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MENSAGEM DA UNESCO PARA O DIA INTERNACIONAL PELA REDUÇÃO DE DESASTRES



14/10/2017

Mensagem de Irina Bokova, diretora-geral da UNESCO, por ocasião do Dia Internacional pela Redução de Desastres, 13 de outubro de 2017

Desastres produzidos por perigos naturais atingem fortemente as sociedades, afetando milhões de pessoas ao redor do mundo. Os últimos meses foram particularmente destrutivos, quando todos viram a extensão da ameaça e de nossa própria vulnerabilidade. Ciclones no Caribe e nos Estados Unidos superaram em intensidade os níveis sazonais típicos, e a população do México foi atingida severamente por terremotos, apenas para citar alguns exemplos. Atividades humanas estão ligadas a tal agravamento. 

Em 2016, 24.2 milhões de pessoas tiveram que sair de suas casas por causa de desastres. Nos últimos 20 anos, mais de 1.35 milhões de pessoas morreram como resultado de sua vulnerabilidade e exposição a desastres naturais, com mulheres e meninas tendo que suportar as mais pesadas consequências. Nas últimas duas décadas, mais de 4 bilhões de pessoas foram desalojadas e desabrigadas, feridas ou em necessidade de assistência emergencial. A perda de vidas resultante é trágica, e o efeito da destruição é extremamente caro. Desastres levam a uma perda econômica anual estimada entre 250 e 300 bilhões de dólares. Tais valores são prováveis de aumentar com a crescente pressão da mudança climática, a superpopulação e a rápida urbanização.  

A UNESCO se solidariza com todas as pessoas afetadas por desastres ao redor do mundo. Isso deve ser traduzido em políticas públicas concretas para levar adiante a implementação do Marco de Sendai para a Redução de Riscos de Desastres, a Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável e o Acordo Climático de Paris. A UNESCO está atuando, de forma geral, para promover a consciência, a prevenção e a preparação de resposta para casos de desastres.  

Nós operamos na interface entre as ciências naturais e sociais, a educação, a cultura e a comunicação para reduzir a exposição a desastres e deslocamentos por meio de capacitações, compartilhamento de conhecimentos, criação de redes, avisos prévios e aconselhamento político.  

“Lar, seguro lar” é o slogan para este Dia Internacional pela Redução de Desastres. Esta é uma oportunidade de mobilizar o mundo e fortalecer a colaboração com todas as partes interessadas. Nós podemos reduzir os riscos que advém da rápida urbanização, da pobreza, da deterioração ambiental e da mudança climática. Acima de tudo, em primeiro lugar, precisamos evitar a criação de riscos. E isso demanda mais educação, cultura e conhecimento local, junto de habilidades de prevenção. 

Esta é a nossa mensagem – vamos juntar forças para compartilhá-la ao redor do mundo. 

Saiba mais sobre o Dia Internacional aqui (em inglês)

Fonte: UNESCO

Haiti é o país com mais mortos por catástrofes naturais, aponta ONU



13/10/2016

Devastado por um terrível terremoto em 2010 e por três anos de seca causados pelo fenômeno El Niño antes de ser atingido em 4 de outubro passado pelo furacão Matthew, o Haiti é o país com maior número de mortes (229.699) por catástrofes naturais - segundo a ONU.

De acordo com um estudo das Nações Unidas divulgado nesta quinta-feira (13), isso se dá tanto em termos absolutos quanto em relação ao total da população.

Nos últimos 20 anos, acrescenta o documento, 90% dos óbitos em catástrofes naturais foram registradas em países pobres, ou de renda média.

Os vínculos entre pobreza e catástrofes naturais são "muito claros" no caso do Haiti, explicou o representante especial das Nações Unidas para a Redução dos Riscos de Catástrofe, Robert Glasser, em entrevista coletiva.

"Considero realmente escandaloso e inaceitável que nós, à exceção do Haiti, tenhamos podido ver pela televisão como a tempestade se aproximava, enquanto era impossível avisar a população do lugar com alertas precoces, ou, quando se mandavam alertas precoces, não serviam de nada pela falta de formação da população", lamentou.

Pelo menos 1,35 milhão de pessoas morreram em catástrofes naturais entre 1996 e 2015, diz o estudo, publicado por ocasião do Dia Internacional para a Prevenção de Catástrofes.

O texto, que contabiliza 7.000 catástrofes naturais, mostra que terremotos e tsunamis são os "maiores homicidas", seguidos de perto pelos desastres ligados ao cima, informou a ONU em um comunicado.

"Os países de renda alta registram enormes perdas econômicas com as catástrofes naturais, mas, nos países com baixa renda, as pessoas pagam com a vida."

Ban Ki-moon

Depois do Haiti, os países com maior número de mortes ligadas a catástrofes naturais são Indonésia (182.136 mortos), afetada pelo tsunami de dezembro de 2004 no oceano Índico, e Mianmar (139.515 mortos), varrido pelo ciclone Nargis em maio de 2008.

Na sequência, aparecem China, Índia, Paquistão, Rússia, Sri Lanka, Irã e Venezuela.

Na relação dos 20 países mais afetados também aparecem países ricos como França, Itália, Espanha e Japão.

Fonte: UOL

Sobe para 238 mortos em terremoto no Afeganistão e Paquistão

Foto: EFE

26/10/2015

O número de mortos devido ao forte terremoto que atingiu hoje (26) o Afeganistão e o Paquistão subiu para, pelo menos, 238, segundo um novo balanço das autoridades locais. O balanço anterior relatava 160 mortos e mais de mil feridos nos dois países. O abalo também foi sentido na Índia.

No Paquistão, as autoridades locais atualizaram o número de vítimas, indicando que pelo menos 154 pessoas morreram e mais de mil ficaram feridas na sequência do forte abalo de magnitude 7,5 na escala Richter. Do lado do Afeganistão, o mais recente balanço indicou a existência de pelo menos 84 mortos. As autoridades afegãs admitem, no entanto, que este número deverá aumentar quando conseguirem recuperar a comunicação com as zonas mais isoladas daquele país.

"Algumas redes de comunicações móveis estão danificadas e estamos tentando descobrir como podemos contatar com as províncias com as quais não conseguimos estabelecer, até agora, contato", informou o chefe do governo afegão, Abdullah Abdullah, durante uma reunião de emergência do Executivo.

Segundo o Instituto Geológico dos Estados Unidos, o epicentro do terremoto foi em Jurm, nas montanhas da província de Badakhshan, no extremo Nordeste do Afeganistão, a uma profundidade de 213,5 quilômetros. O abalo durou pelo menos um minuto e foi sentida pelo menos uma réplica pouco depois de magnitude 4,8, segundo o instituto geológico.

Fonte: Terra


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