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Inscrições abertas para seminário sobre água

Gilberto Soares/MMA

03/01/2018

Com o tema “Águas pela Paz”, evento será realizado nos dias 11 e 12 de janeiro em Brasília. Participação é gratuita.

Estão abertas as inscrições para o II Seminário Internacional Água e Transdisciplinaridade — “Águas pela Paz”, promovido pela Unesco com apoio da Agência Nacional de Águas (ANA), do Ministério do Meio Ambiente e parceiros. Nos dias 11 e 12 de janeiro, o evento reunirá especialistas no Museu Nacional da República, em Brasília, para discutir a importância dos recursos hídricos para as relações entre comunidades e nações. Participação é gratuita.

Para o coordenador de Ciências Naturais da Unesco no Brasil, Fábio Eon, “além de ser um evento preparatório para o 8º Fórum Mundial da Água, o seminário Águas pela Paz inova e contribui para trazer ao debate uma visão mais humanista da água, que vai além do recurso natural a ser preservado”. “O seminário analisa a água como um direito de todos e um valor a ser compartilhado. Assim, pode ajudar a pautar algumas discussões do Fórum, que acontece em março”, completa o especialista.

Entre os temas abordados pelo encontro na próxima semana, estão educação, arte e cultura; saberes e tradições; direitos da natureza, pesquisa e inovação na perspectiva transdisciplinar; gestão de territórios e mediação de conflitos. O seminário promoverá ainda a realização de oficinas diversas.

Para os painéis de discussão, estão confirmados palestrantes de diversas nacionalidades e áreas do conhecimento. Entre eles, o líder espiritual e humanitário brasileiro Sri Prem Baba, que vai ministrar a Palestra Magna; Beverly Rubik, doutor em Biofísica; Anivaldo Miranda, presidente do Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio São Francisco; Álvaro Tukano, diretor do Memorial dos Povos Indígenas; Moema Libera Viezzer, socióloga, educadora e escritora; Massimiliano Lombardo, oficial de Meio Ambiente do Setor de Ciências Naturais da UNESCO no Brasil; e o Cardeal Dom Sergio da Rocha, arcebispo metropolitano de Brasília.

Ao final do evento, um documento produzido durante o seminário encaminhado como contribuição ao debates do oitavo Fórum Mundial da Água e do Fórum Alternativo Mundial da Água (FAMA 2018).





MENSAGEM DA UNESCO PARA O DIA INTERNACIONAL PELA REDUÇÃO DE DESASTRES



14/10/2017

Mensagem de Irina Bokova, diretora-geral da UNESCO, por ocasião do Dia Internacional pela Redução de Desastres, 13 de outubro de 2017

Desastres produzidos por perigos naturais atingem fortemente as sociedades, afetando milhões de pessoas ao redor do mundo. Os últimos meses foram particularmente destrutivos, quando todos viram a extensão da ameaça e de nossa própria vulnerabilidade. Ciclones no Caribe e nos Estados Unidos superaram em intensidade os níveis sazonais típicos, e a população do México foi atingida severamente por terremotos, apenas para citar alguns exemplos. Atividades humanas estão ligadas a tal agravamento. 

Em 2016, 24.2 milhões de pessoas tiveram que sair de suas casas por causa de desastres. Nos últimos 20 anos, mais de 1.35 milhões de pessoas morreram como resultado de sua vulnerabilidade e exposição a desastres naturais, com mulheres e meninas tendo que suportar as mais pesadas consequências. Nas últimas duas décadas, mais de 4 bilhões de pessoas foram desalojadas e desabrigadas, feridas ou em necessidade de assistência emergencial. A perda de vidas resultante é trágica, e o efeito da destruição é extremamente caro. Desastres levam a uma perda econômica anual estimada entre 250 e 300 bilhões de dólares. Tais valores são prováveis de aumentar com a crescente pressão da mudança climática, a superpopulação e a rápida urbanização.  

