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DEPLORAM ULTRAJE AO ENSINO NACIONAL DO HAITI



13/11/2018

O ex primeiro ministro do Haiti, Evans Paul condenou hoje o ataque contra o ensino nacional por parte de grupos opositores e assinalou que se trata de uma ação política exagerada.

Este fim de semana durante os protestos em Cabo Haitiano, para exigir a renúncia da atual administração, Moise Jean Charles içou a bandeira vermelha e negra do líder independentista Jean Jacques Dessalines, no lugar onde livrou a batalha de Verter que acabou com o jugo colonial francês.

De acordo com o ex chefe do Executivo, a enfrentamento não está dirigido ao mandatário mas sim a toda a nação e deplorou as agressões contra lugares históricos e os símbolos da luta dos pais fundadores do Haiti.

Assim mesmo, criticou a violenta convocação das manifestações para este domingo, e destacou que a ação política não pode ser levada a cabo sobre estes elementos identitários que são sagrados.

'O 18 de novembro, marca a comemoração da Batalha de VertiÃrês, não pode ser conseguido na confrontação', sublinhou o também líder do partido Kovansyon Inite DÃmokratik (Unidade Democrática de Coesão).

No entanto, Moise Jean Charles negou que seus atos constituíssem um ultraje à bandeira, mais sim um sinal às elites de que o sistema de governo deve mudar no país.

Assegurou que sua intenção é promover o ideal dessalinista, e ter em conta os interesses das classes trabalhadoras, ao mesmo tempo em que prometeu continuar suas ações e alentar a seus partidários a içar bandeiras negras e vermelhas nos edifícios públicos dos 10 departamentos geográficos.

Por sua vez Patrick Chrispin, assessor do chefe de Estado, Jovenel Moise, está em desacordo com esta postura e assinala que constitui uma profanação da bandeira e uma violação da Constituição da República.

De acordo com Chrispin, o ex senador e máximo dirigente do partido Pitit Dessalines não tem direito a desonrar um símbolo nacional e pediu às autoridades judiciais fazer cumprir a lei.

Pediu à população para tomar nota da violação constitucional da oposição, 'enquanto o Governo se esforça para cumprir com os requisitos da lei mãe', enfatizou em entrevista a uma rádio local.

Fonte: Prensa Latina


PREMIER DO HAITI RENUNCIA APÓS ONDA DE PROTESTOS CONTRA ALTA NOS COMBUSTÍVEIS

Jack Guy Lafontant se reúne com membros do Parlamento em Porto Príncipe
ANDRES MARTINEZ CASARES / REUTERS

19/07/2018 

País foi sacudido por violentas manifestações que deixaram saques e quatro mortos

PORTO PRÍNCIPE - O primeiro-ministro do Haiti, Jack Guy Lafontant, comunicou neste sábado sua renúncia ao Congresso, que preparava sua destituição diante da violência que tomou conta do país após um forte aumento nos preços dos combustíveis.

— Antes de chegar aqui (Parlamento), apresentei minha renúncia ao presidente Jovenel Moïse, que a aceitou — disse Lafontant aos legisladores.

O Haiti foi sacudido por violentas manifestações entre 6 e 8 de julho, depois de o governo anunciar um forte aumento dos preços dos combustíveis, de 38% para a gasolina, 47% para o diesel e 51% para o querosene.

Dezenas de lojas foram saqueadas e queimadas, e ao menos quatro pessoas morreram durante os distúrbios.

O gabinete de Lafontant, que chegou ao cargo em fevereiro de 2017, rapidamente voltou atrás e retirou o anunciado aumento de preços.

Barricadas em chama em meio protestos na capital haitiana contra o aumento de preço 
dos combustíveis - HECTOR RETAMAL / AFP
Fonte: O Globo

Arte Tapajós: arte e protesto para salvar o coração da Amazônia

29/06/2016

Em julho, artistas do mundo todo participarão de um dia de arte em apoio aos índios Munduruku e sua luta pela conservação do Rio Tapajós. Todos podem participar, saiba como.

Em apoio ao povo Munduruku, que luta há mais de 30 anos contra os planos do governo de construir um complexo hidrelétrico no Rio Tapajós, no coração da Amazônia, artistas do mundo todo participarão de um dia de arte de rua e protesto contra a usina de São Luiz do Tapajós: é o Arte Tapajós. O Rio Tapajós é lar de diversos povos indígenas e abriga uma biodiversidade incomparável e trata-se de um dos últimos rios livres da Amazônia.

O evento acontecerá nos dias 9 e 10 de julho, quando artistas convidados pelo Greenpeace executarão grandes painéis de grafiti em três capitais do Brasil: São Paulo, Manaus e Rio de Janeiro, levando cor e informação à estas grandes metrópoles brasileiras, tão distantes da realidade da Amazônia.

Arte Tapajós

Os artistas convidados doarão sua arte e seu trabalho para fortalecer a luta dos Munduruku, ajudando a amplificar sua voz. Mas qualquer pessoa pode participar, com qualquer tipo de arte de rua!

Para quem nunca fez arte urbana, mas não quer ficar de fora, essa é a oportunidade perfeita para começar! Acesse os kits disponíveis no site e siga as dicas do Greenpeace de como fazer um stencil ou um lambe-lambe. Aqui você encontra todas as informações que irá precisar para escolher um bom local e começar. Daí é só juntar os amigos e promover sua própria arte em defesa do Tapajós na sua cidade.

Você pode cadastrar uma atividade no site de mobilização O Bugio e divulgar seu evento. No dia, você também pode organizar outros eventos e intervenções, como oficinas de camisetas, palestras e até shows de música e compartilhar sua manifestação com o mundo!

Mostre que você também quer proteger o coração da Amazônia e mostre que as barragens hidrelétricas são um mau negócio para o Brasil, seus povos e sua biodiversidade. Junte-se aos Munduruku para proteger o coração pulsante da floresta.


Haiti: seis pessoas ficam feridas em ato contra alta de combustíveis



06/02/2015

Seis estudantes ficaram feridos na capital haitiana, Porto Príncipe, nesta quinta-feira, durante violentos confrontos com a polícia, que usou gás lacrimogêneo e balas de borracha para dispersar centenas de manifestantes.

Esse foi o segundo protesto na capital, esta semana, para reivindicar a redução no preço dos combustíveis.

Recentemente, o governo anunciou uma redução de 30 centavos no preço do galão de nafta (3,8 litros), vendido a US$ 4. Os manifestantes alegam que o corte no valor é insuficiente, considerando-se a queda do preço do petróleo no mercado internacional.

No centro de Porto Príncipe, os manifestantes jogaram pedras nos policiais, que se aproximaram do prédio da Faculdade de Direito, situada a alguns metros do Palácio presidencial.

"A polícia atirou, e houve pessoas feridas. A polícia lançou bombas de gás dentro da Faculdade. Denunciamos o comportamento policial que nos impediu de exercer nosso direito de nos manifestarmos", contou um estudante.

Outras centenas de pessoas também marcharam pelas ruas da capital, onde dois carros foram incendiados, e outros sofreram danos.

Em um protesto similar na última segunda-feira, 2 de fevereiro, três pessoas ficaram feridas.



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