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PESQUISADORES COMPROVAM QUE O MAIOR CAJUEIRO DO MUNDO É DO PIAUÍ

Turistas visitam cajueiro do Piauí (Foto: Gilcilene Araújo/G1)

07/02/2016

Sequenciamento genético e medições geográficas comprovam o título.
Cajueiro do Piauí é 300 m² mais extenso que o do Rio Grande do Norte.

Pesquisadores da Universidade Estadual do Piauí (Uespi) e da Universidade Federal do Piauí (UFPI) comprovaram esta semana que o cajueiro do Piauí, mais conhecido como 'Cajueiro Rei', é o maior do mundo. Diferente do que se tem registrado no Guinness Book, que dá o título para o cajueiro do município de Parnamirim, no estado do Rio Grande do Norte.

Desde julho do ano passado, uma equipe de especialistas tem se debruçado sobre os dois cajueiros para comprovar que de fato, o Cajueiro da Praia é o maior.

Cajueiro no Piauí quer o título de o maior do mundo 
Foto: Reprodução/TV Clube

Para isso, uma equipe do laboratório de biologia molecular e de estudos de injúrias biológicas (LABMIMBIO) da Uespi, que chefia a equipe que investiga o caso, identificou através de um sequenciamento genético que os dois cajueiros são da mesma espécie.

Além disso, duas medições geográficas comprovaram que a extensão do cajueiro do Piauí é de 8.800 m² contra 8.500 m² do Rio Grande do Norte. Um total de 300 m² de diferença.

O secretário de Turismo do Piauí, Flávio Nogueira Júnior, contou que a pesquisa foi solicitada já com a certeza de que o cajueiro do Piauí seria o maior do mundo. O trabalho de pesquisa, segundo ele, foi apenas para se ter uma amostra mais fidedigna sobre a extensão do 'Cajueiro Rei'.

Como comprovada, o próximo passo, segundo o secretário, será contatar o Guinness Book para que o título que foi dado ao cajueiro do Rio Grande do Norte seja revisto.

"Nós temos que tratar esse título com carinho, até porque isso vai trazer muitos benefícios tanto para o setor turístico quanto para a economia do estado. A ideia é colocar para frente projetos para fazer de lá um grande centro de lazer e turismo", disse.

Fonte: G1 Piauí

Florianópolis bate pela 2ª vez recorde de "cidade que mais recicla óleo"



05/11/2015

Sabe aquele óleo de cozinha velho? Ele pode ser descartado em um dos 250 pontos de coleta de Florianópolis (SC) e evitar danos ao meio ambiente. Nos últimos 17 anos, mais de três milhões de litros de óleo deixaram de ir para o ralo ou para o lixo por causa de um programa de reciclagem de óleo, o ReÓleo, da Acif (Associação Comercial e Industrial de Florianópolis).

Por ações como essa, a cidade ganhou pela segunda vez o título do Guinness Book de "cidade que mais recicla óleo no mundo". Os danos do descarte inapropriado são severos, explica a bióloga Natália Zanotelli Borges. "Nos rios, lagos e mares, o óleo deprecia a qualidade das águas e sua temperatura sob o sol pode chegar a 60ºC, matando animais e vegetais microscópicos, que seriam alimentos para animais maiores, assim há todo um desequilíbrio", disse.

A mortalidade dos peixes é sentida pelo pescador Aniltom da Silva, 48 anos, que vive no Campeche, no Sul da Ilha. "Cada dia é mais difícil. Os peixes estão sumindo, indo para alto mar, onde só os barcos industriais conseguem pegá-los. As pessoas jogam tudo na água, esgoto, lixo, um dia encontrei até um sofá. Essa história do óleo é complicada, o povo não sabe que mata os bichos. Acho que em poucos anos não teremos mais pesca artesanal na ilha", disse.

O diretor da Amola (Associação dos Moradores da Lagoa da Conceição) Alésio dos Passos Santos também percebe os malefícios que o óleo traz à natureza. "Na orla há muitos restaurantes, nem todos descartam o óleo do jeito que tem que ser. Podemos ver pela cor da água o sofrimento da Lagoa. Também surgiram algas enormes para tentar drenar a poluição e oxigenar a água", disse.

Quando entra no sistema municipal de esgoto, o óleo entope encanamentos, dificulta e encarece o tratamento, explica Moura. E, no ambiente, em condições de baixa concentração de oxigênio, pode haver transformação em gás metano, que gera combustão.Luiz Falcão de Moura, diretor do ReÓleo

Óleo de cozinha velho pode virar sabão

Antes de entrar para o Guinness, o ReÓleo criou uma estrutura de coleta em 250 pontos de entrega, situados em escolas, postos de gasolina, supermercados e condomínios de Florianópolis. O programa também envolve mais de 1.300 estabelecimentos comerciais.

Um dos primeiros empresários a participar do programa foi o dono dos restaurantes Mirantes, Marcelo João Lourenço. Ele conta que entrega cerca de 800 litros de óleo por mês. "Esse é um projeto simples, fácil de aderir e que nos deixa tranquilos, pois sabemos que o nosso trabalho não causa dano ambiental", disse.

Os galões de óleo de cozinha coletados são acondicionados na sede da (Comcap) Companhia de Melhoramentos da Capital. Quando há galões suficientes, um caminhão de Curitiba (PR) os recolhe. Na empresa paranaense Ambiental Santos, o óleo é transformado em produtos de limpeza.

Segundo o ReÓleo é possível transformar óleo em sabão e detergentes, em composição de plásticos, tintas e borrachas, na formulação de cosméticos, em energia para fábricas e na construção civil para desmoldar pavimentos.

Fonte: UOL

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