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EMBRAPA LANÇA COLEÇÃO DE E-BOOKS COM TECNOLOGIAS SUSTENTÁVEIS



23/04/2018

Uma agenda desafiadora que tem mobilizado a atenção de 193 países, com a meta de, em apenas 12 anos, buscar caminhos em direção a um mundo que integre aspectos sociais, energéticos, econômicos e ambientais, com segurança e equidade para os povos. Os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), ratificada em 2015, durante a Cúpula das Nações Unidas sobre o Desenvolvimento Sustentável, na sede da ONU, em Nova Iorque, representam essa proposta e reforçam a necessidade de participação de todos os segmentos da sociedade internacional para que os 17 objetivos e 169 metas se transformem em ações delineadoras do futuro.
             
E foi na ciência desenvolvida em laboratórios e campos experimentais de todo o Brasil, com a colaboração de instituições parceiras, que a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), foi buscar seus principais resultados, para reuni-los na coleção “Objetivos de Desenvolvimento Sustentável” (Coleção ODS), que será lançada na programação de aniversário da Empresa, dia 24 de abril, em Brasília. São ao todo 18 títulos, sendo um institucional, intitulado “Pesquisa e Inovação Agropecuária na Agenda 2030: contribuições da Embrapa”, e 17 sobre as pesquisas relacionadas a cada um dos Objetivos.
                        
Ao final de cada um dos títulos, foi dedicado um capítulo sobre as perspectivas, oportunidades e desafios tecnológicos em cada tema dos ODS, com foco nos cenários para a próxima década. Para a Embrapa, os desafios institucionais, a internalização da Agenda 2030, a capacidade de antecipação, a orientação para os impactos desejados, a gestão da informação e do conhecimento, a consolidação de redes, parcerias e alianças e contribuição para as políticas públicas são apenas algumas das diretrizes que vão nortear com mais atenção a agenda dos próximos anos.  
             
Segundo a gerente de Macroestratégia da Secretaria de Inteligência e Relações Estratégicas (Sire), pesquisadora Daniela Lopes, a transversalidade das tecnologias desenvolvidas pela Embrapa reforçam a importância da pesquisa. “As fossas sépticas biodigestoras, por exemplo, se alinham aos ODS 3, 6 e 11 e os alimentos biofortificados se vinculam aos ODS 1, 2 e 3”, diz ela. “O mesmo ocorre com várias outras tecnologias”. 
            
Esforço conjunto 
            
O trabalho de produção da coleção de e-books - que reuniu algumas das contribuições da Embrapa e parceiros a todos os 17 ODS e a 76 metas, do total de 169 listadas pela ONU - envolveu o trabalho 308 autores e 70 editores, que, em cerca de quatro meses, prepararam os conteúdos para que fossem enviados para as equipes de revisão, a partir de janeiro de 2018. As reuniões para acertar os detalhes e acompanhar a produção demandaram mais de 34 horas em 17 videoconferências realizadas, sem contar centenas de telefonemas e e-mails entre os membros da rede. 
            
Para identificar essa grande equipe, o primeiro passo foi buscar no Questa,  ferramenta computacional de pesquisa em projetos da Embrapa, pesquisadores que trabalham com os temas relacionados aos ODS e, a partir dos 150 nomes evidenciados no levantamento, foram feitas as indicações para editores técnicos e autores na empresa e em instituições parceiras. 
            
Simultaneamente à preparação dos e-books, outra frente de trabalho se formou em articulação com a então Secretaria de Comunicação (Secom) da Embrapa e o Departamento de Tecnologia da Informação, para elaborar uma página na internet com informações sobre os ODS e a contribuição da pesquisa da Embrapa na agenda internacional, a partir do alinhamento com os 12 Objetivos Estratégicos estabelecidos no VI Plano Diretor da Embrapa-PDE. 
           
Como acessar

As publicações são editadas no formato ePub, padrão adotado internacionalmente para livros eletrônicos, desenvolvido para que a apresentação do conteúdo se ajuste a diferentes tamanhos de telas de dispositivos. O leitor não é obrigado a pagar pelo programa necessário para ler o arquivo diretamente na tela do seu computador, celular ou tablet, pois vários deles podem ser instalados gratuitamente, e a maioria dos tablets já vêm com programa leitor de ePub. No caso de celulares, entre os programas gratuitos estão o Google Play Livros (para sistemas Android), Calibre (para Windows e Linux) e iBook (para iOS). Para leitura em computadores e laptops, é necessário a instalção de plugins, como o EpubReader para o navegador Firefox e o Readium para usuários do navegador Chrome. 

