atmosféricas favorecem o acúmulo de CFC sobre a Antártida.

Apesar da aplicação do Protocolo de Montreal há mais de duas décadas, os cientistas preveem que será necessário esperar mais dez anos antes que a camada comece a se regenerar. Segundos os cálculos, ela só vai recuperar seu tamanho original a partir de 2060.

(Com Agência France-Presse)

Fonte: Veja.com


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