A UNESCO se solidariza com todas as pessoas afetadas por desastres ao redor do mundo. Isso deve ser traduzido em políticas públicas concretas para levar adiante a implementação do Marco de Sendai para a Redução de Riscos de Desastres, a Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável e o Acordo Climático de Paris. A UNESCO está atuando, de forma geral, para promover a consciência, a prevenção e a preparação de resposta para casos de desastres.  

Nós operamos na interface entre as ciências naturais e sociais, a educação, a cultura e a comunicação para reduzir a exposição a desastres e deslocamentos por meio de capacitações, compartilhamento de conhecimentos, criação de redes, avisos prévios e aconselhamento político.  

“Lar, seguro lar” é o slogan para este Dia Internacional pela Redução de Desastres. Esta é uma oportunidade de mobilizar o mundo e fortalecer a colaboração com todas as partes interessadas. Nós podemos reduzir os riscos que advém da rápida urbanização, da pobreza, da deterioração ambiental e da mudança climática. Acima de tudo, em primeiro lugar, precisamos evitar a criação de riscos. E isso demanda mais educação, cultura e conhecimento local, junto de habilidades de prevenção. 

Esta é a nossa mensagem – vamos juntar forças para compartilhá-la ao redor do mundo. 

Saiba mais sobre o Dia Internacional aqui (em inglês)

Fonte: UNESCO

Mensagem da UNESCO para o Dia Mundial da Água



18/03/2017

Mensagem de Irina Bokova, diretora-geral da UNESCO, por ocasião do Dia Mundial da Água, 22 de março de 2017

A maioria das atividades humanas produz águas residuais, e mais de 80% das águas residuais do mundo são despejadas no meio ambiente sem tratamento. Essa situação não pode mais continuar, segundo a mensagem do Relatório Mundial das Nações Unidas sobre o Desenvolvimento dos Recursos Hídricos de 2017. Limitar o despejo na natureza de águas residuais não tratadas permite não somente salvar vidas e fortalecer ecossistemas saudáveis, mas também contribui para o desenvolvimento sustentável. 

O acesso à água potável e aos serviços de saneamento é essencial aos direitos humanos, assim como à dignidade e à sobrevivência de mulheres e homens em todo o mundo, sobretudo dos mais desfavorecidos. É indispensável a implementação do Programa de Desenvolvimento Sustentável até 2030, pois a água inter-relaciona os 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável e suas metas. 

Face a uma demanda crescente, as águas residuais podem constituir uma fonte alternativa confiável: por isso, é necessário modificar a gestão das águas residuais e passar de um modelo de “tratamento e eliminação” para um modelo de “redução, reutilização, reciclagem e recuperação dos recursos”. As águas residuais não devem mais ser consideradas como um problema, mas como uma parte da solução dos desafios que todas as sociedades enfrentam hoje. As águas residuais podem constituir outra fonte de água rentável, durável, segura e confiável para toda uma variedade de usos, tais como: irrigação, atividades industriais ou água potável, sobretudo em um contexto de escassez hídrica. Para que isso aconteça, devemos mudar nossas mentalidades, nos sensibilizar e redobrar os esforços para divulgar as vantagens da reutilização das águas residuais. 

A melhoria da gestão das águas residuais deve estar no centro de uma economia circular, de forma a realizar um equilíbrio entre o desenvolvimento, a proteção e a exploração sustentável dos recursos naturais. As vantagens são múltiplas para a segurança alimentar e energética, mas também para a atenuação dos efeitos da mudança climática.

Como a agência das Nações Unidas para as ciências da água e a educação, a UNESCO atua em todas as frentes do Programa Hidrológico Internacional e em sua rede de comitês nacionais, centros e cátedras. Nosso Programa Mundial de Avaliação dos Recursos Hídricos oferece aos governos e à comunidade internacional acesso a informações úteis para a formulação de políticas sobre os recursos mundiais de água potável e utiliza técnicas de vanguarda para o monitoramento dos recursos hídricos, tendo em vista as questões de gênero. Todos esses elementos são indispensáveis para assegurar o sucesso do Programa de Desenvolvimento Sustentável até 2030.

