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TECNOFAM 2018 LEVA TECNOLOGIAS AOS AGRICULTORES FAMILIARES



01/02/2018

Evento que será realizado em abril, em Dourados, vai reunir tecnologias e informações úteis para os agricultores familiares de Mato Grosso do Sul

No período de 17 a 19 de abril de 2018, das 7h30 às 16h30, acontece na Embrapa Agropecuária Oeste, em Dourados, a Tecnofam 2018 - Tecnologias e Conhecimentos para Agricultura Familiar. Considerado o maior evento de Mato Grosso do Sul voltado para a agricultura familiar, a Tecnofam 2018 está em sua 3ª edição e deve reunir agricultores familiares, técnicos de assistência técnica, estudantes, acadêmicos e professores, além da população urbana interessada em conhecer as tecnologias voltadas para o setor agrícola de base familiar. 

Dados da Secretaria Especial de Agricultura Familiar e do Desenvolvimento Agrário (Sead), vinculada à Casa Civil, demonstram que a agricultura familiar brasileira é responsável pela produção de mais de 50% dos alimentos da cesta básica nacional e que existem, em todo o país, cerca de 4,4 milhões de famílias agricultoras, sendo que o setor responde por sete em cada dez postos de trabalho no campo. 

Mato Grosso do Sul, por sua vez, conta atualmente com cerca de 80 mil famílias de agricultores familiares. Dados do último Censo Agropecuário revelam que os principais alimentos produzidos pelos pequenos agricultores no Estado são mandioca (77%), café (68%) e feijão (56%). 

De acordo com dados da Sead, a agricultura familiar é caracterizada quando a gestão da propriedade é compartilhada pela família e a atividade produtiva agropecuária é a principal fonte geradora de renda. Além disso, o agricultor familiar tem uma relação particular com a terra, que é tanto seu local de trabalho, quanto sua moradia. “A Tecnofam cria um ambiente favorável para o conhecimento e a adoção de tecnologias que façam diferença no dia a dia do agricultor familiar. Esse evento serve como uma importante oportunidade de tornar a ciência e a tecnologia acessível para agricultores da nossa região, sejam eles pequenos, médios e/ou grandes produtores”, explica o Chefe Adjunto de Transferência de Tecnologia da Embrapa Agropecuária Oeste, Auro Akio Otsubo. 

O Chefe Geral da Embrapa Agropecuária Oeste, Guilherme Lafourcade Asmus informa que a Tecnofam conta com mais de 20 tecnologias a campo, além de mostras, oficinas e feira de produtos. Ele explica ainda que o evento está sendo preparado em parceria com diversas instituições do Estado. Asmus destaca a importância do apoio do Governo do Estado de Mato Grosso do Sul, por meio da Secretaria de Estado de Meio Ambiente, Desenvolvimento Econômico, Produção e Agricultura Familiar (Semagro), da Agência de Desenvolvimento Agrário e Extensão Rural (Agraer), da Prefeitura Municipal de Dourados, além da Associação de Produtores Orgânicos de Mato Grosso do Sul (APOMS), entre outros.

Saiba Mais – A Tecnofam é um evento que acontece a cada dois anos. A primeira edição foi realizada em 2014 e contou com 1.200 participantes. A segunda edição, realizada em 2016, reuniu cerca de 1500 pessoas. 

Serviço:
Tecnofam - Data: 17 a 19 de abril de 2018 – Das 7h30 às 16h30
Local: Embrapa Agropecuária Oeste – Dourados / MS


Bichos ‘fora do zoológico’ são atração sem igual para quem vem de fora

Araras são encontradas diariamente pelas ruas da cidade.(Foto: Marcos Ermínio)
31/08/2016

Animais silvestres chamam a atenção de quem não mora na 
Capital (Foto Arquivo Pessoal Leandro Miniussi)
A riqueza da fauna campo-grandense é, certamente, um diferencial da cidade que completa 117 anos hoje (28/8). O contato direto com animais silvestres como capivaras, quatis, araras e até serpentes faz parte da rotina de quem mora por aqui, mas para quem adotou a cidade, poder ver tudo isso de perto tem um gosto especial.

Para Josefh Kief, 26, que é dos Estados Unidos mas se mudou para Campo Grande, o contato com os animais além de uma experiência única é a possibilidade de ver as espécies fora do zoológico. "Sempre que posso reservo um tempo para observar os animais, pois infelizmente, nos Estados Unidos os nossos animais tropicais ficam só em zoológicos".

