Mostrando postagens com marcador Marrocos. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Marrocos. Mostrar todas as postagens

ASSEMBLEIA GERAL FINALIZA NEGOCIAÇÕES PARA PACTO GLOBAL SOBRE MIGRAÇÃO BR

A enviada Louise Arbour (centro) durante negociações do Pacto Global sobre Migração 
Segura, Ordeira e Regular, que foi preparado com acompanhamento da ONU.
Foto: ONU/Manuel Elias

13/07/2018

Migrantes e refugiados

Enviada especial sobre o tema acredita que compromisso deve promover clareza a respeito da questão; mundo tem 258 milhões de migrantes que não são refugiados; secretário-geral elogia decisão e diz que migração é fenômeno natural e internacional.

A Assembleia Geral das Nações Unidas finalizou nesta sexta-feira uma série de negociações para formalizar o Pacto Global sobre Migração Segura, Ordeira e Regular.

Esse compromisso é primeiro acordo sobre o tema negociado entre governos e que foi preparado com acompanhamento da ONU. A meta é lidar com o desafio da migração internacional em todas as suas dimensões de formas total e abrangente.

Migrantes a bordo de um navio de resgate belga., by Frontex/Francesco Malavolta

Marrocos

A rodada final para adotar o Pacto ocorreu na sede das Nações Unidas. A partir de agora, o texto deve ser adotado, formalmente, numa conferência em Marrakech, no Marrocos, de 10 a 11 de dezembro.

A enviada especial do secretário-geral para migração internacional, Louise Arbour, disse à ONU News, em Nova Iorque, que a migração “estará conosco para sempre”.

Para Louise Arbour, é “do interesse de todos” que haja um meio seguro e ordenado para facilitar o processo.

A enviada declarou que a migração “não deve ser vista em termos de bem ou mal”, mas como "um fenômeno que faz parte da história da humanidade". Para ela, há imensos benefícios.

Em nota, emitida pelo seu porta-voz, o secretário-geral da ONU elogiou a conclusão das negociações.

Declaração de Nova Iorque

Migrantes na cidade de Lesbos, na Grécia. , by OIM/Amanda Nero

António Guterres lembrou que o Pacto está firmemente baseado na Agenda de Desenvolvimento Sustentável e nos compromissos feitos na Declaração de Nova Iorque, adotada em 2017.

Guterres acredita que o acordo sobre o texto do Pacto Global é uma conquista importante, que demonstra a compreensão dos governos sobre a migração e o trânsito de pessoas entre fronteiras como um fenômeno internacional e natural. Para ele, a migração requer um gerenciamento eficiente e uma cooperação internacional que tenha um impacto positivo sobre todos.

O chefe da ONU também agradeceu às Missões do México e da Suíça pelo empenho na realização do Pacto assim como ao presidente da Assembleia Geral, Miroslav Lajcák. 

Rótulo

Ao comentar a urgência do Pacto, a enviada especial Louise Arbour, mencionou “algumas perceções negativas, às vezes hostis, sobre os migrantes”.

Migrantes em centro de detenção na Libia., by Foto: IOM

Arbour defendeu haver “motivações complexas para esse movimento das pessoas que deixam as suas origens, com desejo de melhorar a educação”.

Para ela, seria “muito inútil” rotular todos os 258 milhões de migrantes que não são refugiados no mundo como pessoas que estão em “busca gananciosa de mais benefícios econômicos”.

A enviada afirmou que o Pacto não pretende dar resposta imediata às atuais crises, mas ajudará a esclarecer diferentes abordagens para lidar com essa questão.

Crianças

Os dos destaques nas negociações foi a detenção de migrantes, especialmente de crianças. Arbour disse haver muitas preocupações sobre o infortúnio de pessoas em movimento que estejam nessas circunstâncias.A representante crê que a detenção aumenta as vulnerabilidades em vez de apoiar as pessoas que precisam.

Fonte: ONU News


COP 22 SERÁ PARA APOIAR PAÍSES VULNERÁVEIS, DIZ MINISTRA MARROQUINA

Neste ano, 21 líderes governamentais participaram da COP 21, em Paris.  
Foto: Agência Brasil

17/12/2015

A próxima reunião será realizada de 7 a 18 de novembro de 2016, em Marrakesh, no Marrocos

A ministra do Meio Ambiente marroquina, Hakima El Haite, disse nesta terça-feira (15/12), em Rabat que a próxima Cúpula do Clima, a COP22, que acontecerá em Marrakech, Marrocos, no ano que vem, terá como foco os estudos de mecanismos de apoio aos países mais vulneráveis.

Segundo ela, a próxima reunião será realizada de 7 a 18 de novembro e será uma oportunidade de defender os interesses dos países mais desprotegidos, especialmente os insulanos. Hakima qualificou de "histórico" o acordo assinado em 12 de novembro na COP21, em Paris, e pediu um maior compromisso dos Estados signatários.

"Não é suficiente ter um acordo, sua força está em sua operabilidade e o nível de comprometimento dos países signatários", ressaltou ela, que insistiu que o aumento do nível dos oceanos e alguns fenômenos naturais raros são de responsabilidade dos países industriais.

A ministra lamentou a pouca importância dada aos projetos na área de meio ambiente que foram depositados no chamado Fundo Verde dotado de US$ 10 bilhões e pediu aos países mais empenho em apresentar seus projetos a este fundo.

Por sua vez, a vice-ministra das Relações Exteriores do Marrocos, Mbarka Bouaida, lembrou da importância de unir forças para uma ação "urgente e solidária" em favor dos países mais sensíveis à mudança climática e para fazer da COP22 uma reunião que seja o ponta pé inicial "ao acordo histórico de Paris".

No acordo de Paris, 195 países e a União Europeia se comprometem a trabalhar de maneira conjunta rumo a uma economia de baixo carbono. No entanto, conforme o documento assinado, o tratado só entrará em vigor quando pelo menos 55 partes envolvidas, que somem o total 55% das emissões globais, tenham ratificado o escrito.

Fonte: Globo Rural


Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...