Serviço

O lançamento da coleção de e-books ocorrerá durante a solenidade de aniversário da Embrapa
Data: 24 de abril de 2018 (terça-feira)
Hora: 15 horas (horário de Brasília)
Local: Auditório Assis Roberto De Bem 
          Embrapa Recursos Genéticos e   
          Biotecnologia – Brasília/DF

O evento será transmitido por videoconferência às Unidades Descentralizadas. Será possível acompanhar ao vivo, também, pelo canal da Embrapa no Facebook: facebook.com/embrapa


Bichos ‘fora do zoológico’ são atração sem igual para quem vem de fora

Araras são encontradas diariamente pelas ruas da cidade.(Foto: Marcos Ermínio)
31/08/2016

Animais silvestres chamam a atenção de quem não mora na 
Capital (Foto Arquivo Pessoal Leandro Miniussi)
A riqueza da fauna campo-grandense é, certamente, um diferencial da cidade que completa 117 anos hoje (28/8). O contato direto com animais silvestres como capivaras, quatis, araras e até serpentes faz parte da rotina de quem mora por aqui, mas para quem adotou a cidade, poder ver tudo isso de perto tem um gosto especial.

Para Josefh Kief, 26, que é dos Estados Unidos mas se mudou para Campo Grande, o contato com os animais além de uma experiência única é a possibilidade de ver as espécies fora do zoológico. "Sempre que posso reservo um tempo para observar os animais, pois infelizmente, nos Estados Unidos os nossos animais tropicais ficam só em zoológicos".

Josefh é nascido na Califórnia e a vontade de se mudar para o Mato Grosso do Sul surgiu a partir do contato com a namorada, que é campo-grandense. Ele conta que veio conhecer, gostou do lugar e se mudou há 1 ano e oito meses. Hoje, ele trabalha como professor de inglês aqui.

Joe encontrou uma capivara pela primeira vez no 
Lago do Amor (Foto Alcides Neto)
Sua primeira experiência com os animais silvestres aqui foi no Lago do Amor, próximo à UFMS (Universidade Federal de Mato Grosso do Sul). Foi lá que ele conheceu a capivara, animal típico do Brasil, mas que encanta os estrangeiros. "Quase gritei dizendo: Nossa! que bicho é esse? Parecia um rato grandão e eu até quis fazer um carinho nele, mas a minha namorada disse que não podia".

A impressão de Josefh não é incomum. Durante as Olimpíadas realizadas no Rio de Janeiro, as capivaras foram um show a parte. O animal chegou a virar notícia na imprensa internacional, descrito como “mega rato” ou “hamster gigante".

Atualmente o Pantanal abriga 652 espécies de aves, entre elas araras 
canindé. (Foto Marcos Ermínio)

Em Mato Grosso do Sul, espécies como a arara-azul correm o risco de 
desaparecer da região (Foto Marcelo Calazans)

De passagem - Leandro Miniussi, tem 30 anos e há seis meses decidiu viajar pelo mundo. Brasileiro do interior de São Paulo, ele colocou Mato Grosso do Sul como prioridade na lista de desejos porque queria ter contato com os animais silvestres.

Ao visitar a Capital ele conta que se surpreendeu com o tamanho da cidade e a quantidade de árvores que existem por aqui. Leandro comenta que se espantou com tantos grupos grandes de capivaras e relata, feliz, que esteve muito próximo de algumas delas.

"Eu estava muito ansioso para ver de perto esses animais e ter um contato com eles. E quando visitei o Parque das Nações vi corujas e muitas capivaras, como nunca havia visto antes", afirma.

Número de animais atropelados nas rodovias é crescente (Arte Thiago Mendes)

Em números - A quantidade de animais silvestres por aqui se deve as matas preservadas e também, a proximidade com o Pantanal, região que abriga 264 espécies de peixes, 652 de aves, 102 de mamíferos, 177 de répteis e 40 anfíbios.

Apesar da riqueza da fauna, a população de animais tem diminuindo. Segundo o CRAS (Centro de Reabilitação de Animais Silvestres) as causas são a crescente ocupação humana e redução de seus habitats através da destruição das matas.