Josefh é nascido na Califórnia e a vontade de se mudar para o Mato Grosso do Sul surgiu a partir do contato com a namorada, que é campo-grandense. Ele conta que veio conhecer, gostou do lugar e se mudou há 1 ano e oito meses. Hoje, ele trabalha como professor de inglês aqui.

Joe encontrou uma capivara pela primeira vez no 
Lago do Amor (Foto Alcides Neto)
Sua primeira experiência com os animais silvestres aqui foi no Lago do Amor, próximo à UFMS (Universidade Federal de Mato Grosso do Sul). Foi lá que ele conheceu a capivara, animal típico do Brasil, mas que encanta os estrangeiros. "Quase gritei dizendo: Nossa! que bicho é esse? Parecia um rato grandão e eu até quis fazer um carinho nele, mas a minha namorada disse que não podia".

A impressão de Josefh não é incomum. Durante as Olimpíadas realizadas no Rio de Janeiro, as capivaras foram um show a parte. O animal chegou a virar notícia na imprensa internacional, descrito como “mega rato” ou “hamster gigante".

Atualmente o Pantanal abriga 652 espécies de aves, entre elas araras 
canindé. (Foto Marcos Ermínio)

Em Mato Grosso do Sul, espécies como a arara-azul correm o risco de 
desaparecer da região (Foto Marcelo Calazans)

De passagem - Leandro Miniussi, tem 30 anos e há seis meses decidiu viajar pelo mundo. Brasileiro do interior de São Paulo, ele colocou Mato Grosso do Sul como prioridade na lista de desejos porque queria ter contato com os animais silvestres.

Ao visitar a Capital ele conta que se surpreendeu com o tamanho da cidade e a quantidade de árvores que existem por aqui. Leandro comenta que se espantou com tantos grupos grandes de capivaras e relata, feliz, que esteve muito próximo de algumas delas.

"Eu estava muito ansioso para ver de perto esses animais e ter um contato com eles. E quando visitei o Parque das Nações vi corujas e muitas capivaras, como nunca havia visto antes", afirma.

Número de animais atropelados nas rodovias é crescente (Arte Thiago Mendes)

Em números - A quantidade de animais silvestres por aqui se deve as matas preservadas e também, a proximidade com o Pantanal, região que abriga 264 espécies de peixes, 652 de aves, 102 de mamíferos, 177 de répteis e 40 anfíbios.

Apesar da riqueza da fauna, a população de animais tem diminuindo. Segundo o CRAS (Centro de Reabilitação de Animais Silvestres) as causas são a crescente ocupação humana e redução de seus habitats através da destruição das matas.

Estima-se que 12 milhões de animais silvestres sejam retirados de seu habitat todos os anos. Em Mato Grosso do Sul, espécies como a arara-azul, o tamanduá-bandeira e a onça-pintada estão correndo o risco de desaparecer para sempre da região.

A preservação do meio ambiente é importante para que os animais tenha um 
habitat equilibrado (Foto Arquivo Pessoal Leandro Miniussi)

De acordo com o Major Queiroz da PMA (Polícia Militar Ambiental) para que haja uma preservação das espécies animais e não ocorra a extinção, é preciso existir uma discussão sobre a importância da fauna e de todos os problemas enfrentados como: tráfico de animais, caça, atropelamento, invasões e introdução de fauna.

Ele explica também que uma forma de manter a fauna preservada, é através do aproveitamento das carcaças encontradas mortas nas estradas e realizar a taxidermia, para que então eles sejam utilizados durante atividades de educação ambiental.

Audiência dia 6 na Assembleia Legislativa debaterá conflito agrário em MS

07/02/2015

Deputados estaduais e federais de Mato Grosso do Sul estão buscando agendar uma audiência com o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, em uma tentativa desesperada de dar solução ao conflito por terras consideradas indígenas em Mato Grosso do Sul.

Mara Caseiro (PTdoB), Zé Teixeira (DEM), Paulo Corrêa (PR), Antonieta Amorim (PMDB) e Eduardo Rocha (PMDB) encabeçam o movimento na Assembleia Legislativa. Eles agendaram para o dia 6 de julho, às 10h, nova audiência pública para tratar sobre o tema.