Em uma época em que a demanda aumenta e os recursos limitados estão sob crescente pressão devido à captação excessiva, à poluição e à mudança climática, não podemos simplesmente negligenciar as oportunidades que oferecem melhorias para a gestão das águas residuais. Não temos condições de desperdiçar as águas residuais. Esta é a mensagem que a UNESCO lança hoje.  


Fonte: UNESCO

UNICEF: 21 milhões de crianças estão fora da escola no Oriente Médio e Norte da África

Crianças sírias em um campo para refugiados na Jordânia. Foto: Young Syrian 
refugees at Jordan’s Za’atri camp. Photo: ACNUR/A. Rummery

16/04/2015

Relatório de agências da ONU aponta que um total de 21 milhões de crianças e adolescentes não estão estudando ou correm o risco de abandonar a escola na região.

Apesar do impressionante progresso no aumento da taxa de escolarização na última década, uma em cada quatro crianças e adolescentes que vivem no Oriente Médio e Norte da África (MENA) ou estão fora da escola ou em risco de abandono, de acordo com o Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF).

“Em um momento de tamanha mudança e tumulto, essa região simplesmente não pode permitir que 21 milhões de crianças caiam no esquecimento”, disse Maria Calivis, diretora regional do UNICEF MENA, em um comunicado de Beirute.

De acordo com um relatório conjunto entre o UNICEF e a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO), houve uma redução de 40% no número de crianças fora das escolas na região de MENA ao longo da última década. Entretanto, o progresso tem sido mais lento recentemente devido a uma combinação de pobreza, discriminação, falta de aprendizagem de qualidade e conflito.

Segundo o relatório, 12,3 milhões de crianças e adolescentes no Oriente Médio e no Norte da África estão fora das escolas, além de outros seis milhões com risco de abandoná-las. A esta conta, somam-se outras três milhões que estão sem estudar na Síria e no Iraque devido ao conflito.

As meninas são as mais afetadas pela evasão escolar na região. Em média, uma menina no MENA tem 25% menos chances de estar na escola que um menino.

Fonte: ONU Brasil

Destroços em mar do Haiti podem ser de caravela de Colombo

Réplica da nau de Colombo, construída em 1997 por um holandês. 
Trabalhos levaram doze meses - Foto: Divulgação

11/07/2014

Especialistas da Unesco farão análise do que pode ser a Caravela Santa Maria, que trouxe o navegador genovês até a América em 1492

A Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (Unesco) enviou um grupo de especialistas ao Haiti para examinar os destroços de uma embarcação na costa da cidade de Cabo Haitiano, no norte do país. O pedido foi feito pelo governo haitiano, que acredita que o navio submerso possa ser a nau Santa Maria, que trouxe o navegador e explorador genovês Cristóvão Colombo à América em 1492.

A solicitação por um grupo de especialistas partiu da ministra da Cultura do Haiti, Monique Rocourt, como forma de proteger o patrimônio cultural subaquático do país. Os pesquisadores irão analisar o estado da embarcação e confirmar sua origem. Desde 2001, a Convenção da Unesco sobre o patrimônio subaquático busca proteger e preservar os objetos encontrados. Até agora, 48 países fazem parte da ação, entre eles o Haiti.

Segundo os registros históricos, a caravela Santa Maria encalhou em um recife ao norte da costa onde hoje fica o Haiti, afundando em 25 de dezembro de 1492. Também faziam parte da expdição de Colombo as naus Niña e Pinta, que viajaram ao oeste do continente europeu na esperança de descobrir o Novo Mundo. A descoberta dos destroços de Santa Maria ocorreu em 14 de maio pelo explorador submarino americano Bill Clifford. Equipes investigam o local desde 2003.



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