Estima-se que 12 milhões de animais silvestres sejam retirados de seu habitat todos os anos. Em Mato Grosso do Sul, espécies como a arara-azul, o tamanduá-bandeira e a onça-pintada estão correndo o risco de desaparecer para sempre da região.

A preservação do meio ambiente é importante para que os animais tenha um 
habitat equilibrado (Foto Arquivo Pessoal Leandro Miniussi)

De acordo com o Major Queiroz da PMA (Polícia Militar Ambiental) para que haja uma preservação das espécies animais e não ocorra a extinção, é preciso existir uma discussão sobre a importância da fauna e de todos os problemas enfrentados como: tráfico de animais, caça, atropelamento, invasões e introdução de fauna.

Ele explica também que uma forma de manter a fauna preservada, é através do aproveitamento das carcaças encontradas mortas nas estradas e realizar a taxidermia, para que então eles sejam utilizados durante atividades de educação ambiental.

Maria Sibylla Merian recordada com google doodle em dia de aniversário


02/04/2013

A naturalista alemã Maria Sibylla Merian é recordada com um google doodle, que assinala o 366.º aniversário do seu nascimento. A naturalista alemã ficou famosa pelos desenhos de plantas, répteis, aranhas e animais tropicais. É hoje homenageada.

Maria Sibylla Merian – naturalista alemã e artista botânica famosa por desenhos de plantas, répteis e outros bichos tropicais – merece uma homenagem ao estilo Google, com um doodle na página principal do motor de busca.

Sibylla Merian publicou gravuras de plantas, em três coleções, nos anos 1675, 1677 e 1680. Os insetos, os rastejantes e os répteis sempre a cativaram, o que, aliado à sua paixão pelas artes, resultou num trabalho brilhante, com a metamorfose dos bichos, nas diferentes fases da vida, desde o ovo, passando pela larva, até à idade adulta.

Esta naturalista realizou uma intensa pesquisa no Suriname. Não era comum ver uma mulher dedicar-se a uma arte de forma tão profunda – ao contrário dos homens, que recebiam, inúmeras vezes, apoios do governo para realizarem trabalhos do género. Procurou novas plantas e espécies, de animais, empreendeu expedições científicas. Maria Sibylla Merian descobriu diversas espécies e plantas que se escondiam na zona interior do Suriname. Depois de recolher e recriar essas descobertas, descritas com grande pormenor, quer na arte, quer na ciência, Merian procedeu a uma intensa classificação das espécies, numa obra notável, hoje recordada com um google doodle.

No prefácio de Metamorfose Insectorum Surinamensium, Maria Sibylla Merian revela que criou a “primeira classificação para todos os insetos que tinham crisálidas, as borboletas diurnas e noturnas”, sendo que a “segunda classificação é o das larvas, vermes, moscas e abelhas”. A investigadora reteve “os nomes indígenas das plantas, porque eles ainda estavam em uso nos Estados Unidos por ambos os locais e os índios”.

No seu tempo, acreditava-se que os insetos eram o resultado de uma “geração espontânea na lama em putrefação”, teoria que remontava aos tempos Aristóteles. Maria Sibylla Merian colocou em causa a questão: como poderiam surgir as mais belas borboletas a partir de lagartas?. Empreendeu um trabalho intenso sobre a metamorfose dos insetos, sobre as crisálidas e outras plantas, realizando uma descoberta notável.

“Na minha juventude, passei o tempo a investigar insetos. No início, comecei com bicho da seda na minha cidade natal, Frankfurt. Percebi que as lagartas produziam lindas borboletas e que os bichos da seda fizeram o mesmo. Isso levou-me a recolher todas as lagartas que eu poderia encontrar, a fim de ver como elas mudavam”, resume Maria.

Hoje, dia 2 de abril, assinala-se o nascimento de Maria Sibylla Merian (que ocorreu em 1647). A naturalista e ilustradora científica viria a morrer em Amesterdão, a 13 de janeiro de 1717. Um google doodle traz ao presente esta obra que nunca perderá atualidade.

O que é um doodle?

Doodle é uma expressão que ganhou relevância desde que a Google passou a recorrer a esta forma de homenagear pessoas, ou assinalar datas e efemérides. Mas a palavra "doodle" já era utilizada no século XVII.

Fonte: PTJORNAL

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