O debate foi solicitado pelos próprios produtores rurais, que se reuniram ontem (29), com parlamentares e prefeitos na sede da Assomasul (Associação dos Municípios de Mato Grosso do Sul). A reunião aconteceu após as últimas invasões ocorridas a região Sul do Estado.

Nos últimos dias, três propriedades rurais foram ocupadas pelos indígenas. Na segunda-feira (22), a fazenda Madama, em Coronel Sapucaia, foi invadida. Os índios só deixaram o local depois de produtores rurais enfrentá-los. Em Aral Moreia, as fazendas Água Boa e 27 Estrelas também foram ocupadas pelos índios na quarta-feira (24).

Durante o encontro na Assomasul, Mara Caseiro desabafou e disse que tem vergonha de pertencer à classe política em um país “tão sem vergonha quanto o Brasil”.

“Não sei mais o que podemos fazer, dá muito desânimo, porque já conversamos com a ministra Gleisi Hoffmann, levamos todas as demandas discutidas em audiência pública aqui em Mato Grosso do Sul, falamos com o ministro José Eduardo Cardozo, pedimos socorro, mas nada aconteceu”, lamentou, destacando que a classe produtora está saindo totalmente enfraquecida desse processo.

Para a deputada, trata-se de uma ação orquestrada para acabar com o setor produtivo no País, sem que a presidente Dilma Rousseff tome qualquer tipo de providência.

“Me causa indignação ver as pessoas terem que sair de suas casas, vendo suas propriedades invadidas sem nada poderem fazer. Me causa desespero saber quer as propriedades estão sendo depredadas, que as lavouras e insumos e estão sendo destruídos, e ninguém faz nada. Rasgam a Constituição brasileira e fica tudo por isso mesmo”, disparou.

No início do mês o governador do Estado, Reinaldo Azambuja (PSDB), conversou com o ministro da Justiça sobre a questão indígena. Na ocasião, ele se comprometeu em dar um posicionamento em 30 dias, mas até agora não houve respaldo.

Agora, a bancada federal tenta uma nova agenda não só com José Eduardo Cardozo, mas também com o presidente do STF (Superior Tribunal de Justiça), ministro Ricardo Lewandowski.

Mara Caseiro realizou audiência pública no dia 27 de maio de 2013 e, por meio de documento, resultante dos debates, comunicou o Ministério da Justiça sobre o risco de mortes durante os conflitos agrários. Dias depois, o índio Oziel Gabriel perdeu a vida durante confronto em Dois Irmãos do Buriti.

“Vamos continuar a perder vidas se nada for feito”, alertou a parlamentar.


Área recuperada pela Vale se transforma em banco natural de sementes de espécies do Cerrado

Área recuperada pela Vale no Cerrado - Divulgação/Vale

20/04/2015

A Lavra Pioneira da Mina Urucum, no Mato Grosso do Sul, foi uma das primeiras áreas a ser submetida à recuperação ambiental pela Vale. Os trabalhos de restauração, com foco em vegetação campestre de Cerrado, tiveram início em 1997. Hoje, 18 anos depois, a área é considerada um banco de sementes natural, importante para a manutenção do ecossistema da região.

Desde 1997 foram introduzidas nesta área aproximadamente 60 mil mudas nativas de vegetação de Cerrado, distribuídas em 65 espécies e 19 famílias. Além disso, cerca de 100 quilos de sementes nativas foram depositados no solo pela técnica de semeadura manual.

A área, cuja lavra total é de 28,22 hectares, consiste num topo de morro a mais de 900 metros de altitude, rodeado por escarpas - forma de relevo com elevação aguda, caracterizada pela formação de um penhasco ou uma encosta íngreme. O local é ocupado por vegetação singular, uma transição entre ‘cerrado campo sujo’ e ‘cerrado campo limpo’. Neste local existem áreas em fases distintas de recuperação ambiental e áreas naturais periféricas.

No ano passado, os estudos de monitoramento de flora realizados nas áreas em recuperação e na área nativa da Lavra Pioneira mostraram que, em relação à cobertura vegetal, há uma associação entre as espécies, ou seja, as espécies da área recuperada são similares às da área de vegetação nativa. “Atualmente, grande parte da área Lavra Pioneira em recuperação constitui um banco essencial para coleta de sementes nativas”, explica a doutora em Botânica e analista de Meio Ambiente, Rosilene Silva.

Saiba mais


Fonte: Vale

MPF/MS: Suspensa instalação de novas hidrelétricas no Pantanal

Usina Ponte de Pedra, no rio Correntes, em Sonora/MS (Foto: Divulgação)

23/08/2012

Justiça acolhe argumentos do MP e licenciamentos ambientais serão paralisados até realização de estudo de impacto cumulativo

A Justiça Federal de Coxim/MS, a pedido dos Ministérios Públicos Federal e Estadual de Mato Grosso do Sul, concedeu liminar que paralisa a emissão de licenças ambientais de empreendimentos hidrelétricos na Bacia do Alto Paraguai (BAP), que engloba a planície pantaneira e abrange os estados de Mato Grosso do Sul e Mato Grosso. 

A decisão judicial determina que os órgãos ambientais licenciadores suspendam todos os processos de licenciamento ambiental em curso e não mais concedam novas licenças - sejam elas prévia, de instalação ou de operação - até que a Avaliação Ambiental Estratégica de toda a BAP seja realizada. 

Desta forma, empreendimentos hidrelétricos já em funcionamento continuarão operando, mas suas licenças não podem ser renovadas. Quanto às hidrelétricas em vias de instalação, suas atividades devem ficar paradas até a realização do estudo do impacto cumulativo. 

Segundo a decisão judicial, existe “prova inequívoca” de que os empreendimentos estão sendo instalados sem a observância das normas protetivas básicas, que inclui o prévio estudo de impacto ambiental em toda a Bacia do Alto Paraguai.

“Diante de tão claro arcabouço normativo tendente à preservação ambiental, somente um espírito apegado aos sofismas e ilusões poderia subtrair razão à pretensão dos requerentes”, enfatiza a decisão, que acrescenta “não há nenhuma razão plausível para se prosseguir sujeitando, por mais um dia que seja, o ambiente pantaneiro a riscos tão consideráveis”. 

Caso a decisão judicial seja descumprida, a multa por licença expedida é de 100 mil reais. 

O Pantanal é considerado Patrimônio Nacional pela Constituição Brasileira de 1988 e Patrimônio da Humanidade e Reserva da Biosfera pela Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura – UNESCO, desde 2000. 

Ação civil pública 

No início do mês, os Ministérios Públicos Federal (MPF) e Estadual (MPE) de Mato Grosso do Sul ingressaram com ação civil pública na 1ª Vara Federal de Coxim/MS para suspender a instalação de 126 empreendimentos hidrelétricos no entorno do Pantanal. 

Baseada em pesquisas científicas, a ação buscava a realização de uma Avaliação Ambiental Estratégica em toda a Bacia do Alto Paraguai para dimensionar o impacto e os riscos das hidrelétricas na planície pantaneira. Segundo pesquisadores, se todos os empreendimentos fossem instalados, o ciclo das cheias no Pantanal seria alterado, provocando danos em todo o bioma, que depende do pulso natural das inundações. 

A ação foi movida contra a União Federal, Estados de Mato Grosso do Sul e de Mato Grosso, Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL), Empresa de Pesquisa Energética (EPE), Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e Instituto do Meio Ambiente do Mato Grosso do Sul (Imasul). 

Licenças ambientais 

As licenças ambientais eram fornecidas a cada empreendimento hidrelétrico de forma individualizada. Contudo, para o Ministério Público, em um bioma complexo e sensível como o Pantanal, não basta somar os impactos individuais, é preciso analisá-los em conjunto, considerando toda a Bacia do Alto Paraguai. 

Para que os impactos simultâneos fossem considerados, o MP solicitou, então, à Justiça, que os órgãos ambientais fossem obrigados a realizar uma Avaliação Ambiental Estratégica (AAE) em toda a BAP, incluindo os estados de Mato Grosso do Sul e de Mato Grosso. O estudo deve ter como base bibliografia especializada e contar com a participação de setores científicos e da sociedade civil organizada. 

A efetiva realização da Avaliação Ambiental Estratégica ainda não foi determinada pela Justiça Federal, que convocou os responsáveis por todos os empreendimentos instalados ou em vias de instalação para apresentar suas defesas. 

Referência processual na Justiça Federal de Coxim: 000052124.2012.4.03.6007

Assessoria de Comunicação Social 
Ministério Público Federal em Mato Grosso do Sul 
(67) 3312-7265 / 9297-1903 
(67) 3312-7283 / 9142-3976 
www.prms.mpf.gov.br 
ascom@prms.mpf.gov.br 
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